segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A ATITUDE COMPASSIVA DO PAI - A parábola do "filho pródigo" nos ensina





Muitas vezes, quando erramos, questionamos as atitudes de nossos pais terrenos. Não podemos compreender a visão que eles têm das coisas que nós julgamos ultrapassadas e obsoletas.

Chamamos aqueles cabelos brancos cheios de experiência de estarem desatualizados e fora do tempo. Questionamos certas atitudes que para nós não se encaixam com o progresso que o mundo está passando.
Para nós o que interessa mesmo é viver o nosso momento, mesmo que para isso sejamos capazes de contrariar até mesmo as pessoas que mais amamos para viver uma vida alienada em busca de prazeres momentâneos, gastando o tempo e a vida com coisas inúteis.

Não pense que isso é coisa só de agora. Os homens por mais que vivam muito, são poucos que carregam o peso desses anos e uma experiência de vida desejável e exemplar. Continuam apesar da idade como verdadeiros adolescentes rebeldes necessitados de atenção.
No tempo de Jesus também foi assim, muitos não aceitavam seus ensinamentos, muitos tinham inveja porque Jesus lhes abria os olhos para melhor perceberem que nossa atitude diante de Deus também é de filhos rebeldes. Deus não se cansa de nos amar, portanto, enviou seu Filho para nos colocar no verdadeiro caminho.

Os homens estavam cegos e continuam cegos porque vivem na escuridão do pecado. Mas Deus está a todo o momento de braços abertos à espera de seus filhos. Deus não separa cor, raça, credo. Todos somos filhos amados de Deus, herdeiros do Céu. Se antes éramos apenas criaturas, simples mortais, Deus por Jesus nos trouxe vida nova e nos igualou à condição de filhos e, portanto, somos irmãos de Jesus. O rosto do Pai se volta para nós sempre com amor a espera que possamos voltar a Ele como verdadeiros filhos.
Para ilustrar o que estamos refletindo vamos relembrar a Parábola do Filho Pródigo e aprender um pouco sobre esse belíssimo ensinamento de Jesus.

Lucas 15:11-32
11-E disse: Certo homem tinha dois filhos. 12-E o mais moço deles disse ao pai: Pai dá-me a parte da herança que me cabe. E ele repartiu por eles a fazenda. 13-E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. 14-E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. 15-E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. 16-E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. 17-E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! 18- Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti. 19-Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. 20-E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço, e o beijou. 21-E o filho lhe disse: Pai pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. 22-Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-o, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, 23-e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.

25-E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. 26-E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. 27- E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. 28-Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. 29-Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. 30-Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste para ele um bezerro cevado. 31-E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. 32-Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.


O Senhor Jesus nesta parábola nos mostra qual é a atitude compassiva de Deus nosso Pai para com os pecadores.

A palavra filho pródigo, quer dizer: esbanjador, gastador, extravagante. 
  Quantos de nós que como o filho pródigo esbanja seu tempo, sua juventude com coisas que não leva ao verdadeiro caminho. Quantos se tornam rebeldes abandona a fé, a Igreja, a família para ir buscar felicidade onde não existe. Perdem-se por aí na prostituição, nas drogas no vício... A nossa condição não é diferente daquela do filho pródigo. Porém o Pai do Céu sempre está disposto a nos acolher se decidirmos voltar atrás.
Esse jovem esbanjador é a figura da humanidade que esbanja sua vida buscando coisas que não são de Deus. Muito mais que bens materiais esbanjamos uma vida inteira vivendo uma vida entregue ao pecado, desperdiçamos, gastamos o tempo precioso de nossa vida procurando só o exterior e deixando de lado a verdadeira vida de filhos de Deus a qual deveríamos viver.
O que essa parábola de Jesus tem a nos ensinar?
Para descobrir vamos dividi-la em 07 partes:
1)   A figura do pai: O pai está representado por um homem de idade já avançada mas, ainda que acabrunhado pelos anos   está sempre a espera do filho que partiu na esperança de seu regresso. Jesus relaciona a figura deste pai com a figura do Pai Celeste. Um pai que não se cansa de esperar apesar do tempo e da distância. Um Pai que ama acima de tudo e está sempre disposto a perdoar. Não é assim que Deus Pai age conosco? Um pai humano talvez diria ao filho: “espere mais um pouco, não vou lhe dar nada por enquanto porque você não tem experiência de vida e vai gastar tudo”... Mas com Deus é diferente, primeiro ele nos criou livres para tomar nossas decisões certas ou erradas. Depois, nos deu seus bens, os dons espirituais, (sua Palavra,a Igreja e os sacramentos) e o necessário para ganharmos o pão de cada dia. O Pai nos entregou esse mundo para vivermos bem, em santidade, somos administradores do bem. Também deu-nos uma herança, a Salvação, que trazida por Jesus seu filho. O bem mais precioso que temos é a alma, se a condenarmos a viver em pecado, perdemos também essa herança.
2)   O filho rebelde: Um jovem, o caçula, criado com todos os mimos. No entanto, toma uma atitude inesperada e inconseqüente, talvez tocado pelo ímpeto da juventude. Vai até seu pai e pede a parte na herança. Vai embora gasta tudo com seus colegas e as meretrizes. Distante em uma terra austera, sem dinheiro, começa a sofrer os castigos da sua inconseqüência. Tem fome, e não lhe é permitido comer nem a comida dos porcos que ele cuidava. Aqui percebemos as agruras da desobediência. Quanta humilhação! Esse jovem na realidade do tempo da parábola era um judeu. O patrão um estrangeiro pelo jeito. Os judeus consideram os porcos animais impuros. Eles não se alimentam de porcos e nem tampouco os criam. Agora, aquele judeu era obrigado a tratar dos porcos e ainda queria comer a mesma comida que eles.
  Esse jovem representa todos nós ou a humanidade quando abandonamos os Mandamentos, a Igreja. Quando fechamos nossos ouvidos à Palavra de Deus e aos ensinamentos da Igreja. Nos tornamos filhos rebeldes, gastamos a herança da salvação e tudo que restar depois disso é a lavagem dos porcos, isto é as conseqüências pelo nossos pecados, a sujeira e a fome espiritual. O Pai continua a nos amar e a esperar com ansioso pelo regresso. Mas a atitude deve ser nossa.
3)   A atitude do filho: Depois de sofrer as agruras da miséria e da fome e humilhação ele toma uma atitude, consciente de que muito errou: É melhor voltar. Na casa de seu pai não faltava comida, os criados eram bem tratados, então, mesmo que o pai não o quisesse mais, não o perdoasse mais como filho, mas que o contratasse como empregado. Isso já era o suficiente. Mesmo assim iria ao seu pai pedir perdão por tudo que fez. E assim o fez. Não só reconhecendo que errou, mas, pediu perdão porque pecou contra o Céu, ou contra Deus (4º. Mandamento: “Honrar pai e mãe”) e contra a própria pessoa do pai. Veja que aquele jovem sabia bem que havia também com a sua atitude ofendido a Deus.  E assim ele o fez.
Veja se não é a mesma atitude que temos diante de Deus. E aqui uma observação para aqueles que não acreditam no Sacramento da confissão. “Ah! Não dizem. Eu não preciso me confessar com o sacerdote confesso diretamente com Deus”. Pois é Jesus nesta parábola está falando diretamente do Sacramento da confissão; o filho foi ter com seu pai e pediu perdão pelo pecado que fez, num gesto de arrependimento diz esta oração: “Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado seu filho, trata-me como um dos teus empregados”.
Na Confissão acontece o mesmo. Pedimos perdão porque pecamos contra Deus e contra o próximo. Quem é o próximo que ele ofendeu? O seu próprio pai. O Pai então o recebe, o abraça, perdoa-lhe e acolhe novamente. Essa é a mesma atitude do sacerdote quando confessamos e pedimos perdão pelos nossos pecados. Primeiro fazemos um exame de consciência, como aquele jovem fez quando estava entregue às agruras longe de casa. Revemos nossas atitudes diante de Deus. Buscamos o perdão regressando à casa do Pai. Pedimos perdão e o sacerdote em nome de Jesus nos perdoa, nos dá uma nova chance de como um dia teve aquele jovem, de começar uma vida nova outra vez. Voltamos à amizade com o Pai do Céu.
4)   A atitude do Pai: O pai acolhe, perdoa e manda colocar-lhe roupa nova, sandálias no pés e faz um banquete festivo em honra do filho que voltou. Em outra passagem Jesus disse que há mais festa no céu por um só pecador que se arrepende (Lc15,7). Deus Pai quer a nossa felicidade se afastamos dele é por rebeldia nossa. A nossa família é a Comunidade dos batizados, isto é, a Igreja. Longe dela ficamos perdidos e começamos a passar fome espiritual, isso faz com que caiamos na incredulidade e no pecado, perdendo a chance de receber a herança da Salvação. Quando voltamos à Casa do Pai e buscamos seu perdão, Ele fica feliz e o Céu todo se alegra. Quão é maravilhoso nosso Pai Celeste!
Deus não nos trata como empregados, ele perdoa e nos restaura a dignidade. Na parábola, quando o Jesus disse que ele estava descalço, Jesus quis dizer não só descalço fisicamente, mas também espiritualmente. Aquele jovem perdeu a dignidade de filho de Deus. O gesto do pai de colocar roupas novas e as sandálias nos pés, significa que o Pai restaurou-lhe a condição de filho que ele perdeu. Em outras palavras representa o pecador quando volta à Igreja e busca a reconciliação com Deus. Jesus faz conosco a mesma coisa.
5)   O Banquete: O Pai manda preparar um banquete, manda matar um novilho cevado. Houve festa, muita alegria, muita dança em comemoração à volta do filho. Essa festa do pai, representa a festa no céu de todo pecador que se arrepende e se reconcilia com Deus. O banquete Jesus nos oferece a Eucaristia, quando buscamos o Sacramento da Confissão, recebemos também o direito de sentar à mesma do Banquete Eucarístico.
6)   O irmão mais velho: Seu irmão mais velho vendo aquele barulho de festa foi aproximar dos criados para perguntar que havia. Recebeu a informação de que havia uma festa em homenagem ao seu irmão mais novo que voltou. Então ele se dirige ao pai e questiona porque o pai faz uma festa para aquele que esbanjou tudo e saiu de casa. Enquanto ele que nunca tinha desobedecido o pai nunca lhe dera um novilho para ele comer com os amigos.
Meus caros, aqui está representado todos aqueles filhos de Deus que se acham os donos da verdade. Quantas crentes que apontam o dedo para o irmão que estava desviado e voltou. E ficam de fofoca entre si achando que por estarem mais tempo na comunidade  e por levarem uma vida mais “digna” se acham no direito de questionar o pecado do irmão. Se nem mesmo Deus age assim. Se ele acolhe cada um que o busca de coração sincero.
Essa atitude desse filho mais velho, é uma atitude do tentador. Quem de nós já não ouviu dentro da igreja certas pessoas que se julgam “piedosas” dizerem: “Está vendo fulano, aquele sicrano lá foi preso, cometeu isso aquilo, agora vem à Igreja e dá uma se santinho”. Essa atitude é muito comum nas Comunidades mas é obra do maligno.
7)   A resposta do pai. A resposta do pai é um “puxão de orelha” carinhoso: “Filho você sabe que tudo que eu tenho é teu. Mas era necessário se alegrar, porque este teu irmão estava morto e agora vive, estava perdido e foi encontrado!”
Ora, “este teu irmão estava morto”? Como assim ele chegou vivo na casa do Pai. Estranho o pai dizer que ele estava morto. Mas aqui Jesus se refere à condição espiritual do filho. Como disse esse filho rebelde representa todos nós pecadores. Quando nos afastamos de Deus e da Igreja, estamos  que “mortos” espiritualmente, ele estava ausente do amor do Pai. E se não tomarmos atitude como a desse jovem de buscar o perdão esta morte se tornará eterna.
Esse jovem é cada um de nós, perdido pelo pecado, estamos mortos em nossa dignidade de filhos de Deus. Não é Deus que nos exclui, somos nós mesmos que nos excluímos quando abandonamos a sua casa, a nossa família de cristãos, de filhos de Deus, quando abandonamos sua palavra. Gastamos toda nossa herança em futilidades desse mundo.
A palavra de Deus diz que sem a graça de Deus o que resta é a morte. Pois o salário do pecado é a morte. (Rm6, 23) Ou seja,  a morte eterna é o preço que pagamos quando vivemos no pecado.

Espero que essa reflexão tenha ajudado a entender melhor essa parábola. Não percamos mais tempo, saiamos do pecado e busquemos o amor de Deus. Ele é o pai que está de braços abertos à nossa espera.    

Resumindo:


Quem é o Pai representado na parábola?
O Pai é o próprio Deus Javé.

Quem é o filho pródigo?
Ele representa todos nós pecadores.

