sábado, 9 de junho de 2018

O QUE É A DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS? - Onde e como surgiu?





No mês de junho a Igreja dedica este mês ao Sagrado Coração de Jesus.  
A devoção ao coração ferido de Jesus tem suas origens no século XI, quando os cristãos piedosos meditavam nas cinco chagas de Jesus.
Entretanto, somente em 1670 o sacerdote francês João Eudes celebrou a primeira festa do Sagrado Coração de Jesus.

Naquela época, cresceram entre os fiéis as orações ao Sagrado Coração, à chaga do ombro de Jesus e às devoções privadas. Todas ajudaram os cristãos a se concentrarem em sua Paixão e Morte, de tal maneira que conseguiram crescer no amor a Jesus.
Os santos Padres da Igreja já falavam dela; tudo brota daquele Coração “manso e humilde” que por nós foi transpassado pela lança do soldado, na Cruz do Calvário. Dele saiu sangue e água, símbolos do Batismo e da Eucaristia, e também da Igreja, Esposa de Cristo, que nasce do lado aberto do novo Adão, como Eva nasceu do lado aberto do primeiro.

Parte também dos Ensinamentos de Jesus que diz: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". (Mt11, 6).
O Coração de Jesus manso e humilde deseja que nós também seus discípulos, membros de sua Igreja possamos também ser mansos e humildes.     

Todas as formas de devoções que a Igreja ensina e nos propõe possui um sentido teológico. Nada é inconsistente e difere das verdades do Evangelho. Pelo contrário. Elas são fundamentadas dentro do ensinamento bíblico e da catequese da Igreja. 

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é com certeza muito rica. Parte daquele momento da crucificação onde o lado de Jesus é transpassado pela lança do soldado romano e da ferida aberta jorrou sangue e água.

Para entender vamos ao trecho do Evangelho:  Jo19, 31-37


Os judeus temendo que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, (pois era véspera da Páscoa), pediram a Pilatos que quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro que foram crucificados. Chegando, porém, a Jesus e vendo que estava morto não lhe quebraram as pernas, mas, o soldado abriu-lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu sangue e água. 
O que foi testemunha deste fato o atesta (e o seu testemunho é verdadeiro), a fim de que vós creiais. Assim se cumpriu a Escritura que diz: "Nenhum de seus ossos será quebrado" (Êx12, 46). E em outra parte da Escritura diz: "Olharão para aquele que o transpassaram" (Zac12, 10).   

São João descreve este fato dizendo que seu testemunho é verdadeiro. Um fato que poderia passar despercebido aos olhos humanos se tal não tivesse um sentido maior e o sentido é que a Igreja à luz do Espírito Santo entendeu que essa ferida aberta do lado de Nosso Senhor possui um grande ensinamento: Jesus morreu por amor a todos os pecadores. Ele veio para nos salvar de nossos pecados. 
O seu lado aberto pelo soldado nos mostra que o seu Coração transpassado pela lança é canal aberto da graça e da Salvação. O Senhor Jesus possui seu coração inflamado de amor por nós. 
Ele veio unicamente para nos salvar e cabe a cada um de nós buscarmos seu amor. 
Quando é que o homem podia salvar-se a si mesmo? 
Mas é por pura graça que somos libertos. Cabe a cada um de nós merecer esta graça. 
Do lado aberto de Nosso Senhor Jesus Cristo, ensina a Igreja brotou os  Sacramentos que são os canais que nos conduzem à Deus.

O Coração de Jesus é porta aberta, está cheio de amor por nós. É uma chaga que inflama de amor por todos os pecadores. 
Por isso a devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi estabelecida pela Igreja para que possamos meditar e viver esse amor como Ele um dia nos disse: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!" (Jo15, 12).
Dentro do Coração misericordioso de Jesus está o amor por todos os pecadores que queiram buscá-lo e segui-lo tornando-se  seu verdadeiro e autêntico discípulo.
Nosso Senhor com seu lado aberto nos ensina que também também devemos ter o nosso coração voltado para a misericórdia e o perdão como Ele nos perdoou no alto da Cruz. Porque se não perdoardes uns aos outros como o Pai vos perdoará? (Mt6, 15) 
"Sede misericordiosos como vosso Pai do Céu é misericordioso!" (Lc6, 36). Buscar a misericórdia de Deus e ao mesmo tempo sermos misericordiosos.  

A devoção ao Sagrado coração de Jesus ganhou mais foco através de Santa Margarida Maria de Alocoque lá pelos anos 1647-1690; e foi difundida pelo seu confessor São Cláude de la Colombiére. (1567-1622). 

Santa Joana de Chantal (1572-1641), morrendo antes de completar 45 anos, em 17 de outubro de 1690, sendo canonizada em 1920, pelo papa Bento XV. Recolhida, em profunda oração, pela porta do tabernáculo saiu uma espécie de vapor que foi se transformando na figura de homem que se encaminhou até ela e ali na sua presença abriu a túnica que lhe cobria o peito, lhe mostrando o coração em chamas inextinguível e lhe disse:

“Eis aqui o coração que tanto amou os homens e pelos quais e tão mal correspondido pelo menos tu, filha minha, chora pelos que me ofendem, geme pelos que não querem orar, imola-te pelos que renegam e blasfemam contra o meu santo nome. Prometo-te na grandeza do meu amor que abençoarei os lares que neles me hospedem, que os que comungarem durante nove primeiras sextas-feiras seguidas, não morrerão sem receber os sacramentos da penitência e da Eucaristia.”
Depois de 150 anos de enormes dificuldades impostas especialmente pelos jansenistas e o terror da Revolução Francesa, em 1856, o papa Pio IX instituiu a festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, propondo, segundo a recomendação dos santos, a consagração do mundo ao Coração de Jesus. 
Duzentos anos depois que Santa Margarida pediu ao Rei Luís XIV a consagração da França ao Coração de Jesus, o grande presidente do Equador, Gabriel Garcia Moreno, consagrou seu país em 1873, ao Coração de Jesus.
Vários Papas incentivarem esta devoção através de encíclicas. Atualmente a festa do Sagrado Coração na sexta-feira após a festa de Corpus Cristi. Leão XIII na “Annum Sacrum” (1899), deixou-nos a Oração para consagração ao Sagrado Coração. Pio XI na “Miserentissimus Redemptor” (1928); Pio XII na “Haurietis aquas” (1956); João Paulo II na “Redemptor Hominis” (1979) e Bento XVI em carta ao Pe. Kolvenbach Geral da Comapanhia de Jesus, falaram da importância dessa devoção. Em 1872, Pio IX concedeu indulgências especiais aos que portassem o escapulário com a imagem do Sagrado Coração.
A piedade ligada ao Coração de Jesus está em união com a devoção ao Imaculado Coração de Maria. 
Muitos santos recomendaram esta devoção: São João Eudes, Santa Margarida Maria Alacoque, São Luís Grignion de Montfort, Santa Catarina Labouré e São Maximiliano Kolbe.
Numerosas foram às promessas do Sagrado Coração de Jesus sendo as mais admiráveis as seguintes:
1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6. Os pecadores encontrão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
9. Abençoarei Eu mesmo as casas onde a imagem do meu Coração estiver exposta e venerada.
10. Darei aos sacerdotes o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados.
12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta feira de nove meses seguidos.
Qual é o alcance das promessas ligadas ao culto da imagem do Sagrado Coração?
O culto da imagem do Sagrado Coração é tão importante na prática da devoção a este divino Coração, e tão vivo o desejo que tem Nosso Senhor de ver o seu amor para conosco manifestado por meio desta imagem e exaltado nela, que o moveu a fazer as mais extraordinárias promessas às nações, às famílias, às comunidades e às pessoas, que honrarem este emblema do seu amor.
Já conhecemos minuciosamente as promessas feitas às nações, que colocarem esta imagem nos estandartes.


