sexta-feira, 8 de abril de 2016

RELIGIÃO E IGREJA - duas palavras ligadas uma a outra mas com significados bem diferentes

(???) Sempre quando falamos em Religião e Igreja, parece que associamos uma coisa a outra. Certo, porque as duas coisas estão interligadas. Mas quando separamos estas duas palavras para uma definição vamos entender que elas possuem significados bem diferentes.

Quando se pergunta: a que religião você pertence? você pode dizer: esta ou aquela. Mas se perguntar: o que significa ou o que é religião para você? - talvez não seja fácil responder a essa pergunta. Essa é uma pergunta que você tem que responder para si mesmo. 

Primeiro, você tem que entender que a Religião é: um campo idéias e crenças com uma finalidade de estabelecer uma conexão entre o ser humano e um ser superior (no nosso caso, Deus).

As religiões não se fazem por si só, elas tem um fundador, alguém que antes de você as criaram e as difundiram como matéria de fé. Quem se associa e pratica uma religião é um ser religioso.

Elas surgiram à partir do momento em que os homens sentiram a profunda necessidade de comunicar-se com algo superior ao humano, ou seja,  o divino. Ela vem preencher o vazio da existência da alma humana.

Cada religião possui suas características próprias de quem as fundou e as solidificaram como princípios para que se possa entender essa conexão entre a criatura e o Criador. Nesse caso aplica-se tanto às monoteístas (que acreditam em um só Deus) ou politeístas, (acreditam em várias divindades).

Ela é indelével, isto é, não pode ser atingida, nem manipulada por mecanismos de exploração seja científica ou política. Pois, contém princípios que transpõe a lógica humana. A religião é uma ligação com o sobrenatural, algo que você não vê, sente ou compreende que existe esta comunicação. A religião é uma "ponte"que faz a interligação entre o humano e o divino.

Ela não está ligada à Ciência nem obrigada a seguir à estudos científicos (embora  aceite intervenção em alguns casos)  porque, o objetivo principal da religião é fazer com que o ser humano contate o divino, conheça (a Deus) e não o contrário. Não se pode explicar ou conhecer cientificamente o inexplicável.  

Para entender o princípio da religião, deve-se saber que ela surgiu a partir do momento em que o ser humano entendeu que as coisas criadas não foram feitas por si só, havia uma necessidade de entender quem as criou e porque elas foram criadas.

E o homem entendendo que não era capaz de fazer tudo sozinho, reconheceu que somente alguém superior a ele, um ser de suprema grandeza e inteligência pode criar tudo, imaginar tudo e resolver tudo.
A este alguém o homem chamou remotamente de "deus" - o que mais tarde se manifestou na História com real existência, segundo narra a Bíblia. Foi através da Bíblia que encontramos através da história que realmente Deus (divindade suprema) existe, e que Ele mesmo, agora se manifestou aos homens de acordo com sua vontade.

Este Ser  especial se manifestou aos homens sendo Criador de tudo e daí estabeleceu uma conexão com o humano, então a palavra "deus" passou a ser escrita com letra maiúscula "DEUS" para indicar que este ser superior de que tanto procurava o homem é o princípio, meio e fim de tudo: Criador de tudo e se revelou ao ser humano tal como é.

Ao longo da História, nas diversas culturas, esse "deus" era atribuído em várias nações de diversas maneiras.
Era cultuado não só de uma pessoa apenas mas de vários "deuses", então as religiões foram surgindo de acordo com a necessidade de entender esse(s) ser(es) superior(es) ao qual podiam atribuir poderes mágicos e especiais. No nosso caso seguimos princípios cristãos e judaicos, cultuamos um único Deus, somos politeístas. É o caso dos gregos, dos romanos, dos africanos, dos ameríndios (antes da catequização portuguesa), dos indus, etc. Que cultuavam e ainda cultuam várias divindades.

As religiões que prestam cultos a vários deuses, são as religiões politeístas. Assim surgiram as religiões, ou seja, grupos de pessoas que buscavam estabelecer culto com uma ou mais divindades. Assim no Europa, na Ásia, na América, na Oceania, etc. cada lugar possui suas religiões, suas crenças religiosas. Porém, cada país possui sua religião dominante, estabelecida pelo governo local ou por um grupo dominante. E de tempos em tempos esta "religião dominante" pode mudar muito embora também pode permanecer por séculos e milênios. Um exemplo: na Europa, o cristianismo (fundado à partir dos ensinamentos de Jesus Cristo), no Japão o Budismo, (fundada pelo Buda), No Oriente Médio o Islamismo (fundada por Maomé), etc.