Quem se sacrificou por nós e foi imolado, e sempre prepara um banquete conosco?
É Jesus, que se tornou o "Cordeiro de Deus" imolado por nossos pecados. Na parábola fala-se de um novilho sacrificado, por quê? Porque no Antigo Testamento, sacrificavam um novilho ou um cordeiro sem defeito em expiação pelos pecados do povo. Jesus então se apresenta como o "Manso Cordeiro Imaculado" que foi sacrificado pela nossa salvação.

Qual é o significado do banquete festivo. É a Eucaristia, alimento e sustento da alma.

Qual a herança que não podemos desperdiçar?
A  herança é graça da salvação. Jesus tendo morrido na Cruz, restaurou-nos a condição de filhos de Deus. Jo1, 12.

Qual o significado da atitude do filho mais velho?
A atitude dos cristãos em censurar aqueles que se desviaram do caminho e agora voltam à reconciliação com Deus e à Igreja. Todo pecador tem o direito dado por Deus de buscar a reconciliação, não existe mais ou menos pecador somos todos pecadores de forma igual e merecedores do moar e do perdão de Deus.

Quais são os meios que Jesus nos oferece para conservarmos em nós a graça da Salvação?
Esses meios são os 07 Sacramentos. Eles são as chaves que Jesus entregou à Igreja para nos conduzir ao Céu. Os sacramentos são "Canais da graça de Deus" pela ação do Espírito Santo.

Qual é a lição?  a  lição dada por Jesus que é imprescindível e indispensável o Sacramento da Confissão assim como todos os outros. 
  
        

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O PECADO DE FÁTIMA - Irmã Lúcia, Impostora?

Sabemos o que aconteceu em Fátima, Portugal no dia 13 de maio e meses subsequentes do ano de 1917. Até aí tudo bem. Nada há de novidade e nenhum segredo deixou de ser revelado pela verdadeira Irmã Lúcia. O que chama atenção é que após 1960 data em que foi marcado e autorizado pela Virgem Maria para Lúcia revelar o último segredo  gera muitas dúvidas. O que está por detrás disso tudo leva-nos a acreditar uma conspiração feita pelo próprio Vaticano para impedir que o terceiro segredo de Fátima fosse revelado tal como é. A própria morte de Irmã Lúcia é um mistério. E nos leva a crer que sua morte se deu antes de 1960 e no seu lugar foi posta uma impostora.  

O fato é que as colocações feitas pelo Ir. Pedro Dimond, O.S.B são muito graves e leva-nos a ter a certeza que essa irmã Lúcia que a pouco faleceu não é a mesma Ir. Lúcia das aparições. É nítida a comprovação de que se tratava de uma uma usurpadora que  nada sabia sobre o terceiro segredo, e quando perguntava ou desconversava ou passava uma negativa daquilo que lhe era perguntado. Nas explicações do Ir. Pedro, não resta dúvida que aquela Lúcia que viu a Virgem de Fátima não é a mesma. A pergunta é: O que tem de grave neste último segredo que levou o Vaticano a colocar uma impostora se passar pela verdadeira Ir. Lúcia? O que o Vaticano teme em esconder dos fiéis a verdade.

 Até de 1960 a verdadeira Irmã Lúcia escreveu revelando os dois segredos e o contexto das aparições todos os relatos são verdadeiros. Depois de 1960 no que se refere ao terceiro segredo nada podemos dizer que é confiável, pois, o Vaticano decidiu lacrar este segredo a sete chaves e tudo que se refere a ele não passa de mera especulação.

Por isso mesmo o título "Pecado de Fátima" é muito propício porque não só cometeram um crime em fazer uma pessoa se passar por outra, como também o Vaticano esse tempo todo tem mentido e enganado os fiéis que de boa fé, fazendo o povo católico acreditar que essa mulher era a Irmã Lúcia verdadeira, não é. Vamos ler na íntegra o que diz o Irmão Pedro e tiremos nossas conclusões. Conclusões estas que não são minhas mas de um Irmão religioso entendido no assunto.                    


AS EVIDÊNCIAS QUE EXPÕEM A IRMÃ LÚCIA IMPOSTORA

 Escrito por Ir. Pedro Dimond, O.S.B.


Pergunta: O que dizer das afirmações da Irmã Lúcia após 1960? Os seus testemunhos citados parecem contraditórios. Alguns citam-na dizendo que João Paulo II consagrou a Rússia com sucesso; outros citam-na dizendo exactamente o contrário. Alguns citam-na como se dissesse que nunca foi pretendido que o Terceiro Segredo fosse revelado e que ninguém vai para o Inferno, enquanto outros citam-na a fazer referência à diabólica desorientação da Igreja.

Resposta: Após 1960, estamos sem dúvidas a lidar com uma massiva conspiração e uma Irmã Lúcia impostora. Iremos agora tratar das impressionantes evidências de que os inimigos da mensagem de Fátima, a partir do reinado do maçom, João XXIII, colocaram uma Irmã Lúcia impostora que desempenhou publicamente um papel como se fosse a verdadeira Irmã Lúcia. Nada vindo da suposta Irmã Lúcia após 1960 é confiável.

Antes de tudo, sabemos que houve uma conspiração envolvendo a Irmã Lúcia a partir de 1959. Em 1957, a Irmã Lúcia deu a sua famosa entrevista ao Padre Augustín Fuentes, postulador da causa de Beatificação de Jacinta e Francisco. Nesta entrevista, a Irmã Lúcia disse ao Padre Fuentes que a Santa Virgem Maria fê-la entender que vivemos nos últimos dias do mundo, e que há punições preparadas para o mundo. A Irmã Lúcia também disse para não esperar pela hierarquia para a chamada à penitência. Após esta entrevista, em 1959 a Diocese de Coimbra publicou uma nota. Esta nota declarava que o Padre Fuentes fabricou praticamente todas as afirmações atribuídas à Irmã Lúcia na entrevista que não tratavam especificamente de Jacinta e Francisco. Incluída nesta nota estava uma asserção alegadamente da Irmã Lúcia, na qual ela supostamente declara que as afirmações do Pe. Fuentes não eram verdadeiras. Segue-se uma porção da nota:

Nota da Diocese de Coimbra, 2 de Julho de 1959, sobre a entrevista do Pe. Fuentes:
“O Padre Augustín Fuentes, postulador da causa da beatificação dos videntes de Fátima... visitou a Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra e falou-lhe exclusivamente de assuntos relacionados com o processo em questão. Todavia, ao regressar ao México... este sacerdote permitiu-se fazer declarações sensacionais de carácter apocalíptico, escatológico e profético, que ele declarou ter ouvido da própria boca da Irmã Lúcia. Dada a gravidade de tais declarações, a chancelaria de Coimbra entendeu ser seu dever ordenar uma investigação rigorosa sobre a autenticidade de tais notícias... (…) a respeito de coisas que teriam sido alegadamente ditas pela Irmã Lúcia, a Diocese de Coimbra decidiu publicar estas palavras da Irmã Lúcia, dadas em resposta a perguntas feitas por quem de direito.
[Irmã Lúcia]: ‘O Padre Fuentes falou comigo na sua capacidade de Postulador das causas de beatificação dos servos de Deus, Jacinta e Francisco Marto. Falámos apenas de coisas relacionadas com este assunto; portanto, tudo o resto a que ele se refere não é nem exacto nem verdadeiro. Lamento-o, porque não compreendo que bem se possa fazer às almas que não venha de Deus, Que é a Verdade. Não sei nada, e portanto não podia dizer nada, sobre tais castigos, que são falsamente atribuídos a mim.’
A chancelaria de Coimbra está em posição de declarar que, como até ao presente a Irmã Lúcia disse tudo o que entendeu ser o seu dever dizer sobre Fátima, não disse nada mais de novo e, por conseguinte, não autorizou ninguém, pelo menos desde Fevereiro de 1955, a publicar o que quer que fosse que lhe pudesse ser atribuído sobre o tema de Fátima.” (Toda a Verdade sobre Fátima, vol. 3, pp. 550-551)

Até o apostolado do “Padre” Gruner defende que a entrevista de Fuentes é autêntica, e que esta declaração da Diocese de Coimbra, na qual a Irmã Lúcia supostamente repudia grande parte da entrevista de Fuentes, é uma mentira. Logo, estamos a lidar com uma conspiração envolvendo a Irmã Lúcia que já vem desde 1959 — a diocese a atribuir e publicar falsas declarações em nome da Irmã Lúcia para repudiar importantes avisos ao mundo. Ao mesmo tempo, foi convenientemente declarado que a Irmã Lúcia “disse tudo o que entendeu ser o seu dever dizer sobre Fátima”; por outras palavras, a Irmã Lúcia não tem mais nada a dizer sobre Fátima. O Frade Michel também nota que após a entrevista do Pe. Fuentes, tornou-se cada vez mais difícil ter acesso à Irmã Lúcia; ela tornou-se “invisível.”

Frère Michel de laSainteTrinité, Toda a Verdade sobre Fátima, vol. 3, pp. 748-749: “A partir desse momento [após a entrevista do Padre Fuentes e a nota diocesana repudiando-a], ela passou a estar submetida a um silêncio muito mais rigoroso sobre qualquer coisa acerca de Fátima, e especialmente sobre os grandes temas do Segredo... Como vimos, nessa nota de 2 de Julho de 1959, a chancelaria de Coimbra declarou autoritariamente que ‘a Irmã Lúcia não tem mais nada a dizer sobre Fátima’! Também se tornou incrivelmente difícil vê-la e, durante anos, nenhum dos seus escritos foram publicados. O seu testemunho estava a tornar-se enfadonho. Em 1962, Maria de Freitas observou que ‘cada vez mais, visitas à Irmã Lúcia são proibidas; cada vez mais ela torna-se invisível.’”

Bem, nós cremos que as seguintes fotografias (para além de outras evidências) revelam o porquê de, após a entrevista do Padre Fuentes, a Irmã Lúcia ter sido submetida a um silêncio rigoroso, o porquê de ela ter se tornado “invisível.” O motivo é que a partir desse ponto não era definitivamente a Irmã Lúcia, mas uma impostora a fazer-se de Irmã Lúcia. Seguem-se fotos da verdadeira Irmã Lúcia de 1945 quando ela tinha 38 anos de idade:

A verdadeira Irmã Lúcia em 1945 com 38 anos de idade



Agora segue-se a foto da “Irmã Lúcia” em 1967, com 60 anos de idade!


Irmã Lúcia impostora em 1967, com 60 anos de idade!
“Irmã Lúcia” em 1967, com 60 anos de idade

Você pode julgar por si mesmo, mas a mulher nesta foto não é a mesma da foto anterior. Primeiro, esta fotografia é de 1967. Logo, esta é supostamente a “Irmã Lúcia” vinte e dois anos mais tarde, com 60 anos! Mas esta mulher parece ser tão nova quanto, ou até mais nova que a Irmã Lúcia quando tinha 38 anos!

Em segundo lugar, a verdadeira Irmã Lúcia (a primeira imagem) tem uma estrutura nasal diferente desta “Irmã Lúcia.” O nariz desta “Irmã Lúcia” é muito mais largo; é outra mulher. Claro que, enquanto uma pessoa pode (e frequentemente acontece) envelhecer notavelmente entre a meia idade e o seu fim, a nossa aparência mantém-se essencialmente a mesma — o que não acontece neste caso.

Em terceiro lugar, uma leitora do nosso trabalho chamada Bárbara Costello observou que a Irmã Lúcia tem uma cova característica no seu queixo e nas suas bochechas. Vemo-lo na seguinte fotografia da Irmã Lúcia em 1945, novamente com 38 anos de idade (tal como na primeira foto acima, a imagem à direita de 1945):

A verdadeira Irmã Lúcia. Note a cova característica nas bochechas e no centro do seu queixo.
Note a cova característica nas bochechas e no centro do seu queixo.


No entanto, esta “Irmã Lúcia” abaixo não tem as covas características nas bochechas e no centro do queixo.



Esta “Irmã Lúcia” tem um queixo que caracteriza-se predominantemente por ser sobressaído, projetado para frente, que a verdadeira Irmã Lúcia não tem (para além da diferente estrutura nasal).

(À esquerda a verdadeira Ir. Lúcia; à direita a Irmã Lúcia Impostora)


Esta mulher não é a Irmã Lúcia, mas uma falsa Irmã Lúcia que foi implantada e especialmente selecionada para servir os propósitos da falsa linha de Fátima e da religião do Vaticano II incutida ao mundo após a entrevista com o Padre Fuentes. O facto de a “Irmã Lúcia” pós-Vaticano II não ser a verdadeira Lúcia não é provado apenas pelas evidências fotográficas, mas também por uma inumerável e flagrante quantidade de outras evidências.

