terça-feira, 16 de maio de 2017

SEDE SANTOS COMO VOSSO PAI É SANTO - O que é ser santo? O que é santidade?

“SEDE SANTOS COMO VOSSO PAI DO CÉU É SANTO”.  (1Pd1, 15-17)

A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: “Sede santos, como eu sou santo” (Lev11, 44). Se invocais como vosso Pai aquele que, sem distinção de pessoas julga segundo as suas obras, vivei sem temor durante o tempo da vossa peregrinação.

O QUE É SER SANTO?

A santidade é a vocação de todo batizado. Todo cristão é chamado a ser santo. Ora, se Deus é santo por excelência, ele deseja que trilhemos o mesmo caminho. Jesus nos faz um convite à santidade. Ser santo não significa ser totalmente perfeito, mas buscar aproximar-se o mais possível da perfeição, imitando em tudo o Senhor Jesus. A santidade não é para tão somente após a morte, ela é um convite a que vivamos neste mundo segundo a vontade do Pai, amando-nos como irmãos, pois Deus nos julgará segundo nossas obras. A santidade de cada um passa por aqui e se concretiza na eternidade.

Como o Pai nos ama, deseja que cada um de nós trilhemos o bom caminho rumo à Pátria definitiva. Buscar a perfeição colocando a Palavra de Deus em prática. Não é uma tarefa fácil, é um desafio, a santidade deve ser vivida dia após dia. Os santos guardam no coração o amor a Deus e ao próximo e buscam vivê-lo radicalmente as virtudes do Evangelho.
Desde o início da humanidade, desde a criação do primeiro homem e da primeira mulher  Deus tinha esse projeto para conosco. Deu-nos corpo, espírito e alma. Deu-nos inteligência para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal. Entre as coisas terrenas e as coisas celestes. E quando tudo parecia perdido Ele na plenitude dos tempos enviou seu Filho Jesus para que fosse nosso único caminho, para que nos reconduzisse outra vez à Ele.
O santo não é aquele que procura agradar aos homens, antes suas atitudes agradam a Deus e por isso, ao longo da história vamos perceber que cada um vivia ao seu modo a radicalidade do Evangelho aplicado em si mesmos a vivência de certos tipos de espiritualidade, uns pela vida de oração, outros pela caridade em forma de oração, outros ainda pelo testemunho com o próprio corpo como é o caso dos Mártires. Cada um procurando viver em seu meio, em seu ambiente a SANTIDADE a que foram chamados.
É bom lembrarmos que santo não é a estátua que a gente encontra nos templos, os santos foram alguém neste mundo, viveram aqui, foram cristãos e deram testemunho da Verdade que é Jesus. As estátuas dos santos servem como lembrança, as respeitamos e as usamos como símbolos. Os santos estão diante de Deus no Céu.  
Tudo que Deus criou é santo, assim o homem deve conservar em si a santidade. Quando Deus criou o mundo, criou o homem à sua imagem e semelhança, viu que tudo era bom e tudo foi abençoado por Deus. Todo ser humano nasce para a santidade. Isto é, para ser santo basta fazer a vontade de Deus. Obedecê-lo e servi-lo com amor. No início nossos primeiros pais perderam esta identidade de filhos de Deus e portanto estavam fora da graça e com eles todos seus descendentes até Jesus vir e nos resgatar. 
“Porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sendo justificados gratuitamente pela sua graça pela redenção que há em Cristo Jesus”. (Rm 3, 23-24).
Pela graça da redenção de Jesus na Cruz é que nos foi restituída a graça da salvação, portanto só pode ser salvo quem de fato for santo. Não é pela Lei e sim pela fé que somos justificados. Ser santo é ser pessoa de Fé. Todos os santos que conhecemos cada um ao seu modo viveram a fé de modo intenso pondo toda sua esperança e confiança no Senhor Jesus, fonte de toda santidade. Como pode uma pessoa querer ser santo se não buscar viver a Fé que recebeu no batismo? Como pode alguém quer ser santo se não está em comunhão com Cristo e sua Igreja?

Portanto, a pessoa que se não acreditar na santidade, não pode se considerar filho de Deus. A palavra de Deus é muito clara: devemos ser santos como o Pai celeste é santo.
“CREMOS NA COMUNHÃO DOS SANTOS”
Segundo a Sagrada Escritura, os santos estão em comunhão na eternidade com Deus. Essa comunhão nos faz um só povo, uma só Igreja. Porém, os que partiram para a  eternidade fazem parte da Igreja Celeste, Triunfante. Nós ainda no caminho da eternidade, procurando a cada dia viver esta santidade fazemos parte da Igreja Peregrina, isto é, estamos à caminho.

 O Sermão da Montanha é o programa do Reino dos Céus. É o Reino proclamado por João Batista e, depois, pelo próprio Jesus. Em Mateus, Jesus faz a Sua proclamação no alto de uma montanha, como momento inaugural do seu ministério na Galileia. Moisés, também no alto da montanha, recebeu de Deus as Tábuas da Lei e os Mandamentos. Agora, é Jesus, que, no Seu anúncio do programa do Reino, transmite as oito bem-aventuranças aos discípulos que vêm a Ele, no alto.
O estado de felicidade, associado à prática dessas bem-aventuranças, enche de esperança e atrai quem ouve Jesus. Nas bem-aventuranças, encontramos valores universais, que podem ser estendidos e acolhidos por todos. Ser bem-aventurado é ser santo.
A Igreja, segundo o Catecismo da Igreja Católica, é comunhão dos santos. Essa expressão designa, primeiro, as coisas santas, ressaltando, antes de tudo, a Eucaristia, que une os fiéis em Cristo. Em segundo lugar, designa a comunhão das “pessoas santas” em Cristo, que “morreu por todos”.