São seus fundadores os responsáveis que criaram suas regras, estatutos e leis, seus princípios morais a serem seguidos. Cada povo, cada nação, possui uma Religião-mãe, e todas as demais crenças religiosas estão ligadas às crenças de seu princípio. Isso é Religião, e religiosidade são as diversas maneiras ou práticas derivadas do princípio religioso pela qual se pode viver uma religião. Hoje já existe estudos específicos para conhecer as religiões, esse estudo é a Ciência das Religiões.

Pode declarar-se adepto de uma religião (o ser religioso) quando se torna membro de uma comunidade que professa essa mesma religião e faz dela algo que complementa sua vida. Mas a Religião (no nosso caso) sem a Igreja é ineficaz e inócua. Aquele que pratica a religião é chamado de religioso, pode ser professo (os estudiosos no assunto: teólogos, filósofos,  o clero em geral. religiosos ou leigos consagrados, catequistas, missionários etc) ou não professo, o leigo ou seguidor comum. Porém, é na instituição religiosa que se pode viver a Religião. Uma coisa está ligada à outra.    

As religiões também estão ligadas às culturas dos países dominantes e sofrem modificações e alterações frequentes no campo das práticas teológicas ou filosóficas mas, não mudam o princípio geral pelo qual elas foram criadas. Ou seja, o que está determinado pela Religião não muda. Por exemplo: A Igreja Católica Apostólica Romana, é uma instituição religiosa do cristianismo, conserva a doutrina dos Apóstolos. Mas embora seja estabelecida regras rígidas de ensinamentos, ela  sofre algumas alterações, (embora a liturgia siga o Missal Romano)  de acordo com os Países e as culturas locais.

Deste modo, algumas coisas que se vê no culto de uma Igreja da Europa não se vê no culto de uma Igreja do Oriente ou na América Latina, por exemplo.

Mas, mesmo assim, não desvia do propósito principal regido pelo Código de Direito Canônico que na verdade, funciona como um estatuto geral em toda a Igreja. É o caso de algumas procissões que são fortes aqui no Brasil, mas, no Vaticano são poucas. Muito embora no Brasil, por causa de interferência entre diversas culturas religiosas, a religião cristã sobretudo na Igreja Católica sofreu um certo "misticismo religioso" que associou crenças que não são cristãs.

Porém, a Igreja Católica não interfere nas crenças religiosas e nem na maneira pela qual as pessoas demonstram sua religiosidade, (chamado também de religiosidade popular) pois, a Constituição Federal e a de outros países dão a qualquer cidadão brasileiro ou estrangeiro a liberdade de culto e expressão religiosa, seja ela qual for. É nesse direito que alguns evangélicos entram em conflito com a Constituição Brasileira por não respeitarem a liberdade de expressão e culto religioso. A religião não pode oprimir, discriminar e nem perseguir a ninguém sobre o pretexto de achar-se melhor que as outras crenças religiosas.

O QUE É RELIGIOSIDADE POPULAR?

O que é a religiosidade popular? Ela é a forma de EXPRESSÃO pela qual uma pessoa ou um grupo de indivíduos; estes manifestam sua fé por atos e gestos particulares dentro de uma cultura local,  seja ela diretamente a Deus, a Jesus ou à Virgem Maria e aos demais Santos. E alguns lugares esse tipo de devoção possui até ritos próprios, músicas e danças. Muitos desses ritos são aprovados pela Igreja Local (Diocese) muitos ainda que não aprovados diretamente são aceitos pela Igreja Local. Por exemplo: A devoção aos santos padroeiros, a Coroação da Virgem Maria no mês  de maio; muitas destas festas com ritos próprios canônicos ou não. E as diversas manifestações da devoção popular expressadas através da música e da dança. É o caso da Congada, das Folias de Reis, a Festa do Divino, a Dança de São Gonçalo, etc. São tipos de manifestações de devoções populares manifestadas de acordo com as regiões e as diversas culturas do País.  Isso porém, não interfere na Igreja, pelo contrário, são essas manifestações culturais que fazem com que estas devoções ganhem um sentido mais rico e profundo de região para região, de País para País, de Estado para Estado. Pois a Igreja é o conjunto de diversas pessoas batizadas em diversas etnias e culturas. É  que faz a Igreja ser bela no seu âmbito cultural. Tanto representada nas culturas, arte sacra (esculturas pinturas), danças e músicas.                     

IGREJA: JESUS FUNDOU UMA RELIGIÃO OU UMA IGREJA?

