segunda-feira, 12 de junho de 2017

PORQUE JESUS ESCOLHEU SOMENTE APÓSTOLOS? - A Igreja pode ordenar mulheres para o sacerdócio? Qual o papel das mulheres na Igreja?



PORQUE JESUS ESCOLHEU APÓSTOLOS E NÃO APÓSTOLAS?
PORQUE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA
 ROMANA NÃO ORDENA MULHERES PARA O SACERDÓCIO?
QUAL É O PAPEL DA MULHER NA IGREJA?
O QUE É DISCIPULADO E APOSTOLADO?


            Em nossa era nunca se discutiu tanto sobre esse assunto: “porque a Igreja Católica Apostólica Romana não ordena mulheres para o sacerdócio”? – Aqui vamos explicar sobre isso.

            Muitas pessoas acusam a Igreja C. A. Romana de ser machista para com as mulheres; o que não passa de mais uma falsa acusação dentre tantas que ela recebe. Pois, se fosse verdade a Igreja não aceitaria que mulheres fossem catequistas, irmãs de caridade, líderes de movimentos de pastorais, ministras extraordinárias da Eucaristia, freiras, madres, monjas e tantos outros ministérios e discipulados que ao longo desses 2016 anos ela possui confiado às mulheres. Quando o Poder Público não tinha ainda instituições no Brasil que educassem as mulheres, a Igreja já tinha colégios especializados na educação das jovens, como por exemplo, as Escolas Pias.    

               Aproveito para dar um puxãozinho de orelha em alguns católicos que vão na onda da mídia e de algumas pessoas maldosas principalmente os protestantes:
           Toda organização, seja ela religiosa, pública, secular, financeira ou doméstica possui suas regras. Todos temos leis a cumprir, direitos e deveres. 
             Com a Igreja Católica e porque não falar no cristianismo em geral também temos nossas leis a cumprir. Leis estas que Jesus ao fundar sua Igreja deixou estabelecidas. 
Essas leis, preceitos e Mandamentos não foram criadas por acaso. Se quisermos ser salvos e chegar à plenitude com o auxilio de nossa Madre Igreja temos que obedecer os Mandamentos e preceitos. Seguir a Lei de Cristo. Isso vale tanto para nós leigos, como para os religiosos e clérigos, incluindo o santo padre o Papa. É portanto, dentro de tais leis, normas, preceitos e os Mandamentos que nós praticamos o Evangelho de Nosso Senhor; e não há como fugir disso. Ninguém está obrigado a ser católico ou cristão. No momento que você está inserido no Corpo de Cristo como verdadeiro cristão, você se torna um discípulo, isto é, um seguidor de Jesus. E por consequência disso deverá seguir tudo aquilo que a Igreja ensina e propõe para alcançar a vida eterna. Mesmo que discorde tem que cumprir a Lei com obediência e não com rebeldia. Jesus foi obediente até a morte. Ele discordou, censurou os fariseus do seu tempo, mas cumpriu toda a Lei de Moisés para depois estabelecer suas próprias leis na Nova Aliança. Porque conosco seria diferente? 
Também temos que entender que podemos, por assim dizer, separar apostolado de discipulado. 
                       Discipulado abrange a todos de maneira geral no exercício dos diversos ministérios dentro da comunidade eclesial, o Apostolado é para os Sucessores dos Apóstolos. Como compreender isso? 
                  Jesus no início de sua vida pública chamou seus discípulos em primeiro lugar, podemos aqui entender a palavra como um todo, no plural aí se aplica a homens e mulheres, como também no sentindo apenas masculino. Porém á Bíblia não deixa claro se foram só homens ou se no meio havia também mulheres. Sabemos no entanto que muitos desses discípulos eram seguidores do profeta João "o batista" , e a eles se juntaram outros. O Evangelho fala que Jesus de início chamou 72 discípulos. Ao longo da história eles foram aumentando conforme iam às cidades anunciando o reino de Deus. E assim acontece até nos dias hoje. Também compreendemos que as mulheres fazem parte do discipulado porque é notório perceber as mulheres que o seguiam, Maria Madalena, Marta, Maria irmã de Lázaro, Maria de Nazaré, mãe de Jesus, a Samaritana, etc. A Igreja chama Nossa Senhora de a "Primeira discípula"
  
                    O Apostolado: Jesus chamou seus Apóstolos. Eles teriam a missão de cuidar da Doutrina (também chamado de "o depósito da Fé" oral e escrita), pregar o Evangelho, batizar, Celebrar a Eucaristia (a "fração do Pão").  Nesse chamado, os evangelhos deixam claro que essa missão foi confiada somente a 12 homens: Simão (Pedro), Mateus, João, André, Tiago maior, Tiago menor, Bartolomeu, Tadeu, Simão o zelote, Tomé, Filipe e Judas Iscariotes (que foi substituído por Matias).



              Notemos claramente que a Bíblia não fala que Jesus deu apostolado (no sentido de ministério ordenado às mulheres). Esse Apostolado criado por Jesus é de cunho sacerdotal. Num sentido mais amplo. No A.T. ou Antiga Aliança, eram 12 os chefes das tribos de Judá guardadores da palavra, da Lei de Moisés e dos costumes do do povo judeu. No N. T. ou Nova Aliança, Jesus cria um novo povo e escolhe também 12 homens, funda uma Igreja, uma instituição, que devia guardar as leis, preceitos, costumes e mais, deviam ser novos sacerdotes de seu povo. Somente após tudo isso, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo pode concluir na Cruz e na Ressurreição toda sua missão. Logicamente com a morte dos Apóstolos, vieram seus sucessores, que a Igreja Chama de "Bispos". Na Igreja C. A. Romana não existe bispos mulheres, porque justamente o ministério do bispado ou pastoreio está ligado diretamente à sucessão dos 12 Apóstolos. Assim é a Igreja que Jesus fundou.   
           Portanto, o papel que as mulheres exercem na Igreja, tão essencial, é de discipulado, como tantos homens também são discípulos e não Apóstolos.       