Francis Alban, The Fatima Priest, página introdutória: “Em 11 de Outubro de 1990, Carolina, a irmã de sangue da Irmã Lúcia, disse ao Padre Gruner que ela tinha visitado a Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra por mais de 40 anos e nunca lhe tinha sido permitido falar sozinha com a sua irmã na mesma sala. Elas estavam sempre separadas por uma grelha e muitas outras irmãs do convento estavam presentes em todas as visitas.” (GoodCounselPublications, Pound Ridge, NY, 1997)

Por mais de 40 anos, até à sua irmã de sangue foi proibido ver a “Irmã Lúcia” de outro modo que não através de uma grelha e com outras freiras presentes! Isto explicaria o porquê de a sua irmã não ter descoberto a fraude — nunca lhe fora permitido ver a “Irmã Lúcia” excepto por detrás de uma grelha e completamente coberta pelo hábito, e nunca lhe era permitido falar intimamente com ela por causa da constante presença de “muitas” outras freiras! Esta estranha quarentena da “Irmã Lúcia” não foi, como o “Padre” Gruner sugeriu, porque ela diria ao mundo a verdade sobre Fátima. Foi porque os conspiradores no Vaticano não queriam que a sua falsa “Irmã Lúcia” fosse denunciada como a impostora que ela era, o que teria ocorrido se ela tivesse sido sujeita a qualquer exame ou escrutínio sério. (E isso aconteceu nos poucos casos em que o Vaticano permitiu que ela fosse entrevistada, tal como nas notórias Duas Horas com a Irmã Lúcia de Carlos Evaristo, como veremos.)

Então, nunca foi permitido à Irmã Lúcia falar com a sua família excepto por detrás de uma grelha, mas quando eles precisaram da “Irmã Lúcia” para que ela aprovasse publicamente a seita do Vaticano II, os seus antipapas e a falha destes em revelar o Terceiro Segredo, ela foi convenientemente apresentada ao mundo em Fátima em 1967, de maneira que ela pudesse ser vista em intimidade com o seu companheiro conspirador, o Antipapa Paulo VI.

A falsa Irmã Lúcia trazida detrás da grelha para ser vista pelo mundo em Fátima em 1967.
A falsa Irmã Lúcia trazida detrás da grelha para ser vista pelo mundo em Fátima em 1967 com o seu companheiro conspirador, o Antipapa Paulo VI — para aprovar a nova religião, a sua destruição da Tradição, a sua promulgação do Vaticano II, e a sua falha em publicar o Terceiro Segredo.


A falsa Irmã Lúcia a confraternizar com João Paulo II.
A mesma coisa aqui: a falsa Irmã Lúcia posta perante o mundo
para ser vista a confraternizar em intimidade com João Paulo II.

Outra questão que vem à mente após ver estas fotografias é: quando foi que a Irmã Lúcia ajeitou a dentição? Segue-se uma foto da verdadeira Irmã Lúcia; os seus dentes frontais eram caracteristicamente irregulares.


Quando foi que a Irmã Lúcia ajeitou a dentição?
“Quando começou a surgir a segunda dentição de Lúcia... Os dentes grandes, salientes e irregulares levantavam-lhe o lábio superior, enquanto o inferior era grosso e um tanto caído.” (William Thomas Walsh, Nossa Senhora de Fátima, pág. 18)

Mas nas fotografias da falsa Irmã Lúcia acima, vemos que a sua dentição era homogénea e bem arranjada, e não larga, saliente e irregular. Claro, é possível que a Irmã Lúcia tenha sido sujeita a uma significativa cirurgia dental ou que os seus dentes tenham sido substituídos para que parecessem homogéneos e bem arranjados, como os da Irmã Lúcia impostora, mas é mais provável que seja apenas outra prova do facto de que a mulher apresentada acima não é a verdadeira Irmã Lúcia.

Àqueles que têm dificuldade em aceitar isto, peço que se foquem em duas coisas: 1) Nosso Senhor disse que nos últimos dias o engano será tão profundo que até os eleitos seriam enganados se isto fosse possível (Mateus 24), e uma Irmã Lúcia impostora foi crucial para os planos do Demónio de enganar o mundo sobre Fátima; 2) todo o tradicionalista que não aceita a versão do Vaticano do Terceiro Segredo de Fátima (publicado no ano 2000) já aceita, por sua vez, que havia uma “Irmã Lúcia” impostora, mas simplesmente ainda não se apercebeu ou não é honesto ou lógico o suficiente para o admitir. É incontestável que a falsa Irmã Lúcia aprovou na íntegra a versão e interpretação anexa do Terceiro Segredo fabricado pelo Vaticano que afirma que o Segredo refere-se a João Paulo II. O conhecimento deste facto não é obtido mediante cartas que possam muito bem ter sido forjadas, mas através de inegáveis evidências em vídeo da “Irmã Lúcia” em Fátima no ano de 2000 para as “Beatificações” de Jacinta e Francisco.

Neste evento, o “Cardeal” Sodano, (sendo observado pela “Irmã Lúcia”) anunciou que o Vaticano iria revelar o Terceiro Segredo de Fátima, e que este concerne à tentativa de assassinato do antipapa João Paulo II. Todos os que estavam a ver este evento (como nós) puderam ver a reacção da “Irmã Lúcia,” tornando assim a teoria de ela ter sido escondida para que não contasse a verdade sobre o assunto (como os “gruneritas”1 afirmam) indubitavelmente insustentável. A “Irmã Lúcia” fez claros sinais que significam que ela aprovou e concordou completamente com o “Cardeal” Sodano, que o Terceiro Segredo de Fátima refere-se à tentativa de assassinato de João Paulo II! Para qualquer um que é honesto e lógico, isto é prova absoluta de que esta não pode ser a verdadeira Irmã Lúcia, mas uma impostora e uma agente da seita do Vaticano II.

Na seguinte citação, note que até um “grunerita” reconhece o problema. Ele admite o quão “quase inquietante” foi ver a “Irmã Lúcia” a aprovar a interpretação do “Cardeal” Sodano do Terceiro Segredo — sim, eu diria o mesmo! — mas falha em chegar à conclusão apropriada.

Mark Fellows, Fátima em Crepúsculo, pág. 327: “De facto, a sua exuberância [da Irmã Lúcia] em Fátima em 2000 foi quase inquietante. Certamente que a causa da sua radiância, e da sua nova graciosidade para com João Paulo, foi a beatificação dos seus dois primos. No entanto, ela manteve-se exuberante até perante a versão do Terceiro Segredo do Cardeal Sodano, a ponto de fazer largos e estranhos gestos para a plateia.”

Aqui temos: a falsa “Irmã Lúcia” aprovou completamente a versão e interpretação do Vaticano do Terceiro Segredo de Fátima. A única maneira pela qual poderíamos chegar a considerá-la como sendo a verdadeira Irmã Lúcia é aceitando completamente a versão do Terceiro Segredo do Vaticano, e a sua interpretação de que este se refere à tentativa de assassinato de João Paulo II. Porém, quase todos os tradicionalistas concordam que a versão (e interpretação) do Vaticano do Terceiro Segredo não foi autêntica, mas outra mentira — outra conspiração. A “Irmã Lúcia” impostora é da mesma laia. É por isso que os gruneritasvêem-se forçados a fazer de tudo para desculpar as inúmeras afirmações provenientes da Irmã Lúcia impostora que contradiz a posição deles.

Em 1992, sucedeu-se a infame entrevista intitulada Duas Horas com a Irmã Lúcia, conduzida pelo “Cardeal” Padiyara de Ernakulam, da Índia, “Sua Excelência” Bispo Francisco Michaelappa de Mysore, da Índia e pelo “Padre” Francisco V. Pacheco, de Fortaleza Ce., Brasil. O Sr. Carlos Evaristo, um jornalista, também estava presente na entrevista, e foi o tradutor oficial. Nesta entrevista, a “Irmã Lúcia,” entre outras coisas, disse que o Terceiro Segredo nunca foi suposto ser revelado em 1960, e que não deveria ser revelado. Isto contradiz totalmente tudo o que sabemos sobre o assunto que foi dito pela Irmã Lúcia pré-Vaticano II. Na entrevista, esta “Irmã Lúcia” também disse que a consagração da Rússia de João Paulo II foi aceite pelos Céus. Segue-se uma porção da entrevista.

“Cardeal Padyiara: ‘E esta consagração [da Rússia] foi realizada por João Paulo II no dia 25 de Março de 1984?’
‘Irmã Lúcia’: ‘Sim, sim, sim.’ (Com uma voz grave e afirmativa que, além disso, parece mostrar que ela já estava a espera da questão)...
Carlos Evaristo: ‘Então esta consagração foi aceite pela Nossa Senhora?’
‘Irmã Lúcia’: ‘Sim.’
Carlos: ‘A Nossa Senhora está contente e a aceitou?’
‘Irmã Lúcia’: ‘Sim.’...
Cardeal Padyiara: ‘Deus e a Nossa Senhora ainda querem que a Igreja revele o Terceiro Segredo?’
‘Irmã Lúcia’: ‘Não é pretendido que o Terceiro Segredo seja revelado. Foi apenas destinado ao Papa e a hierarquia imediata da Igreja.’
Carlos: ‘Mas a Nossa Senhora não disse que esse deveria ser revelado ao público no mais tardar em 1960?’
‘Irmã Lúcia’: ‘A Nossa Senhora nunca disse isso. A Nossa Senhora disse que o segredo era destinado ao Papa.’
Carlos: ‘O Papa pode revelar o Terceiro Segredo?’
‘Irmã Lúcia’: ‘O Papa pode revelá-lo se assim o pretender, mas eu aconselho-o a não o fazer. Se ele assim o quiser, eu sugiro-lhe grande prudência. Ele precisa ser prudente.’”

Os gruneritas tentaram desesperadamente desacreditar esta entrevista, uma vez que esta devasta completamente a sua posição; mas o Ir. Miguel Dimond (superior do Mosteiro da Sagrada Família) teve a chance de falar com o “Pe.” Pacheco quando ele veio uma vez visitar o Mosteiro por causa de uma conferência na década de 90. O “Pe.” Pacheco disse ao Ir. Mguel que havia algo de muito errado com a Irmã Lúcia, e que ela não era capaz de responder a questões simples sobre a sua vida. É bastante óbvio que os entrevistadores estavam a ir demasiado a fundo em questões com as quais a impostora não estava familiarizada.

Os gruneritas tentam desacreditar esta entrevista de 1992 afirmando que a “Irmã Lúcia” esteve sempre atrás da grelha, mas nesta entrevista ela supostamente estava no exterior, e até de mãos dadas com pessoas. Mas isto faz sentido: o Vaticano permitiu uma entrevista selectiva a um grupo independente — com a Irmã Lúcia no exterior e não por detrás da grelha — na qual ela iria dizer-lhes (e logo, também ao mundo) que João Paulo II consagrou a Rússia com sucesso de modo que assim ficasse registado com um grupo independente. Mas quando a suposta “Irmã Lúcia” encontrava-se com a sua irmã (que podia mais facilmente identificá-la como impostora), ela foi sempre mantida atrás da grelha e junta de muitas outras freiras.

Para além da entrevista de 1992, Duas Horas com a Irmã Lúcia, há muitas outras afirmações da falsa Lúcia nas quais ela aprova a linha da seita do Vaticano II sobre Fátima, assim provando que ela era uma impostora. Em 2001, num artigo impresso no L'Osservatore Romano, a “Irmã Lúcia” foi especificamente questionada sobre a consagração da Rússia e até o “Padre” Gruner tenta dar uma explicação. A entrevista foi noticiada por todo o mundo:

CIDADE DO VATICANO, 20 de DEZ. de 2001 (Serviço de Informação do Vaticano): “Em referência à terceira parte do segredo de Fátima, ela [“Irmã Lúcia”] afirmou que leu atentamente e meditou sobre um livreto publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé e confirmou tudo que lá estava escrito. A qualquer um que pense que alguma parte do segredo foi escondida, ela respondeu: ‘Tudo foi publicado; nada mais permanece em segredo.’ Para aqueles que falam e escrevem sobre novas revelações, ela diz: ‘Não há verdade nisso. Se eu tivesse recebido novas revelações não teria contado a pessoa alguma, mas as teria comunicado directamente ao Santo Padre.’ A Irmã Lúcia foi questionada: ‘O que responderia às persistentes afirmações do Padre Gruner que está a recolher assinaturas para que o Papa finalmente consagre a Rússia ao Coração Imaculado de Maria, que nunca foi feita? Ela respondeu: ‘A Comunidade Carmelita rejeitou todas as formas de recolha de assinaturas. Eu já disse que a consagração que a Nossa Senhora desejava foi cumprida em 1984 e foi aceita pelo Céu.’”

Claro, os gruneritas irão dizer que esta entrevista foi fabricada ou distorcida, mas então estarão a admitir que há uma conspiração! Se o Vaticano pode chegar a este ponto, é certamente concebível que eles pudessem implantar uma impostora; e, como vimos, o argumento de que todas estas afirmações da “Irmã Lúcia” a aprovar o falso Terceiro Segredo são apenas fabricações é destruído pela evidência em vídeo na qual todos puderam ver a sua aprovação da versão do Vaticano do Terceiro Segredo de Fátima em 2000.

