quinta-feira, 31 de março de 2011

HOSANA AO FILHO DE DAVI!

Texo de: Elmando V. de Toledo
  O Evangelho segundo Mateus 21, 1-11, narra que Jesus e os discípulos estavam indo à Jerusalém, chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras. Então Jesus mandou que eles conseguissem-no um jumentinho emprestado. Isso deveria acontecer para se cumprisse a profecia de Zacarias, (Zac9, 9): "Dizei a filha de Sião, (Jerusalém), eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo." E os discípulos assim o fizeram.

Jesus entrou na cidade e foi aclamado rei com estas palavras: "Hosana, (viva, salve), o Filho de Davi!" ... "Bendito o que vem em nome do Senhor!"

Ora, todo judeu devia ir celebrar a Páscoa, a festa mais importante dentro da Tradição judaica. Jesus foi várias vezes à Jerusalém com seus pais, Maria e José. Assim como todo Judeu, era muito importante ir à Jerusalém como manda a Lei de Moisés. Era importante ficar ali, ir ao Templo e celebrar a Páscoa. Jerusalém era muito significativa, a cidade sagrada, imponente onde ficava o Templo de Deus construído pelo rei Salomão. Mas Jerusalém estava entregue a um domínio estrangeiro, os Romanos. O povo não aceitava mais a opressão de Roma, os castigos, os impostos. E tinha que aguentar as muitas cargas e preceitos que os sacerdotes impunham para que o povo cumprisse. Portanto, a opressão castigava o povo judeu dos dois lados. Mesmo com tudo isso, podiam ainda esperar pelo Messias, o Enviado de Deus. Esse "Messias" deveria vir com poder e glória e em nome de Deus para libertar Israel do poder dos romanos. E restituir o trono de Davi que foi tomado. Esperavam um Rei especial com poderes divinos que acabasse com aquela opressão. Mas o propósito de Jesus, a salvação que Jesus vinha trazer era outra. Jesus era Rei, mas não deste mundo, não daquele momento, ele devia salvar a humanidade do pecado e restituir-nos a condição de filhos de Deus. E Jesus sabia disso, sabia que dali, de Jerusalém só sairia para ser depositado no sepulcro. Muitas coisas iriam acontecer. Mateus diz que Jesus entrou na cidade vai o Templo, e depois volta à Betânia para descansar. Betânia era um povoado perto de Jerusalém e Jesus tinha amigos lá, Marta, Maria e Lázaro, no qual ele tinha ressuscitado. De manhã Ele volta à Jerusalém e começa a ensinar.   

Jesus entrou na cidade e foi aclamado como Rei, mas não pelos ricos, nem pelos sacerdotes que viam em Jesus uma ameaça. Foi aclamado pelo povo simples que de certa forma, viram o que Jesus tinha realizado o queriam como rei de Israel. Muitos estavam convictos de que Ele era mesmo o Rei que o povo precisava e que devia fazer um levante para tomar Jerusalém, libertá-la dos  romanos e assumir o trono de Davi. Pois Jesus era descendente de Davi. Mas não era essa a missão do Rei Jesus naquele momento. Ele não entra na cidade em um cavalo, com roupas finas, nem chega em uma carruagem. Mas foi montado em um jumentinho emprestado. Que rei é esse que vem montado em um jumentinho? ... podiam pensar... E Jesus foi aclamado pelo povo simples cheio de ilusão. Ainda não viam em Jesus o Cristo o Salvador. Mas viam uma esperança remota de um rei, um conquistador. Logo perguntaram: "quem é este homem?" - "Este é Jesus o profeta de Nazaré da Galiléia!" (Mt21, 10-11) Logo mais adiante, o Evangelho vai mostrar que Jesus mostra, ao dizer diante de Pilatos, ser Ele, não o Rei do mundo, mas o Rei do Céu. (Jo18,37). Cumprindo as profecias Jesus se sacrificaria como unica vítima, santa e perfeita pelos pecados de "toda humanidade!" a messiandade de Jesus está justamente em conseguir no sacrifício da Cruz o resgate de todas as criaturas para Deus. E não apenas para um grupo, para um momento como eles achavam que devia ser a missão do Messias.   

Mateus. segue seu evangelho, dizendo que Jesus ficou em Jerusalém. Isto significa que Jesus deve ter ficado ali por muitos dias. Aconteceram muitos ensinamentos e realizado muitos milagres que despertaram a inveja dos sacerdotes. Mas, uma das principais causas que levou Jesus à condenação, foi o fato de Jesus, podemos dizer, desmoralizar os fariseus  diante do povo. As duras palavras de Jesus, vão tocar nas feridas abertas que eles tinham: o orgulho, a prepotência, a inveja, a avareza e a falta de caridade. (Mt23-39) - E Jesus termina lamentando a hipocrisia daquela gente, tão dura de coração e que não O aceitaram. Oh! como Jesus queria que fosse diferente!