         O Senhor Jesus escolheu dentre estes 12 homens para serem seus apóstolos, isto é aqueles que futuramente o representariam no Magistério da Igreja e com eles seus sucessores:   
                 O que acontece hoje porém, é uma intolerância religiosa muito grande e uma incompreensão da Sagrada Escritura. Ninguém respeita a fé das pessoas. A Igreja não obriga o crente a ficar nela. Mas, se ficar tem que ser um verdadeiro cristão. Porque a gente vê muitos ativistas contra a Igreja querendo que ela se molde aos costumes e à moda do mundo. Mas, não é assim; a Igreja forma cidadãos para o Céu. Ela não pertence aos homens. Ela é de Jesus. Quem discordar não está obrigado a permanecer nela, vai procurar outra coisa pra seguir que lhe satisfaça nesse mundo. Mas de antemão sabendo que quem dela se separa, se autoexclui  está jogando fora a vida eterna. Jesus disse: (Jo 15, 1-12) "Eu sou a videira, meu pai é o agricultor, todo aquele que estando em mim não dá fruto, meu Pai a corta, e todo aquele que dá fruto meu Pai a poda para que dê mais fruto ainda... Se alguém não permanecer em mim será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos serão apanhados e queimados." Jesus mesmo disse: "Porque sem mim nada podeis fazer".  Isto é, o cristão está na Igreja, ligado à Jesus a verdadeira "Videira", mas o membro, os ramos não absorvem a seiva da Vida Eterna é como um galho de uma planta que está ligado à ela mas secou. No será cortado e joga ao fogo. Os verdadeiros cristãos são como os ramos da videira que estando com Jesus, estando na sua Igreja, absorvem a seiva (o Evangelho), seguem suas leis e mesmo fraquejando O Pai Celeste não lançará fora mas dá uma "podada" para que ela cresça e dê mais fruto. Quem de nós nunca sofreu uma "podada" de Deus e depois cresceu ainda mais na sua fé? Ao invés de criticar e fazer intrigas aproveitemos as "podadas" de Deus para crescer e se fortalecer ainda mais. Assim acontece com os santos de Deus. No fim Jesus deixa o Recado: "Como o pai me amou eu também vos amei. Permanecei no meu amor!"(Jo15, 9)

              A Igreja não exclui nenhuma pessoa. Ela está aberta à compreensão, ao amor e ao diálogo com seus filhos. Agora, quem se rebela, se torna apóstata, ou herege, exclui a si mesmo. Cristianismo é para cristãos. Se você não concorda com as leis de Cristo. Então não é mais cristão, se excluiu, está fora. Mas, a Igreja está de portas abertas caso haja um a sincera conversão e retorno aos braços da Mãe. Pense nisso. 

                   Lembrem-nos da passagem do Evangelho de João, quando Jesus explica sobre o Pão da Vida, que ele daria sua Carne e seu Sangue em alimento? (Jo6, 22-68) Os discípulos se escandalizaram e disseram: "como Ele mesmo pode se dar de comer?"... "Essas palavras não são duras para nós?" - porque acharam que Jesus ia tirar um pedaço de carne do seu corpo e dar a eles pra comer. (Isso é canibalismo) - Na verdade Jesus falava da instituição Eucaristia. E daquela hora em diante, muitos deixaram de segui-lo. Jesus lendo os corações daqueles homens disse: "Vocês também querem ir embora?" Em outras palavras: "Vocês querem ir? podem ir, mas, é assim que tem que ser". Pedro então em resposta da Igreja disse: "A quem iremos Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna!"
                São essas mesmas palavras que a Igreja ensina que muitos querem discordar. Católicos que não participam da missa como deveriam, que não estudam o catecismo, que não seguem às leis da Igreja. Que se revoltam com as decisões do santo Padre o Papa e até do Pároco e do Bispo. Quando vão à missa é para ostentar o exterior. Ou então só entram na Igreja em ocasiões como casamentos e batizados. Aí querem criticar a Igreja... Essas palavras de Jesus são as mesmas hoje: "Não concordam comigo, não aceitam as minhas palavras?, então podem ir, vocês são livres." Mas se ficarem façam como Pedro: "Nós ficamos Senhor, porque só tu podes nos salvar". "Só tu tens palavras de vida eterna!"   
De maneira nenhuma Pedro afrontou Jesus dizendo: "Nossa Senhor, como és intolerante para os que não aceitam a tua doutrina". Porque ele tinha certeza de que aqueles que deixaram de seguir Jesus, eram livres para seguir o que quisessem. Pedro deu uma resposta decisiva: "Não iremos a nenhum outro, porque só tu tens palavras de vida eterna". 
                     Diante da intolerância religiosa que a cada dia cresce em nosso País e pelo mundo afora, os cristãos chão chamados a decidir a quem eles querem seguir: Se seguem os falsos pastores e deixam a Igreja de lado porque julgam-na intolerante demais. Ou seguem aquilo que Cristo nos ensinou e nos deixou como Lei. O que não dá é ver cristãos mornos na fé, fracos e indecisos, que promovem verdadeiros escândalos dentro da Igreja. Veja o que diz o Senhor Jesus em Apoc 3, 15-17: Conheço as tuas obras; não és nem frio nem quente. Oxalá fôsseis frio ou quente! Mas, como és morno vou vomitar-te. Pois dizeis: sou rico, faço bons negócios, não preciso de mais nada - e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu."

