terça-feira, 10 de março de 2015

SEMANA SANTA EM OLIVEIRA - MINAS GERAIS É TRADIÇÃO





Oliveira. Praça XV de Novembro e o largo da Matriz,
 no início do séc. XX. 


                                     







Minas Gerais, herdou dos portugueses a tradição da religiosidade cristã católica. Tudo em Minas Gerais é feito com muito amor em qualquer cidade, principalmente as cidades históricas como, Sabará, Mariana, Ouro Preto, São João Del Rei e principalmente Oliveira.

Oliveira carrega esta tradição desde o século XVIII, mas que ganhou seu auge no século XIX. Onde as famílias nobres, os comerciantes, os fazendeiros, coronéis da época se empenharam em dar apoio às traições religiosas destas cidades históricas, principalmente aqui em Oliveira. Nesta cidade encontramos as raízes do barroco português, ainda presentes no Setenário das Dores de Maria, nos motetos cantados pelas ruas da cidade, nas poucas igrejas antigas que ainda restam.  

(Do Lado esquerdo, a foto do Senhor dos Passos e do lado direito a imagem de Nossa Senhora das Dores que se encontram na Igreja dos Passos em Oliveira MG. Imagens esculpidas em Portugal, no séc.XIX por João da Lapa)  


A Igreja Passos foi construída entre os séculos XVIII e XIX e pertencia à Fazenda dos Pinheiro Campos, hoje, a E. E.  "Prof. Pinheiro Campos". 


E a Matriz de Nossa Senhora de Oliveira, em estilo barroco e rococó foi construída em meados do século XVII e terminada no final do século XIX. Ao longo desses séculos ela sofreu inúmeras mudanças em seu estilo. Como alterações e retirada dos altares originais e de diversas imagens que compunham sua ornamentação. Recém-reformada no final do séc. XX por iniciativa do Governo Federal através do Ministério do Turismo e da Petrobrás. A reforma durou aproximadamente 11 anos, porque tiveram que reconstruir peças inteiras que foram danificadas pelo tempo ou que foram tiradas, como os dois altares laterais de São José e Santa Ana, além da recuperação das pinturas originais do altar-mor onde se encontra a primeira imagem barroca de Nossa Senhora da Assunção. O título de Maria como "Nossa Senhora de Oliveira" foi dado por causa da Cidade e da Diocese. Sendo que a padroeira oficial de Oliveira é venerada pelo título de Nossa Senhora da Assunção, sua festa é 15 de agosto segundo o calendário litúrgico. Posteriormente a esta a Igreja em Roma reconheceu o título de Maria como "Nossa Senhora de Oliveira ", Padroeira da Diocese e do Município de Oliveira, bem como a dedicação à Catedral da Diocese com o mesmo título; mas conservando sua festa no dia 15 de agosto.     
Na foto ao lado direito vemos a imagem de Nossa Senhora de Oliveira e à direita você vê a Matriz histórica e a Catedral Diocesana de Nossa Senhora de Oliveira
A devoção à Nossa Senhora da Oliveira, ocorre em alguns lugares de Minas Gerais e também em Portugal.  Mas o título de "da Oliveira" para o termo "de Oliveira"  talvez se deve ao fato de estender também o título ao Município  que leva o mesmo nome e não só à Diocese. 











(Interior da Igreja dos Passos-Oliveira MG)


(Na foto acima a Igreja dos passos no início do século XX)

As celebrações externas da Semana Santa em Oliveira são históricas, datadas do séc. XVII quando ainda pertencia à Diocese de S. João Del Rei. Por isso grande parte das músicas barrocas que temos são de compositores sanjoanenses como o João da Mata, que compôs os motetos do Setenário das Dores, dos Passos e das Dores e os da Paixão. Oliveira é a única cidade que possui em seu acervo musical a "Marcha das Dores", intitulada de: "A VÍTIMA". As obras de João da Mata foram compostas por ele aqui mesmo em Oliveira, especialmente para o povo de Oliveira, mostrando o grau de co-irmandade entre Oliveira e São João Del Rei. Somente as Marchas dos Passos e da Paixão e o canto do MISERERE que foram trazidas para Oliveira, e foram compostas pelo Maestro, Martiriano Ribeiro Bastos. Essas duas cidades contribuíram e herdaram o que tinham de mais comum, a grande "RELIGIOSIDADE POPULAR" expressa na CULTURA DE UM POVO MINEIROO Professor e Juiz de Paz Múcio Lobuono, introduziu outras peças barrocas como o Popule Meus, do Pe. José Maria Xavier, e o: O Crux Ave, obra de Venantius Fortunatus (530-609 d.C) e várias outras, mas, o que predonina são as obras de João da Mata e Martiriano Ribeiro Bastos.
João da Mata compôs diversos motetos para procissões e para o Setenário, como: O vos Omines - Stabat Mater, Cui comparabo te, Domini Venni, Pupilis Fact Sum, Popule Meus, Pater mi, Ecxe Amus, Filliae Jeruzalem e  muitas outras.           


