terça-feira, 12 de outubro de 2010

NOSSA SENHORA APARECIDA DAS ÁGUAS

Era outubro do ano de 1717 na pequena vila de Santo Antônio de Guaratinguetá no Estado de São Paulo um fato aconteceu e mudou a vida daquela região para sempre.  Vou contar aqui como tudo aconteceu:



Uma pessoa muito importante iria visitar a Vila de Guaratinguetá, era o Conde de Assumar , Governador de São Paulo. Como parte da visita devia oferecer um grande banquete em recepção ao governador, e incluía neste cardápio peixes do Rio Paraíba do Sul


Mas como pescar se não era época favorável à pescaria?
A Câmara decidiu e estabeleceu a todos os pescadores que fizessem a pesca. Os pescadores: João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, partiram do Porto Itaguaçu, onde moravam, mesmo sem expectativas. Lançaram suas redes horas a fio e nada... remaram toda noite em busca dos peixes. Se não pescassem, pagariam muito caro.


E foi então que, já cansados da tarefa, mas sem desanimar, no Porto de Itaguaçu, João Alves sentiu a rede pesar. Pensaram: Serão peixes? ... logo imaginaram...., mas não! Era um corpo de uma imagem sem a cabeça. Mas onde estava a cabeça?...


Guardaram o achado e continuaram a pescar, mais acima,  no mesmo rio, certo tempo depois, o mesmo pescador, puxou a rede e veio a surpresa, estava enroscada uma cabeça, era a cabeça da imagem. 


João Alves uniu o corpo com a cebeça e pode comprovar que era da imagem pois, ela ajustou-se certinho ao corpo. Aquilo só podia ser um milagre, viram que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. 
Logo, enrolaram os pedaços no pano e continuaram a busca por peixes. E qual foi o milagre, da pesca da cabeça e do corpo? Não!; as suas redes encheram-se de muitos peixes e foram tantos, que temiam que as canoas se afundassem. A Mãe socorreu os seus filhos para que eles cumprissem a sua tarefa, e fossem levar os peixes como determinado. E para mostrar que era ela que intercedia em favor daqueles homens, deixou-se pescar sua imagem indicando sua materna proteção. 


Esse episódio lembra a Pesca Milagrosa do Evangelho, onde Jesus manda seus discípulos pescarem depois de uma noite inteira sem pescar, Simão Pedro obedecendo a Jesus, lançou as redes e pescaram muitos peixes...(Mt5,1-9) 
A Mãe de Jesus vem através de seu filho interceder em favor dos pobres. Ela se apresenta como a Mãe sempre atenta e presente nas nossas necessidades. E foi isso que aconteceu. Como em Caná da Galiléia Maria prova que está sempre atenta às necessidades do pobre e necessitado.


Continuando... O fato se espalhou-se por toda redondeza. Os pescadores vendo que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, passaram a chamá-la de Nossa Senhora Aparecida das Águas. Atanásio, pescador e filho de Felipe Pedroso que herdou do pai a imagem, fez para ela um oratório e a colocou. Todas as noites reuniam-se para rezar o terço junto com os seus vizinhos. Mais tarde achando-se proveniente a Igreja acrescentou-lhe o nome de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, conforme representava a imagenzinha encontrada. Lembrando que, Nossa Senhora não apareceu como aconteceu como em Lourdes, em Fátima ou em Lourdes aos quais ela mesma se manifestou à Santa Bernadete como a "Imaculada Conceição" ou em Fátima, como aos pastorinhos a "Senhora do Rosário", ou na França, à Santa Catarina de Labouré como a "Nossa Senhora das Graças", etc. No Brasil, ela se manifestou através de um símbolo de fé que é sua imagem. Portanto, a imagem encontrada no Rio Paraíba, não é de certo a mais bela artisticamente, mas é a mais bela espiritualmente, quando olhamos para Maria de mãos postas junto ao peito em oração, nos indicando que ela é meio mais fácil, ela pode e consegue-nos chegar até Jesus se recorrermos à sua intercessão. 

Embora em situações diferentes, mas com o mesmo objetivo: mostrar aos cristãos que ela está sempre conosco a nosso favor nos momentos mais difíceis, pois é a nossa Mãe e Mãe da Igreja. Que ela nos ama, assim como seu Filho Jesus, que nunca nos abandona. E o objetivo de Maria é sempre esse, converter os pecadores. Que se voltem e se dediquem com amor a Jesus aos irmãos e a Igreja. Maria nunca nos afasta de Deus, mas ela é um elo importante que nos liga a Deus por Jesus Cristo.


O SEGUNDO MILAGRE - certa noite durante a reza do terço as velas do altar se apagaram. Silvana Rocha foi até a cozinha para buscar uma chama para reacendê-las quando  de repente as mesmas se acenderam por si só. O susto foi grande. A partir desse milagre, começaram a acender muitas velas, foi então que a imagem que era morena, pois era feita de terra-cota, um barro escuro, ficou ainda com um tom mais escuro. Quase negro por causa do chumaço das velas. Também lhe deram um manto e coroa.




Esse episódio também lembra o Fogo Divino em Pentecostes  caindo sobre Maria e os Apóstolos lá no Cenáculo. Maria é aquela que é cheia do Espírito Santo, pois o próprio Deus quis que ela fosse iluminada por Ele e sua maternidade divina foi obra do Espírito Santo. 