                   Jesus está dando um recado para toda a Igreja em nome da Comunidade de Laodicéia. O cristão que é morno é aquele que está na Igreja mas, deixa as coisas rolar a seu bel prazer. Os acusadores vem e dizem: Ah não! pra seguir as leis? Nossa a Igreja bem que poderia ser favorável ao aborto, ao casamento de homossexuais; bem que ela poderia mudar e os padres poderem se casar, bem que poderia aprovar o divórcio, ordenar mulheres, que diferença isso faz? E tem muitos católicos por aí mornos, aceitando tudo, colocando tudo num balaio. Ótimo! mas façam isso fora da Igreja. Ah! mas, a Igreja é preconceituosa, porque é isso, porque é aquilo... não é assim?
                  Amados, a Igreja é para quem quer ser cristão de verdade! Não é para fracos e nem para mornos na fé. Jesus é claro: Vou vomitar você! quer ser cristão, quer ser católico e então não seja hipócrita, defenda sua fé, aceite com humildade aquilo que Jesus estabeleceu.
               É com seu testemunho  que os que partiram dela voltarão. Não se preocupem. Façam como fazem tantos santos que foram verdadeiros heróis, que mesmo diante da morte não fraquejaram um só instante. Façam como os primeiros discípulos que eram, presos e torturados, que eram sentenciados à morte, mas sentiam uma alegria imensa de sofrerem pelo nome de Jesus. Não deixe as riquezas, o bem estar te acomodar. Olha que Jesus disse no versículo 17 de Apocalipse: "és infeliz, (porque sem Jesus não há graça) miserável, (porque sem a Igreja não há salvação); pobre (porque perdeu a essência do Evangelho); e nu (porque não terá nada para oferecer ou apresentar diante de Deus como boas obras no  dia Juízo).                          
                           
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          Desde o Antigo Testamento as mulheres tinham seu papel de destaque na História da Salvação. Como por exemplo: Sarah, Rute, Rebeca, Tamar, Ester, Mírian, etc. Mulheres que exerciam liderança e até profetizavam.

       O Novo Testamento está cheio da participação delas em diversas ocasiões, milagres, cerimônias. Ana, Isabel, Maria mãe de Jesus, Maria Madalena, Marta de Betânia e Maria de Betânia, amigas de Jesus, Maria Salomé, Maria Cléofas, Lídia, etc. Sem falar em tantas outras que se tornaram santas e que conhecemos tais como: Santa Faustina, Santa Teresa D’Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Paulina, Santa Teresa de Calcutá, Santa Rita de Cássia, Santa Clara de Assis, Ir. Dulce, etc.

Tantas foram as mulheres que se tornaram verdadeiras discípulas de Jesus e contribuíram para o crescimento da igreja, elas em profunda comunhão com Jesus Cristo deram suas vidas muitas vezes em atitudes heroicas por amor à Igreja. Cada uma exercendo seu papel na Igreja e na sociedade com seus dons e carismas, seja pelo testemunho, seja pela vida de oração, seja pelo comprometimento com as causas sociais.

É injusto da parte de alguns acusadores que só querem acabar com a Igreja, dizem que ela é machista só porque as não podem ser ordenadas para o sacerdócio. Por um motivo muito simples, o sacerdócio ministerial foi criado por Deus desde o AT para homens. As mulheres ajudavam, cooperavam com os diversos serviços o Templo como acontece hoje. Como existem tantas hoje, tantas mulheres que santificam o seus lares promovendo na suas casas uma verdadeira Igreja doméstica. Quantas mães, mulheres dedicadas à família que exerce um verdadeiro sacerdócio na educação dos filhos.   
O problema de muita gente é achar que ser cristão, é só entre as paredes do Templo. Saindo de lá não é mais cristão. Não! o cristão é formado para enfrentar a realidade lá fora e para levar Jesus a qualquer lugar, inclusive dar testemunho de Cristo no mundo, isto inclui na família, dentro de nossas casas que também é um verdadeiro sacerdócio.  
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OUTRA EXPLICAÇÃO SOBRE O APOSTOLADO
  Vamos aprender porque Jesus escolheu homens para o sacerdócio ministerial: 

Jesus escolheu 12 homens para serem seus apóstolos. Porque não escolheu algumas mulheres já que tinham tantas que o seguiam? Jesus escolheu homens poque Jesus tinha que cumprir a Lei. Até o batismo Jesus recebeu.
Ora, ele não tinha pecado, como Filho de  Deus; no entanto foi até João para receber o batismo antes de começar sua missão. Tudo isso para cumprir a Lei. 
Ah! mas, ... você disse que Jesus cumpriu toda lei? Explica como é que ele curou em dia de sábado, não fazia a purificação e celebrou a Páscoa uma quinta-feira ao invés do sábado  que era costume dos judeus? Jesus fez isso para mostrar aos judeus e aos fariseus que eles estavam muito presos à lei, isso não era errado, era preciso cumprir a Lei, sim mas não podia esquecer de fazer o principal: cumprir a lei e amar ao próximo. O cumprimento da Lei de Deus só tem sentido se nós a vivenciarmos, vivendo-a com amor. E no caso de ter celebrado a Páscoa na quinta-feira ao invés do sábado, foi porque ele ia sofrer a paixão na sexta-feira e no sábado estaria no sepulcro aguardando a Ressurreição. 
Nós cristãos devemos seguir as leis de Deus e da Igreja, com amor. Se não tiver amor não adianta por isso Jesus disse: "Vocês são livres para ir embora". As vezes ouvimos o Evangelho todos os dias na missa. Lemos a Bíblia todos os dias mas não absorvemos com amor as palavras de Jesus. Por isso a dificuldade vem, as perseguições, as críticas  e agente não sabe como lidar com a situação. Faltou o amor. A Lei, a Palavra de Deus não é cadeias pra nos prender e sim, libertação! Ela liberta e salva, desde que a obedeçamos por amor a Deus e não porque somos obrigados. Por isso Jesus cumpriu-as por completo. Amados, o santo Padre o Papa Francisco disse uma frase interessante:  Cristianismo não é uma filosofia de vida, é uma mensagem de Deus."     

