sábado, 30 de dezembro de 2017

EPFANIA - MANIFESTAÇÃO DO SENHOR. A HISTÓRIA E A BIOGRAFIA DOS REIS MAGOS. Reflexão: o Herodes do passado e os "Herodes" de hoje.

No próximo dia 06 de janeiro, dentro do Calendário Litúrgico da Igreja Católica, celebraremos a Festa da Epfania. Conhecida como "Dia de Reis".  É o dia em que recordamos a visita dos (Reis) Magos ao Menino Jesus em Belém. O que significa Epfania?
   
A palavra epifania teve origem no grego epipháneia, com o significado de "aparição ou "manifestação" e, posteriormente, no latim, epihania, Epifania

Epifania significa aparição ou manifestação de algo, normalmente relacionado com o contexto espiritual e divino

Do ponto de vista filosófico, a epifania significa uma sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas. Ou seja, a sensação de considerar algo como solucionado, esclarecido ou completo.

No sentido religioso, de acordo com o calendário litúrgico da Igreja Católica Apostólica Romana, a Epifania está diretamente relacionada com uma manifestação divina. Deus que se manifesta em seu filho Jesus Cristo, encarnado, nascido da Virgem Maria. Na pessoa dos Magos ele se apresenta a toda a humanidade.   
Um exemplo narrado na bíblia mostra o episódio em que houve a apresentação de Jesus Cristo ao mundo, através da chegada dos Magos, trazendo seus presentes: Ouro, Incenso e Mirra. A simbologia da Epifania está nesses três presentes cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã.

Ouro - representa a realeza. Jesus é Rei. Era costume dar de presente ouro às pessoas importantes. Os nobres ofereciam certa quantia de ouro aos reis,  filhos de reis e as pessoas importantes quando nasciam. Com isso, Jesus é reconhecido como rei. Não deste mundo, como ele mesmo disse, mas, rei dos Céus que desceu à terra assumiu a condição humana em tudo menos no pecado para nos salvar conforme nos revela a Sagrada Escritura e nos ensina o Catecismo da Igreja.  


Incenso - o incenso representa a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Sl 141:2).
Jesus foi reconhecido como Rei e Deus. O Filho de Deus. o Rei da Glória.

Mirra - a mirra é uma erva medicinal de odor agradável, 
resina antisséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, conforme havia profetizado o sacerdote Simeão à Maria no Templo: "E uma espada lhe transpassará o coração!" (Lc2, 35). Sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19:39-40); é muito usada para fazer unguentos. É uma erva muito amarga. Simboliza a humanidade de Cristo. Deus feito homem para a nossa salvação. 

Num gesto de humildade, representando todas as nações da Terra, Jesus foi reconhecido pelos magos como senhor e Deus e Rei. Este é o significado de Epfania ou Manifestação. Na pessoa dos Magos, Jesus se manifesta às nações.

Quem eram esses homens que a tradição os chamou de Reis Magos?


A Bíblia não refere o número dos magos que visitam Jesus. Então como se descobriu que eram três? Pelo número de oferendas distribuídas e por causa da Santíssima Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo.

Na verdade eles não eram reis. Eram homens sábios estudiosos dos astros. Ou simplesmente chamado de Magos. Homens que se dedicavam a estudar os astros, astrólogos ou astrônomos.


João Scognamiglio, que escreve sobre religião, diz que:

 “O nome Magos não deve ser entendido com as conotações do nosso tempo. Naquela altura significava pessoas com um certo poder que se distinguiam, especialmente, pelos seus conhecimentos científicos, sobretudo astronômicos“. 
Muitos são aqueles que afirmam que os reis magos seriam astrólogos persas, devido às suas vestes.


Também eram conhecedores das profecias. Acreditavam que quando surgia um astro de maior importância no céu, pelo tamanho, brilho e posição significava o nascimento de uma pessoa importante como por exemplo, um rei. 
Acreditavam a respeito da vinda do Messias, rei de Israel e partiram seguindo a estrela pois, não sabiam onde ele deveria nascer.
   
A história não relata nada sobre a vida desses sábios, senão o que conta o evangelista Mateus (Mt2, 1-12).


