quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

EXISTE SEXO SEGURO!





texto adaptado, *Cassio Abreu-Revista Brasil Cristão, ed. dez/2010
Conclusão complementada por:  Elmando Valeriano de Toledo






Alguns setores questionam como é possível a Igreja não recomendar o uso de preservativos nas relações sexuais, com a finalidade de se combater doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a AIDS. Talvez, nós católicos, nos sintamos constrangidos quando o Ministério da Saúde ou a OMS, (Organização Mundial da Saúde) expressam suas opiniões a favor do uso do preservativo. Mas vamos pensar pouco a pouco:

A OMS parte de um fato: os costumes atuais não seguem as normas tradicionais, em que as relações sexuais estão destinadas a consumar um amor estável dentro do matrimônio aonde, como fruto desse amor, virá os filhos, criados e educados no âmbito familiar. Isto poderia ser considerado o "ideal", mas não podemos viver de "idealismos", mas de realidades.

E a realidade mostra que os jovens começam a ter relações sexuais antes do matrimônio; muitos não se casam e mantêm relações eventuais e transitórias; os jovens se deixam levar pelos seus impulsos e sentimentos, e não se vive a fidelidade conjugal. Há um clima de permissividade e promiscuidade, bem diferente de um eventual teórico "ideal".

É preciso encarar essa realidade, deixando de lado certos princípios que estão sendo ultrapassados pelo progresso da ciência e das descobertas dos fármacos anticoncepcionais e dos preservativos. A verdade é que a Igreja está fora da realidade, dizem...

E a OMS continua argumentando: qual é o método mais seguro, barato e de fácil divulgação? O preservativo. Mas, outros setores da sociedade, inclusive a Igreja, questiona: "O preservativo não tem falhas?"

Alguns representantes do Ministério da Saúde e da OMS dizem que não. Outros admitem que elas existem, mas argumentam que os preservativos tem apenas 10% de falha. Este risco, porém, é muito maior quando eles não são usados, quando o risco é de 100%. É por esta razão que a OMS recomenda o preservativo.

Estes argumentos parecem tão contundentes que não poucos católicos ficam perplexos. Talvez cheguem a contradizer abertamente a posição da Igreja, mas ficam com dúvidas, acuados ou menos fragilizados. Devemos contudo, ponderar que a Igreja tem razões sérias para recomendar que não usem preservativos.

As propagandas recomendam o uso do preservativo como se as relações sexuais promíscuas fossem "normais", inócuas, inevitáveis ou até recomendáveis: "aproveite o carnaval, mas use camisinha!". Se aceita um pressuposto inadequado - a promiscuidade - e inclusive incentiva a mesma: "não iniba, divirta-se, mas cuidado! Use camisinha!", para combater a AIDS.É um meio que convida ao desregramento sexual e que traz consigo muitos inconvenientes: o contágio com doenças sexualmente transmissíveis, o enfraquecimento da força de vontade, a perda do comportamento social correto, a falta de respeito à pessoa humana e, sobretudo, a infidelidade conjugal e a gravidez precoce, da qual não poucas vezes deriva o aborto.

O descobridor do vírus HIV, LUC MONTAGNIER, disse que:

" São necessárias campanhas contra práticas sexuais contrárias à natureza biológica do homem. E, sobretudo há que educar a juventude contra o risco da promiscuidade e vagabundeio sexual".

Note-se que não é o padre que fala no confessionário, mas é o cientista descobridor do HIV.
Além disso, existem numerosos trabalhos que demonstram a ineficácia dos preservativos. A Food And Drug Administration (FDA),, entidade Americana que aprova o uso de medicamentos, estudou 102.000 preservativos de 430 marcas (165 de marcas americanas e 265 estrangeiras). O resultado verificou que 12% das marcas americanas e 21% das marcas estrangeiras não tinham um nível suficiente de qualidade e segurança. Aceitando essa taxa de defeitos , a chance de falha no caso do preservativo seria de 20,8% anual, com uma relação sexual por semana, e de 46, 6% se fossem duas vezes por semana. Ou seja, uma situação altamente arriscada para contrair doenças.