Se formos pesquisar o significado dos 12 está no Antigo Testamento. (12) eram as tribos de Israel; Comunidades tribais assim divididas: (10) dos filhos de Jacó (ou Judá) e (2) dos filhos de José. Ou seja, cada uma dessas famílias possuía um homem à frente, também chamado de patriarca. Cabia a ele chefiar todo seu povo e também guia-los no cumprimento das leis de Deus.

Jesus era descendente de uma dessas tribos, de Judá, dos filhos de Jacó.
As doze tribos: (Gên 49, 3-27)
1-Rubem; 2-Simeão; 3-Levi; 4-Judá; 5-Zebulom; 6-Issacar; 7-Dã; 8-Gade; 9-Aser; 10-Nafitali; 11-José; 12-Beijamim.

Esses 12 nomes ainda não correspondem exatamente às 12 tribos de Israel. Mais tarde, depois da fuga do povo de Israel do Egito, Deus define que a tribo de Levi (3° filho de Jacó) seria uma tribo separada para servi-Lo (principalmente como sacerdotes e em ministérios diversos no culto a Deus), e que não teria um território específico na terra prometida. No lugar de Levi e no lugar de José, assumem o posto de tribos de Israel: Manassés e Efraim.
A partir daí, o povo de Israel é organizado em 12 tribos (povos), sendo: (1)Rubem, (2)Simeão, (3)Judá, (4)Dã, (5)Naftali, (6)Gade, (7)Asser, (8)Issacar, (9)Zebulom, (10)Manassés, (11)Efraim e (12)Benjamim. Dentro dessa organização, as pessoas da tribo de Levi vivem entre seus irmãos, em seus territórios, cumprindo as ordens de Deus de serem separados para o ministério do Senhor. Então não são contados entre as 12 tribos.
Perceba que a coisa muda de figura: Deus decide que da tribo de Levi deviam ser uma tribo para servi-lo. Para serem sacerdotes nos ministérios de culto a Deus.

Aí está o significado do número 12. E o que esse número tem a ver no Novo Testamento?

Veja: Jesus como homem era descendente da tribo de Judá. Jesus veio para cumprir toda Lei do Antigo Testamento e cumprir todas as profecias. Jesus tendo substituído a Lei da Antiga Aliança e feito conosco uma Nova Aliança, quis no seu amor, também escolher homens que fossem escolhidos para guiar o novo povo de Deus.

Jesus então funda a sua Igreja. Porque Jesus fundou uma Igreja e não uma única tribo? Porque a Igreja reuniria todas as raças, sem distinção, isso incluía os gentios, que eram povos estrangeiros. Na Igreja de Jesus não há distinção de raça, nem cor. Jesus ao contrário dos outros judeus valorizava muito as mulheres, tanto que a primeira discípula que viu Jesus ressuscitado foi Madalena.
  
Da mesma forma como no passado, Jesus escolheu 12 homens para serem guias do seu povo, esses doze seriam mais tarde também sacerdotes, e a um deles foi lhe confiado o governo da Igreja. Simão, mais tarde chamado de Pedro ou Kephas.

OS 12 APÓSTOLOS

Até a paixão de Cristo era assim composto o grupo dos doze:
  
1- Simão ou Pedro; 2- André; 3-Tiago Maior; 4-João; 5-Filipe; 6-Bartolomeu; 7-Tomé (também chamado de Dídimo); 8-Tiago Menor; 9-Mateus; 10-Simão Zelote; 11-Judas Tadeu; 12-Judas Iscariotes.

Depois da Paixão de Cristo, Mathias ficou no lugar de Judas Iscariotes e Paulo de Tarso fez comunhão com Pedro no apostolado.
No papado Pedro era o chefe dos apóstolos e governador da Igreja; no apostolado, Pedro e Paulo formavam um só

Portanto, as 12 tribos de Israel é uma figura pré-figurativa do Novo Testamento. Jesus não veio abolir as leis dos Profetas, ele veio aperfeiçoar tais leis. (Mt5, 17-18). Jesus ao trazer uma Nova Aliança seguiu a mesma linha das 12 tribos de Israel, com uma diferença: aqueles homens antes eram o sustentáculo, as colunas das 12 tribos, enquanto que na Nova Aliança os 12 apóstolos são as colunas espirituais que sustentam a Igreja de Cristo

Note que no passado Jacó ou Israel foi traído pelos seus filhos que venderam José seu filho caçula que ele tanto amava. Era José o responsável pelo cuidado com os seus irmãos mais velhos. Eles por inveja venderam-no como escravo aos mercadores do Egito; José sofreu muito. Mas Deus estava com ele, e assim ele se tornou governador de todo o Egito. Acima dele só o Faraó. Quem não conhece esta história? A José coube salvar sua família da fome e da miséria que assolava toda aquela região. Quando José chama seus irmãos e seu pai ao Egito, depois de dar-lhes um pequeno "susto", que fez com que eles se lembrassem se arrependessem do mal que fizeram no passado.  Depois José fez uma festa de recepção apresentou sua família à sua esposa e seus netos. 