Cremos na comunhão de todos os fiéis em Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos que faleceram e estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos, juntos, uma só Igreja e cremos também que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e de Seus santos estão sempre à escuta de nossas orações.
Entende-se por Comunhão dos Santos a união sobrenatural que existe entre todos os membros da Igreja, Corpo Místico de Cristo. A Igreja é a família dos cristãos de todos os tempos. A Comunhão dos Santos expressa a realidade da comunicação dos bens espirituais entre todos os batizados, os santos canonizados ou não. Recordemos ainda a verdade de que todos são chamados à santidade, como nos ensina o Concílio Vaticano II¹.
A Comunhão dos Santos é uma realidade de fé admirável porque nos confirma, de fato, a verdade de que – como dizia Santa Teresa de Ávila – só Deus basta. Só Ele permanece para sempre e aqueles que estão unidos a Ele também permanecerão. É Deus o ideal mais alto das nossas vidas. Tudo tende a desaparecer com o passar do tempo, mas – segundo Bento XVI – “A única coisa que permanece eternamente é a alma humana, o homem criado por Deus para a eternidade. O fruto que fica, portanto, é o que semeamos nas almas humanas, o amor, o conhecimento, o gesto capaz de tocar o coração, a palavra que abre a alma à alegria do Senhor”².
A verdadeira Koinonia cristã é a comunhão com Deus e a comunhão com os irmãos. Esses laços sobrenaturais não desaparecem quando terminam os nossos dias aqui na terra. O mistério do amor de Cristo nos une à Santíssima Trindade e a todos os nossos irmãos de fé, de maneira que se prolonga na outra vida. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina sobre os três estados da Igreja: Militante, Padecente e Triunfante (4).
O Papa Paulo VI conclui o Credo do Povo de Deus neste sentido: “Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, a saber: dos que peregrinam sobre a terra, dos defuntos que ainda se purificam e dos que gozam da bem-aventurança do céu, formando todos juntos uma só Igreja. E cremos igualmente que nesta comunhão dispomos do amor misericordioso de Deus e dos seus Santos, que estão sempre atentos para ouvir nossas orações como Jesus nos garantiu: Pedi e recebereis”(5).
Comunicação de bens espirituais

O evento da Encarnação do Verbo fez de todos nós, que acolhemos a salvação de Cristo, santos (cf. Rm 1,7). Fomos eleitos por Deus para sermos santos (Ef 1,4). Portanto, o que nos une é maior do que a contingência deste mundo com suas obscuridades. Tudo o que fizermos, o menor ato de amor, tem dimensão de eternidade. Daí a importância das nossas decisões e o sentido que damos à nossa existência. É tão notável a diferença de reações diante da dor, do sofrimento e da perda entre aqueles que estão em Cristo e aqueles que não O conhecem. Também é verdade que o pecado fere a comunhão e obstrui o fluxo da graça.
Se entre todos os amigos se pode viver a troca de benefícios pela gratuidade do amor, pela liberdade de vontades, muito mais se pode viver essa comunicação de bens espirituais entre todos os membros da Igreja. Assim, nos é possível rezar, comungar, dedicar indulgências e nos sacrificar pelos outros, pedindo a Deus que aplique nossos méritos a determinada pessoa. Como não nos maravilharmos por tamanha graça? Sem esta graça, como explicaríamos a conversão de Santo Agostinho, por exemplo, graças aos muitos anos de intercessão, fé e piedade da sua mãe Mônica (hoje Santa Mônica)? Depois da sua conversão e que sua mãe já havia partido, Santo Agostinho escrevia no Livro das Confissões pedindo a Deus para ter misericórdia de sua mãe. Como explicaríamos essa relação de podermos contar com a intercessão de uns para com os outros e da oração intercessora dos nossos amigos santos canonizados? Cremos que a purificação dos nossos irmãos do purgatório pode ser abreviada pela nossa oração e méritos em Cristo. A Comunhão dos Santos já manifesta a grande “koinonia” da eternidade. Não há fronteira para o amor quando ele nasce da comunhão com Deus.
É isso que me lança ao perdão, acreditar que a conversão da minha família é possível, que Deus cumprirá seu desígnio de felicidade para comigo, e que Sua divina providência conduz a história, a humanidade e a Igreja. A Comunhão dos Santos nos arrasta ao desprendimento deste mundo que passa e nos faz ter saudades do céu e esperança na misericórdia de Deus.
Tudo isso é o antídoto para este mundo que, apesar da tecnologia e dos avanços dos meios de comunicação, padece de solidão, cansaço, desilusão e desesperança para consigo, para com Deus e para com o outro. Falta diálogo, capacidade de escuta e doação de vida. O individualismo impede o ideal da espiritualidade de comunhão, a Koinonia, que é – segundo João Paulo II – “a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo Místico, isto é, como um que faz parte de mim, para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade” (6).
Eclesiologia de Comunhão

