
Quando o Senhor Jesus pregou em Nazaré ao ler a passagem do profeta Isaías, ele disse que n’Ele estava se cumprindo a Escritura. "Hoje se cumpriu este oráculo que acabais de ouvir". (Lucas4, 16-21) Todas as profecias se cumpriram em Jesus Cristo. De modo que com ela, toda a Lei dos profetas e todas as leis cerimoniais foram cumpridas. Mas ao lermos os versículos mais à frente vamos deparar com a rejeição dos seus próprios compatriotas, ao rejeitar a mensagem de Nosso Senhor, tendo-o expulsado da sinagoga, e ainda levaram-no ao alto do monte e queriam matá-lo jogando-o no precipício. Tamanho era o ódio que eles sentiam por nosso Salvador. (Lucas4, 28-29) - e em todos os evangelhos vamos encontrar relatos em que os fariseus procuravam ocasiões para matar Jesus, inclusive armando-lhes armadilhas como, por exemplo, a discussão se era lícito ou não pagar o tributo a César. (Mateus22, 15-22)
O evangelista São Mateus, em seu evangelho, ele enfatiza muito quando ao narrar uma ação de Jesus, ele disse: “isso aconteceu para que se cumprisse a profecia tal”. Com isso, ele quer dizer aos judeus cristãos que Jesus é o Messias que o povo esperava.
Poderíamos perguntar: "Mas, no evangelho está escrito que 'Jesus ocupará o trono de Davi?’". Sim, mas esse anúncio feito pelo anjo em Lucas 1, 32, se refere ao caráter messiânico de Jesus, pois, Davi não é maior que Jesus. Lucas descreve isso para mostrar que Jesus, o Cristo de Deus vem de uma linhagem de sacerdotes e reis, que ele nascerá de seu povo e em primeiro lugar a salvação chegaria até eles, foi ofertada a eles e eles o rejeitaram. "Ide primeiro as ovelhas da casa de Israel" (Mateus10,6) - "Mas, veio para os seus e os seus não o receberam" (João1, 12).
São Paulo, em 2Coríntios 5, 14-17
diz: “O amor de Cristo nos constrange, considerando que, se ele morreu por
todos, logo todos morreram. Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que
vivem já não para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu. Todo
aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que
tudo se fez novo”. Mais adiante ele vai dizer: “Porque é Deus que, em Cristo,
reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens,
e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação”. São Paulo nos ensina que o
Senhor Jesus deu sua vida por todos. Ele se tornou o único reconciliador entre
a humanidade e a divindade. Fez isso por amor aos homens, de modo que, como Ele
morreu e ressuscitou, também morreremos e ressuscitaremos com Ele.
Uma pergunta: De que modo Cristo nos salvou? Não foi se entregando no madeiro da cruz? Não foi na sua paixão, morte e ressurreição que tudo se fez novo?
Sim, o Senhor Jesus
veio tornar novas todas as coisas. Como Ele mesmo disse, referindo-se aos
Mandamentos e a lei dos profetas: “Eu não vim abolir a Lei, mas vim
aperfeiçoá-las”.
Nosso Senhor veio aperfeiçoar a Lei. E foi isto o que Ele fez. Em primeiro lugar uniu os Mandamentos em dois, ‘amar a Deus e ao próximo’ – “Nisto cumprirás todos os outros”, diz Nosso Senhor. Ele aboliu a na Antiga Aliança a Páscoa judaica, onde o cordeiro era oferecido pelo sacerdote e o sangue derramado em oblação pelo perdão dos pecados. Ele instituiu uma Nova Aliança, se fez vítima por nós, ao mesmo tempo om sacerdote e o cordeiro para anular de uma vez por todas o sacrifício de amimais. Ele dentro da ceia pascal judaica, instituiu os sagrados ministérios e tomando do cálice com o vinho disse “Tomai e bebei, isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança que será derramado por muitos em remissão dos pecados” – (Mateus26, 27-28) Pronto, Jesus retira o sacrifício de animais, Ele mesmo se torna a vítima pascal – cumprindo o que o profeta Isaías já havia anunciado. Diz o Senhor: “De que me serve a multidão de vossos sacrifícios? — diz o Senhor. Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados; não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.” (Isaías 1,11) - Aqui o profeta anuncia o que Deus faria com os sacrifícios antigos. Eis que Jesus cumpre na sua carne as palavras do profeta. Agora, não vários, mas, um único e verdadeiro sacrifício foi capaz e suficiente para salvar a todos dos pecados. Israel e nem sua lei, símbolos e rituais nos pertencem porque somos constituídos de uma Nova Aliança no Sangue do Senhor Jesus.