Jesus fundou a Igreja. Quando falamos em Igreja temos que estar atentos que o nome "Igreja" possui dois significados: o primeiro é a Igreja enquanto Instituição, ou seja, o que São Paulo chama de "Corpo Místico de Cristo" - São Paulo compara a Igreja com o corpo humano - Jesus Cristo, seu fundador e, portanto, é a Cabeça. A cabeça é onde está o cérebro que guia todo o resto corpo e suas funções específicas. Nós, os cristãos batizados, também chamados de "leigos" somos os membros e a alma deste "Corpo Místico"  é o Espírito Santo.
A Igreja tendo Jesus Cristo como cabeça e uma alma, o Espírito Santo  é Santa, indelével. Mas também é pecadora porque seus membros somos nós, e, nós somos pecadores. Quando o membros adoecem o Corpo inteiro fica prejudicado, assim quando pecamos esse "Corpo Místico" que é a Igreja fica prejudicada, mas, sendo Jesus Cristo a Cabeça desse "Corpo" ela continua santa.
Daí também se usa o termo "Igreja" para se referir aos membros da Igreja. Mas, o nome Igreja, se refere ao Magistério Ministerial, ou seja à instituição. E como sabemos disso? Porque Jesus deixou o governo dessa Igreja a Pedro e aos Apóstolos e seus sucessores. Não é preciso muito estudo para identificar que a Igreja instituição, primeiro porque Jesus chamou os doze, depois em Mt16 Jesus já anuncia o fundação desta mesma instituição sob o governo de Pedro. Segundo, o Livro dos Atos dos Apóstolos descreve que os cristãos já reconheciam a autoridade de Pedro e dos Apóstolos e lhes eram submissos, ainda que ainda a Igreja não tivesse seus templos próprios como hoje, eles se reuniam nas casas e nas catacumbas, celebravam a Eucaristia, perseveravam na unidade, na caridade e no amor fraterno cumprindo assim o Mandamento universal de Cristo: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei!"
Em Mateus cap. 18, 15-18 está escrito: "Se teu irmão pecar contra ti, vai e repreenda-o entre ti e ele somente. Se te ouvir terás ganho teu irmão. Se não escutar, toma duas pessoas, a fim de que toda questão seja resolvida pela decisão de duas ou três testemunhas. Se ele recusar ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar também a Igreja, trate-o como um pagão ou publicano. Em verdade eu vos digo: tudo o que ligares na terra será ligado no céu e o que desligardes na terra também será deligado no céu".   
Para quem Jesus está falando? 
Jesus está instruindo seus Apóstolos (no Magistério Apostólico) como proceder quando os membros (dessa Igreja instituição divina) cometer algum pecado. Note que, em Mt 16, Lemos que Pedro é eleito o representante e chefe da Igreja. Depois Jesus vai dando suas instruções. Claro que Jesus pede que os Apóstolos sejam insistentes quando o irmão pecar. Alguns versículos na frente Jesus vai dizer que é preciso perdoar, a Igreja foi feita para dar o perdão em nome de Jesus. Setenta vezes sete, perdoar quantas vezes for possível é nosso dever. Mas quem não aceita o perdão não aceita a Igreja.  
Então vemos claramente que Jesus não fala apenas de uma Igreja espiritual, mas uma Igreja física, uma instituição fundada por Jesus para dar assistência ao seu povo que ele chamou para si na Cruz.  
E sendo Ela a Igreja de Jesus uma instituição ela se torna uma Religião porque seus membros obedecem às leis de seu fundador e seu representantes.             
  
                                  
Quando se pergunta: O que é Igreja? a palavra Igreja ou Eclesia, significa um grupo de pessoas que convivem juntas praticando unanimante a prática e os princípios de uma religião (no caso a Religião Cristã). Existem Igrejas e "igrejas"... A palavra Igreja na Bíblia aparece uma vez nos Evangelhos e é Jesus Cristo mesmo quem diz: "... "Eu fundarei a minha Igreja!" (Cf. Mt 16, 18 -19) e delegou o governo dela a Pedro.

