terça-feira, 30 de agosto de 2011

JESUS SALVADOR - JESUS MISERICORDIOSO

Lucas nos conta em seu Evangelho o encontro do Anjo Gabriel com Maria: "Alegra-te cheia de graça o Senhor está contigo!" (Lc1, 30b-31). O Anjo Gabriel pede a Maria que se alegre. O anúncio que ele trazia à jovem de Nazaré era uma boa nova, uma alegre notícia: "Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás a luz a um filho, e lhe porás o nome de Jesus". (Lc1, 28).

Jesus: esse era o nome que o enviado por Deus dava ao filho que Maria era chamada  a conceber, por obra do Espírito Santo. Além de chamá-lo de "Jesus", o mensageiro também chamou-o de Filho do Altíssimo, (Cf. 1, 32).

Dias depois da Anunciação do Senhor, Maria foi apressadamente à casa de sua prima Isabel. Da boca de sua parenta, o filho que esperava recebeu outro nome: Senhor. "Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" (Lc1, 43).
Elogiada por Isabel, por haver acreditado no que lhe foi anunciado e proposto, a Mãe de Jesus prorrompeu num canto, conhecido com o nome de Magnificat. (Cf. Lc1, 47-55)

Nele Maria engrandece seu Senhor e testemunha sua alegria, em Deus seu Salvador.
Até o momento da Anunciação, desconhecia-se que Deus é Trindade. Maria foi a primeira criatura a saber que Deus é Pai; e é Pai porque desde a eternidade tem um Filho, Jesus Cristo, "nascido do Pai antes de todos os séculos... Deus verdadeiro de Deus verdadeiro" (Credo). Foi também a primeira pessoa a saber que o Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, é o "Senhor que dá a vida e procede do Pai e o Filho".

Por ocasião do nascimento de Jesus, o anúncio dos anjos aos pastores centrou-se em uma natureza: "Hoje na cidade de Davi, nasceu para nós um Salvador, que é o Cristo Senhor!" ( Lc2, 11).

Mais tarde, o mesmo título - Salvador - será dado a Jesus pelos conterrâneos da Samaritana: "Já não é por causa daquilo que contaste que cremos, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo!" (Jo4, 42)

Em sua carta o Apóstolo Pedro incentivará as comunidades do Norte da Ásia Menor: "Procurai crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2Pd3, 18). 
"Todo homem deve poder encontrar-se com Cristo... Todo homem aliás, necessita de Cristo, também ele homem perfeito e Salvador do homem. Cristo é a luz que, integrada nas diversas culturas, as ilumina e as eleva por dentro". {João Paulo II, Salvador-BA-07.07.80}.

Sim, o Filho de Deus é nosso Salvador, "por nós foi crucificado...padeceu e foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia..." - "A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus Salvador, porque, a partir daí, é o nome de Deus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes". (Fl 2, 9-10).
A transmissão da fé cristã é primeiramente o anúncio de Jesus Cristo, para levar a fé nele. Desde o começo, os primeiros cristãos ardiam de desejo para anunciar a Cristo (1Jo 1, 1-14). Movidos pela graça do Espírito Santo atraídos pelo Pai, cremos e confessamos acerca de Jesus: "Tu és o Cristo filho do Deus Vivo!" (Mt 16, 16).  

Quando pronunciamos de uma só vez as duas palavras Jesus Cristo, não podemos dizer como se formassem uma só. Ora, quando dizemos "Jesus Cristo", não estamos empregando um modo rebuscado de nos referirmos a nosso Senhor, pois podíamos simplesmente dizer "Jesus" ou "Cristo" não nos limitaríamos a nomear nosso Senhor; mas dizemos algo acerca dele; Jesus quer dizer, em hebráico "Deus Salva". No momento da Anunciação, o anjo Gabriel, ao conceder-lhe o nome de Jesus, exprime a identidade de sua missão, (Lc1, 31).
Uma vez que "só Deus pode perdoar os pecados" (Mc2, 7), é Ele que em Jesus seu Filho eterno feito homem, salvará o seu povo de seus pecados. (Mt 1, 21)

O nome Jesus significa que o próprio Deus está presente na pessoa do seu Filho, (At 5,41). Feito homem para a  redenção universal e definitiva dos pecados. É o único nome divino que traz a salvação, (Jo3,5), e agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos pela Encarnação, (Rm 10,6), de sorte que: "não existe debaixo do Céu outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos". (At 4, 12) 

Deus realiza nossa salvação através de uma longa História. De fato, depois do pecado, ele não nos abandona, mas através de  um povo concreto, Israel, reinicia o diálogo da salvação, realizando sucessivas Alianças, para que possamos construir o mundo a partir da fé e da comunhão com Ele. Fatos concretos da História deste povo, particularmente o Êxodo, mostram a mão da poderosa de Deus Pai que anuncia, promete e começa a realizar a libertação do pecado e todas as suas consequências.

O centro da História de nossa libertação é a figura de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. A salvação que ele nos propõe ultrapassa de muito a redenção do pecado; por ela se cumpre o plano de Deus, que quer comunicar-se conosco em Jesus, com tal plenitude que vai muito além da expectativa humana, ou seja: em Jesus Cristo todos somos chamados a participar da própria vida divina pelo Espírito Santo, e daquela cristificação do cosmos e da História, que Deus pensou desde o início do mundo, (Cl 1,15-20).

De fato, a obra redentora de Cristo visa também a restauração de toda a ordem temporal, pois embora a ordem espiritual e a ordem temporal sejam distintas, encontram-se, no entanto, intimamente ligadas no único propósito de Deus, ou seja, fazer do mundo em Cristo, uma nova criação que se inicia aqui na terra e tem a sua plenitude no último dia.

Este plano de amor conserva sempre sua força e se estende a todos os tempos. Ainda que pecador, o homem permanece na única ordem desejada por Deus, isto é, numa radical vocação para a comunhão com ele em Jesus Cristo. São Paulo escreve que Deus enviou Jesus (seu Filho feito homem), para nos salvar pelo seu Sangue (Rm3, 25);  quer dizer que, na sua humanidade,  "era Deus que em Cristo reconciliava o mundo consigo" (2Cr5, 19). 

Por isso, todos movidos pela graça podemos, pela conversão, alcançar a salvação.
A missão da Igreja é anunciar o Evangelho para que os ouvintes acreditem que Jesus Cristo é o salvador do mundo, o Filho de Deus, e acreditando tenham a vida em seu nome. (Cf Jo 20, 31).

A catequese "tem em vista transmitir a Palavra de Deus que revela seu desígnio de salvação realizado em Jesus Cristo de nodo a despertar a fé e a conversão ao Senhor e a viver em comunhão com Ele" (Catecismo da Igreja 5s).




JESUS MISERICORDIOSO

Jesus, o Filho de Deus feito homem, é o único e verdadeiro caminho para entender a Deus, para conhecê-lo, para encontrá-lo.
Toda tentativa de chegar a Deus, fora de Cristo, é destinada ao fracasso. São João nos diz: (Jo1, 18); "Ninguém jamais viu Deus. O Filho único que está no seio do Pai, o deu a conhecer".

Na Encíclica do Papa João Paulo II, 'Dives In Misericordia' (Deus rico em misericórdia), ele escreve:
"A Igreja professa a misericórdia de Deus, a Igreja vive dela na sua vasta experiência de fé e também no seu ensino, contemplando constantemente a Cristo, concentrando-se nele, na sua vida e no seu Evangelho, na sua luz e ressurreição, enfim, em todo seu mistério. Tudo isto que forma a visão de Cristo na fé viva e no ensino da Igreja, aproxima-nos da visão do Pai" na santidade e na misericórdia. A Igreja parece professar, de modo particular, a misericórdia, a misericórdia de Deus e vivê-la voltando-se para o coração de Cristo. De fato, a aproximação de Cristo, no mistério de seu coração, permite-nos deter-nos neste ponto da revelação do amor misericordioso do Pai, que constitui, em certo sentido, o núcleo central e ao mesmo tempo, o mais acessível no plano humano da missão messiânica do filho do homem.

A Igreja vive uma  vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais ela é depositária e dispensadora (DM 13).

