quinta-feira, 1 de julho de 2010

CONHECENDO A VIRGEM MARIA CAPITULO 4


CAPÍTULO VI



Muito ouvimos falar sobre Myrian ou Maria, o Evangelho de São Lucas é o que mais descreve a pessoa de Maria e seu papel na Obra da Salvação. 
Mas quem foi Maria e porque ela têm tanta importância?
Maria nasceu e viveu grande parte de seu tempo em Nazaré, um vilarejo da Galiléia na Palestina.  
Maria foi uma judia como todas as mulheres judias de seu tempo, sabe-se que teve uma infância privilegiada para o seu tempo já que nem todas as mulheres podiam ler e escrever. Mas com Maria foi diferente, ela foi bem preparada por seus pais, Joaquim e Ana os quais lhes ensinaram todas as virtudes de uma moça de seu tempo. A cuidar da casa, a ter uma vida espiritual sólida, dentro dos princípios da Lei de Moisés como todo judeu.
Uma menina como outra qualquer, porém seu coração jazia uma pureza preparada por Deus que ela não sabia. Até a seu encontro como anjo ela foi uma menina normal, como qualquer outra, também namorou e ficou noiva cedo, de José o carpinteiro de Nazaré. Esse namoro que segundo São Lucas foi conturbado por causa da encarnação do Verbo e a visita do Anjo. (Lc1, 1a) Mas depois tudo voltou ao normal, ela se casou com seu prometido José e os dois criaram Jesus Cristo. José e Maria sabiam que Jesus era o Messias e fez de tudo para dar uma boa educação ao Filho de Deus dentro das suas possibilidades.


O CASAMENTO COM JOSÉ

Para entender um pouco sobre o casamento de Maria e José temos que voltar nosso interior lá no tempo em que tudo aconteceu. 
Segundo as tradições, leis e costumes dos judeus, uma moça só podia casar virgem, caso contrário estaria cometendo adultério com seu prometido e, a pena segundo a Lei de Moisés para a prática do adultério era o apedrejamento em público.
Eis um dilema, Maria já estava grávida. Como explicar isso a José? jamais seu noivo entenderia que aquela gravidez fosse divina. Pois ainda que Maria bem explicasse para um homem seria incompreensível. José era da linhagem de Jessé, uma das doze tribos de Israel, por isso a Bíblia vem também chamar Jesus de "Filho de Davi", porque Davi, que foi rei de Israel era também descendente das 12 tribos de Israel. Mas nem assim seria fácil a um homem compreender tais mistérios.  
Quando José soube da gravidez de Maria, afastou-se dela, imaginando que ela tinha conhecido outro homem e no entanto cometido adultério, e como seria duro pra José ter que denunciá-la, e repudiá-la. Pois a Lei de Moisés dizia que o homem tendo pego a mulher em adultério deveria escrever de próprio punho uma carta de repúdio e denunciá-la, daí então podiam se separar. Mas o amor de José era muito maior, ele resolve então deixar Maria em segredo para que isso não acontecesse. Como seria duro para José ver sua noiva amada apedrejada em público e morta? Imagine quanto foi duro para José a princípio ver sua felicidade e seu sonho de se casar com aquela linda donzela indo se acabando em um apedrejamento... Mas Deus estava ao mesmo tempo assistindo também  José. Precisava dele, como homem, como Pai zelozo que seria para seu Filho Unigênito. (Para criá-lo enquanto pessoa humana, para transmitir todo ensimamento humano. José foi muito importante para a educação de Jesus. Era ele quem deveria criá-lo segundo as leis e as tradições do seu povo e lensinar uma profissão ao menino para que mais tarde pudesse trabalhar. Jesus foi carpinteiro também como José.) 
Maria sendo assistida pelo Espírito Santo, confiante aceitou tudo. Mas José não, ele não entendeu  e  foi embora.  Nessa ocasião Deus interveio em favor de Maria e, José teve a visão do Anjo que lhe revelou sobre a gravidez de Maria. "José, filho de Davi, não temas em receber Maria por esposa, pois o filho que ela traz em seu ventre foi concebido pelo Espírito Santo!" - então josé pode entender. (Mt1, 20-21). Então José, surpreso e ao mesmo tempo feliz, procura Maria, reata o noivado e assume o filho que ela trazia  tornando-se pai adotivo de Jesus. Todo esse relato se encontra registrado logo no princípio do Evangelho de São Mateus cap. 1, 18-25.
É José quem dá toda assistência a Maria. Ele cuida da gravidez de Maria, casa-se com ela. Então estava constituída a SAGRADA FAMÍLIA. É ele quem conduz Maria até Belém para o recenseamento, para que que se cumprisse a Profecia que dizia que o Messias nasceria em Belém na Judéia. (profecia de Miquéias cap.5, 2); É ele que junto com Maria vai ensinar, proteger, educar Jesus. É José quem ajuda Maria na hora de dar a luz. Tão santo foi José, que não se encontra na Bíblia um relato que  fale mais sobre José. É ele quem foge para o Egito com Maria para escapar de Herodes. Esse é o único relato da  Bíblia sobre José, homem, (varão), justo como diz a Bíblia. E dá-se a entender que a missão de José depois do nascimento de Jesus até sua volta do Egito com Maria se encerrou em Nazaré na Galiléia. Como é bonito quando a gente aceita e confia em Deus como fez Maria e José. Num isntante todo sonho de Maria de se casar estava por terra, e logo, por intervenção de Deus tudo se resolvia. Maria sabia, confiava em Deus, tinha a promessa do Anjo Gabriel sobre a assistência que devia ter do Espírito Santo, pois Ele sempre a assistiu em todos os momentos.   
 