A Igreja de Jesus pratica: um só culto em todo lugar, segue os mesmos princípios, pratica o bem comum, deve ser portadora da caridade e o amor universal, estabelece o louvor, é portadora dos Sacramentos, é submissa unicamente a autoridade de Deus, possui normas e preceitos morais, está sempre vigilante a espera do Senhor Jesus e sua vinda. Essa mesma Igreja possui as autoridades constituídas hierarquicamente por Jesus, (o Papa, os bispos, os padres, os diáconos, as Congregações de vida religiosa e os leigos), para seu governo na Terra. O Papa e os bispos e nós batizados lhe cabemos submissão à autoridade dela que é a autoridade de Jesus Cristo. A Igreja sempre é servidora como Jesus foi, possui sabedoria no Espírito Santo e é por ele dirigida até o fim dos tempos. O dever da Igreja é anunciar o Evangelho, levar os homens ao conhecimento de Deus através de Jesus Cristo, levar os crentes a prática das virtudes e conduzi-los as até a salvação final.  

O termo IGREJA aparece de maneira figurada nos ensinamentos de  Paulo Apóstolo, onde ele compara esta Igreja  (comunidade de Jesus ou os cristãos) como um corpo humano, ela possui uma cabeça que Cristo, uma alma que é o Espírito Santo e como um corpo vários membros (o povo) cada qual com sua função. A partir daí nenhuma outra instituição por melhor que seja, se inventada pelo homem não pode ser chamada de Igreja, pois não foi criada por Jesus. Por isso popularmente chamamos as outras denominações cristãs, (depois da Reforma Protestante) de seitas.

A Palavra Igreja foi utilizada pela primeira vez por Jesus, ela se aplica exclusivamente à Comunidade de discípulos batizados que seguem o cristianismo. Não existe por exemplo, igreja Budista, Islamita ou judaica... a termo IGREJA se refere apenas às Comidades cristãs.

Mas, mesmo entre os cristãos existe um critério para que elas sejam criadas. Há uma banalização, sobretudo com a liberdade de culto onde cada um quer fundar sua "igreja" muitas vezes não muito interessadas em difundir o cristianismo nem às práticas cristãs. Mas uma maneira fácil de conseguir fundos financeiros e vida fácil sem precisar esforçar-se com o trabalho onde as ricas contribuições mantém seus organizadores em uma vida de luxos à custa da miséria humana. É o que chamamos de exploração da fé alheia. São pessoas que se aproveitam da miséria espiritual das pessoas para uso da exploração financeira com a promessa de milagres, riquezas e prosperidade, quando na verdade que o maior beneficiário disso tudo é seus fundadores. Esse grupo de pessoas nós não chamamos de igrejas mas, sim, de seitas. SEITA é uma organização religiosa que visa não o lucro espiritual e sim, o lucro financeiro. Mesmo as fortes instituições podem passar de Igreja e virar Seita.   Nesse contexto, você conhece alguma?
Podemos entender também que as Seitas são todas as outras organizações que após a Reforma protestante não possuem comunhão com a verdadeira Igreja Mãe que é a Igreja Católica Apostólica Romana,  estão desligados do Corpo Místico de Cristo, não obedecem ao Papa.

Cada Igreja possui seus líderes espirituais, ou, líderes especiais para dirigir uma Comunidade.

No caso da Igreja Católica esse Líder maior é o Papa=Pai (sucessor de Pedro) e os Bispos (sucessores dos Apóstolos). Porque o Papa não é sucessor de Jesus? Por que  Jesus está vivo e presente na Igreja, ele não morreu, ele é Deus. É assim que professamos como cristãos. Mas ele é sucessor de Pedro porque foi a Pedro que Jesus confiou a missão de dirigir a Igreja física e espiritual. Física como Instituição e espiritual quanto pessoas. Cabe aos bispos organizar suas Comunidades cristãs locais para atender e dirigir o povo, o que chamamos de dioceses e paróquias. Essas comunidades são chamadas a viver,  praticar e orar a Palavra de Deus, de Jesus dentro de normas regidas pela Igreja. Possui um culto único, uma liturgia única e um só catecismo que são conjunto de orientações, normas e preceitos que ajudam a viver a palavra de de Deus.    

Esta comunidade professa uma só fé, dentro daquilo que acreditam ser mais próximo da Verdade. Então ela se alia à sociedade como um todo fazendo com que o ser humano possa estabelecer uma melhor forma de relação com seu (s) Deus (es).