Em 1992, o Dr. Ronald Carey, pesquisador da FDA, introduziu microesferas do diâmetro do HIV em preservativos aprovados no teste da FDA e os submeteu a variações similares às que produzem numa relação sexual: um terço deles (33%) deixou passar entre 0,4 e 1,6 manolitros. 

Numa relação sexual de dois minutos, com um preservativo que perde 1 manolitro por segundo, passariam cerca de 12.000 do vírus HIV. Como se observa, a porosidade do látex pode permitir a passagem do vírus da AIDS, com toda sua carga mortífera, apenas numa breve relação, este vírus é 450 vezes menor que um espermatozóide.                   

O CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS  de Atlanta, EUA, reconhece que "o uso apropriado dos preservativos em cada ato sexual pode reduzir, mas não eliminar, o risco de doenças de transmissão sexual".

E acrescenta: "a abstinência e a relação sexual com o (a) parceiro (a) mutuamente fiel não infectado(a) são as únicas  estratégias preventivas totalmente eficazes".

esta frase parece um aconselhamento da Igreja, mas é a própria OMS. Criticando a a Igreja, essa Organização contesta suas próprias afirmações. 
Podemos nos inibir às vezes, mas é preciso ter a coragem de dizer ao Estado e aos nossos filhos(as) e à sociedade a verdade. Não existe sociedade estável sem famílias bem constituídas sem maturidade e fidelidade conjugal. E não haverá fidelidade conjugal se não educarmos nossos jovens para a afetividade e para o sexo seguro e responsável. Por isso o Mandamento de Deus: "Não pecar contra a castidade!"

CONCLUSÃO  



As doenças sempre existiram e existirão. No passado e ainda hoje lutamos contra elas que são as mesmas: o sarampo, a varíola, a rubéola, a doença de chagas, a febre tifóide, a malária, a lepra, a tuberculose,a febre maculosa, a lepstospirose, o HPV, o câncer, etc.


Porém a grande diferença é que, essas doenças matavam e pouco eram estudadas e conhecidas pela ciência.
Mas havia entre as famílias conceitos de certos valores que ajudavam e muito a preveni-las. Podemos perguntar: por que essas mesmas doenças matam muito mais hoje? Com os mecanismos de defesa avançados que temos, não estão totalmente erradicadas? Não! elas matam mais porque há pouca prevenção. Alguns escondem suas doenças e, quando se vê, já não se pode fazer mais nada. Outro fato é que, algumas bactérias e vírus estão ficando  resistentes aos antibióticos e às vacinas.   


Mas é bom lembrarmos que, os cientistas do passado e os de hoje recomendam é a "pura" prevenção, isto é, precisamos rever a base da estrutura familiar. A prevenção deve ser questão de educação "de berço".


O remédio serve por algum tempo, mas depois as doenças se tornam mais resistentes, como vemos acontecer com certas mutações de vírus e bactérias, hoje, tão nocivas, divulgadas pelos meios de comunicação como é o caso da bactéria KPV. E não podemos esquecer que não existe remédio e vacina contra o HIV, a AIDS não tem cura.

A grande diferença, é que os próprios valores familiares ajudavam e ao mesmo tempo, faziam um "certo bloqueio" nessas doenças contagiosas no passado. Havia a união entre as famílias. Outro fato ainda mais grave é o uso de drogas injetáveis, o compartilhamento de seringas entre os mesmos usuários. Também é um fator que não é levado em conta no número de contagiados.    


O laço matrimonial era forte entre o casal e a promiscuidade era de poucos. Havia fidelidade conjugal. E os namoros não eram libertinados como hoje, com "certas liberdades". Havia jeito, regras, horários, respeito, sobretudo quanto a responsabilidade das relações sexuais. Não se ouvia falar de entorpecentes. Hoje qualquer cidade do interior sofre com a proliferação do uso de drogas, principalmente a maconha e o crack. Sabe porque isso acontece?


1) Os pais deixam de estar presentes na vida dos filhos. 2) Há falta de valores cristãos dentro das famílias. 3) Os pais ausentes acham que é normal a um (a) jovem sair de tarde e chegar de madrugada. 4) As mães não preparam suas filhas para uma relação sexual madura e consciente dentro dos valores cristãos. 5) Muitos acham normal uma jovem se engravidar aos 14 anos e um filho ser pai com a mesma idade. Falta regras, educação!