Fora de Cristo, os homens se arriscam a dar ao rosto de Deus aparências muito estranhas e às vezes perigosas, porque todo modo de pensar a Deus tem percussão do modo de pensar o homem na sua vida.
Hoje dá um verdadeiro renascimento de vários deuses pagãos, que não passam de criações humanas colocadas nos céus: Deus-Poder que assusta e domina o mundo; que destrói a todos que são contra ele. Volta a sobressair a imagem do Deus-juiz que tem somente a função de punir e condenar (principalmente aqueles que não pensam como eu ou que não são da minha religião); Deus ainda pode voltar a ser um Deus inatingível, sem o mínimo interesse pelo homem e suas preocupações.

Para muitos Deus se confunde com o mundo, se dissolve e desaparece, deixando o homem na solidão dos seus problemas não resolvidos.
Jesus trouxe ao mundo a revelação do verdadeiro rosto de Deus. Ele nos deu a conhecer o Pai. Foi algo surpreendente, tão diferente do pensamento dos homens que causou, e ainda hoje, causa escândalo, e é considerado como loucura para quem não crê.

Mas para aquele que crê, é a notícia mais bela, é a verdade sonhada e esperada, é a verdade que ilumina tudo, uma verdade tão fascinante que é capaz de fazer vibrar o menor dos corações humanos. Cristo veio para nos dizer que  Deus é Pai, que é Amor, que é Misericórdia. O que em Cristo se faz visível de Deus não pertence a ordem metafísica de sua essência, como ser absoluto. Na DM, João Paulo II diz mediante a revelação de Cristo conhecemos a Deus antes de tudo no seu relacionamento de amor com o homem na sua filantropia (Tt3,4).

É exatamente aqui que as suas percepções invisíveis se tornam de modo particular, reconhecíveis, incomparalvemente mais reconhecíveis do que através de todas as "outras obras realizadas por ele". Elas tornam-se visíveis em Cristo, por meio de Cristo, através de suas palavras e ações, enfim, mediante a sua morte na cruz e a sua ressurreição. 
Contemplando o Cristo que dá a vida por nós, parece que ficamos envolvidos num eco que se prolonga e traduz numa só as muitas palavras do Evangelho. Esta única palavra é Misericórdia.

Tudo fala da misericórdia de Deus, que tanto amou e mandou seu Filho que deu a vida para que pudéssemos ter a vida. 
Podemos dizer que este é um linguajar jamais ouvido. Diante da misericórdia, somos sempre como crianças que, pela primeira vez, com alegria e admiração, se abrem a uma experiência até agora desconhecida. Lendo a narração da paixão e morte do Senhor, não podemos deixar de sermos tomados de admiração e mesmo de uma grande alegria. Parece estranho afirmar isso, mas aqui temos, uma vez mais, a narração da infinita misericórdia de Deus que vem ao nosso encontro.

Ele dá a vida para alcançar-nos no perdão e pede ainda ao Pai que perdoe os que o crucificaram.
Seria bom reler o Evangelho escrito por São Lucas. Ele é conhecido como escritor da mansidão, da bondade e da misericórdia de Cristo. Poderíamos reler as parábolas de misericórdia. É uma só a ovelha perdida , mas o pastor vai à sua procura e depois, ao encontrá-la, volta para casa, todo feliz e faz uma grande festa.
E fala ainda, que no céu haverá muita festa por um só pecador arrependido. Compara-se a uma mulher que se alegra porque encontrou uma pequena moeda. Comovente é a história do pai que fica esperando o filho que saiu de casa, se alegra com sua volta, corre ao seu encontro e faz uma grande festa.

Era uma ovelha perdida, uma moeda perdida, um filho que havia saído de casa. Um só. Deus tem um coração também para um só. Mesmo que seja uma ovelha que fugiu, o filho que foi embora. Deus ama cada um, a cada um de seus filhos e filhas. Mais ainda, Deus guarda em seu coração cada um de seus filhos como se fosse único. Parece que Jesus só sabe contar até um. Para ele, cada um de nós é único.
'Eu sou todo interesse de Deus'; eu sou o pensamento eterno de Deus; Deus me ama até a loucura. Ou será que não podemos dizer que Deus foi realmente louco a fazer o homem? Não é loucura Deus viver na nossa vida, sofrer, morrer e ressuscitar? E tudo isso só por causa de mim?

Por tudo isso,a cruz não é sinal de tristeza, nem só de sofrimento e derrota. É sinal de salvação, de um amor que não conhece limites, do amor com que Ele nos ama. A cruz parece um espetáculo que assusta e afasta. Mas, de repente parece que tudo muda. Um dos ladrões se arrepende e é perdoado, o centurião reconhece no homem  da cruz, um homem justo. A multidão, volta para as suas casas batendo no peito, em sinal de arrependimento. E mesmo para os chefes de Israel Jesus pronuncia aquelas palavras de perdão: "Pai perdoa-lhes..."

Lucas escreve em seu Evangelho que as multidões tinham acorrido para ver o espetáculo. estamos realmente diante de grande, o maior de todos os espetáculos: O espetáculo da misericórdia de Deus. Olhando para o Senhor na Cruz, lembramos as palavras de São Paulo: "Ele me amou e se entregou por mim".
Aqui reencontramos o núcleo ais profundo do ensinamento conciliar (Vaticano II) sobre a Divina Revelação:
"Em Cristo, e mediante Cristo, torna-se particularmente visível Deus na sua misericórdia". Não somente jesus fala dela, mas Ele mesmo a encarna e personifica. Ele mesmo é, em certo sentido a misericórdia. 
"Revelada em Cristo a verdade revelada em Deus Pai de misericórdia, permite-nos vê-lo particularmente vizinho(próximo) ao homem, sobretudo quando este sofre, quando é ameaçado no núcleo próprio de sua existência e de sua dignidade".

Aqui, as palavras começam a falar e talvez seja melhor parar de falar (ou escrever) e começar a orar. Deus é amor. Esta é a grande novidade, a grande revolução que entrou na história humana, esta é a luz que restitui a humanidade os lineamentos perdidos por uma longa história de pecados, de egoísmo e orgulho. Toda a história da salvação nos diz que 'Deus é caridade' (1Jo 4, 8), um Deus que cria, por amor, todos os homens, o Universo, para fazê-los participantes de uma vida plena e definitiva.

Mas para compreender totalmente a Deus e a sua caridade, precisamos olhar para Jesus Cristo, que morre na Cruz, pela salvação da humanidade. (cf. 1Jo 4, 9-10)

Hoje muitos procuram um Deus à sua imagem e semelhança, um Deus que justifique seu modo de pensar e agir. Mas é bom e necessário que pelo menos que alguns continuem a crer no verdadeiro Deus revelado por e em Jesus Cristo; que continuem a crer no verdadeiro Deus, de amore de misericórdia; que mesmo correndo o risco de não serem entendidos, queiram correr outro risco: continuar a crer no amor e apostar na força do perdão e da misericórdia.         
       
   
        

Texto de Pe. Francisco Sehmen, scj- Revista Brasil Cristão-ed.08 e 09 /2011
      


 
  

IDOLATRIA E SUPERSTIÇÃO

Texto de Cássio Abreu - Revista Brasil Cristão, ed. 07/2011


Jovem quem é o seu modelo?
Quem é o seu herói ou heroína? 
Quem serve de inspiração em sua vida? mas não responda ainda. Muitos talvez digam que  é um ator ou atriz, um cantor, uma banda, um personagem político, da história, ou alguém com estilo de vida diferente. Outros dirão que são seus pais, ou um parente ou amigo. Alguns poderão dizer que não seguem ninguém, que vivem de acordo com suas próprias convicções, o que é muito bom, desde que não seja autossuficiente. Existem também aqueles que, talvez inconscientemente, tem como ídolo o dinheiro, a fama, a posição social, o carro do ano, a roupa roupa ou a bolsa de marca, tal marca de cerveja, enfim tudo aquilo que possa colocá-lo em "destaque", "acima" dos outros "pobres mortais".

Para entender e mudar essa realidade precisamos saber o que acontece com a nossa sociedade. Você já ouviu falar em cultura de massa? Pensando de maneira simplificada, podemos entender que a cultura de massa transforma em produto agradável e necessário a todas as pessoas tudo o que pode gerar grandes lucros, como a música, a moda, o comportamento. A cultura regional, local é colocada de lado até mesmo hábitos e costumes estrangeiros em nosso meio. O negócio é vender e, para isto, cria-se a "necessidade" nas pessoas.