A DEVOÇÃO  - Vinte anos depois do acontecimento, a devoção se espalhou por toda região e pelo Brasil inteiro. Por causa da chegada de muitos visitantes, a casa onde se abrigava a imagem ficou pequena. 
E a repercursão  dos diversos milagres se espalhava cada vez mais. Então já no ano de 1732 pensavam em construir uma igreja para a santinha. Mas antes era necessário que a Igreja Católica aprovasse o culto à Nossa Senhora, Aparecida das Águas,  como ficou conhecida anteriormente.
O Pe. José Alves Vilella, que era pároco de Guaratinguetá providenciou para que tudo fosse regulamentado pelas autoridades da Igreja.
Maria é encontrada justamente em um período em que a escravidão era um fato terrível, uma mancha num país tão belo. Além disso o povo brasileiro pobre, explorado pelas grandes elites do poder os deixava a míngua à beira de muitas necessidades e sem nenhuma assistência. 


No tempo que Nossa Senhora Aparecida foi pescada, era o tempo de escravidão no Brasil, onde os negros, sobretudo os mais frágeis, tinham as cabeças degoladas e lançadas no rio. Assim a Mãe de Jesus se apresenta sem a cabeça, lembrando a todos que ela, a Mãe de Jesus estava presente de seu filho no rosto e no sofrimento daqueles irmãos escravizados; sem direitos, sem pátria, a mercê da própria sorte. A Santa Negra achada no Rio Paraíba, nos mostra em sinais, de que Deus faz opção pelos pobres, pelos marginalizados. E onde está o pobre o doente e o excluído, ali está Jesus na pessoa de cada um deles. 
Maria Santíssima vem nos trazer este sinal. O recado dela em 1717 é o mesmo para nós hoje: a Mãe do Céu quer que entre o povo Brasileiro não haja exclusões, nem nenhuma espécie de escravidão física, social ou moral. Quer vivamos em dignidade como filhos e filhas de Deus Pai.    


O encontro da imagem de Nossa Senhora, no longínquo ano de 1717, no Rio Paraíba do Sul, tinha tudo para ser um evento local, quando muito regional, sem o "fôlego" para perpetuar-se e fazer história. Afinal, que influência tinham aqueles três pescadores e quem daria crédito àquela pobre gente?


"A devoção à Santa "Aparecida das Águas" teria sido somente pessoal ou familiar, circunscrita às proximidades da Vila dos pescadores em Itaguaçu. Mas Deus escreveu outra história.
Não se sabe bem como e com quais meios, mas a notícia do "achado da santa" espalhou-se, certamente levada de boca em boca pelos muitos viajantes que transitavam de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A comunicação foi eficiente e o fato tornou-se conhecido regionalmente e, num processo continuado, pelo Brasil afora. A boa notícia tem pernas longas!


Aparecida caiu no gosto do povo, entrou na alma e na cultura de nossa gente. Quantas são as mulheres cujo nome é "Aparecida"!? E os "Aparecidos" como primeiro ou segundo nome dos homens?! " (Pe. Darci J. Nicioli, C. Ss.R; reitor do Santuário Nacional de Aparecida) ( Revista de Aparecida- ed.  01/11)


UMA REFLEXÃO..... VAMOS PENSAR!?      


A Senhora da Conceição, de cor morena, mostra que: é preciso se libertar de toda e qualquer escravidão, do pecado, do vício e sobretudo dos preconceitos que excluem tantos da sociedade. Ela também nos mostra que sempre intercede por nós e sempre está ao nosso favor através de seu Filho. Aliás, Maria aparece numa época em que o pobre, o negro escravo, não tinha seus direitos respeitados. Naquela imagem que aparece com a cabeça desprendida do corpo nos lembra, que os escravos naquela época sofriam além de muitos castigos, a morte por decapitação, eles mereciam ser tratados como filhos de Deus e da Mãe do Céu, cuja veio sua imagem aparecer de cor morena e interceder não só por eles mas por todos.
 A Santa Negra de Aparecida ensina-nos a lição de Deus Pai, quando em Gênesis fala-nos que fez o homem à sua imagem e semelhança.


 Não pode e nunca poderá haver discriminação de cor, raça e religião se somos filhos de Deus e de Nossa Mãe Maria Santíssima e pede libertação.


Libertação não só dos preconceitos, mas de tudo que possa ofender a Jesus Cristo seu filho. A Mãe de Jesus e nossa quer que todos sejamos irmãos. A união do corpo da imagem com a cabeça, vem nos mostrar que a Igreja, Corpo Místico de Cristo, deve sempre estar ligada ao Cabeça desta Igreja que é Jesus através de sua Mãe Maria Santíssima. 


Pois quem não tem Nossa Senhora como mãe, não pode também pertencer a Cristo, como nosso irmão, Ele é Filho de Maria, e nem a Deus como Pai, porque o Pai a privilegiou de graças e a fez esposa do Espírito Santo. Quando olhamos para aquela pequenina imagem, não vemos Maria uma deusa, nem adoramos a imagem de barro, mas a veneramos no Céu por ser nossa Mãe, Medianeira das graças e Corredentora junto ao seu Filho. E tantas foram, e ainda serão as graças e milagres transmitidos de Deus através Maria Santíssima, sob o título de Senhora Aparecida. Maria não é uma deusa, mas, é filha predileta de Deus, desde os primórdios escolhida e preservada. A imagem nada significa se não olharmos além da imagem e atender o que ela mesmo pede no Evangelho: "...Fazei tudo o que ele (Jesus) vos disser!"...(Jo2, 5).   


Jesus, nos deu Maria como Mãe ao pés da Cruz. A presença de Maria que apresenta-nos como Corredentora, nos lembra a escravidão do Egito, vivida pelo povo hebreu e, cujo, foi a própria mão do Senhor que os libertou.