Um parágrafo se faz necessário para lembrarmos – nessa perspectiva da comunhão entre os cristãos e a solidariedade dos bens espirituais – a chamada Eclesiologia de Comunhão, explicitada pelo Concílio Vaticano II. Trata-se da comunhão de todos na Igreja, e da comunhão na sua estrutura Igreja local (Diocese e paróquia) e Igreja que está em Roma, onde está o Papa, aquele que preside na fé e na caridade. A comunhão entre nós é por demais necessária e é um mandamento de Cristo para sermos luz e testemunho do amor fraterno diante de um mundo que vive o individualismo e o egoísmo, provocando exclusão, privação material e espiritual.
O amor não passa, permanece para sempre
O amor que se deu ao extremo (cf. Jo 13,1), provou a morte, mas a venceu definitivamente. O amor é uma Pessoa: Jesus Cristo, que ressuscitou e está vivo. Somos para Cristo vidas preciosas, compradas por Seu sangue precioso. A Comunhão dos Santos, inclusive com os que já não vivem, porque cremos que eles continuam a existir e estão unidos a nós pelo milagre da misericórdia de Deus e pela marca indelével do Batismo em Cristo, é uma verdade maravilhosa e confortante para nós. Com isso, mostremos ao mundo que não somos infelizes e que não estamos sozinhos, pois nunca haveremos de estar enquanto Cristo for o sentido e a primazia de nossas vidas. Embora o labor e as lágrimas façam parte da vida, somos solidários pela graça e pela fé, uns para com os outros. Podemos até viver a experiência da tristeza em determinadas situações, mas temos o consolo de Deus, essa é a diferença. Deus, para nós, não é um conceito, uma ideia, “uma tese científica”, mas “uma Pessoa” que participa das nossas vidas como o sangue que corre nas veias e como o ar que respiramos.
Diante da realidade da morte, a Comunhão dos Santos nos lança na esperança da vida eterna e quando nos deparamos com o momento exato da dor e da saudade da perda de quem amamos, acreditamos que tornaremos a encontrar a esses que, na verdade, são mais de Deus do que nossos. Nossas lágrimas não são destinadas ao túmulo, mas transformadas em esperança porque sabemos que, batizados em Cristo, o somos para morrer por sua morte e ressuscitar em sua ressurreição. Em cada túmulo existe uma cruz como sinal externo de que aquele recebeu a luz de Cristo e nela adormece.
A comunhão de benefícios espirituais entre os três estados da Igreja: os que caminham nesta vida, os que são purificados no purgatório e os que gozam da bem-aventurada alegria do céu, tem uma característica essencialmente eucarística. A eucaristia é o maior “sinal e elo de koinonia”, portanto, Comunhão dos Santos. É na eucaristia que estamos unidos e é ela quem nos faz esperar o tesouro do céu até o fim. A eucaristia nos faz unidos uns aos outros e a Cristo, à Igreja e ao céu, é o que nos diz o papa Bento XVI: “Em cada eucaristia, realiza-se sacramentalmente a unificação escatológica do povo de Deus. Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas (cf. Is 25,6-9) e desenvolvido no Novo Testamento com as núpcias do Cordeiro (Ap 19,7-9) que há de celebrar na Comunhão dos Santos”(7).
Finalizemos esta reflexão fazendo memória de nossa Mãe Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, modelo incomparável da comunhão em Cristo. Sua maternidade e sua intercessão por nós ocupam um lugar especial na Comunhão dos Santos. Nela tudo é “koinonia”, porque nela o amor de Deus é vivo. Deus mesmo habita nela em plenitude de vida eterna. A Maria nossa gratidão e confiança de que Ela vela incansavelmente por nós, pois “viveu a comunhão Mãe e Filho no Espírito Santo e, pela fé, recebeu e entrou para sempre em comunhão com o Verbo Encarnado.”(8). Que Ela nos ensine a viver a Comunhão dos Santos entre batizados desta vida, nos ensine a amizade com o céu e a solidariedade com os que estão no purgatório esperando o grande momento de contemplarem a Face de Deus. A esses, particularmente, dediquemos nossas orações de sufrágio e, especialmente, a Celebração da Santa Missa. Tudo isso é fruto da inesgotável graça de Deus que faz do amor o vínculo que permanece para sempre.
Sendo assim, estando nós nessa comunhão, nessa solidariedade de vida e santidade, de dons, méritos e graças, atribuímos tudo ao amor e à misericórdia de Deus manifestada em Seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador. Rezemos todos juntos: No Teu amor, Senhor, fizeste-nos santos e, na tua santidade, cremos e esperamos participar da amizade eterna, desse vínculo de amor que não passará jamais. 
Ao contrário dos nossos irmãos protestantes e evangélicos, que ensinam que morreu acabou tudo, a alma passa para um estado de “repouso” e ali permanece até o dia do Juízo Final. Nós cristãos católicos não cremos assim. Porque não cremos? Porque a Sagrada Escritura diz que é o contrário. A Igreja não está morta, nem neste mundo, nem na eternidade. Os santos participam da glória eterna pela Ressurreição de Jesus, foi para isso que Jesus veio, morreu e ressuscitou.
Como podemos entender isso?
Basta lermos o Novo Testamento.