Você tem que andar na moda, ter carro zero, o celular que acabaram de lançar; ser o mais bonito, ter um corpo escultural , ser a mais charmosa e sexy. Você tem que ser o primeiro e o melhor de tudo. Então surgem os "ídolos" os "modelos" que "vendem", que devem ser seguidos. E todos nós, sem nenhuma crítica, seguimos esses modelos, seguimos a massa, nos sujeitando ao que nos empurram goela a baixo. Então criamos ídolos e crendices, e vivemos de maneira supersticiosa.

ÍDOLO - é tudo aquilo que é colocado como ser supremo. Pode ser um objeto que passa a ser venerado ou uma pessoa a quem atribuímos respeito excessivo. Passamos então, à idolatria, a cultuar essas pessoas, objetos ou idéias. (O ter, o prazer, o dinheiro, etc).

SUPERSTIÇÃO - é um sentimento "religioso" baseado no medo, na ignorância, que nos levam ao conhecimento a ao cumprimento de falsas crendices, a temer castigos se não cumprirmos tais exigências, e a confiar em "poderes" ineficazes. Passamos a acreditar em presságios ou adivinhações tiradas de fatos puramente casuais. É algo contrário à razão. O supersticioso acredita que certas ações (voluntárias ou não), tais como rezas, conjuros, feitiços, maldições, correntes de pensamento, maldições ou outros rituais, podem influenciar sua vida de maneira transcendental.

Ao contrário, a FÉ é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos na ideia ou na fonte que a transmite. Falo aqui de Deus, na Bíblia, a palavra de fé transmite ideia, confiança e certeza: "A fé é o firme fundamento das coisas  que se esperam e a prova das coisas que não se veem". (Hb11, 1).

Segundo Romanos 10, 17, a fé vem do aprendizado da palavra de Deus.
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a fé "é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou e que a Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele (Deus) é a própria Verdade. Pela fé, o homem entrega-se a Deus livremente", e a não a qualquer ídolo ou superstição.

Então responda agora:
Quem você segue? quem é seu modelo? Quem é seu herói ou heroína? quem serve de inspiração em sua vida?
Mas responsa depois de ler e e meditar esta exortação de 1Cr 10, 14-17:
"Portanto caríssimos meus, fugi da idolatria. falo como a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que digo. O Cálice da bênção, que benzemos, não é comunhão no Sangue de Cristo? Uma vez que há um único Pão, nós embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos deste mesmo pão."    

"Fugi da idolatria, porque, quem não  tem Deus, tem ídolos; quem não tem fé tem superstição" (Pe. Jean Batista E. Lacordaire, O. P.).  
      

     

     

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

FAMÍLIA ESCOLA DE FÉ

Diz o Livro do Eclesiastes 3,1: "Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu".

Os dias de férias é por muito esperado com ansiedade, por ser temp de férias e descanso. Mas para algumas famílias é momento de maiores conflitos, uma vez que se veem "obrigados" a um maior convívio. Mas precisamos entender que todo momento é momento de graça que nos é concedido para o crescimento nos laços afetivos familiares. 

Então, porque não aproveitar esse momento para partilhar a vida? Se desejamos a união e a paz na família é preciso conhecer as necessidades de seus membros. Para isso é preciso estar juntos, presentes. E como você usa esse tempo de férias? 
Para muitas famílias o relacionar-se é difícil devido a vários fatores, mas não podemos nos esquecer que com Deus nada é tão difícil. São Paulo, em sua carta aos Efésios, diz que Jesus Cristo é nossa paz. 

Isso significa que só Ele nos conduz à paz verdadeira, e sobre Ele devemos edificar laços familiares. Se queremos essa paz, devemos empenhar para alcançá-la, começando por nós mesmos, pois o filhos são reflexos se seus pais.
Dentro desta visão, o que temos oferecido a nossos filhos? Em cada tempo descanso deveríamos aproveitar para rever a catequese familiar, a começar pelo preceito dominical, participando da Santa Missa.

Vamos nos reportar para os 10 Mandamentos, onde o Senhor nos ordena guardar o domingo como Seu dia, impondo-nos um dia de descanso, e de encontro mais íntimo com Ele e com nossos familiares. Como você testemunha a importância deste dia?

É preciso aprenderque cada celebração eucarística, graças infinitas não concedidas, pois o Senhor está ali presente com seu amor, oferecendo-se a nós. E nessa visão real de amor devemos mergulhar a cada domingo, nos abastecendo dele para depois partilhá-lo com nossos familiares. Devemos entender que a paz é consequencia do amor, não apenas humano, mas o que vem do coração de Deus. 

(texto de: Rosa M. F. A. Aguirre - revista Brasil Cristão, ed. 07/2011)

A MISSÃO PATERNA

(Texto de Pe. Alírio J. Pedrini, scj - revista Brasil Cristão, ed. 08/2011)

 Deus Pai ao Criar o ser humano e ao determinar a multiplicação das espécies para povoar a terra, quis fazê-lopor meio do próprio  ser humano. Para isso criou o homem e a mulher, criou neles os órgãos genitais imprescindíveis para a procriação e confiou-lhes esta missão.

Assim, o homem e a mulher tornaram-se "parceiros" de Deus Pai na procriação. Na verdade, a maior obra do planeta Terra que um homem e uma mulher podem realizar é gerar um filho, gerar vidas humanas. Nada é tão nobre, tão grande e tão significativo que gerar vidas. 
O Homem ao gerar um filho, trona-se pai. O filho é, de certa forma, a continuidade da vida de seu progenitor. O pai se perpetua no filho. 
Mas a missão paterna nã termina ao gerar uma vida. É então que ela se inicia. Iniciada ao gerar um filho, a missão paterna prossegue por dever dar todo suporte de sustentação, de formação para a vida, conduzindo-o para uma existência adulta bem formada, a fim de que o filho faça seua própria trajetória pelos caminhos da vida.

PATERNIDADE E FAMÍLIA

A primeira parte da missão paterna consiste em o pai determinar-se e formar, em conjunto com a esposa, uma excelente família, bem estruturada, bem conduzida, onde ele com aesposa e os filhos possam viver bem, sentindo-se amados e, amando, sentirem-se felizes e realizados.

Cabe ao pai - conuntamente com a mãe - procurar possuir bens materiais que possam dar casa, alimento, escola, vestuário,  médico e lazer aos membros da família. Todo pai que seja  psicologicamente sadio e tenha recebido uma formação regular sente essa necessidade de dar tal suporte aos familiares.

O EXEMPLO PATERNO

Desde o namoro, o noivado e o casamento, o pai deve primar pelo bom exemplo de homem de bom caráter, de muito bom marido e de excelente pai. Diz a sabedoria popular que "as palavras ensinam, mais os exemplos seduzem".  

A melhor escola de formação familiaré o bom exemplo de sentir-se primeiro responsável pela família. Deve partilhar essa responsabilidade com a mãe. Para que, em conjunto, o exemplo de ambos seja ainda mais forte e perceptível.
O pai deve dar exemplo de bom caráter, de homem de fé e de culto a Deus; de homem amante da verdade, da justiça, da lealdade e da solidariedade; de homem de excelente hierarquia de valores humanos, familiares e sociais; de homem de ética e moral irrepreensíveis.

Vivendo cada dia em contato com a esposa e os flhos, dando um bom exemplo, naturalmente levará ao coração dos filhos os mesmos valores. Os filhos serão o orgulho do pai e procurarão serem iguais a ele, seguindo seus exemplos e seus conselhos.

UMA VIDA DE AMOR

Uma boa família é sempre iniciada pelo amor de um homem e de uma mulher. E ela só se mantém se o amor perdurar, se solidificar e for cultivado permanentemente. 
Quando o amor enfraquece ou é muito ferido, a família entra em crise de infelicidade bate à porta. O amor paterno deve ser efetivo e afetivo. Pelo amor efetivo, o pai, com seu trabalho e dedicação procura dar todo suporte material como disse acima. O fruto desse amor efetivo é imprescindível para que a família possa viver com dignidade e com algum conforto. 

