terça-feira, 26 de junho de 2012

NOSSA VOCAÇÃO - Testemunhas da Salvação Universal

O amor de Deus não se detém na história de um povo, nas fronteiras de uma Igreja, nos ritos de uma religiosidade.

Deus é a fonte de salvação para toda  a humanidade e Jesus veio ao mundo dar testemunho para todos que, no amor, se conduzem pela fome e sede de justiça, fraternidade e paz.

Deus não se confina às páginas da Bíblia e a missão de Jesus não se limita às palavras do Novo Testamento. Também os não-cristãos estão sob bênção e reconhecem o Deus verdadeiro.

Jesus de Nazaré tem sido aquela luz que inspira e liberta as pessoas em busca de uma vida mais digna, sem que necessariamente transponha o limiar da Igreja Católica.

Jesus tem a ver não só com os que foram batizados em eu nome, mas com todos que superam a revolta o medo na paciente e corajosa resistência contra toda forma de violência e exclusão.

Se debaixo do Céu não há nenhum outro Nome em que possamos ser partícipes da Vida e da Salvação, também aguardam seu amor todos que praticam a solidariedade.

Muros sejam derrubados e preconceitos sejam superados, pois "há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" e todos vivemos sob o impulso da mesma esperança, embora os caminhos possam ser diversos. 
Podemos dizer enquanto nesta ou naquela Igreja que nossas idéias se divergem, mas, lá fora somos todos pertencentes ao rebanho do único Senhor.
Lutamos pelos mesmos ideais, proclamamos o mesmo Evangelho para que todos possam chegar ao conhecimento do Caminho e da única Verdade, que é Jesus.

Por isso, Deus nunca nos abandona, embora sejamos pecadores Ele conserva em nível elevado sua paternidade e nossa condição de filhos adotivos a um destino, a glória. A todos comunica sua graça e a estende de modo especial não importa quem somos ou o que fazemos.
Jesus nos vocaciona para trocar a desconfiança, o isolamento, por uma abertura fraterna, capaz de nos fazer enxergar que todos somos filhos de um único Pai, que Jesus é nosso irmão e se Ele é nosso irmão então somos uma  só família não importa se somos cristãos ou não, devemos ser abertos a todos.

Mais do que uma cultura mundial ou Igreja única devemos fraternizar a multiplicidade de culturas e religiões, sem particularismo e com o denominador comum de uma fraternidade universal.

Pois o mandado de Jesus se estende ao mundo inteiro, pois todos, negros, brancos, índios, mestiços... todos são receptáculos do Evangelho e da salvação.
Cristo nos envia não para forçar uma religião, mas para colocar o amor de Deus através de Jesus como uma proposta de vida. 

Pois Deus quer que através de nós e de nosso testemunho, possamos fazer com que as pessoas possam conhecê-lo e amá-lo através do amor salvador e redentor de seu Filho JESUS.

CRER TEM A VER COM CRISTO

Enxergar no insignificante, espelhado em tudo e todos, o respirar de algo mais que deseja deslizar em nossa pequenez como mediação do grande Mistério, fazendo que se anuncie além fronteiras.

Envolver-se na ondulação do espírito que ecoa em nosso sonhar, sentir, falar e agir; e captar a misteriosa coesão que vibra em tudo e em todos, reconhecendo que a vida é o bem mais do que é.

Abraçar sempre mais a urgência de existir e inalar o sopro de Deus, expondo-se à luz, em tudo, a fim de tornar  mais sereno o ser mais responsável o agir em vista de boa qualidade de vida.

Orientar-se., nos avaliar e agir por visão ampla e postura solidária, em fragilidade assumida e medos partilhados, mergulhando no cotidiano como desafio feito convite ao crescimento.

Abrir-se aos outros por presença amiga e doação transformadora, em clima de confiança e sem programar demais, haurindo também do imprevisto uma nova oferta para a aventura do existir.

Acolher cada momento , com desapego, em seu significado que liga nossas experiências ao bem comum, permitindo assim que algo novo evidencie a transcendência  na finitude humana.

Ativar, em tudo que empreendemos,  a alma de poesia e o espírito de obra de arte, suscitando encantamento para sinalizar a luz, cujo o brilho e a rotina não consegue ofuscar.

Seguir o compasso do sonho que imprime alegria ao provisório e revela algo milagroso no cotidiano, fazendo nascer vida nova do vazio de uma decepção ou de uma semente que morre.

Caminhar ao encontro de si nas intempéries da existência e cumprir o sentido da própria missão, fazendo com afinco e criatividade o individual e servir ao social e o sagrado e o profano.




No humano deixar tocar-se pelo divino, erguer o que está prostrado e enriquecer com esperança adiamento e dor, integrando fragmentos para captar algo surpreendente até o que é banal.


Lição de Vida:



O POTE RACHADO



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponto de uma vara, que ele carregava atravessada em seu pescoço.


Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e chegava sempre cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.


Foi assim por dois anos, diariamente o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote cheio estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.


Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:


- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? - Perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de carregar apenas metade da água, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo por seus esforços - disse o pote.


O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Assim que retornarmos para a casa do meu senhor, quero que perceba as flores pelo caminho.


De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho e isso lhe deu ânimo.
Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal, porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.


Disse o homem ao pote:


- Você notou pelo caminho só havia flores do seu lado?


Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essas lindas flores para embelezar a sua casa.


Cada um de nós tem seus próprios defeitos. Todos nós somos como potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor Deus vai usar nossos defeitos para embelezar ainda mais e mesa do pai.
Na grandeza econômica de Deus, que nos ama e nos quer bem nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Basta reconhecê-los, e eles, com certeza, embelezarão a mesa de alguém... pois é das fraquezas que nasce a força... devemos lembrar de que Jesus se humilhou na Cruz por nós, e assim como um pote rachado, estava seu coração rachado, traspassado, jorrou água, e vaza sobre nós inúmeras graças, são flores que colhemos e que seu coração aberto regou para que colhêssemos.
Assim não importa nossas imperfeições, importa que Deus ama cada um de nós, e faz de nossas imperfeições as perfeições que constroem um mundo melhor.


"Deus nos modela de tal forma, como o oleiro modela o vaso. De modo que tenhamos uma beleza particular e com ela contribuamos para a beleza de um mundo melhor! "   
        
Somos potes rachados, isto é, somos limitados e imperfeitos, mas mesmo com nossas imperfeições, podemos modificar o ambiente em que vivemos, construir uma sociedade melhor, com valores que edificam a todos. Assim, a água que jorramos para fora, não deve se perder mas deve cultivar as flores da alegria e da solidariedade, da paz e do amor. Podemos, mesmo com nossas fragilidades lutar por um mundo mais justo e pacífico. Jesus disse que: São "bem-aventurados" os justos, os pacificadores e os misericordiosos, os que tem fome e sede de justiça, os humildes, os que choram e os perseguidos, porque, assim como Ele, grande será nossa alegria no céu.


 Assim, pois, não importa nossa pequenez, não importa nossas limitações, não importa que nos critique, não importa se somos frágeis, se caímos, se levantamos, importa que apontemos, não o dedo para as pessoas, mas apontemos Jesus aos que estão precisando, e com Jesus sigamos a fazer o bem sem esperar recompensa, pois a recompensa são flores que brotarão depois com o passar do tempo. Deus faz das imperfeições a perfeição, eleva os humildes e o que parece ser infelicidade, Deus pode fazer tornar felicidade... Por isso quando olhamos para a humilhação de Cristo na Cruz, logo também olhamos para a glória e a grandeza da vitória da ressurreição.
Se acharmos que para pregar o Evangelho temos que ser perfeitos, estamos enganados, pois o  Evangelho consiste em que sejamos portadores da humildade e dentro das nossas limitações sejamos capazes de sair vencedores com o que somos e não com o que aparentamos ser, pois Deus humilha os soberbos e eleva os humildes. Mesmo como "potes rachados" cheios do Espírito Santo, podemos regar os caminhos secos e torná-los férteis capazes de produzir as sementes do Evangelho. Ao parar aqui e ali, ao deixar escapar esta água, faremos com que muitos "chãos" que nunca conheceram Jesus, seja regado e logo veremos que as "flores" da Palavra foram regadas e nasceram graças às rachaduras.
Jesus poderia escolher até as criaturas celestes mais perfeitas para anunciar o Evangelho, no entanto, escolheu gente simples, homens simples para que o Evangelho não apenas se torne uma causa mas uma família, e assim sua Palavra possa não só servir para ser anunciada mas para curar-nos à medida que caminhamos. Devemos lembrar que até que nossas "rachaduras" estejam fechadas, antes é necessário vazar a água do amor que todos precisam beber.
  
Jesus não olha nossas limitações, Ele olha nossa boa vontade  e o "por-se de pé" o "ir-se à luta" o "enjangar-se";  Ele vê e aceita nossas escolhas, Jesus precisa de cada um de nós para a construção de seu Reino. 
Podemos e devemos nos sentir felizes quando essa "água" de nossas boas ações servir para enriquecer nosso ambiente seja ele social ou familiar.
Para isso o pouco que temos se regado com esperança e fé, fazer-se-á muitos frutos, muitas flores na estrada de nosso caminhar.
Jesus disse que se conhece a árvore pelo seu fruto, bom ou ruim. Devemos ser vasos que jorram águas para fertilizar e nascer "flores de amor" nos corações, principalmente onde não há nenhuma esperança, é nosso dever insistir para que as pessoas  sejam regadas com a água de nosso amor, a fim de construir um mundo mais justo, mais humano e fraterno.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada a oferecer, e, se podemos fazer o bem devemos ocupar nosso lugar exercer nossa vocação de filhos e filhas de Deus, embora sejamos limitados, pela metade, grande será nossa recompensa em ver o bem acontecer. 
  






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