Maria é aquela que anuncia a nova libertação em seu canto do Magnificat, onde ela diz: "Minha alma glorifica o Senhor e exulta meu espírito em Deus meu Salvador porque olhou para sua pobre serva. Por isso desde agora e sempre todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada, porque o Senhor realizou em mim maravilhas..." (Lc1, 46-48) - Maria como é a cheia de graça, por isso, ela pode interceder por nós a todo instante com este mesmo amor de mãe.


Se o Senhor fez maravilhas na sua vida é porque ela aceitou viver esta entrega de Mãe Corredentora, por ela as maravilhas de Deus podem ser realizadas. Certo de que Jesus é o único mediador (da graça da salvação), Maria Santíssima é nossa medianeira, ou, como costumamos dizer "tudo por Jesus, nada sem Maria". E essa mesma libertação que Maria pede simbolizada naquela pequena imagem encontrada no Rio Paraíba, que o Senhor Deus, não deseja mais nenhum tipo de escravidão ao povo brasileiro, seja física, espiritual ou material. Maria se apresenta negra para se solidarizar com todas as mães negras. E nos ensina que a libertação que precisamos ter é principalmente deixarmos de lado tudo aquilo que nos torna escravos, principalmente o pecado e nos apresentemos libertos diante de Deus. Assim, podemos como ela entoar essa frase do Magnificat: "O senhor fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome!"                


HISTÓRICO DA DEVOÇÃO E DA CONSTRUÇÃO DA IGREJA DEDICADA À N. SRA. APARECIDA


No ano de 1743, o Padre José encaminhou os documentos ao bispo do Rio de janeiro, D. Fr. João da Cruz. Não demorou e chegou a licença do bispo para que fosse construída a primeira igreja dedicada à Senhora Aparecida e também o aprovamento do seu culto com o título invocativo de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.






Escolheram um local, de início não foi muito fácil. Os terrenos não eram muito apropriados e eram sujeitos à inundações. Então escolheram o Morro dos Coqueiros. À princípio uma capela. O término da construção foi  em 1745, construída pelos escravos. Quem dirigiu a obra foi o fazendeiro o Cap. Antônio Raposo Leme. Depois surgiu a necessidade de aumentar a igreja e ela passou a ganhar duas torres laterais, isso entre os anos 1760 e 1770. Com o passar dos anos a igreja que era toda de taipa de pilão foi se desgastando então surgiu a necessidade de se fazer uma reforma, usando partes de pedras na construção, isso aconteceu entre anos de 1824 a 1831. Mais tarde em 1844, as torres também estavam correndo perigo de cair e foram demolidas e construídas outras novas no lugar. 


A Igreja, (basílica velha como conhecemos), onde está hoje no alto do Morro dos coqueiros é uma mais nova construção que substituiu a taipa de pilão por alvenaria essa terceira reforma  se deu entres os anos de 1844 a 1888 foi a mais demorada por causa de certos atrasos no plano de construção. Graças ao Frei Monte Carmelo ela pode ficar pronta em 1878. De lá pra cá não cessou um instante as romarias de gente de todo lugar para fazer suas orações, pagar suas promessas e buscar a ajuda da Mãe Aparecida.  


A capelinha já tinha se tornado Paróquia em 1893 e também adquirido o título de Santuário Episcopal em 28 de novembro do ano de 1893. Esse título foi dado por D. Lino D. R. de Carvalho, bispo de São Paulo. Tendo como primeiro pároco o Pe Claro Monteiro do Amaral. 
Em 1894 chegava da Alemanha os missionários redentoristas que assumiram a paróquia de Aparecida e Pe. Claro Monteiro foi assumir outros trabalhos missionários. 


Nossa Senhora Aparecida foi declarada Padroeira do Brasil no ano de 1931 pelo papa Pio XI.


O título de Basílica Menor foi dado à igreja de Nossa Senhora Aparecida em 1908 pelo papa Pio XI, a sagração foi feita em setembro de 1909 por D. Duarte Leopoldo e Silva. Com a construção do novo santuário a basílica nova recebe também o nome de basílica menor desde o ano de 1980 quando foi sagrada pelo Papa João Paulo II. E em 1984 a CNBB- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil a declarou como Santuário nacional.       


TERCEIRO MILAGRE - um escravo de nome Zacarias que havia fugido de uma fazenda, percorria aquela região quando foi apanhado pelo seu dono. No caminho, vinha passando aos arredores da capela de Nossa Senhora Aparecida, quando pediu insistentemente para ir até lá conhecer a santa e rezar. Seu pedido foi atendido. Enquanto rezava, estava preso às correntes, eis que elas se quebraram. O dono então caiu de joelhos pedindo perdão à Virgem e se converteu libertando o escravo.


QUARTO MILAGRE - também uma jovem cega pediu que sua mãe a levasse até a capela para pedir a Nossa Senhora Aparecida a graça da visão. Sua mãe logo atendeu; e puseram-se em caminhada. Quando estavam chegando já perto da capelinha o milagre aconteceu, a jovem viu ao longe a igreja e contou à sua mãe que já enxergava. 
Esse fato nos lembra a cura do cego, onde Jesus faz um barro com a saliva e manda que ele se lave na piscina de Siloé e ficou curado. Jesus então se apresenta como a luz do mundo. (Jo9, 1-11); Também nos recorda a fé do Cego de Jericó, que,  pedindo insistentemente, Jesus o curou, mediante a sua fé. A menina confiou na intercessão da Mãe de Jesus,  foi buscar a graça, na certeza de ser atendida a sua fé na Virgem fez com que Deus através de Maria a curasse, mesmo antes de entrar na capelinha da Mãe Aparecida.