Quais são as bênçãos prometidas às famílias e às casas, em que esta imagem for venerada?
1. Nosso Senhor certificou-me, diz Santa Margarida Maria, que tem o maior prazer em ser honrado sob o emblema deste Coração de carne, cuja imagem deseja ver publicamente exposta, para assim comover o coração insensível dos homens;
2. Que, sendo o seu Coração a fonte de todas as bênçãos, as derramará copiosamente em todos os lugares, em que estiver exposta a imagem deste amável Coração, para ser amado;
3. Que ela atrairá toda a espécie de bênçãos sobre os lugares, em que for exposta para receber singulares homenagens.
Quais são as bênçãos prometidas às comunidades, que honrarem esta imagem?
“Nosso Senhor derramará a suava unção da sua ardente caridade em todas as comunidades, em que for honrada com amor esta divina imagem, e desviará delas os golpes da justa ira de Deus”.
Quais são as bênçãos prometidas às pessoas, que honrarem esta imagem?
“Nosso Senhor derramará com abundância no coração de todos aqueles que honrarem a imagem do seu Sagrado Coração todos os dons de que está cheio”.


“Imprimirá o seu amor nos corações daqueles que trouxerem esta imagem, destruirá neles todos os movimentos desregrados”.
Quais foram os primeiros frutos destas promessas?
Os efeitos das divinas promessas relativas as imagem do Coração de Jesus manifestaram-se no próprio dia, em que o culto desta santa imagem foi inaugurado em Paray. As Irmãs contemporâneas, depois de descreverem a primeira festa celebrada em honra da imagem do Sagrado Coração a 20 de julho de 1685 acrescentam:
“Apenas esta devoção se estabeleceu no noviciado de Paray, o Senhor mostrou claramente, quanto ela lhe era agradável, derramando dum modo particular as suas bênçãos sobre a comunidade. Viu-se desde logo perfeita renovação na fidelidade às observâncias religiosas e o fervor aumentava sem cessar”.
Santa Margarida Maria especialmente teve a maior parte nestas divinas promessas. No meio dos extraordinários sofrimentos ela ia procurar força ora diante do tabernáculo, ora diante duma imagem do Sagrado Coração.
No mês de agosto de 1688, pouco depois de conhecer que Roma tinha negado autorização, para se celebrar a festa do Sagrado Coração, a serva de Deus escrevia à Madre de Saumaise: “Ao receber esta notícia, fui prostra-me diante da imagem do Coração de Jesus, para lhe fazer as minhas queixas. Mas obtive esta resposta: Para que te afliges com o que há de ser para a minha maior glória? Fica, pois em paz”.
À remessa, que a Madre Greyfié lhe tinha mandado de várias imagens e dum pequeno quadro do divino Coração, respondia a Santa: “Não posso dizer-vos a consolação que me destes, enviando-me a amável representação do único objetivo do meu amor e certificando-me que desejais auxiliar-nos honrando-O com a vossa comunidade. Sinto com isto uma alegria mil vezes maior do que se me fizésseis possuidora de todos os tesouros da terra. Quando vi a representação deste divino Coração, pareceu-me recuperar uma vida nova. A minha alma estava submergida num mar de amargura e de sofrimento, que se transformou em grande paz completa submissão a todas as disposições da Providência, e desde então parece-me, que não há nada que seja capaz de me perturbar”.
Os mesmos frutos de graça então reservados para aqueles, que derem a Nosso Senhor a consolação, que Ele deseja, de ser honrado no emblema de um coração de carne.


Retirado do livro: “O Coração de Jesus”.
Fonte: www.cleofas.com.br.
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O que mais importa para nós cristãos é a simbologia e o real significado do Coração de Jesus

A devoção deve ser encarada como uma extensão da vontade e do propósito humano. 

É através dele que se expressa a santidade humana, sua vontade, alma e seus pensamentos.
O coração é o símbolo que melhor demonstra a união de todos os sentimentos de uma pessoa. O coração expressa o que está no íntimo de nosso ser e de nossa alma. Quando o primeiro Mandamento diz "amar a Deus sobre todas as coisas", Deus quer que o amemos de todo coração ou com todo nosso entendimento. Isso significa que devemos amá-lo no profundo do nosso ser.

Quando dizemos que "fizemos isto ou aquilo de coração" queremos dizer que o fizemos com amor e muito carinho. Isto remete ao mais íntimo de nós. Quem mais que Jesus mais amou e sacrificou-se mais por nós? Quem, senão em Jesus depositamos toda nossa confiança? Pois, sabemos bem que somente ele possui um coração misericordioso, todo cheio de amor pelos homens. Ele nos ama e nos perdoa.        

É nele que guardamos nossas vontades mais sinceras e é através dele que mostramos nossos sentimentos.
É por isso que adoramos Jesus, é por ele que celebramos e pedimos com todas as forças e pensamentos e é nele que colocamos todo o nosso foco: no amor de Cristo. O coração é um dos modos para falar do infinito amor de Deus, do amor que chega a seu ponto alto com a vinda de Jesus.



O APOSTOLADO DA ORAÇÃO E A DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



O que é o Apostolado da Oração  ?

O Apostolado da Oração (AO) é um movimento leigo dentro da Igreja Católica e está intimamente ligado à ordem dos jesuítas, a Companhia de Jesus. Começou em 1884 em um Colégio dessa ordem na França, onde estudantes de filosofia e teologia estavam ansiosos para fazer algum apostolado. 


Seu orientador lhes fez ver que enquanto eram estudantes não tinham condições para fazer pregação e outros trabalhos de apostolado direto. O que poderiam fazer era oferecer seus estudos, os sacrifícios voluntários e outros atos de piedade. Dois anos depois, este mesmo padre orientador espiritual publicou um livro chamado O Apostolado da Oração. O livro e a devoção obtiveram a aprovação do superior geral da ordem dos jesuítas, e o próprio papa Pio IX aprovou-os em 1849.


Um bom teólogo, padre Gautrelet, SJ, deu o embasamento teológico à devoção ao Sagrado Coração, bem como ao AO, e daí por diante a devoção se propagou rapidamente.


Em 1861 começou a circular o Mensageiro do Coração de Jesus, como órgão oficial do AO. Passou a ser publicado em várias línguas, e a associação recebeu estatutos próprios e a aprovação oficial do papa.
A sede da associação está em Roma e o superior geral dos jesuítas é também o superior geral do AO. Ele os dirige por intermédio de um delegado e um secretário-geral.

A ideia central, da qual nasceu o AO, é esta: todos os batizados são chamados a cooperar na edificação do Corpo da Igreja e da comunidade de fé. Nem todos o fazem da mesma maneira (Ef 4,16). Nem todos podem trabalhar diretamente como apóstolos e missionários. Mas todos podem e devem fazê-lo por meio da oração e do sacrifício. São Paulo diz (Cl 1,24) que o cristão deve completar em sua pessoa o que falta à Paixão de Cristo, em favor do Corpo de Cristo, a Igreja. Assim, nossa vida torna-se um sacrifício, uma oblação oferecida com Cristo, em Cristo, para a Glória de Deus e a salvação do próximo.

O Apostolado da Oração no Brasil

O AO começou no Brasil em Itu, São Paulo, em 1871, por iniciativa do padre Bartolomeu Taddei, SJ, considerado o fundador e propagador do AO no Brasil. Antes disto houve um pequeno centro isolado em Pernambuco, em 1867, mas que não teve projeção nacional. Em 1888 havia cerca de trezentos centros de AO pelo Brasil inteiro, com mais de 400 mil membros. Com a difusão do AO houve um despertar intenso para a Sagrada Eucaristia e a vida de fé. Atualmente, o AO continua a crescer em fervor espiritual e apostólico, em todo o território nacional. (Trechos extraídos do livro de Pe. Otmar Jacob Schwengber, SJ, Apostolado da Oraçãoe MEJ em perguntas e respostas, Edições Loyola, 2011).