Nosso Senhor não empunhou nenhuma bandeira. Não! Mas ele tomou sobre si as nossas dores, carregou a Cruz até o calvário e nela se entregou por amor à humanidade.
Dias antes de sua morte, entrou em Jerusalém e foi recebido não com bandeiras, mas estendiam mantos e cobriam o caminho com ramos e aclamado como rei. (Marcos11, 8-10)
O Senhor Jesus foi preso e condenado, não pelo desejo de Roma, porque Pilatos não achava nele nenhuma culpa – (João18, 31.38) – Mas, os sacerdotes juntamente com a turba dos judeus obrigaram Pilatos a condená-lo. Uma das razões pelas quais Jesus foi morto, foi pela inveja dos judeus, como os evangelistas vão narrar em vários textos: “Eles por inveja procuravam meios de mata-lo”. Como não podiam matá-lo (João18, 31), provocaram a Pilatos dizendo, “ele se fez rei, e todo aquele que se faz rei se declara contra César” [...] “Não temos outro rei senão a César!” (João19, 12.15-16) – embora Jesus tivesse dito a ele, “o meu reino não é daqui” (João18, 36), - mesmo assim os judeus entregaram-no à morte. Faz sentido um cristão empunhar a bandeira de quem renegou o Messias e de quem no passado entregou à morte nosso Salvador?
Os judeus, (em sua maioria), até hoje, não creem em Nosso Senhor, não o aceitam como o verdadeiro Messias. Pergunte a um rabino judeu quem é Jesus. Os muçulmanos "tem mais respeito" com Jesus do que um judeu ortodoxo, porque ao menos se você perguntar a um muçulmano quem é Jesus ele vai dizer: "foi um profeta", enquanto que o judeu vai dizer: "foi um falso profeta, ou um feiticeiro".
No tempo de Jesus havia muitos que aceitaram a salvação. Os próprios Apóstolos eram judeus. Mas, a grande maioria que seguiu Jesus e que o recebeu entrando em Jerusalém com aclamações, foram os mesmo que depois gritaram a Pilatos "crucifica-o!" - daqueles muitos, poucos sobraram e a grande maioria preferiu a Barrabás que Nosso Senhor Jesus. Preferiram a condenação que a salvação quando chamando a maldição sobre si e suas gerações disseram: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!" (Mateus27, 24-26) - Será nós cristãos precisamos de uma bandeira de Israel em nosso meio? Em que isso ajuda a nossa fé? Nada.
Mesmo
após a Ressurreição eles perseguiram os discípulos e os santos apóstolos e os
mataram, como, por exemplo, São Tiago tido como o “irmão” do Senhor que foi
lançado do pináculo do Templo. Lembrem-se de Saulo de Tarso que teve nas mãos o
sangue do diácono Santo Estêvão. (Atos8, 1-3). E até os dias atuais, os judeus
odeiam os cristãos. Toleram às vezes, mas há relatos de quem já foi à Jerusalém
ter sido hostilizado pelos judeus e até sofreram cusparadas e xingamentos e
outros insultos. Como é que os evangélicos podem agora querer ostentar a
bandeira de quem condenou o Filho de Deus, Nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo?
Marcha por quê se Jesus não era nenhum general? - além do mais, a nossa marcha (se teologicamente entendida como nossa caminhada para Deus) é definitiva, deve ser "com Jesus" e não "para Jesus". Pois, é com ele que devemos caminhar de modo seguro e o caminho a percorrer deve ser trilhado pelo Evangelho.