Por outro lado, o amor afetivo é ainda mais impresecindível para uma melhor realização dos membros da família. O amor afetivo é aquele que  se manifesta por meio de abraços e beijos, de carinhos, de colo dado, de bem-querer, de oferta de presentes, de flores, de delicadezas. 
O pai precisa cultivar sempre o seu amor afetivo com sua esposa. Deve manter com ela "gestos" afetivos diáriose constantes, para assim criar "hábitos" afetivos permanentes, e  dessa forma viver uma verdadeira vida afetiva.

Essa dinâmica da vida afetiva entre o casal é imprescindível para que se manteham unidos e fiéis. Só assim o pai cumprirá o dever de dar muito afeto aos filhos. O marido que é frio afetivamente com sua esposa, também o será com os filhos. E se o pai não der muito amor afetivo a eles, e por muitos anos, deixará uma lacuna, um vazio no coração dos filhos, que trará muito prejuízo a eles. 

Os filhos carentes de afeto - procurarão preenchê-lo de alguma forma. E quase sempre procuram sempre preenchê-lo com aquilo que não satisfaz, (álcool, drogas, sexo), que não plenifica. (muitas vezes usam da violência e da agressividade para chamar atenção deste amor afetivo dos pais que não tiveram). Então começam a dar problemas na escola, desde cedo não respeitam os mais velhos e os professores. Os mais novos com carência de amor em família procuram esse amor e por não achá-lo tão facilmente como consolo se entregam às drogas, e a relacionamentos precoces. O resultado é devastador. Tudo isso pode ser evitado, se os pais oferecerem o seu amor e seu exemplo. A estrutura falimiar passa pelo amor e pelo exemplo da família. Como diz a sabedoria popular: "a educação vem de berço".

Muitos se tornam revoltados, desobedientes, consequencia de falta de amor dos pais. Os pais devem dar afeto aos filhos, não não apenas quando são pequenos mas deve comunicar esse amor afetivo por toda vida dos filhos.
O alimento mais importante para os filhos, desde a concepção até a  vida adulta, é o amor afetivo comunicado abundantemente. Por isso é bom que, já desde na barriga da mãe, os pais procurem juntos falarem palavras de amor e afeto ao filho que vai nascer e esse processo deve continuar depois de nascido.

EDUCAR PARA A VIDA

Costuma-se dizer que: "os pais criam seus filhos não para si, mas para o mundo".

Se o "mundo" aqui significa sociedade organizada e solidária concordo. Se o "mundo" tem um sentido bíblico paulino que compreende erros, vícios, os maus hábitos, toda sorte de falta de moral e de ética, então ninguém pode concordar.

O Pai, conhecedor da realidade, do nosso tempo cheio de contravalores, de falta de moral  e de ética, cheia de pessoas inescrupulosas, de corruptos e corruptores, de maus exemplos da grande maioria de nossos políticos, de violência de toda sorte, de desrespeito à vida humana; conhecedor desta realidade, repito, o pai deve dialogar com os filhos sobre todos esses maus comportamentos, a fim de que os filhos saibam distinguir: o bem do mal, o correto do errado, o bom do mau, o justo do injusto, o verdadeiro do falso, afim de que o filho saiba sempre decidir pelas coisas e pelas escolhas certas para seu próprio bem.

Educar para a liberdade e não para libertinagem com responsabilidade. Educar para saberem conviver com diferentes, credos, culturas e raças e até com idéias contrárias, mas sempre sem se comprometer nos seus bons princípios e valores. Educar para os valores humanos importantes como:  a amor e o respeito ao próximo, o amor ao trabalho, aos estudos, à prática da solidariedade, da partilha, da honestidade, o amor às coisas de Deus, à dignidade e a vida de Igreja, a fim de que consevem uma moral sadia.

EDUCAR NA FÉ

"Muitos pais procuram dar de tudo aos seus  filhos, mas não lhes dão Jesus".

Se a família católica é chamada: "igreja doméstica", o pai deve ser o sacerdote desta igreja familiar. O nosso Deus é o maior tesouro do mundo que alguém pode herdar. O pai que ama seus filhos sempre procura dar o melhor a eles. Portanto, ele mesmo, sabendo que é um tesouro maravilhoso é ter um Deus vivo na vida pessoal, e como, por isso, tudo passa ter um sentido maior e melhor, mais verdadeiro e santo na vida, o pai deve procurar "dar como melhor herança", aos filhos uma fé, viva e profunda, um culto consciente e respeito absoluto por Deus, pewlas três Pessoas divinas, (Pai, Filho e Espírito Santo). A vida de fé cristã esclarecida e o culto pssoal e público vivido pelo pai e a melhor evangelização e catequese, é a melhor escola religiosa para a vida dos filhos.

Além do exemplo vivo de homem e mulher de Deus dado pelos pais, é preciso também explicitar as verdades a respeito de Deus, do sentido da vida humana eterna e do sentido do mundo.
Isto os pais farão não dando aulas de religião aos filhos, somente, mas aproveitando as oportunidades que sempre se aprtesentem para falar bem de Deus Pai, de Jesus seu Filho e do Espírito Santo. Dos Sacramentos, de Nossa Senhora e da Igreja. Levando-os a conhecer a beleza da vida cristã-católica e de viver esta religião baseada na experiência do amor de Deus  nos acontecimentos de suas vidas.

Dessa forma os pais vão transferindo suas convicções para dentro dos corações dos filhos. Se os filhos forem formados numa vivência profunda de vida cristã, eles serão ótimos filhos em casa, na escola, no trabalho, serão bons na sociedade, serão muito bons discípulos de Jesuse assim, suas vidas serão exemplares para todos os que eles forem conviver, na família, na sociedade de na Igreja.             

HONRAR PAI E MÃE - Eles estão entre nós e Deus    

(texto de Cassio Abreu - revista Brasil Cristão-ed. 08/11)    

O quarto mandamento da Lei de Deus nos manda "honrar pai e mãe". É um dos poucos escritos de forma afirmativa. Deus quis que, depois dele, horássemos nossos pais, a quem devemos a vida e a trans missão do conhecimento de Deus. Se amamos verdadeiramente a Deus, então devemos amar aqueles a quem Deus revestiu com sua autoridade sobre nós, filhos.

Este quarto mandamento é dirigido primeiramente aos filhos em suas relações com seus pais, mas também diz respeito às relações de parentesco entre os membros de uma família, notadamente às pessoas mais velhas. Honrar é reconhecer alguém como importante, trazer à tona a dignidade que lhe é própria. E Deus, com seu amor paternal nos promete uma recompensa: "Honra teu pai e tua mnãe para que tenhas uma vida longa na terra". (Êxodo 20, 12); e são Paulo nos ensina que este é o primeiro mandamento seguido de sua promessa; (Efésios 6, 1-3). Portanto, se você quiser viver bastante feliz, ame, sirva, honre e obedeça seus pais, mesmo contrariado, achando que eles estão exagerando ou que eles não te entendem. 

Deus os escolheu para serem seus genitores e os abençoou com sabedoria, assistindo-os a todo momento, dando-lhes discernimento e autoridade, fazendo uso de suas experiências de vida.
A honra aos pais é demonstrada através de palavras e ações, que surgem de uma atitude interior de amor, respeito, carinho  e obediência pelo reconhecimento da autoridade. Nossos pais não são perfeitos, mas, no mínimo tem mais experiência de vida do que os filhos.
A vida em família é o início da via em sociedade, onde se pode, desde a infância, aprender valores morais, éticos e religiosos. A autoridade dos pais constitui um dos fundamentos da liberdade, da segurança, do amadurecimento sadio dos filhos e ilumina outras relações na sociedade.

O respeito pelos pais é fruto do reconhecimento para com eles, que por seu amor e sacrifício, puseramos filhos no mundo e permitiram que crescessem com saúde, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Por isso o respeito filiale a obediência devem ser verdadeiros, pois, "Aquele que repeita o pai obtém perdão dos pecados; o que honra sua mãe é como quem junta um tesouro. Aquele que respeita o pai encontrará alegria nos filhos e no dia de sua oração será atendido. Aquele que honra o seu pai viverá muito e o que obedece o Senhor alegrará sua mãe". (Eclesiástico 3, 2-6).