TRABALHOS E DEVOÇÕES

Os membros praticam e difundem especialmente as devoções ao Espírito Santo, ao Sagrado Coração de Jesus (por meio da Festa do Sagrado Coração de Jesus nas Primeiras Sextas-Feiras do mês, fazem as Horas Santas (adoração ao Santíssimo Sacramento), Entronizam o Sagrado Coração de Jesus nos lares e a Consagração das famílias ao Sagrado Coração de Jesus), à Nossa Senhora e aos Santos Padroeiros (São Francisco Xavier e Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face) e aos chamados Santos Promotores do culto ao Sagrado Coração de Jesus, com destaque Santa Margarida Maria Alacoque e a São Cláudio de La Colombiére.

O o objetivo do Apostolado da Oração,  conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante a evangelização e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. 


Já em 1917  contava com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.






Seus membros usam uma fita vermelha com uma medalha onde está cunhada um ícone do Sagrado Coração e as insígnias do Apostolado da Oração.  


O seu Estatuto assim define:


 "O Apostolado da Oração constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo.”

O Apostolado da Oração é a união de pessoas que procuram consagrar suas vidas a Deus pela oração e pelo testemunho. É um serviço à igreja. A principal devoção é o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Os membros do Apostolado encontram na oração e na vida sacramental, a força e a vitalidade. 
O Apostolado da Oração é uma associação de âmbito universal da Igreja Católica. A espiritualidade do Apostolado se baseia no oferecimento do dia, na vivência da Eucaristia, na devoção especial a Nossa Senhora, rezando diariamente o terço, e na invocação do Divino Espírito Santo, fonte de paz e de sabedoria eterna. O Apostolado está sempre em sintonia com o Papa.
Podem participar do Apostolado, pessoas de ambos os sexos, inscrevendo-se como associados, inicialmente, e depois de um determinado prazo de vivência, passarão a Zeladores. A dimensão espiritual, a animação religiosa e a formação das lideranças do Apostolado da Oração cabem ao diretor espiritual.
O Papa João Paulo II assim se expressou:



 “O testemunho do Coração do Papa e do Coração de Cristo é o Apostolado da Oração.”


                           

quinta-feira, 19 de abril de 2018

HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA


HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

"Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". Mt16



1. A Igreja na história A Igreja continua a manter a presença de Cristo na história humana; obedece ao mandato apostólico pronunciado por Jesus antes de subir ao Céu: «Ide e ensinai todas as gentes, batizando em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir todas as coisas que vos mandei”. Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,19-20). 

Na história da Igreja verifica-se, portanto, um entrecruzar entre o divino e o humano, por vezes, dificilmente diferenciável.Com efeito, lançando um olhar à história da Igreja, há aspectos que surpreendem o observador, inclusive o não crente: 

a) a unidade no tempo e no espaço (catolicidade): [a palavra "católica" quer dizer universal, ou seja, uma só em todo mundo. Um só Senhor, Jesus Cristo, um só batismo, uma só fé, uma só doutrina e um só culto. Não existe sobre a face da terra outra Instituição fundada por Jesus Cristo além da Igreja Católica.].
A Igreja Católica, ao longo de dois milênios, permaneceu a mesma entidade, com a mesma doutrina e os mesmos elementos fundamentais: unidade de fé, de sacramentos, de hierarquia (pela sucessão apostólica); além disso, em todas as gerações reuniu homens e mulheres dos povos e culturas mais diversos e de zonas geográficas de todos os cantos da terra.

b) a ação missionária: a Igreja aproveitou todos os acontecimentos e fenômenos históricos, em todo o tempo e lugar, para pregar o Evangelho, também nas situações mais adversas.

c) a capacidade, em cada geração, de produzir frutos de santidade em pessoas de todos os povos e condições; d) um forte poder de recuperação perante crises, às vezes muito graves.


 2. A Antiguidade Cristã (até 476, ano da queda do Império Romano do Ocidente) A partir do séc. I, o cristianismo iniciou a sua expansão, sob a orientação de São Pedro e dos apóstolos e, depois, dos seus sucessores. Assiste-se, portanto, a um progressivo aumento dos seguidores de Cristo, sobretudo no interior do Império Romano; nos primeiros tempos do séc. IV constituíam, aproximadamente, 15% da população do Império, e estavam concentrados nas cidades e na parte oriental do império romano. A nova religião difundiu-se, de todos os modos, também para além dessas fronteiras: na Armênia, Arábia, Etiópia, Pérsia, Índia. O poder político romano viu no cristianismo um perigo, pelo fato de reclamar um âmbito de liberdade na consciência das pessoas a respeito da autoridade estatal; os seguidores de Cristo tiveram que suportar numerosas perseguições, que conduziram muitos ao martírio; a última e a mais cruel teve lugar no início do séc. IV devida aos imperadores Diocleciano e Galério. No ano 313 o imperador Constantino I, favorável à nova religião, concedeu aos cristãos a liberdade de professarem a fé, e iniciou uma política muito benévola para com eles.

Com o imperador Teodósio I (379-395) 2 o cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano. Entretanto, nos finais do séc. IV, os cristãos eram já a maioria da população do império romano. No séc. IV, a Igreja teve que enfrentar uma forte crise interna: a questão ariana. Ário, presbítero de Alexandria, no Egito, defendia teorias heterodoxas, pelas quais negava a divindade do Filho, que seria, assim, a primeira das criaturas, embora superior às outras. A divindade do Espírito Santo era também negada pelos arianos. A crise doutrinal, com que se encruzilharam frequentemente intervenções políticas dos imperadores, perturbou a Igreja durante mais de 60 anos; foi resolvida graças aos dois primeiros concílios ecumênicos, o primeiro de Niceia (325) e o primeiro de Constantinopla (381), em que se condenou o arianismo, se proclamou solenemente a divindade do Filho (consubstantialis Patri, em grego homoousios) e do Espírito Santo, e se compôs o Símbolo Niceno-Constantinopolitano (o Credo). O arianismo sobreviveu até ao séc. VII, porque os missionários arianos conseguiram converter à sua crença muitos povos germânicos, que só pouco a pouco passaram ao catolicismo.


No séc. V houve, pelo contrário, duas heresias cristológicas, que tiveram o efeito positivo de obrigar a Igreja a aprofundar no dogma, para o formular de modo mais preciso. A primeira heresia é o nestorianismo, doutrina que, na prática, afirma a existência em Cristo de duas pessoas, além de duas naturezas. Foi condenada pelo Concílio de Éfeso (431), que reafirmou a unicidade da pessoa de Cristo. Dos nestorianos derivam as Igrejas siro-orientais e malabares, ainda separadas de Roma. A outra heresia foi o monofisismo, que defendia, na prática, a existência em Cristo de uma só natureza, a divina; o Concílio de Calcedônia (451) condenou o monofisismo e afirmou que em Cristo há duas naturezas, a divina e a humana, unidas na pessoa do Verbo, sem confusão nem mutação (contra o nestorianismo), sem divisão nem separação (contra o monofisismo); são os quatro advérbios de Calcedônia: inconfuse, immutabiliter, indivise, inseparabiliter.


Dos monofisitas derivam as Igrejas coptas, siro-ocidentais, armênias e da Etiópia, separadas da Igreja Católica. Nos primeiros séculos da história do cristianismo assiste-se a um grande florescimento da literatura cristã, homilética, teológica e espiritual: são as obras dos Padres da Igreja, de grande importância na reconstrução da Tradição; os mais relevantes foram Santo Irineu de Leão, Santo Hilário de Poitiers, Santo Ambrósio de Milão, São Jerônimo e Santo Agostinho, no Ocidente; Santo Atanásio, São Basílio, São Gregório Nacianceno, São Gregório de Nissa, São João Crisóstomo, São Cirilo de Alexandria e São Cirilo de Jerusalém, no Oriente. 3. A Idade Média (até 1492, ano da chegada de Cristóvão Colombo à América) Em 476 caiu o Império Romano do Ocidente, que foi invadido por uma série de povos germânicos, alguns deles arianos, outros pagãos. O trabalho da Igreja nos séculos seguintes foi o de evangelizar e contribuir para civilizar estes povos, e mais adiante os povos eslavos, escandinavos e magiares.