Num passado não muito distante, ainda a moral e os bons costumes eram ensinados desde cedo pelos pais aos filhos. Havia uma educação suplementada nos valores da vida cristã. Sabe por quê? porque a Igreja estava mais presente na vida das famílias. O sacerdote era sempre o maior conselheiro da comunidade a Igreja era respeitada como algo realmente sagrado e não como uma instituição religiosa qualquer.    
  
Nossos pais, avós e bisavós, eram mais fiéis, se importavam em educar seus filhos e o casamento era algo muito sério.


De certa forma os jovens eram mais preparados para assumir o lar com responsabilidade e dignidade, pouco se falava em infidelidade conjugal.


Infidelidade... essa palavra ecoa em  nossas mentes nos dias de hoje como uma coisa normal, mas não é. É uma praga! E o resultado são as diversas doenças, principalmente as sexulmente transmissíveis, mais abortos, e gravidez precoce. Crianças de ruas, sem lar sem ninguém que lhes dê apoio, jovens sem futuro... As vezes nos deixamos levar pelo consumismo e pelas tarefas e quando damos conta, nossa família está carente de amor, afetividade, moral e religiosidade.  

O motivo do desagregamento da família é a falta de estrutura moral com que as pessoas vivem hoje, é a falta de amor, a falta de ensino ensino, de correção e de vivência dos valores cristãos e, principalmente o respeito pela vida e pelo próximo.


Pode-se colocar de tudo em uma casa, mas se esta casa, Deus não for o centro de tudo, e sobretudo, as leis que Ele nos deixou, nada mais poderá ser feito. O resultado é o cataclisma, a decadência da família.  

A Igreja não é contra o, "usar", no sentido direto da palavra o preservativo. Ela é contra, porque como lemos acima além de não ser 100% seguro, produz uma falsa segurança entre os jovens principalmente, incentivando-os a levar uma vida de libertinagem e promiscuidade sexual, sem responsabilidade. O resultado é a contaminação pelo HIV e além disso filhos sem pai e muitas vezes também sem mãe jogados pelo mundo afora. 


É importante lembrar que o santo padre o Papa Bento XVI, ao contrário do que muitos pensam, não está proibindo o uso do preservativo com razões preconceituosa, ou ainda, como dizem alguns: mas se não usando a AIDS o risco de contágio não seria maior? Não seria o Papa equivocado em suas colocações?


Bem... Quando o Papa não recomenda o "uso" do preservativo, é porque como lemos neste artigo, ele não é suficientemente capaz de barrar o vírus HIV, então passa-nos a falsa idéia de segurança. Segurança que cientificamente não existe, pois ele não é 100% seguro. Inclusive, induz os jovens a autoconfiança no preservativo, aumenta-se ainda mais o risco de contágio. A Igreja não tomou esses argumentos por motivos religiosos, nem por preconceitos, mas por estudos cientificamente comprovados. Além do mais, novos estudos comprovam que o número de contaminados pelo HIV não diminuiu, mas pelo contrário, aumentou significativamente no mundo inteiro nesses últimos tempos.


Como instituição religiosa, a Igreja defende a sexualidade responsável, isto é, entre os casados, e a fidelidade conjugal. Dentro destes princípios está o respeito pela vida.
Um sêmen humano ou animal é vida. Ainda que não fertilizado, é vida. 
Não podemos manipular a vida como se ela não valesse nada, pois Deus tanto valorizou a vida humana, que nos deu seu Filho Jesus Cristo que morreu pela nossa vida. E as vezes nossa prepotência, nosso orgulho, nos impede de perceber que somos obra de Deus e só Ele é a Vida


Cada vez mais surgem idéias, pessoas que querem ser maiores do que Deus, nós mesmos, católicos, evangélicos e de tantos credos dizemos ser de Deus, crer em Jesus, mas somos mais ateus do que os que não acreditam em Deus.