Quem era o
“Senhor dos Exércitos” era Javé. Os verdadeiros seguidores de Javé, os judeus,
consideram Jesus um falso profeta, não um Cristo. Eles não falam abertamente
sobre isso para evitar maiores conflitos, e os evangélicos são tão ignorantes
que apoiam os judeus a ponto de carregar bandeiras de Israel em suas
manifestações.
Jesus é um dos três inimigos da religião judaica. Faz parte da literatura judaica (os que levam ao pé da letra), entender que Jesus foi um inimigo. Eles não aceitam que ele é o Messias, o Filho de Deus, consideram-no como um traidor, um feiticeiro; e isso está claramente firmado no evangelho de Mateus quando os fariseus acusaram Jesus de realizar um milagre em nome de Beelzebul – Mateus12, 22-24.
Caluniando o Salvador, eles falam que Jesus entrou no Templo usando mentiras, roubou alguma coisa lá do templo que deu a Jesus poder. Enquanto que os evangelhos vão dar testemunhos de que o poder de Jesus o acompanhou durante toda a sua vida e após a morte tendo ressuscitado manifestou de forma gloriosa aos seus discípulos.
Isso está num livro chamado Toledot Yeshua, que faz
parte da tradição judaica. Eles não falam muito desses livros para não causar
indisposição comum nos cristãos.
Quando Ele esteve neste mundo não
convocou nenhum exército, nem mesmo uma guarda pessoal. A Pilatos ele disse
quando o interrogou: “O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse
deste mundo, os meus súditos lutariam para que eu não fosse entregue aos
judeus” (João18, 36). Note aqui, que Jesus não disse que quem o entregou
foi o poder romano, embora ele tivesse diante de um interrogatório romano,
Jesus sabia que as acusações e o desejo de o ver condenado partia dos
judeus.
O Israel de hoje
não é o Israel bíblico? Não. O Israel bíblico acabou quando Roma tomou o poder
estabeleceu Herodes como ‘rei’ da Judeia.
Herodes, o Grande (37 a.C. – 4 a.C.)
Ele mandou matar o sumo sacerdote Aristóbulo III (seu cunhado) e também
Hircano II, além de perseguir outros membros da linhagem sacerdotal hasmoneia,
por medo de perder o poder. O objetivo
era eliminar rivais políticos e religiosos que poderiam disputar o poder.
Esse ato se soma à
sua reputação de governante cruel e paranoico, que não hesitava em eliminar até
familiares próximos para manter o trono. O fato mais conhecido foi o infanticídio a mando de Herodes quando soube do nascimento de Jesus, conforme descreve Mateus 2, 16.
Com a tomada de Jerusalém e toda a Judeia pelo Império Romano, com o fim da linhagem sacerdotal, Roma tolerava o culto judaico, mas, os
sacerdotes do Templo eram indicados por Roma, como Anás e Caifás que condenou
Jesus.
Portanto, não há
mais dinastia sacerdotal no Israel de hoje. Nem sacerdotes, nem o Templo (que
foi destruído no ano 70 d.C.), nem nada que justifique algum cristão louvar
Israel empunhando uma bandeira. Aliás, o Israel Bíblico não tinha bandeira,
quando marchavam levavam consigo a arca da Aliança. Outro mito é o hexagrama de
Davi (estrela de Davi), não há nenhum registro que prove que o rei Davi usava
uma estrela como guia.
Se alguém disser:
"Fazemos isso porque Israel é o povo escolhido de Javé". Não! - A
muito tempo, é triste fizer, mas a muito tempo essa Nação não compactua com
Deus. E como podemos afirmar? Porque o que resta do Templo é só pedaços aqui e
ali. Deus permitiu a desolação no ano 70 d.C e o que resta é apenas um muro
para lembrar a glória do Israel passado, glória esta que lhes foi tirada a
partir do momento em que eles rejeitaram a Salvação - João 1, 11-13. Jesus
mesmo indo para o suplício disse: "Mulheres de Jerusalém, não choreis
por mim, chorai a antes por vós mesmas e por vossos filhos. Porque dias virão
em que direis felizes as estéreis e os ventres que não geraram, e os peitos que
não amamentaram. Então começareis a dizer aos montes: "caí sobre
nós!" e aos outeiros "Cobri-nos!" Porque se fazem isso com o
lenho verde, imagine como o lenho seco?" - E ainda em sua vida, ao
prever a destruição do Templo, Jesus disse: "Aqui não ficará pedra
sobre pedra" (Mateus24, 2). Jesus falava do grande castigo e da hora
em que Deus se afastaria daquele povo por sua desobediência e por rejeitar o
Filho de Deus.