(Igreja dos Passos-Oliveira MG)

Assim como os grandes políticos que por aqui passaram, e deram sua parcela de contribuição para manter essa belíssima tradição.
Oliveira ganha mais e mais espectadores, visitantes de todos os lados, e filhos que por obra do destino estão espalhados pelo Brasil afora, Chegam à Oliveira nesta época tão bela e solene para a celebração da Semana Santa, tão rica e profunda de detalhes que só Oliveira no berço de Minas Gerais pode fazer. Um presente que recebemos de nossos antepassados e cada vez mais cultivado no coração dos oliveirenses. Quem vem à Oliveira, nunca se esquece desta terra tão acolhedora.






A prova maior do amor e do carinho que nossos antepassados tiveram para com esta terra, está representada nas belíssimas imagens da Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, que foram doados no séc. XIX pelo Cel. Francisco Fernandes, um apaixonado por Oliveira. As imagens foram esculpidas em madeira, no estilo roca, em tamanho natural pelo artista escultor português João da Lapa.

Representa a imagem da Virgem das Dores, uma mulher não assustada, mas triste em ver a dor do seu Filho amado, Jesus com a Cruz nos ombros. Ela está com as mãos sobrepostas uma em cima da outra na altura do abdômen como se dissesse: "Oh meu filho, meu filho querido!" , surpresa com as barbaridades que os algozes lho fizeram. Uma lágrima sai dos olhos, a dor de uma mãe representada pela espada cravada no peito, cuja o  profeta Simeão havia predito: "E uma espada lhe traspassará a alma!"  - A boca entreaberta vê a mãe o sofrimento do Filho e nada pode fazer senão sofrer com ele na alma ao vê-lo caído, acabrunhado pelo peso da Cruz. Esta é a representação artística do escultor português João da Lapa.    







Representa, a imagem do Senhor dos Passos. Jesus com a Cruz nos ombros, pesada cruz, olhar triste, caído de joelhos olhando a mãe e ao mesmo tempo a multidão, como que se dissesse: "Vede Mãe! vede o que faço por amor pelos ingratos homens pecadores!" - "Eu vim para isso sem mim eles nada podem fazer!" fica as palavras mudas no coração de Maria, um olhar, um instante apenas até o caminho do calvário. Jesus que vai com sua cruz, os olhos abertos, esbugalhados, rosto sofrido e ferido expressam angústia, cansaço, com a dor do sofrimento,  a boca entreaberta do Filho Jesus que parece suspirar, até no dizer da alma, "como pesa carregar todos os pecados da humanidade, sofrer por eles, por amor, o peso da Cruz até o Calvário", parece escutar as palavras do moteto dos passos que diz: "Popule meus qui ti feci tibi?" - "Povo meu que te fiz eu?, que te fiz para merecer sofrer tanto?" --- Esta é a representação artística de João da Lapa para a a Imagem do Senhor dos Passos.   





Nesta procissão do encontro de Maria e Jesus as duas imagens, percorrem as ruas, parando nas capelinhas que chamamos de "passinhos" onde se cantam os motetos. O quarteto juntamente com os músicos da Banda De Música entoam os motetos em latim, composto pelo artista músico sanjoanense do séc. XIX João da Mata. São pequenos trechos dos evangelhos que se refere à paixão de Cristo e às dores de Maria. O encontro acontece no largo da Matriz de Nossa Senhora de Oliveira, cercada por uma multidão de fiéis, de olhares atentos e ouvidos  à pregação do padre ou do Bispo no alto do púlpito. 