Essa história prefigura a Nova Aliança. Pois Jesus escolheu 12 homens para serem seus apóstolos. Foi  também traído; por Judas Iscariotes, foi vendido por 30 moedas; foi aprisionado como escravo; sofreu muito e para nos salvar morreu e ressuscitou; tendo antes feito um banquete e deixado para nós a Eucaristia, o Pão da Vida e o Cálice da Salvação. Alimento da alma. 

Na Última Ceia, Jesus instituiu o Sacerdócio Ministerial; tendo ele mesmo instituído o Sacramento da Ordem, deu o poder aos seus Apóstolos de celebrar a Eucaristia até que ele venha. Tendo ceado deu-lhes ainda um Mandamento Novo, do Amor; é que o Sacerdócio Ministerial, foi instituído para servir o povo de Deus, da Nova Aliança, sendo servos humildes, como Ele foi servo. E num gesto de humildade lavou os pés dos Apóstolos.

Mais tarde antes de subir ao Céu, Jesus entrega a Pedro o poder de cuidar das suas ovelhas. De governar a Igreja e zelar por ela.    

Jesus também ao morrer deu um "susto" para que as pessoas reconhecessem que Jesus era o justo e Santo. Como disse o centurião: "Verdadeiramente ele era Filho de Deus!" (Mt27,64) São Mateus diz que: no momento da morte de Jesus houve um grande terremoto, os corpos de muitos justos ressuscitaram , o véu do Templo rasgou-se. (Mt27, 51-53)

Primeiro Jesus instituiu a Igreja e o apostolado (chamou os 12), depois instituiu o discipulado para isso chamou um número maior de homens e mulheres e depois a Eucaristia. A Bíblia fala de 72 discípulos, dentre esses homens e mulheres.  A missão do discípulo era ir por toda parte anunciando a Boa Nova do Reino de Deus

As pessoas que não aprofundam sua fé ou por ignorância acham que o Santo Padre o Papa pode mudar as Leis estabelecidas por Jesus. E então acusam a Igreja, os bispos, os padres de serem preconceituosos, no que se refere a assuntos como casamento gay, ordenação de mulheres, divórcio, etc. 

Em nenhum desses assuntos a Igreja pode mexer. É Lei de Deus minha gente!
A Igreja não discrimina ninguém. As pessoas se discriminam quando se vivem afastadas do amor de Deus e não aceita os cuidados da Igreja. Deus ama a todos, mas ele detesta o pecado. 

Nenhuma pessoa é excluída da Igreja. Quem se sente excluído é porque não está vivendo na graça pelo pecado. A partir do momento que a pessoa se converte e muda de vida, aceita o que a Igreja lhe propõe ela pode participar normalmente da vida da Igreja como todo batizado. É um direito.

Mas, o que as pessoas, e principalmente os perseguidores da Igreja querem é denegrir a imagem da Igreja, instigadas por satanás que não aceita que os filhos de Deus voltem para ela e a veja como uma mãe cuidadosa. Os poderosos não aceitam a palavra de Deus, não aceitam a Igreja porque a palavra de Jesus entra em contradição com a sede de poder, de riqueza e de avareza dessas pessoas. E como eles são detentores do poder usam os meios  de comunicação para denegrir e atacar a Igreja. Isso não é de admirar, porque Jesus mesmo já tinha advertido. A perseguição sempre acompanhará a Igreja.  
O Santo Padre não tem poder de mudar aquilo que foi estabelecido por Jesus. 

Os acusadores dizem: "Ah! mas Jesus disse aquilo naquele tempo, hoje é diferente..." não é assim? Mas veja o que Jesus disse em Mt5, 18: "Pois em verdade vos digo: passarão os céus e a terra antes que desapareça um jota, um só traço da Lei".  E em Mt24, 34-35: "Passão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão!"

Se as palavras de Jesus não passam, isto é, elas não vão mudar até quando Ele vier de novo; se Jesus está dizendo claramente que não pode mudar um só traço da Lei, cabe ao Papa desobedecer a Jesus? Claro que não.     





A MISSÃO DOS APÓSTOLOS (mt10, 1-42)

E, CHAMANDO os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. 
Ora os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 
Filipe e Bartolomeu: Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu . 
Simão Cananita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. 
Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; 
Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; 
E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. 
Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demónios: de graça recebestes, de graça dai. 
Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, 
10 Nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento. 
11 E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí até que vos retireis. 
12 E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; 
13 E, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz. 
14 E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. 
15 Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. 
16 Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simplices como as pombas. 
17 Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; 
18 E sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles e aos gentios. 
19 Mas, quando vos entregarem: Não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. 
20 Porque não sois vós quem falará mas o Espirito de vosso Pai é que fala em vós. 
21 E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. 
22 E odiados de todos sereis por causa do meu nome: mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. 
23 Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem.24 Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. 
25 Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebú ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos? 
26 Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. 
27 O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. 
28 E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. 
29 Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. 
30 E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 
31 Não temais pois: mais valeis vós do que muitos passarinhos. 
32 Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. 
33 Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai que está nos céus. 
34 Não cuideis que vim trazer a paz à terra; Não vim trazer paz, mas espada; 
35 Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; 
36 E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. 
37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. 
38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. 
39 Quem achar a sua vida perde-la-à, quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-à. 
40 Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. 
41 Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. 
42 E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.