Mt 17, 1-9 (a Transfiguração do Senhor) – Jesus manifesta-se glorioso, junto dele está Moisés e Elias. Jesus além de mostrar aos apóstolos que ele é Deus, ele nos mostra algo importante Moisés e Elias, dois grandes profetas do Antigo Testamento estão glorificados junto com ele. Para nos ensinar que a Salvação trazida por Jesus era para todos os do AT e o povo da Nova Aliança. Através de Jesus todos temos acesso à glória de Deus.
1Cor15, 42-44.54 – “Semeando o corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal , também há um espiritual”. Isto é, nós possuímos dois corpos, na terra um corpo carnal, no céu um corpo espiritual. Ambos estão vivos, tanto aqui como na eternidade. É por isso que os santos ouvem nossas súplicas. E por quê? Vers.54: “A morte foi tragada pela vitória( Is25, 8). Ó morte onde está tua vitória? Ó morte, onde está teu aguilhão?
O significado de “morte” na Sagrada Escritura é muito mais amplo. Não é simplesmente o momento em que a alma deixa o corpo aqui na terra, mas, significa também a total ausência de Deus. Quem não está aberto à viver santidade proposta por Jesus, está morto para Deus.
Os santos vivem a santidade, buscam na essência dela a razão de seu existir. São Paulo chega a dizer: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Porque ele sabia bem pelo grau de sua conversão que ele abraçou a fé de forma total e a viveu de forma total, ao ponto de no final de sua vida dizer: “Terminei minha carreira, guardei a Fé. Agora só me resta esperar a coroa da justiça que o Justo Juiz me dará naquele dia”. Ele viveu de maneira tão especial esse amor de Jesus a ponto também de dizer que nada poderá separar-nos do amor de Deus.

Jo14, 1 – “Não perturbe o vosso coração. Credes em Deus. Credes também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim não vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar”.
Jesus aqui antes de seu sacrifício na Cruz, está dizendo aos Apóstolos que vai preparar-lhes um lugar. Qual é esse lugar? Jesus está antecipando a promessa de levá-los pro Céu. Jesus em momento algum está dizendo: “olha, eu vou morrer ressuscitar e lá vou arrumar um lugar para suas almas dormirem até minha segunda vinda. Não! Ele disse: “Vou lhes preparar um lugar, na casa do Pai há muitas moradas”. Se há moradas no céu, é porque todos lá estão vivos. Os escritores sagrados chamam o Céu de Jerusalém Celeste. Onde estão todos os anjos e santos participando da Glória de Cristo.

Ap5, 5 – João tem a visão do Céu. “Então um dos Anciãos me falou: Não Chores!, o Leão da Tribo de Judá, o descendente de Davi achou meio de abrir o livro e os sete selos”. Veja que um Ancião, um dos santos conversou, consolando João.
Ap5, 8-9 – “Quando recebeu o livro os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram diante do Cordeiro (Jesus), tendo cada um uma cítara e taças cheias de perfumes (que são as orações dos santos). Cantavam um hino novo...   
Podemos ver claramente a oração dos santos, que são perfumes. Toda Oração que fazemos se torna um perfume especial para Deus.
No céu há anjos, santos e animais. Tudo que Deus criou está lá; (Ap5, 11 – Na minha visão ouvi também ao redor do trono, dos Animais e dos Anciãos, a voz de muitos anjos...  miríades e milhares, nos diz São João.

Ap6, 9-10 – (Os Mártires) “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e do testemunho de que eram depositários. E cada um clamava em alta voz: Até quando Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da Terra?” 
Aqui vemos claramente a revelação da Oração, o clamor dos Mártires clamando a justiça de Deus. Se eles oram a Deus pedindo justiça por si mesmos, não rogará por nós também?
Depois no Cap. 7 de Apocalipse João descreve a visão das doze tribos de Israel e seus descendentes que já estavam no céu salvos por Jesus; Depois João vê um grande multidão( de santos), estes estavam com roupas brancas e palmas na mão, e de pé louvavam, a Deus dizendo: “A Salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono e do Cordeiro (Jesus), prostravam o rosto em terra e adoravam a Deus diante do Trono dizendo: “Amém, louvor e glória, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos, Amém!
Um dos Anciãos perguntou a João: “Esses revestidos de vestes brancas, quem são, de onde vem? E João respondeu: “Tu é quem sabes meu senhor”. E ele disse: “Esses são os que sobreviveram da grande tribulação, lavaram suas vestes e alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, servem a Deus dia e noite, no seu Templo. Aquele que está sentando no trono  os abrigará. Já não terão mais fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor, e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. 

Vemos aqui a Oração continua dos Santos(as); aqueles que sofreram e venceram por causa do nome de Jesus.

PODEMOS PEDIR A INTERCESSÃO DOS SANTOS?