O bem que esse mandamento nos traz é conhecer no pai e na mãe os transmissores e a fonte da vida e da tradição. Os pais estão entre o Criador e a criatura que geraram. Honrá-los é honrar o próprio Senhor Deus Pai que também os criou. Vivendo este mandamento evitamos a desonra de nossos pais, que é um tipo de morte em vida. E que impede os filhos de terem vida em liberdade, em desigualdade e emm plenitude.

Os pais são o nosso porto seguro, nossa referência, o exemplo a ser seguido, a fonte que se abastece. E ainda, que eles não sejam exemplo, seu relacionamento com eles nçao seja dos melhores, eles continuam sendo seus pais. Portanto não os desonre! Por maior que tenha sido o erro deles, eles deram a vida, e o perdão entre os pais e os filhos é um santo remédio para todos os problemas de relacionamento.  

Saúde no Lar

(Texto de: Fr. Rinaldo Stencanela, osm. - revista Brasil Cristão, ed. 08/11)


A paternidade é uma grande vocação confiada por Deus a todos os homens que se tornam pais. Por isso neste artigo quero convidar todos os pais a uma reflexão sobre a saúde em seus lares.

Textos excelentes e inspiradores podem ser encontrados na Palavra de Deus sobre a Missão dos  pais na formação de seus filhos. Leiam por exemplo, as dicas que o LIvro do Eclesiástico traz sobre a "educação dos filhos", (Eclesiástico 30 e 42); do jeito que Deus ensina e aprova. Fico imaginando o lar da Sagrada Família. Uma família simples, amorosa, religiosa, fiel e cheia de bons exemplos.

Não havia vícios dentre de casa, nem cigarro, nem bebida alcoólica, nem maus tratos, nem mentiras; sem sinais de violência e atitudes qe pudessem  diminuir os valores da família e provocar escândalos em Jesus e na sociedade. Uma família de Deus, onde os valores éticos, morais e religiosos eram colocadosem prática. Nunca ouvi dizer que Jesusficou traumatizado por algum contra testemunho de São José ou Mesmo de de Nossa Senhora.

Pelo  contrário, creio que por onde Jesus passava sempre mencionava seus bons exemplos tanto do pai adotivo, quanto de sua mãe. Num mundo tão violento e carente dos verdadeiros valores, creio que os pais, em especial o pai, devam ser os primeiros a darem o bom exemplo.

Quantas cenas tristes... Infelizmente, tenho presenciado dentro de muitos lares, filhos que convivem com traições, adultérios, brigas, separações, desprezos e falta de respeito. É horrível um filho ver o pai caíndo de bêbado pelas ruas, quebrando tudo em casa, batendo na esposa e dando escândalos para os amigos, familiares e vizinhos. É tão triste ver um pai incentivando o filho a beber, a fumar a até mesmo incentivar os filhos à prática precoce da sexualidade. Este tipo de "aprovação" humana é totalmente desaprovado por Deus.

Queridos pais, salvem seus filhos e seu lar. Vocês são chamados a serem guardiões do lar. Que seus filhos, lá na frente, possam olhar para trás e verem os bons exemplos e atitudes de um pai e herói. Conviver com a decepção é muito triste e desonroso. Resgatem seus lares! Cultive a fé, a esperança, o perdão, o amor e a gratidão. Deixem marcas, rastros bonitos por onde passarem, para serem lembrados com a devida honra que a Bíblia tanto exalta.

"Façamos elogios aos homens, (pais) ilustres (...) O Senhor lhes deu uma glória abundante (...) Homens de grande virtude repletos de prudência (...) adquiram dignidade... e vivam em paz em suas casas. (Eclesiático 44) 
 Queridos pais conservem a SAÚDE em seus lares!


Com carinho
Frei Rinaldo, osm.       





PAIS, PRIMEIROS EDUCADORES



Diz o ditado popular: "filho de peixe, peixinho é" ou ainda "tal pai, tal filho". É bem verdade que a identidade pessoal e o caráter dos filhos passam pela forma de educação que os pais dão aos filhos.
Desde uma catequese familiar até os modos de comportamento o respeito aos mais velhos e ao próximo. A responsabilidade da educação dos filhos não é da escola, nem da Igreja e sim dos pais. Por isso os pais são espelhos, exemplos para os filhos.
Quando esse compromisso de zelar pela educação falha em algum dos lados, também é falha e falta uma boa educação.
Veja bem... os casos de violência na escola entre alunos são consequência muitas vezes da violência em família. É o pai que bate na mãe, é a mãe que não respeita o marido, são os palavrões xingamentos e muitas discussões na frente dos filhos, enfim, uma família desestruturada emocionalmente, também causa a desestruturação do emocional dos filhos. E esses por não acharem apoio nos momentos de carência trazem para a escola e para a Igreja e para os locais de lazer seus medos, angústias, sofrimentos e raivas. Assim nasce a maioria dos casos de violência infanto-juvenis. 
Uma família consiste em que o casal, homem e mulher tenham ambos a mesma autoridade diante dos filhos. Um não pode interferir na autoridade do outro.


Me lembro muito bem quando eu, na minha infância queria fazer uma coisa, pedia para mamãe e ela sempre me respondia: "pede também ao seu pai, se ele concordar então está bem". E era assim... às vezes papai negava por entender que aquilo não era bom, ou que não era a hora certa, eu discordava mas mamãe não tirava de meu pai a autoridade sobre o fazer ou não fazer o que queria.       

Hoje há entre os casais esta falta de autoridade, e muitas vezes a liberdade para algo se torna libertinagem, isto é as crianças aprendem desde cedo a não terem limites sobre suas atitudes. E mais tarde passarão a não ter limites sobre suas vidas, não terão limites e acharão que tudo podem fazer fora de hora. A consequência são diversas: jovens drogados, jovens sendo pais e mães precocemente, violência e falta de respeito para com os outros. Tudo isso são gerados pela má formação na infância.
Noventa por cento das brigas na escola, são revoltas dos filhos geradas por esta ou aquela situação dentro de casa. É o pai que bebe e usa drogas, é a carência afetiva, é a fome, a falta de atenção adequada, é a violência doméstica, é o pai que abusa dos filhos, é também a falta de amor para com Deus dentro da família.


Geralmente a maioria dos casos de bullyings acontece porque a criança ou p jovem se acha melhor do que o outro, não consegue conviver com as diferenças ao seu redor e muitas vezes isso acontece porque o pai ou a mãe não consegue passar esses valores de respeito humano e saber conviver com as diferenças de raças. O bullying nada mais é do que uma manifestação física ou psíquica de todas as formas preconceito.


Os verdadeiros pais, devem ser bons educadores para os filhos. Nunca jogar a responsabilidade da educação para a escola ou a catequese. É muito importante saber a dose certa para cada ação de seus filhos. É muito importante que a família seja uma família onde Deus possa estar presente. Família que reza unida, permanece unida. Os pais além de dar o conforto, devem sobretudo dar Deus aos seus filhos desde cedo, desde o ventre materno deve-lhes falar de Deus.Uma família deve ser bem estruturada muito mais que dar o pão material aos filhos é dar o pão espiritual. Ensinar a fé e os valores evangélicos. Mas isso só acontece se os pais também forem pessoas de fé. 
O diálogo dentro de casa deve ser frequente, é preciso trocar a discussão pela concórdia. 
As vezes vemos as crianças repetirem o que seus pais disseram num momento de discussão. por isso, é muito importante que se forem discutir não o façam na frente das crianças.


Também os pais devem impor limites aos filhos, desde cedo devem aprender que nem tudo na vida é permitido. Deve substituir as "palmadas" pelo castigo, ( aquele que não ofende e não causa violência); aonde se prive a criança ou o adolescente de alguma coisa pela desobediência. Mas lembre-se o castigo também não pode ser violento, deve ser algo que imponha respeito sem causar traumas. Respeitar, obedecer os pais é uma regra e está nos Dez Mandamentos da Lei do Senhor. Isso deve ser ensinado desde cedo aos filhos, para que eles aprendam a respeitar os mais velhos, os anciãos.
Se esse aprendizado não acontecer em casa, muito dificilmente vão respeitar as leis de Deus e as leis civis. O limite imposto aos filhos não é exigência apenas, é uma obrigação dos pais. 