Melquior também chamado de Melchior, Baltarzar e Gaspar, talvez, eram sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros reais. Como não diz quantos eram, diz-se que são três pela variedade dos presentes oferecidos. 


O evangelista Mateus narra que esses homens vieram do Oriente procurando pelo rei dos judeus (Jesus) que acabava de nascer. 

Ele não conta que a princípio se eles foram ter com Herodes pessoalmente. O nome desses sábios, diz a Tradição que era Melquior ou Melchior, Baltazar e Gaspar, embora não esteja descrito no evangelho, alguns escritos apócrifos relatam o nome deles.    


Baltazar é, nos dias de hoje, representado como sendo negro —  aconteceu a partir do século XV. 
No passado os reis tinham todos a mesma etnia, já que eram considerados descendentes de Noé. A ideia de tornar Baltazar um negro surgiu com a intenção de simbolizar a universalidade do cristianismo. Assim, os três reis viriam de diferentes partes do mundo: Europa, Ásia e África. Segundo a tradição, o destino dos reis magos foi trágico. Conta que teriam sido martirizados e enterrados juntos no mesmo sarcófago, como se fossem família.

OUTROS DADOS SOBRE OS MAGOS

Existe um documento antigo nos Arquivos Vaticanos que explica embora indireta sobre a pessoa dos Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. Conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado. “Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.

Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.  Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé. Por isso mesmo, o Vaticano conserva a maior coleção mundial desses “apócrifos”, e os põe à disposição dos críticos de todas as religiões que queiram estudá-los.A Igreja não tem medo de que possa sair qualquer coisa que desdoure a integridade e a santidade da Bíblia. Antes bem, deseja ardentemente encontrar qualquer dado que possa ajudar a melhor compreendê-la.O apócrifo “A Revelação dos Magos” aparenta ser um relato de primeira mão da viagem dos Reis do Oriente para homenagear o Filho de Deus. Só recentemente foi traduzido do siríaco antigo. 

O mérito é do Dr. Brent Landau, professor de Estudos Religiosos da Universidade de Oklahoma, EUA, que dedicou dois anos para decifrar o frágil manuscrito. Trata-se de uma cópia feita no século VIII a partir de algum original perdido que, por sua vez, fora transcrito meio milênio antes. Portanto, a fonte original desse apócrifo dos Reis Magos remonta a menos de um século depois do Evangelho de São Mateus. O documento levanta questões em extremo interessantes: quem foram ao certo, os Reis Magos? Foram três? Quais eram seus nomes? De onde vieram? Por quê?


A narração de São Mateus contém tudo o que é necessário para a Fé. Mas com o beneplácito e a aprovação da Igreja a piedade popular acrescentou muitos outros pormenores, que foram transmitidos por tradição oral e que são aceitos sem contestação. É aqui que entra o papel do grande São Beda, o Venerável (673-735), Doutor da Igreja e monge beneditino nas abadias de São Pedro e São Paulo em Wearmouth, e na de Jarrow, na Nortumbria, Inglaterra. São Beda é uma das máximas autoridades dos primeiros tempos da Idade Média pelo fato de ter recolhido relatos transmitidos oralmente pelos Apóstolos aos seus sucessores, e destes aos seguintes. São Beda é também considerado como fonte de primeira mão da história inglesa, sendo muito respeitado como historiador. Sua História Eclesiástica do Povo Inglês (Historia Ecclesiastica Gentis Anglorum) lhe rendeu o título de Pai da História Inglesa. No tratado “Excerpta et Colletanea”, o Doutor da Igreja assim recolhe as tradições que chegaram até ele: “Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.É, pois, São Beda quem por primeira vez escreveu o nome dos três. Nomes com significados precisos que nos ajudam a compreender suas personalidades. Gaspar significa “aquele que vai inspecionar”; Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.


Para São Beda – como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles – os três representavam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Neste sentido, eles representavam os reis e os povos de todo o mundo. Também seus presentes têm um significado simbólico. Melquior deu ao Menino Jesus ouro, o que na Antiguidade queria dizer reconhecimento da realeza, pois era presente reservado aos reis. Gaspar ofereceu-Lhe incenso (ou olíbano), em reconhecimento da divindade. Este presente era reservado aos sacerdotes. Por fim, Baltasar fez um tributo de mirra, em reconhecimento da humanidade. Mas como a mirra é símbolo de sofrimento, veem-se nela preanunciadas as dores da Paixão redentora. A mirra era presente para um profeta. 