A alta Idade Média (até ao ano 1000) foi, sem dúvida, um período difícil para o continente europeu, pela situação de violência política e social, empobrecimento cultural e regressão econômica, devidos às contínuas invasões (que duraram até ao séc. X). A Igreja com a sua ação conseguiu, pouco a pouco, conduzir estes jovens povos para uma nova civilização, que alcançará o seu esplendor nos séculos XII-XIV. No séc. VI nasceu o monaquismo beneditino, que garantiu o aparecimento de ilhas de paz, tranquilidade, cultura e prosperidade, à volta dos mosteiros. No séc. VII foi de grande importância à ação missionária, em todo o continente, dos monges irlandeses e escoceses; no séc. VIII a dos beneditinos ingleses. Neste último século terminou a etapa da Patrística, com os últimos dois Padres da Igreja, São João Damasceno, no oriente, São Beda o Venerável, no ocidente. Nos séculos VII-VIII, nasceu a religião islâmica na Arábia; após a morte de Maomé os árabes lançaram-se numa série de guerras de conquista que os conduziram à constituição de um vastíssimo império; entre outros, subjugaram os povos cristãos da África do Norte e da Península Ibérica e separaram o mundo bizantino do 3 latino-germânico.

Um período, de aproximadamente 300 anos, que constituiu um flagelo para os povos da Europa mediterrânica, por causa das incursões, emboscadas, saques e deportações realizados de modo, praticamente, sistemático e contínuo. Nos finais do séc. VIII institucionalizou-se o poder temporal do papado (Estados Pontifícios), que já existia de fato desde finais do séc. VI; tinha surgido para suprir o vazio de poder criado na Itália central pelo desinteresse do poder imperial bizantino, nominalmente soberano na região, mas incapaz de prover à administração e defesa da população. 

Com o tempo, os Papas verificaram que um limitado poder temporal era uma eficaz garantia de independência em relação aos diversos poderes políticos (imperadores, reis, senhores feudais). Na noite de Natal do ano 800 restaurou-se o império no Ocidente (Sacro-Império Romano): o Papa coroou Carlos Magno na basílica de São Pedro; nasceu, assim, um estado católico com aspirações universais, caracterizado por uma forte sacralização do poder político, e um complexo entrecruzar de política com religião, que durará até 1806. 

No séc. X o papado sofreu uma grave crise por causa das interferências das famílias nobres da Itália central na eleição do Papa (Século de Ferro); e mais em geral, devido aos reis e senhores feudais se terem assenhoreado da nomeação de muitos cargos eclesiásticos. A reação papal a tão pouco edificante situação ocorreu no séc. XI, através da reforma gregoriana e a chamada “questão das investiduras”, em que a hierarquia eclesiástica conseguiu recuperar amplos espaços de liberdade em relação ao poder político. No ano 1054, o patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, fez a separação definitiva dos gregos da Igreja Católica (Cisma do Oriente); foi o último episódio de uma história de faturas e disputas iniciada já no séc. V, e devida, em boa medida, às graves interferências dos imperadores romanos do oriente na vida da Igreja (césaro-papismo).


Este cisma afetou todos os povos dependentes do patriarcado e afeta ainda agora búlgaros, romenos, ucranianos, russos e sérvios. No início do séc. XI, as repúblicas marítimas italianas tinham arrebatado o controlo do Mediterrâneo aos muçulmanos, pondo um limite às agressões islâmicas; no final do século, o crescimento do poder militar dos países cristãos teve como expressão o fenômeno das cruzadas à Terra Santa (1096-1291), expedições bélicas de caráter religioso cujo fim era a conquista ou defesa de Jerusalém. Nos séculos XIII e XIV assiste-se ao apogeu da civilização medieval, com grandes realizações teológicas e filosóficas (a Alta Escolástica: Santo Alberto Magno, São Tomás de Aquino, São Boaventura, o Beato Duns Scoto), literárias e artísticas. No que se refere à vida religiosa é de grande importância a aparição, no início do séc. XIII, das ordens mendicantes (franciscanos, dominicanos, etc.).

O afrontamento entre o papado e o império, já iniciado com a “questão das investiduras”, continuou com diversos episódios nos séculos XII e XIII, terminando com o enfraquecimento das duas instituições; o império reduziu-se na prática a um estado alemão, e o papado sofreu uma notável crise; de 1305 até 1377 o local de residência do Papa transferiu-se de Roma para Avinhão, no sul de França, e pouco depois do regresso a Roma, em 1378 iniciou-se o Grande Cisma do Ocidente; uma situação muito difícil, em que se verificou no início o aparecimento de dois papas e, depois, três (as obediências a Roma, a Avinhão e a Pisa), enquanto o mundo católico da época permanecia perplexo sem saber quem era o pontífice legítimo. 

A Igreja pôde superar também esta duríssima prova e a unidade foi restabelecida com o Concílio de Constança (1415-1418). Em 1453 os turcos otomanos, muçulmanos, conquistaram Constantinopla, pondo, assim, termo à milenária história do Império Romano do Oriente (395-1453), e conquistaram os Bálcãs, que permaneceram quatro séculos sob o seu domínio. 4 4. A Idade Moderna (até 1789, ano do início da Revolução Francesa) A Idade Moderna inicia-se com a descoberta da América, evento que, juntamente com as explorações em África e na Ásia, originou a colonização europeia de outras partes do mundo. A Igreja aproveitou este fenômeno histórico para difundir o Evangelho nos continentes fora da Europa; assiste-se ao aparecimento de missões no Canadá e Louisiana, colônias francesas, na América espanhola, no Brasil português, no reino do Congo, na Índia, Indochina, China, Japão, Filipinas. 

Para coordenar estes esforços na propagação da fé, a Santa Sé instituiu em 1622 a Sacra Congregatio de Propaganda Fide. Entretanto, ao mesmo tempo em que o catolicismo se expandia para áreas geográficas onde o Evangelho nunca tinha sido pregado, a Igreja sofria uma grave crise no velho continente: a “Reforma” religiosa propugnada por Martinho Lutero, Ulrico Zwinglio, João Calvino (fundadores das diferentes denominações do protestantismo), juntamente com o cisma provocado pelo rei de Inglaterra, Henrique VIII (anglicanismo), conduziu à separação da Igreja de amplas regiões, Escandinávia, Estônia e Letônia, boa parte da Alemanha, Holanda, metade da Suíça, Escócia, Inglaterra, para além dos respectivos territórios coloniais já na sua posse ou conquistados posteriormente (Canadá, América do Norte, Antilhas, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia). 

A Reforma Protestante tem a grave responsabilidade de ter quebrado a milenária unidade religiosa no mundo cristão ocidental, provocando o fenômeno do confessionalização, ou seja, a separação social, política e cultural da Europa e de algumas das suas regiões em dois campos: o católico e o protestante. Este sistema cristalizou na fórmula cuius régio, eius et religio, pelo qual os súbditos estavam obrigados a seguir a religião do príncipe. O afrontamento, entre os dois campos, conduziu ao fenômeno das guerras de religião, que afetou, sobretudo a França, os territórios germânicos, Inglaterra, Escócia e Irlanda, e que se pode considerar terminado apenas com a Paz de Westfalia (1648) no continente, e com a capitulação de Limerick (1692) nas Ilhas Britânicas.

