domingo, 22 de junho de 2014

DISCÍPULOS DA CARIDADE - Os jovens no coração da Igreja

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Na visita que Sua Santidade o Papa, Francisco I fez ao Brasil, por ocasião da 28ª. Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013; Onde ele enfatizou que a vida de todo cristão deve espelhar-se no Capítulo XXV de São Mateus.
 Sua Santidade o papa, sendo um sacerdote jesuíta, antes de tudo,  compreendendo a forma de ser de seu grande inspirador São Francisco de Assis, espalha por aonde vai o sentido de viver a caridade.
 Caridade que não consiste em ter pena das pessoas simplesmente, mas consiste em ajudar o irmão a levantar de suas quedas; quedas que são provocadas por diversas situações da vida as quais não nos compete julgá-las, nem conduzir o irmão a uma situação de morte seja ela: física ou espiritual.
A nossa maneira de agir deve ser a mesma maneira de Cristo ao qual se fez nosso Pastor, Salvador e Guia.
 Amar sim com o amor de Jesus que no extremo da Cruz  entregou-se a fim de que todos que n’Ele crer tenha a vida eterna.
Mas acreditar em Jesus consiste também: estabelecer laços de amizade com Deus e com os irmãos; por isso o nosso amor também deve ser de compromisso assumindo com nosso modo de viver; que deve ser o mesmo de Jesus.
 Então ao mesmo tempo nos tornamos discípulos de Jesus, estando com Ele em missão, mas, ao mesmo tempo, tornando-nos apóstolos da caridade e a exemplo de São Francisco de Assis que ao longo da história pode compreender que era preciso não apenas reerguer uma igreja, a casa de tijolos e de pedras, mas, sobretudo, restaurar em o ser humano com respeito e devolvendo-lhe a dignidade colocando-o em harmonia consigo mesmo e com a natureza fazendo-o entender que: no conjunto natural todos somos criaturas amadas por Deus não importa a cor, raça ou religião e que todos pertencemos a uma só família: a família dos filhos de Deus.

O Santo Padre Francisco I quer que a Igreja Católica, e, não só ela, mas todos os que creem em Jesus Cristo sejam antes de tudo portadores da Fé e da Caridade, porque esta é a verdadeira face do Evangelho, e esta deve ser a verdadeira face da Igreja. Que as pessoas ao olharem para  Igreja de Jesus cristo sintam-se abraçados e confortados por ela, pois, ela é mãe e mestra.
Não só devemos anunciar Jesus com palavras, mas, com gestos concretos que indicam que somos de Jesus e que queremos levar as pessoas pra Jesus. Só assim somos amigos de Jesus se nós amarmos uns aos outros com a mesma consistência que Jesus amou. (Jo15, 12.14)
 O amor de Jesus é aberto a todos sem exceção; ele é incondicional, isto significa que Deus não nos impõe condições, (cor, raça, religião, aspecto físico, posição social, etc.) para nos amar.
Assim não podemos também abrir exceções na hora de amar e servir porque se fosse assim a salvação não chegaria a todos e apenas a uma minoria, o entanto, Jesus quer que todos se salvem, não só os homens, mas toda natureza em si, pois, tudo que Deus criou faz parte da obra Redentora de Jesus.
Mas voltando ao Capítulo XXV de São Mateus encontramos a chave que nos leva a uma profunda reflexão do que precisamos para agir como verdadeiros missionários. Já nos primeiros capítulos encontramos o chamado de Jesus ao jovem Levi o cobrador de impostos, que se tornou Mateus; vendo que o Mestre lhe convidara a um trabalho diferente muito mais frutuoso que era tornar-se Apóstolo e evangelizador. Jesus faz um convite irrecusável: “Vem e segue-me!”
 Jesus vê em cada um dos seus cada qual com um carisma diferente, mas, com um só ardor missionário de servi-lo e segui-lo onde importa que agora tudo que fizerem será para o Reino de Deus. Eis uma nova filosofia de vida: o Amor presente na vida de Jesus e refletido naqueles que o seguem. Chama Simão o Cefas (pedra), Tiago e o jovenzinho João (o evangelista); que se tornou muito amado por Jesus porque sendo jovem, e muito jovem pôs-se a seguir o Mestre até os pés da Cruz.  
A parábola das Dez Virgenspara compreender este texto é necessário entrar na história e lembrar alguns costumes do judaísmo: os casamentos dos judeus não são como os nossos, a cerimônia se dá ao longo de uma semana de preparação; a noiva é prometida em casamento ao noivo desde cedo, e permanece virgem até o dia das núpcias. O noivo prepara a casa para a noiva e esta aguarda na casa de seu pai, e só conhece Seu lar quando se casa. Na semana em que acontece o casamento existem vários preparativos e no dia do casamento, já bem tarde o noivo sai ao encontro da noiva para buscá-la e levá-la para sua casa; enquanto dez moças virgens, convidadas pelo noivo e estas, esperam do lado de fora da casa com as lâmpadas acesas, estas se mantêm sempre vigilantes a espera do noivo. São elas que anunciam a chegada do noivo e iluminando o cortejo entram e ali junto com o casal, então acontece a festa de casamento e depois as núpcias. Qual o sinal para entrarem na festa? O sinal é lâmpada acesa que: se estiver apagada significa que não são convidadas, portanto, não entram na festa de casamento. Mesmo que insistam não vão ser reconhecidas como convidadas.  
          