QUINTO MILAGRE - um certo senhor, incrédulo, não acreditava nos milagres,  nem em Nossa Senhora Aparecida. Junto com seus companheiros dizia que tudo o que acontecia em Aparecida era mentira; e que a história da santa era uma farsa. Ele então desafiou seus amigos dizendo que para provar que tudo aquilo era uma mentira, iria até lá e entraria na igreja montado em seu cavalo, e que ninguém o impediria. E assim fez. Quando chegou, estava celebrando a missa, na hora em que seu cavalo colocou as patas na calçada da igreja, uma pata ficou presa misteriosamente na pedra da escadaria; o cavalo refugou e jogou o cavaleiro no chão. A marca da ferradura ficou gravada na pedra. (que hoje se encontra no museu do Santuário Nacional como prova do acontecido)
O cavaleiro se converteu, não morreu, mas se tornou grande devoto de Nossa Senhora Aparecida. 
Esse fato nos lembra a conversão de São Paulo, onde, empreendendo uma viagem a Damasco, para prender os cristãos teve sua conversão, quando se deu o seu encontro com Jesus Ressuscitado, caiu do cavalo.  At 9,1.3-5.  
Estes foram os primeiros de muitos milagres e graças que posteriormente vinham ser alcançadas por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora nunca deixou um instante sequer de socorrer os que a ela recorrem.                                   






A Princesa Isabel Regente, visitou a Igreja de Nossa Senhora Aparecida em 1888, nessa ocasião presenteou a imagem Nossa Senhora com uma linda coroa de ouro e pedras preciosas. Mas a coroação só aconteceu em 1904 com a presença do Núncio Apostólico D. Júlio Tonti.
A Pricesa Isabel tinha conseguido uma graça por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Ela havia sofrido vários abortos espontâneos, não conseguia engravidar. Foi então que recorrendo à Nossa Senhora Aparecida ela deu à luz à duas crianças lindas e sadias. Foi então que como gesto de gratidão,  doou para a imagem da Virgem de Aparecida o manto e a coroa.  


No ano do seu jubileu quando se completavam 250 anos do encontro da imagem, em 1967 o Papa Paulo VI ofertou uma rosa de ouro que foi entregue pelo cardeal Amleto Giovanni Cicognani em 1967. Também o Papa João Paulo II. E recentemente o Papa Bento XVI também ofertou uma rosa de ouro à Nossa Senhora, no dia 13 de maio de 2007.  


Segundo os registros históricos, a festa de Nossa Senhora Aparecida já aconteceu em várias datas. Sendo a Antiga Basílica inaugurada na metade do século XVIII (1745),  a festa de Nossa Senhora Aparecida era comemorada no primeiro domingo de maio. O Papa Leão XIII, foi quem incluiu a festa no calendário diocesano, no ano de 1894, e seria celebrada no quinto domingo após a Páscoa. O Papa Pio X, no ano de 1908 mandou colocar no Breviário e no Missal a data em 11 de maio para celebrar a festa; Os Bispos do Brasil solicitaram que esta data mudasse para o dia 07 de setembro, por incluir dentro do dia da independência se se tornaria mais próprio. Em 1953 a CNBB, determinou que definitivamente a festa fosse realizada em 12 de outubro, data que marca o descobrimento da América e dia das crianças. Em 1980, o Presidente da República, João Batista Figueiredo, declarou através da Lei Federal no. 6. 802 que 12 de outubro fosse feriado nacional para o culto Público e Oficial à Nossa Senhora Aparecida. Também neste ano aconteceu a visita do Papa João Paulo II ao Brasil.       


Logo após a chegada dos Missionários Redentoristas que iniciaram e deram suporte aos romeiros vindos de todo lugar do Brasil e do mundo, também foram fundadas três obras importantes: O Seminário Santo Afonso e a Rádio Aparecida que levava aos mais longínquos  rincões a devoção mariana à Nossa Senhora Aparecida e também a Gráfica e Editora Santuário. Mais tarde o local se emancipou de Guaratinguetá e passou a chamar Cidade de Aparecida. Os missionários ainda organizaram um centro de apoio para os romeiros e diversas obras ainda continuam acontecendo para acolher os romeiros. 






Hoje já bem consolidado o Santuário passa ainda por grandes e significativas reformas e também foi criada a TV Aparecida com a ajuda dos devotos de todo Brasil. Leva através da imagem o Santuário para dentro de todas as famílias católicas e devotas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Com uma rica grade de programação estende seu braço evangelizador a todos os fiéis.


Ainda possuem obras sociais como a CASA DO PÃO e o PROJETO PENSA, além de orfanatos e muitas outras que o Santuário ajuda a manter. 


Realmente é uma grande obra missionária que quis Deus através de Nossa Senhora nos abençoar. Aparecida é uma cidade mariana, a "Capital Mariana" do Brasil. Onde Nossa Senhora se faz presente e concede inúmeras graças. Hoje A cidade de Aparecida é um polo turístico-religioso, com uma infra estrutura excelente voltada a receber os devotos de vários locais do Brasil. Uma cidade que é considerada a Capital Mariana do Brasil. Possui diversos hotéis, restaurantes, uma boa praça de alimentação com um parque de diversões para as crianças, um shopping e pontos turísticos diversos como: o morro do cruzeiro, o presépio, o mirante, o local onde a imagem foi encontrada (antigo porto Itaguaçu), o memorial Padre Redentorista em homenagem a Victor. Além da Matriz Basílica e tantos outros. Além de contar com a hospitalidade da Mãe Aparecida, a cidade através dos padres Redentoristas é se preocupar com o conforto e a acolhida dos que vão à Aparecida se encontrar com Nossa Senhora e com a sua Imagem que desde 1717 está conosco como símbolo do amor de Nossa Senhora por  todos os brasileiros. Tudo isto só foi possível porque os devotos mantém esta grande obra através da Campanha dos Devotos da Casa da Mãe Aparecida. Seja você também um participante desta campanha. O pouco que você doa contribui muito para as obras do Santuário Nacional.            