A Igreja Católica, embora assolada pela crise e pela defecção de tantos povos em poucos decênios, soube encontrar energias insuspeitas para reagir e começar a realizar uma verdadeira reforma; este processo histórico tomou o nome de Contra Reforma, cujo clímax é a celebração do Concílio de Trento (1545-1563), no qual se proclamaram, com clareza, algumas verdades dogmáticas postas em dúvida pelos protestantes (cânon das Escrituras, sacramentos, justificação, pecado original, etc.), e se tomaram também decisões disciplinares que robusteceram e tornaram mais compacta a Igreja (por exemplo, a instituição dos seminários e a obrigação de residência dos bispos nas respectivas dioceses). O movimento da Contra Reforma Católica pôde também valer-se da atividade de muitas ordens religiosas fundadas no séc. XVI; trata-se de iniciativas de reforma no âmbito das ordens mendicantes (capuchinhos, carmelitas descalços), ou institutos de clérigos regulares (jesuítas, teatinos, barnabitas, etc.). 

Assim, a Igreja saiu da crise profundamente renovada e reforçada, e pôde compensar a perda de algumas regiões europeias com uma difusão verdadeiramente universal, graças à obra missionária. No séc. XVIII a Igreja teve que combater dois inimigos, o Regalismo e a Ilustração. O primeiro coincidiu com o desenvolvimento da monarquia absoluta; apoiados na organização de uma moderna burocracia, os soberanos dos estados europeus conseguiram instaurar um sistema de poder autocrático e total, eliminando as barreiras que se interpunham (instituições de origem medieval como o sistema feudal, os privilégios eclesiásticos, os direitos das cidades, etc.).

Neste processo de centralização do poder, os monarcas católicos tenderam a invadir o âmbito de jurisdição eclesiástica, na tentativa de criar uma Igreja submetida e dócil em relação ao poder do rei; é um fenômeno que assume nomes diversos, dependendo dos estados, realismo em Portugal e Espanha, galicanismo em França, josefismo nos territórios dos Habsburgo (Áustria, Boemia, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Lombardia, Toscana, Bélgica), jurisdiccionalismo em Nápoles e Parma. Este fenômeno teve o seu ponto mais acalorado na expulsão dos jesuítas por parte de muitos governos e na ameaçadora pressão sobre o papado para que suprimisse a ordem (como sucedeu em 1773). 5 O outro inimigo com que se enfrentou a Igreja no séc. XVIII foi o Iluminismo, um movimento, em primeiro lugar filosófico, que teve grande êxito entre as classes dirigentes; tem como pano de fundo uma corrente cultural que exalta a razão e a natureza e, ao mesmo tempo, faz uma crítica indiscriminada à tradição; é um fenômeno muito complexo, que apresenta, em todo o caso, fortes tendências materialistas, uma ingênua exaltação das ciências, a recusa da religião revelada em nome do deísmo ou da incredulidade, um irreal otimismo a respeito da bondade natural do homem, um excessivo antropocentrismo, uma confiança utópica no progresso da humanidade, uma difundida hostilidade contra a Igreja Católica, uma atitude de suficiência e desprezo pelo passado, e uma arreigada tendência para realizar reducionismos simplistas na busca de modelos explicativos da realidade.


Trata-se, em resumo e em boa medida, da origem de muitas das ideologias modernas, que reduzem a visão da realidade eliminando da sua compreensão a revelação sobrenatural, a espiritualidade do homem e, finalmente, o anelo pela procura das verdades últimas da pessoa e de Deus. No século XVIII foram fundadas as primeiras lojas maçônicas; uma boa parte delas assumiu tonalidades e atividades claramente anticatólicas. 5. A Idade Contemporânea (a partir de 1789) A Revolução Francesa, que começou com o decisivo contributo do baixo clero, derivou rapidamente para atitudes de galicanismo extremo, chegando a produzir o cisma da Igreja Constitucional, e assumindo a seguir, tonalidades claramente anticristãs (instauração do culto ao Ente Supremo, abolição do calendário cristão, etc.), até chegar a uma cruenta perseguição da Igreja (1791-1801): o papa Pio VI morreu em 1799 prisioneiro dos revolucionários franceses. A subida ao poder de Napoleão Bonaparte, homem pragmático, trouxe a paz religiosa com a Concordata de 1801; mais adiante, no entanto, surgiram desavenças com Pio VII pelas intromissões contínuas do governo francês na vida da Igreja; como resultado disso, o Papa foi feito prisioneiro por Bonaparte, aproximadamente, durante cinco anos. Com a restauração das monarquias pré-revolucionárias (1815), regressou para a Igreja um período de paz e tranquilidade, favorecido também pelo romanticismo, corrente de pensamento predominante na primeira metade do séc. XIX. 

No entanto, depressa se delineou uma nova ideologia profundamente oposta ao catolicismo: o liberalismo, herdeiro dos ideais da Revolução Francesa que, pouco a pouco, conseguiu afirmasse politicamente, promovendo a instauração de legislações discriminatórias ou persecutórias contra a Igreja. O liberalismo uniu-se em muitos países ao nacionalismo e, mais tarde, na segunda metade do século, aliou-se ao imperialismo e ao positivismo, que contribuíram ulteriormente para a descristianização da sociedade. Simultaneamente, como reação às injustiças sociais provocadas pelas legislações liberais, nasciam e difundiam-se várias ideologias com o objetivo de se fazerem porta-vozes das aspirações das classes oprimidas pelo novo sistema econômico: o socialismo utópico, o socialismo “científico”, o comunismo, o anarquismo, todas elas unidas por projetos de revolução social e uma filosofia subjacente de tipo materialista. O catolicismo no séc. XIX perdeu, em quase todas as nações, a proteção do Estado que, pelo contrário, passou a ter uma atitude adversa; e em 1870 terminou o poder temporal dos papas, com a conquista italiana dos Estados Pontifícios e a unificação da península. No entanto, ao mesmo tempo, a Igreja soube retirar vantagens desta crise para fortalecer a união de todos os católicos à volta da Santa Sé, e para se libertar das intromissões dos estados no governo interno da Igreja, atuação diferente da que sucedeu no período das monarquias confessionais da Idade Moderna. O clímax deste fenômeno foi a solene declaração, em 1870, do dogma da infalibilidade do Papa pelo Concílio Vaticano I, celebrado durante o pontificado de Pio IX (1846- 1878). 

Além disso, neste século a vida da Igreja caracterizou-se por uma grande expansão missionária (em África, Ásia e Oceania), por um grande florescimento de fundações de congregações religiosas femininas de vida ativa e pela organização de um vasto apostolado laical. 6 No séc. XX, a Igreja enfrentou numerosos desafios, Pio X teve que reprimir as tendências teológicas modernistas dentro do próprio corpo eclesiástico. Estas correntes caracterizavam-se, nas suas manifestações mais radicais, por um imanentismo religioso que, embora mantivesse as formulações tradicionais da fé, na realidade as esvaziava de conteúdo. Bento XV enfrentou a tempestade da Primeira Guerra Mundial, conseguindo manter uma política de imparcialidade entre os contendores e desenvolvendo uma atividade humanitária a favor dos prisioneiros de guerra e da população afetada pela catástrofe bélica. Pio XI opôs-se aos totalitarismos de diverso tipo, que perseguiram, de um modo mais ou menos aberto, a Igreja durante o seu pontificado, o comunista na União Soviética e em Espanha, o nacional-socialista na Alemanha, o fascista em Itália, o de inspiração maçônica no México; além disso, este Papa desenvolveu uma grande promoção do clero e do episcopado local nas terras de missão africanas e asiáticas que, continuada depois pelo seu sucessor, Pio XII, permitiu à Igreja apresentar-se diante do fenômeno da descolonização como elemento autóctone e não estrangeiro.