No caso do cristianismo, somos uma religião monoteísta isto é cultuamos e adoramos um só Deus revelados a nós em três Pessoas distintas, com igual poder: O Pai, o Filho (Jesus) e o Espírito Santo. Que mais tarde os santos padres vão dar o nome de Santíssima Trindade. Não são três deuses, mas um só Deus em três pessoas.  
Mas existem outras crenças religiosas que possuem várias divindades, mas dentro de seus conceitos são religiões.
A primeira ideia de Igreja, surgiu na Bíblia. Quando Cristo fundou sua Comunidade de fé. Ele funda a Instituição e ao longo de sua vida ensina aos Apóstolos o que seria mais tarde a base de toda doutrina cristã. Os Apóstolos depois tiveram a tarefa de difundir essa doutrina e solidificar o cristianismo solidificando a Igreja.
Exemplo claro de  Igreja é a prática da doutrina que se estabelece: culto e normas religiosas. São pessoas unidas em busca de um mesmo fim: a conexão interior e exterior com o divino. Por isso é comum nas religiões: o culto, as festas,a música, os ritos, as leis, vestimentas próprias, etc.  

A Igreja Cristã foi fundada por Jesus, mas ele era judeu. Por isso, muitos princípios teológicos do cristianismo partiram da comunhão com o judaísmo que professa a existência de um só Deus. As leis religiosas que são seguidas no cristianismo, em parte eram do Judaísmo (fundada por Moisés) e foram adequadas ao cristianismo. Ao longo da História a Igreja adequou-se e criou outras normas e retirou algumas que não se adequavam ao cristianismo. É o caso, por exemplo, da circuncisão que foi extinta logo nos primeiros séculos.

Jesus aperfeiçoou as leis, melhorando a forma de viver a religião, no modo de pensar de agir. Mas ele não substituiu as leis existentes na Religião Mosaica, apenas estabeleceu uma nova maneira de pensar e agir que ele mesmo julgou estar ultrapassada e não estava contribuindo para uma aproximação com Deus. É por isso que na Bíblia encontramos não só o que se refere a vida de Jesus e seus ensinamentos, mas todo o compêndio do Antigo Testamento que é parte do judaísmo que se refere a Deus Pai e no Antigo Testamento os ensinamentos de Jesus Cristo.

Jesus uniu as duas coisas, simplificando, adequando o modo de pensar e agir daquele povo, que seria aplicado mais tarde no decorrer do cristianismo.    
Jesus adianta, vai além. Este fato é perceptível durante o percurso de sua vida, seus ensinamentos, dariam depois de sua morte a base por excelência para que o cristianismo fosse implantado. Jesus tendo se adiantado cria uma única Igreja e uma única religião, a sua Igreja, que não é simplesmente um templo de barro ou pedra, mas é uma Comunidade de fé que vivem seus ensinamentos. Esta Igreja possui e conserva a catolicidade que é a solidificação de uma mesma doutrina e um mesmo culto a Cristo em todo mundo.

A Igreja, sem a religião, não é Igreja e vice versa. Partindo dos princípios religiosos é que se pode estabelecer um grupo onde, entendendo-se que tais princípios são verdades de fé (de um povo), é que se estabelece o modo de ser daquela Comunidade. As leis, os ritos, as  celebrações.

Se perguntassem: qual e Igreja, e qual religião é a mais correta, talvez não acharia respostas, pois esta resposta deve ser respondida no íntimo de cada ser. Certo é que todas as religiões foram criadas pelo homem. Deus não está ligado à nenhuma religião e não é monopólio de nenhuma Igreja. Mas a Igreja é a ponte que nos une mais perfeitamente a Deus. E portanto ela não é necessária para Deus diretamente, mas, é essencial para nós. A fé, a religião, a profissão em algum credo religioso não pode nem deve nos tornar fanáticos, mas deve ser o fio que trama todo o tecido de nossa vida espiritual. De modo que a criatura e o Criador estejam ligados mais intimamente.    

Partindo daí, fica claro que ao se desligar dos princípios religiosos da Comunidade que vive esses princípios, surge um outro grupo que chamamos de "seitas", isto é: são grupos de pessoas que se separam da Igreja-mãe para fundar uma outra Comunidade, com princípios mais, ou menos radicais que a primeira.

Em alguns casos defendem um princípio radical filosófico e teológico único.
É o caso, por exemplo, do protestantismo, aos quais são cristãos, (mantêm o seguimento dos princípios cristãos), mas estão desligados da Igreja-Mãe, a Igreja Católica Apostólica Romana, (primeira Igreja à trazer a doutrina cristã).

Pode parecer feio a palavra seita, mas na verdade, no Dicionário encontramos seu significado: grupo religioso de forte convicção, que surgem em oposição às práticas religiosas dominantes. Grupo coeso que participa de uma doutrina comum (filosófica e religiosa). Nesses casos podem fundar muitas Igrejas, como acontecem por aí aos milhares. Mas não podem fundar uma Religião. E em muitos casos por serem radicais o bastante não se aderem a nenhuma doutrina religiosa baseando-se somente nas Escrituras, cuja consideram ser à única fonte de verdade de fé, deixando para trás a longa e extensa experiência da tradição cristã.