Enfim... o casal deve espelhar-se na Sagrada Família de Nazaré, viver uma intensa comunhão com Deus e saber levar para suas  casas tudo bom. Ter momentos de oração, de reflexão. O esposo, a esposa deve ser devotos um do outro, isto é viver a cada dia os laços matrimoniais que um dia os uniram diante do Senhor. E esse devotamento deve aplicar sobre os filhos onde cada um se respeitem e se tornem respeitados. Onde cada membro da família se torne indivisível e importante. Uma família de verdade não se faz pelo dinheiro, ou pelo status social, mas pela vivência total e a cada dia de um amor recíproco e verdadeiro, amor doado, dedicado e vivido até o fim. É isso que Deus espera das famílias, que elas procurem refletir um pouco pelo menos, daquele mesmo lar de Jesus, Maria e José.


(Texto de: Elmando valeriano de Toledo)     


               
                
   
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AS SEITAS E A VERDADE SOBRE A REENCARNAÇÃO

Uma seita que no Brasil, sobretudo, está ganhando forças por aliciar os cristãos, sobretudo aqueles menos esclarecidos, e, tentam espalhar uma falsa idéia de "religião de Deus" aonde seus pregadores misturam todos os ensinamentos de várias crenças, inclusive as espíritas, e tantas outras dizendo se tratar de uma religião ecumênica onde são aceitos todos os credos. Com isso, se dizem ecumênicos, e aceitam por exemplo a doutrina da reencarnação e do espiritismo. E isso não é ecumenismo. É como alguém que come de tudo ao mesmo tempo e depois passa mal, engorda e morre de obesidade, porque provou tudo de ruim que agrava a saúde. Assim se seguirmos esta seita, mesmo falando de Jesus, as coisas ruins em excesso que ela ensina nos fará morrer nossa fé.  

O que é o verdadeiro ecumenismo?

Ecumenismo é o diálogo fraterno estabelecido entre todas as "religiões" em que pelo emprego do entendimento e do diálogo possam se respeitar chegar a um bem comum e promover a paz. Mas sem que cada crença abandone sua fé e seus princípios. Assim pode-se estabelecer um diálogo e respeito entre as várias culturas. Mas cada um deve permanecer naquilo que acredita ser. Não significa aceitar tudo ou também recriminar tudo, mas cada um na sua fé contribua para que o mundo seja mais humano e fraterno.
Não se trata de discriminar as pessoas pelo credo ou segmento religioso, mas ao mesmo tempo, nós cristãos católicos não podemos misturar as verdades da nossa Fé que recebemos e professamos no Batismo e na Crisma com elementos aos quais negam estas mesmas verdades. Isto é contradizer a fé da Igreja e a nossa própria fé.
 
Então a seita, aplica esses valores incorretamente, dando-se o direito de falar de Jesus mas, associando à falsas doutrinas que são contrárias aos ensinamentos do próprio Jesus.  Para aqueles que a seguem devem ser respeitado, mas para nós cristãos católicos não devemos acreditar em tudo que pregam, mesmo falando bem de Jesus.
Essa seita que se diz pregar o Apocalípse e como tal, prega contra a própria Blíblia, uma vez que nega a ressurreição de Jesus, trocada pela reencarnação, (doutrina espírita); Pregam Jesus como líder qualquer, mas tem os ensinamentos de Allan Kardec, Bezerra de Menezes e Xico Xavier, e outros; acreditam em várias coisas que a própria Palavra de Deus condena severamente.
Não quero aqui desmerecer as pessoas citadas. Podem parecer que dentro dos seus conceitos foram boas pessoas. Tiveram o seu valor. Mas aos católicos devemos dizer que, a prática da doutrina espírita e de tantas outras que não são cristãs, são abomináveis aos olhos de Deus porque tais doutrinas negam a graça da salvação. 
Essa seita que se intitula como "religião de Deus" é uma seita apocaliptca, mas embora por um lado pregam o Apocalípse por outro desementem tudo que pregam porque pregam o espiritismo e outras doutrinas pagãs.
Negando assim toda eficácia da salvação que Jesus Cristo nos concedeu pela sua morte na Cruz.
Portanto, não basta só falar bem de Jesus, e fazer a caridade, pois o diabo também faz caridade e fala bem de Jesus. Mas ele não é Deus e não faz as coisas de Deus. Assim sendo essas seitas fazem a mesma coisa, pregam Jesus Cristo, mas nega tudo sobre Ele. Veja porque:
1) Não existe "religião de Deus" Deus não tem religião. O povo judeu é que tinha uma religião chamada Religião Mosáica ou Judaísmo, ou de Moisés no qual era enviado por Deus. O Senhor Javé deu-lhes uma lei, (os 10 Mandamentos), como base de tudo que precisavam viver, mas, não fundou nenhuma religião. Moisés e Aarão foram os organizadores da "religião judaica" e assim, com o passar dos tempos, entendendo a necessidade de organização do povo de Israel, foram adquirindo outras leis, civis e religiosas. Estabelecendo assim tudo o que formou o Judaísmo.   

Jesus sim, fundou uma Igreja a qual ele mesmo fundou que é o Chefe ou cabeça que é a Católica Apostólica Romana, na qual está o governo de Pedro, através do Papa representante de Cristo na Terra. 
2) Pregando várias crenças também não se comprometem com os ensinamentos bíblicos e com o próprio Deus aos quais eles se dizem seguidores. Uma vez que tudo de "podre" serve para eles como verdade de fé.

3) Pregando outras doutrinas, mesmo que não queiram,  colocam a Bíblia e Jesus Cristo no mesmo patamar de um lider qualquer, e não como Filho de Deus e autor da salvação,  destituindo-lhe qualquer condição divina. E negam o próprio Evangelho e a doutrina Apostólica do Novo Testamento que traz o ponto alto de nossa Fé cristã que é a Ressurreição. Negando assim a presença da Santíssima Tridade: Pai, Filho e Espírito Santo,  da qual Jesus é Deus é a segunda  pessoa. 

Sendo assim, esta seita, por mais bem intencianada que seja, contradiz tudo que Jesus disse, sua lei, seus ensinamentos. Embora insista que prega o amor e a caridade fraterna em nome de Jesus. Usam o Apocalípse para justificar a existência da reencarnação, mesmo sabendo que o próprio livro do Apocalipse nunca fala de reencarnação, porque ela não existe. Se existisse Jesus não precisaria se dar o trabalho de vir a este mundo, sofrer, morrer e ressuscitar. Pois a graça da salvação seria ineficaz. Quanto que a Bíblia diz que: "todo quele que aceitar Jesus como Senhor e salvador, e com sua boca confessar essa verdade, será salvo" - pelo nome santíssimo de Jesus. A salvação implica estar ao lado de Deus na mesma condição dos Anjos. Isto é livre da morte eterna. A Bíblia também diz que: "uma vez salvos por Cristo, nele permanecemos e somos herdeiros do Céu". Mas também nos diz que: "se não aceitarmos Jesus Cristo como Senhor e salvador, seremos condenados".  

Quanto ao Apocalípse ele é um livro da promessa de Deus de uma renovação da humanidade com a 2a. vinda de Jesus. Mas não está ligado a nenhuma doutrinas espíritas, nem à reencarnação. Não está ligado a tempo e espaço. Possui uma linguagem complexa de profecias que já se cumpriram, e se cumprirão. Mas o foco principal deste livro é mostrar a todos que Jesus é Rei, Juiz e vencedor do mal. E assim também com ele, (Jesus), sua Igreja triunfará quando Ele vier em glória! 

Esta seita causa muita confusão na mente daqueles cristãos mais despreparados e tenta de certa forma fazer com que eles deixem de acreditar na Ressurreição para acreditar na reencarnação. Portanto mesmo falando bem de Jesus, ela é anticristã, uma falsa religião. Eis porque vou explicar a diferença entre as duas coisas:
 O que é a reencarnação?


 - segundo a crença do espiritismo uma pessoa morre em estado de imperfeição, (em pecado), e para que a alma chegue ao seu estado puro e pleno, (à perfeição), é preciso voltar, (reencarnar neste mundo), muitas vezes, na terra, sofrer tudo de novo até se purificar, ou, até alcançar o estado de perfeição que eles chamam de "espírito de luz". Com isso reencarmam quantas vezes forem necessárias. 
Ora, essa é uma doutrina falsa, por quê? 

Porque a reencarnação não existe? 