SEJA UM DEVOTO DE NOSSA SENHORA COMPROMETIDO COM AS OBRAS DO SANTUÁRIO NACIONAL - PARTICIPE DA CAMPANHA DOS DEVOTOS DA MÃE APARECIDA - LIGUE 0300 210 12 10  E FAÇA SUA INSCRIÇÃO. VOCÊ RECEBERÁ TODOS OS MESES A REVISTA DE APARECIDA, TOTALMENTE DE GRAÇA E SEM NENHUM CUSTO, PARA EVANGELIZAR VOCÊ E SUA FAMÍLIA. 
  

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Presença dos Valores na FAMÍLIA

A família é a célula básica natural da comunidade humana. Como valor não se discute. Não tem substituto. É a fonte do amor e da vida, o berço e a escola natural dos valores da vida, a Igreja doméstica para nós cristãos. Pela família passa o futuro da vida, da Igreja e da própria humanidade. Sempre que a família como célula base da sociedade na história da humanidade se debilitou, os povos e as nações perderam sua solidez, adoeceram e ao mesmo tempo desapareceram.

Os estudos das ciências humanas nos mostram que a qualidade de vida das pessoas, das famílias, das relações humanas na comunidade, na sociedade e na própria humanidade dependem de quatro pilares insubstituíveis:

  1. SOLIDEZ FAMILIAR - na base de tudo sempre deve se situar a solidez da família afetiva: isto é, a relação sadia entre homem e mulher, pais e filhos, avós e parentes. Entretanto, por solidez familiar, não se trata apenas de entender a prioridade da saúde da célula familiar afetiva mas se trata de entender a forma consciente do viver e do existir em comunidade, na sociedade e uma pátria onde ninguém é se sente excluído não importa a idade, as classes, cor, raça e religião. 
  2. ORDEM DE VALORES - numa família, sociedade ou pátria onde não se cultiva a presença dos valores básicos da vida o caos com facilidade acontecerá a nível pessoal, afetivo e de sadia convivência humana entre as pessoas. Vivemos a era da tragédia existencial onde se prioriza o ter, o possuir, o gozar, a esperteza o egoísmo e o individualismo em detrimento dos valores éticos, da moral, do ser, do existir, do viver, do conviver, da justiça e da substancial igualdade de direitos. Sem a presença dos verdadeiros valores o amor e a justiça com todos e entre todos não se tornam norma de comportamento humano.
  3. SENTIDO DA VIDA - perder a consciência do valor maior da vida humana é esvaziar o dinamismo maior da família em sua essência. Sem essa consciência o próprio amor vira comércio, uma troca de interesses e de compensações e não uma experiência de vida que gera vidas. O desconhecimento do sentido maior da vida humana gera destruição das relações afetivas. Infelizmente vivemos num tempo em que se ensina a finalidade de tudo, menos da vida, do existir, do amor e do amarmo-nos. É muito não ensinar o porquê e o para que da existência humana, isto é: responder as perguntas de onde viemos, porque viemos, para que vivemos e para onde vamos.
  4. SIGNIFICADO E SENTIDO MAIOR DO AMOR -  nenhum tema em nossos dias é tão falado, aspirado e desejado como o amor. Mas sejamos sinceros. Nada mais se encontra esvaziado, manipulado e mesmo instrumentalizado do que o amor. Qual é mesmo o verdadeiro significado e sentido do amor, do amar e do deixar mar que realiza, que gera, promove e salva a vida a nível pessoal, de afetos de casamento, de família e de sociedade? .... sem a presença dos valores do humano e do divino amor virá instrumento de gozo, de uso, de posse e não o caminho de realização humana.  Na verdade sem a presença dos valores humano e do divino o amor se esvazia no sentido ao invés de libertar e salvar.  
Querer que nossas famílias se realizem, que sejam felizes e se transformem em fontes geradoras de vida e de amor, em igrejas domésticas vivas, sem primeiro ensinar o valor e o significado maior da vida e da existência humana é deixarmos nossas famílias sem um horizonte maior para sua sobrevivência na realização de suas aspirações e de seus sonhos.

Acreditem! - Não é a família em si que está em crise. É a vida sem seu sentido e razão de ser maior que está em crise. O esvaziamento do verdadeiro sentido e da razão de ser da existência humana na dimensão dos valores do humano e do divino é a grande ausência que tanto debilita os sonhos em realização de um amor amadurecido a nível pessoal, de família, de comunidade e de sadia convivência na humanidade.

O que precisamos saber é que a transmissão dos verdadeiros valores da vida humana não é uma questão apenas de ensinamento mas particularmente de coerência e testemunho de vida. A Paixão pela vida não se ensina com palavras mas com a própria vida.

(texto de Pe. Evaristo DeBiasi - mestre de Teologia dogmática da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e professor do ITESC) 

      

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PRESSA LIBERDADE OU ESCRAVIDÃO?

Você  sabia que o carvalho leva anos para se formar? E uma abóbora três meses? Já observou que em minutos devoramos uma laranja que gastou quatro estações para se formar?

A pressa e a agitação de nossos dias não nos deixam perceber nem o alvorecer nem o entardecer. Somos inquietos e agitados competidores do campeonato do tempo, e nem sabemos qual a taça que está em jogo.