A falsa Irmã Lúcia a beijar a mão de João Paulo II depois da 'Comunhão'.
Uma bizarra fotografia da falsa Irmã Lúcia a beijar a mão de João Paulo II depois de ter recebido a “Comunhão”

Outro ponto que vale a pena mencionar é a actividade bizarra da “Irmã Lúcia” enquanto recebia a “Comunhão” de João Paulo II na anteriormente tratada cerimónia de “Beatificação” em 2000, Fátima (a mesma na qual ela aprovou patentemente a versão do Terceiro Segredo do Vaticano). A “Irmã Lúcia” primeiro estendeu as suas mãos, como que quisesse receber a “Comunhão” na mão. Sendo muito mais astuto que isso, e sabendo que iria destruir todo o esquema, João Paulo II hesitou e estendeu a mão para dar-lhe a “Comunhão” na língua. Mas imediatamente após ter recebido “Comunhão,” a “Irmã Lúcia” segurou a mão de João Paulo II e beijou-a (como mostra a imagem acima). Isto é totalmente bizarro, pois a “Irmã Lúcia” teve muitas oportunidades de fazer a sua reverência ao Antipapa, mas aparentemente ela não podia nem esperar até depois da sua acção de graças pela “Comunhão” ou até a “Missa” ter acabado! A verdadeira Irmã Lúcia nunca teria feito isto — interrompendo desta forma a sua Comunhão e acção de graças. É claro que a Irmã Lúcia impostora foi simplesmente demasiado zelosa no desempenho de seu papel de filial devoção ao Antipapa, e precipitou-se ao segurar a sua mão imediatamente após a “Comunhão.”

Pergunta: Então o que pensais que aconteceu com a verdadeira Irmã Lúcia?

Resposta: Ela foi claramente em algum momento eliminada. Independentemente de quando isto possa ter ocorrido, não há duvida de que esta mulher que fazia o papel de “Irmã Lúcia” desde o Vaticano II não era a verdadeira. Os leitores podem dar a isto a importância que quiserem (e o que segue não é de forma alguma essencial ao factos acima, que provam que houve realmente uma Irmã Lúcia impostora), mas há alguns anos atrás nós recebemos uma carta inquietante. Esta carta foi enviada por uma mulher (uma católica tradicional convertida) cuja família estava envolvida com altos graus dos Illuminati e da Maçonaria. Além disso, nós falámos com esta mulher tanto antes como depois de ela ter enviado a carta. Havia muito mais na carta e nas conversas por telefone que acrescentam contexto e credibilidade à sua afirmação, mas só podemos fornecer abaixo uma porção da carta. Mesmo sendo difícil de acreditar, é verdade que nós realmente recebemos a seguinte carta e falamos por longos períodos com esta mulher (ela pediu que omitíssemos o nome dela por razões óbvias):

“Caros irmãos do Mosteiro da Sagrada Família... Como vos contei ao telefone, eu tenho alguns parentes muito obscuros... [um maçom mundialmente conhecido] é o irmão de [x- nome removido para preservar o anonimato da autora] que era casado com a minha tia-avó. Todos os meus parentes do lado da minha mãe eram maçons Illuminati de grau 33. Os meus avós estiveram na Estrela do Oriente2… Eu sei que devo, neste momento, parecer uma esquisita aos gritos. Não sou... Quando eu tinha cinco anos, a minha mãe organizou um encontro. Houve várias coisas que aconteceram que são demasiado horríveis para se pôr no papel sobre estes encontros. Em poucas palavras, eles basicamente fazem sacrifícios a Satanás. Eu tive um novo irmão bebé chamado [x]... A Minha mãe não sabia antecipadamente [que x] faria parte das ‘cerimónias.’ Eles iam pô-lo dentro do que parecia ser uma larga panela de lata [e torturá-lo] de forma a saber o futuro... [felizmente, isto não aconteceu por causa dos eventos intervenientes]... [Mas] Uma das coisas que foram ditas nesse terrível dia foi que eles tinham acabado de matar a Irmã Lúcia (eu pensava que eles estavam a falar de uma irmã que eu não sabia ter que eles mataram). Quando eu perguntei, eles disseram ‘Não, estúpida... ela é uma freira.’ O significado disto só se tornou claro anos depois. Estávamos em 1958, fins de Outubro quando isto aconteceu. (Eu lembro-me disto porque o meu irmão tinha acabado de nascer.) Eu sei que pareço uma mulher maluca mas é a verdade...”

Nós falámos com esta mulher durante muito tempo; ela é uma católica tradicional convertida, e nós cremos que está a contar a verdade. Mas independentemente de se aceitar ou não este testemunho como verídico, o facto é que houve uma Irmã Lúcia impostora. Não há dúvidas acerca disto; as evidências são inegáveis. O Vaticano manteve-a convenientemente viva até os 97 anos de idade, até revelarem o falso Terceiro Segredo e ela ter terminado o seu papel; então, alguns anos depois ela “morreu” e a sua cela foi selada por ordens do “Cardeal” Ratzinger.

Há tantas almas que desprezam as evidências contra a apostasia do Vaticano II e contra a Nova Missa simplesmente porque a “Irmã Lúcia” aceitou-as. Nós sempre as informámos que não podem rejeitar os factos da fé baseando-se naquilo que pensam que uma outra pessoa crê.

Gálatas 1:8-9 — “Mas ainda quando nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um evangelho diferente do que nós vos temos anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se algum vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema.”

Mas infelizmente, faltando-lhes a verdadeira fé, escolheram seguir homens ao invés de Deus, e estavam na realidade a seguir uma completa impostora.

A FALSA MENSAGEM DO “PADRE” NICHOLAS GRUNER

'Padre' Nicholas Gruner

Antes de examinar esta questão em detalhe, como quase todos, nós também sustentávamos a posição popular sobre a consagração da Rússia: de que a conversão da Rússia significa necessariamente que a nação Russa será convertida à fé católica, resultando no fantástico reino de paz universal e na renovação católica. Assim pensávamos porque era o que todas as pessoas que escreviam sobre Fátima diziam, e não havia realmente razão alguma para questioná-lo. No entanto, como dito neste artigo, após termos estudado esta posição à procura do seu fundamento, chegámos à conclusão que esta não tem qualquer fundamento, e que não há provas para esta nas palavras de Nossa Senhora; pelo contrário, uma posição bastante diferente e muito mais plausível tem as suas evidências fundadas nas palavras de Nossa Senhora.

Há muitas pessoas que mantiveram, e mantêm, de boa fé a posição errónea sobre a consagração e conversão da Rússia. (E, estritamente falando, uma pessoa é livre para adoptar qualquer opinião que se sinta mais inclinada neste assunto, uma vez que não é uma questão de doutrina católica — apesar de as evidências apresentadas neste artigo demonstrarem que a posição de Nicholas Gruner sobre esta questão é falsa.) Aqueles que sustiveram esta posição de má fé seriam aqueles que rejeitaram os factos do ensinamento católico sobre a actual apostasia, e mantiveram-se na seita do Vaticano II ou na Nova Missa, simplesmente porque criam que um dos “Papas” do Vaticano II teria de consagrar a Rússia.

Dito isto, creio que o empreendimento de Fátima do “Padre” Nicholas Gruner tornou-se colossal pela assistência do Demónio. O seu empreendimento tem sido altamente importante para o Demónio em distrair as almas das verdadeiras questões da fé, desviando-lhes a atenção para a tentativa de fazer com que um antipapa consagre a Rússia. Mesmo se a Rússia ainda não tivesse sido consagrada, é um facto que os antipapas do Vaticano II não são católicos e, portanto, não têm de qualquer forma autoridade para realizar a consagração. Logo, o apostolado massivo do “Padre” Gruner que tenta conseguir que os antipapas do Vaticano II consagrem a Rússia é um desperdício duplo: 1) ele está a tentar que antipapas não-católicos e manifestamente heréticos realizem a consagração, quando não o podem fazer; e 2) toda a sua posição sobre a consagração da Rússia é errónea. Pense em todo o tempo, recursos e esforços perdidos! Pense — o mais importante — nas almas que têm sido enganadas e distraídas, e aceitaram obstinadamente os antipapas do Vaticano II porque (por sua própria falta de amor pela verdade) rejeitaram os factos do Magistério, e que mantiveram-se sob os antipapas do Vaticano II porque criam que um deles precisa consagrar a Rússia.

Somos muito frequentemente contactados por estas pessoas, e sempre as asseguramos que não podem rejeitar os factos do ensinamento do Magistério baseando-se na sua dúvida sobre quem irá cumprir a profecia. Nós sempre dissemos-lhes que contra um facto não há argumento (hereges não podem ser papas), e que verdade não pode contradizer verdade, e que, portanto, há uma boa resposta para as suas perguntas sobre a consagração, mesmo que não a tivesse naquela altura. Mas infelizmente, estas pessoas rejeitaram todos os factos do ensinamento do Magistério, aceitaram os apóstatas do Vaticano II por causa da sua falsa ideia de que um deles tem de consagrar a Rússia. Agora estas pessoas podem ver não somente que a posição sedevacantista não contradiz a mensagem de Fátima de forma alguma, mas que a sua posição é na verdade um engano que as têm mantido aprisionadas nas trevas sobre a actual situação. O “Padre” Gruner tornou-se o quarto maior empregador em Fort Erie, Ontário, por causa do seu apostolado!

O facto de o apostolado do “Padre” Gruner ser feito sob a assistência de Satanás é corroborado pela sua demoníaca mistura de verdade com erro — de catolicismo com apostasia. E isso vemo-lo bastante claro na seguinte citação sobre a apostasia na Igreja.

“Padre” Gruner, “Que Deus tenha piedade de todos nós,” A Cruzada de Fátima (The Fatima Crusader), ed. nº71: “‘No Terceiro Segredo está predito, entre outras coisas, que a grande Apostasia na Igreja começará pelo cimo.’ Estas são as palavras do Cardeal Ciappi (o Teólogo Pontifício pessoal do Papa João Paulo II). O resultado da ‘grande Apostasia’ que começará ‘pelo cimo’ é a corrupção do clero e dos leigos em questões de doutrina, de moral e da liturgia. (...) Deus está muito irado com o Seu povo, porque não só nos envia maus padres, como também, aparentemente, nos envia também maus Bispos e maus Cardeais. Em 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II disse-nos em Fátima que: ‘A Mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a Humanidade para não fazer o jogo do ‘dragão’ cuja ‘cauda arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra.’ (Apoc. 12:4) Esclareçamos esta declaração. O Papa João Paulo II disse o seguinte: Não sigais a terça parte dos Cardeais, a terça parte dos Bispos católicos, e a terça parte dos padres católicos que foram arrastados pelo demónio para fora da sua posição exaltada de conduzir os fiéis para o Céu. Por outras palavras, o Santo Padre diz-nos o aviso que a Mensagem de Fátima nos faz para os dias de hoje. Ou seja, que a terça parte do clero (que são as estrelas do Céu) foi arrastada pelo demónio e os seus sequazes — os maçons, os comunistas, a organizações de homossexuais — e estão agora a trabalhar para o próprio demónio; não para Deus, não para a Igreja de Cristo, mas para o demónio.” (fatima.org)

Isto realmente resume os métodos e apostolado malignos do “Padre” Gruner. Aqui vemos Gruner a discutir a verdade de como é predito que a apostasia na Igreja começará “pelo cimo.” E a quem isto estaria a referir-se? Obviamente isto aplicar-se-ia primariamente a João Paulo II, o homem que reclamava ser o papa (reclamava ser o cimo da Igreja) e que guiou toda a apostasia pelos seus encontros idólatras de oração em Assis, o seu falso ecumenismo massivo em todo o mundo, etc. Porém, enquanto conta esta verdade às pessoas (de que a apostasia irá começar pelo cimo, ou por aquilo que parece ser o cimo da Igreja), será que ele depois alerta as pessoas acerca do homem em relação ao qual devem ficar mais apreensivas? Não; ao invés disso, ele faz exactamente o contrário: ele depois encaminha-asdirectamente a João Paulo II — aquele cujos actos no contexto da apostasia deveriam ser expostos às pessoas — citando-o como se ele fosse o seu aliado contra a apostasia dos bispos e dos padres! Isto é totalmente perverso, e ainda mais, em certos sentidos, que outras formas de perversão mais explícitas, uma vez que mistura verdade com erro (apostasia com catolicismo) e é mais efectiva em trazer os conservadores de volta às fontes da apostasia, os antipapas do Vaticano II. É por isso que ele tem sido capaz de iludir e distrair tantas pessoas com a falsa mensagem sobre Fátima.

Para além da sua mortífera mistura de verdade com erro, uma das maneiras pelas quais o apostolado do “Padre” Gruner tem se tornado tão influente é através da propaganda. Seguem-se algumas das coisas que podemos encontrar na página da Internet do seu apostolado (fatima.org): esta chama a sua revista de “revista de Nossa Senhora.” Esta afirma: “Clique aqui para ler mais sobre a revista de Nossa Senhora...”! Eia, quem ousaria discordar ou não apoiar “a revista de Nossa Senhora” — a revista da própria Nossa Senhora!