Que seu povo aceitasse a salvação que havia chegado até eles e se convertessem... Jesus chega a dizer, que: Ele queria que os filhos de Jerusalém fossem mais fiéis. E queria abrigá-los no seu amor, como uma galinha põe os pintinhos debaixo das asas para aquecê-los e protegê-los... (V.39). Mas não foi assim. Aquelas duras palavras de Jesus,o coração fechado dos fariseus, serviram para instigar ainda mais o ódio dos que iam contra o projeto de Jesus. Começava então tramar a morte de Jesus.   

E mais... quando Jesus vê que o Templo do Senhor, cheio de pessoas inescrupulosas, fazendo dali um comércio e não uma casa de Oração, Jesus ficou furioso e expulsou aquela gente toda.O evangelho narra que Jesus chegou a chicoteá-los com uma corda dizendo: "Minha casa é uma casa de Oração, como podem transformá-la em um covil de ladrões?" e Jesus estava se referindo as palavras do profeta Isaías, (Is56, 7) e deJeremias (Jr7,11).  Ler (Mt21, 12-13).

Mas Jesus permanece ali em Jerusalém por uns bons dias, fazendo curas e ensinando a quem quisesse ouvir. É importante saber disto, porque quando celebramos a Semana Santa e recordamos estes acontecimentos, dá a idéia de que Jesus entrou em Jerusalém e logo foi preso e condenado. Não foi bem assim. Aconteceram muitas coisas até o momento da Paixão.
Mas logo o povo esquece as palavras de Jesus, e instigados pela inveja dos sacerdotes entregam Jesus à morte.  

É preciso fazer uma boa leitura do Evangelho para compreender que Jesus ficou em Jerusalém até as vésperas da  celebração da Páscoa. Ele antecipou em celebrar a Páscoa com seus discípulos. E sabemos muito bem que Nossa Senhora também estava em Jerusalém. Pois era dever de todo judeu e das judias estar em Jerusalém para a festa da Páscoa. Havia dias de preparação para esta grande festa. E foi 3 dias antes que Jesus celebrou a sua Ceia Pascal e vai se entregar como a vítima suprema pelos pecados do mundo.   

Talvez muitas pessoas, no tempo de Jesus, tinham uma visão errada sobre a sua missão, o Rei Jesus para eles era alguém que ia resolver uma situação política do momento. Eles não sabiam nem podiam imaginar quem era Jesus e qual era seu propósito. Embora tivessem vistos os milagres e a pregação do Mestre. Jesus várias vezes disse que eles compreenderiam mais tarde. Ao cear com os Apóstolos, Jesus disse: "O que ora faço não sabeis, mas compreenderás mais tarde!" - A fraqueza humana, as ilusões dos Apóstolos e discípulos de Jesus fizeram com que eles no momento da morte de Jesus, esquecessem muitas coisas. Uma delas é que Jesus várias vezes ressuscitou os mortos, e várias vezes disse que era preciso que ele morresse e ressuscitasse. Mas quando veio a fraqueza, o medo e a angústia, ficaram presos no terror dos acontecimentos na visão do Senhor morto naquele madeiro. Solitário, abandonado, rejeitado e humilhado. Chagado e nu. Esqueceram-se logo daquela realeza que eles tanto gritavam: "Hosa na ao Filho de Davi, Rei de Israel, bendito o que vem em nome do Senhor!" Aliás, foram poucos que estavam com Jesus aos pés da Cruz, o evangelho narra que aos pés da Cruz de Jesus estava: João, Maria de Cléofas, Maria Madalena e Nossa Senhora. Os outros não se sabe, o que se sabe é que quando Jesus foi preso, muitos dos que estavam com Jesus no monte das Oliveiras fugiram, arrancaram suas roupas, fugiram nus para não serem vistos pelos soldados.   
Após a ressurreição puderam ver a glória deste Rei, um rei muito mais soberano. O Rei não apenas de Israel, mas, de toda humanidade. São Paulo chega a dizer que: "diante da realeza de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e nos infernos".  Mesmo Tomé não quis acreditar na ressurreição, talvez ao ver a forma com que o mataram, foi preciso ver para crer. 