Logo de início, em Mt 25, 1-13VIGILÂNCIA SEMPRE, ou seja, há que se ter uma vigilância constante sobre o Reino de Deus, aqui, Jesus quer dizer que se nós não estivermos atentos à nossa missão corremos o risco de ficar de fora da festa do Reino.
E aí podemos cair no ritmo corriqueiro do dia a dia e esquecer-se de estarmos atentos a diversas situações que nos impedem de aproximar da graça santificante. É preciso reservar o “óleo de nossas lâmpadas” para que ela não se apague. Ou seja, manter a fé em Jesus não esmorecer na fé. Como manter a lâmpada da fé acesa? A) Primeiro: com a leitura e meditação da Sagrada Escritura. B) Pondo em prática o que o Espírito Santo lhe inspirou através desta leitura orada e meditada. C) Mantendo a luz Dessa Palavra sempre acesa em nosso coração.  Estar vigilantes quanto a chegada de Jesus a qualquer instante, pois não sabemos qual dia e qual a hora em que Deus nos pedirá conta de nossa vida.
Então logo em seguida em Mt 25, 14 – 46. Duas situações importantes: Na primeira parte encontramos: a “parábola dos talentos”; estes talentos aos quais Jesus fala, significa o muito ou o pouco que fazemos em prol do Reino de Deus.
 Como assim? – Deus não nos criou insuficientes incapazes mas, nos deu aptidões para exercer cada qual seu ministério de discípulos, cada qual a sua maneira diferente mas com um único objetivo: a construção do reino de Jesus no mundo através do serviço aos irmãos buscando trazer todos a Ele atraídos pelo seu amor. Por isso, Deus plantou em nós seus dons e carismas, aos quais, podemos de diversas maneiras converter as pessoas e ensiná-las a viver de maneira certa esse amor a Deus. Mas Jesus alerta quanto à preguiça de quem acha que Jesus não vai voltar outra vez para pedir contas. Assim ou pegamos os talentos e fazemos render frutos para o reino de Deus ou então enterramos com medo de arriscar e achamos que não vale apena porque não temos capacidade... Ou porque Deus tem nos dado muito pouco e esse pouco não vale apena.
 Mas, justamente esse pouco que você tem, essa limitação de alguma forma é o que interessa pra Deus. Mas as virgens prudentes puderam entrar com o noivo porque estavam preparadas, este noivo é Jesus e a noiva sua Igreja. O que Jesus quer nos ensinar é que O Reino de Deus é uma grande festa de casamento, Jesus é esse noivo esperado pra chegar a qualquer momento, sua noiva é a Igreja, e assim como as virgens prudentes devemos manter sempre acesas nossas lâmpadas, isto é manter viva a chama da fé. O óleo que mantém viva esta chama é a Palavra de Deus que nos abastece.
Manter a chama acesa de nossas lâmpadas é agir com coerência e discernimento, estar preparados para celebrar as núpcias do Cordeiro, conforme nos diz o Apocalipse. Enquanto isso prepare a festa desse grandioso dia, o dia em que virá o Senhor Jesus glorioso para reconduzir a história e instalar seu reino de amor e justiça a quem achar preparado e digno de entrar em suas núpcias.
 Manter acesa a chama das nossas lâmpadas e compromissar-se com os valores evangélicos aos quais somos chamados enquanto discípulos de Jesus a realizar. Isto é, Jesus quer que ponhamos em prática o amor, a justiça e a caridade como gesto de fé e gratidão por tudo que ele nos fez. Isto se vê claramente na vida dos santos aos quais mantiveram a chama de suas lâmpadas acesas, (a fé), e adotaram o mesmo jeito de Jesus em viver o amor, a esperança e a caridade, ponto central da vida cristã de onde parte todo o Mandamento de Jesus. Por isso Francisco de Assis se tornou um grande exemplo na vida de sua Santidade o Papa que também assim quis se chamar e passa aos jovens o exemplo da cópia fiel de alguém que dedicou toda a vida ao serviço dos irmãos de forma simples e humilde mas, cheia de bondade e amor transmitindo o rosto sofrido de Cristo aos mais pobres e necessitados. E com eles, sofrendo com eles a mesma dor, São Francisco mostra que Jesus é aquele que veio para salvar os pecadores e resgatar a dignidade humana com sua Cruz.
A segunda parte do Capítulo XXV de Mateus é justamente onde Jesus mostra que nada é superior ao Amor e que e quisermos fazer parte do seu Reino, nosso discipulado deve ser de caridade. Discípulos da Caridade, amar e servir e aos irmãos, assim como Ele se compadeceu dos pobres e sofredores e também sofreu com eles a dor da exclusão e da morte.
Todo cristão é chamado a praticar a caridade; Jesus é claro ao insistir que só entra no seu Reino aquele que Amar e servir como Ele amou e serviu. Jesus está na pessoa do próximo não importa ele quem seja. E quer que vamos lá onde está o necessitado, esteja: nu, doente, preso, com fome... Ali está Jesus padecente presente na pessoa do pobre, do indigente, do desempregado, enfim ... é Jesus que sofre conosco na pessoa de cada um os diversos calvários da vida. E cabe a cada um oferecer a mão e ajudá-lo a levantar. Olhando para o necessitado não vemos a pessoa simplesmente, mas vemos o rosto sofrido de Jesus que pede ajuda sempre. Esta é a missão, é a missão da Igreja Jovem como disse o santo Padre Francisco I: espera que os jovens reergam a Igreja de Jesus, isto é, que partem e vão ao encontro das pessoas que desacreditadas estão longe de Cristo. Esta Igreja que não pode nem deve ficar parada na história, mas sempre servindo. Sua Santidade o papa, representante de Jesus e sucessor de Pedro; quer que a Igreja de Cristo desperte para uma nova vida, que ela saia do comodismo e vá à luta, vá pescar almas, vá cumprir o mandado missionário de Mt28: “Ide e fazei discípulos meus em todas as nações!”
Todos nós somos convidados para a festa de Jesus, cabe a nós estarmos preparados para ela de modo a manter sempre viva a chama da fé para que possamos participar do banquete das núpcias do Cordeiro.
Cabe a cada um de nós empenharmos sempre para levar o Evangelho a todos de maneira que Jesus chegue a todos. E cada um ao seu modo particular é bem-vindo a festa do Reino. Os jovens têm esse desafio como missionários de buscar viver e praticar a caridade, de ir além fronteiras levando a todos a mensagem de Cristo e buscando frutos que são de vida eterna. A Igreja é jovem, ela continua jovem a espera de seus filhos.
A mensagem de sua Santidade aos Jovens do mundo é que transformem o mundo espalhando a Boa-Nova de Jesus, sobretudo na prática da caridade, respeitando e ajudando os mais necessitados, sobretudo os idosos e as crianças proporcionando-lhes o direito a vida com dignidade. “É preciso saber ouvir os idosos e o que eles têm a dizer!” disse sua Santidade aos jovens na JMJ no Rio de Janeiro. Sim caridade ao saber ouvir, caridade ao saber falar de Jesus as pessoas. Passamos a vida toda forçando um Deus de religiões e filosofias das mais variadas, as vezes não passamos a imagem de um Deus amoroso que quer salvar a todos sem distinção. Como desafio Jesus quer que amemos em primeiro lugar os que não têm mais razões de viver, por este ou aquele motivo ou porque ainda não experimentaram este amor seja pela Palavra anunciada ou por um simples gesto de amor. Às vezes basta um simples gesto de amor para que as pessoas creiam que aquele que é discípulo de Jesus é diferente. Nem sempre pregar com a boca é importante, mas é preciso transformar em gestos concretos nossas atitudes cristãs. Este é o ponto central da vida e da moral cristã: gestos, atitudes que levam ao convencimento de que somos de Jesus.
Por outro lado o cristão não pode fugir da Cruz, é na Cruz de Jesus que está todo o sinal da fé que recebemos e por ela e nela que somos salvos a partir da entrega total do Filho de Deus. Não há Jesus sem cruz e não há cruz sem Jesus. Nossa tentação é achar que tudo se tornará mais fácil se abandonarmos a cruz do dia a dia, mas Jesus é bem claro que aquele que quer segui-lo deve carregar sua cruz, isto é: o cristão não está vacinado contra as dificuldades, não está livre do calvário e dos problemas da vida. Mas onde há “calvário” também há ressurreição, por isso, o centro da vida cristã está na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. É este sacrifício santo e imaculado que une e santifica a Igreja.
Diante de tantas filosofias que pregam um Jesus milagreiro, ou que resolve qualquer problema tiramos de nós a responsabilidade de seres humanos que temos de caminhar e lutar por um mundo melhor. Jesus não deseja nem quer encurtar o tamanho de nossas cruzes, apenas quer que aprendamos a carregá-las da melhor forma possível.
Fico preocupado com certas denominações cristãs que quer que Deus resolva todos os problemas das pessoas anunciando mais milagres como “tapa-buracos” na vida onde tudo se resolve por uma determinação qualquer como se Deus fosse obrigado a tirar-nos de nossa incompetência em não querer passar pelo sofrimento como Ele passou. Isso é preocupante. O cristão não pode e não deve seguir um Cristo sem Cruz, porque foi Jesus quem ensinou como devemos carregá-la. Se não carregarmos a nossa cruz, se não aprendermos a cair e levantar com o peso delas como ajudar nossos irmãos a suportar o peso de suas cruzes? (...) e aí entra a maneira mais fácil, buscar milagres em tudo fica mais fácil empurrar para Deus aquilo que não podemos resolver por ora.
Por isso sua Santidade o Papa, Francisco nessa JMJ / 2013 ao exortar os fiéis, sobretudo os jovens que não fujam da Cruz, mas pelo contrário, aprendam a carregar e ajudem-se uns aos outros a carregá-la com dignidade.
TESTEMUNHO – lembremos no início da Igreja em Atos dos Apóstolos, que os Apóstolos convertiam as pessoas pelo testemunho. A Palavra de Deus proclamada através do testemunho dos cristãos. Ali Pedro e os Apóstolos proclamavam a Palavra dando exemplos de vida. Não importa se presos, se livres em tudo davam graças a Deus e testemunhavam sua fé em Jesus, muitos ao extremo até com a própria vida. Todos eles tinham em Jesus a coragem de anunciar com testemunho vivo sua fé. E é por isso que conseguiam converter muitas pessoas. Lembremos aqui do jovem Estevão que mesmo diante da morte testemunhou Jesus entregando a sua vida por causa do Evangelho. E foi este testemunho forte, foi esse “calvário” real de Estevão que provocou uma reação em seu perseguidor Saulo de Tarso: quando o Senhor Jesus chamou Saulo para o ministério ele já estava movido pelo exemplo de Estevão. E assim tantos outros. O que fazia a diferença entre os Apóstolos e os cristãos era a prática da caridade e a fortaleza dada por Jesus através do Espírito Santo. Assim partiam o pão, isto é, celebravam a Eucaristia e ajudavam-se uns aos outros os que possuíam mais doavam seus bens em favor dos necessitados de modo que entre os cristãos não haviam necessitados. (At2) A caridade é gesto de amor. Amor este que parte da Cruz de Jesus em ver ali a pessoa do Cristo padecente.
Assim ao longo da História da Igreja vemos tantos testemunhos de que a Igreja deve optar pelo amor e serviço aos pobres.
Deus não quer que apenas compromissados em tirar as pessoas do pecado, não só do pecado, mas da situação de miséria física e espiritual sem arrogância, mas com um profundo respeito pela pessoa humana.
Por isso a imagem de Mateus em um julgamento final se dá na Lei da Caridade e do amor. Cabe a nós mudar a humanidade levar ela para Jesus não só com palavras, mas, sobretudo, deixando imperar a lei do amor, ajudando e suportando uns aos outros, mas sem abandonar a cruz.
A cruz de Jesus é importante é ela que aponta para o Leste, o Oeste, o Norte e o Sul que Jesus veio para nos salvar. Por isso carregar uma cruz no peito não é símbolo de ostentação, mas é lembrar que se no peito tem uma cruz muito mais o jovem deve carregar no peito as palavras do Mestre Jesus que disse: “Ide e Evangelizai!”
SERVIR A DEUS E AOS IRMÃOS – aquele que quer ser o maior de todos seja o menor de todos, isto é não usar das capacidades e dos dons que Deus lhes deu para imperar o orgulho e o individualismo. A Igreja é a Comunidade de Jesus. Esta comunidade não deve fazer tudo sozinha, mas deve dar oportunidades.
É pelas oportunidades que surgem novas idéias e a Igreja cresce espiritualmente. Pondo-se a serviço dos irmãos também nos comprometemos em combater todas as formas de injustiças que promovem à fome, a miséria, a exclusão social, os preconceitos...
Servir, Jesus veio para servir, seu gesto maior foi lavar os pés de seus Apóstolos, “eu não vim para ser servido!” disse Jesus.
 A Igreja acompanha os passos de Jesus que se tornou servo dos servos de Deus. Jesus não buscava glória e recompensas, mas fazia o amor ressoar pelo gesto de humildade, se fez pequeno, embora fosse grande, se fez pobre como muitos de sua gente. Jesus se aproximou de seu povo eleito com simplicidade e fez questão de provar com atitudes de que veio para cumprir a vontade do Pai. Por isso se humilhou para a Glória de Deus. O amor, a simplicidade, a caridade, o respeito pelo próximo supera qualquer arrogância e destrói qualquer poder opressor. O poder de Jesus está no amor e no serviço, e assim deve ser a tarefa de cada um.
Ser missionário nos tempos de hoje em pleno século XXI exige de nós os mesmos desafios. Mesmo com toda ajuda que o progresso nos dá, mesmo com as facilidades de nada adianta se não somos servidores do Reino. É por isso que a Palavra de Deus passa os séculos e se atualiza porque podemos mudar as técnicas, mas nossa forma de amar e servir deve ser a mesma, isto é, Jesus quer fazer-se presente no nosso meio de várias formas, ele quer que aprendamos a ser responsáveis e que sirvamos uns aos outros da mesma maneira, com amor e respeito.
Eis o desafio de cada jovem a partir dessa JMJ – 2013, quais os meios que devemos usar para fazer chegar a Palavra de Deus a todos? Quais os desafios a enfrentar? Quais as cruzes que devemos tomar adiante?... Quais os calvários? ...
Resta-nos praticar sempre o amor e a justiça, pois Deus agirá também com justiça conosco, não podemos ficar parados diante das diversas situações de morte que levam nossos irmãos a morrerem na fé.
E anunciar Jesus também e um desafio nesse mundo tão dilacerado pelas discórdias, o Jovem é semeador de uma nova esperança. Cabe ao jovem plantar a semente da paz e do amor para combater a cultura de morte que existe no mundo. É preciso já! por a caminho calçar as sandálias e tomar o rumo a uma Nova Evangelização onde não é necessário apenas mudar a história mas o coração humano, para que crendo em no evangelho   definitivamente chegam à única verdade que é Jesus Cristo.
 O QUE ESPERA SUA SANTIDADE FRACISCO I, COM ESTA 28ª. JORNADA MUNIDIAL DA JUVENTUDE REALIZADA NO BRASIL?