(na foto, moças judias à orar, provavelmente em uma dessas situações que ocorreu a visita do anjo Gabriel à Maria)









O QUE MARIA REPRESENTA SEGUNDO A BÍBLIA?
PORQUE A IGREJA DIZ QUE MARIA É A "NOVA EVA?"


Bem, para isso, precisamos recorrer a Bíblia e fazer uma sinopse do Antigo e Novo Testamento para entender porque Deus escolheu Maria para ser a Mãe de Cristo.
A Bíblia destaca a figura de duas mulheres: EVA a primeira mulher e MARIA DE NAZARÉ a mãe de Jesus. O que as duas tem em comum? fisicamente falando nada, espiritualmente falando tem uma relação na Obra da Salvação. Por quê? 

EVA, segundo o Livro do Gênese foi a mulher que Deus escolheu para ADÃO o primeiro homem que tendo desobedecido Deus, levou-os a perda do Paraíso. Isto é, tendo desobedecido Deus, quiseram ser iguais a Ele, e assim pela desobediência de Eva, cometeram  pecado contra do Senhor e privaram-se da graça de Deus. Eles e todos seus descendentes. Vamos ler:  Gên 2, 16-23; Gên 3, 1-20. Claro que o Livro do Gênese não é um livro científico, mas espiritual e como tal a figura de ADÃO e EVA aqui representa a fragilidade humana para entender que somos criaturas limitadas, criadas por Deus devíamos a todo tempo ser fiéis a Ele. 

Mas segundo a Bíblia, Eva havia perdido a graça de estar sempre com Deus, pela desobediência foi introduzido na humanidade o pecado. Porque a Bíblia diz que a culpa foi atribuída a Eva e não aos dois? - por que na cultura judáica a mulher é submissa ao homem e lhe deve obediência, sendo privada até de alguns direitos sociais, por isso EVA aparece como principal culpada por ter desobedecido a Deus. A Bíblia diz que ela "comeu do fruto" isto é experimentou o sabor da desobediência.

Mas para livrar o homem deste pecado, Deus prometeu um Salvador, que foi esperado por muitos milênios. Deus já havia escolhido a Virgem Maria muito antes, desde a criação. Mas depois de muito tempo, nasceu Maria, essa moça simples, pura. A palavra e o contexto de virgindade, segundo a Bíblia vai muito mais além do que o mero ato de conjunção carnal, o romper do hímen em uma relação sexual. Mas significa sobretudo, a pureza de coração, isto é do espírito. Ser virgem segundo a Bíblia, é aquele ou aquela que está livre de qualquer sentimento de pecado, puro, preparado para Deus.

