sábado, 23 de junho de 2012

SÃO TARCÍSIO - Padroeiro dos Acólitos ou Coroinhas e dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística


Você conhece São Tarcísio?


Vamos conhecer um pouco mais da história deste santo, que é pouco conhecido, mas é o padreiro dos acólitos ou coroinhas e dos ministros extraordinários da Comunhão Eucarística.

Tarcísio era acólito, isto é, coroinha na Igreja em Roma, servia no altar nos serviços secundários, acompanhava o próprio santo padre o Papa na celebração da Santa Missa. No decorrer da perseguição do Imperador Romano Valeriano, muitos cristãos foram presos e condenados à morte. Era costume levar (as escondidas) a Eucaristia  aos cristãos que estavam presos para reanimá-los na fé.
Um dia, às vésperas de um martírio de cristãos foi preciso que levasse a Eucaristia a eles. O problema era a falta de pessoas que pudessem ter a coragem de passar pelos soldados romanos para levá-la.
Foi quando Tarcísio se ofereceu e disse: "Deixe-me levar a Eucaristia, estou pronto. Posso passar pelos pagãos sem ser percebido, ainda sou uma criança". Mas o Santo padre o Papa Sisto II temia-lhe a morte, tinha medo de que os pagãos o obrigasse  a entregar a Eucaristia a eles e o matassem.
Mas Tarcísio respondeu ao Santo padre dizendo que preferia a morte do que entregar a Eucaristia a eles. E disse essas palavras: "Prefiro a morte que trair meu Senhor!"
O Papa Sisto II então entregou-lhes a Eucaristia dizendo: "Aqui está Jesus, que levarás aos nossos irmãos prisioneiros. Que Ele te acompanhe, vai meu filho!"
E ninguém havia reparado aquele menino que caminhava um tanto fora da rua com as mãos sobre o peito, guardando seu bem mais precioso: O Santíssimo Sacramento!
Passando por uma rua chamada Via Ápia, alguns garotos chamaram-no para brincar, mas Tarcísio se recusou dizendo que estava levando um recado urgente. Os garotos insistiram... tentando descobrir o que Tarcísio levava. Diante da recusa os garotos ameaçaram empurrá-lo, ele porém resistia, porque sabendo que eram pagãos poderiam profanar o Corpo de Cristo.
Sua resistência fez aumentar a ira dos garotos e descobriram que era um cristão... então começaram a lhe dar pontapés e pedradas. Tarcísio caiu ao chão, todo ensanguentado, (e a brutalidade foi tamanha que o levou à morte).
As mãos de Tarcísio continuava protegendo o Santíssimo Sacramento. Para surpresa de todos surge ali um soldado que às escondidas frequentava o culto dos cristãos. Os garotos ao verem que o soldado se aproximava fugiram... deixando ali o pobre garoto ferido e agonizando. Ele porém, levantou-o do chão e exclamou surpreso e muito comovido: "É o Tarcísio! já o vi nas catacumbas fazendo orações!


**No início do cristianismo, por causa da perseguição aos cristãos, estes se reuniam nas catacumbas (espécie de cemitério com túmulos subterrâneos onde enterravam os mortos) e ali faziam suas orações, pois, o culto cristão era proibido. 

O pequeno mártir não resistiu e morreu nos braços do soldado com as mãos sobre o peito apertando ainda mais a Santíssima Eucaristia.
Esta é a história desse pequeno acólito que com mais ou menos doze anos tanto amou Jesus Sacramentado que deu sua vida à protegê-Lo. Ele é para nós hoje um exemplo a ser seguido.
Seu dia é comemorado em 15 de agosto.


A história do martírio desse pequeno e ao mesmo tempo grande santo mártir do início do cristianismo, nos faz hoje rever de que forma estamos vivendo nossa fé. 
Tarcísio teve uma atitude heroica, aliás, os santos quando viveram sua fé a exerceram de formas heroicas. Isto é com a bravura de um soldado. lutaram e defenderam a causa do Evangelho, não por imposição, mas por amor a Jesus Cristo.


Mas olhando para a coragem de Tarcísio, vemos a ternura de alguém que amou de verdade o Senhor Jesus presente na Eucaristia. Um amor que foi de total entrega. A coragem de Tarcísio precisa ser a nossa. Em vez de nos afastar de Jesus na Eucaristia, deveríamos chegar bem perto dele, ou melhor, como Tarcísio, recebê-Lo em nosso coração.
Esse Jesus, o Pão Vivo que está presente no Santíssimo Sacramento do Altar quer caminhar junto de nós, quer ir ao encontro dos pobres, necessitados, doentes e encarcerados e muitas vezes não chega, porque nos falta coragem para estender as mãos e oferecer Jesus as pessoas.


Se seguirmos o exemplo de S. Tarcísio, vamos entender que Jesus precisa ir por nossas mãos ao encontro daqueles que não o conhecem, primeiro pelo pão da Palavra e depois pelo Pão da Eucaristia que é Ele próprio.
Parece-nos ecoar a mesma voz do Santo Padre Sisto II aos nossos ouvidos: "Aqui está Jesus, levarás aos nossos irmãos..."


Jesus quer e conta conosco para ser levado em todos os lugares. Num Brasil onde está na moda não querer falar de Deus e Jesus, onde a todo momento vemos nossos símbolos católicos serem retirados dos diversos ambientes... Pensemos: que estamos fazendo para anunciá-Lo às pessoas? 


Também nos faz lembrar que todo cristão, merece se confessar e receber a Eucaristia!
Tomemos pois o exemplo dos primeiros cristãos que mesmo diante das terríveis perseguições não deixavam de consolar e fortalecer na fé os que estavam encarcerados.
No mundo de hoje são tantas pessoas que vivem encarceradas pelos vícios, pelos pecados e outros que são perseguidos porque anunciam o reino de Deus. A esses e a tantos é que Jesus precisa chegar e confortar a cada um.     

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