A humanidade e muitos cristãos ainda não acreditam no poder e na realeza divina de Jesus. Ainda agem como os judeus do tempo de Jesus, que esperavam um messias vingativo. Deus não age assim. O que assola a humanidade e a natureza certamente é a falta de fé e de amor para com Deus, o próximo e a natureza. Querem aceitar Jesus, como um simples profeta, e não como o Filho de Deus. Que bom se todos pudessem dizer as mesmas palavras do centurião romano aos pés da Cruz de Jesus: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!" - porque as vezes vemos a Cruz e não vemos nela o sinal de nossa salvação. Toda realeza, todo amor de um Rei está impregnado nela. E não nos prostramos diante desta realeza de Jesus Cristo. Preferimos as ilusões deste mundo, estamos longe da humildade e da compreensão das nossas próprias mazelas. Jesus, para quem quem o aceita é Rei e Senhor, aquele que venceu o pecado. Assumiu nossas fraquezas para nos salvar. Este Rei veio para os justos e injustos. Olhar e contemplar a cruz de Jesus é se dar conta do quanto Deus nos amou e quanto Jesus Rei do Universo se fez pobre, humilhou-se a tal ponto por nosso amor e pela nossa salvação. Muitos não têm coragem de olhar para a Cruz, preferem-nas ver bem longe de seus olhos, longe das nossas casas, paredes a ambientes sociais, porque a Cruz de Jesus exige nosso compromisso em uma sociedade mais humana, justa e fraterna. E muitos não aceitam essa Realeza humilde de Jesus exposta no amor extremo e total da Cruz. Uma cruz para um Rei? ... não é possível crer. Quantas cruzes colocamos na vidas das pessoas... Mas principalmente a cruz do egoísmo, nesta Jesus não está. Que Jesus crucificamos hoje com nossa falta de amor, de respeito humano? O Rei Jesus não é aclamado na pessoa do pobre, mas sim, vaiado na cruz do desespero, da solidão e da falta de oportunidade de vida e muitos irmãos são entregues aos algozes do capitalismo.   
São Paulo chega a dizer em sua carta que: "Poderia um justo morrer por um injusto?" "Por uma pessoa muito boa talvez, mas quem morreria por um injusto?" e Jesus fez isso por amor a nós. E muitas vezes preferimos acreditar e muitas coisas, muitas ideologias e filosofias que nos tiram a graça de aceitar esse Rei Jesus. Ou ainda queremos fazer como aqueles judeus que diante do Cristo no Pretório, diziam: "Não temos ou rei senão a César!", poderíamos dizer: "Não temos outro rei, senão, nossa ganância, nossa moda, nossa sensualidade, nosso dinheiro, nossos ídolos artistas, nossos políticos e nossa incredulidade, nossa auto suficiência em achar que podemos fazer de tudo sem necessitar de Deus ..."  É o que os fariseus pensavam, só porque criam em um Deus lá das alturas. Se esqueceram de perceber a grandeza do amor de Deus que mandou Jesus seu Filho. Estavam mais preocupados com as vestes, com os ritos, com o cumprimento das leis...
Quanta decepção tiveram com o Rei Jesus que lhes ensinou a olharem os lírios, os pássaros, os campos, se Deus não deixa faltar nada a um simples pardal e veste de linho o lírio, mais bonito e alvo que as vestes de Salomão, o quanto não poderá fazer por nós? Será que não valemos mais para Deus do que eles? Será que Deus nos abandonaria? ... Que lição o Rei Jesus deu aos fariseus e nos dá hoje. 
Que Barrabás existe em nossa vida que escolhemos no lugar de Jesus... os vícios, a corrupção, a falta de moral, a incredulidade, a falta de caridade, a idolatria, a confiança no poder humano, a prepotência,  a omissão diante da verdade, a falta de solidariedade e de compromisso com os mais necessitados... E quando o Rei vier, como fará?
Este Rei Jesus poderá dizer: "Vinde a mim!" ou "Afastai de mim, porque não fizeste o que eu vos pedi!" Mt25, 31-46.
                            

Mas essa passagem da entrada de Jesus em Jerusalém também vem nos por diante de várias perguntas:


O que esperamos de Jesus?
Estamos caminhando mais uma vez para celebrar a Páscoa Cristã. Que sentido esta Páscoa tem para mim? 
Será que eu creio que realmente Jesus é o Messias o salvador do mundo?
Ou será que estou agindo por impulso como fizeram o povo de Jerusalém quando O condenaram?
         

                             


segunda-feira, 21 de março de 2011

VOCÊ PRECISA SE CONFESSAR - texto tirado do Jornalzinho da Diocese de Oliveira sobre o Sacramento da Confissão

Porque se confessar?