Era usada para embalsamar corpos e representava simbolicamente a imortalidade.Desta maneira, temos o Menino Jesus reconhecido como Rei, Deus e Profeta pelas figuras que encarnavam toda a humanidade. Em coerência com essa visão, a exegese católica interpreta a chegada dos Reis Magos como o cumprimento da profecia de David:“Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. 11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações”. (Sl. 71, 10-11) (P.S.: na numeração das traduções direto do hebraico, é o Sl. 72, 10-11). Alguns especularam que talvez pelo menos um deles veio da terra de Shir (não identificada nos mapas modernos), na antiga China.


Em livro – escrito a título pessoal, portanto não sendo documento do magistério eclesiástico – Joseph Ratzinger (S.S.Bento XVI) comenta que “a promessa contida nestes textos [N.R.: Salmo 72,10] estende a proveniência destes homens até ao extremo Ocidente (Tarsis, Tartessos em Espanha), mas a tradição desenvolveu posteriormente este anúncio da universalidade aos reinos de que eram soberanos, como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa”, segundo informou “Religión Digital” de Espanha. A amplidão do leque de possibilidades geográficas fica patente neste comentário. Tarsis ou Tartessos ficaria na Andaluzia, Espanha, especificamente em “algum lugar compreendido entre Cádiz, Huelva e Sevilha”. Segundo o “ABC” de Madri, os sevilhanos acham que se Melquior, Gaspar e Baltasar fossem andaluzes teriam se manifestado mais alegremente, teriam cantado “sevilhanas” e levado pandeiros. A reação popular suscita um amável sorriso. De acordo com uma tradição acolhida por São João Crisóstomo, Padre da Igreja, os três Reis Magos foram posteriormente batizados pelo Apóstolo São Tomé e trabalharam muito pela expansão da Fé (Patrologia Grega, LVI, 644).  

A fama de santidade dos Reis Magos chega até os nossos dias. Seus restos são venerados na nave central da Catedral de Colônia, Alemanha, em magnífica urna de ouro e de pedras preciosas que extasia os visitantes.  As relíquias deles foram descobertas na Pérsia pela imperatriz Santa Helena e levadas a Constantinopla, capital do Império Romano de Oriente. Depois foram transferidas a outra capital imperial no Ocidente – Milão –, até que foram guardadas definitivamente na Catedral de Colônia em 1163 (Acta SS.,  323).

IMPORTANTE: 

Mateus escreveu que, quando os Magos chegaram em Belém, "entraram na casa", provavelmente providenciada por José ou seus parentes... Já não estavam mais na estrebaria (ou  gruta) - possivelmente passou-se semanas até que os magos chegaram à Belém.
Precisamos ter uma noção do tempo em que os fatos se deram desde o nascimento com a visita dos Magos até o infanticídio a mando de Herodes. Pois, é evidente que aqueles sábios não saíram às cegas apenas atrás de uma estrela, é provável que tenham percorrido a região em busca de mais informações sobre o Menino. 
Mateus narrou muito resumidamente, porque o foco do evangelista era apontar quem de fato é Jesus, apresentá-lo como o Filho de Deus, o Messias esperado pelos judeus (...) e não apenas registrar um fato histórico. Mateus escreveu seu evangelho para os cristãos da Judeus. A diferença entre um evangelista e outro é que enquanto Mateus narra seus fatos de dentro para fora, isto é, do ponto de vista judaico, Lucas por exemplo escreve seu evangelho de fora para dentro, isto é, sua pesquisa vão além dos muros de Jerusalém trazendo detalhes que os outros evangelhos não contém. 
Mas o foco dos evangelistas não era em escrever História, mas, sim o aspecto religioso em apontar Jesus como Salvador às nações.
Desse modo os apócrifos e outros escritos históricos nos ajudam a achar algumas chaves de entendimento sobre os fatos históricos que os Evangelhos canônicos não possui".                