A MISSÃO DOS DISCÍPULOS, (explicações sobre o discipulado) 

Para entendermos o evangelho , primeiro é necessário diferenciar os discípulos de Jesus dos Apóstolos de Jesus.

Discípulos são aqueles que seguem os passos do Mestre, estão sempre junto com Ele, ouve suas palavras, aprendem e acompanham seus passos. Qual é a missão do discípulo? 

A missão do discípulo é, simplificando, ganhar almas e cuidar bem delas.  

A Bíblia fala de 72, mas certamente eram muito mais, incluindo,. homens mulheres e crianças, fariseus (lembram de Nicodemos? – Jo 3) e até doutores da Lei (não esqueçam de José de Arimatéia – Mc 15, 43) e outros.
Apóstolos é o grupo dos Doze, mais íntimo de Jesus, escolhido por Ele para serem os continuadores de Sua missão. Conforme o Evangelho de Marcos, lemos em 3, 7: “Jesus, então, com seus discípulos, retirou-se em direção ao lago e uma grande multidão da Galileia o seguia”. Em seguida, no versículo 13, lemos: “Jesus subiu a montanha e chamou os que ele quis, e foram a ele. Ele constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova”. Em resumo, de toda a multidão que seguia Jesus, e que eram discípulos, Jesus chamou os Doze.
Um texto semelhante pode ser visto em Marcos 6, 7-13. Voltaremos a ele mais tarde. Falando de Lucas, Jesus reuniu um grupo de 72 discípulos e os enviou, dois a dois, para pregar, com uma série de recomendações. O texto usa até o termo “escolheu ‘outros’ setenta e dois”, ou seja, dos 12 que já O seguiam, escolheu mais 72. Na Bíblia, esses números têm significado. Setenta e dois, nada mais é do que 12X6 e o seis tem o sentido de número incompleto, enquanto que o sete significa perfeição.
Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, para dizer que nossas obras só são perfeitas quando dedicamos o dia seguinte ao “descanso” nas mãos de Deus. O sétimo dia é santificado por isso. Nas Bodas de Caná, Jesus transformou seis talhas de pedra cheias de água em vinho que, segundo o mestre de cerimônias, era o “vinho melhor” do que aquele que tinham servido até agora. Para ser perfeito, ainda faltava a sétima talha de vinho, que foi oferecida na Santa Ceia: o próprio sangue de Jesus. Nas Bodas de Caná, ainda não tinha “chegado a hora” (Jo 2, 4).
O grupo de 72 discípulos (12X6) se tornava perfeito juntando-se aos outros 12 que faltavam: os Apóstolos de Jesus. Aí compreendemos o verdadeiro dessa missão e da diferenciação entre discípulo e apóstolo. Discípulos somos todos nós, povo de Deus, que queremos aprender de Jesus, seguimos sua Palavra, tentamos, no nosso dia a dia, levar uma vida segundo o Evangelho, mesmo que, às vezes, vacilamos e caímos em pecado. Apóstolos são os escolhidos de modo especial (“chamou os que ele quis” – Mc 3,13) para dedicar-se mais intimamente à mesma missão, ou seja, a Igreja, representada pelas suas lideranças.
O anúncio da Palavra se torna perfeito quando discípulos e apóstolos trabalham juntos. O povo tem que ser Igreja: “Enviou-os dois a dois” (Lc 10, 1), ou seja, povo e Igreja. Jesus quis que seus apóstolos constituíssem um grupo particular – não para dar privilégios, mas para que pudessem aprender a servir de forma mais concreta, pois Ele sabia que, se compartilhasse certos ensinamentos com a multidão, estes se perderiam. Nós também somos assim: tem coisas que não contamos para qualquer um do nosso círculo de amizades, só para aquelas pessoas especiais.
O que não significa que os discípulos fossem excluídos. Jesus também deu a eles o poder para anunciar o Evangelho, curar os doentes, expulsar demônios e transmitir a paz. E, diz o texto, que os discípulos voltaram maravilhados com aquilo que realizaram. A nós, também chamados a seguir Jesus, Ele deu a mesma missão: anunciar a boa notícia da Salvação. Nosso mundo já é tão cheio de notícias tristes, desgraças, tragédias… basta ligarmos a TV ou abrirmos os jornais para vermos.
Precisamos de uma mensagem de paz e de alegria. Mas Jesus é categórico: se aquele que ouve a mensagem a acolhe, essa mensagem produz frutos. Se a mensagem não é bem acolhida, a bênção retorna sobre quem a enviou (Lc 10, 6). “Quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós” (Lc 10, 10-11). Parece meio agressivo, mas é didático: Jesus não quer que façamos o mal ao próximo e, muito menos, que carreguemos esse mal conosco. O julgamento cabe a Ele apenas.
Em resumo, essas recomendações nos ensinam o caminho da santidade. No nosso dia a dia, cumpramos a Palavra de Deus sem nos preocuparmos com grandes coisas. É no cotidiano que o Reino de Deus é construído. Para completar: mencionamos que o texto da liturgia de hoje se repete em Mc 6, 7-13. Mas há uma diferença: são as mesmas recomendações, porém a missão é dada aos Doze e não aos 72. Ou seja, a missão da Igreja é uma só. O que muda é o grau de responsabilidade atribuído a cada um. A messe é grande, mas os operários são poucos. Mas esses poucos são fundamentais para que a semente seja espalhada. E você, já respondeu ao chamado?
Tudo isso meus irmãos para explicar, sem que resta sobra de dúvidas porque a Igreja não ordena mulheres para o sacerdócio ministerial. Porque Jesus também os constituiu sacerdotes, esse sacerdócio ministerial está diretamente ligado à pessoa de Jesus o Sumo Sacerdote Eterno, Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem; e por isso não é conferido à mulheres o sacerdócio ministerial.
Já no discipulado é diferente, o discípulo é aquele que aprende, ouve e acompanha o Mestre. Como aprendemos acima. Ao discípulo cabe trabalhar para que o Evangelho seja semeado nos corações das pessoas. Discípulo é todo cristão batizado. Homem e mulher. 
Na Igreja, no discipulado há lugares para todos. Há muitas funções, muitas pastorais, muitos campos de missão pelos quais se o cristão, o discípulo quiser pode trabalhar e se santificar. 
Ao longo da história a Igreja foi se organizando, criando grupos, movimentos de pessoas que tiram parte do seu tempo ou a vida toda para se consagrar ao serviço do próximo e do Evangelho. São diversas pastorais, diversos ministérios. Tanto para leigos consagrados, também chamados de "religiosos" ou para o leigo não consagrado. A ceara do Senhor é muito grande.
Desde os primórdios a Igreja deu lugar às mulheres. Tanto que Jesus quis nascer de uma delas. Como podem ainda as pessoas de maus pensamentos, inimigos da Igreja espalhar tantas falsas acusações, dizendo que a Igreja é machista porque não ordena sacerdotes mulheres? 
Ela não ordena porque não pode. Jesus assim estabeleceu a ordem hierárquica da sua Igreja física. 
Então meus irmãos que fique bem esclarecido sobre o assunto. Quando os nossos irmãos separados nos acusarem dessas coisas lembre-se que. O motivo principal dessas acusações é que: 1) Eles não aceitam a Tradição Apostólica; 2) Tendo suas denominações sido fundadas por homens, eles acham que podem se intitular, bispos, bispas, pastores, pastoras, presbíteros, presbíteras, etc. Acontece que eles não tem poder para isso, suas "igrejas" não tem sacramento da Ordem; tais denominações não tem validade alguma nem poder algum para realizar o Sacramento da Ordem; e sendo uma coisa fundada por homens e não por Jesus. Pois, só Jesus pode fundar uma Igreja. Eles fazem tudo o que querem. E depois espalham por aí acusações infundadas sobre a Igreja Católica.