Uma das coisas que os protestantes mais nos acusam é de recorrer à intercessão dos santos já que somente Jesus é o mediador entre Deus e os homens.
A Igreja ensina que a mediação dos santos é secundária. Sim, eles podem interceder por nós por meio de Jesus Cristo. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens mas essa mediação é a da Salvação, (pois, somente Jesus é o único Salvador). A mediação dos santos não é a mesma que a de Jesus, mas por causa da graça da Salvação (que é a mediação primária) os santos podem interceder, mediar, por nós.

Ao longo da história assistimos e lemos vários testemunhos de graças alcançadas por intermédio dos santos. Bem verdade que acabamos de ver no livro do Apocalipse o número incontável dos santos que oram dia e noite diante de Deus. Eles podem atender nossas orações porque estão na eternidade. O tempo de Deus não é o nosso tempo, assim um dia é como um segundo, mil anos é como um dia.
Voltando ao assunto, nós acreditamos na comunhão dos santos, isto é, com a Salvação trazida por Jesus na Cruz e sua ressurreição nós fazemos parte de um único povo de Deus. Uma aliança que une a terra e o céu. Nosso Senhor Jesus, ao consumar todas as coisas pelo seu Sangue uniu Céu e Terra. Ambos estão conectados novamente pela graça.

Os protestantes usam muito a parábola que Jesus contou do rico e do pobre lázaro para tentar negar a intercessão dos santos. Pois segundo ele os mortos não voltam e nem tem poder de intercessão.
Meus irmãos. É preciso ir mais a fundo nessa parábola.
Jesus ali não podia de forma alguma estar falando da intercessão dos santos, até porque as portas do Paraíso estavam fechadas, foi após a morte e ressurreição de Jesus que os santos puderam entrar no céu. A bíblia diz que antes todos estavam privados da glória de Deus por causa do pecado original.
Segundo Jesus falava de um homem rico que vivia na opulência, esse se fartava todos os dias, tinha de tudo, e tinha dó de dar as migalhas que caiam no chão para o pobre lázaro matar a fome. No final o rico morreu e foi para o inferno. E o lázaro pro céu. No desespero ele vê o seio Abraão e lázaro recebendo tudo o que na terra lhe foi negado. O rico padecendo de sede pede a Abraão para mandar lázaro lhe molhar a língua, mas não era permitido porque havia um abismo entre lázaro e o rico. Abismo esse que ele fez quando vivia na terra, na opulência, não fazia caridade, não matou a fome de seu irmão e por isso sua alma foi para o inferno, ou seja lá não tinha como sair mais. É o que acontece com aqueles que se afastam de Deus e trilham os caminhos da riqueza. Os que não amam o próximo.
Então o rico desesperado pelos tormentos do inferno, pede ao Pai Abraão para mandar alguém ir lá advertir os seus irmãos para mudarem de vida, mas ele nega, é impossível, ainda que algum morto vá lá eles não acreditarão, pois, eles não ouvem nem Moisés e os profetas quanto mais um morto.
Tem alguma coisa a ver com a intercessão dos santos? Nada.
O que Jesus estava querendo dizer é que nós temos  que praticar a caridade enquanto é tempo.
Temos que amar uns aos outros. Semear a boa nova, não ficar presos na opulência. Lembre-se do que Jesus disse: “Mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha, do que um rico entrar no céu!”
Além do mais Jesus não estava falando que era impossível para lázaro ou outro “morto” ir lá avisar os parentes do rico. Mas ele está mostrando que muito em breve existirá uma Igreja, e que ela será responsável para admoestar os fiéis. Se eles nós ouvimos a Igreja que tem a Palavra de Deus, um morto ainda que ressuscite vai adiantar? Jesus ressuscitou e mesmo assim tem gente que não acredita em seu nome.

Depois Jesus deixa claro que: quem está no inferno não pode fazer mais nada, nem por si mesmo, nem pelos outros porque perdeu esse direito quando rejeitou a salvação. Esse recado Jesus deu várias vezes aos fariseus.

Já quem está no céu, participando da glória de Deus, como é o caso de Nossa Senhora e dos santos esses como vimos acima podem interceder por nós porque estão em comunhão com Deus em tudo.   

Alguns teólogos descrevem o seio de Abraão como sendo o purgatório. Mas o certo é que na parábola o evangelista descreve com o nome Seio de Abraão porque os judeus não falavam o nome de Deus e Pai Abraão é muito propício porque foi Abraão que deu início ao povo de Deus. Pai da fé. Toda a fé começou com Abraão.


AS IMAGENS DOS SANTOS  E A ACUSAÇÃO DOS PROTESTANTES.

Certamente uma das coisas que os protestantes gostam de acusar nós católicos é referente ao uso e a fabricação das imagens sacras. Um assunto ultrapassado até, mas, que sempre merece explicação para que não haja dúvida, não na mente deles mas na mente de alguns católicos que ainda não tiveram uma catequese mais esclarecedora.

Pois bem. A acusação dos protestantes é referente ao que está escrito no Antigo Testamento: Dt5, 6-9.
Porque Javé-Deus proibiu à princípio, os hebreus de fazerem imagens?

