Há aqueles que ainda insistem em afirmar que foi Constantino o fundador da Igreja Católica. Em sua maioria aprenderam de pessoas que tentam denegrir a Igreja. Em muitos casos essas pessoas se deixam atrair por historiadores desinformados na história da Igreja. A verdadeira História está aí para desmenti-las.
A maioria das pessoas aprenderam isso nas escolas com professores formados pelo iluminismo, e a outra parte vem ensinamentos protestantes que por ódio à Santa Igreja de Cristo tentam passar essa inverdade. Quem estuda a fundo e busca fundamentos sólidos dentro da história da Igreja saberá que tudo que estudou seja nas escolas pelos livros, ou contada de forma errada pelos falsos pastores verá que tudo não passa de uma invenção com o intuito de denegrir a imagem da Igreja Católica.
Mas, para você que deseja saber a verdade dos fatos tratarei de explicar que a Igreja começou muito antes de Constantino, pois, como bem sabemos ela foi fundada por Jesus e continuada pelos Apóstolos ao longo da História.
Constantino nasceu no século III, mais precisamente em 26 de fevereiro de 272. Antes dele nascer a Igreja já existia, não tão organizada como existe hoje porque naquele tempo os cristãos foram perseguidos até Constantino anistiar o cristianismo no Ocidente. Tanto é verdade que a Helena, a mãe de Constantino já era cristã e católica quando Constantino nasceu. E a sua conversão em parte se deve à sua mãe.
A anistia aos cristãos aconteceu no Império Romano do Ocidente, mas, no Império Romano do Oriente os cristãos ainda eram perseguidos. A Igreja Católica já existia e foi o Imperador Teodósio I ou Teodósio o grande foi quem declarou a Igreja como religião oficial do Império Romano no ano de 380 como o "Édito de Tessalônica".
Outra tese protestante é que a fusão da Igreja Católica com o poder de Roma desvirtuou a Igreja fazendo-a apostatar da fé primitiva. Isso é outro engodo daqueles que negam a verdade. Porque Constantino deixou livre a liberdade de culto e ajudou em certas questões quando estas necessitavam a interferência do Imperador, mas, sua conversão não aconteceu do dia para a noite. Muitos defendem que ele se converteu no final de sua vida.
A Igreja Católica de Roma, onde está o Papa, é uma das mais antigas Igrejas Católicas. Sim porque havia várias Igrejas Católicas tanto no Ocidente, quanto no Oriente. Portanto, o nome da Igreja é Católica e Apostólica, e "romana" porque se refere ao lugar em que está situada que é Roma. Assim a Igreja Católica e Apostólica está em todo mundo formando as Igrejas particulares com suas Dioceses e Paróquias. Também existem as igrejas católicas que estão no Oriente em comunhão com a Santa Sé. No tempo de Constantino a Igreja católica estava presente tanto em Roma, como também em Bizâncio. A cidade de Bizâncio foi fundada pelos gregos em 667 a.C. Nesta cidade a Igreja católica, (chamada de Igreja católica Bizantina), já estava lá quando em 330 o imperador Constantino I reconstruiu a cidade dando a ela o nome de Constantinopla. Em 1930 ela ganha o nome de Istambul.
Perceba que: a ideia de que muitos têm de que foi Constantino que fundou a Igreja católica é falsa e quem afirma isso é mentiroso ou no mínimo carece de conhecimento de História. Em Roma a Sé do Papa, mas, em Constantinopla a presença dos Patriarcas e seus bispos formavam uma só Igreja.
Documentos antigos provam que a Igreja já existia muito antes de Constantino existir. A própria Bíblia vai mostrar que a Igreja Católica já estava em Roma muito antes de Constantino, desde o princípio. São Pedro que foi o primeiro bispo de Roma morreu mártir em 67 no tempo do imperador Nero, na Colina Vaticana onde existia um circo. Mais tarde sobre o túmulo do Apóstolo foi construída a Basílica de São Pedro.
Santo Padre
Entendendo-se novamente o termo “padre” no sentido latino de “pai”, esse título acrescenta à paternidade espiritual também o caráter de santidade inerente à vocação e missão confiada ao Papa por Cristo.