Pio XII teve que enfrentar a terrível prova da Segunda Guerra Mundial, durante a qual atuou de diversos modos para salvar da perseguição nacional-socialista o maior número possível de judeus (calcula-se que a Igreja Católica tenha salvado aproximadamente 800.000); com um procedimento realista, não considerou oportuno fazer uma denúncia pública, visto que esta teria piorado a grave situação dos católicos também perseguidos em vários dos territórios ocupados pelos alemães, e teria anulado a sua possibilidade de intervir em favor dos judeus. Muitas altas personalidades do mundo israelita reconheceram publicamente, depois da guerra, os grandes méritos deste Papa em relação ao seu povo. 


João XXIII convocou o Concílio Vaticano II (1962-1965), que foi concluído por Paulo VI, e que abriu uma época pastoral diversa na Igreja, salientando o chamamento universal à santidade, a importância do esforço ecumênico, os aspectos positivos da modernidade, a ampliação do diálogo com outras religiões e com a cultura. Nos anos a seguir ao Concílio, a Igreja sofreu uma profunda crise interna de caráter doutrinal e disciplinar, que conseguiu superar, em boa medida, durante o longo pontificado de João Paulo II (1978-2005), papa de extraordinária personalidade, que fez com que a Santa Sé tivesse níveis de popularidade e prestígio nunca antes conhecidos, dentro e fora da Igreja Católica. Carlo Pioppi Bibliografia básica J. Orlandis, História Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993. M. Clemente, A Igreja no tempo, Grifo, 2000. A. Torresani, Breve storia della Chiesa, Ares, Milano 1989.

O sagrado Magistério da Igreja é dirigido pelo Papa, sucessor de Pedro, Cabeça visível do Corpo de Cristo. A história dos papas é, de certo modo, a história da própria Igreja. Apresentamos em seguida a relação dos Papas, desde Pedro até João Paulo II, conforme publicação oficial do Vaticano. Apresentamos também a relação dos 37 antipapas; foram eleitos sem legitimidade. Esta longa cadeia de 265 Papas da Igreja católica é uma prova inequívoca da Instituição divina do papado, por Cristo, a fim de manter a unidade da Igreja e da sua doutrina. Somente a graça de Deus poderia manter esta sucessão ininterrupta de papas, apesar de toda a miséria humana, da qual eles não foram isentos. 