PRONUNCIAMENTO DO SANTO PADRE O PAPA FRANCISCO SOBRE O TEMA:
Na visita que o Santo Padre o Papa Francisco fez a Suécia, num encontro ecumênico, ao ser questionado sobre o assunto de ordenação sacerdotal de mulheres ele respondeu:  
 “Sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra clara foi pronunciada por São João Paulo II e ela permanece. Isso permanece”, disse aos jornalistas que o acompanharam no voo entre Malmo e Roma.
Francisco referia-se à carta apostólica ‘Ordinatio Sacerdotalis’, de 1995, de João Paulo II.“A Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”, escreveu o santo polaco.
 O Papa Francisco explicou que a eclesiologia católica tem uma dimensão “petrina, isto é, episcopal”, e a “dimensão mariana”, ligada à missão maternal da Igreja, “no sentido mais profundo”. “Não existe Igreja sem esta dimensão feminina, porque ela mesma é feminina”, insistiu. O pontífice argentino sustentou que o diálogo ecuménico deve centrar-se na “compreensão” recíproca e no trabalho em favor dos mais necessitados, com “grande respeito”. 
A MISSÃO DAS MULHERES NA IGREJA
Escrito pelo Prof. Felipe Aquino
A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade.
A mulher foi moldada por Deus para ser, sobretudo, mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente.
Hoje, um perigoso feminismo, “avançado”, tem colocado a mulher em risco de perder o que ela tem de melhor; tende a igualar entre si homem e mulher, esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem a maior riqueza da humanidade.
Não se pode confundir entre si o masculino e o feminino, pois cada qual tem seus valores, que enriquecem a ambos na complementaridade. Enquanto o homem procura a eficiência fria e, às vezes, cega, a mulher é afetiva, dá graça e significado à racionalidade do homem.
Em nossos dias registra-se uma triste competição entre o masculino e o feminino; há quem julgue que a mulher deve abandonar seus afazeres específicos para se igualar em tudo ao homem; isto gera uma nova subserviência da mulher ao homem, o que muitas não percebem. Isto tem gerado uma nova e moderna escravidão da mulher.
A grandeza da mulher está precisamente em cultivar o que lhe é próprio: a afetividade e a capacidade de amar. Sem a presença da mulher, com seus traços femininos peculiares, as façanhas do homem poderiam facilmente redundar em desgraça para o próprio homem.
A civilização atual atravessa uma fase de rápido declínio, porque está dominada pela tecnologia, racionalismo, busca excessiva de bem-estar econômico, amor como sinônimo de sexo, etc.. É a mulher, não-contaminada pela mentalidade dominante, com a sua intuição, sua preferência pelo amor profundo e estável, pela fraternidade e pela fé religiosa, que deve exercer uma tarefa muito elevada, indispensável para ajudar o homem a alcançar os valores superiores.
Hoje a opinião pública pressiona psicologicamente a mulher para que ela se realize “superando o homem”, de forma a que busque o sexo mais que o amor; o trabalho e a ciência mais que a geração e a educação dos filhos; o racionalismo mais que a fé; o feminismo e o conflito mais que a ternura; a igualdade de pensamento e de obrigações sociais mais que a complementaridade.
Paulo VI dizia que “se o homem tem o primado da razão, a mulher tem o primado do coração”; e este não é menos importante. Sem o homem a mulher cai no sentimentalismo; sem a mulher, o homem se congela na aridez e no tecnicismo soberbo.
A mulher não pode se afirmar na sociedade querendo copiar os erros do homem: corrupção, fraude, violência, aborto, eutanásia, exploração do sexo, cultura da morte, endeusamento da glória, do dinheiro e do prazer. A mulher precisa trazer uma nova alma à sociedade, fruto da sua beleza e do seu amor.