A bandeira e o de Israel de hoje
O Estado de Israel, não existia nos
tempos bíblicos existia 3 reinos: Reino Unido de Israel: A nação inteira era
governada pelos reis Saul, Davi e Salomão. Incluía as doze tribos de Israel. Reino
de Israel (Reino do Norte): Após a morte de Salomão, dez tribos se separaram e
formaram o Reino do Norte. Sua capital ficava em Samaria. Reino de Judá (Reino
do Sul). E foi o Reino de Judá que surgiu os judeus.
A
Bíblia e fontes históricas como a Britânica explicam que a separação ocorreu
por volta de 930 a.C.. O Reino do Norte acabou primeiro, invadido pela Assíria
em 721 a.C.. O Reino de Judá durou mais tempo, até cair para a Babilônia em 586
a.C. Toda a região que hoje conhecemos chamava-se Palestina.
O principal e mais autêntico símbolo
do Israel antigo era a Menorá (o candelabro de sete braços).
Diferente do que muitos pensam, a
Estrela de Davi não era usada como símbolo nacional ou religioso na antiguidade.
Os judeus não consideravam a estrela de Davi como símbolo religioso nem
nacional. Ela só passou a representar o povo judeu muitos séculos depois, a
partir da Idade Média e tornou-se símbolo nacional com o Estado Novo de Israel a partir do século XX.
A Fundação do Novo Estado de Israel.
Após a segunda grande guerra, o Estado de
Israel foi criado, oficialmente em 14 de maio de 1948, após o fim do Mandato
Britânico na Palestina. A fundação resultou de décadas de imigração judaica, do
movimento sionista e da decisão da ONU de dividir a Palestina em dois Estados —
um judeu e outro árabe. Em resumo: Israel nasceu em 1948 por causa do sionismo,
da imigração judaica intensificada pelo Holocausto, da partilha da ONU e do fim
do Mandato Britânico. A criação trouxe esperança para os judeus, mas também
inaugurou um conflito duradouro com os árabes palestinos. A bandeira de Israel
criada em 1848, nunca pertenceu ao Israel bíblico, mas foi criada baseada em
outra que já existia projetada pelo movimento sionista no final do século XIX e
início do século XX.
Qual é a bandeira do cristão?
A bandeira do
cristão sempre foi a Cruz de Cristo. Foi ela o escudo de muitos santos. A cruz
de Cristo, cuja é sinal de nossa Salvação empunhada por santos e doutores. Nos
momentos de sofrimento, nos combates, nas velas dos navios, nas bandeiras dos
reinados. Quer ficada sobre um Monte, quer nas torres das igrejas, em todo
lugar. Quer nos sacramentais. Ela é a bandeira que o cristão deve portar,
porque a cruz que antes era sinal de maldição, sinal de derrota e de morte,
através de Cristo que nela se entregou por nós, como diz São Paulo, “que era
loucura para os judeus, escândalo para os gentios”, se tornou bendita e sinal
de nossa Salvação.
Portanto, quem odeia a cruz é o diabo e seus filhos, porque ela se tornou sinal de vitória, pois, Cristo não permaneceu nela, mas foi nela que Ele nos deu a vida eterna. Ela é a nova árvore da vida que foi privada de nossos primeiros pais e agora gera vida em abundância. Nós veneramos a Cruz de Cristo, porque ela é o sinal bendito do amor de Deus por nós.
Não há nenhum sentido, ostentar uma bandeira de um povo que outrora entregou o Filho de Deus à morte. Não há nenhum sentido querer louvar aqueles que odeiam o Santíssimo nome de Cristo. Quando vemos símbolos do judaísmo em templos católicos devemos perguntar: “Creio mesmo que Jesus fez uma Nova Aliança?”. “Creio nas palavras de São Paulo quando ele diz que “em Cristo tudo se fez novo” e que somos novas criaturas e não estamos mais sob o julgo da Lei de Moisés? Que tipo de cristão eu sou?