PORQUE ERAM CHAMADOS DE MAGOS?   

O nome “mago” era sinônimo de “sábio”. O tratamento dado a eles como grandes eruditos, prudentes e judiciosos, provinham do fato de os sacerdotes da Caldeia serem muito voltados para a consideração dos astros com uma sabedoria que surpreende até hoje. A eles devemos o início da ciência astronômica. Sem dúvida, seu caráter de “magos”, reconhecido pelo Evangelho de São Mateus, aponta para a área da civilização caldeia (cujo epicentro foi no atual Iraque, mas incluiu diversos países vizinhos, entre eles o Irã).Com a decadência moral, os “magos” caldeus viraram uma espécie de bruxos, divulgadores de toda espécie de superstições. Os Três Reis Magos teriam sido os últimos sacerdotes honrados daquele mundo pagão que aspiravam sinceramente conhecer o Salvador. Neste caso, foram exemplos arquetípicos do pagão de boa-fé que deseja conhecer a verdadeira religião, e que assim que a encontra adere a ela sem demoras nem restrições. Discute-se também em que sentido podem ser chamados de “Reis”, pois não se lhes conhece a procedência e menos ainda a localização do reino. Porém, na Antiguidade, os patriarcas, ou chefes de grandes clãs, ou grupos étnico-culturais, governavam com poderes próprios de um rei, sem terem esse título ou equivalente. E seu reinado se concentrava sobre sua hoste, por vezes nômade. São João Damasceno não recusava que eles fossem descendentes de Set, terceiro filho de Adão. E este pormenor nos leva de volta ao “apócrifo” do Vaticano.


SOBRE A ESTRELA QUE OS GUIOU


O referido manuscrito estava na Biblioteca Vaticana havia pelo menos 250 anos, as não se sabe mais nada de sua proveniência. Está escrito em siríaco, língua falada pelos primeiros cristãos da Síria e ainda hoje, bem como do Iraque e do Irã. O Prof. Landau acredita que no apócrifo entra muita imaginação. Mas, há uma muito longa descrição das supostas práticas, culto e rituais dos Reis Magos. Feitos, pois, os devidos descontos no apócrifo, lemos nele que Set, terceiro filho de Adão, transmitiu uma profecia, talvez recebida de seu pai, de que uma estrela apareceria para sinalizar o nascimento de Deus encarnado num homem.Gerações de Magos teriam aguardado durante milênios até a estrela aparecer, confiantes no aviso de Set.

Mistérios da fidelidade! Milênios aguardando, gerações morrendo na esperança e transmitindo aos filhos o anúncio de um dia remoto em que o mundo receberia o Salvador! Segundo o Prof. Landau, o apócrifo diz que a estrela no fim “transformou-se num pequeno ser luminoso de forma humana que foi Cristo, na gruta de Belém”. A afirmação não é procedente se a interpretarmos ao pé da letra. Mas, levando em conta o estilo altamente poético do Oriente, poderíamos supor que o brilho da estrela de Belém convergiu no Menino Jesus e desapareceu. E, de fato, depois de encontrar o Menino Deus, os Magos não mais viram a estrela. Alertados por um anjo, voltaram por outro caminho às suas terras, como ensina o Evangelho de São Mateus, que não mais menciona a estrela no retorno.A festa da adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus recebeu o nome de Epifania do Senhor. Epifania vem do grego: πιφάνεια que significa “aparição; fenômeno miraculoso”. A festa se comemora no dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal, ou 2 domingos após o Natal, dependendo do calendário litúrgico usado. 

“Andaram as gentes na tua luz e os reis no esplendor do teu nascimento”, profetizou Isaías (Is 60, 3). E São Tomás de Aquino explica: ‘Os Magos foram as primícias dos gentios que acreditaram em Cristo. E neles se manifestou, como um presságio, a fé e a devoção das gentes que vieram a Cristo das mais remotas regiões’.

Santo Agostinho sublinha que eles procuraram com fé mais ardente Àquele que punham de manifesto o clarão da estrela e a autoridade das profecias. São João Crisóstomo completa dizendo: “porque buscavam um Rei celeste, embora nada descobrissem nele denotador da excelência real, contudo, contentes com o só testemunho da estrela, adoraram-no”. Continuando...