E Maria foi essa pessoa que Deus escolheu, moldou e preparou, por isso chamamos de "Virgem Maria".  Porque Deus assim quis que ela fosse. "Como acontecerá isso se não conheço nenhum homem?" Lc1, 34e logo após uma conversa firme do Anjo entendendo a responsabilidade mas sem hesitar disse a jovem Maria: "Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra!"(Lc1, 38); em outras palavras: "cumpra-se em mim aquilo que Eva teve a chance de fazer e não fez!"   ... Por isso Maria é tão especial. Tão especial que os Apóstolos Paulo e João o evangelista vem dizer que Maria é a NOVA EVA. Não que ela seja uma reencarnação de Eva, mas porque justamente o que Eva perdeu com o pecado da desobediência, Maria ganhou com a graça da obediência e Deus. Basta ler Jo2, 4; 19, 26; Gal4,4 e Apoc 12,1. E se Maria é simbolicamente a "Nova Eva"e Jesus  o "Novo Adão".

Eva nossa primeira "mãe", estava dotada de graça santificante antes do pecado original. Possuía dons sobrenaturais portanto, São Paulo declara que o segundo Adão, referindo também simbolicamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio restaurar o que Adão perdeu com o pecado - o estado de Santidade e Justiça - em razão do pecado original. Vamos ler : 
Rm 5, 12
Ef 1, 10; 4, 23
1Cr6, 11
2Cr5, 17
Gl6, 15
Rm5, 10; 8, 14

A Igreja sempre nos ensina que o primeiro casal possuía todos os dons sobrenaturais em razão de Gn1, 26; (semelhança natural com Deus) e Gên2, 7 (sopro de vida: princípio da vida sobrenatural) e Ec 7, 29 (retidão-justiça).  Adão e Eva foram criados em estado de graça santificante. Além dos dons sobrenaturais possuía Eva, os dons preternaturais chamados dons de integridade.           
Esse dom de integridade ou retidão significa imunidade a concupiscência. 
Concupiscência a tendência espontânea, seja sensitiva ou espiritual , que precede a toda reflexão do entendimento e toda resolução da vontade e que persiste ainda contra a decisão desta última. O dom da integridade consiste no domínio perfeito do livre arbítrio sobre toda tendência sensitiva espiritual, mas deixa subsistir a possibilidade do pecado.  

São Paulo nos revela que a concupiscência procede do pecado e inclina o homem para o pecado. Se procede do pecado, Eva antes de cometer o pecado original estava imune a concupiscência.
A Palavra de Deus em Gên2, 25 revela perfeita harmonia entre razão e o desejo sensitivo. Só depois do pecado o sentimento do pudor aparece, conforme Gên3, 7.10 - Estava pois Eva dotada dos dons sobrenaturais e preternaturais podendo portanto evitar facilmente o pecado.

Além do dom da integridade, Eva possuía os seguintes dons preternaturais: da imortalidade corporal, da impassibilidade, isto é da imunidade do sofrimento e do dom da ciência, isto é, conhecimento  infuso dado por Deus, de muitas verdades naturais e sobrenaturais. Eva por causa do pecado submeteu-se ao castigo da morte corporal. Deus havia esclarecido e estabelecido que ao desobediência aos seus  preceitos acarretaria na morte. Foi o que aconteceu com Adão e Eva. Leia:
Gên2, 17; 3, 19
Deus não é o autor da morte Sb1, 13 - comparar Rm 5, 12.

O dom da imortalidade significa a possibilidade de não morrer. A imortalidade provinha pelo fruto da Árvore da Vida, Gên2, 9. 3, 22. Árvore esta que representa a Eucaristia. Os vivos podem comer desse fruto da Árvore da Vida e quem dele come não morre mas tem a vida eterna. Jo20, 22.