Quem não escuta a Igreja, que tem o poder de falar em nome de Deus, vai ouvir a quem?... O mundo já está pagando caro pelas nossas atitudes inconseqüentes. Tudo que vemos hoje: as doenças, as catástrofes, a fome, a miséria, tantos tipos de violência e morte, estão existindo por causa da prepotência humana e da nossa desobediência para com as coisas de Deus.  achamos que somos dos "donos do mundo", mas não somos, somos pó. Pobres e ricos, o fim é o mesmo. Os vermes não escolherão por classe social quem vai ser comido. Somos pó... Só a Palavra de Deus é eterna!             

A Igreja é a favor da preservação e valorização da vida seja ela qual for, do nascimento à morte e quer que todos sejamos responsáveis pela preservação da vida acima de tudo. Essa é uma responsabilidade que Deus nos deixou e seremos julgados por ela. É preciso que haja o renascimento dos valores da família. Valores com os quais não podemos deixar de lado como base primordial da solidificação da família, e sobretudo, a religiosidade. O resgate da oração em família, da prática da palavra de Deus. A Oração também é uma forma de educar nossas mentes e preparar nosso espírito. Família que reza unida, permanece unida! 


Todos nós somos geradores de vida e consequentemente somos responsáveis por protegê-la, desde o seio materno até o leito de morte.


Temos que aprender e, ao mesmo tempo ensinar nossos filhos que: o ato sexual não é só o momento de prazer, mas o meio pela qual essa vida seja continuada. O sexo foi feito para o casamento e não o casamento para o sexo, pois ele dentro do sagrado Matrimônio é sacramento. Por isso deve ter um caráter santo, respeitado como qualquer ato de nossa vida. Não pode ser usado inconscientemente. Até entre os animais irracionais sexuados, a cópula é um momento de profundo respeito. Por que conosco seria diferente? Por que banalizamos demais o sexo? ... É o ser humano que se torna um simples objeto de prazer. O corpo humano se  tornou objeto de desejo e de uso comercial.    

Por isso a Igreja aconselha, ela é mãe e mestra, quer o nosso bem. E se déssemos ouvidos a ela, muitas coisas se acertariam. Deus quer o nosso bem.


Ele nos ama, mas é preciso que nós o amemos, como? respeitando e dando valor a nossa vida e a vida dos outros. Sendo fiel, respeitando e amando-nos mutuamente. 
Quando a mídia, o governo e até instituições não querem respeitar as orientações da Igreja e a criticam, é porque atrás disso estão os valores econômicos com o lucro em demasia da venda de preservativos e medicamentos, estimulantes sexuais. Afinal o sexo é coisa de mercado. Se estivessem realmente preocupados com a saúde dos nossos jovens, certamente, as coisas seriam diferentes. Não existiria tanto consumo de álcool, de cigarros, e a política de prevenção ao uso de drogas seria levado a sério nesse País. A maioria dos crimes que vemos hoje nos noticiários são causados pelas drogas e crimes pacionais e violência nas famílias. 
A maioria dessas mortes e dos crimes cometidos são feitos por jovens e adolescentes.

Mas que voto na urna isso dá? ... É preferível dizer "use camisinha, proteja-se", não para prevenir a AIDS, pois eles não são 100% seguros, mas porque quanto mais se usa mais se lucra, quanto mais se droga mais as clínicas particulares lucram e mais o pobre "se lasca". O coquitel anti-aids apenas freia, retarda a ação do vírus mas não o destrói, quem se contamina, está infectado para sempre e o resultado não é outro senão a morte.    

Mas nós podemos mudar, a hora é agora. Prevenir é preciso mas de maneira correta, não basta tapar o sol com a peneira, depois da desgraça feita não adianta mais. Vamos educar nossos filhos a viver os valores da ética e da moral, vamos ensiná-los que o caminho de Deus ainda é o melhor caminho. Não há outro. Vamos prepará-los para o mundo, vamos falar de sexualidade com eles e ensiná-los a serem homens e mulheres fiéis e responsáveis.

Isso não vai impedir que as epidemias desapareçam, mas vai modificar muito a sociedade. E vão evitar muita gente sofrendo por aí, de doença, fome e miséria, sobretudo a miséria espiritual.

É isso que a Igreja Católica quer e nada mais.                         
  

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