Existe uma falsa doutrina que os "crentes" tentam colocar na mente das pessoas, inclusive dos católicos menos esclarecidos que não existe confissão com o sacerdote, que se pode confessar diretamente com Deus. Isso não é verdade, pedir perdão, arrepender-se, deixar de lado os erros e procurar viver uma vida de amizade com Deus exige que possamos buscar isso no dia a dia. Mas o Sacramento da Confissão está em buscar em Cristo, na pessoa do sacerdote, pelo qual ele é o seu legítimo representante, o perdão para os pecados graves que cometemos. 
Pecado é tudo de errado que cometemos, contra nós mesmos, contra Deus e contra o próximo. Principalmente quando não observamos os Mandamentos de Deus e da Igreja suas orientações e preceitos. O pecado ofende diretamente a Deus e uma vida inteira de pecado, sem o arrependimento, o propósito em buscar viver uma vida reta diante de Deus como consequência tende a nos levar para o inferno. E é isso que Nosso Senhor não quer, que nos percamos, por isso ele nos deu gratuitamente a graça da redenção. Mas implica que reconheçamos que somos pecadores e busquemos viver na Palavra de Deus, no seu cumprimento essa graça. A posse desta graça está em querer viver e seguir a mesma vida de Jesus. Ser coerente e dar testemunho do Evangelho. Mas como Jesus sabia que somos pecadores, limitados em nossas ações, deixou-nos o Sacramento da Confissão, como uma forma de nos reconciliar com Deus e com os irmãos. "A quem perdoardes os pecados serão perdoados e a quem os retiverdes, serão retidos". Disse Jesus. (Jo20, 22-23) - A força do Espírito Santo nos faz perdoar e ser perdoados.  Está aí a instituição do Sacramento da Confissão, um poder especial dado por Jesus aos Apóstolos.           
Deus nos criou para a paz e o amor que brotam da partilha de vida com Ele,(Col3, 10).Quando fomos batizados, fomos introduzidos em uma vida divina, (Rm6,4) e ganhamos uma roupa branca e digna para a festa de vida, (Gl3, 27). Com o pecado, manchamos esta roupa e não somos dignos do convívio divino. (Rm6, 23). O pecado é tudo aquilo que nos faz mal, prejudica nosso irmão e nos afasta de Deus. Assim, para recuperar a dignidade de filhos(as) de Deus e caminhar de cabeça erguida, precisamos fazer uma boa confissão. E a Igreja pede que façamos esta revisão de vida uma vez por ano por ocasião da celebração da Páscoa de Jesus.

A confissão é um ato inviolável, entre você, Deus e o sacerdote. Isso quer dizer que tudo que você disser ao padre naquele momento se torna segredo de confissão e não pode ser revelado à ninguém. Salvo em casos muito especiais, quando se trata de uma solicitação judicial, o Bispo pode autorizar o padre a dizer. Mesmo assim é muito difícil de acontecer. 

O quê?

Preciso confessar meus pecados. Dizer que quero deixar para trás, o que pesa na minha vida, que precisa ser jogado fora. Limpar a alma e o coração. Mas só tem sentido se eu realmente estiver arrependido e quiser mudar de vida. Vou colocar para fora do meu coração o que não pode mais ficar. As ofensas a Deus e ao próximo, indisposições para rezar, ir à Missa. Brigas, mortes, roubos, mentiras, cobiças, desrespeitos a Deus e à Natureza, ... (Rm13,7). Tudo o que eu lembrar e o que for mais grave contra os Mandamentos da Lei de Deus. Eu devo colocar para fora, e também o que ficar por esquecimento, tudo será perdoado.

Muita gente tem medo de confessar, achando que Deus o recriminará, não é verdade. Deus está disposto a perdoar até o mais grave dos pecados, desde que você seja sincero e busque o arrependimento. Mude sua vida, faça esse propósito. As orientações do sacerdote, às vezes o puxão de orelha, são coisas que qualquer pai que ama seus filhos diz para o nosso bem. É mais fácil ouvir o padre, mudar de vida, aceitar suas orientações do que talvez, quem sabe, ouvir a sentença do juiz em nosso desfavor. Principalmente do Juiz Eterno que é Jesus. Por isso Jesus nos dá esta oportunidade, para que depois de passarmos desta vida possamos ter em nosso favor o Juiz e Senhor dos vivos e dos mortos. Pense bem... O que mais alegra um sacerdote é dar a absolvição a um pecador arrependido que lhe acorre!    

Como?
Jesus escolheu dentre seus discípulos alguns para serem Apóstolos, (Lc6, 13) a estes deu o poder de perdoar os pecados (Jo 20, 23); Os bispos e os padres são continuadores desta obra apostólica. Por isso como pais que ouvem os filhos, mestres que educam no caminho da fé e juízes que levam a sério a falta cometida, os sacerdotes são as pessoas que exercem na Comunidade Cristã o ministério da reconciliação. De coração aberto se aproxime de um sacerdote; faça o sinal da Cruz; diga os seus pecados; acolha o que ele tem a dizer; receba a penitência que quer ser um jeito de desenvolver em oração e boas obras as coisas más  do pecado e, por fim, com o oração do ato de contrição, acolha a absolvição, ou seja, a graça do perdão de Deus e a vida nova.