Na saída do cortejo o quarteto canta o "Pater Mi", a oração de Cristo no momento da agonia no Horto das Oliveiras:
"Pater mi si possibili est transeat me calix". - "Pai se for possível, afaste-se de mim este cálice, mas que seja feita a tua vontade!" 
Este é o primeiro do sete motetos que se cantam pelas ruas da cidade durante o cortejo das procissões de Passos (terça-feira santa) e de Dores, (quarta-feira santa). 





 Assim sai a imagem do Senhor dos Passos, carregando a sua pesada cruz pelas ruas de Oliveira. E a Senhora das Dores do outro lado da cidade, para o encontro no meio da praça XV de Novembro. Lá se vão acompanhados pelo povo que escuta o cantar do Coro "Mater Dolorosa. Regido pelo Prof. e Juiz de Paz, Múcio Lobuono, entoando o canto do "Miserere":  
"Miserere Deus sucudum magnam, misericordiam tuam!", - Tende piedade de mim ó Deus, segundo a tua misericórdia!" 
Depois a Lira Municipal entoa a Marcha (fúnebre) dos Passos, composta no séc. XIII pelo Maestro sanjoanense: Martiriano Ribeiro Bastos. Assim é a procissão do encontro. Oliveira é pura tradição, conservadora do seu bem mais precioso, a cultura.


(na foto ao Lado, o Prof. Múcio Lobuono, maestro e Coordenador do Coral Mater Dolorosa
da Igreja dos Passos, regendo o Coral para o canto moteto do "Pater Mi" )  
  





(na foto se vê a imagem do Senhor Jesus Flagelado, que pertenceu ao Pe. Reinato Frasão Breves, "padre Breves"  já falecido) 

Igreja dos Passos-Oliveira MG






                                                                                                                                                                 
                                                                                                                        
                                                                                                               




(Vista do altar mor da Igreja dos Passos - Oliveira MG)








Capela do Santíssimo, Igreja dos Passos
Oliveira MG 




(saída da procissão do encontro, vista do Coro "Mater Dolorosa")















(vista do interior da Matriz de
 Nossa Senhora de Oliveira - Oliveira MG)




(Entrada, porta principal da 
Matriz Nossa Senhora de Oliveira) 




CAPELA DA MISERICÓRDIA
É assim chamada porque no passado pertencia ao antigo Hospital
da Santa Casa de Misericórdia  de Oliveira, construção que em anexo
ainda se encontra preservado ao lado da mesma.
Na Terça-feira Santa é usada para guardar  a imagem de Nossa Senhora das Dores
de onde à noite ela sai para a procissão do encontro.


D. José Medeiros Leite
Primeiro Bispo Diocesano de Oliveira MG





D. Miguel Ângelo de Freitas Ribeiro, atual Bispo Diocesano de Oliveira MG 









Professor Múcio Lobuono
Ex-organizador dos atos externos da Semana Santa
Provedor da Confraria Nossa Senhora das Dores






Na Quarta-feira santa, sai às ruas da cidade a procissão de dores, que lembram as dores de Maria quando percorria as ruas de Jerusalém seguindo Jesus, seu sofrimento como mãe que o acompanhou até o sepulcro. 


(Preparação para a saída do esquife com a imagem de Jesus morto - Procissão do Enterro, Sexta-feira Santa)

Nesta procissão sai Nossa Senhora das Dores, acompanhada 
pela multidão de fiéis que rezam e meditam estas dores, ao som do Quarteto do Coral Mater Dolorosa, que cantam os motetos de dores, recordando as profecias a respeito das dores de Maria Santíssima no caminho da salvação. Uma delas é tirada do livro das Lamentações: "O vos omines qui tranzitis per viam, atendite, atendite, et videte, si es dolor sucut di dolor meus!" - "Oh vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor igual a minha dor!" - são palavras do Antigo Testamento que reflete as dores que Maria Santíssima sofreu com Jesus no caminho do Calvário.
Na Quinta-feira santa, não há procissões e os atos se concentram nas liturgias das missas dos Santos Óleos e da Ceia do Senhor ou "Lava- pés" como popularmente chamamos. Começa o Tríduo Pascal. Jesus instutuiu a Eucaristia e o sacerdócio ministerial ordenado. Como em todas as dioceses, a missa dos santos óleos, ou, da unidade dos cristãos, é realizada pela manhã na Catedral. E a missa da Ceia Pascal ou do "Lava-pés" tradicionalmente é realizada à noite.     