Pontífice
Vem do latim “pontifex”, derivado por sua vez de “pons”, que significa ponte. Quer dizer “construtor de pontes”. Frequentemente, vem antecedido pelo adjetivo “Sumo”, do latim “Summus”, que significa “máximo”, “supremo”.
Servo dos Servos de Deus
Adotado por São Gregório Magno em 602, esse título reflete o papel do Papa como aquele que está a serviço de todos os fiéis, que, por sua vez, também estão a serviço de Deus, a exemplo de Jesus Cristo: o próprio Cristo, sendo Deus, se fez homem para nos servir e salvar.
Vigário de Cristo
Adotado no século V por São Leão Magno, esse título recorda o papel do Papa de representar Jesus na terra como pastor das suas ovelhas. “Vicarius” tem a mesma raiz de “vice”, ou seja, substituto, sucessor, representante, aquele que exerce legitimamente as funções de outro.
Bispo de Roma
Como sucessor de São Pedro, todo Papa herda a missão de ser o bispo da Cidade Eterna.
Primaz da Itália
Historicamente, cada região da Igreja tem um cardeal primaz, isto é, um líder primário da Igreja naquela área específica.
Sua Santidade
Embora mais usado como referência ao Papa, esse título que primariamente evoca a santidade do seu posto como Vigário de Cristo é usado também para líderes de outras tradições cristãs, principalmente orientais, inclusive em comunhão com Roma (nas diversas tradições orientais também é bastante usado o título “Sua Beatitude”). A título de precisão, usa-se “Vossa Santidade” quando se fala diretamente à pessoa do Papa.
Soberano do Estado da Cidade do Vaticano
Título que reconhece o poder temporal do Papa como líder do Estado Vaticano independente.
Fonte: pt.aleteia.org
A SUCESSÃO APOSTÓLICA E O PRIMADO DE SÃO PEDRO
OS
BISPOS DESDE O INÍCIO DA IGREJA
Mas,
vejamos o que diz Eusébio de Cesareia, que foi bispo de Cesareia (270-339 d.C.
– sendo bispo entre 313-315 d.C. – segundo historiador cristão depois de São
Lucas). no seu livro “História Eclesiástica” capítulo
II assim descreve:
“O primeiro, pois, que a sorte designou para o apostolado
como substituição a Judas o traidor foi Mathias, que também tinha sido um dos
discípulos do Salvador, como já foi provado. Por outro lado, os apóstolos
mediante a oração e imposição das mãos, instituem ainda como destino ao
ministério e para o serviço comum, alguns homens de boa reputação, em número de
sete: Estêvão e seus companheiros. Também foi Estêvão, depois do Senhor e quase
no momento em que recebia a imposição das mãos, como se tivessem promovido para
isto mesmo, o primeiro a ser morto a pedradas pelos mesmos que mataram o
Senhor”.
Note aqui que Eusébio descreve a sucessão apostólica pela
imposição das mãos. Ato que acontece até os dias de hoje na Igreja e sem ela
não há sucessão legítima. A Igreja através de seus bispos a começar dos
apóstolos designa seus sucessores os bispos, padres ou presbíteros e os
diáconos e demais pessoas por meio da imposição das mãos que com autoridade
direta de Cristo cujo é o mandatário da obra, a Igreja Católica e possui essa
autoridade única e verdadeira dada por Cristo e recebida pelos apóstolos e seus
sucessores, os bispos legitimamente constituídos.
Continua [...] “Naquele tempo
também Tiago, o chamado “irmão do Senhor” – Porque também ele era chamado filho
de José; pois bem, o pai de Cristo era José, já que estava casado com a Virgem
quando, antes que convivessem descobriu-se que havia concebido do Espírito Santo,
como ensina a Sagrada Escritura dos Evangelhos –; este mesmo Tiago, pois, a
quem os antigos puseram o sobrenome de Justo, pelo superior mérito de sua
virtude, refere-se que foi o primeiro a quem se confiou o trono episcopal da
Igreja Jerusalém”.