Os mortos, isto é aqueles em pecado mortal, devem se converter e receber o sacramento da Confissão para obter a vida. (veja em: Gên2, 7 e Jo20, 22. Jesus disse: "Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância!"
Quanto ao dom da impassibilidade, quer dizer da imunidade ao sofrimento, significa estar livre dos sofrimentos. Esse está relacionado ao dom da imortalidade. A Bíblia revela que a dor e o sofrimento são conseqüências do pecado. Gên3, 16ss.

Eva, antes de cometer o pecado da desobediência não sofria por doença alguma. Viviam no paraíso de delícias. Gên2, 15.
Eva participava em grau secundário da obra da criação.
Com relação ao dom da Ciência, afirmamos que Eva começou a existir na forma adulta para ser educadora da raça humana. Deus a tinha dotado de dons e conhecimentos naturais correspondente ao grau de idade que havia sido criada em razão da missão que iria exercer. Eva tinha tanto conhecimento naturais como sobrenaturais necessários para a missão a que foi criada. Tudo que falamos sobre Eva também se aplica a Adão e vice-versa. Gên2, 20.23s.

Após o pecado Deus retira deles esses dons, começa então a involução da raça humana. O pecado trouxe a morte, as doenças e a vida passou a ser uma conquista uma sobrevivência no dia-a-dia.
Agora, Adão e Eva sentiriam o peso da desobediência, por causa do pecado. Deus começa tudo de novo (Jo1, 1ss). Nasce uma nova humanidade, um novo Universo. O processo em razão da graça, vai da morte para a vida, até se consumar na Parusia, isto é a volta de Cristo, não como salvador, mas como JUIZ.

Mas, quis Deus que esses dons dos nossos primeiros pais fossem hereditários, Eva não só recebeu para si a graça santificante mas também pode passá-la aos seus filhos. E como Eva pecou ela perdeu os dons sobrenaturais de santidade e justiça e consequentemente também nós. Transmitiu-nos o pecado. (Sal 50,7)

Eva também perdeu os dons preternaturais de integridade, com exceção do dom da ciência. Eva possuía aqueles dons em razão da graça santificante. Os recebeu não em razão de sua pessoa, mas como mãe dos homens. Tudo era uma presente de Deus à natureza humana. Nós que recebemos a graça de Deus não podemos perdê-la pelo pecado.
Pelo que afirmamos Adão e Eva foram criados prefeitos, pois tudo que Deus faz é perfeito. No entanto foi satanás quem os seduziu e até hoje continua seduzindo os homens ao pecado da desobediência a Deus. E esses dons que eram normais para nossos primeiros pais, agora são paranormais.

A VIRGEM MARIA

Na plenitude dos tempos, (isto é chegada a hora de Deus), - Gl4, 4 - a Virgem Maria - a mais sublime criatura de Deus, perfeita, bela predestinada para ser a Mãe do "segundo Adão" e nos méritos dEle é concebida sem o pecado original, possuindo um grau elevadíssimo todos os dons sobrenaturais e preternaturais e naturais que um dia Eva possuiu, menos a imunidade à dor e ao sofrimento, para como co-redentora da humanidade fosse solidária aos homens na obra da salvação.
*Nota: entende-se como "hora de Deus" ao seu plano de amor, pois Deus não depende de tempo e espaço pois é eterno. 

A Virgem Maria é o prisma de Deus, ela reflete toda a graça, sabedoria, Bondade,  Amor e misericórdia de Deus. Tudo que Deus planejou no ser humano veio realizar-se na Virgem Maria.
Nós a Igreja, corpo Místico de Cristo pelos Sacramentos estamos transformados de dentro para fora, como nos ensina São Paulo, para sermos  uma Igreja Gloriosa sem mácula, ruga e mancha, santa e irrepreensível. - Ef5, 27 - É a volta da posse em Cristo de todos os dons sobrenaturais, preternaturais e naturais. Pois no Céu só entrarão os perfeitos. Ao morremos para o pecado nascemos para a graça que Adão e Eva perdeu. Mas a Virgem Maria pela sua obediência, ao contrário de Eva, alcançou com o seu SIM.