Deus os proibiu de fazer imagens porque:
a)           Aquele povo, chamado o “povo de Deus” estava vivendo no Egito como escravos. No Egito havia muitas imagens de deuses falsos. Os egípcios adoravam vários deuses, o próprio Faraó era tido como um deus, segundo eles acreditavam que o Faraó era filho de Rá o deus sol. Muitos hebreus embora fosse descendentes de Abraão já não adoravam o Deus verdadeiro e sim os deuses egípcios.

b)     Então Javé-Deus ao libertar o seu povo e com eles fazer uma aliança, os entregou à tutela de seu líder, Moisés. Depois de Javé-Deus ter manifestado seu poder, feito grandes coisas em favor do povo. Logo depois de libertados já no deserto por onde esse mesmo povo perambulou por 40 anos, Moisés um dia sobe ao monte para se orientar com Javé-Deus sobre o rumo de como guiá-los. Como estava demorando dias para voltar, eles acharam que ele tia morrido, e pressionaram o irmão de Moisés, Aarão murmurando desobedeceram as leis de Javé-Deus e fizeram um bezerro de ouro e começaram adorá-lo como se fosse o Deus de Israel. Moisés ao chegar e ver aquela situação quebrou as tábuas da Lei que Javé-Deus havia dado em sinal de repúdio. E mandou matar todos os que desobedeceram a Deus. Foi uma carnificina. Daí em diante Moisés pediu perdão pelos pecados do povo, Javé-Deus aceitou e fez com eles uma nova Lei e proibiu severamente que se fizesse qualquer imagem, pois sabia que aquele povo ainda não estava preparado para lidar com elas visto que no Egito a tradição era ter muitas estátuas de deuses falsos. Doravante até a Terra Prometida Canaã, eles iriam conviver com vários povos que não adoravam o Deus deles e sim também outros deuses, como conseqüência teriam que aprender a servir e adorar ser único Deus.
c)     Isso continuou por séculos, pois eles conviveram com vários povos, ao redor que cultuavam vários deuses, e depois os gregos e romanos.   
            
               Mas se Javé-Deus proibiu fazer imagens, no percurso até a Terra Prometida, ele manda construir uma Arca para abrigar a Lei, os Mandamentos, e sobre a tampa da Arca mandou fazer dois querubins de ouro um de frente para o outro prostrados como em adoração. Da Arca Deus manifestava seu poder e falava com o povo pelos sacerdotes. O povo adorava a Deus ajoelhado em frente o Tabernáculo onde  era guardada a Arca, chamada “Arca da Aliança”. Como explicar que o mesmo Deus que proibiu fazer escultura, aceitou que Beseleel confeccionasse as imagens dos querubins de ouro e pusesse sobre a Arca? (Ex37, 1-9)

              Em outra passagem bíblica, o povo hebreu pecou e Deus castiga-os mandando serpentes venenosas morderem aquela gente. Javé-Deus manda fazer uma serpente de bronze, colocá-la num poste e o povo devia olhar para ela para receberem a cura. (Nm 21, 9).

             Segundo Ausubel: “O templo era construído em pedra lavrada, as paredes e os tetos de seu interior eram forrados de cedro e incrustados de ouro. O chão e as portas dobráveis eram feitas de abeto, os portais eram de madeira de oliveira. Todo o interior era ornamentado com figuras entalhadas que representavam querubins, palmeiras, flores e botões, tudo também recoberto de ouro” (1989, p. 883)
A decoração do templo de Salomão estava a cargo de arquitetos, ourives e escultores enviados de Tiro, Fenícia, pelo rei Hirão aliado de Salomão.  Por ser o primeiro templo a ser construído na Jerusalém antiga, ele não possuía um estilo próprio, todas as suas dependências, assim como seus objetos foram fortemente influenciadas por outros povos.
Vamos recordar:  no início do Livro do Gênese onde Deus criou o homem. Gn1, 26 - E disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. Então, Deus criou o homem  não só à sua imagem e semelhança mas como o texto está com o verbo fazer no plural, podemos dizer que Deus fez o homem à imagem dele e dos seus anjos. Em outra tradução diz que Deus formou o homem do barro; Deus fez uma imagem humana e para Deus o homem é a sua imagem. Como explicar então Deus fazendo uma escultura humana e dando a ela a vida? Não seria uma contradição se a regra fosse aplicada do jeito que os protestantes acham?
Mas a explicação é: Deus nunca proibiu as esculturas se elas forem usadas como adorno, símbolos ou lembranças. Na Igreja Católica esses símbolos sagrados e também as imagens e ícones sacros de Jesus e dos Santos não são usados para adoração; são usados para ilustrar, catequizar e embelezar os templos.
Note que após a Reforma Protestante, alguns templos católicos foram tomados e transformados em templos das igrejas protestantes, estes conservaram muitas estátuas que lá existiam. Parece uma contradição entre os protestantes do início e os contemporâneos, não é mesmo? 
Ao que parece é que os protestantes e evangélicos hoje em dia estão mais preocupados em atacar preconceituadamente a Igreja Católica do que com o próprio Evangelho.