O Papa Francisco espera dos jovens um novo ardor missionário, uma Igreja mais renovada e compromissada com os valores evangélicos, sobretudo a atenção aos pobres e os necessitados de ajuda tanto, física como espiritual. Em um determinado momento de sua pregação disse: “Sejam revolucionários!” quando se referia a temas como a castidade e ao casamento, afirma Francisco I que o casamento não está fora de moda, mas, o maior problema que acontece hoje é a falta de compromisso, as pessoas têm medo de abraçar um compromisso para a vida toda...
Usando de uma grande ternura o santo padre pede à juventude que abracem os valores espalhem a paz e a caridade por onde forem. E SOBRETUDO ESPALHEM A FÉ. E não é qualquer Fé, é a fé que receberam da Igreja pelo batismo.
“A Igreja é jovem!” (...) “Ela quer e precisa ouvir os jovens”. Disse o santo padre.
Quanto à missão ele reafirma que: “A Igreja não deve ficar só nos documentos, mas, deve ir ao encontro de todos como uma mãe que quer abraçar seus filhos e não apenas comunicar através de cartas. Mas como mãe deve sempre cuidar dos filhos”.
Quanto ao Clero e aos bispos católicos ele disse que os religiosos devem se desapegar dos valores econômicos e pensar mais na caridade. E que estejam abertos as mudanças e não fiquem presos às coisas antigas, mas, se abram também aos novos tempos. Que estejam abertos ao diálogo e saibam escutar os jovens e as novas idéias, que renovem a Igreja. O santo padre cita o Documento de Aparecida com suas diretrizes pastorais como orientação para os povos latino-americanos.  
 Com o espírito missionário de Jesus cujo se manteve pobre e desapegado dos bens materiais, mas que se preocupem mais com a evangelização e a salvação de todos.
E esta é a face da Igreja que espera o santo padre: renovar a Igreja; e ela deve transparecer a mesma face de Jesus Cristo, e cujo caminhou com seu povo, compadecendo-se dos pobres e sofredores.
Os pontos positivos desta 28ª. JMJ são muitos, ressaltando que o Sumo Pontífice espera que a Igreja, sobretudo, que os jovens cresçam e ajudem a Igreja com seus valores. E para finalizar o santo padre Francisco I, disse que necessita que os jovens protestem que não fiquem calados e que a Igreja precisa ouvi-los. “Um jovem calado, que não protesta não me agrada!” disse o papa em sua última entrevista à TV Globo.
Também o santo Padre, afirma que é necessário estabelecer laços de comunhão com as outras religiões, sejam elas cristãs ou não a fim de que se estabeleça a paz mundial e o bem comum de todos. Deus quer a comunhão entre todos que todos se sintam amados e respeitados cada qual em sua crença religiosa, mas, que se esforcem para construção de um mundo novo e de uma sociedade melhor.