A notícia de que aqueles visitantes estavam nas terras de Herodes logo se espalhou até chegar ao conhecimento do rei. 

Herodes  tendo consultado os sacerdotes e os escribas se deparou com a confirmação da profecia escrita pelo profeta Miqueias, (conf. Mq5, 2) que era em Belém que deveria nascer o Cristo. Então, furioso armou um plano para capturar e matar o menino Jesus; chamou os magos para numa  conversa secreta com eles mandou que fossem à Belém e na volta contasse tudo a respeito do menino pois, ele também desejava ir adorá-lo. Sabendo das intenções e das maldosas de Herodes,  voltaram para suas casas passando por outro caminho. 


Quando o rei Herodes soube que tinha sido enganado (Mt2, 16) - ficou enlouquecido e mandou matar todos os recém-nascidos de 02 anos para baixo, conforme o tempo de nascimento e datado pelos magos. Foi uma carnificina cumprindo o que disse o profeta Jeremias (Jr31, 15).

"Naqueles dias em Ramá se ouviu choro e grandes lamentos; é Raquel a chorar pelos seus filhos; não quer consolação, não já não existem!"


 Mas, Jesus escapou ileso porque José foi avisado em sonho para que fugisse logo para o Egito. É bem provável que a santa família já não estivesse mais em na gruta mas, sim, em outro local de Belém quando esse fato se deu. Porque Mateus escreveu no verso 11, "e entrando na casa" - Lucas escreveu que Jesus nasceu em Belém numa estrebaria onde os pastores abrigavam seus animais porque a cidade estava cheia pelo fato de acontecer o recenseamento a mando do Imperador César Augusto. (Lc2, 6-7.12-16).


Com o aviso do anjo eles fugiram às pressas para o Egito e lá permaneceram até a morte de Herodes, quando voltaram para Nazaré cumprindo as profecias à respeito do Senhor Jesus, no qual ele seria chamado de  "O Nazareno". (Mt2, 23).
A Igreja considera esses inocentes os primeiros santos Mártires, pois eles foram os primeiros que derramaram seu sangue por causa de Jesus. O segundo é São João Batista. E sua memória é lembrada no dia 28 de dezembro. 


NOVOS HERODES SURGEM NA HISTÓRIA...


Se pensarmos que esta história acabou estamos completamente enganados. Pois novos pensamentos herodianos continuam a florescer em nosso meio. 

Quantos inocentes que hoje são perseguidos antes mesmo de nascer pelos "Herodes" de nosso tempo? Médicos, pais, mães, políticos, juízes e até mesmo religiosos que defendem o aborto.
Crianças que são perseguidas e mortas sem o direito de se defender. 


O rei Herodes do passado tinha seus motivos para assassinar crianças. Os Herodes de hoje também têm seus motivos.
Bispo Edir Macedo (líder cristão) a favor do aborto:

Bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, defende abertamente o assassinato de crianças mediante o aborto, conforme entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo em 13 de outubro de 2007:
FOLHA — Em sua biografia, o sr. defende o aborto. Atualmente, a Record e a Record News exibem campanha pelo aborto. Por quê?
MACEDO — Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém, aí vão algumas das mais importantes:
1) Muitas mulheres têm perdido a vida em clínicas de fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte;
2) O que é menos doloroso: aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?
3) A quem interessa uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém?
4) O que os que são contra o aborto têm feito pelas crianças abandonadas?
5) Por que a resistência ao planejamento familiar? Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada.
FOLHA — “Deus deu a vida e só Ele pode tirá-la” (5º Mandamento), segundo a Bíblia. 
Não é contraditório um líder cristão defender o aborto?
MACEDO — A criança não vem pela vontade de Deus. A criança gerada de um estupro seria de Deus? Não do meu Deus! Ela simplesmente é gerada pela relação sexual e nada mais além disso. Deus deu a vida ao primeiro homem e à primeira mulher. Os demais foram gerados por estes.
O que a Bíblia ensina é que se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele (Eclesiastes 6.3). Não acredito que algo, ainda informe, seja uma vida.