A cruz de Cristo é e sempre será nosso estandarte e sinal de
nossa Fé.
Quando os portugueses chegaram nesta terra, foi erguida uma cruz e celebrada a primeira Missa. O primeiro nome dado a ela foi 'Terra de Vera Cruz' e depois mudou-se para 'Terra de Santa Cruz' - o nosso País foi consagrado desde o início a Nosso Senhor Jesus Cristo. O nome Brasil foi dado posteriormente e é o terceiro nome desta terra.
As caravelas que
aqui aportaram traziam o emblema dos Cavaleiros da Cruz de Cristo. Nosso povo
deveria conservar aquilo que nossos antepassados fizeram. Esta terra que foi
abençoada e consagrada à Jesus Cristo. Poderiam desde já ter sido marcada com
qualquer outro símbolo, mas quis nossos antepassados assinalar este solo com a
cruz de nosso Salvador. Nós herdamos deles a fé da Igreja Católica que sempre
procurou levar o nome de Cristo em todo mundo. Na esquadra de Pedro Álvares de
Cabral veio o sacerdote Frei Henrique de Coimbra que abençoou esta terra em que
vivemos e amamos. A Cruz sempre foi nosso emblema porque ela nos recorda o
sacrifício de Nosso Senhor, Jesus Cristo. O Brasil é um país de cristãos,
construído sob a fé cristã e o povo está se esquecendo disso deixando-se levar
por outras ideologias e crenças não cristãs e pagãs. Portar uma bandeira
contrária à nossa fé em um evento cristão é cuspir na cruz de Cristo, é
contratestemunho.
Quais são os ensinamentos de São Paulo apóstolo sobre a cruz?
Para o apóstolo Paulo, a cruz é o centro do
Evangelho e a maior expressão do amor e do poder de Deus. Em seus escritos, ele
ensina que a cruz representa a sabedoria divina que substitui a lógica humana,
o fim da escravidão do pecado, a destruição das barreiras entre os povos e a
nossa própria morte para o mundo. O Poder e a Sabedoria de Deus, Paulo ensina
que a mensagem da cruz pode parecer uma "loucura" (insensatez) para
quem não tem fé. No entanto, para os que creem, ela é a demonstração máxima do
poder de Deus para a salvação. Na cruz, a aparente fraqueza de Deus se revela
mais forte e sábia do que qualquer lógica humana. Leia mais sobre esse conceito
em O que é a mensagem da cruz (1Coríntios 1:18-25).
A Redenção e a Justificação. Foi na cruz que Jesus Cristo
pagou o preço pelos nossos pecados. Paulo explica que o sacrifício de Cristo
nos justificou gratuitamente, nos reconciliando com Deus e nos libertando da
culpa e da condenação.
A Identificação do Crente com Cristo (Morte e
Ressurreição). Um dos ensinamentos mais profundos de Paulo é que o cristão não
apenas contempla a cruz, mas é crucificado com Cristo. Ele declara: "Fui
crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive
em mim" (Gálatas 2:20). Isso significa que a nossa "velha
natureza" pecaminosa morreu na cruz com Ele.
O Único Motivo de Glória para o
apóstolo, a cruz é tão central que ele decidiu não pregar outra coisa a não ser
"Jesus Cristo, e este crucificado". Ele rejeitou se orgulhar de suas
próprias conquistas, status ou sabedoria, afirmando: "Longe de mim
gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gálatas
6:14).
A Destruição de
Barreiras. A cruz também tem uma dimensão social e comunitária. Paulo ensina
que o sacrifício de Cristo destruiu as paredes de separação (como a divisão
histórica entre judeus e gentios) e reconciliou toda a humanidade em um único
corpo, a Igreja. A cruz é o coração da fé cristã, transformando um instrumento
de morte em fonte de vida e transformação. Para refletir sobre a dimensão
espiritual e a vitória desse sacrifício, confira estes 10 versículos sobre o
poder da cruz e o que a Bíblia ensina sobre ela.