Nenhum instituição humana teve tão longa vida e estabilidade. 1. 42´67 ´ S. PEDRO, de Batsaida (Galiléia), morou na cidade de Antioquia e depois foi a Roma (42), onde morreu mártir no ano 67. 2. 67´76 ´ S. LINO, de Volterra, Toscana 3. 77´88 ´ S. CLETO ou ANACLETO, romano 4. 89´98 ´ S. CLEMENTE I, romano 5. 98´105 ´ S. EVARISTO, grego 6. 105´115 ´ S. ALEXANDRE I, romano 7. 115´125 ´ S. SISTO I, romano 8. 125´136 ´ S. TELÉSFORO, grego 9. 137´140 ´ S. HIGINO, grego 10. 140´155 ´ S. PIO I, de Aquiléia, Itália 11. 155´166 ´ S. ANICETO, Sírio 12. 166´175 ´ S. SOTERO, de Fondi 13. 175´189 ´ S. ELEUTÉRIO, de Nicópolis, Grécia 14. 189´199 ´ S. VÍTOR I, africano 1 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 15. 199´217 ´ S. ZEFERINO, romano 16. 217´222 ´ S. CALISTO I, romano Antipapa: Hipólito (217´ 235) 17. 222´230 ´ S. URBANO I, romano 18. 230´235 ´ S. PONCIANO, romano 19. 235´236 ´ S. ANTERO, grego 20. 236´250 ´ S. FABIANO, romano 21. 251´253 ´ S. CORNÉLIO, romano Antipapa Novaciano (251) 22. 253´254 ´ S. LÚCIO I, romano 23. 254´257 ´ S. ESTÊVÃO I, romano 24. 257´258 ´ S. SISTO II, grego 25. 259´268 ´ S. DIONÍSIO, grego 26. 269´274 ´ S. FÉLIX, romano 27. 275´283 ´ S. EUTIQUIANO, de Luni, Toscana 28. 283´296 ´ S. CAIO Dalmácia (hoje, Iugoslávia) 29. 296´304 ´ S.MARCELINO, romano 30. 307´309 ´ S. MARCELO I, romano 31. 309´310 ´ S. EUSÉBIO, grego 32. 311´314 ´ S. MELQUÍADES, africano 2 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 33. 314´335 ´ S. SILVESTRE I, romano 34. 336 ´ S. MARCOS, romano 35. 337´352 ´ S. JÚLIO I, romano 36. 352´366 ´ S. LIBÉRIO, romano Antipapa: Félix II (355´ 365) 37. 366´384 ´ S. DÂMASO I, espanhol Antipapa: Ursino (366´367) 38. 385´398 ´ S. SIRÍCIO, romano 39. 399´401 ´ S. ANASTÁCIO I, romano 40. 401´417 ´ S. INOCÊNCIO I, de Albano (Roma) 41. 417´418 ´ S. ZÓSIMO, grego 42. 418´422 ´ S. BONIFÁCIO I, romano Antipapa: Eulálio (418´419) 43. 422´432 ´ S. CELESTINO I, (sul da Itália) 44. 432´440 ´ S. SISTO III, romano 45. 440´461 ´ S. LEÃO I, (Magno), da Túscia (perto de Roma) 46. 461´468 ´ S. HILÁRIO, Sardenha 47. 468´483 ´ S. SIMPLÍCIO, de Tívoli (Roma) 48. 483´492 ´ S. FÉLIX III, romano 49. 492´496 ´ S. GELÁSIO I, africano 50. 496´498 ´ S. ANASTÁCIO II, romano 3 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 51. 498´514 ´ S. SÍMACO, da Sardenha Antipapa: Lourenço (498´505) 52. 514´523 ´ S. HORMISDAS, de Frosinone 53. 523´526 ´ S. JOÃO I, da Túscia 54. 526´530 ´ S. FÉLIX IV, do Sannio (perto de Roma) 55. 530´532 ´ BONIFÁCIO II, romano Antipapa: Dióscoro (530) 56. 533´535 ´ JOÃO II, romano 57. 535´536 ´ S.AGAPITO I, romano 58. 535´540 ´ S. SILVÉRIO, de Frosinone 59. 540´555 ´ VIRGÍLIO, romano 60. 556´561 ´ PELÁGIO I, romano 61. 561´573 ´ JOÃO III, romano 62. 574´578 ´ BENTO I, romano 63. 578´590 ´ PELÁGIO II, romano 64. 590´604 ´ S. GREGÓRIO I, Gregório Magno, romano 65. 605´606 ´ SABINIANO, de Túsculo (Roma) 66. 607 ´ BONIFÁCIO III, romano 67. 608´615 ´ S. BONIFÁCIO IV, de Valéria dei Marzi 68. 615´618 ´ S. ADEODATO I, romano 4 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 69. 619´625 ´ BONIFÁCIO V, Nápoles 70. 625´638 ´ HONÓRIO I, Campânia 71. 640 ´ SEVERINO, romano 72. 640´642 ´ JOÃO IV, dálmata 73. 642´649 ´ TEODORO I, grego 74. 649´655 ´ S. MARTINHO I, de Todi 75. 655´657 ´ S. EUGÊNIO I, romano 76. 657´672 ´ S. VITALIANO, de Segni 77. 672´676 ´ ADEODATO II, romano 78. 676´678 ´ DONO, romano 79. 678´681 ´ S. AGATÃO, siciliano 80. 682´683 ´ S. LEÃO II, siciliano 81. 684´685 ´ S. BENTO II, romano 82. 685´686 ´ JOÃO V, da Síria 83. 686´687 ´ CÓNON, grego Antipapas: Teododoro (687), Pascoal (687´692) 84. 687´701 ´ S. SÉRGIO I, da Síria 85. 701´705 ´ JOÃO VI, grego 86. 705´707 ´ JOÃO VII, grego 87. 708 ´ SISÍNIO, da Síria 5 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 88. 708´715 ´ CONSTANTINO, da Síria 89. 715´731 ´ S. GREGÓRIO II, romano 90. 731´741 ´ S. GREGÓRIO III, Síria 91. 741´752 ´ S. ZACARIAS, grego 92. 752 ´ ESTÊVÃO, romano 93. 752´757 ´ S. ESTÊVÃO II (III), romano 94. 757´767 ´ S. PAULO I, romano Antipapas: Constantino II (767´768) ´ Filipe (768) 95. 768´772 ´ S. ESTÊVÃO III (IV), siciliano 96. 772´795 ´ ADRIANO I, romano 97. 795´816 ´ S. LEÃO III, romano 98. 816´817 ´ S. ESTÊVÃO IV, (V), romano 99. 917´824 ´ S. PASCOAL I, romano 100. 824´827 ´ EUGÊNIO II, romano 101. 827 ´ VALENTIM, romano 102. 827´844 ´ GREGÓRIO IV, romano Antipapa: João (844) 103. 844´847 ´ SÉRGIO II, romano 104. 847´855 ´ S. LEÃO IV, romano Antipapa: Anastácio (855) 6 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 105. 855´858 ´ BENTO III, romano 106. 858´867 ´ S. NICOLAU I, romano 107. 867´872 ´ ADRIANO III, romano 108. 872´882 ´ JOÃO VIII, romano 109. 882´884 ´ MARINO I, de Gallese 110. 884´885 ´ ADRIANO III, romano 111. 885´891 ´ ESTÊVÃO V (VI), romano 112. 891´896 ´ FORMOSO, romano 113. 896 ´ BONIFÁCIO VI, de Gallese 114. 896´897 ´ ESTÊVÃO VI (VII), romano 115. 897 ´ ROMANO, de Gallese 116. 897 ´ TEODORO II, romano 117. 898´900 ´ JOÃO IX, de Tívoli 118. 900´903 ´ BENTO IV, romano 119. 903 ´ LEÃO V, de Árdea Antipapa: Cristóvão (903´904) 120. 904´911 ´ SÉRGIO III, romano 121. 911´913 ´ ANASTÁCIO III, romano 122. 913´914 ´ LÂNDON, de Sabina (Lácio) 123. 914´928 ´ JOÃO X, de Ravena 7 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 124. 928´929 ´ LEÃO VI, romano 125. 929´931 ´ ESTÊVÃO VII (VIII), romano 126. 931´935 ´ JOÃO XI, romano 127. 936´939 ´ LEÃO VII, romano 128. 939´942 ´ ESTÊVÃO VIII (IX), romano 129. 942´946 ´ MARINO II, romano 130. 946´955 ´ AGAPITO II, romano 131. 955´963 ´ JOÃO XII, romano 132. 963´964 ´ LEÃO VIII, romano 133. 964´965 ´ BENTO V, romano 134. 965´972 ´ JOÃO XIII, romano 135. 973´974 ´ BENTO VI romano Antipapa: Bonifácio VII (974) 136. 975´983 ´ BENTO VII, romano 137. 983´984 ´ JOÃO XIV, de Pavia 138. 985´996 ´ JOÃO XV, romano 139. 996´999 ´ GREGÓRIO V, de Caríntia, Alemanha Antipapa: João XVI (997´ 998) 140. 999´1003 ´ SILVESTRE II, francês 141. 1003 ´ JOÃO XVII, romano 8 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 142. 1003´1009 ´ JOÃO XVIII, de Áscoli Piceno 143. 1009´1012 ´ SÉRGIO IV, romano 144. 1012´1024 ´ BENTO VIII, romano Antipapa: Gregório (1012) 145. 1024´1032 ´ JOÃO XIX, romano 146. 1033´1044 ´ BENTO IX, romano (primeiro pontificado) 147. 1045 ´ SILVESTRE III, romano 148. 1045 ´ BENTO IX, romano (segundo pontificado) 149. 1045´1046 ´ GREGÓRIO VI, romano 150. 1046´1047 ´ CLEMENTE II, alemão 151. 1047´1048 ´ BENTO IX (terceiro pontificado) 152. 1048 ´ DÂMASO II, alemão 153. 1049´1054 ´ S. LEÃO IX, de Egisheim, Alemanha 154. 1054´1057 ´ VÍTOR II, de Dollestein, Alemanha 155. 1057´1058 ´ ESTÊVÃO IX (X), de Lorena, Alemanha Antipapa: Bento X (1058) 156. 1059´1061 ´ NICOLAU II, de Borgonha, França 157. 1061´1073 ´ ALEXANDRE II, Milão Antipapa: Honório II (1061´1072) 158. 1073´1085 ´ S. GREGÓRIO VII, de Soana, perto de Sena 9 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por Antipapa: CLEMENTE III (1080 e 1084´1100) 159. 1086´1087 ´ B. VÍTOR III, de Benevento 160. 1088´1099 ´ B. URBANO II, francês 161. 1099´1118 ´ PASCOAL II, de Viterbo Antipapa: Teodorico (1100´1102), Alberto (1102), Silvestre IV (1105´1111) 162. 