No passado o rei Herodes, por orgulho e por inveja, por medo de perder o trono mandou matar milhares de crianças em Israel. Hoje não menos diferente as nossas crianças sofrem tantos atentados desde a ameaça de serem mortas ainda no ventre materno, até de não terem o direito muitas vezes a uma infância saudável e feliz. 
Vítimas de exploração sexual, da pedofilia, das drogas, do abandono. Fome frio e miséria. 

A história  se repete, sai das páginas da Bíblia e ganha uma nova realidade. 

A sede de sangue e a covardia dos políticos do passado não mudaram em nada em nossa época as dos políticos de hoje.

O que mudou foi a entrada de líderes religiosos num jogo de interesses e de poder que envolve, como sempre, o derramamento de sangue dos inocentes.


Quando assistimos diariamente pelos meios de comunicação os "Herodes" de nosso tempo defendendo abertamente a prática do aborto e tantos outros que abusam das crianças porque sabem que as leis de nosso País são frágeis. Escapam imunes de uma punição rígida. Outras crianças que são forçadas ao trabalho cedo têm a infância arrancada sem direito à educação e ao lazer.

Outras que sofrem por causa da pobreza, doenças, desnutrição. Vítimas de um País cada vez mais excludente. Morrem pela fome e desnutrição antes mesmo de chegar aos 03 anos. 

A mortalidade infantil caiu no Brasil a uma taxa anual de 4,8% de 1970 a 2010, mas ainda continua alta. A ONU estima que seria necessário um índice de redução anual médio de 4,4% entre 1990 e 2015 para o cumprimento da meta, mas a média anual de redução registrada na análise de 187 países foi de 2,1%.

Apesar do esforço, o Brasil está em 90º lugar no ranking, com número bem mais alto de mortes na faixa etária de 0 a 5 anos do que o encontrado nos países desenvolvidos. 

Segundo dados do Pnad, entre os anos de 2014 e 2015, foi registrado um aumento de 8,5 mil crianças dos 5 aos 9 anos expostas a este tipo de trabalho, o que corresponde a 11% de um total de meninos e meninas nesta idade, além de uma redução de 659 mil jovens, entre os 10 e 17 anos, 20% do total de crianças e adolescentes.
Entre os anos de 2005 e 2013 foi registrado uma redução de 81% do trabalho infantil. Em números seria de 312.009 para 60.534. Já de 2014 para 2015, o aumento de 11% foi visto, saltando de 69.928 para 78.527.
Se não podem matá-las ainda no ventre materno, o sistema rouba cada vez mais de nossas crianças o direito à infância, ao estudo e à saúde. São os "Herodes de nosso tempo".

Nessas crianças Jesus se manifesta novamente. Hoje muitas crianças fogem da realidade em que vivem para viver uma outra de pleno abandono. 
Marginalizadas, abandonadas nos lixões, nas sarjetas, nos bueiros, deixados nos orfanatos. Abandonadas não só pelos pais, mas, também pela sociedade e pelo poder público e até pelo judiciário que deveria cuidar de resguardar-lhes seus direitos.

A PEDOFILIA

Segundo o Jornal Estadão, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de consumo de material de pedofilia, disse o chefe da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que nesta quarta-feira deflagrou uma operação para combater a pornografia infantil na Internet. A operação "Carrossel 2" aconteceu em 17 Estados e no Distrito Federal e mobilizou 650 policiais federais para efetuar 113 mandatos de busca e apreensão em todo o país. Porém, ninguém foi preso. "Nas nossas pesquisas, o Brasil encontra-se em quarto lugar no consumo de pedofilia", disse Adaílton Martins durante uma coletiva de imprensa. "Em primeiro está a Alemanha." A investigação que resultou na operação Carrossel 2 contou com apoio da Interpol no Brasil. Cada equipe de policiais contou com um perito criminal especialista em informática para fazer uma análise inicial de computadores ainda nos locais das buscas. A primeira fase da Operação Carrossel foi deflagrada em dezembro do ano passado. 