Que a partir dessas palavras do papa Francisco I, todos os fiéis e não só apenas os jovens, mas toda Constituição de fiéis possam reavaliar os princípios e a moral cristã. Sobretudo a da caridade fraternal, fazendo cumprir o mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!” (Jo15, 12.17) – Somente o amor faz com que os cristãos sejam diferentes, é pelo amor que seremos julgados e é pelo amor que somos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus.

MARIA NA CAMINHADA DA IGREJA – “Maria é a maior entre todos os santos!” – disse Francisco I, porque ela se torna exemplo sendo a primeira que carregou Jesus em seu ventre, ela é discípula do silêncio, mas educa e caminha com a Igreja. Ela como Mãe caminha conosco e nos aponta sempre ao seu filho. Em cada lugar de maneira especial, com seus vários títulos, Maria é modelo de virtude. Ela é a estrela da evangelização, seu SIM generoso a Deus, ela trouxe a salvação tornando-se a Cor-redentora de toda humanidade.
 O nosso SIM missionário a Jesus deve ser o mesmo SIM de Maria a fim de que agora, levando-O com a sua palavra, cheguem todos ao conhecimento da verdade que é Cristo.
 Ela é exemplo de discípula porque foi fiel ao projeto de salvação permanecendo firme até a Cruz, e, no início da Igreja ela estava lá no Cenáculo em Pentecostes e junto dos Apóstolos e recebeu também a Unção do Espírito Santo, agora não apenas como Mãe, mas, como discípula fazendo-se parte da Igreja de Jesus que ali, em Pentecostes se iniciava.
 Maria é exemplo quando junto de seu povo ora e intercede por nós no Céu junto do Pai.
Maria é exemplo quando buscamos viver uma vida eucarística isto é, de comunhão com Jesus presente na Igreja por meio do Sacramento da Eucaristia.
Ela que carregou Jesus em seu ventre foi o primeiro sacrário vivo e imaculado quer que agora O guardemos sacramentalmente em todas as Missas e que O levemos a todos. Assim como fez um dia estando grávida e O levou até Isabel, sua prima distante.
Por isso, Maria caminha conosco na missão junto com seu Filho Jesus; ela esta junto dos seus novos discípulos e sempre se faz presente na tarefa missionária.
 E como Mãe e discípula ajuda-nos a levar a mensagem do Evangelho, sobretudo, o Evangelho vivido e partilhado como exemplo na vida de cada um.






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terça-feira, 17 de junho de 2014

DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO - Do coração misericordioso de Jesus jorra a fonte de vida eterna!

Para entendermos melhor a devoção do Sagrado Coração de Jesus devemos recordar na Sagrada Escritura. Jo7, 37... “... Se alguém tiver sede, venha a mim e beba”. *Jo 19, 34.37... “Mas um dos soldados abriu o lado com uma lança, e, imediatamente saiu sangue e água.” Os santos padres atribuem esta passagem a dois grandes sacramentos da Igreja. A água se refere ao batismo e o sangue à Eucaristia.

Qual de nós se esquece desta passagem já que o último texto (*) é sempre usado na liturgia de sexta-feira da Paixão?
 Pois é, parte daí a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Este coração rasgado, aberto por nós que não cansa de nos amar.

Mas a devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi revelado no dia 27 de dezembro de 1673. Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, uma freira que pertencia a uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A aparição aconteceu durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, Jesus pediu a ela que divulgasse a devoção ao seu Sagrado Coração.