Certa vez, uma senhora velhinha bateu à porta de uma casa e pediu um pouco de pão. Conversou muito agradecida com a dona da casa e com as crianças. Quando se afastou a menina da casa disse à sua mãe: "Quero ser uma velhinha simpática como essa!" E sua mãe lhe respondeu: "Então comece agora. Ou você acha que ela ficou assim do dia pra noite?" Isso é tão verdade! A vida ganha maturidade se tivermos paciência necessária para esculpi-la , como o artista que pacientemente esculpe a pedra bruta. 

A Sagrada Escritura já nos definiu que há um tempo para cada coisa: "Tempo para nascer, tempo para morrer, para plantar e para colher"... (Ecl 3, 1-8). Absorver a calma e a paz são uma consciência em nossos dias. Não posso querer que a criança seja jovem ou tenha atitudes de adulto. 

A pressa não faz o lírio florir antes do tempo nem a água da fonte saltar o rio para chegar à nossa casa. "Olhe a flor dos campos, olhe o passarinho. Ela tão bonita, ele no seu ninho. Nem o rei salomão, tão rico, assim vivia. Isso é verdade mais que a luz do dia", cantou Pe. Pelaquin. O tempo certamente continuará a nos preocupar, mas ele não pode andar tão depressa mais do que é capaz. Deus criou cada coisa num dia, e depois comtemplou sua obra criada.

E nós fazemos, corremos, enveredamos pelos atalhos para chegar mais depressa, para depois olhar para trás e perguntar: para que? A pressa não pode ser a senhora de nossa vida, mas a vida há de ser a senhora do tempo. E então, como vai a sua pressa?

"Vi a alegria das andorinhas que buscavam seu abrigo ao entardecer. Parecia que elas conversavam sobre o que havia acontecido naquele dia. E não estavam nem um pouco preocupadas com a pressa nem com os que passavam por perto. As andorinhas também ensinam, nos inspiram e nos interrogam sobre nossos comportamentos apressados."



(texto de: Pe. Ferdinando Mancílio, C.Ss.R Revista de Aparecida edição outubro de 2010 )               

A PADROEIRA DO BRASIL, MARIA NO CULTO DO SHABBAT



"O título Padroeira do Brasil dado à Maria diz muito ao nosso coração de brasileiros. Mas, a alegria dos festejos e o próprio dia feriado podem não favorecer uma real piedade mariana!"




Há devotos que supervalorizam a imagem e descuram as exigências prioritárias da vivência cristã numa comunidade. Como a vida de oração, a participação nos sacramentos, o exercício honesto do trabalho, do lazer, comércio. Festejar por festejar, com vivas, emoções e distrações, pouco ou nada vale se não afervorar em nós o seguimento de Jesus na fé.

A importância social de Maria vem de sua íntima ligação com o Evangelho. Logo, há incoerência no testemunho deste se nos abrigarmos sob o manto de nossa padroeira cruzando os braços, omitindo-nos nos deveres de justiça, caridade, cidadania e cuidados com preservação do meio ambiente. Ou lá onde a consciência cívica e ética é anestesiada. Aí as pessoas são seduzidas por migalhas de assistência social ignoram a corrupção política e não assumem de modo produtivo e honesto a vida, a cidadania, o trabalho. Nossa Senhora não nos protege para isso. Ela não distribui "bolsa-família" e não cria programa sociais. Ela não nos substitui! É padroeira, mas nada faz em nosso lugar! Ela pousa sim seu olhar solícito por nós. Vê lá do céu as nossas precisões e anseios esperando que façamos nossa parte. Maternalmente nos aconselha: "Façam tudo o que Ele, (o Filho), nos diz!" como lá nas bodas de Caná!.


O título padroeira está ligado ao simbolismo religioso da imagem de Nossa Senhora Aparecida e goza de aura popular Brasil afora. Foi aceito e declarado pela Santa Sé em 16 de julho de 1930. Foi  proclamado de modo solene pelo povo e o Governo em 31 de maio de 1931. É título "provocativo". Junto com o feriado mexe com as ranhetices a respeito do Estado laico. Mas não nos demove  nem insenta de trabalhar para que o País tenha estruturas justas e o consenso moral preservando os valores da saúde, da instrução, do emprego, da moradia, da liberdade, justiça e paz. A descoberta, a colonização, a civilização, a formação  humana cultural do País marcam o caráter do homem brasileiro com a fé em Cristo inseparável do culto à Maria. 


A história de Maria assemelha-se a nossa. O chamado  especial que ela recebeu para ser a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, não lhe tornaram a  vida mais fácil, nem retiraram da terra. Antes, a colocaram mais profundamente na história sofrida e dos altos e baixos de seu povo.
O que vamos falar de Nossa Senhora daqui para frente, é através de uma teologia chamada narrativa. Isto é, que conta fatos, pequenas histórias e exemplos sobre os costumes de relacionamento familiar e do culto religioso, sugeridos por livros de estudiosos e também em dados bíblicos do Antigo e do Novo Testamento.


Maria vai à sinagoga aos sábados como todos os judeus, homens e mulheres, iam para rezar. A oração que segue traduz bem o espírito sabático do tempo de Maria. Rezavam assim:


 "Queremos acolher o sábado. Vem com a paz, ó sábado, coroa de teu esposo. Vem com alegria, com cânticos para o meio do Povo predileto. Vem, ó Esposa!"