Na ocasião foram cumpridos 102 mandados de busca e apreensão e houve três prisões em flagrante, informou a PF. As investigações na primeira fase identificaram aproximadamente 200 pedófilos em mais de 70 países, e a PF e a Interpol têm mantido contato com as autoridades policiais desses países para ajudar na prisão de criminosos. A segunda fase da operação foi executada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará, Bahia, Ceará e Sergipe. De acordo com Martins, do total de 113 mandados de prisão realizados, 50 foram efetuados em São Paulo nesta quarta-feira. Santa Catarina e Paraná vieram em seguida, com 8 mandados cada um. Além disso, simultaneamente à Carrossel 2, foram realizadas ações contra a pedofilia nesta quarta-feira em Israel, República Tcheca, Japão, Senegal e Portugal. DEMORA NO CONGRESSO O material apreendido no cumprimento dos mandados será analisado por peritos para comprovação de crime, informou a PF em comunicado. Segundo a PF, a legislação brasileira prevê pena de até seis anos de prisão e multa para esse tipo de delito. Adaílton Martins e o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes de pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), criticaram a lentidão da votação do projeto de lei que criminaliza a posse desse tipo de material e lamentaram que ninguém foi preso na operação. "Nós temos um problema de legislação", disse Malta. "Na Operação Carrossel 1 a Justiça vai pagar o mico de devolver computador de pedófilo", criticou o senador. Ao efetuar os mandados, a polícia "chegou lá, fez a busca, encontrou material mas não tem como prender", disse Martins. No Brasil, explicou ele, somente pode-se prender um acusado de pedofilia quando o suspeito é pego em flagrante enviando ou recebendo o material pornográfico. O projeto de lei criado na CPI da Pedofilia já foi aprovado no Senado mas está parado na Câmara. Segundo Martins, a Polícia Federal desenvolveu um software que identifica o IP de qualquer computador na Internet que esteja enviando material pedófilo e, com ajuda das empresas de telefonia, identifica quem é o dono da máquina. "O problema é que as companhias demoram para fornecer os dados", afirmou Martins.
 (Reportagem de Ana Paula Paiva)

Para estes Jesus se manifesta e diz:
"Tudo o que fizerdes a um desses pequeninos é a mim que fazeis". (Mt25, 45).


 ENSINAMENTOS
DE Pe. PAULO RICARDO:

       Quando os magos vindos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando por um tal "rei dos judeus", Herodes ficou alarmado (cf. Mt 2, 3). O nascimento de um outro rei era um claro sinal de ameaça à sua soberania. Ele, porém, não se limitando a preocupar-se, queria saber onde estava o menino que acabara de nascer (cf. Mt 2, 8): não porque quisesse adorá-lo, como queriam os magos, mas por desejo de matá-lo. (O cruel martírio dos Santos Inocentes que o diga.)
Ainda hoje, diante de Cristo que Se apresenta como Rei do Universo, os poderes deste mundo esboçam a mesma reação. Primeiro, sentem-se ameaçados: diante de uma autoridade que os sobrepuja, eles se incomodam, pois sabem que isso significa um limite ao seu poder. Se Deus existe, nem tudo é permitido. Depois, passado o primeiro choque, eles precisam tomar uma decisão: ou procuram a estrela de Belém para prostrar-se diante do menino Jesus, ou saem à caça de Deus para (tentar) usurpar o Seu trono. No fundo, o que lhes ressoa aos ouvidos é a velha tentação que seduziu os nossos primeiros pais: "Sereis como deuses" (Gn 3, 5).
Deste episódio do Evangelho, no entanto, uma leitura psicológica talvez indique com mais propriedade o porquê de vivermos em um mundo tão secularizado e afastado de Deus. Na verdade, Cristo não reina apenas sobre o cosmos, mas quer ser "rex et centrum omnium cordium – rei e centro de todos os corações". O rei Herodes ameaçado não são apenas os Stálines, os Hitleres e os Estados Islâmicos deste mundo; cada ser humano em particular pode se sentir incomodado pela soberania divina ou até sair em uma louca perseguição contra o menino Jesus – como fazem os chamados "ateus militantes", que, mesmo não acreditando em Deus, só sabem falar n'Ele o dia inteiro.
Sob essa perspectiva – a da alma –, todo o cenário muda e ninguém está isento de uma analogia com o sanguinário Herodes.