[O mesmo Eusébio vem a
explicar no primeiro capítulo (VII-1 “sobre a discrepância dos evangelhos
acerca da genealogia de Jesus Cristo” Eusébio explica que na antiguidade, entre
os judeus, havia dois tipos de genealogia uma segundo a carne e outra segundo a
lei os parentes de Jesus. Entre os não havia definição de parentesco, é comum
que nos tempos de Cristo os parentes (primos) eram chamados de irmãos, não que
sejam filhos dos mesmos pais, mas por parentesco. Nesse sentido Tiago, que não
era irmão carnal de Jesus era chamado de seu “irmão”, não por genética, mas por
parentesco. “Porque, efetivamente em Israel os nomes das famílias se enumeram
segundo a natureza e segundo a Lei. Segundo a natureza por sucessão de
nascimento legítimo, segundo a Lei, quando morria um sem filhos e seu irmão os
engendrava para conservar o nome. Dessa forma conservavam-se as linhagens [...],
outra hipótese é provável que Tiago tenha sido criado por José após a morte do
pai e nessas condições passou a ser chamado de “irmão de Jesus”, não porque o
era de fato, mas, por ser José seu tio, eram primos. Como sabemos disso? Tiago
o Justo, também chamado Tiago Menor era filho de Alfeu e Maria de Clopas, irmã
de Maria mãe de Jesus.]
Pois bem, depois do apóstolo Tiago, sucedeu-lhe a Simeão, filho de
Clopas, outro parente de Jesus. E, portanto, nós podemos perceber que a Igreja
sempre foi estruturada com a sucessão apostólica, seus bispos legitimamente
constituídos desde o princípio, e os que eram escolhidos para o
episcopado, foram eleitos segundo os desígnios de Deus pela ação do Espírito
Santo e pela confirmação dos Apóstolos. Assim, também São Marcos que foi o primeiro
bispo da Igreja de Alexandria e depois dele sucedeu Aniano, já no império de
Nero (54-68 d.C).
Veja por exemplo, em Atos 1, 15-26 - a eleição de Mathias como sucessor de Judas Scariotes. Vamos ler o texto?
"Num daqueles dias Pedro levantou-se no meio de seus irmãos, na assembleia reunida que constava com umas 20 pessoas, e disse: "Irmãos convinha o que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na Escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus. Ele era um dos nossos e teve parte em nosso ministério.
"Este homem adquiriu um campo com o salário de seu crime. Depois de ter tombado para frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. (Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém , de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Ha-céldama, isto é, Campo de Sangue.) Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba seu cargo (Salmos68, 26; 108, 8)".
"Convém, pois, que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, a começar do batismo de João até o dia em que de nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição."
"Propuseram dois: José, chamado de Barsabás, que tinha por sobrenome Justo, e Mathias E oraram nestes termos: "Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para tomar neste ministério o apostolado o lugar de Judas que transviou, para ir par o seu próprio lugar". Deitaram sorte e caiu em Mathias, que foi incorporado aos onze apóstolos".
[Note aqui, que Pedro é quem chama a atenção da assembleia para a necessidade de se eleger alguém para suceder a Judas. Pedro não toma a decisão sozinha, mas ele, em comum acordo com o colegiado elege Mathias. Mas, é Pedro como primás que toma a decisão de restabelecer o grupo dos 12 apóstolos.
E assim, nos capítulos seguintes isso vai acontecer com frequência. Não que Pedro tome sozinho as decisões. Porque se assim o fizesse isso não seria liderança, seria ditadura. Mas, ele juntamente com o colegiado dos apóstolos é quem dirige a Igreja e sempre prevalece sua palavra final. E nas decisões importantes não as tomam por si só mas, por inspiração divina mediante a Oração.
Assim é Pedro quem discursa em nome da Igreja no dia de Pentecostes - Atos2, 14-41; é Pedro quem exorta à necessidade da conversão e do batismo; é Pedro que recebe com indignação quando Ananias e Safira mentiram sobre as ofertas - Atos 5,1-11; É Pedro que com seu abre a primeira reunião conciliar da Igreja para tratar sobre a circuncisão - Atos15, 7-11 - depois concluída por Tiago. Note-se que o capítulo termina sem que ninguém opusesse a decisão de Pedro e Tiago, prevalecendo até os dias de hoje o batismo como sinal da graça.]