O que é idolatria? idolatria significa colocar outra coisa no lugar de Deus.  
Sem levar em conta que a idolatria que mais ofende a Deus é o uso da doutrina em causa própria, assim como é abominável na sociedade civil usar as leis e legislar em causa própria como fazem os políticos de nosso País, Deus abomina aqueles que usam suas leis para causa própria, para levar o ódio e à desunião. 
Eles acusam os católicos de usarem as imagens para adorar, uma verdadeira mentira. Mas para eles Deus proíbe o uso das imagens, certo? e como é que eles escrevem livros, revistas e colocam lá imagem de pessoas e de Jesus? Eu já vi muitas publicações de protestantes e evangélicos com imagens, (como as revistas dos Testemunhas de Jeová, por exemplo) está certo que não é escultura, mas o sentido é o mesmo. Então a acusação deles contra nós passou de um propósito religioso para outro mais grave criminoso, sim! porque além de falta de caridade cometem crime de intolerância, ódio e preconceito. Deus não está preocupado com o uso de imagens, está preocupado com a falta de amor, de caridade, de perdão que falta hoje nos cristãos. Os cristãos deviam se unir em Jesus em prol de uma causa maior, o reino de Deus. Mas muitos preferem se atrelar em pormenores. 

Outra idolatria ainda maior fazem nossos irmãos, pastores dessas "igrejas" quando levam o povo a trocar a Salvação pelos milagres, pela venda de prosperidade, pela sede pelo dinheiro a qualquer custo se aproveitando muitas vezes da ignorância da fé das pessoas simples, usam a palavra de Deus para pedir dinheiro deixando muitas vezes essas pessoas na miséria. Usam 80% dos horários de rádio e TV para falar mais do diabo que de Jesus.

Idolatria é: os pastores trocarem o evangelho pela conta gorda no banco e compra de fazendas de gado, como vimos noticiar recentemente. Idolatria maior é a sede de vingança deles pela verdadeira Igreja de Cristo, porque nesses mais de dois mil anos, com erros e acertos ela continua inabalável e a reforma protestante custou muito mais caro pra eles do que pra nós. Pois, enquanto eles separavam o Corpo de Cristo por orgulho, a Igreja Católica pode melhorar ainda mais e levantar muitos santos de nosso tempo.
Idolatria é o que certos pastores fazem distribuindo sabão em pó ungido, rosa ungida, terra, camisa suja de sangue (de suposta facada) pedindo ofertas absurdas, amaldiçoam quem não lhes pagam os dízimos e as ofertas absurdas. 

Idolatria é: quem faz fogueira santa e sessão de descarrego (essa que é coisa dos terreiros de candomblé). 
Idolatria é:  pastores que usam seus horários na imprensa para ao invés de pregar o evangelho ficar atacando os católicos outras denominações de forma covarde e preconceituosa.
Idolatria é a falta de amor e respeito desses falsos pregadores que nem sequer tem tempo pra Jesus e só falam de satanás, (pois a boca fala daquilo que o coração está cheio, diz o Cristo).       
   
 Nós católicos temos a consciência de que a adoração é dada somente a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo e ninguém mais. As imagens que temos em nossas casas e em nossas igrejas são retratos, que nos faz recordar os santos, assim como o retrato do nosso pai, nossos parentes.
Se Deus nos deu olhos foi para ver imagens. Mesmo aquele que é cego é capaz de imaginar uma imagem. Deus não seria louco de proibir uma coisa e fazer o contrário.

O próprio Senhor Jesus, pegou o vinho e o pão e disse isto é o meu Corpo e com o vinho Isto é o meu Sangue. Nós adoramos Jesus na Eucaristia nas espécies do pão e do vinho. Seria então Jesus um louco ao instituir a Eucaristia? Sim porque sabemos que Jesus está na Eucaristia pelos olhos da fé, com os olhos humanos nós enxergamos a imagem do pão e do vinho. Salvo em alguns milagres eucarísticos onde é manifestado o real corpo do Senhor como aconteceu no milagre Lanciano na Itália no séc. XII.

Nós não adoramos as imagens, nós veneramos as imagens, temos respeito porque elas representam algo sagrado.
É permito fazer  uso das imagens dos santos, de Jesus e Maria? Sim. A própria Cruz mesmo sem o Crucificado lembra quem? Lembra Jesus pregado nela por amor aos homens, para nossa Redenção. Mas a adoração é dada somente a Deus.

O que temos que entender é: quando se ajoelha em frente de uma imagem ninguém está adorando nada. A adoração se dá a Deus de dentro pra fora, com amor, com o coração. Jesus disse à Samaritana: “Chegará o dia que esse povo não adorarão o pai nem neste, nem naquele monte, mas o adorarão em espírito e verdade!” E é isso que acontece hoje.
Ah, dizem os acusadores; fulano ajoelha na frente da imagem é um idólatra! Quem é aquele para acusar seu irmão de idolatria se ele não sabe o que está no coração da pessoa? Só Deus nos conhece e pode n os julgar?

As imagens são símbolos, ajudam como as ilustrações de um livro a tornar a história dos santos mais compreensível. Antigamente na Idade Média, só os nobres podiam ler, muitos eram catequizados pelo que diziam as imagens e as pinturas.
Os cristãos dos primeiros séculos pintavam nas paredes das catacumbas figuras representando Jesus e Maria. Isso é errado? Não! É a forma com que eles expressavam sua fé.