Na Sexta-feira Santa celebrando a Morte de Jesus, acontece a celebração da Liturgia das três horas da tarde e à noite a cerimônia do Descendimento da Cruz. Onde personagens vestidos de Nicodemus e José de Arimatéia, fazem a descida do corpo, (imagem) de Jesus da Cruz. Ao som da pregação do "sermão do descendimento". E começa então a longa procissão do enterro com a imagem do Senhor morto. neste dia é grande o número de fiéis que lotam as ruas com suas velas acesas, acompanhando o cortejo fúnebre ao som da Lira Municipal Oliveirense, que  executa a Marcha da Paixão, marcha fúnebre composta pelo maestro sanjoanense, Martiriano Ribeiro Bastos. E dos motetos da paixão, pelo quarteto do Coral Nossa Senhora das Dores. 

O momento mais esperado por todos é a cerimônia do descendimento da Cruz, feito na noite de Sexta-feira Santa, e a procissão do enterro. Jesus (simbolicamente) é tirado da Cruz e ungido (simbolicamente) por "Madalena". Enquanto o Coro Canta em latim, os motetos barrocos falando sobre a paixão e o pedido de perdão ou MISERERE DEUS.
  
O pregador faz o "Sermão do descendimento" onde é retirado o corpo (a imagem de JESUS CRUCIFICADO)  da Cruz. Um momento muito emocionante.  Também às três horas da tarde, como de costume em todas as paróquias do mundo acontece a Liturgia solene da Paixão e morte de Cristo, com a cerimônia de veneração da Cruz, o padre ou o bispo apresenta a imagem do Crucificado, cantando: "Eis o lenho da Cruz do qual pendeu a salvação do mundo!" e a assembléia responde: "Vinde! adoremos!" - num gesto de de adoração ao Senhor Jesus que se entregou na Cruz por nós! Confira as fotos:

(Na foto ao lado, vemos a procissão do enterro, com a imagem Jesus-morto sendo levado  em um esquife acompanhado pela multidão de fiéis)






                                          Cerimônia da Veneração da Cruz, Matriz de São Sebastião-Oliveira MG  04/2011






   
(Esquife com a Imagem de Jesus morto-Igreja dos Passos - Oliveira MG) 
  
Durante a "Procissão do Enterro" se carrega a imagem de Jesus morto em um esquife de madeira, enquanto de distância em distância, a Verônica entoa um canto de lamento (em latim), mostrando a face de Jesus deixada no sudário. Este canto se refere ao livro das lamentações, e aplica à Virgem Maria: "O vos omines qui trasistis per viam, atendi te et videte, si es dolor, sicur dolor meus!" - que significa: "Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante a minha dor!". E segue o cortejo fúnebre ao som dos motetos e das matracas. 


CANTO DA VERÔNICA

"Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se existe dor igual a minha dor!"




MOTETOS DA SEMANA SANTA 
canto do "Miserere Deus"

"Perdão Senhor Deus, segundo tua grande misericórdia!"

                                             



LITURGIA DAS 3 HORAS

matraca, segundo a tradição era usada pelos soldados romanos para fazer barulho alertando às pessoas sobre a passagem de um condenado à morte. Como a sirene de uma viatura, só que naquele tempo de maneira rude. Possui um som sinistro estridente. Consiste em um instrumento, rude, artesanal, feito de madeira, com duas alças laterais da tábua, à esquerda e à direita. E uma onde se pega. Quando se sacode ela faz um barulho, um estralo, provocado pelas alças de ferro. Ela na procissão dá lugar ao som dos sinos que se emudecem com o luto da solenidade da celebração da Paixão de Cristo, e conduz ao povo à reflexão. Todas as igrejas adotam a matraca na noite após a Missa da Santa Ceia até o Sábado Santo, antes da proclamação da Páscoa de Jesus.  