ARGUMENTO BÍBLICO


Pode Deus ser um reciclador de corpos e de almas?, Ele que pode criar tudo e fazer nova todas as coisas?... 

Se cremos que Jesus morreu para nos salvar, significa que Jesus comprou e pagou um alto preço nossos pecados. Ele morreu na Cruz para nos salvar, comprou-nos com o preço de seu sangue.


Pela paixão, morte e Ressurreição de Jesus, Deus nos ressuscitará no último dia. Até lá nossas almas estarão no céu aguardando esse dia. Por outro lado se assim fosse verdade que a reencarnação existisse, não necessitaria existir nem o Céu (onde estão os santos) e o inferno, (onde estão aqueles que sofreram a morte eterna). E o Apocalipse fala que os santos estão ao lado de Deus, intercedem por nós, e, participam da glória de Deus e da vitória de Cristo, o Santo Cordeiro. (cf. Apoc5, 13. 6, 9) 

A Bíblia nos fala do Céu como promessa para os que são bons e se ela dá esta garantia aos que acreditam em Jesus; porque precisamos de outras verdades para crer?


Por outro lado, pode esta mesma seita afirmar que acredita em Jesus que é plena certeza de salvação, mas acreditar no espiritismo e na reencarnação negando assim o próprio Cristo e o Céu? - pregam uma coisa e se contradizem com outra. Porque, o próprio Apocalipse que eles pregam de forma errada, nos diz que é numerosa a quantia dos que estão no céu e foram salvos pelo sangue de Jesus. (Cf. Apoc5, 11-13) 

Se Cristo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida!" (Jo11, 25-27). Depois destas palavras de Jesus, como pode alguém crer na reencarnação?

Acreditar na reencarnação, é negar a graça da santidade dada por Deus aos fiéis. É negar a existência dos anjos e dos santos deixando o Céu, vazio e em segundo plano, tirando assim os méritos da salvação de Jesus Cristo. (Cf. Ef1, 1.13.22-23) quanto que: está no Apocalipse afirma que as almas dos justos estão no Céu. (Apoc 6, 9).   

Os cristãos, sobretudo os católicos, devem seguir os ensinamentos única Igreja de Cristo. (Cf. Ef4, 3-6); e com ela permanecer unidos na sua santa doutrina até o fim.  Tudo que está fora dos ensinamentos da Igreja, mesmo que bonito não provém do Espírito Santo. Todo cristão, católico ou, de outra profissão crê na ressurreição. Se negar a ressurreição, nega-se Jesus que afirmou: "Eu sou a ressurreição!"; se Ele é a a ressurreição e a vida haverá necessidade de reencarnação?

Outra passagem da Bíblia diz: "Aquele que crer que Jesus é o filho de Deus e assim confessar que Jesus é o Senhor será salvo, quem não crer já está condenado". Como pode alguém vir a esse mundo novamente para reencarnar-se e salvar sua alma se já está condenado?


Por fim, acreditar na reencarnação é negar o próprio Céu, porque, para lá que vamos após a morte. (Cf. 2Cr 15, 35-53) - (Cf. 1Ts 4, 13-18).


Deus proíbe severamente o espiritismo - (Cf. Dt 18, 9-12), isto implica, sua prática e suas doutrinas. 


Assim, essa falsa religião que se intitula como a "religião de Deus", muito pouco prega a verdade de Deus. Eles estão ganhando inúmeros seguidores. Com o slogan "os mortos não morrem" - claro, pois se já estão mortos, (os corpos) como pode a alma morrer de novo? aí, para justificarem espalham a falsa doutrina da reencarnação.


Estabelecem-se num falso "ecumenismo" apoiado no estudo do Apocalípse que nada tem a ver com isso. E é muito pouco perto do verdadeiro sentido do ecumenismo e o que ele representa para a sociedade.


São coisas do anticristo.
E o que é o anticristo? são aqueles falsos pastores ou falsos cristos, que usam do próprio nome de Jesus para enganar e semelhar a apostasia. Apostasia é desligar-se da doutrina do evangelho e também pregar contra Jesus, e heresia é acreditar tudo aquilo que contradiz Deus, Jesus, negam o Espírito Santo e as Sagradas Escrituras. E a Bíblia diz que: "o pecado contra do Espírito Santo é imperdoável". (Mt12, 31-32)    


A Bíblia nunca fala da reencarnação, como verdade, e sim de um ou outro caso de pessoas que, já no passado, tinham essa falsa ideia sobre a ressurreição.


Ela não prega a reencarnação e sim, a RESSURREIÇÃO. Os judeus, até os discípulos de Jesus, não entendiam bem o sentido da palavra, ressurreição, como entendemos hoje, (só entenderam após a ressurreição de Cristo); mas a ideia de ressurreição era apenas morrer e viver de novo. Ou simplesmente, Deus poderia fazer a pessoa já morta viver novamente. Mas  a Ressurreição é algo mais, ela além de nos devolver um corpo físico, também nos envolverá de um corpo glorioso, onde não haverá mais sede, nem fome, nem dor, nem morte. E para provar essa verdade, Jesus mesmo ressuscitou, apareceu fisicamente humano e glorioso aos Apóstolos, foi ao céu de corpo e alma por seu poder. E fez mais, provando ser verdadeira a ressurreição, levou consigo sua mãe, Maria Santíssima, em primeiro lugar depois de si, a levou de corpo e alma para junto da Trindade Santa. Por isso que a Igreja celebra a festa de Maria Assunta, (levada), ao Céu. (15 de agosto)
     
Para os antigos e para nós hoje, a Bíblia vem nos dizer que a reencarnação não existe. Mas sim, existe a Ressurreição, que Cristo passou e nós também vamos passar; como está escrito: "Se Jesus não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé!" (Cf. 1Cr 15, 12-18).

Jamais nós cristãos podemos acreditar na reencarnação. Vamos ler?

Rm6, 2-14 - qual é o sentido da reencarnação se Jesus é nossa ressurreição?
Rm10, 9-10 - se existisse a reencarnação, não precisaríamos da fé e da graça da salvação dada por Jesus. 


No entanto somente crendo em Jesus e pela sua ressurreição é que somos salvos. (Cf. Ef 2, 5-8; Ef4, 17-19; Ef 5, 1.6-7).




1Ts4, 13-18 - a reencarnação nega a segunda vinda gloriosa de Cristo e o julgamento final.
2Ts2, 1-3 - temos que tomar cuidado com as falsas doutrinas pois elas são obras do anticristo. 


Portanto, nem sempre falar bem de Jesus é sinônimo de que estão do lado de Jesus.

O diabo conhece muito bem Deus, e no entanto, quando tentou Jesus usou até os salmos da Bíblia para fazê-lo. (Cf. Mt4, 5-6); Assim são as falsas doutrinas, satanás não usa métodos diferentes para nos tirar a fé, usa os meios mais conhecidos e até mesmo a própria palavra de Deus. Se já outrora usou os Salmos, porque não agora usar o Apocalipse? 

Mas devemos aprender de Jesus que, sabendo da astúcia do diabo disse uma só coisa a ele: a mesma coisa que também diremos também usando e conhecendo as Escrituras: "Também está escrito não tentarás o Senhor teu Deus!" (Dt 16, 16). Não vamos tentar a Deus acreditando nestas seitas.

As seitas tentam a Deus. Com falsos milagres, falsas curas e falsas pregações. O diabo fez e faz milagres tão bem quanto Deus. E cobra caro depois. Ele usa do prestígio, do poder e da palavra de Deus também para enganar as pessoas. É astuto, por isso na Bíblia é comparado a uma serpente. Enquanto Jesus nos promete o céu se o seguirmos, se vivermos em comunhão com Ele e a Igreja. O diabo não nos oferece senão as desgraças e o inferno, (lugar de tormentos). E não pense você que o inferno não existe, ele existe sim, Jesus mesmo disse. Para lá vão todos aqueles que não acreditarem em sua palavra. E lá viverão ausentes de Deus por toda eternidade.   