1118´1119 ´ GELÁSIO II, de Gaeta Antipapa: Gregório VIII (1118´1121) 163. 1119´1124 ´ CALISTO II, de Borganha, França 164. 1124´1130 ´ HONÓRIO II, de Ímola Antipapa: Celestino II, (1124) 165. 1130´1143 ´ INOCÊNCIO II, romano Antipapas: Anacleto II (1130´1138), Vítor IV (1138) 166. 1143´1144 ´ CELESTINO II, de Cittá di Castello 167. 1144´1145 ´ LÚCIO II, de Bolonha 168. 1145´1153 ´ B. EUGÊNIO III, de Pisa 169. 1153´1154 ´ ANASTÁCIO IV, romano 170. 1154´1159 ´ ADRIANO IV, inglês 171. 1159´1181 ´ ALEXANDRE III, Sena Antipapas: Vítor IV (1159´1164); Pascoal III (1164´1168); 10 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por Calisto III (1168´1178); Inocêncio III (1179´1180) 172. 1181´1185 ´ LÚCIO III, de Lucca 173. 1185´1187 ´ URBANO III, de Milão 174. 1187 ´ GREGÓRIO VIII, de Benevento 175. 1187´1191 ´ CLEMENTE III, romano 176. 1191´1198 ´ CELESTINO III, romano 177. 1198´1216 ´ INOCÊNCIO III, Anagni 178. 1216´1227 ´ HONÓRIO III, romano 179. 1227´1241 ´ GREGÓRIO IX, Anagni 180. 1241 ´ CELESTINO IV, Milão 181. 1243´1254 ´ INOCÊNCIO IV, de Gênova 182. 1254´1261 ´ ALEXANDRE IV, de Anagni 183. 1261´1264 ´ URBANO IV, francês 184. 1265´1268 ´ CLEMENTE IV, francês 185. 1271´1276 ´ B. GREGÓRIO X, de Piacenza 186. 1276 ´ B. INOCÊNCIO V, de Savóia, França 187. 1276 ´ ADRIANO V, de Gênova 188. 1276´1277 ´ JOÃO XXI, português 189. 1277´1280 ´ NICOLAU III, romano 190. 1281´1285 ´ MARTINHO IV, francês 11 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 191. 1285´1287 ´ HONÓRIO IV, romano 192. 1288´1292 ´ NICOLAU IV, de Áscoli Piceno 193. 1294 ´ S. CELESTINO V, de Isérnia 194. 1294´1303 ´ BONIFÁCIO VIII, de Anagni 195. 1303´1304 ´ B. BENTO XI, de Treviso 196. 1305´1314 ´ CLEMENTE V, francês 197. 1316´1334 ´ JOÃO XXII, francês Antipapa: Nicolau V (1328´1330) 198. 1334´1342 ´ BENTO XII, francês 199. 1343´1352 ´ CLEMENTE VI, francês 200. 1352´1362 ´ INOCÊNCIO VI, francês 201. 1362´1370 ´ B. URBANO V, francês 202. 1370´1378 ´ GREGÓRIO XI, francês 203. 1378´1389 ´ URBANO VI, de Nápoles 204. 1389´1404 ´ BONIFÁCIO IX, Nápoles 205. 1404´1406 ´ INOCÊNCIO VII, de Sulmona 206. 1406´1417 ´ GREGÓRIO XII, veneziano Antipapas: Clemente VII (1378´1394); Bento XIII (1394´1423); Alexandre V (1409´1410); João XXIII (1410´1415) 12 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 207. 1417´1431 ´ MARTINHO V, de Genazzano (Roma) 208. 1431´1447 ´ EUGÊNIO IV, de Veneza Antipapa: Félix V (1439´1449) 209. 1447´1455 ´ NICOLAU V, de Sarzana, Gênova 210. 1455´1458 ´ CALISTO III, espanhol 211. 1458´1464 ´ PIO II, de Pienza, Sena 212. 1464´1471 ´ PAULO II, de Veneza 213. 1471´1484 ´ SISTO IV, de Celle Lígure (Savona) 214. 1484´1492 ´ INOCÊNCIO VIII, de Gênova 215. 1492´1503 ´ ALEXANDRE VI, espanhol 216. 1503 ´ PIO III, de Sena 217. 1503´1513 ´ JÚLIO II, de Savona 218. 1513´1521 ´ LEÃO X, de Florença 219. 1521´1523 ´ ADRIANO VI, holandês 220. 1523´1534 ´ CLEMENTE VII, de Florença 221. 1534´1549 ´ PAULO III, de Viterbo 222. 1550´1555 ´ JÚLIO III, romano 223. 1555 ´ MARCELO II, de Montepulciano (Sena) 224. 1555´1559 ´ PAULO IV, de Nápoles 225. 1559´1565 ´ PIO IV, de Milão 13 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 226. 1566´1572 ´ S. PIO V, de Bosco Marengo, perto de Alexandria, Itália 227. 1572´1585 ´ GREGÓRIO XII, de Bolonha 228. 1585´1590 ´ SISTO V, de Grottammare 229. 1590 ´ URBANO VII, romano 230. 1590´1591 ´ GREGÓRIO XIV, de Cremona 231. 1591 ´ INOCÊNCIO IX, de Bolonha 232. 1592´1605 ´ CLEMENTE VIII, de Florença 233. 1605 ´ LEÃO XI, de Florença 234. 1605´1621 ´ PAULO V, romano 235. 1621´1623 ´ GREGÓRIO XV, de Bolonha 236. 1623´1644 ´ URBANO VIII, de Florença 237. 1644´1655 ´ INOCÊNCIO X, romano 238. 1655´1667 ´ ALEXANDRE VII, de Sena 239. 1667´1669 ´ CLEMENTE IX, de Pistóia 240. 1670´1676 ´ CLEMENTE X, romano 241. 1676´1689 ´ INOCÊNCIO XI, de Como 242. 1689´1691 ´ ALEXANDRE VIII, de Veneza 243. 1691´1700 ´ INOCÊNCIO XII, de Nápoles 245. 1700´1721 ´ CLEMENTE XI, de Urbino 245. 1721´1724 ´ INOCÊNCIO XIII, romano 14 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por 246. 1724´1730 ´ BENTO XIII, de Bari 247. 1730´1740 ´ CLEMENTE XII, de Florença 248. 1740´1758 ´ BENTO XIV, de Bolonha 249. 1758´1769 ´ CLEMENTE XIII, e Veneza 250. 1769´1774 ´ CLEMENTE XIV, de Forli, Rímini 251. 1775´1799 ´ PIO VI, de Cesena 252. 1800´1823 ´ PIO VII, de Cesena 253. 1823´1829 ´ LEÃO XII, de Genga, Ancona 254. 1829´1830 ´ PIO VIII, de Cíngoli, Macerata 255. 1831´1846 ´ GREGÓRIO XVI, de Belluno 256. 1846´1878 ´ PIO IX, de Senigallia, Ancona 257. 1878´1903 ´ LEÃO XIII, de Carpineto 258. 1903´1914 ´ S. PIO X, de Riese, Treviso 259. 1914´1922 ´ BENTO XV, de Pegli, Gênova 260. 1922´1939 ´ PIO XI, de Désio, Milão 261. 1939´1958 ´ PIO XII, romano 262. 1958´1963 ´ JOÃO XXIII, de Sotto il Monte, Bérgamo 263. 1963´1978 ´ PAULO VI, de Concésio, Bréscia 264. 1978 ´ JOÃO PAULO I, de Canale D’Agordo*, Belluno 265. 1978 ´ JOÃO PAULO II, de Cracóvia, Polônia. 266. 2005 ´ Bento XVI, 15 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por Bavária, Alemanha. * Canale d´Agordo chamava-se, até 1964, Forno de Canale. NACIONALIDADE DOS PAPAS Sírios 6 Alemães 7 Africanos, 3 Espanhóis, 3 Dálmatas, 2 (iuguslavos), Português 1, Palestino 1, Inglês 1, Holandês 1, Polonês 1 Total 266 2. Duração dos Pontificados Os mais longos Pio IX 32 anos Leão XIII 25 anos João Paulo II 25 anos Pio VI 24 ´ Adriano I 23 ´ Pio VII 23 ´ 16 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por Alexandre II 22 ´ Clemente IX 21 ´ Urbano VIII 21 ´ S. Silvestre 21 ´ S. Leão I (Magno) 21 ´ S. Leão III 21 ´ Pascoal II 19 ´ Pio XII 19 ´ Inocêncio II 18 ´ João XXII 18 ´ Bento XIV 18 ´ Pio XI 17 ´ Os mais curtos Estevão 3 dias Bonifácio VI 10 ´ Urbano VII 15 ´ Marcelo II 20 ´ Teodoro II 20 ´ Celestino IV 20 ´ Dâmaso II 20 dias 17 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por Pio XIII 26 ´ Leão XI 26 ´ Adriano V 28 ´ João Paulo I 33 ´ Gregório VIII 57 ´ Inocêncio IX 62 ´ Vitor III 113 ´ 3. Número de papas por século Século / Número de papas I 5 II 10 III 14 IV 10 V 12 VI 13 VII 20 VIII 13 IX 20 X 23 XI 21 18 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por XII 16, XIII 17, XIV 10, XV 11, XVI 17, XVII 11, XVIII 8, XIX 6 XX 8 XXI  14. Papas que renunciaram. Ponciano, em 235. Celestino V, em 1294. Gregório XII, 1415 (havia sido deposto pelo Concílio de Pisa, depois renunciou espontaneamente). 5. Papas que foram depostos. Silvério, em 537. João X, em 928. João XI, em 935. João XII, em 963. Bento V, em 964 19 / 20 Lista contendo todos os papas Escrito por. Leão VIII, em 964. Gregório XII, deposto ilegalmente pelo Concílio de Pisa em 1409, abdicou em 1415. . Bento IX, deposto três vezes, em 1044, 1045 e em 1047. 6. Papas irmãos S. Paulo I, sucedeu em 757 ao seu irmão S. Estevão II (III). João XIX sucedeu em 1024 ao seu irmão Bento VIII. 7. Papas que reinaram várias vezes. Bonifácio VII (antipapa) foi eleito a primeira vez em 974 e novamente eleito em 978. . Bento IX (1032 ´ 1044), foi reeleito depois de ter sido deposto (1045), mais tarde foi novamente deposto e novamente reeleito (1047 ´ 1048).