Jesus tem uma enorme sede de nos salvar. Pois ele é o grande e único Mediador da salvação. Não outro meio de alcançar a salvação, isto é o Céu, se não for através de Jesus Cristo. Jesus é o Bom Pastor aquele que deu sua vida por nós, (Jo 10, 11) Ele é a única porta pela qual possamos entrar no Céu. (Cf. Jo10, 9). Somente Jesus pode dar a vida eterna. De nada adianta ler as Escrituras se você não encontrar nela a própria fonte de salvação que é Jesus. (Cf. Jo5, 39-40) Jesus é a porta pela qual devemos entrar. (Cf. Lc 13, 22);  
 Por isso Jesus não se cansa de nos oferecer meios pelos quais através de seu amor possamos alcançá-la.
Esses meios são os Sacramentos, e cujos, são canais da graça divina através do Espírito Santo. E para que possamos ter acesso gratuito à Salvação, Jesus instituiu a sua Igreja pela qual todos nós devemos pertencer se quisermos alcançar realmente o Céu. Mas, parte de nossa decisão estar continuamente ligados a esse canal de graça que é o próprio Cristo. Jesus oferece esta devoção para que os homens tenham a oportunidade de receber de seu coração aberto de todas as graças diretamente inclusive a salvação.  
Jesus sabendo disso, não quis apenas vir, morrer por nós e ressuscitar, mas Ele quis estar presente em nosso meio através da Eucaristia. A Igreja não está à míngua as ela continua sendo assistida do alto por graça divina através do Espírito Santo.
Por isso a devoção ao Sagrado Coração de Jesus não é uma ilusão, mas, é um fato real. Tendo em vista que Jesus que nos amou em primeiro lugar.

E mostrando o seu Coração transpassado pela espada, Jesus disse a Santa Margarida:
“Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor.”

 E continuou dizendo:

Prometo-te pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora.”

As primeiras sextas-feiras, devem ser dias de reparação pela frieza, desprezo e sacrilégios, que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte dos maus cristãos e dos que não acreditam em Jesus Cristo.

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Nessas aparições Jesus deixou 12 promessas e pediu para que Santa Margarida difundisse essa devoção para o mundo inteiro. Ela foi responsável pelo início da devoção.

A Beata Maria do Divino Coração pediu ao Papa Leão XIII que consagrasse solenemente esta devoção. Em resposta, no dia 11 de junho de 1889 após a publicação de encíclica Annum Sacrum disse:

 A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma forma por excelência de religiosidade. Essa devoção que recomendamos a todos, será muito proveitosa. No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do Amor Infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-lhe esse amor.

Sua festa é comemorada na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, Corpo de Cristo, na oitava da Páscoa e todo o mês de junho, é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

Em todas as Igrejas nas primeiras sextas-feiras, se fazem atos solenes de reparação, para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor que Jesus fez e faz por toda a humanidade.



As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus


Jesus pediu para que os fiéis participassem da Santa Missa durante as primeiras sextas-feiras em nove meses consecutivos, com uma confissão reparadora e a sagrada comunhão. E fez as doze promessas aos que atendessem ao seu pedido:
1-  Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2-  Estabelecerei a paz nas famílias.
3-  Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração.
4-  Hei de consolá-los  em todas as dificuldades.
5-  Serei o seu refugio durante a vida, e em especial durante a morte.
6-  Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos.
7-  Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia.
8-  As almas tíbias (tímidas e vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas.
9-  As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.
10- Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos.
11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados.

E A GRANDE PROMESSA

12- Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.


CONSAGRAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração, pela tibieza de seus amigos, vos queixastes a Santa Margarida: Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado.
Aqui estou Senhor para vos consolar. Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e as dos outros.  Quero amar o vosso amor desprezado e abandonado.

Consagro-me inteiramente ao vosso Coração. Sede Vós somente o meu Rei.

Ajudai-me Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração.
Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.
Fazei que compreendam finalmente, a honra e a obrigação que tem de Vos amar, para que unidos entre si com os laços de vossa caridade, glorifiquem todos, o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.
Divino Coração de Jesus, reinai em meu coração.

Jesus, manso e humilde de coração!
Fazei nosso coração semelhante ao vosso!


DO CORAÇÃO DE JESUS JORRA FONTE DE ÁGUA VIVA!





Vamos ler em Jo 4, 1-30.42. JESUS E A MULHER DE SAMARIA




O MÉTODO DE JESUS - (a Salvação é para todos) - O Evangelho conta que Jesus entrou na região de Samaria em uma cidade chamada Sicar. (Os samaritanos eram judeus que viviam fora de Jerusalém e eram considerados inimigos porque segundo eles, os samaritanos não não observavam as leis de Moisés.) Jesus usa o diálogo para anunciar o Reino de Deus.
Jesus cansado da viagem, era meio-dia, e senta-se à beira do poço, esse poço era famoso porque fora construído por Jacó. Jesus quer aproximar e o que ele faz? Usa o método que todo rapaz quando quer falar com uma mulher faz, espera e pede água. Jesus poderia muito bem tirar a água para beber mas ele quer ir mais além, quer puxar assunto, quer conversar. Se fizesse de outro jeito era bem provável que não conseguisse porque os samaritanos não se davam com os judeus.
Jesus pede água: "Mulher dá-me de beber!" - Logo a mulher recusa por um instante e pergunta: "-Você é judeu, como pedes de beber a mim que sou samaritana?" ... a mulher sabia que algo estava acontecendo aquela situação não era normal. Mas Jesus insiste: "Da-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva."

Mas a mulher não entendeu, pensou que Jesus falasse da mesma água do poço: "-Senhor não tens como tirá-la e o poço é fundo, donde tens pois esta água-viva? És por  ventura maior que nosso pai Jacó que nos deu esse poço? ... "
Então  Jesus disse:
-"Aquele que beber desta água vai ter sede outra vez, mas, quem beber da água que eu lhe der jamais sentirá sede. Mas o que beber da água que lhe der virá a ser nele fonte de água viva que jorrará até a vida eterna!"

A mulher pede então a Jesus: "Senhor dá-me desta água para que eu não tendo mais sede não volte mais aqui para tirá-la!" - Ah! que maravilha! - nunca mais ter sede, nem precisar buscar água, ela ainda não tinha compreendido o que Jesus queria dizer. 

JESUS CONHECE NOSSOS CORAÇÕES - diante de Jesus não precisamos de máscaras. Jesus conhece todos os nossos sentimentos e nossos problemas, sabe de nossas fraquezas e limitações. Por isso Jesus vem ao nosso encontro ele quer que dialoguemos com ele e que coloquemos nossos desejos, projetos e preocupações, nossos sofrimentos, nossas feridas, nosso cansaço. Ele quer aliviar nosso fardo. O coração de Jesus deseja profundamente que nos aproximemos dEle pois ele oferece a água capaz de saciar nossa sede e aliviar nossas preocupações. O Coração de Jesus é todo misericórdia por isso nos é capaz de oferecer sempre amor e perdão.
CONTINUANDO ... (O DIÁLOGO) - Jesus pede: "Chama teu marido e volte aqui!" - Ela disse: "Senhor não tenho marido." ... Jesus disse: "Respondeste bem, pois você teve cinco maridos e esse que você tem não é teu marido!" ... A mulher era vivia em adultério mas disse a verdade para Jesus. Quantos de nós querem ocultar a verdade para Deus. Quantos querem tapear a Deus vivendo uma vida de falsidade. Quanto que basta que confiemos em Jesus e deixemo-nos colocar em seu coração tudo que somos. Será que confiamos verdadeiramente em Jesus? 
.... A mulher disse: "-Senhor, vejo que sois um profeta. Nossos pais adoram neste monte , mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar!" (aqui ela se refere a crítica dos judeus, porque os samaritanos não praticavam as leis de moisés). Mas Jesus disse: "Mulher, acredita-me que vem a hora em que não adorareis o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora já chegou e os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em Espírito e em verdade. E esses são os adoradores que o Pai quer
EM OUTRAS PALAVRAS...
Jesus anuncia a salvaçlão já chegou, ela está ao nosso alcance e que Deus está no coração de cada pessoa seja ela qual for. Deus quer ser adorado em primeiro lugar dentro de cada um de nós, quer ser amado, quer ser reconhecido. Deus, Jesus e o Espírito Santo não precisa de templos nem lugares para ser adorado mas precisa de corações, corações que o aceite como único eu Senhor. 