A cruz ocupa um lugar central na
mensagem do evangelho. Nos relatos do Novo Testamento, a morte de Jesus Cristo
na cruz é apresentada como o momento em que Deus oferece redenção, perdão e
reconciliação à humanidade.
Para os cristãos, a cruz não
representa apenas um instrumento de execução usado no mundo romano. Ela
simboliza o sacrifício de Cristo e a forma como Deus tratou o problema do
pecado. Por isso, muitos textos do Novo Testamento falam sobre o “poder da cruz”,
destacando seu significado espiritual.
O valor da cruz no seguimento a Jesus
Texto de: Dom Vital
Corbellini - Bispo de Marabá (PA)
A cruz tem um
grande valor para os cristãos porque ela é a condição essencial para seguir a
Jesus e receber a dignidade de se unir com Ele. A sua palavra direciona a vida
no sentido da liberdade humana: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e me siga” (Mateus 16, 24). Numa outra ocasião, o Senhor também
disse que quem não toma a sua cruz e o siga, não é digno dele (Mateus 10, 38).
São Paulo tinha presentes que “A palavra da cruz é loucura para os que se
perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é poder de Deus” (1 Coríntios
1,18). O Apóstolo também dizia que a pregação do Cristo crucificado era
escândalo para os judeus e era loucura para os gentios (1 Coríntios 1, 23). A
cruz é sinal de vida, de salvação, porque o Senhor deu a sua vida para toda a
humanidade, passando pela cruz e assim ele chegou à glória da ressurreição. O
valor da cruz esteve presente na teologia dos padres da Igreja. É importante
ver as suas considerações em vista da vida verdadeira que vem da cruz do
Salvador.
De acordo com a
Igreja Católica, Jesus escolheu o caminho da Cruz para salvar a humanidade e
manifestar o amor da Santíssima Trindade pelos homens. Com o objetivo de
recordar a importância da cruz e venerá-la, a Igreja instituiu a festa da
Exaltação da Santa Cruz, celebrada no dia 14 de setembro.
“Para os católicos,
a cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos
homens. Por isso, diz o Catecismo Católico, no parágrafo 617, a Igreja a venera
professando nela sua esperança: “Salve, ó Cruz, única esperança”.
Opondo-se ao que
comumente se pensa, padre Júlio César Evangelista Resende, Prior da Ordem da
Santa Cruz no Brasil, afirma que a celebração deste dia 14 quer lembrar
especialmente a glória da Cruz, muito mais que sua impressão de sofrimento e
dor.
“A Cruz é vista
como a glória de Cristo. A sua glorificação começa na Cruz – sinal da nossa
salvação. A cruz tem um profundo significado de obediência e fidelidade de
Cristo ao projeto do Pai. Ele esvazia-se de Si e por amor entrega-se à
humanidade. A Cruz é também esse grande sinal de entrega de amor que
possibilitou a nossa salvação”, explicou o sacerdote. De acordo com padre
Júlio, os católicos devem olhar para a Cruz, sobretudo, como sinal de
esperança; nisto consiste o seu sentido. Uma esperança que, segundo o
sacerdote, culmina na fé na vida eterna. “Este caminho da salvação, por meio de
sua morte redentora na Cruz, é a maneira pelo qual Ele [Jesus] nos salva e nos
convida a acreditar Nele e ter a vida eterna”.
[Fonte diocesea.org.br
- Artigo por Dayse Maria Mellero de
Melo]
O Catecismo da Igreja
Católica, no nº 2015, afirma: “O caminho da perfeição passa pela cruz. Não
existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual
envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na
alegria das bem-aventuranças”.
A cruz como glória e força humana e divina.