Satanás instiga em nós falsos pensamentos, usa falsas doutrinas, no sentido de nos conduzir para a heresia que é a negação total das verdades da fé. Portanto todo cuidado é pouco perto dessas seitas. Satanás prefere que abandonemos a Cristo e sua verdadeira Igreja: a) porque tem ódio e inveja de Deus; b) porque agindo em nós para que abandonemos as leis de Deus, Jesus e sua Igreja e nos levando para outros caminhos, logo não seguiremos nem uma coisa e nem outra, então logo, nos tornaremos céticos ou ateus, e, com isso fica mais fácil nos levar para o inferno. c) ele também é astuto e atinge diretamente seu alvo, fazendo que nos afastemos da Santa Igreja, sua doutrina e revoltemos contra o Santo Padre, cujo é o legítimo representante de Jesus na terra. Porque sabe que nos tirando a Igreja, ficaremos vulneráveis a seus perversos ensinamentos.
     

Chave de Leitura:

Lc 16, 19-31
Lc17, 20- 21
1Cr 15,12-29.35-54
Ef 4, 17-24
Cl 2, 4-15
1Tm 3, 3 -11
1Tm 4, 1
1Jo2, 18-29  

O QUE É RESSURREIÇÃO? - segundo a Sagrada Escritura, ressurgir significa que Deus nos criou para sermos santos, embora tenhamos que passar pela morte, que é um estado natural, pois só o corpo morre. Mas a alma não, é eterna.


Esta santidade consiste que: após uma vida em busca da santidade aqui neste mundo, possamos gozar esta mesma santindade no céu. E como tal, Deus através de Jesus nos fará um dia assumirmos nossos corpos de forma gloriosa, assim como Jesus, o homem-Deus ressuscitou dos mortos.


Quando Jesus vier em glória, irá destruir a morte, renovar todas as coisas e arrebatar todos para a sua glória, os fiéis, assumirão um corpo glorioso assim como o próprio Jesus foi elevado ao céu, em corpo e alma também vamos.


Somente a Virgem Maria pode antecipadamente por virtude especial, e por ser imaculada, pode receber antecipadamente a plena ressurreição e foi levada para o céu antes da Parusia. 


Nós ainda aguardamos este momento em que quando Jesus vier fará elevar-se gloriosamente não só os corpos dos que já morreram, mas também os viventes que foram fiéis a Ele.


Resurreição também pode significar a passagem de uma situação (de morte), para uma situação de vida. Todas as vezes em que saímos de uma situção de morte para uma situação de vida: de saúde, de paz, de harmonia, de felicidade, etc. também é ressurreição.
E a certeza da nossa ressurreição está nas própria ressurreição de Jesus que é o centro de nossa fé. 

Mas a crença na ressurreição já existia entre os judeus. Havia pessoas que acreditavam nela e outras que não acreditava nela (por exemplo os saduceus). 


Entre o grupo, estavam os Apóstolos que acreditavam na ressurreição, só não sabiam como, mas veja o exemplo no episódio da Profissão de Fé de Pedro:


Vamos ler: Mt 16, 13-16 - Jesus reune os seus Apóstolos e lhes faz uma pergunta: O que o povo pensa que eu sou? - aí os Apóstolos começam a dizer, uns acham que é  João Batista, outros Elias, ou um dos profetas...que ressuscitou //Jesus volta novamente e pergunta: - e para vós, quem sou eu?- e Pedro em nome deles respondeu: "tu és o Cristo, filho de Deus Vivo!" /// Neste episódio se vê claramente que os judeus já acreditavam na ressurreição, mas não do Jeito que Jesus mostrou que fosse. Só puderam compreender o significado da ressurreição após a morte e Ressurreição de Jesus.


Então dá a idéia de que alguns pensem que eles acreditavam em reencarnação, mas não é verdade. Não existia tal crença entre os judeus.


Veja um outro exemplo em Mc 12, 18-27. Neste episódio os saduceus, que era um grupo de judeus que não acreditavam na ressurreição. E foram tirar dúvidas com Jesus a respeito da ressurreição e Jesus explicou muito bem. Leia na Bíblia pra você entender. 
 
O que Jesus fez foi apenas provar que quem acreditava não estava errado pois ela existia. Provando, Ele mesmo ressuscitou dos mortos e mais em sua missão ressuscitou muitos mortos: a filha de jairo, o filho da viúva de naim, Lázaro irmãos de Marta e Maria de Betânia, etc. Mas Jesus o faz, porque é Deus e não precisa reciclar corpos ele é o Senhor dos vivos e dos mortos, (Cf. Jo10, 11.15.17). Se existisse reencarnação, o Céu não poderia existir, pois seria para poucos, eno entanto Jesus nos disse que na casa do Pai, (no Céu), há muitas moradas. (Cf.14, 1-3). A vida eterna não consiste na reencarnação e sim na ressurreição por reconhecer o Senhor Jesus como Senhor e Salvador. (Cf. Jo17, 3).
Assim se a reencarnação existisse, ora, Jesus não podia ressuscitar ninguém, certo seria mandar que o espírito reencarnasse em outra pessoa. Assim jogaria por terra tudo o que ele pregou: "O Filho do homem terá que sofrer, ser entregue nas mãos dos homens, morrer e ressuscitar!" (Lc 9, 44; 24, 13-35) - (Cf. Mc 8, 31). 
Por outro lado, acreditar na reencarnação é negar a Salvação. Pois se Deus enviou Jesus foi para que todos tivessem acesso à salvação e a  vida eterna. Como Jesus mesmo disse:

"Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!"

"Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, mesmo morto viverá!"  

   
O QUE É O APOCALIPSE (OU REVELAÇÃO) - é o último livro da Bíblia, escrito por João Evangelista, que trata de profecias que já se cumpriram, que estão se cumprindo e que se cumprirão.
Toda linguagem dos textos é simbólica, para mostrar a continuidade das promessas de Jesus à sua Igreja e animar os cristãos perseguidos pelo Império Romano. Assim João escreve de um modo simbólico a respeito das promessas para o futuro da Igreja, sobretudo a vitória que ela teve sobre o Império Romano. Também a certeza de esperar pela segunda vinda de Jesus e como se cumprirá essa promessa. Não é um livro para ser explicado tão facilmente, não! é um livro cheio de símbolos, pois João não podia falar abertamente, como Pedro e Paulo, e os outros, pois estava preso exilado em Pátimus uma Ilha Romana onde se prendiam crimisos e os cristãos. Se quisesse que a sua mensagem chegasse ao seu destino, isto é aos cristãos, deveria usar uma linguagem que os romanos não entendessem, daí se explica a maldição que ele disse quando terminou seus escritos, para por medo nos romanos e fazer com que ele chegasse ao destino. (Cf. Ap22, 18-19); João queria não anunciar, morte tristeza e castigo, mas a esperança de um mundo novo em Jesus Cristo e a vitória de Cristo e da Igreja sobre seus perseguidores. Jesus revela a João a visão de uma Nova Civilização, a o triunfo de Cristo, sobre seus perseguidores, sobre a morte e a esperança de uma Vitória para os cristãos. Por isso Jesus envia seu anjo arrebata João, e lhes dá uma visão, (simbólica) de tudo que deveria acontecer. Isso serviria também para encorajar os cristãos de todas as Comunidades que viviam sobre a opressão e a perseguição de Roma. Muitos morreram em nome de Cristo. Muitos deram sua vida para fazer crescer a Igreja. São os mártires, muitos ainda vão ser perseguidos, mas no fim Jesus triunfará. Jesus virá fazer cumprir todas as coisas.
Essa é a promessa do Apocalípse.     


SINTESE ALGUMAS FIGURAS SIMBÓLICAS DO APOCALIPSE


IGREJAS - grupo dos cristãos, judeus e gentios.
SELO - palavra de Deus firmada, forte que não muda.
ANJOS - seres celestiais a serviço de Deus.
BESTA - os perseguidores da Igreja, sobretudo César Nero.
O NÚMERO 666 - representa o Imperador Romano César Nero.
TROMBETA - instrumento que era usado para anunciar a chegada de um rei, imperador, ou algum acontecimento importante.
CORDEIRO - representa Jesus Cristo.
LIVRO SELADO - representa a palvra de Deus se cumprindo na história humana.
ALIANÇA - tratato, coisa firmada, acertada entre herdeiros.
DRAGÃO - figura mitológica que representa o império romano ou o próprio satanás. Ou todos aqueles que são contra Cristo e sua Igreja.
PARUSIA - segunda vinda gloriosa de Jesus como Rei e Juiz.