Ele chama o seu Serviço de Livros de “Serviço de Livros de Nossa Senhora”! Carambas, queríamos nós ter o privilégio de ser o “Serviço de Livros de Nossa Senhora.” Ele chama o seu programa de rádio de “O Programa de Rádio de Nossa Senhora”! E — sim, você adivinhou — ele chama o seu Apostolado não apenas de Apostolado de Fátima, mas de “Apostolado de Nossa Senhora”! A sua página na Internet afirma: “Pouco depois da formação do Apostolado de Nossa Senhora, o Padre Gruner começou a publicar a revista A Cruzada de Fátima. Em 1980, o Papa João Paulo II encorajou directamente o Padre Gruner no seu trabalho sobre Fátima e o periódico cresceu...”

Uau, ele deve ser um “padre” e tanto para administrar o “Apostolado de Nossa Senhora” — o Apostolado da própria Virgem Maria — assim como o Programa de Rádio dela, a revista dela e o Serviço de Livros dela. Haverá alguém que não consiga ver o quão presunçoso — e argumentavelmente blasfemo — isto é? Ah, esqueça... está tudo bem... eu quase esqueci... Gruner é, segundo o seu Apostolado (isto é, o Apostolado de “Nossa Senhora”), “o Padre de Fátima”!

Na verdade, isto é simplesmente propaganda de um falso profeta, e é por isso que o “Padre” Gruner tem tido tanta influência no que as pessoas pensam sobre Fátima e a situação presente. A definição de “propaganda” é “... esquema organizado, para a propagação de uma doutrina ou prática.” Rotular como sendo “de Nossa Senhora” quase todos os aspectos do seu apostolado é um esquema organizado por parte do seu apostolado para se auto-elevar como se fosse a própria voz de Nossa Senhora.

Para além de ser perversamente presunçosa, esta propaganda faz lavagem cerebral às pessoas tal como a propaganda feita pelos grandes meios de comunicação. Quando estas pessoas ouvem isto vezes sem conta — isto é o “Apostolado de Nossa Senhora” e a “revista de Nossa Senhora” e o “Serviço de Livros de Nossa Senhora” — uma lavragem cerebral está a ser feita de forma que estas sigam tudo que ele diz sobre Fátima, o apoiem vigorosamente (pois, quem não quereria apoiar a Nossa Senhora?) ou considerem Gruner como o representante pessoal de Nossa Senhora. Pelo facto de as pessoas serem tão ingénuas, isto tem sido uma das mais importantes causas de quão grande o seu apostolado se tornou. É por isso que o seu apostolado continua a utilizar este tipo de propaganda tão frequentemente. É por isso que muitos sofreram uma lavagem cerebral ao ponto de não considerarem nada sobre o assunto que não esteja em conformidade com as visões do “Padre” Gruner.

A propósito, Gruner afirmou em uma de suas cartas que queria enviar o livro “Padre de Fátima” (que é a história da sua vida) para todos os “bispos” do país! Que completo desperdício. O Livro Padre de Fátima — que é repleto de imagens de várias fases da vida de Gruner, inclusive como bebé — que é basicamente sobre ele próprio e sobre o herói que supostamente é — tem sido traduzido para várias línguas de forma a espalhar “A Boa Nova” de Nicholas Gruner por todo o mundo.


Tudo isto explica o porquê de Gruner promover imagens do antipapa João Paulo II em sua revista consistentemente durante anos (de uma forma positiva) depois de estar a par da apostasia de João Paulo II. Para Gruner, o objectivo não era dizer a verdade; o objectivo era manter-se popular e ser visto como um herói por uma audiência supostamente “católica” — promovendo João Paulo II e Fátima ao mesmo tempo. Só um homem muito perverso não teria denunciado João Paulo II a partir do momento que estivesse a par da sua apostasia, e isto é exatamente o que Nicholas Gruner é.

Este ano de 2017, a Igreja celebra os 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta. Francisco e Jacinta morreram ainda jovens, e o Papa João Paulo II os beatificou. Já Ir. lúcia, caminha pelo mesmo processo pelo Papa Francisco. A pergunta é: Vamos ter uma imagem em nossos altares lembrando a pessoa que foi Ir. Lúcia, mas, a imagem de uma impostora? 
O Vaticano sabe que essa Ir. Lúcia dos últimos tempos não é a verdadeira, isto é notório e não dá para contestar mediante as provas apresentadas. Além de ser uma enorme contradição é um atentado à fé dos católicos que venerarão a imagem de uma impostora?

O culto aos santos(as) sim, este se dará a Ir. Lúcia verdadeira, mas estará em nossos altares a imagem de alguém que nem sonhando era da Ir. Lúcia verdadeira.
      

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL - Celebrando o Natal com espírito e consciência cristã!

No dia 25 de dezembro, todos os anos nós católicos romanos comemoramos o Natal e no dia 7 de janeiro os católicos ortodoxos comemoram o Natal. Mas quase sempre passa-nos despercebido o verdadeiro sentido do Natal.

Bem a ideia de celebrar o natal surgiu depois de muitos anos na Igreja. Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, no entanto a Igreja Católica Apostólica Romana propôs que a celebrássemos no dia 25 de dezembro, uma data mais comum para o povo do Ocidente.

Já era tradição na Igreja Católica Apost. Romana Católica Ortodoxa de celebrar do Natal do dia 07 de janeiro, por ocasião da Festa da Epfania ou "Manifestação do Senhor"; também  muito conhecida como "dia de Reis". Neste dia a Igreja celebra a visitação dos Magos ao Menino Jesus. OU seja, Jesus Cristo se manifestou a todos povos, representado na figura dos magos. A tradição chama-os de "reis", mas na verdade o Evangelho não diz que eram reis e sim, magos, estudiosos dos astros. Até os dias de hoje nas comunidades rurais o Natal se volta mais para a festa da Epfania. 
  
Natal vem do vocábulo latino: Natividade, significa nascimento. Ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo é Christmas, significa "Missa de Cristo". Já na língua alemã, é Weihnachten e significa  Noite Bendita


No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. 

Não era costume na época comemorar o aniversário de Jesus, e portanto, não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
A celebração do Natal -  instituída oficialmente pelo Papa Libério, em 354 d.C.

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

É muito comum as pessoas se reunirem para comemorarem o Natal, até mesmo quem nunca entendeu o que significa esta palavra, pois se trata de um momento de alegria, de estar com a família e de reunir parentes e amigos. É um momento que para muitos significa uma nova oportunidade de confraternização, uma data qualquer no final calendário.

O comércio aproveita para vender a imagem do Natal e dobrar seus lucros...- (...) - "É uma época boa, dizem os comerciantes, para lucrar e vender mais, para recuperar os prejuízos"... Assim arrumam o Papai-Noel, que sai fazendo uma falsa propaganda, e em mome do lucro, atrai seus "filhos do comércio" para a idolatria do lucro e da gastança do Natal.


SÃO NICOLAU X PAPAI NOEL



São Nicolau Taumaturgo da cidade de Mira, da província de Lícia, é um santo especialmente querido pelos ortodoxos, e em particular, pelos russos. Ele ajuda rapidamente em diversas calamidades da vida e perigos das viagens. Ele nasceu na Ásia Menor no final do séc. III. E desde a sua infância, demonstrou a sua profunda religiosidade e aproximou-se do seu tio, bispo da cidade de Patara e ainda jovem foi ordenado sacerdote.

A sua vida é cercada de lendas que só aumentaram a sua fama. Uma destas lendas conta que uma família muito pobre não tinha como custear o “dote” para casar as suas filhas. O bispo Nicolau, a noite, jogou um saco de moedas de ouro e prata para ajudar a pagar o referido “dote”. E há a estória de que teria aparecido pouco depois de morto a uma menininha que teria se perdido em uma floresta na Capadócia, e pegando em sua mão diminuta, a teria levado até a porta de sua casa, não permitindo que esta morresse de frio. Muitas tem sido as suas aparições. Mas a mais famosa foi no Natal de 1583, na Espanha, quando atendendo as orações de algumas senhoras, este santo auxiliou para que nenhum só pobre deixasse de receber o seu pão bento. Os pobres, ao serem perguntados sobre a quem lhes teria dado alimento em meio a um “tão pesado inverno”, estes teriam dito que foram socorridos por “um senhor de afeições muito serenas e mãos firmes”.


A transformação de São Nicolau em Papai Noel começou na Alemanha entre as igrejas protestantes e sua imagem passou definitivamente a ser associada com as festividades do Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 6 de Dezembro (dia de São Nicolau). Como o Natal transformou-se na mais famosa e popular das festas, a lenda cresceu. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema “A Visit from St. Nicholas”, retratando Papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia. O primeiro desenho retratando a figura de Papai Noel como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866.


Nicolau passou a vida ajudando os pobres e tornou-se bispo da cidade de Myra. Ele morreu no dia 6 de dezembro de 342 e hoje é um dos santos festejados pelo cristianismo.

Esse velho barrigudo, com um gorro vermelho e um saco de ilusões, papai Noel, provoca em muitos a fome, a miséria, a sede de gastança para satisfazer o comércio.


Alguns dizem que o personagem do Papai-Noel está inspirado em um bispo católico da Idade Média, São Nicolau ou Santa Claus. Em uma parte sim, em outra não! - Pois, São Nicolau, segundo sua história, fazia caridade quando recolhia dinheiro e repartia com as moças que não tinham dote para se casar. Ao contrário do Papai-Noel que virou personagem fictício  de exploração. Se inspirássemos na caridade de São Nicolau, com certeza, o mundo seria melhor. O que o personagem Papai Noel faz é trabalhar para que o Comércio lucre cada vez mais. Ele não está preocupado com a caridade e, se por uma vez, a faz é tudo em nome da Propaganda e do consumismo. De forma diabólica instiga a sede de consumismo das crianças, pois no comércio, só perde para o comércio infantil o comércio de alimentos,  materiais e a moda para animais domésticos como cães e gatos etc. Esse papai Noel que ao invés de fazer caridade, rouba a imaginação das crianças, rouba suas fantasias e provoca em muitos lares a tristeza, porque muitos pais não podem dar a seus filhos um presente de Natal. Para esses Papai Noel não chega nem perto.   

Nós católicos temos que acabar com isso. Uma coisa é a grande devoção a São Nicolau. Outra é ensinar às nossas crianças sobre o Papai Noel que nada mais é um ídolo do comércio e uma figura diabólica da miséria e da desgraça que o Comércio produz.

Nós católicos devemos começar a olhar para nossa Fé de forma diferente, verdadeiramente ensinar aos nossos filhos o que é o Natal e qual  seu verdadeiro sentido. 

Somos filhos de Deus ou filhos do mundo? Somos filhos de Deus, portanto Jesus é nosso irmão. Ou somos filhos de papai Noel, e portanto, filhos do comércio?

Natal é  celebrar a vida nova. É Jesus que se dá de presente para todos nós, para nossa Salvação. Ele se encarnou, se fez homem para nos Salvar. Esse gesto de agradecimento a Deus que nos enviou o Salvador é que deve ser celebrado. Os abraços, a ceia, a troca de presentes, no Natal, nada disso tem sentido se não valorizarmos, se não dermos a ele o verdadeiro sentido pelo qual nós o celebramos. Caso contrário será apenas mais um feriado no calendário, uma data comemorativa qualquer, como uma festa pagã.

Para nós, o Natal não é isso, ele deve ser momento solene de agradecer a Deus, uma "Ação de Graças" por Jesus ter nascido e se tornado um de nós para nos salvar, conforme nos diz São João no seu capítulo 1. Jesus é a Luz do mundo, o Sol que veio para iluminar as Nações. Ele é o nosso Senhor e Salvador.    
     


 QUAL É O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?

A Revista "Brasil Cristão" - N. 16, Edição 185 - de Dezembro de 2012, nos traz o seguinte artigo escrito pelo Pe. Francisco Sehmen, scj:




O que é o Natal para você? - O que significa desejar Feliz Natal? Uma volta de Jesus ao mundo, às famílias? Você desejaria paz, alegria, vida nova, ou muitos presentes, festas banquetes, Papai Noel?


No passado, Papai Noel era sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Sempre que o velhinho aparece, o Aniversariante é posto fora de cena. (Isto é Jesus o aniversariante fica de fora de sua própria festa). Perdeu-se no tempo, a figura original do Papai Noel como mensageiro do Menino Jesus. Para Igreja o "Papai-Noel" não é mais tido como símbolo natalino, ele pode ser usado como símbolo natalino dentro do comércio. São Nicilau sim, por ser um santo e exemplo de caridade cristã e pode ser venerado e considerado um símbolo do Natal. Nós não temos o costume de celebrar o dia de São Nicolau mas na Rússia ele é muito venerado e é um santo popular e querido dos russos cristãos ortodoxos. 