1. São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla, nos séculos IV e V afirmou a importância da cruz como glória e força pela realidade humana e pela realidade divina. Ele dizia que nenhuma pessoa se envergonhe dos sinais sagrados e veneráveis da nossa salvação, da cruz que é o vértice dos bens humanos, pelos quais as pessoas vivem e são aquilo que são. Ele convidava as pessoas para carregarem a cruz de Jesus como uma coroa, porque tudo se consome nela. Tanto o batismo, porque a pessoa é regenerada por causa da presença da cruz como também os fiéis se alimentam do místico alimento que é o corpo de Cristo, são impostas as mãos para serem consagrados pelos ministros do Senhor, sempre é dado pelo símbolo da vitória, que é a cruz.
Em tudo é dado a cruz, sinal de salvação.
São João Crisóstomo continuou o seu
pensamento afirmando que a cruz é conservada sobre as casas, é desenhada sobre
as paredes, é gravada sobre as portas, é impressa sobre a cabeça, e na mente, é
carregada no coração humano. A cruz é de fato o sinal da salvação humana e da
comum liberdade do gênero humano, sendo também o sinal da misericórdia do
Senhor que por amor de todas as pessoas deixou-se conduzir como ovelha ao
matadouro (Atos 8,32)
2. Quando a pessoa
faz o sinal na fronte, lembra todo o mistério da cruz e apaga nela as
limitações e os pecados. O Apóstolo São Paulo afirmou que as pessoas foram
compradas por alto preço por causa da cruz e do sangue do Senhor (1 Coríntios
7,23), chamando a cruz com preço do resgate
3. São João afirmou
que é preciso abraçar a cruz, a qual deve a salvação das almas humanas. Era a
cruz que salvou e ela converteu o mundo do erro, estabelecendo a verdade em
Jesus.
A cruz no seu mistério e dimensão maior.
4. São Gregório de Nissa, Bispo no século IV afirmou que a cruz contém o mistério, pois na morte de Jesus existiu o lado humano, e na maneira de morrer, existiu o elemento divino. O Bispo disse que aquele que sobre a cruz se estendeu no momento oportuno, segundo o plano da salvação, através da morte é o mesmo que estreitou a si mesmo o universo, reunindo mediante a sua Pessoa as diversas naturezas dos seres vivos numa só harmonia
5. A cruz englobou segundo São Gregório a dimensão maior, de amor a Deus e a toda a humanidade na sua radicalidade
A cruz, como forma do seguimento a Jesus.
6. São Jerônimo,
Padre da Igreja nos séculos IV e V, afirmou a cruz como forma de seguimento a
Jesus porque como o Evangelho diz que se a pessoa não carrega a sua cruz e não
segue a Jesus não pode ser seu discípulo (Lucas 14,27). A pessoa deve se atrair
pela cruz para ser discípulo do Senhor, pela prática das boas obras. Por isso
São Jerônimo disse que é feliz os dias fiel que carrega no seu íntimo a cruz, a
Ressurreição, a Ascensão do Senhor, porque a cada dia Ele vem à pessoa pela
cruz.
A cruz, a obra maravilhosa de Deus em Jesus.
7. São João
Damasceno, Padre da Igreja, nos séculos VII e VIII afirmou que a cruz foi a
obra maravilhosa de Deus em seu Filho, Jesus, a sua venerável cruz. Foi graças
a ela que a morte foi eliminada, porque Jesus a venceu com a sua morte
redentora, pois, o pecado das origens recebeu sua expiação, o inferno foi
derrotado, a ressurreição foi concedida, e através da cruz foi elevada a
humanidade à direita de Deus, através de Jesus. Com o sinal da Cruz, em nome da
Santíssima Trindade, nós iniciamos a nossa Oração, abençoamos os alimentos que
comemos. Com ela somos também abençoados. Somos batizados com o sinal da cruz.
Estamos intimamente ligados à ela, não como objeto de idolatria mas, como o
sinal da nossa Salvação. Por isso, ela está em todo lugar, desde a hora em que
nascemos até a hora que morremos ela nos acompanha para fazer-nos honrar o
santo nome de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo que morreu por nós e pela
nossa salvação.
8. Segundo São
João, a morte de Cristo, isto é, a cruz revestiu o ser humano do autêntico
poder e sabedoria de Deus, porque a vitória sobre a morte foi mostrada pela
cruz, unindo em si, no Cristo Jesus toda a dimensão humana, material e
invisível.