O SIM de Maria nos renovou diante de Deus que a olhou como "bendita entre todas as mulheres" a mais cheia da "graça de Deus!"
Maria ouviu a Deus e aceitou toda responsabilidade de ser participadora da Obra da Redenção trazendo-nos a vida eterna por Jesus Cristo o Filho de Deus encarnado em seu ventre. Enquanto que Eva preferiu dar ouvidos ao demônio, (anjo caído), disse não a Deus trazendo o pecado e a morte a humanidade. Com seu sim, Maria santíssima venceu o demônio e nos gerou para uma nova filiação. Nós que éramos pobres criaturas, passamos por ela a condição de "filhos adotivos" de Deus. Portanto se Eva foi a mulher vencida pelo pecado, Maria foi a vencedora pela graça. Gên3, 15 - Apoc12, 1ss.  Eva foi desobediente, Maria foi obediente até a morte como Jesus Cristo foi. Maria santíssima morreu como todo ser humano, mas como tinha a graça de Deus e não tinha a mancha do pecado original, era pura e santa, Deus a preservou da corrupção carnal, após a morte   levou-a  para o céu de corpo e alma. Restituindo o paraíso que Eva perdeu.

São Justino, (no ano163 d.C), disse que:

"Porque Eva, quando ainda era virgem incorrupta, havendo concebido a palavra que lhe deu a serpente, deu à Luz a desobediência e a morte mas a Virgem Maria concebeu fé e alegria quando o anjo Gabriel deu a boa notícia que o Espírito do Senhor viria sobre ela..."

Santo Irineu (no ano de 202), disse que:

Partindo do ensino de São Paulo, sobre a recapitulação de Gálatas 4, 4; "A Virgem Maria foi achada obediente, porque disse: "Eis aqui a serva, (traduções antigas se diz escrava), do Senhor". Eva, pelo contrário foi desobediente, porque não obedeceu apesar de que ainda era virgem. E assim como que tinha como marido Adão, mas não obstante era virgem ainda, foi desobediente a causa da morte para si mesma e para toda raça humana. Assim Maria que tinha destinado um esposo, não mas não obstante ser ainda virgem, se converteu por obediência em causa da salvação para si mesma e para todo gênero humano... Desta maneira foi também desatado o nó da desobediência de Eva pela obediência de Maria, porque o que a virgem Eva atou com sua incredulidade, desatou a Virgem Maria por sua fé. E se primeira Eva foi desobediente a Deus, a segunda, Maria, foi obediente, a fim de que a Virgem Maria fosse intercessora da virgem Eva. E assim como uma virgem atraiu a humanidade ao cativeiro da morte, assim também foi salvo por uma virgem: Porque a desobediência virginal foi compensada e em contrapartida por uma obediência virginal."

Sem a Virgem Maria não se entende o plano de salvação. Quem não é filho de Maria se faz filho de Eva.  Nossa Senhora está sempre no plano de Deus. Como mãe, mestra e colaboradora de Cristo.
Quando Deus decretou a Encarnação de seu Filho, decretou também a maternidade divina de Maria. Deus poderia, pois para Ele nada é impossível, enviar seu Filho em forma humana, sem ser preciso nascer de uma mulher e passar pela fase da infância. Mas Deus não quis assim. Ele escolheu nascer da mulher, (Gl4,4). Para que a raça humana participasse do seu plano de salvação. Se o demônio venceu a primeira criatura feminina, Eva, e em consequência todos os homens e mulheres. Ele quis que Maria vencesse o demônio e trouxesse a salvação a todos os homens. Cristo foi o único que pode dizer: "Sem pecado me concebeu minha Mãe!". Quantos aos demais como filhos de Eva, repetem o Salmo 50, 7.

Deus Pai predestinou Cristo para vir dar vida ao mundo, e ao mesmo tempo predestinou a Virgem Maria para realização do seu plano de amor. O que Deus uniu não separe o homem.
É o Filho de Maria o nosso Salvador, graças a Deus porque pertencemos a religião do Filho de Maria. Predestinada antes da criação do mundo manifestado na plenitude dos tempos.