Para Deus Pai não importa mais onde devemos adorá-lo, porque a Salvação já chegou e chegou para todos, não importa se é judeu ou não. Com ela Deus restituiu-nos a graça de sermos seus filhos e ele vem morar conosco, veio habitar em nosso meio, a salvação já chegou e ela é para todos. E todos servirão a um único Senhor e Salvador Jesus Cristo; e todos adorarão um único Deus em todo lugar. A salvação veio dos judeus, sim, pois Jesus era judeu, mas, ela é para todo mundo, todos quantos aceitarem Jesus como Senhor e Salvador. 

Continuando...
Mas ... ela ainda não está convencida ... "Sei que virá o Messias e quando ele vier nos ensinará essas coisas!" ....... Jesus abre o jogo: "...Sou eu mesmo, quem fala contigo!" ....

CURIOSIDADE - João dá a entender no versículo 27, que Jesus não tinha costume de ficar falando com as mulheres. Mas agora, a salvação era a uma mulher, anunciada pela primeira vez aos de fora de Jerusalém. Agora a mulher acreditou. "É Ele vinde ver... não seria ele o Cristo?"  e João conta que muitos samaritanos creram que Jesus era o Salvador!" A mulher aqui, representa a Igreja que assim como aquela samaritana deve proclamar com alegria o reino de Deus.
EIS O SEGREDO - se cremos em Jesus não podemos ficar calados. Devemos anunciar, devemos fazer com que todos tenham a oportunidade de conhecer o coração misericordioso de nosso Senhor. 
Jesus quer morar em nós, ele quer entrar em nosso coração, quer morar em nossa casa. 
Basta que abramos nossa porta para Ele entrar.
Esse é o Coração Misericordioso de Jesus. Um coração que não cansa de nos amar e de perdoar. O que impede nossas mentes de perceber esse amor é nosso egoísmo, nossa ambição e nossos pecados. Mas o coração Jesus se inflama de amor por nós. Ele rasga o peito e derrama sobre todos seu amor. Basta que cada um de nós o busquemos de verdade e vivamos segundo seus ensinamentos. Basta que cada um busque nele a salvação, pois no coração de Jesus JORRA UMA FONTE DE VIDA ETERNA!   
O Evangelho não diz que Jesus tenha bebido da água do poço embora tenha pedido, mas João mostra que ali quem agora estava com sede era a mulher, a sede de salvação daquela mulher era grande. E Jesus oferece,  ela acolhe, acredita e bebe da fonte que é Jesus.   
Podemos tirar várias lições nesse texto de São João. Vamos ler algumas delas:


  1. O objetivo principal do evangelista João é nos mostrar que Jesus é o Filho Deus, Ele é o Messias esperado e profetizado, anunciado desde dos primórdios pelos profetas.
  2. Jesus é o Mestre do diálogo, ele quer despertar naquela mulher um algo mais que estava escondido. Logo ela está atenta a tudo que Jesus diz, ela deseja a salvação, e como disse, ela representa a Igreja que sempre tem que estar atenta a Palavra de Deus. Ela também tem sede, a sede de salvação. Esperava também o Messias prometido. Aquela mulher desejava uma mudança interior. Jesus vai conversando e provoca nela a vontade de saciar sua sede de vida nova. "...Quando o Messias vier nos fará compreender todas essas coisas"... diz a samaritana. Jesus por outro lado está de coração aberto a entender as angústias daquela mulher, talvez cansada, oprimida e mal compreendida pela sociedade, carente do amor de Deus. Não é assim conosco também? 
  3. Jesus  se faz acolhedor quer anunciar, mas, quer ouvir quer sentir, quer conversar. Ela não perde a oportunidade ali estava alguém, sim! alguém que embora sendo um judeu podia ler seus pensamentos sem julgar. 
  4. A Salvação é anunciada, ela compreende que algo novo estava acontecendo. Jesus se apresenta como Messias. Agora diferente de Nazaré sua terra natal onde foi rejeitado, Jesus é acolhido e ao mesmo tempo anunciado. É verdade que a Salvação veio dos judeus (pois Jesus era judeu), mas ela vai além, ela é oferecida para todos. Na pessoa daquela mulher de Sicar, está representada todos nós que temos sede de ouvir e viver a palavra de de Deus. Todos nós temos sede de salvação. E Jesus nos deu entregando-se na Cruz por nós. Jesus veio para salvar a todos sem exceção.
  5. A mulher torna-se propagadora do Anúncio da Salvação. ..."Vinde ver quele que falou tudo quanto tenho feito, não será ele o Messias?" ... diz a mulher, o seu coração palpitava de alegria. Sem perda de tempo ela corre e começa a contar a todos. Se torna discípula, com seu testemunho consegue a conversão de muitos samaritanos. Aquela mulher que antes fora arredia, não queria diálogo com um judeu mostra que aquele homem que chegara era diferente era um profeta, ele certamente era diferente. Era uma oportunidade de conhecer o Cristo. Nota-se que Jesus em nenhum momento a censurou, pelo contrário, diz o texto que Jesus ficou ainda por dois dias ali no povoado ensinando. Ah! quem bom poder ficar com o Mestre, saciar a sede, beber da palavra do Salvador. Como é bom estar junto à fonte de vida eterna. É da Cruz de Jesus, do seu lado aberto que jorra para nós a água da vida.     
       