A cruz, instrumento da graça
9. Segundo São João
Damasceno a cruz trouxe muitas graças para todas as pessoas. Ela foi escudo, a
couraça e o troféu contra o demônio, sendo também o bastão dos enfermos, para
conduzir o rebanho, o progresso dos fieis dos sacramentos da iniciação à vida
cristã, a saúde da alma e do corpo, o remédio de todos os males, a fonte de
todo o bem, a morte do pecado, a planta da ressurreição, a árvore da vida
eterna.
10. Esta madeira preciosa e digna de veneração, sobre a qual
Jesus se sacrificou para toda a humanidade, seja objeto da adoração de toda a
pessoa, uma vez que foi santificada pelo contato com o santíssimo corpo e
sangue do Senhor.
A cruz, a grande glória.
11. São Cirilo
de Jerusalém Bispo do século IV afirmou que a cruz foi grande glória de vida
para a humanidade. Ela iluminou quem era cego da ignorância, libertando todas
as pessoas prisioneiras do pecado e levando a redenção à humanidade inteira.
12. O universo
inteiro foi redimido na sua totalidade porque aquele que morreu sobre a cruz
era o Filho Unigênito de Deus. Se o pecado de um só reinou sobre a humanidade,
também pela graça de Deus, em Jesus reinou a vida de uma forma abundante
(Romanos 5,17). Se o primeiro homem foi a causa da morte universal, o segundo
homem, Jesus foi a causa da vida universal, através de sua doação na cruz e
ressurreição (João 14,6). Assim a cruz do Salvador é para todas as pessoas que
o seguem, salvação.
13. A cruz é
sinal de vida e de salvação, porque Jesus a assumiu e ele quer que todas as
pessoas que o seguem renunciem a si mesmas, assumam a cruz e o sigam de fato.
Ela possibilita a unidade da pessoa com Jesus para passar da cruz à glória da
ressurreição. Jesus morreu na cruz para a vida de todas as pessoas e do mundo
inteiro para assim chegar à vida eterna com o Senhor Jesus.
Eu espero com esse artigo ter ajudado
meus irmãos católicos e meus irmãos separados a entender o significado da Cruz
de Cristo e porque somente ela deve caminhar conosco durante a vida e não usar
num evento que em tese é para homenagear e louvar o Senhor Jesus, não faz
sentido ir à “Marcha para Jesus” empunhando uma bandeira de um povo que renegou
o Filho de Deus e a Salvação.
E temos também que tomar cuidado para
não tentar fazer como os judeus do primeiro século que queriam obrigar os
gentios a cumprir a Lei de Moisés.
Já existem algumas seitas judaizantes
que guardam o sábado, preceito abolido no Novo Testamento segundo o próprio São
Paulo ao nos dizer que “em Jesus Cristo as coisas antigas se passaram e tudo
se faz novo” – Estejamos atentos às palavras de São Pedro, que se faz tão
atuais em nossos dias: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me
escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra e
cressem. Ora, Deus que conhece os corações testemunhou a seu respeito,
dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. Nem fez distinção alguma
entre nós eles, purificando pela fé os seus corações. Por que, pois, provocais
agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem vossos pais podiam suportar?
– Atos15, 7-10.
São Pedro quando disse, “porque
provocais a Deus, impondo uma carga que nem os vossos pais podiam suportar”,
ele se referia às 613 leis do Antigo Testamento que os sacerdotes forçavam o
povo a cumprir, mas eles mesmos não cumpriam. São Pedro em seu discurso reforça
as palavras de Nosso Senhor: “Ai de também de vós, doutores da lei, que
carregais os homens com pesos que não podem levar, mas vós mesmas sequer com um
dedo vosso tocais os fardos”.
Estejamos atentos quando em nosso
meio ainda existem pessoas se dizendo cristãos, mas, que não querem se libertar
do “peso” da lei judaica. Tenham cuidado com essa gente. Tenham cuidado também
com o fanatismo religioso evangélico, porque para nós católicos, pertencemos a
uma religião não de um livro, mas de uma pessoa, Nosso Senhor Jesus
Cristo.