A religião quando associada à Igreja, ainda se beneficia de uma outra parte, a fonte de verdade: o passado religioso, a Tradição religiosa e a experiência ao longo da história. Uma seita jamais poderá admitir uma tradição histórica porque é um lado mais radical de viver seus princípios da fé. Porque não querem compromisso com a moral e com o legado dos seus antecessores ou porque não a possuem. Daí o perigo do fanatismo religioso de entre acharem que são os "donos" da verdade absoluta como acontece no meio protestante.

Pode correr o perigo de transformar essa radicalidade no único meio pelo qual se chega a Deus. Quando isso ocorre e pode acontecer das pessoas usarem dessas idéias para levarem ao fanatismo e à intolerância  religiosa. Como acontece em certos ramos do islamismo também acontece nos ramos do cristianismo. Não que o islamismo seja uma religião opressora, mas o radicalismo religioso leva certos adeptos à radicalidade.
Assim acontece com vários grupos de diferentes denominações religiosas.

Quando falamos em cristianismo, não podemos esquecer que estamos falando de uma comunidade ao todo: os cristãos. Ou seja, todos que acreditam de certa forma em Jesus Cristo. Quando falamos em Igreja Cristã, estamos falando de pessoas que vivem os ensinamentos de Cristo sendo ele mesmo autor, criador e o Cabeça desta mesma Igreja. Quando falamos de Igreja Católica (ou Universal) estamos nos referindo à única Igreja fundada por Jesus Cristo.

Quando falamos em igreja, (com i minúsculo) falamos da casa, lugar, local de reunião. Quando falamos Igreja (com I maiúsculo) falamos da pessoa humana na qual Deus habita em primeiro lugar.

É comum vermos pessoas que fazem parte das seitas dizerem: eu não tenho religião, ou ainda,  eu não preciso da Igreja tal... Para mim só me basta crer na Bíblia (porque tem a Bíblia como única fonte de fé). Estas pessoas criam uma falsa expectativa bíblica, radical, de tal maneira, se esquecem que até mesmo a Bíblia possui uma tradição num tempo determinado, de tal maneira que ela deve ser adequada ao nosso tempo. É o que chamamos de "Evangelho renovado".      

Na verdade, sem a religião, o ser humano passa a vida toda tentando encontrar, lógica e explicação para acreditar que Deus existe e não encontra respostas. Muitos santos, filósofos, padres e doutores da Igreja só se tornaram excelentes religiosos porque acharam na Religião uma resposta, de uma pergunta que a muito tempo procuraram fora dela. 
     
Os que estão fora, sempre estão insatisfeitos consigo mesmos, porque na religião se acha sustento e respostas para a alma, ela preenche o vazio existente de cada ser que se pergunta: onde está Deus? Na verdade todo aquele que não aceita a religião, é aquele que acha que tem respostas pra tudo. E procura respostas na ciência para explicar o inexplicável. Na verdade, nem a Religião, nem a Ciência tem respostas pra tudo. Mas, muitas vezes a Ciência se rende à religião porque não pode explicar aquilo que somente a fé pode dar a resposta. É o caso dos milagres diversos que a Ciência meramente humana não pode explicar. Agora vem uma pergunta: No caso dos milagres comprovadamente atestados, elas aconteceram por auxílio da Ciência ou por auxílio da Religião? Quem se rendeu a elas?      

O ser humano precisa acreditar e necessita de Deus. A religião é como uma ponte que conduz (interliga) o ser humano e o ajuda a encontrar seu lado divino. E é esse lado divino, que é o outro lado da razão humana. Sem ela o homem fica vazio,não se satisfaz completamente; com ela há um preenchimento interior muito maior, para muitas vezes superar certos conflitos da alma


"O homem sem religião é como um vaso seco no deserto!" Um vaso só tem utilidade se estiver com água, sem água para matar a sede, ele não tem serventia. Podemos dizer que: O vaso é o ser humano, a água é Deus. A força que faz encher e carregar este vaso é a religião.


 A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA E A RELIGIÃO CRISTÃ

A Igreja Católica Apostólica Romana é uma instituição religiosa. Ela descende dos primeiros cristãos que após a morte e ressurreição de Jesus  Cristo logo difundiram o cristianismo por toda parte. Partindo da iniciativa de Pedro e Paulo e os demais Apóstolos que seguiram a ordem de Jesus Cristo de levar o Evangelho em toda parte.