A Virgem Maria e O Espírito Santo

Tudo se realizou na Virgem Maria e através dela é Obra do Espírito Santo, (Lc1, 49); ela é a única que pode ser chamada Mãe e Esposa de Deus. O Espírito Santo veio sobre ela e a enriqueceu desde o momento de sua concepção. Com plenitude da sua Graça, acima de todas as criaturas. Nela repousou o Espírito Santo em maior intensidade do que narrado em Êxodo 40, 34ss.

Fazendo-a esposa, rainha do Céu e da Terra. "O Espírito Santo descerá sobre ti", diz o anjo Gabriel.Lc1, 35.
Maria Santíssima é o Templo do Senhor, o primeiro Sacrário, (vivo), onde se colocou o Filho de Deus, e também ela é cheia do Espírito Santo eternamente. Porque pelo seu poder, se tornou a Mãe do Verbo Encarnado.

Em Maria tudo é belo e perfeito, assim como todas as coisas do Antigo Testamento eram santas e perfeitas, puras. Deus Criou um ser perfeito, belíssimo, puro como é Nossa Senhora para ser sua esposa e Mãe, lembro agora o profeta Isaías quando disse em Is 62, 5: "Assim como um jovem desposa uma jovem, aquele que tiver construído te desposará. E como recém-casada faz a alegria de seu marido, tu farás a alegria de teu Deus!"

Deus exigia no Antigo Testamento, coisas, puras, santas, perfeitas. Como os óleos, as vestes sacerdotais, as vasilhas de purificação, os utensílios e até o dízimo, tinha que ser puros e santificados.
Tudo que era lhe consagrado tinha que ser puro, isto é, perfeito. Será que Deus iria realizar sua obra de encarnação em uma mulher que não fosse pura? Claro que não.

Para isso Ele mesmo criou a Virgem Maria sem manha de pecado. A santidade de Deus exigia que Ele assim o fizesse. O livro do Cântico dos Cânticos revela:
"És toda bela oh minha amiga e não há mancha em ti!" ... O Espírito Santo chama a sua esposa, a Virgem Maria de "Jardim fechado e fonte selada": "És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada." Cânt4, 12.

O Divino esposo amou a Virgem das virgens, Maria, como um amor superior, delicado a todas as demais criaturas. (Sl 86). Nossa Senhora foi santa desde o momento de sua conceição. O livro Provérbios canta louvores a Virgem Maria. (Prov31, 10). O livro dos Cãnticos a chama de Imaculada. (Cânt6, 9-10): "Uma porém é minha pomba, uma só a minha perfeita. Ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que deu à Luz. Ao vê-la,  as donzelas lhe proclamam bem-aventurada, rainhas e concumbinas a louvam".

Essa é a razão pela qual o Anjo reconhecendo a santidade perfeita a qual proclama: "Ave cheia de graça!" Cheia de graça e de toda plenitude. Santa de alma e de corpo para poder dar a Deus o Filho, carne santa, o seu corpo. o Anjo a proclama cheia de graça antes mesmo de conceber o filho.

A Virgem foi insenta do pecado original originante, daí a sua Imaculada Conceição. Pois São Paulo na Carta aos Romanos diz: "Todos pecaram em Adão mas ela não herdou o pecado de Adão." Esse é o testemunho unânime dos Santos Padres da Igreja, pois Aquele que  formou a primeira virgem, Eva, sem defeito, formou também a Virgem Maria, sem mancha, sem culpa original. Seria abominável que o Verbo de Deus nascesse de uma pecadora, impura.

Interessante notar o consenso dos fiéis, em todas as épocas a respeito da Imaculada Conceição de Maria Virgem. Obra do Espírito Santo, sem dúvida alguma. Desde a antiguidade a Festa da sua Natividade. Está assim implícita a verdade que a Virgem Maria foi cheia do Espírito Santo desde o primeiro dia de sua vida. A graça santificante a dotou de todos os dons sobrenaturais e preternaturais e naturais desde o ventre materno.