Papai-Noel se  transformou-se num "Velho propaganda" comercial  do consumismo.

Este  Papai Noel moderno só pensa numa coisa e só trabalha por uma causa: vender, vender e vender. E como hoje ele não tem dinheiro, só traz presentes para crianças de pais ricos.

Para as crianças pobres costuma levar só brinquedos usados. Alheio ao sofrimento dos outros, nunca é visto chorando, mas sempre sorridente. Não gosta muito de caminhar pelas favelas,( a não ser por este ou aquele ser "caridoso" que pensa que pobre só come no Natal e e na Páscoa) nem de visitar as casas onde crianças não colocam os sapatinhos ao pé da cama, lá onde andam descalças e dormem no chão. Bom seria se houvesse pessoas que durante o ano visitasse as comunidades carentes levando amor, carinho, educação, cultura e principalmente ajudando as pessoas a lutar contra as drogas. Que visse em cada criança a figura de Jesus que precisa de ajuda, que precisa de saúde, escola e lazer decente...


Onde ficou aquele velhinho de barbas brancas, faces iluminadas de carinho, sorriso e ainda mais abertos dos nossos tempos de criança, que vinha carregado de presentes para o Menino Jesus do Presépio? Onde está o Papai Noel que distribuía presentes a todos, à família da empregada que passava este dia da fraternidade conosco?


Era o Menino Jesus que repartia os presentes. Costume que ainda perdura em algumas famílias. Papai Noel traz os presentes e os entrega em nome do recém-nascido de Belém.


Revivia-se o pleno sentimento da profecia de Isaías: "Um menino nasceu entre nós" 


( Is 9, 5 ); Ele é o presente de Deus à humanidade, o motivo de nossa confraternização, manifestada na troca de presentes nesta Noite Feliz e de Paz.

Mas o Papai Noel dos tempos da internet não é mais aquele. Não sabe mais que um dia sua missão foi parecida com a de João Batista, o precursor. Ele "não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz" ( Jo 1, 27). João alertou com severa advertência, válida para hoje: "No meio de vós há alguém que não conheceis" ( Jo 1, 26).


A alegria do Natal seria mais completa se Papai Noel testemunhasse como João Batista, a respeito de Jesus: "É necessário que Ele cresça e eu diminua" ( Jo 3, 30 ).


A tradição do Papai Noel é ligada a São Nicolau ( ou Santa Claus) , bispo da Turquia entre os anos 280 e 345. Sua vida é cercada de lendas que o retratam como uma pessoa bondosa, que dava muitos presentes. Após sua morte, começou a ser cultuado por toda Europa. Os reformadores nórdicos no séc. XVI, contrários à devoção aos santos, substituíram S. Nicolau pela figura ( fictícia ) do Papai Noel. Segundo a tradição, ele parte do Pólo Norte em um trenó cheio de presentes, puxado por renas, e passa de casa em casa para entregar presentes às crianças que foram obedientes durante o ano.


Há menos de 50 anos quem trazia os presentes era o Menino Jesus. Passava de casa em casa com seu burrinho. Ao lado do presépio, cada um colocava um chapéu, e dentro dele grãos de milho. Era o alimento para o burrinho ter forças para seguir viagem. No dia seguinte, o milho desaparecia e lá estavam os presentes. Talvez não resolva brigar com o Papai Noel, mas seria muito bom lembrar que o Natal celebra o nascimento de Jesus. Paralelo aos presentes pode nascer uma onda de fraternidade, capaz de levar a solidariedade e vida mais digna às crianças que apenas sonham com o Papai Noel e nunca tiveram a ventura de sua visita.


A grande virtude deste tempo é a esperança. O Menino que nasce é o "Sol Nascente", é a "Luz das Nações". Não podemos celebrar um natal pagão, sem Deus sem o Menino Jesus - um Natal só com Pai Noel - com árvore de natal, compras, presentes caros, com sentido de festa mundana. O Natal que celebramos deve começar no dia 25 de dezembro, entrar pelo novo no até o próximo chegar. É Deus que se doa, que se revela na pessoa de seu Filho Jesus por amor aos homens. É Jesus que desce da Glória e se veste sob véus de humildade para estar com os pobres, humildes e sofredores. É Jesus que se apresenta diante da fraqueza humana o mais robusto e mais belo dos homens. É Jesus o Deus-Conosco que veio, o Emanuel, Salvador do mundo! 


Podemos celebrar o Natal com alegria Cristã, com luzes e presentes, mas com a simplicidade que a festa exige. Se o Menino não nasce no nosso ser, em nossa vida, no nosso coração não há Natal. 

Se a palavra Natal significa "nascimento", então temos que deixar o menino Jesus nascer em nosso coração. Papai Noel não precisa desaparecer. Mas precisa mudar. Reconhecemos que ele faz gestos humanitários nos hospitais, nas fábricas e escolas, mas precisa fazer mais. Faça como o velho Simeão, no Templo e ajude            -nos a levar o Menino Jesus às crianças. Que o Menino seja conhecido, amado e seguido por todos nós.  


A realidade do Evangelho nos mostra que:

O Natal é o momento de celebrar o nascimento do Verbo de Deus. Ou seja, Jesus, que nasceu, veio para nos salvar.

Então, o filho de Deus, nasceu humilde, se sujeitou aos pequeninos. Nasceu pobre, numa fria gruta e foi posto numa manjedoura (lugar em que os animais comiam), mesmo sendo Ele o Rei dos reis.

Não recebeu em primeiro lugar os nobres, porque os nobres, assim como hoje procuravam um Deus das alturas, soberbo, longe, aquém da realidade do seu povo, no entanto, eis que o Rei dos reis desce à mais profunda humildade e confunde a cabeça daqueles que viviam no poder.


Ele se contentou em receber a visita dos humildes pastores, gente sofrida pelos preconceitos, pois eram tidos como sujos e fedidos. Depois sim, recebeu os nobres sábios do Oriente que lhe trouxeram presentes: ouro, incenso e mirra. Ao mesmo tempo que foi acolhido, também foi odiado pela sede de poder de Herodes. Tudo isso aquele Menino de Belém experimentou. E depois de tudo, já em sua vida pública disse que "o Filho de Deus não tinha onde reclinar a cabeça" e de fato, morreu pregado na Cruz despido até de suas vestes.   

Ainda aqui nos recordamos de sua palavra no Evangelho: "Quando fizerdes uma ceia, não convides amigos, irmão se outros mais... (porque se fizerdes assim que recompensa tereis?)
Pelo contrário ide às ruas e praças chamai os pobres ... eis a recompensa

É esse o sentido do Natal. Deve ser uma festa de acolhida, uma festa do repartir onde possa acontecer sempre a colhida do irmão e aqui ganha um sentido ainda maior porque Jesus precisa renascer no nosso dia a dia. Será que aqueles tempos é diferente de hoje? Não a realidade é a mesma, como então podemos viver o nosso Natal. Como enxergar Jesus na pessoa do pobre marginal, drogado, do pobre, do sem teto, sem casa, sem lar e sem comida ? ... Como resgatar a dignidade desses irmãozinhos que tanto precisam de nós? 

É isso que Jesus quer e deseja de nós cristãos. E não que nos empaturremos com nossas Ceias, nossa externidade. Um Natal feito de luz de muitos presentes e ilusões mas carente do amor de Deus.   

O Natal tem seu verdadeiro sentido quando olhamos para o Papai do Céu que, ao invés de nos vender ilusões, nos dá de graça seu amor. Fez com que seu filho assumisse a nossa natureza e se igualasse a nós, exceto no pecado.

Ele nos entrega Jesus como presente. E não exige nada em troca senão amor. Amor tão grande a ponto de se entregar na Cruz e nos salvar. Como escrevia Santo Afonso de Liguori, em sua música: "Eis que lá das Estrelas", uma frase que toca:


 "Meu Divino Pequenino,

eu te vejo aqui tremer.
Ó Deus Encarnado, 
Oh quanto te custou me ter salvado." (Sto. Afonso de Liguori)



O NATAL DESCRITO POR SÃO LUCAS

Lucas foi discípulo de Paulo, detalhista nos seus escritos. Seu Evangelho relata os principais acontecimentos do nascimento de Jesus. Desde a Anunciação do Anjo à Maria, a visita de Maria à Isabel, o nascimento de João o Batista até o estado do nascimento de Jesus. (Lc1, 1-80: 2,1-21).

O nascimento de Jesus começa com um decreto político. Quando Otaviano, o Imperador de Roma, também chamado de César Augusto resolve fazer um censo para saber quantos súditos havia em seu Império. Otaviano foi muito famoso e respeitado, o nome César Augusto se deve ao título que o equiparava a um deus. Tão era a veneração que o povo tinha para com ele. O mês de agosto ou augustus recebeu este nome em sua homenagem. Foi a partir de Otaviano que os demais sucessores do Império Romano recebeu o título nobre de " divinus Augustus", todos os governantes de Roma queriam ser um "Augustus".


Então, Otaviano ou César Augusto decretou que todos fossem com suas famílias para se alistarem nas cidades de origem. E como José   era da família do rei Davi, e portanto judeu, também teve sair de Nazaré na Galileia, com sua esposa Maria, já grávida, e ir até Efrata ou Belém da Judeia para também se alistar. Nazaré ficava cerca de 120 Km de Belém. No extremo Norte da Palestina quase em divisa com a Síria. 


Mas você pode se perguntar: o que tem haver o nascimento de Jesus com um ato político de Otaviano? - Pela lógica humana nada, pela lógica de Deus, tudo! - Pois o profeta Miqueias  setecentos anos antes de Cristo já havia profetizado que o Messias deveria nascer em Belém. (Miq 5, 2) - "E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel meu povo!" - Deus age na história dos homens.

Assim sendo Deus escolhe Maria e José, ambos de Nazaré, na Galileia, para serem os pais de Jesus. José era descendente do rei Davi, da raiz de Jessé. Casado com Maria assumiu ser o pai adotivo de Jesus, e como seu pai e para que se cumprisse a profecia e a promessa divina, aquela santa Família se dirigiu para Belém... Assim diz o texto de São Lucas (Lc2, 4 - 7): 

 ... (4)Também José subiu da Galileia para Nazaré, na Judeia, a cidade de Davi, chamada Belém. (5) Para alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. (6) Estando ali, completaram-se os dias  dela. (7) E ela deu à luz a um filho primogênito, e, tendo envolvido em faixas colou-o num presépio, porque não encontraram lugar para eles em uma hospedaria.  

... Maria estava grávida, com seus nove meses, a viagem foi difícil, cansativa, tendo que pernoitarem pelo caminho. E quando chegaram à Belém, Maria já se encontrava em trabalho de parto. A cidade cheia, os hotéis cheios, não encontraram um lugar decente para Maria dar a Luz.


Tiveram que se contentar em se estabelecer em uma estrebaria, e ali, no meio dos animais, Jesus nasceu!


Segundo o Evangelho (apócrifo) de Tiago (Tiago o Gêmeo), também chamado de "Proto Evangelho de Tiago",  ele relata que o  nascimento de Jesus aconteceu de forma divina sem que Maria sofresse as dores do parto. Assim como sem relação sexual Jesus foi encarnado, também sem rompimento carnal Jesus teria nascido. Narra o texto que José, achando-se necessário, foi procurar uma parteira, mas, a mulher viu quando uma nuvem envolveu Maria e ela deu a luz de forma divina. Tanto que a mulher disse a José  o que viu acontecer. Mais detalhes desse acontecimento está no artigo desse mesmo blog, onde descrevo os evangelhos apócrifos dentre eles o "Proto Evangelho de Tiago". Daí o fato de a Igreja proclamar a Imaculada conceição de Maria e também declará-la sendo Virgem, antes, durante e após o parto.     

Parece um tanto estranho, Deus querer que seu Filho nascesse em tamanha pobreza... mas é na humildade que Deus se manifesta, como Jesus mesmo virá mais tarde a dizer: "Quem se humilha será exaltado e quem se exalta, será humilhado". Jesus se rebaixou desde o nascimento até a morte, se humilhou e com a vitória sobre o pecado e a morte foi exaltado. São Paulo nos diz que por causa disso todo joelho se dobra diante do nome de Jesus, ta terra, no céu, e nos infernos. Pois ele veio estar com os pecadores, os doentes, os marginalizados, os oprimidos, os pobres... Ele veio resgatar toda humanidade suja e condenada pelo pecado. 

Como nos diz São João: (Jo1, 3-4.9)

Tudo foi feito por ele, sem ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens, luz que resplandece nas trevas... O Verbo que vindo ao mundo ilumina todo homem... 

Jesus é o verdadeiro Sol que dissipa toda a treva do pecado. Ele é o farol que nos guia.

Continuando....

Mas, para o Filho de Deus naquele momento bastava  o carinho de sua mamãe Maria e o terno sorriso de seu pai adotivo José. Jesus não veio buscar a glória dos palácios, mas se sujeitou à humildade. Ele não veio para ser servido mas para servir.