Podemos perceber, segundo atesta a própria Bíblia bem antes de
Constantino, (306-337 dC.), a Igreja Católica já existia, fundada por Cristo,
em primeiro lugar a Igreja é uma pessoa, Jesus Cristo; mas, também é uma
instituição tendo Pedro como líder e o colegiado episcopal dos apóstolos e, embora sabemos que o nome “católica” apareceu mais tarde, o fato
é que a Igreja já possuía um corpo hierárquico desde o princípio com Pedro o primeiro de todos,
seus bispos, presbíteros e diáconos. E essa sucessão está presente até os dias de hoje.
Continua
Eusébio: “Pedro, segundo parece, pregou no Ponto, na Galácia e na Bitínia, na
Capadócia e na Ásia, aos judeus da diáspora, por fim chegou à Roma e lá foi
crucificado”.
Aqui
temos que entender o seguinte: Pedro era o líder, o chefe dos Apóstolos? Sim
era, se lermos os evangelhos e os Atos de Lucas podemos encontrar várias
passagens em que os demais apóstolos recorriam a Pedro para resolver certas
situações e era sempre Pedro a dar a última Palavra. Os evangelistas quando
narram o chamado de Jesus descreve sempre primeiro Pedro, depois João e Tiago,
seguido pelos demais. E quando Jesus escolhe Pedro como seu representante,
Mt16, após a Ascensão de Cristo toda a Igreja assim o reconhecia como o primás,
o príncipe dos Apóstolos. Somente após a reforma que Lutero ousou desafiar a
autoridade papal o que ninguém tinha feito até então, nem mesmo os reis.
Mas se
olharmos a curta narrativa de Eusébio, nos dá a entender que Pedro chegou à
Roma e logo foi crucificado e não é bem assim. Também não foi Pedro quem fundou
a Igreja de Roma. Quando Pedro lá chegou à Igreja já existia. Mas, foi lá que
Pedro escolheu para passar seus últimos dias, a escolheu como sua última sede e lá sofreu o martírio sob Nero. Lá
na colina Vaticana foi enterrado, e os seus sucessores também fizeram de Roma a
sede definitiva do Papado e também lá sobre o túmulo de Pedro foi erguida um, templo, a Basílica de São Pedro. Mas, nem sempre foi assim, houve tempos em que a sede
de Roma foi transferida para a cidade de Avignon na França e ali durou
aproximadamente 70 anos, entre 1309 e 1377.
São Paulo também terminou seu ministério em Roma, sendo decapitado fora dos muros. Ali também se ergueu uma igreja. Os cristãos sempre tiveram o maior respeito pelo lugar onde viveu São Pedro e São Paulo e ali os demais sucessores elegeram como a Sede da Igreja. Por ser a Igreja mais antiga e por sua importância o Papa ali reside e de lá governa toda Igreja no mundo inteiro.
A farsa de que Constantino fundou a Igreja é facilmente desmentida historicamente. Porque Constantino não gostava de Roma e fez de Constantinopla a capital de seu Império. Se fosse como alegam aqueles que insistem que ele fundou a Igreja, porque não levou a sede da Igreja para lá? No entanto os registros históricos nunca mencionaram nem mesmo que houve nem desejo do Papa ou de Constantino que assim o fosse. Pelo contrário, a Igreja permaneceu em Roma mesmo quando os bárbaros tentaram invadi-la, ela resistiu, não com a presença do imperador mas, com a presença do sucessor de Pedro.
Paulo,
que desde o Jerusalém até o Ilírico cumpriu a pregação do Evangelho de Cristo e
finalmente sofreu o Martírio em Roma sob Nero. Isto é dito por Orígenes no tomo
III de seus comentários ao Gênesis.
E
assim, depois de São Pedro, o segundo Papa e bispo de Roma foi Lino, cujo é
mencionado por Paulo quando de Roma escreve a Timóteo, na despedida ao final da
carta.
Sobre
a sucessão dos apóstolos assim escreve Eusébio:
“Que
Paulo pregou aos gentios, desde o Ilírico, deitou os alicerces das Igrejas,
está bem claro em suas próprias palavras e no que Lucas narra nos Atos.”
“Pelas
palavras de Pedro, (1ª Carta de Pedro) em sua Carta, da qual já dissemos que é
aceita, e que escreve aos judeus da diáspora, moradores do Ponto, da Galácia,
da Capadócia, da Ásia e da Bitínia, percebe claramente em que ele pregou a
Cristo e transmitiu a Doutrina do Novo Testamento aos que procediam da
circuncisão.”