Mas o cume da Semana Santa não é a Sexta-feira Santa e sim a Páscoa, a Semana Santa termina com a Proclamação da Páscoa do Senhor no Domingo da Ressurreição. Com a Missa festiva da Páscoa e a procissão do Santíssimo Sacramento, Cristo que está ressuscitado sai às ruas presente na Eucaristia. Como de costume em todas as Dioceses e paróquias acontece este momento solene de festejos. A procissão é feita de madrugada, ou no raiar do dia. Hora em que segundo o Evangelho as mulheres foram ao túmulo procurar o cadáver de Jesus e não encontraram, porque, Ele já tinha ressuscitado. Logo, narra o Evangelho, viram o Anjo que anunciava a ressurreição de Jesus. 
   
"O morte onde está a tua vitória?!" 
Cristo venceu o pecado e a morte. Os acontecimentos da Semana Santa só tem sentido para os cristãos se desejarmos realmente que esta Páscoa seja bem vivida e celebrada. Como Jesus disse à Madalena, "Ide contar aos meus discípulos que eu ressuscitei!", agora brota uma esperança, a vida nova.
Páscoa não é comer ovos de páscoa, nem outras guloseimas, não é a "páscoa" do comércio, mas é muito mais, para os cristãos, principalmente os católicos que viveram estes dias da Semana Santa, é alegrar-se com aquele que nos conquistou uma vida nova, perdida em razão de Adão. Se a vida começou em um jardim, terminou no pecado em um jardim. Em um jardim Jesus Cristo foi sepultado e nele ressuscitou para que possamos ter com Ele no jardim do Paraíso. Se não fosse Jesus a pagar pelos nossos pecados, jamais saberíamos o que é o Céu. Isso é Páscoa, passagem da morte para a vida. As coisas antigas ficaram para trás, em Cristo e no Cristo somos novas criaturas. 














FOTOS DA SEMANA SANTA
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO





DESCENDIMENTO DA CRUZ
E
PROCISSÃO DO ENTERRO
(Sermão do "Descendimento de Cristo na Cruz")
Enquanto o padre faz o sermão vai-se retirando a imagem de Cristo da Cruz


(Esquife com a imagem de Jesus morto, aguarda a saída da procissão)

(Verônica canta nas ruas de Oliveira MG, durante a procissão do enterro)



(Calvário do lado de fora da Matriz N. Sra. de Oliveira - Oliveira MG)









                                                     






(Chegada da Procissão do Enterro na Matriz N. Sra. de Oliveira - Oliveira MG)



                        (Procissão do Enterro-Sexta Feira Santa- Oliveira MG)










Interior da Matriz Nossa Senhora de Oliveira
Terça-feira Santa
Com o Calvário em seu interior 



Imagem de Jesus Flagelado
(Pertenceu ao Padre Reinato Frasão de Breves-Pe. Breves, Jundiaí-SP)


Interior da Matriz Nossa Senhora de Oliveira
Ornamentada para a adoração do Santíssimo Sacramento
na Quinta-feira Santa



  


NOTA: INFELIZMENTE DOIS ANOS DEPOIS QUE ESTE ARTIGO FOI PUBLICADO, MUITAS COISAS MUDARAM NA DIOCESE DE OLIVEIRA, DESDE QUE O NOVO PÁROCO DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE OLIVEIRA ASSUMIU. PARTE DESSA RICA TRADIÇÃO FICOU NO PASSADO. POR UMA DECISÃO ILÓGICA E POR FALTA DE CONHECIMENTO E CULTURA, OLIVEIRA PERDEU PARTE SEUS MOTETOS, O CORO "MATER DOLOROSA" REGIDO PELO PROF. MÚCIO LOBUONO, (QUE VOCÊ ASSISTE NO VÍDEO) E QUE TANTOS ANOS AJUDOU NAS CERIMÔNIAS INTERNAS E EXTERNAS DA SEMANA SANTA NÃO EXISTE MAIS E FORAM MODIFICADAS GRANDES PARTES DAS CELEBRAÇÕES.
LAMENTAMOS QUE OS VISITANTES E TODO POVO DE OLIVEIRENSE POSSA AGORA CONVIVER SOMENTE COM AS LEMBRANÇAS DESSA ÉPOCA. VÍTIMA DE UM PADRE QUE PREFERIU JOGAR NO LIXO A CULTURA E AS TRADIÇÕES DO POVO OLIVEIRENSE.






































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