No entanto, Jesus foi acolhido pelos pastores, pelos anjos e pelos magos. Ali, no frio da gruta, em tamanha pobreza podia contar com o amor de seus pais. João o evangelista descreve que Ele veio para os seus e os seus não o receberam.

Jesus foi perseguido e logo, seus pais tiveram que sair de Belém e ir para terras distantes, até o Egito. Assim narra Mateus completando o clico dos acontecimentos.
Hoje talvez ao celebrar o Natal, será que Jesus também encontrará lugar para nascer nos nossos corações? 

Será que não estamos dando valor demais às coisas do mundo: às festas, às ceias, a nossa sede de gastar, e estamos esquecendo de deixar Jesus nascer em nossos corações?


Será que nossas famílias vivem com amor e simplicidade e celebram com amor esse dia?...  é a pergunta que fica...


O Natal não pode ser apenas uma data comemorativa, uma lembrança, mas deve ser o momento de pararmos para pensar:


Como posso fazer para que Jesus nasça em meu coração? Será que meu coração recebe, acolhe de verdade Jesus? - Será que como Jesus também sabemos acolher em primeiro lugar Jesus na pessoa dos pobres, dos doentes, dos desamparados? 


Em nossas casas ao cear e celebrar o natal, lembramos de  convidar também aqueles que por algum motivo não podem celebrar o natal, ou porque não tem condições ou porque estão na solidão sem o carinho das pessoas? ... Sabemos acolher bem os de casa e os de fora?


 - No natal recebemos muitos presentes, mas você já se lembrou de dar um presente para Jesus, afinal a festa é d'Ele e Ele é o aniversariante!  - Tenho certeza de que o presente que Jesus queria ganhar de cada um de nós é um coração renovado, convertido e amoroso. Aberto aos valores evangélicos.           


 O verdadeiro sentido do Natal está presente quando celebramos esse amor de Deus por nós, e o presente maior que o Pai do Céu nos dá é seu próprio Filho. 

João Evangelista nos diz que: porque Jesus veio e se encarnou, todos os que creem no seu nome se tornam Filhos de Deus. (cf. Jo1, 12-14) 

- Ele traz a glória do Pai para junto de nós. Ele veio para tirar o pecado do mundo, (Cf. Jo1,29) - Ele é o Senhor e existia desde a eternidade - (Cf. Jo1, 1.30) - Natal também é o momento de agradecermos a Deus por nos enviar seu Filho e por Ele e Nele sermos salvos. A maior festa do Natal é o louvor e o agradecimento a Deus que tanto amou o mundo, que nos deu seu Filho unigênito para que nos salvasse na Cruz, como nos afirma São João.

Então, não podemos celebrar o Natal simplesmente como um dia comemorativo qualquer, pois assim até os ateus comemoram, mas devemos celebrar o Natal, com verdadeiro espírito de solidariedade, onde devemos entender a profundidade do valor que esta palavra significa: Deus que veio, que se encarnou e nos resgatou. Deus que por amor quis estar conosco, mesmo sendo grande experimentar nossa pequenez. Ao nascer numa gruta, ele se iguala aos pobres, aos que sofrem, aos perseguidos e marginalizados. E também o Natal é o momento de praticarmos a solidariedade.
De que adianta celebrar o Natal com mesa cheia, se fartar de comida enquanto Jesus passa fome lá fora na pessoa do pobre. 

Não é nas festas luxuosas, nem nos maiores banquetes, nem nos melhores presentes que está o verdadeiro sentido do Natal. Mas, olhemos na humilde pequenez do presépio, onde Jesus agora quer fazer morada. Ele é o nosso coração; o coração de cada um de seus filhos(as); Jesus quer que abramos nosso coração para Ele. 

O mundo hoje traz um Natal frio, calculista onde as pessoas só pensam em comprar, comprar, comprar. Falta solidariedade, amor, abraço, ternura, compreensão e o mais importante de tudo,  falta JESUS.

Quantos lares enfeitados com luzes, árvores-de-natal, decorações pelas paredes. Presentes, ceias, velas, vinhos, etc. - (...) Mas, nada disso tem valor sem Jesus, pois, Ele mesmo quer morar em seu coração,  e para isso devemos cuidar, enfeitar preparar nosso ser para sua morada. É nosso coração, a sua manjedoura, que deve estar preparado para recebê-lo. Do contrário de nada valerá todos os símbolos do Natal externo que se faz de ano em ano, pois, Jesus precisa entrar no coração de cada um. Não vamos só enfeitar nossas casas, nosso exterior, vamos primeiro enfeitar nosso coração para que Jesus renasça sempre sem dentro de nós. Tirar de nós tudo aquilo que impede que Jesus venha ao nosso ser e fixe verdadeira morada. Sejamos verdadeiros cristãos promotores da paz, do amor. 

Natal também é tempo de perdão, de misericórdia. Jesus não quer morar em nossos corações se eles estiverem sujos pelos pecados que cometemos. 
O Natal é uma festa linda, mas deve ser celebrada de dentro para fora e não de fora para dentro como muitos pensam.   

Celebrar o Natal também é viver este espírito de pobreza, e ter desapego, e acreditar na graça; acolher Jesus na pessoa do pobre e do excluído, do viciado, do marginalizado, do sem casa, do mendigo,  do trabalhador, do vagabundo, do amigos e inimigos. O Natal quer nos reunir numa só família onde Jesus seja o centro da nossa vida e  todos nós somos irmãos.

As vezes esquecemos que pela graça da salvação dada por Jesus, todos tornamos-nos filhos de Deus e portanto, não há distinção de raça, cor, condição social, todos, ricos e pobres, santos e pecadores, todos somos filhos de um mesmo Pai, Deus e Jesus é nosso irmão.  

Só assim viveremos  o verdadeiro sentido do Natal. Deus-Conosco, Jesus permanecerá em nosso meio. 


COMO SURGIU A CELEBRAÇÃO DO NATAL?

Assim explica D. Murilo Krieger, scj - Arcebispo de Salvador-BA e Primaz do Brasil:

[Se procurássemos no Evangelho alguma indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraríamos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao apresentar Jesus para quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo nos dez discursos querigmáticos (querigma=primeiro anúncio-apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: "A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas". (At, 2, 32)


Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida esta solenidade no calendário da Igreja.  Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania - isto é a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Com essa festa ficava claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como dia do Natal?


O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do "sol invicto", o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente.

Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis, uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro. Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Em vez de simplesmente combater essa festa pagã, os cristãos passaram a apresentar Jesus Cristo, nascido em Belém, como o verdadeiro sol, já que nos veio trazer a verdade e a justiça. Também ele passou pela morte, mas dela ressurgiu, mostrando que era invencível. Seu nascimento-isto é, seu natal-, já que não sabiam em que dia havia ocorrido, passou a ser celebrado no dia do sol invicto.


A Tradição - louvável tradição! - dos presépios é posterior: Na noite de Natal do ano de 1223, em Greccio - Itália, S. Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Ele maravilhava-se que Jesus, o Filho de Deus, havia-se encarnado para que pudéssemos conhecer o rosto de Deus. Com Jesus passamos a ter em nosso meio um Deus que "trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com o coração humano.  Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós em tudo exceto no pecado (Conc. Vat. II, GS, 22).


Como não representar, então, seu nascimento, ocorrido numa gruta de Belém?

Ao longo  dos tempos e dos lugares, cada povo foi deixando suas próprias marcas nos presépios. Como é importante em cada lar tenha seu presépio, feito inclusive com a colaboração das crianças!
Eles servem para nos lembrar do anúncio que os Anjos fizeram em Belém: "Eu vos anuncio uma grande alegria... nasceu para vós o Salvador!" - Lc 2, 10.

O nascimento de Jesus é o fato central da história da humanidade; tanto assim que contamos os anos a partir desse acontecimento. Na proximidade do Natal, caminhemos ao encontro do Menino que nos é dado, para contemplá-lo e lhe dizer:



"Vimos te adorar, Menino Jesus. Estamos maravilhados diante da grandeza e da simplicidade do teu Amor! Tu agora estás conosco para sempre!
Tu pobre, frágil, pequeno... para nós, para mim! Em ti resplende a divindade e a paz. Tu nos oferece a vida da graça. Teu sorriso volta -se para os simples. Por isso, depositamos a teus pés nossas orações, nossa vida e tudo que somos e temos. 
Olha com especial carinho, contudo, para aqueles que não te conhecem, não te adoram e não te amam. Amém!" ]   

Fonte: Revista Brasil Cristão, ASJ - Ano 16-N. 185/ Dez. de 12    

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Embora a Ressurreição de Jesus seja a festa mais importante da Igreja, o Natal fica como em segundo lugar, pois, nos permite celebrar a Encarnação do Verbo, seu Nascimento cumpre as Escrituras.

Toda Escritura se cumpre em Jesus Cristo, desde a promessa do Pai no início, até as profecias, a paixão e morte de Jesus na Cruz e sua Ressurreição até à Parusia. Por isso celebrar o Natal é muito importante. O verdadeiro sentido natalino ganha um aspecto ainda maior quando nos remete a relembrar o grande amor que Deus tem pela humanidade. Com o nascimento de Jesus, a humanidade inteira é colocada aos pés de Jesus na obra da redenção nos fazendo merecedores da graça que a Nova Aliança, trazida por Ele nos dá. Somos em Jesus, chamados a ser filhos de Deus. Somos introduzidos de novo na vida celeste e é Jesus que sobe ao Pai na ascensão para nos dar o Espírito Santo que nos faz novas criaturas. Então o Natal não pode ser para nós cristãos apenas uma data festiva qualquer, mas um momento de agradecer a Deus por Jesus ter se encarnado, nos salvado e nos devolvido a graça do Céu.



O profeta Isaías assim disse: "... eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho que se chamará Emanuel" ( Cf. Is 7, 14) ... que significa Deus-Conosco. 500 anos antes de Cristo, os profetas já anunciavam a chegada de Jesus. No princípio achava-se que seria o filho do Rei Acaz, que era descendente de Davi. Mas como reinos daquela época em situações de decadência e por diversas situações, não poderia ser ele o Messias. A palavra foi se moldando até se encaixar em um descendente de Davi, Jesus de Nazaré. E foi Mateus que descobriu em primeiro lugar que o profeta Isaías se referia a Jesus de Nazaré. E depois de tudo que ele fez, sua vida, sua obra salvífica. Depois de verem e darem testemunho do que Jesus realizara, Mateus então descreve a passagem de Isaías 7, 14 para indicar que a virgem de quem falava o profeta era Maria e o Deus-Conosco era Jesus Cristo.    

Assim, vamos conhecer um pouco o que significa o nome de Jesus:


SIGNIFICADO DO NOME DE JESUS

JESUS OU YESHUA - na tradução hebraica, significa: salvador- aquele que salva.O nome "Yeshua" deriva-se de uma raiz hebraica formada por quatro letras – ישוע (Yod, Shin, Vav e Ayin) - que significa “salvar”, sendo muito parecido com a palavra hebraica para “salvação” 


CRISTO - na tradução grega, significa: consagrado, ungido. Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido".1 O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias.1

A palavra geralmente é interpretada como o sobrenome de Jesus por causa das várias menções a "Jesus Cristo" na Bíblia. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em ordem direta "Jesus Cristo" como em ordem inversa "Cristo Jesus", significando neste último O Ungido, Jesus. Os seguidores de Jesus são chamados de cristãos porque acreditam que Jesus é o Cristo, ou Messias, sobre quem falam as profecias da Tanakh (que os cristãos conhecem como Antigo Testamento). A maioria dos judeus rejeita essa reivindicação e ainda espera a vinda do Cristo (ver Messianismo judaico). A maioria dos cristãos espera pela Segunda vinda de Cristo quando acreditam que Ele cumprirá o resto das profecias messiânicas.

A expressão "Jesus Cristo" surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, Homem Judeu que, segundo os evangelhos, nasceu em Belém da Judeia e passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galileia, sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré ou Nazareno. O título Cristo, portanto, confere uma perspectiva religiosa à figura histórica de Jesus.

A área da teologia cujo foco é a identidade, vida, e ensinamentos de Jesus é conhecida como Cristologia.

Khristós no grego clássico poderá significar coberto em óleo, sendo assim uma translação literal de Messias.

EMANUEL - na tradução hebraica significa: Deus-Conosco ou Deus está conosco. (em hebraico: עמנואל , Deus conosco; em latim: Emanuel ) é um nome profético citado em Mateus 1:23 ("E ele será chamado Emanuel, que quer dizer, Deus conosco") para se referir a Jesus, por este ter cumprido dezenas de profecias que anunciavam a vinda do Messias, segundo traduções cristãs da Bíblia Hebraica, por estes chamadas de Antigo Testamento. Dentre as traduções, há uma muito conhecida do profeta Isaías, que diz: «Portanto o mesmo YHWH vos dará um sinal: Eis que a moça conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel» (Isaías 7:14).