Quando?
O Mandamento da Igreja pede que seja feita uma vez por ano, por ocasião da Celebração da Páscoa. Nas Paróquias de várias Dioceses, também na sua Paróquia durante o ano e durante a quaresma, há dias específicos para o momento da confissão que pode ser individual ou em mutirões. Portanto, escolha um sacerdote e se abra ao amor de Deus. Em Oliveira MG, Dia 5 de abril na Igreja Matriz São Sebastião e nas Capelas São Geraldo e Santa Luzia, das 8:00 as 11:00 e das 14:00 as 18:00, das 19:00 as 21:00hs. 
Mas se por algum motivo você não puder confessar durante esses dias, pode comungar, (se não tiver pecados muito graves), e depois deve, (por obrigação), no tempo Pascal fazer a confissão. Não deixe para amanhã, pois pode tarde demais!


Uma boa confissão é importante, por isso é necessário antes de tudo fazer um bom exame de consciência. Isto é, procurar dentro de você em que situações você tem pecado ou se afastado de Deus?
Para  isto, aqui vou colocar neste final uma reflexão para que você faça seu exame de consciência:


SOBRE OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS


  1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS - Deus realmente ocupa o primeiro lugar em minha vida? Tenho substituído Deus por outras coisas, outros ídolos: o ter, o poder, o dinheiro, pessoas, falsas ilusões deste mundo? Que lugar Deus ocupa em minha vida? Tenho colocado pessoas como ídolos meus no lugar de Deus? Que lugar Deus ocupa em minha família e em meu coração? Tenho buscado Ele constantemente, procurando-O na Oração?   
  2. NÃO TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO - tenho invocado o nome de Deus, seus santos e seus Anjos sem necessidade, fazendo piadas, blasfemando, usando o nome de Deus para ganhar vantagem em alguma situação? Tenho usado o nome de Deus para minha santificação, procurando adorá-lo e prestar-lhe culto devido, ou lembro-me de Deus só para reclamar das situações difíceis da vida?
  3. GUARDAR O DOMINGO E FESTAS DE GUARDA - tenho respeitado o Domingo e as festas de guarda, como dias em que o Senhor Deus escolheu para ser dia de Oração? Tenho ido à Missa, dediquei o domingo para o descanso sagrado? 
  4. HONRAR PAI E MÃE - tenho respeitado meus pais amparado-os na velhice, escutando e praticando seus conselhos? Tenho amado meus pais como se deve? Tenho dado a eles o direito de viver com dignidade, tendo carinho, paciência e amor para com eles? Tenho lhes dado a dignidade mínima para viver? Tenho honrado Deus como meu Pai? tenho respeitado meus familiares?   
  5. NÃO MATAR - tenho matado, ou mesmo tentado matar  alguém? pratiquei homicídio, latrocínio, infanticídio, aborto provocado?; tenho principalmente atentado contra à vida de alguém com minha fofoca, minha indiscrição e intriga e minha inveja? Tenho tido o desejo de suicídio? Tenho matado em mim principalmente o desejo de ser filho de Deus? Tenho encomendado a morte de alguém? Tenho atentado à vida das pessoas com a venda de entorpecentes, álcool e cigarro? Usei da falsidade para testemunhar um crime de morte em favor de um amigo ou por dinheiro? 
  6. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE - usei meus pensamentos e desejei sexualmente alguém? - Estrupei? Fui pedófilo? Posei nu? agredi meu corpo fazendo tatuagens? Aliciei e desejei relações sexuais com menores? Usei meu corpo e o expus em público a fim de ganhar dinheiro sabendo que sou Templo do Espírito Santo?... Comprei e li revistas e materiais pornográficos? Mantive relações sexuais com prostitutas? Forcei meu (minha) namorado(a) a ter relações sexuais antes do Matrimônio, agredindo a integridade da pessoa? 
  7. NÃO FURTAR (ROUBAR) - dei prejuízo a alguém em meus negócios?, fui desleal no meu emprego? Roubei, assaltei, seqüestrei alguém? Fui desleal, vendi meu voto em troca de favores? Comprei objetos roubados sabendo quem era o dono? Usei da falsidade para testemunhar um crime  de roubo por dinheiro ou a favor de um amigo. Tenho usado do jogo para roubar alguém? Tenho dado calotes, estelionato e  golpes para roubar?
  8. NÃO JURAR FALSO TESTEMUNHO - Tenho jurado falsamente por algo que eu não tenho certeza?  Tenho usado meu testemunho falso para prejudicar um inocente? Tenho levantado calúnias a alguém, falado mal do meu próximo por coisa que ele não fez? Fui desleal, mentiroso na hora de defender a causa de um inocente? Usei de meu estado social para prejudicar pessoas na empresa, em casa, no trabalho e na escola? Fui mentiroso com meus superiores, professores e com a Igreja de Cristo?
  9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO - tenho desejado uma mulher casada? Tenho mesmo em pensamentos cometer adultério? Estou em situação de adultério? Tenho aconselhado os outros a cometê-lo? Tenho desejado experiência sexuais com outros parceiros, outros casais. Favoreci, aconselhei a separação entre casais?    
  10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS - tenho cobiçado ter aquilo que não é meu? Tenho prejudicado alguém por meus caprichos? Tenho gastado mais do que eu deveria por ganância e inveja? Tenho revoltado contra Deus e a familia porque minhas posses são menores que a do outro? 
MANDAMENTOS DA IGREJA