   Na Cruz Jesus com o coração rasgado oferece para nós a Salvação definitiva. A árvore da vida brota novamente na árvore da Cruz. 
O poço de Jacó representa o Antigo Testamento. Jesus chega para cumprir as Escrituras. Ele veio trazer a salvação não só aos "filhos de Abraão" mas, a todos quantos acreditarem no seu nome. Se tornarão filhos de Deus diz João. (Jo1, 12.16-18) "Todos nós recebemos a plenitude da graça, pois, a lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo!"   - Logo Jesus é o rosto misericordioso de Deus. "Ninguém jamais viu Deus, o filho único, que está no seio do Pai foi quem nos revelou!" ---- Logo, Jesus é a revelação do Pai.
Jesus faz conosco uma Nova Aliança. 
O Coração de Jesus então é porta aberta para a salvação. Jesus não é monopólio de ninguém, pois crer em Jesus, amá-lo e viver sua palavra já é praticar a verdadeira fé.
Jesus quer abraçar a todos, como fez com aquela mulher fará comigo e com você. Ele disse: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração!"
Isto é, Jesus entra em nossa humanidade para nos resgatar de nossas fraquezas. O seu coração palpita constantemente de amor por nós. Mansidão não é baixar a cabeça, não é se sujeitar à opressão, à dominação dos mais fortes. Não! mas é ser dócil, aberto, comunicativo e disponível para com os outros.
É olhar o mundo com amor, sem julgamentos, é estender a mão. O mundo não compreende esse amor porque está fechado no egoísmo do ter, do poder.
Quando a samaritana percebeu que Jesus era o Messias a sua vida se transformou. Brotou nela um novo motivo para viver. E ao mesmo tempo o seu desejo de compartilhar com todos essa nova forma de viver, de sentir a presença de Deus.
Quantos de nós hoje estamos fechados em nosso "mundinho" e não percebemos o amor de Deus para conosco dia após dia?
Quantos que morrem de sede ao pé da fonte porque não bebem da palavra de Deus, não reconhecem Jesus como senhor e salvador?
Quantos que passam pelas águas do batismo, e recebem a Eucaristia uma vez na vida mas nunca mais buscam Jesus e nem vivem de acordo com seus ensinamentos?
Quantos de nós negamos o direito à dignidade das pessoas por preconceito, e assim julgamos demasiadamente tudo ao nosso redor?
Que o Sagrado Coração de Jesus possa nos ajudar a buscar sempre a palavra de Deus. E que possamos sempre ser abertos a essa palavra e ao seu amor.              

segunda-feira, 2 de junho de 2014

INVEJA E FOFOCA, PECADOS QUE DESUNEM A FAMÍLIA E A SOCIEDADE!




            Certamente já ouvimos falar nessas duas palavrinhas que parecem ser tão simples, mas, trazem muitas complicações para a família e a sociedade em que vivemos.
            A inveja e a fofoca podem parecer inofensivas ao primeiro ponto de vista, mas não é assim, pois, embora façam parte do nosso cotidiano elas representam 90% dos casos de crimes, brigas entre famílias, entre amigos e até mesmo no trabalho, lazer e escolas.
            Existem pessoas que carregam dentro de si um descontentamento pessoal, um vazio de si mesmas ou ainda um imenso desejo de subir na vida à custa de meios inescrupulosos. E quais são esses meios? Fazem isso pela inveja e pela fofoca. Sempre querendo para si a qualquer custo aquilo que é do outro, a roupa, o carro, o emprego, o marido, a esposa, o trabalho, o sucesso profissional, etc. E fazem isso de maneira muitas vezes buscando meios para tirar do caminho tudo que lhe impeça de chegar a sua meta.
            Mas, o que é uma pessoa invejosa?
            Uma pessoa invejosa é uma pessoa que não está satisfeita com si próprio, nem com o mundo ao seu redor, ou ainda carrega em si uma insatisfação de si mesma porque não consegue se contentar com o que ganha e o que tem. Esse é o mal que todos podemos passar, mas que nunca podemos por em prática porque onde há inveja há maldição. Uma pessoa invejosa quer sempre algo mais, quer sempre ser superior as demais pessoas, quer sempre aparecer diante de uma falsa idéia de que os outros ao seu redor vão sempre lhe admirar pelo seu status ou pela beleza, ou ainda pela condição social. Para isso é necessário um consumismo desenfreado e uma busca intensa de sempre ter cada vez mais. Nunca se dão por realizadas ou satisfeitas. Então passam a olhar as coisas ao seu redor como se o seu “mundinho” só funcionasse “se” ali todos convergissem para ela própria. Como se ela fosse a “Terra” e os outros fossem “Luas” que girassem em seu contorno.
            Então a inveja é um câncer que cada dia mais ganha força nesse mundo moderno e de propagandas e consumismo. Ela está também aliada a outro mal maior, a fofoca. Pois muitas vezes a inveja para dar certo precisa de uma boa fofoca. O que é a fofoca? É falar mal dos outros, é a intriga, ou,no ditado popular: a “conversa fiada” dando conta do que se passa ao seu redor, promove a desunião e da desunião vem as brigas, as mortes e os diversos crimes que hoje vemos nos Jornais e noticiários de TVs.
            É bom lembrar que inveja e fofoca além de serem pecados capitais, elas já se tornaram pecados sociais graves
            Para os cristãos de modo geral, não é difícil perceber como esses dois pecados estragam as relações sociais dentro das Igrejas e nas famílias. Mas também devemos levar em conta de que a inveja causou muitos estragos na antiguidade, aliadas ao orgulho próprio, ou em nome de uma instituição já produziram guerras e também foi por inveja que começou o pecado neste mundo. Primeiro satanás por inveja introduziu o pecado no mundo fazendo Adão e Eva pecarem; depois resultou na condenação e morte de Jesus Cristo.
            Por inveja muitas pessoas se destroem e destroem as famílias e a sociedade em que vive e participa. E por inveja também se condenam à morte eterna, porque o invejoso esquece até de que é criatura e muitas vezes tentam a Deus querendo, como um dia fez satanás, ser superior a Deus. Então, a inveja é uma sementinha plantada por satanás desde o início das eras.
            Por outro lado, se não resguardarmos nossa língua mesmo não sendo invejosos, mas se promovermos a intriga e nos guiarmos pela fofoca estão promovendo a desunião e a discórdia neste mundo.
            O bom cristão é aquele que usa de sua língua primeiramente para louvar o Senhor e depois para levar a palavra de Deus. O cristão deve sempre fazer um exame de consciência antes de sair por aí “falando pelos cotovelos”.
            Jesus deixa claro que seremos julgados pelas boas e más obras, pesará muito mais em nossa balança a maneira que vivermos e praticarmos as boas obras. Por outro lado, pesará em nossa condenação tudo que fizermos de mal ao nosso semelhante. Isso inclui viver uma vida de laços estreitos com as coisas deste mundo. O bom cristão nunca é invejoso, ela não tem lugar no coração da pessoa cristã, porque unido a pessoa de Jesus vive e pratica a realidade evangélica que na qual nos propõe sermos desapegados de tudo neste mundo se quisermos ser apegados a Jesus Cristo e sua palavra.