Livre da concupiscência, extraordinariamente livre, usou de sua liberdade, dom de Deus, para amá-Lo e servi-Lo. Todos os seus sentidos, emoções, razão, tudo, toda ela inclinada, por livre vontade, amar a Deus, conforme o capítulo 24 do livro do Eclesiástico. Santo Ambrósio, apoiado no livro dos Cânticos dos Cânticos 8,5; afirma que esta é a Esposa do Espírito Santo, que se apoia o amado (o próprio Espírito Santo).

Maria foi permanentemente fiel a Divina Graça. Santo Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, afirma que de três modos foi a Virgem Maria: Cheia da graça de Deus na alma, porque desde o início foi inteiramente de Deus. No corpo, pois que de sua carne revestiu o Verbo de Eterno. Finalmente foi cheia, plena, da graça de Deus em nosso benefício, para que todos nós pudéssemos participar de sua graça.

A graça que recebemos tem como autor Jesus Cristo e a Virgem Maria como medianeira. Cristo é a fonte e Nossa Senhora o canal. 
O demônio odiando os homens procura afastá-los de Maria Santíssima. A perda da fé, da devoção à Virgem  Maria é obra e sedução do diabo.

Porque Deus conferiu tantas graças a Virgem Maria?
Por causa da predestinação como Mãe de Deus. Como dissemos acima, desde o início de sua vida, teve a plenitude da razão. Foi Virgem por opção, por livre escolha. Foi Mãe, mas conservou a glória de sua virgindade. Foi belíssima, nenhuma criatura se assemelha a ela.

Santa Brígida recebeu a revelação de Deus que a Virgem Maria excede muitíssimo a beleza dos Anjos e dos Santos. A Virgem Maria é infinitamente inferior a Deus, mas é imensamente superior a todas as demais criaturas. Contemplar nossa Mãezinha do Céu em sua beleza afugenta todos os pensamentos impuros. Deus ouve as súplicas da Virgem Maria, pois reconhece como sua verdadeira e puríssima Mãe. Portanto caro amigo (a), peça a Mãe que o Filho concede.

CURIOSIDADES:

(mulheres judias a fazer pão)
 
O pão e o vinho eram a comida  e abebida do dia a dia, como nosso arroz e o nosso café. Não era o pão francês como nós conhecemos, mas um pão mais rústico. Porém nutritivo, e assim que Jesus se encerra em um Pão. Muitas vezes faltava outros tipos de comida mas sempre havia um pedaço de pão... O partir, o compartilhar era muito usado nas famílias da Judéia. Quando o ancião, (mais velho) estava presente, era ele quem iniciava as refeições depois da oração de Ação de Graças. Por isso no episódio em que os discípulos de Emaús se puseram à mesa, com o forasteiro (que era Jesus ressuscitado); quando Ele parte o pão logo eles reconhecem quem, é Jesus mesmo. O reconhecem pela forma, pela maneira de Jesus distrubuir o pão. (Jo24, 30-31)       


              







(forno construído na rocha onde as mulheres judias assavam o pão)

O forno era assim feito na rocha ou de barro, onde se assava os alimentos, principalmente o pão. Até hoje em algumas aldeias de Israel se usa esses fornos.









(mulheres judias na cozinha)

No tempo de Nossa Senhora as famílias viviam de um modo muito simples e peculiar. A mulher judia cuidava de todas as obrigações da casa, ao homem judeu, cabia o trabalho no campo, com os animais ou no pequeno comércio. Era o esposo que sustentava a família e quando ele falecia era o filho mais velho, dizia a Lei de Moisés. Quando Jesus morreu sendo Maria a Santíssima Virgem mãe de um único filho Jesus, Ele o entregou a João para que cuidadasse dela em seu lugar visto que não havia outros filhos que cuidasse de sua Mãe, no evangelho de João se encontra: ... "E ohando para o discípulo, (João), disse": "Filho, eis aí  tua mãe!" Jo19, 27. Isso desmente o que os protestantes dizem que Maria Santíssima teve  outros filhos com José depois que Jesus nasceu.

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