“Não
é, porém, fácil dizer quantos e quais destes, convertidos em homens de zelo
genuíno, foram considerados capazes de apascentar as igrejas fundadas por estes
apóstolos, a não ser os que podem ser vistos nos escritos de Paulo. Este
realmente teve inúmeros colaboradores e – como ele mesmo os chama –
companheiros de luta. A maior parte ele considera digna de memoria imorredoura
e em suas próprias cartas dá contínuo testemunho deles. E não somente isto, mas
também Lucas nos Atos dá uma lista dos discípulos de Paulo e os menciona pelo
nome”.
“Pelo
menos Timóteo refere-se que foi o primeiro designado para no episcopado, (ser
bispo), da Igreja de Éfeso, assim como Tito, das Igrejas de Creta.”
“Luas,
por outro lado, oriundo de Antioquia por sua linhagem de Médico de profissão,
foi durante maior parte do tempo companheiro de Paulo. Mas seu trato com os
apóstolos também não foi superficial: deles adquiriu a terapêutica das almas,
ada qual nos deixou exemplos em dois livros divinamente inspirados: O
Evangelho, que ele confessa ter composto segundo o que lhe transmitiram os que
foram testemunhas oculares e se fizeram servidores da doutrina, dos quais ele
diz que seguiu desde o começo, os Atos dos Apóstolos que compôs, já não com o
que tinha ouvido, mas com o que viu com seus próprios olhos”.
Depois do imperador Vespasiano, sucedeu-lhe seu filho,
Tito. No segundo ano de seu reinado, Lino depois de exercer o cargo de bispo de
Roma por 12 anos, é sucedido por Anacleto (79 d.C.). O governo de Tito foi de 2
anos e alguns meses sendo sucedido por seu irmão, Domiciano (81-96 d.C).
No
quarto ano do reinado de Domiciano, (84 d.C.) morre Aniano, bispo de Alexandria
e seu sucessor foi Abílio. E no duodécimo ano do mesmo reinado, (93 d.C.),
Clemente sucedeu a Anacleto como bispo de Roma. Isto é atestado pela Carta aos
Filipenses na qual o apóstolo Paulo escreve: “Com Clemente também e os demais
colaboradores meus, cujos nomes estão no livro da vida”. (Filipenses 4,3).
Clemente
também escreveu uma carta, em nome da Igreja de Roma à Igreja de Conrinto,
tendo como como motivo exortar os fiéis daquela Igreja sobre uma sedição
ocorrida. Essa carta foi lida publicamente pela assembleia na maior parte das
Igrejas, não apenas antigamente, mas em nossos dias. Afirma Eusébio.
Não podemos
esquecer da Igreja de Éfeso. Esta foi fundada pelo apóstolo Paulo por volta do
ano 52 d.C. quando o apóstolo João ainda se encontrava exilado na Ilha de Patmos
e seu primeiro bispo foi Timóteo. Quando João foi libertado, (96 d.C.), já
encontrou a Igreja de Éfeso estruturada. O apóstolo João foi seu segundo bispo.
Na
mesma linha temos Policarpo, que foi discípulo de João. Este foi bispo da Igreja
de Esmirna [Ásia Menor, 96-100 d.C], e o registro mais próximo de sua sucessão
foi Irineu de Lion.
Portanto,
é falácia de alguns historiadores e dos demais protestantes ao tentar descontruir
que a Igreja primitiva era um “grupo de pessoas desorganizadas” e que a Igreja no
início não tinha sucessão apostólica, ou que o episcopado veio posterior. Ou
como afirma os presbiterianos que a sucessão era apenas de presbíteros e não de
bispos, etc.
Sabemos
pelos registros históricos que a Igreja sempre foi estruturada e que a sucessão
dos apóstolos era desde o princípio algo indispensável àqueles escolhidos para
o episcopado escolhiam homens retos, de caráter ilibado.
Sabemos
ainda que desde o século I, a Igreja era governada pelos seus bispos e que Pedro
era reconhecido como o primás, o líder entre os demais Apóstolos e com ele seus
sucessores conforme o desejo do próprio Cristo que lhe fez a “rocha” que
sustentaria a sua Igreja visível.
Fonte: História Eclesiástica, Eusébio de Ceareia
Capítulos II e III