  1. Participar da Missa inteira todos os domingos e dias santos de guarda - tenho participado da missa nos domingos e dias santos. Ou troquei o domingo para passear, viajar, trabalhar e não cumpri com o Mandamento da Igreja? Em minha vida tenho tido tempo para escutar a Palavra de Deus e para orar?
  2. Confessar ao menos uma vez por ano pela Páscoa - tenho confessado conforme manda a Santa Igreja de Cristo? Tenho tido preguiça de confessar? 
  3. Comungar pelo menos 1 vez por ano pela Páscoa - Tenho comungado Jesus na Eucaristia? Tenho procurado viver uma vida Eucarística. A quanto tempo não recebo a Eucaristia?
  4. Entregar o dízimo regularmente, com consciência segundo o costume - tenho entregue o meu dízimo regularmente para as obras e o sustento da casa de Deus?
OS PECADOS CAPITAIS

  1. Soberba
  2. Avareza
  3. Luxúria
  4. Ira (ou ódio)
  5. Gula
  6. Inveja
  7. Preguiça 
      Tenho praticado esses pecados ? Quais? O que eu preciso mudar em minha vida?


ATO DE CONTRIÇÃO








Meu Jesus, fostes crucificado por minha culpa. Venho arrependido buscar a graça do teu perdão. Embora saiba que merecia ser castigado neste mundo e no outro. Mas com a vossa misericórdia, tende compaixão de mim Senhor e prometo fazer o esforço para não mais voltar a pecar. Mas porém seu eu fraquejar, dá-me a graça de tua compaixão e me ajude a levantar da  queda de meus pecados. AMÉM!


  

sexta-feira, 11 de março de 2011

ORAÇÃO, CARIDADE E PENITÊNCIA - Degraus para santidade

Já ouvimos muito falar sobre três coisas importantes: Jejum, Oração, Penitência. Essas palavras se entendermos bem o seu significado, são como degraus que nos leva a uma experiência do amor de Deus e nos põe, como degraus diante da "porta da santidade."

Mas esses três degraus deve ser uma experiência de amor para com Deus e o próximo em nossa vida. E é Jesus que vai mostrar como o cristão deve agir quando quer realmente que os frutos da Oração, da Caridade e da Penitência cresça e possa produzir muitos frutos. Os frutos de santidade que tanto esperamos. Então precisamos entender que estes "degraus" devem ser realmente vividos por nós como uma experiência profunda que transpareça a imagem do amor do Pai que ama igual a todos de maneira desinteressada. 
Jesus dá continuidade aos seus ensinamentos sobre as bem-aventuranças, (Mateus 5), e ensina como deve ser a Oração e as boas obras do verdadeiro discípulo. 





É no Evangelho de Mateus, capítulo 6 , que vamos encontrar a maneira fácil de praticar e construir esses três degraus: Mt, 6-1-18. Os passos destes degraus são:









  1. HUMILDADE E DISCRIÇÃO NAS BOAS OBRAS - não devemos agir como os hipócritas que fazem caridade e depois esperam elogios das pessoas. No tempo de Jesus, os fariseus faziam caridade, (no Evangelho simbolizado pela esmola), para serem vistos e elogiados em público. Jesus ensina que: a caridade deve ser feita com humildade e com discrição. Não interessa que os outros saibam que praticamos a caridade, pois somente a Deus ela deve ser apresentada. E Deus está oculto, está vendo. O que é mais importante segundo Jesus não é a recompensa do elogio, mas a recompensa de Deus que é muito maior. Também esta caridade deve ser de desprendimento. Ou seja, o que não serve para nós, também não serve para os outros. Por isso é sempre bom lembramos que diante da pessoa do próximo está Jesus. Mas que a esmola em si, está a atenção com os doentes, os famintos, os flagelados pelas muitas situações da vida. O mundo hoje ensina que para que darmos esmola, mas esmola que Jesus fala é muito mais que o valor moeda mas da solidariedade. O cristão é aquele que estende a mão sempre, mas na esperança não de um agradecimento humano, mas de um agradecimento do Pai. Para Deus não há distinção entre pobres e ricos, raças cor e religião. Por isso a caridade deve ser disponível a todos. Fazer as boas obras em segredo implica observarmos nós mesmos. Qual sentido a caridade tem em minha  vida? E a caridade implica que sejamos mais humanos, mais tolerantes uns com os outros. Implica que sejamos portadores do amor de Deus, que não prejudiquemos a ninguém e sobretudo que valorizamos o sentido da vida em nós e nas pessoas.
  2. SINCERIDADE E DISCRIÇÃO NA ORAÇÃO - somente os hipócritas, isto é, na nossa linguagem vulgar, "os aparecidos", gostam de se mostrar. De fazer com que os outros percebam suas orações. Para Jesus a Oração é algo íntimo, uma conversa que só interessa você e Deus. Diferente do culto comum, a missa e as orações comunitárias, Jesus fala da Oração particular. A ninguém interessa saber o que passa em seus pensamentos senão a Deus. Quando você se expõe, seus íntimos sentimentos e desejos, pode correr o risco de ser elogiado pelos outros como os fariseus. Mas abre as portas da sua fraqueza e expõe suas limitações para os outros. Jesus explica que somente os hipócritas, gostam de ser elogiados pelos outros. Não estão interessados em que Deus pode fazer mas em se mostrar que são mais religiosos do que os outros. E por isso perdem a chance de obter as graças de Deus e preferem serem elogiados, uma mera recompensa terrestre.
  3. DAR ESMOLA SEM ESPERAR RETORNO DE QUEM RECEBEU - já ouvimos muitos conselhos: "ah! eu não dou esmola porque fulano, siclano vai beber ou jogar, não vai comprar nada com a esmola que eu der!" - é verdade! há muita exploração por aí, mas a caridade não pode de forma alguma se limitar a esses detalhes. Quem dar esmola a um pedinte deve estar ciente que cumpriu seu dever. A consciência de quem recebeu é que vai ser julgada por Deus, não cabe a nós julgar ninguém. Além do mais a Caridade podemos fazê-la de várias formas. Quando Jesus fala da esmola, Ele está se referindo à caridade como um todo. Esta caridade é a disponibilidade de sempre servir. Inclusive a tolerância, o respeito dentro de casa, o amor pelo próximo passa pelo crivo da educação entre nós mesmos. Dar esmola é muito fácil. Dar compreensão, amor, ser solidário com os que nos acorrem, o respeito pelos mais velhos, o respeito pelos direitos humanos. Sobretudo com os doentes de nossa família, etc. São misérias que todos nós temos. Jesus pede discrição na caridade, primeiro, porque a caridade está ligada à Oração, ela não precisa ser anunciada, elogiada. Quem faz a caridade não vai esperar nunca a gratidão de que a recebeu, mas deve esperar de Deus. Pois do contrário estará se frustrando ainda mais. Há uma passagem bíblica que diz: "maldito o homem que confia no outro homem!". Os fariseus não se preocupavam em esperar a recompensa de Deus, e sim, eram prepotentes, gostavam de serem vistos fazendo boas obras para serem elogiados. Será que isso não acontece com a gente? ...
  4. A ORAÇÃO DEVE SER ALGO QUE BROTA DO CORAÇÃO - tem gente que acha que para conversar com Deus é preciso decorar um longo discurso. Quanto que Deus, precisa ouvir o que você precisa. O que sai do coração. Ele quer ouvir da sua boca, embora já saiba o que passa no seu pensamento. Suas necessidades, seus problemas e dificuldades. É por isso que a oração não é um jogar de muitas palavras, mas é uma conversa pouca, sincera. Port isso Jesus diz que devemos entrar em nosso quarto, fechar a porta e falar com Deus. Que ouve e está à nossa disposição. Fechar a porta do quarto para abrir a porta do coração para Deus. Jesus sempre se retirava para um local a sós, quando precisava conversar com Deus, seu Pai. E é Jesus que vai dizer: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração!" - A Oração é uma conversa de filho e pai, assim, não precisamos que os outros saibamo que queremos de Deus. Se realmente estivermos dispostos a abrirmos o nosso coração, sinceros, confiantes na misericórdia de Deus, somente Ele deve saber e nos dar (recompensar), nas graças que precisamos. Os fariseus gostavam de orar em de pé nas sinagogas para que os outros dissessem: "olha lá fulano, veja como ele é religioso!" - queriam ser elogiados mas nunca estavam dispostos a praticar a caridade.São Paulo vai nos dizer que: "a fé sem obras é morta!" - Se não praticarmos a caridade e não tivermos o coração sensível e disponível para Deus. De nada adianta. Deus não está interessado nos elogios em quanto você é religioso, observante cumpridor da Lei, "se" você não pratica o amor e a misericórdia. Por outro lado, não devemos forçar à vontade de Deus, com nossas muitas palavras, Deus quer apenas que você seja sincera e peça o que necessitar. Jesus vai continuar, (v.9-15), e e ensinar na Oração do Pai-Nosso,  que é preciso: 1) Chamar a Deus de Pai é reconhecer que todos somos irmãos, portanto todos somos responsáveis pela caridade fraterna. 