Era desse jeito que Maria, José e o Menino rezavam, quando começava o shabbat, na sexta-feira com o pôr-do-sol. 
Para preparar para o culto, Maria toma um banho, quer é o mesmo tempo ritual, para se purificar no corpo e no espírito das manchas da semana vivida. Em seguida passa um pouco de ungüento perfumado. Esfrega nos cabelos o óleo perfumado. A mulher hebréia, para o culto, veste uma túnica festiva que enlaça no corpo com uma fita colorida. Maria coloca um véu longo de linho todo enfeitado com moedinhas no valor de uma drácma. Enfeita-se com um par de brincos em forma de disco, como fala o cântico dos cânticos. Põe no pescoço um colar de estrelinhas atribuídas aos escudos de Davi que tinham seis pontas.


Finalmente, Maria amarra as sandálias nos pés, olha-se no espelho e sai em direção à sinagoga e lá reza junto com sua comunidade de fé Esta é uma das muitas orações que Maria rezava:


 "Como são belas tuas tendas, ó Javé! E tuas moradas, ó Santo de Israel! confiante na tua misericórdia, entro na tua casa, Senhor, e me prostro diante do teu santuário de tua glória. Amo as vossas moradas, ó Senhor, lugar onde habita vossa majestade!"  


OS PADRES DA IGREJA QUE FIZERAM O GRANDE CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, QUE DUROU TRÊS ANOS - DE 1962 A 1965 - APROVARAM UM DECRETO SOBRE O APOSTOLADO DOS LEIGOS NA IGREJA. NESTE DOCUMENTO ELES AFIRMAM QUE A A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA LEVOU, NA TERRA, UMA VIDA IGUAL À VIDA DE TODOS NÓS. CHEIA DE CUIDADOS, ZELO PELA PRÁTICA RELIGIOSA E COMPROMISSOS DE TRABALHO. MARIA DE NAZARÉ PERTENCE PARA SEMPRE AO POVO E AO UNIVERSO DAS PESSOAS POBRES E EXCLUÍDAS DESTE MUNDO.








Texto de:  Pe. Antônio Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.
Revista de Aparecida, edição out/2010.               
      

         

sábado, 2 de outubro de 2010

VIDA & MISSÃO - SER MISSIONÁRIO DE CRISTO EM TODO LUGAR



Neste mês de outubro, meditaremos sobre o papel do missionário. O que é ser missionário? 
Muita gente acha que ser missionário é algo só para os religiosos. Não é verdade. A missão de levar o evangelho é algo que supera toda hierarquia da Igreja, porque o mandado de Jesus é para todos sem excessão: "Ide por todo mundo e pregai o Evangelho!" (Mt 28, 1a.) 

Claro que no âmbito religioso esta frase pesa ainda mais, mas muito mais para nós todos batizados. Pois Jesus espera que superemos todas as barreiras possíveis deste mundo para levar sua palavra e seu amor aos que a conhecem mas não a experimentou, ou para aqueles que nunca ouviram falar de Nosso Senhor Jesus Cristo. É para estas pessoas que devemos ter um carinho especial.  

Assim Jesus não escolheu só os religiosos para desempenhar esta missão, o que seria muito pouco. Mas escolheu a mim e a você para levar a sua mensagem onde você estiver. Em palavras, atos e ações. Dentro da família, do trabalho, na escola e no lazer. A semente o evangelho deve ser plantada. Primeiro para nós mesmos. Não podemos oferecer aquilo que não temos. Depois levar aqueles que precisam.

Falar de Jesus e sua proposta não é impor a ninguém uma religião, mas é leva-los a acreditar que o mundo só será melhor se nós realmente nos tornarmos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo. É isso que ele espera de nós. Sejamos religiosos ou leigos. 
O amor incondicional de certos santos, como Santa Terezinha do Menino Jesus que celebramos este mês serve de exemplo. Embora ela fosse uma religiosa, e vivesse enclausurada em seu mosteiro, foi de certa forma uma pregadora, uma missionária, porque com suas orações aos sacerdotes contribuia na missão deles e ao mesmo tempo os encorajava.

A mesma coisa acontece a um pai de família que fala de Jesus dentro de sua casa, que ora e anima seus filhos para a prática da vivência evangélica. Aliás não há religião, não há fé se não há família. Tudo gera na família. 
No trabalho é a mesma coisa. Quer um exemplo. Quando termina o dia, depois de uma fadiga inteira, e você diz "louvado seja Jesus que me ajudou a terminar meu trabalho!" - é uma forma de evangelizar... Porque com sua atitude de cristão os outros vão perceber em você algo diferente. Logo até mesmo sua carreira será mais bem vista pelo patrão, porque você estará dando exemplo.

Quando as coisas não vão bem, é aí que entra a ação de um homem de fé. É a oração que move a vida do cristão, sendo o Espírito Santo o combustível que o guiará. E as coisas se tornam mais fáceis. Essa lição Santa Terezinha nos ensinou!
São Paulo Apóstolo também diz que: "A fé sem obras é morta." Muitos dizem: "Nossa eu tenho muita fé... mas se perguntássemos o que você fariam com ela, acharia poucas respostas...  


O missionário é aquele ou aquela que está sempre fazendo algo pelo reino de Deus. 
É alguém que percebe logo que não pode desperdiçar de seu tempo mas usá-lo em favor dos outros. Olha as fraquezas deste mundo e procura ajudar de certa forma a quem precisa. Não tem lugar, hora ou dia. A Palavra de Jesus deve ser proclamada a todos, ricos e pobres. 


O missionário deve como Jesus ter uma piedade desinteressada mas capaz de perceber onde falta chegar a luz do evangelho e com isso buscar todos os meios possíveis para ajudar as pessoas a vivenciar o amor de Deus. A perceber que nunca estão sozinhos. 