            Para ser cristão, em primeiro lugar, não podemos abraçar à inveja e nem dar lugar ao orgulho, a fofoca e ao oportunismo.
            Pois a inveja é uma semente plantada por satanás, e o oportunismo, isto é, aproveitar-se dela para ganhar sucesso e realizações, é o adubo para que o mal cresça ainda mais neste mundo.
            Nossas realizações e sucessos, na vida pessoal, social ou familiar devem ser frutos de nossos esforços como pessoas e nunca à custa de outros meios, como a corrupção e a falta de ética e moral.  A inveja e a fofoca produzem grandes males: inimizade, violência, separação entre casais, dificuldade em conviver na sociedade e diversos crimes.
            Se lermos a Sagrada Escritura, encontramos várias passagens onde a inveja causou grandes estragos na vida das pessoas. Mas nela também, encontramos a chave para evitá-la. O Livro do Eclesiástico nos ensina que a melhor maneira de evitar tais pecados em nossa vida é:

a)     Buscar sempre o Senhor e sua justiça. Por mais que seja difícil compreender a justiça de Deus age no tempo certo. Isto significa que Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida, pois quando estamos cheios de Deus nosso coração não abre espaço para o pecado e se pecamos logo podemos voltar atrás e buscar a reconciliação. Aquele que busca a justiça de Deus está sempre do lado da verdade e de sua boca só sai palavras agradáveis. Age com sabedoria, pratica a sã doutrina, não tem medo de confessar que errou e põe prudência naquilo que fala. (Ecle4, 23-30)  
b)     Obter o domínio próprio. Isto é, firmar no caminho do Senhor, não andar por qualquer caminho. Isso implica falar sempre a verdade, mesmo que sofra alguma conseqüência. Ser uma pessoa pacífica, e mais, saber ouvir aqueles que nos querem bem a fim de que evitemos as armadilhas deste mundo. Uma pessoa prudente é uma pessoa que evita falar o que não deve e em sua boca só existe a verdade. (Ecle5, 11-18) Uma boa palavra multiplica a amizade. (Ecle6, 5) – É tão bom quando ouvimos das pessoas palavras que edificam. Ao contrário uma pessoa que faz intrigas o tempo inteiro além de obter muitos inimigos cai em descrédito perante a sociedade. E quando tenta dizer a verdade, ninguém acredita.
c)      Não tenha orgulho das coisas materiais. (Ecle11, 4-5) Isto é, tudo que temos nesse mundo não é para nos engrandecer, mas é para servir. Tudo é de Deus, nada levamos deste mundo, nem mesmo nossas roupas ainda que sejam as mais elegantes nada levamos. Não podemos ser apegados aos bens deste mundo porque nada aqui nos pertence de verdade. Tudo é de Deus. Simbolizado pelas vestes, o autor do Livro Eclesiástico nos dá uma mensagem que atualizada nos dias de hoje engloba todos os nossos bens. Porque o grande problema das pessoas é quando a semente da inveja nasce justamente do desejo de ser igual ao outro ou, querer ser o melhor diante da sociedade construindo em si mesma uma falsa idéia de beleza e poder. Lembre-se que os mais poderosos da terra nada lhe restaram, suas roupas chiques, poder, bens materiais nada disso valeram diante da morte.
d)     A inveja leva à avareza. O avarento é uma pessoa que ajunta tudo para si não reparte nada, não se contenta com o que tem. O invejoso é uma pessoa má, sua alma é pobre, concentrada no seu “mundinho” de mesquinhez, ele não se abre para os outros, mas quer ver em si mesmo a imagem falsa daquilo que ela própria não consegue ser.  (Ecle14, 3-10).
e)     A inveja leva aos diversos crimes . Quantos que por inveja se matam e morrem por querer aquilo que não é seu. Muitos crimes são praticados por inveja. Uma pessoa invejosa é capaz de fazer tudo para satisfazer o seu bel prazer, mesmo que isso vá lhe custar tirar a vida de alguém, ou até mesmo prejudicar o seu semelhante em alguma situação para alcançar o espaço desejado na sociedade, ou então para ser visto com uma falsa imagem de “o melhor” para todos. O invejoso não procura agradar por gentileza e educação, mas para parecer ser bom. O invejoso também costuma agir com máscaras de “ovelhas” mas, na verdade é um lobo voraz que quer devorar tudo ao seu redor para sempre se mostrar o tal, o capaz, o melhor.

Como é fácil perceber numa pessoa invejosa a sede de se mostrar como um holofote no escuro. Às vezes percebemos o cheiro da inveja numa pessoa de longe, é o chamado puxa-saquismo. Não é preciso fazer nada, basta perceber que o invejoso está sempre querendo parecer igual a quem do lado ou ao chefe. E tem um enorme medo de perder sua posição de ser o melhor, por isso está sempre disposto a atacar pelas costas, ou até quando a máscara cai e ele se esconde nas “saias da hipocrisia”.
É bem verdade quando Jesus disse aos fariseus: “Vocês são sepulcros caiados!” – na verdade por fora, os túmulos belos e ornamentados, mas por dentro estão cheios de podridão de cadáveres. Assim é o invejoso, possui uma linda fachada, mas seu interior está podre e cheio de más intenções e hipocrisias. 
Hoje mais do que então, a inveja associada a sede de ter cada vez mais é um câncer que vai corroendo as pessoas. A sede de ter sempre o melhor para si, o carro do ano, o celular do ano, jóias, roupas de marca, enfim, esse consumismo desenfreado que passa a sociedade está cada vez mais propagando a inveja e a avareza. Cristãos que não se encontram em lugar algum, por que pela sede do consumismo esquecem-se das palavras de Jesus que diz: “Não ajunteis tesouros para vós aqui, onde a traça e a ferrugem consomem, mas, ajuntai antes para vós tesouros no céu, pois onde está o vosso tesouro lá estará o vosso coração!” (Mt6, 19-21)
E também fazer com nossos olhos enxerguem a verdadeira luz, a luz de Jesus Cristo que nos convida a abrir não só os olhos, mas, também o nosso coração diante de tantas situações de pecado que somos obrigados a enfrentar. E para isso é preciso estar sempre atento as palavras do Mestre Jesus quando nos propõe a viver uma vida coerente com os valores do seu reino. Pois ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro diz Jesus. Corremos o risco de amar mais as riquezas do que a Deus. (Mt6, 24)                     
     
Por outro lado o cristão verdadeiro é aquele que possui um coração feliz e alegre, ela está aberta às boas coisas e em seu rosto se nota a suavidade de servir o Senhor. Este se desapega dos bens materiais porque tem no Senhor Jesus sua única fonte de vida e sua palavra é seu sustento. Não vive para o mundo porque assim como Cristo não pertence a esse mundo. Deseja os bens não para se engrandecer nem para mostrar uma aparência, mas o necessário para sua vida e sua subsistência. Não gosta de intrigas e fofocas, pois, sua boca está cheia de boas palavras e sua alma está feliz e nele não há espaço para a inveja e a fofoca. Pois de sua boca sai palavras santas e construtivas. (Ecle13, 32 – 14, 1).

O cristão é aquele que sempre está vigilante, como um alicerce bem construído onde nada pode derrubar, ele se forma na base do Evangelho e solidifica na pedra angular que é Jesus.
O coração do cristão não tem espaço para a inveja porque ele reflete a luz de Jesus Ressuscitado.
O cristão verdadeiro só deseja uma coisa, assim como o desejo do salmista, habitar por todo sempre no santuário do Senhor e contemplar sua beleza. Por isso não se apega a nada que vá impedi-lo de chegar a essa meta.