2) devemos reconhecer a Santidade de Deus, santidade essa que é refletida no próximo. 3) Só podemos crer e aceitar o reino de Deus, se, este reino for uma realidade. O reino de Deus deve ser construído com amor, justiça e paz. 4) Desejar que o reino de Deus aconteça no nosso meio é ser comprometido com ele, fazer com que a Palavra de Deus chegue a todos. 5) Buscando o pão nosso de cada dia, isto é a força da palavra de Deus, alimento e sustento da alma, Deus dará o alimento necessário do corpo com o suor de nosso trabalho. Deus não quer que seus filhos sejam vagabundos. 6) Mais uma vez a caridade do perdão, se chamarmos a Deus de Pai, devemos ter todos como irmãos e a maior caridade é o perdão. um perdão desinteressado. 7) E por fim "livrar do mal" significa que não sejamos maus com nossos irmãos, mas sejamos portadores do amor do Pai. E a maior caridade é a disponibilidade em servir com amor. O respeito pela vida e pelo ser humano. Sabendo que "todos" somos imagem e semelhança de Deus.
  5. DISCRIÇÃO NO JEJUM - para que serve o Jejum? ele serve para que possamos nos educar espiritualmente, para nos por diante de nossas fraquezas. O Jejum não é uma imposição, mas é uma maneira de mortificar em nós os maus desejos. Nos educar espiritualmente sobretudo, quando temos tudo e muitos não tem nada, inclusive o que comer. Por isso Jesus vai dizer que o Jejum deve ser acolhido com alegria. Devemos fazer do jejum uma oração e não um sacrifício sem noção só para cumprir a lei. É o que os fariseus faziam. Ficavam tristes, verdadeiros artistas só para mostrar que eram religiosos, bons cumpridores da lei, mas a humildade passavam-lhes longe. Só faziam isto para serem reconhecidos como bons. Mas Jesus vai dizer, se o jejum não servir para Deus agir em você, se não te educar espiritualmente, pra que jejuar? até os pagãos faziam isto... O jejum só interessa para Deus, não para os homens. Ele é um exercício que devemos praticar não para Deus, mas para nós mesmos. Esta é a forma certa de praticar a Caridade, a Penitência representada pelo Jejum e a Oração. Aquele que espera de fora sua recompensa neste mundo está perdendo a chance de receber a recompensa  sublime de Deus que é o céu. Pense nisto e viva de modo intenso sua quaresma, não deixe para depois. Comece a rever  como anda seu relacionamento com Deus, com a família e com os irmãos.   Jejum aqui não é só deixar de comer algo, mas principalmente, o jejum da língua, nossa língua afiada produz muitas desgraças para os outros, esse jejum deve ser feito todos os dias. Ter o cuidado para não agredirmos as pessoas no que elas mais precisam, a dignidade. Também é caridade. Se nossa língua não servir para proclamar a santidade de Deus e dizer coisas boas, palavras de conforto, insentivo e glorificar o nome do Senhor. Não deverá servir para fazer discórdias pela fofoca, pela provocação, pelo puxasaquismo e provocar a desunião. Pense nisto!                                                               
Quem procura orar, fazer boas obras para buscar elogios e recompensas externas está perdendo duas chances: A primeira é poder experimentar a grandeza de estar bem perto do coração do Pai, de ter a experiência de ser amado por Ele, algo que só a verdadeira Oração nos dá. Estar "a sós" com o Pai significa poder estar bem pertinho dele e falar-lhe ao ouvido, como uma criança que pede ao Pai um presente. A segunda é a chance de poder exercitar a sua fé, lançar-se na misericórdia e nos braços da Providência Divina, sabendo que nada somos sem Deus.
Jesus vai dizer que fazer as coisas por fazer, só para alcançar elogios das pessoas, o cristão age como o homem tolo, imprudente, que construiu sua casa sobre a areia. Veio o vento, as tempestades e a casa caiu.
De que casa Jesus está falando? do nosso coração. Daí porque tantas tempestades da vida consomem e tiram a fé de muitas pessoas. Porque suas boas obras, suas orações não servem pra mais nada a não ser a busca de um orgulho e uma recompensa ou satisfação externa. Importa para eles o que os outros pensam, a formação de opinião e não o que Deus pensa de deles. Jesus vai chamar estas pessoas de "insensatos", ou seja, aquele que não usa a sensibilidade, não tem amor, se enche de um orgulho besta. Está longe de Deus.

Mas aquele que age segundo a vontade de Deus, que observa as palavras de Jesus, é como o homem, sensato, inteligente que construiu  sua casa sobre a rocha. Veio a tempestade, a chuva, a enchente, mas ela não caiu.  
Esta casa é o nosso coração, o alicerce que sustenta essa casa é a fé, os tijolos desta casa são as nossas boas obras, o reboco a nossa Oração, o morador principal é o Espírito Santo. Por isso Jesus nos chama a atenção, não sejamos hipócritas, falsos em nossa fé diante de Deus. Mas deixemos agir com nosso coração no coração de Deus.