Esses dois nomes dados a Jesus não foram inventados por mentes humanas. Salvador e Cristo, Jesus é assim chamado pelos Anjos no momento de seu nascimento, (Cf, Lc 2, 11) - e Emanuel ou Deus-Conosco, é o nome dado à Jesus por inspiração divina pelo profeta Isaías séculos atrás quando já anuncia vinda de Jesus.

Jesus também é chamado nas Escrituras de o Messias, ou seja o libertador ou escolhido de Deus, aquele que seria o libertador de Israel. 



NATAL, UMA FESTA RURAL  - OS TERNOS DE REIS - FOLCLORE BRASILEIRO


CELEBRANDO O NATAL NAS COMUNIDADES RURAIS
UM GESTO SIMPLES DO POVO RURAL EM EXPRESSAR A ALEGRIA DO NATAL 


O Natal é uma festa tipicamente rural porque Jesus nasceu em uma estrebaria, onde as pessoas abrigavam os animais nos arredores de Belém. Ele gozou da companhia dos animais, do rebanho de ovelhas, do calor das palhas que cobriam a manjedoura. Ele presenciou a alegria da visita dos pastores que naquela noite viram no campo descer dos céus um coro de anjos louvando a Deus, dando glórias pelo Salvador que "das estrelas" desceu sobre a humanidade naquela gruta fria. Como Deus transformou coisas simples e ao mesmo tempo belas, rústicas e ao mesmo tempo confortáveis aquela situação... 
Naquela cena rude, pobre e ao mesmo tempo rica de tanto amor, surgiu as figuras notáveis dos sábios do Oriente, conhecidos como os 03 Reis Magos simbolizando as Nações que haveriam de se render ao fato de que Deus cumpriu sua promessa e enviou um Salvador, mas, não agiu nas riquezas nem nas falsas glórias dos palácios.

Deus se volta à humanidade, ao seu povo, aos simples e humildes, aos explorados.

Deus-Conosco, o Emanuel, veio para os sofridos e marginalizados e sobrepõe a nobreza de qualquer reino terrestre. Somente um Deus,  apaixonado pela sua obra pode fazê-lo assim porque nos ama ... e ainda hoje os homens senão confusos, não conseguem absorver ao seu amor de Pai.  

Pensando nisto depois de muito séculos, surgiu as chamadas "folias de reis" ou "ternos de reis". A data do surgimento é imprecisa, mas se sabe que elas tenham surgido na Europa, mais precisamente em Portugal onde os padres precisavam catequizar as pessoas analfabetas. Mas ao mesmo tempo fazer disso uma comemoração do Natal. E assim criaram grupos de homens que iam de casa em casa visitando as famílias entre dia 01 de janeiro ao dia 06 de janeiro cujo dia se celebrava a Festa da Epifania (ou manifestação) do Senhor. 
A Festa da Epifania, também chamada Festa de Reis é muito antiga e bem anterior a celebração do Natal, pois a Igreja Católica celebrava a manifestação do nascimento de Cristo, o verdadeiro Sol que ilumina as nações no lugar da festa romana do deus sol. 

Os ternos de reis iam visitar as famílias e os presépios cantando versos que falavam do nascimento de Jesus e da visita dos reis magos. Era comum que esses grupos recebessem prendas e no dia 06 faziam uma festa chamada "FESTA DE REIS" 

Com a colonização do Brasil os portugueses trouxeram esta tradição que  faz parte do nosso folclore, mas não deixa de ser uma bela representação artística cultural e religiosa.
De início a Igreja no Brasil via com maus olhos  os ternos de reis assim, como os ternos de congada dos negros, por isso ficavam escondidas no meio rural, mas depois de algum tempo com o êxodo rural, essa tradição foi trazida para as cidades e depois de conhecerem o fundamento passaram a aceitar e em muitas paróquias esses grupos se apresentam para o povo em ocasiões próprias principalmente no dia que celebra a Epifania (06 de janeiro).
Ao contrário de muitos grupos folclóricos como o "bumba-meu- boi" que faz parte dos muitos mitos e lendas africanas e indígenas, os Ternos de Reis possuem fundamentos bíblicos pois celebra a comemoração que os Magos do Oriente tiveram ao encontrar o rei Jesus, em adorá-lo e oferecer seus presentes. Podendo voltar pra casa com a certeza da missão cumprida e que encontraram o Salvador da humanidade.

Eis alguns símbolos e objetos usados nos ternos de reis:   

 A BANDEIRA segue à frente com o ícone dos Reis Magos - O TERNO DE REIS representa os 03 Reis, os magos do Oriente que ofereceram a Jesus especiarias (OURO, INCENSO E MIRRA) dadas somente no nascimento dos reis. Os magos foram a Jesus seguindo uma estrela guia. 
A CANTORIA E OS INSTRUMENTOS - Caixa ou surdinho, pandeiro, cavaco, violão, rebeca ou violino, sanfona, viola caipira, triângulo, fitas coloridas, flautas, apito, danças, ritmos..., tudo louva o Menino Jesus pelo seu nascimento, como a alegria que os magos tiveram ao encontrar o recém-nascido em Belém. Como o próprio Salmo diz: Louvai o Senhor ao som da trombeta, louvai-o com a cítara e com a lira... com a harpa e com a flauta ... com tímpanos e com as danças ... com címbalos sonoros ... com címbalos retumbantes ... (Sl150, 1-5)
Na verdade esses povos do Oriente viajavam em comitiva, com eles iam os criados, os artistas pessoas de confiança... Para que a viagem não se tornasse cansativa esses povos usavam da alegria das danças e dos artistas para animar a viagem. Com essa ideia surgiu também os palhaços nos ternos de reis. Por isso em algumas regiões brasileiras é comum a gente denominar os ternos de reis de pelo nome de "Folia de Reis" é a mesma coisa. De região para região a gente encontra os grupos ou usando mais instrumentos de percussão com ritmos próprios ou então um conjunto de como descrito acima com melodias e harmonias próprias. OS PALHAÇOS - (em alguns ternos)  também representam a guarda do rei Herodes que queriam matar o Menino Jesus logo após a notícia do nascimento. O Evangelho conta que os  Magos sabendo das intenções do rei Herodes desviaram do caminho original e não passaram por Jerusalém na volta. Mas conta a tradição que Herodes mandou os soldados seguirem os Magos disfarçadamente mas estes não obtiveram êxito porque Deus assim proveu em defesa de Jesus.  

Esse costume que é passado de pai para filho; recebe os ensinamentos dos mais velhos também chamados de "mestres-foliões" em outras regiões "embaixador de reis",  no qual tem a função de coordenar o grupo e puxar toda a cantoria. É ele que tem a incumbência de ensinar os mais novos deixando seu legado ou "testamento de reis" para as futuras gerações. 
Os ternos de Reis são Patrimônio imaterial do nosso País e está sumindo em determinados lugares por falta de incentivo e ajuda do poder público que deveria cuidar da cultura e não o faz.


A visita dos ternos acontece a qualquer hora do dia ou da noite e o anfitrião recebe a bandeira com o ícone dos santos Reis e a comitiva todos com muita alegria e devoção. Cantos, os costumes e  danças, as músicas, almoço, cantoria e muitas alegrias louvando o nascimento de Jesus. O costume varia de região para região e são as mais variadas entre os grupos, isso faz parte da cultura do povo brasileiro, embelezando ainda mais o Natal Rural.






SÍMBOLOS NATALINOS

ÁRVORE-DE-NATAL - a árvore-de-natal é um símbolo muito importante. Ela não foi criada pela Igreja Católica, e sim, pelos protestantes.

Mas a Igreja a incorporou como símbolo natalino. Quando montamos uma árvore-de-natal nem sempre damos conta, ou percebemos o valor de seu significado. Ela representa o próprio Cristo. Pois Ele mesmo disse no exemplo da videira: "Eu sou a videira, vós sois os ramos"... Assim, na árvore de natal encontramos este simbolismo: a) O tronco é Jesus é ele quem sustenta esta árvore. b) Os galhos somos nós que dependemos de Jesus para nossa salvação e ao mesmo tempo nossa santificação. c) Os enfeites são nossas boas obras. Em nossa vida devemos sempre enfeitar nossa árvore com bons exemplos, boas atitudes e muito amor. Quanto mais enfeitar essa árvore com nossos bons exemplos mais ela será bonita. d) As bolas representa os frutos de nossas boas obras, cada bola possui uma cor na árvore de natal, assim, Jesus quer que nossa vida seja cada vez mais colorida e cheia de vida com os valores que o seu Evangelho nos ensina. e) A estrela na ponta da árvore representa o Espírito Santo, cujo é a grande estrela que ilumina e santifica nosso ser. f) Os presentes em baixo da árvore significa o grande presente de Deus por nós, Jesus que veio para nos salvar. Pode haver presente maior do que esse?  


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O PRESÉPIO - presépio, significa: lugar onde se reúne os animais. Foi em um lugar onde os animais dormiam, em uma gruta que Jesus nasceu. Quem teve a ideia de representar o nascimento de Jesus pela primeira vez foi São Francisco de Assis. E conta-se que ele teve a visão do próprio Menino Jesus deitado na manjedoura. O Presépio retrata o nascimento de Jesus de acordo com o que foi narrado no Evangelho e mostra a singularidade, mas ao mesmo tempo a especialidade do momento do Natal. Embora fosse criado para evangelizar, (já que naquele tempo muitos eram analfabetos e não conheciam a Bíblia), hoje ele é usado com a mesma importância e é um dos símbolos mais perfeitos do Natal.



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AS VELAS - significa nossa fé e nossa Esperança. Jesus é quem nos realiza e nos transforma. Pois Ele mesmo disse: "Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida!" - Nossa fé deve sempre ser cada vez mais iluminada, a chama dessa fé recebida pelo Batismo não pode apagar. Essa luz que é Jesus deve sempre nos iluminar e nos guiar.  


OS SINOS - Na noite de Natal dos sinos das Igrejas dobram com sons vibrantes e alegres, sinal de alegria, um convite alegre se juntam ao louvor dos anjos para celebrar o nascimento de Jesus. No alto dos campanários os sinos convidam para a Missa festiva em homenagem ao Deus Criador e a seu filho Jesus que nasceu por nós, para nos salvar. É alegria, é o misturar dos repiques com o cantar do glória pelo côro anunciando as maravilhas que Deus realiza em nós através de Jesus. Vinde! Adoremos o Senhor!

Padre Marcelo Rossi e D. Fernando Figueiredo escrevem:


Fonte: Jornal Super Notícias - Dez/2011. 



MARIA REPLETA DO ESPÍRITO SANTO




Amados, neste Natal celebramos a chegada de nosso Salvador Jesus Cristo e, com ele, celebramos também a presença do Espírito Santo em nossas vidas terrenas.Assim que Maria recebeu a mensagem de Deus, trazida pelo arcanjo Gabriel informando que ela seria a mãe do Filho de Deus, Maria recebe a notícia de que sua prima Isabel, que até então era estéril, esperava igualmente uma criança. 

Repleta do Espírito Divino, ela se dirige imediatamente à casa de sua prima, com alegria de servir e a piedade cumprir seu dever de parente festejando e louvando com Isabel o recebimento desta grande graça.

O dom do Espírito ignora toda e qualquer demora! Ela parte para a casa de Isabel com prontidão de caridade. Ao chegar, ela saúda Isabel e a criança que a prima trazia em seu seio da mesma forma que Maria. "Isabel fica cheia do Espírito Santo". Maria é portadora de Jesus, assim como também é aquela que comunica a existência do Espírito Santo, que ela recebeu na visitação do anjo.


Orígenes, por volta do ano de 254 d.C., escreveu que "a voz de saudação de Maria, que chega aos ouvidos de Isabel, plenificou também João com o Espírito Santo. Por isso João estremeceu e sua voz profética ecoou ao exclamar: "Tu és bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre". 

Em preparação para o Natal do Senhor, rogamos a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, que interceda por nós para que também sejamos repletos do Espírito Santo e possamos permitir que cresça em nós o amor por Jesus.


Como o grande professor do século XII, S. Anselmo, nós dizemos: "Sem o Filho de Deus nada existiria, sem o Filho de Maria nada seria redimido". Unidos a São Francisco de Assis vamos todos repetir no silêncio de nossos corações: "Meu Senhor e meu tudo!"
Por isso, neste Natal, vamos fazer com que o Ágape de Jesus esteja totalmente presente em nossos lares.
Não deixe de doar um livro Ágape ou um CD Ágape Musical a quem você ama. Lembre-se que além de marcar a dessa pessoa com um presente que é muito mais do que uma "mera lembrancinha", você estará fazendo parte da construção do nosso santuário, além de estar espalhando as maravilhas de nosso Senhor Jesus. Deus abençoe!  


D. Fernando Figueiredo
& Padre Marcelo Rossi