 No início ela não tinha esse nome. Pois, somente mais tarde depois de +  345 d.C. Quando o cristianismo se solidificou é que ela difundiu esse nome: Igreja Católica Apostólica Romana. Sabemos que os primeiros cristãos eram uma pequena minoria na Palestina. Eram judeus que acreditavam em Jesus Cristo, adeptos de sua doutrina e que passaram a pregar essa doutrina nas Comunidades onde reuniam-se e em lugares secretos. 

É portanto, mentirosa o que os protestantes dizem que a Igreja Católica, o Bispo de Roma, o Papa, que tudo isso nasceu de Constantino. Isso tudo é uma mentira sem pé nem cabeça, porque, a Igreja é a mesma desde o seu nascimento em Pentecostes. 
Quando Jesus Cristo estava em missão no mundo, não existia a Igreja porque ele ainda não tinha concluído sua missão salvadora. Após sua morte e ressurreição Jesus deixou à cargo dos Apóstolos a continuidade de sua obra. Para isso designou um Líder que foi Pedro, e os Apóstolos. Com a morte dos Apóstolos vieram seus sucessores o Bispo de Roma (sucessor de Pedro) e os demais bispos sucessores dos Apóstolos. 
O Imperador Constantino só acabou com a perseguição aos cristãos e elevou o cristianismo religião oficial do Império Romano. Dessa maneira a Igreja pode se estruturar como  Religião que hoje conhecemos. Então é falsa essa afirmação dos protestantes que a Igreja Católica partiu de Constantino. Se o cristianismo não existisse antes, nem mesmo eles existiriam pois a própria Bíblia que eles dizem seguir tanto, foi escrita muito antes no tempo em que a Igreja era perseguida.           


 Eram tidos como seita que fugia dos princípios da Religião Judaica e por isso,  tanto eram perseguidos que sofriam os piores castigos por professarem esta fé. Quando não eram presos por soldados do Templo eram perseguidos e mortos pelos romanos que  tinham essas pessoas como uma ameaça ao governo de Roma. Mas foi graças a essas perseguições que o cristianismo ganhou mais força e foi se solidificando também do outro lado do mundo, o Ocidente. 

 O nome PAPA dado ao Chefe da Igreja, ao Bispo eleito para sucessor de Pedro é um título que significa Pai. Esse título carinhoso não aparece na Escrituras. Mas, o Papa, é um Bispo, isto é um líder que governa a Igreja de Cristo. E a palavra,  bispo, quer dizer Pastor, aquele que está à frente do rebanho conduzindo e orientando.   

Não se sabe o  por quê, que séculos mais tarde um imperador de Roma de nome Constantino resolveu se converter ao cristianismo. Muito embora alguns historiadores afirmam que seu interesse era consolidar o Império Romano e não uma conversão sincera em si, já que mesmo admitindo o cristianismo ele ainda por um longo tempo continuou a adorar seus deuses romanos. Para os historiadores, Constantino tinha nos cristãos uma nova visão de seu Império, porque naquela época o número de adeptos ao cristianismo aumentava cada dia mais. Ele viu no cristianismo uma forma de promover a paz, acabar com as revoltas e aumentar sua autoridade e prestígio. 

Os cristãos eram mais obedientes e mais pacíficos que os demais, além do que existiam entre eles muitos profissionais, gente importante. Os padres e bispos sabiam ler, escrever, tinham o domínio da filosofia e e de outras artes. Era o que ele precisava se quisesse reerguer o Império Romano que não andava nada bem.

A conversão de Constantino se deu, segundo alguns historiadores, no momento de sua morte. Se isto ocorreu de fato, Constantino se envolveu algumas vezes em situações dentro da Igreja em que certos conflitos que precisava da autoridade do Imperador, mas, com nada no que se refere a Igreja, ficando a cargo dos bispos e do Sucessor de Pedro, a organização interna. 
Constantino foi importante para a Igreja? Sim, não podemos negar, mas ele apenas anistiou os cristãos; no Ocidente cessou as perseguições, mas no Oriente elas não cessaram quando promulgou o Edito de Milão. Devemos lembrar que naquele tempo o Império Romano era dividido em dois: o Império Ocidental e o Oriental.    
Seu sucessor o Imperador Teodósio foi quem declarou que a Igreja Católica seria a religião oficial do Império Romano, promulgando o Edito de Tessalônica

É certo que  por causa de Constantino a Igreja ganhou força e poder.
Mas não foi Constantino quem criou a Igreja Católica. Ela partiu de Jesus e dos Apóstolos e chegou à Roma por São Pedro e São Paulo que lá morreram.

