Recentemente
assistimos perplexos as perseguições e os ataques na mídia contra o religioso
Frei Gilson feito não só por uma deputada, mas também por seus próprios pares os padres.
Padre Júlio Lancellotti: O Padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho na Pastoral do Povo de Rua em São Paulo, fez críticas às lives de oração do Frei Gilson nas madrugadas. Lancellotti criticou a postura de orar às 4h da manhã e, segundo ele, não traduzir isso em ações sociais concretas, dizendo: "Você pode rezar às 4h da manhã e, às 6h, chutar um morador de rua".
Relatos indicam que o Padre Fábio Marinho teria feito declarações críticas a Frei Gilson, o que foi descrito por observadores como um momento triste de um sacerdote criticando outro irmão.
O frei foi acusado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) de ser “falso profeta” e de misoginia, simplesmente por ele pregar a verdade contida na Sagrada Escritura. Verdades estas, defendidas não só pela Igreja, mas, também pelos evangélicos.
O mais doloroso é assistir as “dores de
cotovelo” de alguns padres e até de um bispo católico contra este sacerdote que
nas madrugadas, as 4 da manhã reúne milhões de fieis para orar. Algo inédito,
pois o mais próximo que reuniu muita gente até então foi o padre Marcelo Rossi.
Gostaria
de pontuar o seguinte:
Fiquemos
tranquilos! O próprio Senhor Jesus foi perseguido pelos religiosos de seu
tempo, os fariseus. Posteriormente também os discípulos, os apóstolos e muitos
outros santos sofreram perseguição ao longo do tempo. Desde Saulo de Tarso em
Jerusalém, até os imperadores romanos.
Esses
santos quando eram perseguidos não se revoltavam. No livro de Atos, São Lucas
descreve que eles ficavam felizes em sofrer por causa de Cristo e do Evangelho
porque acreditavam nas palavras do Salvador quando disse; “Bem-aventurados os
perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”. “Bem-aventurados
sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo
mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa
nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós!”
(Mateus5, 10-12)
Podemos
perceber nas palavras de Jesus que assim será para todo sempre porque a Igreja
e quem está nela de verdade para servir unicamente ao seu propósito que é levar
a salvação às pessoas, sempre foram e serão perseguidos. Até mesmo pelos seus
próprios companheiros.
Tomemos
como exemplo a vida de São Pio de Pieltrecina que foi caluniado e acusado de
muitas coisas. Até ele fazendo milagres em vida e com seus estigmas foi acusado
de se envolver com mulheres e lhe imputaram ser obra do demônio seus estigmas.
Foi privado de celebrar a missa. O principal bispo perseguiu Padre Pio foi Dom
Pasquale Gagliardi, Arcebispo de Manfredônia. Ele enviou calúnias ao Vaticano,
acusando o frade de fraudes e comportamentos impróprios, o que resultou em
severas sanções da Santa Sé entre 1922 e 1933.
Padre
Pio, nunca perdeu a fé e entregou tudo nas mãos de Deus e da Virgem Maria e no
final ele venceu e hoje é um dos grandes santos da Igreja.
Tomamos
também como exemplo a perseguição aos Arautos do Evangelho. Por causa de falsas
acusações ex-membros e de um arcebispo da Cúria Romana o processo ficou parado
por anos. Embora a Justiça comum tenha arquivado o processo por falta de
provas. Somente agora com o governo de Leão XV as coisas mudaram.
Talvez
não compreendemos e ficamos indignados diante das perseguições que o Frei Gilson
está sofrendo, mas, devemos entender que os santos entendiam e sabiam que as
perseguições servem para um fim, ao fortalecimento da Igreja.
Frei Gilson
sabe muito bem e como um bom sacerdote entende o que estou a dizer aqui. Ele sabe
que até mesmo entre os apóstolos havia um traidor. Ele sabe muito bem que os
verdadeiros profetas sempre serão perseguidos até mesmo dentro da própria instituição.
Jesus
já havia alertado que assim como o perseguiram, também seus discípulos seriam
perseguidos. Porque o mundo não aceita a Verdade.
Embora
o frei tenha dito o correto, os poderosos irão fazer de tudo para acusá-lo de
muitas coisas. Irão ofendê-lo e com palavras distorcidas irão fazer de tudo
para denegrir a sua imagem de sacerdote. Lembremos dos fariseus que a todo momento
procuravam brechas para fazer Jesus cair em contradição a fim de matá-lo. Mas,
Jesus venceu e ressuscitou. E essa é a promessa de Jesus para queles que creem em
seu nome.
A fé
cristã nunca se curvou à perseguição e não será diferente agora. Minha
solidariedade a ele e a todos que defendem os valores de Deus e da família –
Mateus 5,10-12.
Mas, assim como frei tem seus acusadores, graças a Deus ele tem quem o defende.
Durante o oitavo dia do Rosário da Madrugada, na campanha de Quaresma de Frei Gilson, o bispo de Santo Amaro, Dom José Negri, reafirmou a ideia de que o frade estaria proibido no momento de falar sobre a audiência de suas lives. O bispo, no entanto, celebrou o alcance e afirmou que “se essa árvore não fosse boa, não daria tantos frutos”.
Negri também mencionou indiretamente as críticas e perseguições contra Frei
Gilson, reforçando que ele não deve se preocupar, pois a Igreja apoia e
confirma sua missão evangelizadora.
Diversas
personalidades políticas reagiram em solidariedade ao frei, entre elas a
deputada federal Tábata Amaral (PSB), o deputado Nikolas Ferreira (PL), o
ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Esporte, André Fufuca (PP)
Oremos
pelos sacerdotes, pelo Frei Gilson. Não só pelos bons sacerdotes, mas, para que
os maus pastores se convertam.