Infelizmente, o feminismo doentio transformou o belo dia da mulher em uma batalha inglória pela tal “liberdade feminina”: aprovação do aborto, da contracepção, do uso da camisinha, da esterilização, da pílula do dia seguinte, e tantas coisas imorais.
Uma Mulher foi escolhida por Deus para trazer o Salvador a este mundo. Mas ela teve de oferecer a sua vida toda a Deus; da manjedoura de Belém à cruz do Calvário. Ela foi a mais humilde das mulheres e por isso a eleita de Deus. Com a humildade desatou o nó da desobediência de Eva. Não há modelo melhor para todas as mulheres!
“A mulher não nasce mulher, se faz”. Esta frase de Simone Beuavoir, líder feminista radical, se converteu em um verdadeiro estandarte deste movimento. Vários fatos concorreram para isso: a revolução sexual e feminista inspirada em um neo-marxismo, e facilitada pela pílula anticoncepcional, desenvolvida na década de 60.
O movimento feminista radical inspirado no marxismo criou a tal ideologia de “Gênero” (do inglês Gender). A ideologia do “gênero” reinterpretou a história sob uma perspectiva neo-marxista, em que a mulher se identifica com a classe oprimida e o homem com a opressora.
Esta perigosa ideologia difunde que a moral cristã é discriminatória a respeito da mulher, e que é um obstáculo para seu crescimento e desenvolvimento; logo, precisa ser destruída. Por isso, muitas organizações feministas promovem o aborto, o divórcio, o lesbianismo, a contracepção, o ataque à família, ao casamento, e, sobretudo à Igreja Católica; pois são realidades “opressoras” da mulher.
Mas na verdade foi o oposto; foi o Cristianismo quem libertou a mulher da condição de quase escrava e que se encontrava de modo geral no mundo pagão. O papa João Paulo II afirmou na Carta Apostólica “Dignitatem Mulieris” (n. 12) que: “Admite-se universalmente — e até por parte de quem se posiciona criticamente diante da mensagem cristã — que Cristo se constituiu, perante os seus contemporâneos, promotor da verdadeira dignidade da mulher e da vocação correspondente a tal dignidade. Às vezes, isso provocava estupor, surpresa, muitas vezes raiando o escândalo: «ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher» (Jo 4, 27), porque este comportamento se distinguia daquele dos seus contemporâneos. «Ficaram admirados» até os próprios discípulos de Cristo. O fariseu, a cuja casa se dirigiu a mulher pecadora para ungir os pés de Jesus com óleo perfumado, «disse consigo: “Se este homem fosse um profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que o toca: é uma pecadora”» (Lc 7, 39). Estranheza ainda maior ou até «santa indignação» deviam provocar nos ouvintes satisfeitos de si as palavras de Cristo: «Os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus » (Mt 21, 31)”.
Cristo e o Cristianismo resgataram a mulher. Naquele tempo ela não podia, por exemplo, ser testemunha diante do Sinédrio, o tribunal dos judeus, sua voz não valia. Quantas mulheres se destacaram no Cristianismo já no seu início. Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino foi uma gigante; a rainha dos francos Clotilde, esposa de Clovis, rei dos Francos, Joana D’Arc, e tantas outras santas, mártires.
A Igreja lutou contra o adultério também por parte do homem; o que não acontecia no mundo antigo. A proibição do divórcio deu grande proteção às mulheres. Além disso, as mulheres obtiveram mais autonomia graças ao Catolicismo. Na Idade Média católica a rainha era coroada como o rei, geralmente na Catedral de Rheims, na França, ou em outras catedrais. E a sua coroação era tão prestigiada quanto a do Rei; o que mostra que a mulher tinha importância. A última rainha a ser coroada foi Maria de Medicis em 1610, na cidade de Paris. Algumas rainhas medievais tiveram papel importante na história, como Leonor de Aquitânia († 1204) e Branca de Castela († 1252); no caso de ausência, doença ou morte do rei, exerciam o seu poder.
Foi só no século XIX, mediante o “Código de Napoleão”, que aconteceu o processo de despojamento da mulher novamente: deixou de ser reconhecida como senhora dos seus próprios bens, e, em casa mesmo, passou a exercer papel inferior.
A mulher foi por muitos séculos a reserva moral do Ocidente. A ela competia o ensino daquelas coisas que, se não se aprende nos primeiros anos de vida, não se aprendem mais. Ela ensinava os filhos a rezar e a distinguir o bem do mal; ensinava o valor da família e das tradições. Mas hoje em dia o feminismo radical, eivado de ateísmo, gerou a banalização do sexo e o hedonismo, fazendo suas vítimas, levando a mulher a perder o sentido do pudor, da maternidade e da piedade.
Isto não significa que, sem descuidar dos afazeres familiares, e na medida de sua vocação, a mulher não possa também dar a contribuição feminina no âmbito a cultura, das artes, da economia, e inclusive a política. Mas tudo isso sem prejuízo do sentido de piedade, do pudor e de maternidade que sempre foram o suporte da formação das pessoas e das sociedades do Ocidente.
    

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