O termo "Católico" quer dizer Universal,  significa que a Igreja é uma só em todo mundo. "Romana" porque a sua sede oficial está em Roma. Assim como existe a Igreja Católica de Jerusalém que conhecemos como Igreja Católica Ortodoxa.  

"Apostólica" porque vem dos Apóstolos.
 CONTINUANDO ...

O fato é que O imperador Constantino   viu na religião cristã uma nova forma de conduzir seu império e assim declarou-se cristão, mesmo sem ser batizado, vendo que eram um grupo de pessoas organizadas com líderes bem instruídos, como os padres e os bispos e eram pessoas pacíficas. Teodósio e declarou o o catolicismo  como religião oficial. Então à partir daí  a Igreja recebeu mais um sobrenome passando a se chamar Igreja Católica Romana como conhecemos.

Foi graças a Constantino e Teodósio que a Igreja pode se tornar uma Instituição religiosa respeitável e conhecida em todo mundo. Mas, não foram eles os fundadores da Igreja.
Nela pertencentes, acreditam em uma só fé e professam um só Batismo tanto no Oriente, quanto no Ocidente. A unidade ou catolicidade entre os cristãos já existia.


Já a Igreja Cristã do Oriente não se acabou apenas se reestruturou, organizou e ganhou proteção de Roma. Foi nessa mesma época que Roma tratou de conservar e proteger os chamados "lugares santos" iniciando as cruzadas, com o objetivo de proteger os lugares onde segundo a tradição, Jesus havia passado e feito seus milagres em Jerusalém e na judeia; declarando como propriedade da Igreja para serem conservados. Também nesta época se construíram vários templos para proteger a maioria destes lugares tidos como sagrados pelos cristãos de Roma e Jerusalém e hoje de todo mundo. Foi a própria Helena, mãe de Constantino que achou a Cruz que Jesus tinha sido crucificado...


E assim a Igreja Católica Apostólica Romana (que já existia) ganhou esse nome institucional desde sua solidificação em Roma e também porque foi em Roma que seus primeiros chefes Pedro e Paulo viveram seus últimos dias e ali morreram. Pedro crucificado de  cabeça para baixo e Paulo degolado pela espada. Isso tinha um significado muito forte e especial que fez a Igreja nunca sair de Roma e ir para outro lugar.


A Igreja católica que existia em Jerusalém e na Grécia  já antes de Roma receberam o nome de Católicos Ortodoxos. Porque conservaram alguns ritos e doutrinas que foram modificados no Ocidente. Enquanto que em Roma o chefe da Igreja era o Papa, (sucessor de Pedro), a Igreja Ortodoxa tinha o Patriarca como líder e sucessor de Pedro. Na verdade ambos tinham a mesma autoridade. Por alguns séculos as duas Igrejas (que não eram inimigas) mas por questão de respeito ou por não concordar com práticas e ritos mantiveram-se afastadas. Mas hoje em dia elas se relacionam e dialogam muito bem onde cada uma reconhece a legitimidade uma da outra, mantendo a mesma fé do princípio do cristianismo.


Então é errado pensar que a Igreja Católica Apostólica Romana é uma religião que surgiu no Império Romano. Não! ela já existia, apenas a Instituição foi transferida a sede do seu Governo para Roma. Mas como disse, uma grande parte dela ficou no Oriente (Israel) onde está até hoje.


A Igreja é Católica, porque mantém sua unidade de Jesus Cristo sob um só governo, o de Pedro, o ministério Petrino é dado aos bispos ou a qualquer cristão que for digno de conduzir a Igreja. Por isso que o Imperador Constantino pode ser chefe da Igreja por um período, mesmo que alguns não concordassem. Ela professa uma só verdade, um só batismo, uma só doutrina e uma só lei, um só culto em todo mundo. Sua profissão de fé está descrito no Credo de Nicéia.  
É Apostólica porque conserva a doutrina dos Apóstolos desde o início do cristianismo. E tem como  seu chefe o sucessor de Pedro, o Papa (=Pai).
E é: Romana porque tem seu Governo Petrino estabelecido em Roma, por isso: " Romana"                      
     
Mas vale lembrar que: a Igreja Católica foi fundada por Jesus sob o governo de Pedro. Somente o nome enquanto Instituição religiosa foi dado pelos seus sucessores após a Igreja se solidificar como religião tendo sua sede oficial em Roma.