Mas também deve ser alguém que está junto, a alerta, contra as injustiças. Lutar pelos direitos iguais.
O missionário não precisa de poder ou dinheiro para levar a Palavra de Deus às pessoas, mas de sentimento de caridade onde possam enxergar nas fraquezas quer cada um tem a força de vencer o mal e a dor deste mundo.  
Anunciar sim um novo jeito de vida, uma vida dentro dos padrões do Evangelho onde Cristo se faz o centro de tudo. Impulsionado pelo Espírito Santo o missionário é aquele que dá de si mesmo em prol de um mundo melhor.


Nisto temos o exemplo de São Paulo que é o missionário Apóstolo. São Paulo nos diz em 1Tm6, 6 que: "Sem dúvida nenhuma a piedade é fonte de lucro!" - Lucro que podemos obter com a caridade é sem dúvida o resgate de tantos caídos na sarjeta do mundo por alguma razão; fome, miséria, desemprego, falta de expectativa de vida, medo, angústia, depressão e sobretudo a falta de espiritualidade, a pobreza espiritual de muitos.   


Em casa, no seu trabalho ou no seu lazer, você já deve ter sido abordado por situações em que a caridade falou mais alto no seu coração. Essa caridade não é achar que todo mundo é coitadinho, nem dar esmolas e se descomprometer com os problemas sociais; mas é sentir-se o desejo de ajudar na construção de uma sociedade mais fraterna,  ajudar a todos que necessitam superar suas dificuldades internas e externas, principalmente os conflitos que geram a violência na sociedade e na família. 


Portanto não é preciso ir muito longe para falar de Jesus, comece em seu lar, em seu ambiente de trabalho, comece a fazer a diferença. Logo outros se juntarão a você na busca de algo melhor.
Ajude as pessoas que não conhecem a Deus a fazer a experiência. Quantos estão com sede ao pé da fonte, com sede de Deus e não sabem como beber desta água viva que é Jesus.


Veja o encontro de Jesus e a Samaritana, (Jo4,1-30);  junto ao poço de Jacó. Jesus provoca a mulher no sentido de fazer com ela reconheça que a oportunidade de beber da água viva que é o Messias. Jesus que aparece com sede nesta história, mais que uma sede física, estava sedento por oferecer uma dignidade aquela mulher que passou a acreditar. "Sim ele é o Messias!" e começou a falar de Jesus a todos: cap29; "Vinde ver o homem que me contou tudo que tenho feito, não será Ele o Cristo?.".. Eis aí o papel do evangelizador. É de uma experiência fecunda que nasce o desejo de anunciar Jesus. Jesus convenceu não só com palavras, mas com atitude de amor. Um samaritano não tinha boas relações com os judeus. Mas Jesus entra em Samaria para fazer a diferença, mais que uma simples sede Jesus possuía uma sede de levar aos outros que a salvação também é direito não só dos judeus mas de todos os povos. 


E assim todos nós seus discípulos, somos convocados a ser portadores desta mensagem de salvação.          


Essa tarefa é nossa, Jesus continua a agir com nossos braços e pés, com nosso agir e nosso falar.
O nosso papel é levar Jesus à todos sem distinção, sem preconceitos. devemos aceitar a todos. Nossa missão é a mesma de Jesus, é servir. (Rm14,4.13).
Assim meus caros é nosso dever não criticar mas reconciliar. O anúncio da palavra de Deus deve ser um convite, uma proposta do amor Deus. Isso Santa Terezinha a qual celebramos neste dia primeiro do mês de outubro nos ensinou; mesmo dentro da sua clausura, ela obteve o dom da perseverança.Sua persistência era tão nobre que foi declarada doutora da Igreja, mesmo sem nenhuma experiência de campo missionário e ter vivido tão pouco tempo. Terezinha nos deixou este exemplo. Assim o missionário deve ser sempre perseverante pois ora será compreendido, ora será criticado, ora será perseguido. Como Jesus foi. 


E São Paulo nos dá essa visão de como deverá ser nosso agir. Como o missionário está sujeito a tudo, a tudo deve estar ligado à Deus. As perseguições virão, as armadilhas também. Mas o missionário deve ser alguém que leva a paz e o amor de Deus junto com seu testemunho de vida e o Evangelho de Jesus.


Para isso é necessário conhecer bem. Ter firme propósito de deixar se levar pela mansidão e pela misericórdia. Jesus mesmo  disse: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração!" - é assim que deve ser. Nunca deixar de lado a proposta do Evangelho. Sempre servir com humildade. 


São Paulo usava sempre uma estratégia, considerava um atleta, um atleta de Cristo. Um corredor, que corria para alcançar a meta. E qual era essa meta? - Era evangelizar a todos mesmo correndo riscos. Para São Paulo o mais importante não era o sofrer em si. Mas sofrer com a certeza de que o Evangelho estava sendo anunciado. As comunidades estavam se edificando em torno da Palavra de Jesus. E para explicar ainda melhor cito uma frase que ele mesmo disse para encerrar esse tema:


"Quem nos separará do amor de Cristo?"
"O perigo?"
"A fome?"
"A tribulação?"
"A espada?"
"Presente, futuro?"
"A perseguição?"  


Não tenha medo de ser missionário, não é uma tarefa difícil, basta você se deixar modelar pelo  amor de Jesus. Comece da tua casa. Quem não é bom para falar, pregue com a vida, com o exemplo que as vezes fala mais do que mil palavras sem sentido.


SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE, ROGAI POR NÓS!
SÃO PAULO APÓSTOLO, ROGAI POR NÓS!