No Novo Testamento não há uma frase sequer de Jesus falando ou proibindo imagens, sabe porque. Porque todo Mandamento da Lei de Deus foi resumido em apenas 02: Amar a Deus e amar ao próximo: “Dou-vos um novo Mandamento. Que vos ameis uns aos outros como eu vos tenho amado!”. Jesus não estava preocupado com imagens não. Ele se preocupara com a imagem viva de Deus que são os seres humanos e para salvá-los deu sua vida em prova desse amor.
Então, essas acusações dos protestantes e evangélicos não passam de dor de cotovelo; e quem acredita neles é quem não estuda, não aprofunda na fé da sua verdadeira Igreja.   


CONCLUSÃO
                   
Ser santo é:

1)     Praticar as bem-aventuranças.
Mt5, 3-16

 3- Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
4  Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5  Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6  Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7  Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8  Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus;
9  Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
10  Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
11  Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, falarem todo mal contra vós por minha causa.
12  Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
13  Vós sois o sal da terra; e se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar? para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
14  Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte,
15  Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
16  Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

2)     Renunciar a si mesmo.

Renunciar a si mesmo é ser desprovido de todo sentimento faccioso como a inveja, vaidade, ciúmes, avareza, soberba, concupiscência da carne, lascívia, ira, desejo de vingança, vícios e outros sentimentos abomináveis ao Senhor.
Negar a si mesmo é oferecer o outro lado da face, é perdoar e amar os vossos inimigos, bendizer os que vos maldizem, fazer bem aos que vos odeiam e orar pelos que vos maltratam e vos perseguem.  Ter a mesma humildade de Cristo, andar em santidade como Ele andou, guardando os seus mandamentos fazendo a vontade do Pai. Isso é negar a si mesmo.
O jovem rico perguntou a Jesus o que deveria fazer para herdar a vida eterna, o Senhor lhe disse que deveria guardar os mandamentos, ele respondeu a Jesus que já fazia isso desde a sua mocidade. A palavra afirma que Cristo o amou e disse-lhe: Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.  Mas ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades (Marcos 10.17 - 22).
Aquele homem sentia o desejo de ver a glória de Deus, e buscou a Jesus Cristo, o qual lhe ensinou o caminho que leva a salvação e a renúncia que o seu desejo exigia. Mas, o jovem recusou-se em negar a si mesmo, em abandonar os bens desta vida, à esperança de um tesouro no céu, algo que é infinitamente maior do que toda a riqueza deste mundo. 

Porque negar-se a si mesmo para seguir as pegadas de Jesus exige desapego, abdicação dos prazeres da carne para viver uma vida espiritual sob a égide do Senhor.  
Então disse Jesus: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.  Que importa ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

Lamentavelmente, hoje, muitos estão no mesmo caminho daquele jovem rico, procuram servir a Jesus com único interesse nas coisas deste mundo, querem viver na abundância dos prazeres da carne, em regalia esplêndida, mas não querem compromisso com Deus, não renunciam a si mesmo para servir o Senhor.
 Abandonaram a graça do Senhor Jesus, pelas prosperidades materiais que são coisas pequenas, inúteis e vãs, diante da grandeza da glória do Senhor e da vida eterna no reino de Deus, juntamente com Jesus Cristo e todos os seus santos anjos.

3)     Ser discípulo de Jesus:
4)    Seguir a Jesus é andar no mesmo caminho que Ele andou em toda a sua boa maneira de viver. Ser humilde (ser humilde não tem ligação nenhuma com a condição econômica de alguém), andar na fé, na caridade, no amor ao próximo, ter coragem de dar a tua vida, por aquele que, primeiro deu a sua por você.
5)                 Na Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios 5. 1- 2 a palavra do Senhor diz: Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós,
6)      
7)     como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

8)                 Filipenses 2. 5, Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois, Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. É exatamente assim que o servo de Deus deve andar, como verdadeiro imitador de Jesus Cristo em toda boa obra, seguindo o seu exemplo e testemunho de vida, procurando imitá-lo em sua perfeição. Isto é seguir a Jesus.
9)     Seguir a Jesus é:  ser participante das suas aflições, alegrar-se nas provas e tribulações como nos testemunhos dos nossos irmãos, que sofreram por amor ao nome do Senhor Jesus Cristo, porque tinham a certeza da glória que lhes estava reservada. Vejamos:
10)  II Coríntios 1. 5. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo.
11)  I Pedro 4. 12-13, diz: Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse. Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
12)  Seguir a Jesus é ouvir a sua voz e conhecê-lo: Evangelho de João 10. 14 e 27 - Disse Jesus:Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem.
13)  Ao contrário do que imaginam aqueles que não conhecem a Deus, seguir a Jesus não é nenhum martírio, exige sim a renúncia das coisas mundanas, o que nos faz muito mais saudáveis tanto material como espiritualmente, antes é prazeroso e gratificante servir ao Deus vivo verdadeiramente, em espírito e em verdade.
14)  Pois, só quem sentiu o "ardume" do Espírito Santo no coração, e o gozo de ser um servo de Deus, é capaz de entender a alegria que pronunciamos, pois essas virtudes são indescritíveis.
15)  A palavra do Senhor em I Coríntios 10.13 diz: Fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
16)  Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.  Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

17)           Em I João 5.3 diz:Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.   Portanto, não há razão para nos inquietarmos, o Senhor não nos dará uma prova acima daquilo que possamos suportar, porque o seu fardo é leve, o jugo suave e os seus mandamentos não são pesados.