O mundo se divide verdadeiramente em "cidade de Deus" e "cidade dos homens": em quem está na graça de Deus e em quem está vivendo no pecado mortal.

É que o grande mal deste mundo – que dá origem a todas as perseguições, ditaduras e massacres – chama-se "pecado". Não adianta fugir ou disfarçar, dizendo que o inimigo está fora ou que "o inferno são os outros". A verdade é que "todos pecaram e estão privados da glória de Deus" (Rm 3, 23). Sem a vida da graça, que nos é dada por Cristo, através do batismo e do perdão dos pecados, a humanidade está toda no mesmo nível.
É inútil recorrer a qualquer divisão humana – burgueses e proletários, direita e esquerda, ricos e pobres, liberais e socialistas – para explicar o problema da maldade. O mundo se divide verdadeiramente em "cidade de Deus" (civitas Dei) e "cidade dos homens" (civitas hominum): em quem está na graça de Deus e em quem está vivendo no pecado mortal. No fim das contas, os justos ganharão a vida eterna – o Céu; e os maus, o opróbrio eterno – o inferno. Tudo o mais não passa de ilusão, ideologia e engano. A quem se gaba de ser mais que os outros confiando em qualquer coisa que não seja a graça divina, Nosso Senhor dá o seu alerta: "Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo" (Lc 13, 3).
Quem olha para personagens bíblicas perversas, como o endurecido faraó, o rei Nabucodonosor ou os carrascos que crucificaram Jesus, é tentado a tomar a atitude daquele fariseu do Evangelho que, batendo no peito, agradecia por não ser tão pecadorquanto o resto dos homens (cf. Lc 18, 9-14). O Catecismo da Igreja Católica, porém, é bem claro ao dizer que "todos os pecadores foram os autores da Paixão de Cristo" (§ 598).
Basta que nos examinemos atentamente, sem máscaras ou tentativas de desculpar-nos, e enxergaremos dentro de nós um Herodes totalitário, "preocupado" com os seus direitos, cioso de sua posição, sempre agitado interiormente por não querer "dar a Deus o que é de Deus". É como reagem também muitas pessoas que, tendo abandonado os pecados mais grosseiros, ainda teimam em adiar a sua "segunda conversão": não se dedicam à vida de oração, nem ao cumprimento dos próprios deveres de estado, e negligenciam a luta contra a maledicência e alguns "pecados de estimação", que vão – sem que se deem conta – entravando o caminho de seu progresso espiritual.


Alguém pode objetar que há muitas guerras e violências acontecendo no mundo para que fiquemos nos preocupando com os nossos próprios defeitos – aparentemente tão insignificantes. Veja-se, por exemplo, como alguns lugares do mundo estão deixando de celebrar o Natal. Países mais secularizados, principalmente na Europa, já vivem uma "guerra aberta" à festa da natividade de Cristo. Presépios, árvores natalinas ou quaisquer referências ao menino Jesus são prontamente banidas pelas autoridades públicas; a típica saudação Merry Christmas vai se convertendo em Happy Holidays – assim como, no Brasil, o bom e velho Feliz Natal vai facilmente degenerando em um vago e laico Boas Festas. Até aquilo que era essencialmente religioso vai, pouco a pouco, sendo profanado e destruído por um "fato inteiramente novo e desconcertante": a existência de um "ateísmo militante, operando em plano mundial" [3].
O que acontece publicamente, porém, é apenas o sinal externo de uma tragédia que já acontece dia após dia nos corações humanos. Antes de Herodes ordenar a morte de "todos os meninos de Belém", "de dois anos para baixo" (Mt 2, 16), ele já havia matado Deus em seu coração. "Não poderá haver paz no mundo se não houver paz na alma", pregava o venerável servo de Deus, Fulton Sheen. "As guerras mundiais não passam de projeções dos conflitos travados dentro das almas dos homens modernos, pois nada acontece no mundo exterior que não tenha primeiro acontecido dentro de uma alma" [2].
Por isso, para resgatar a beleza do Natal – e trazer a fé de volta ao mundo –, não bastam os presépios; não basta que o menino Jesus seja simplesmente disposto em uma manjedoura. É preciso que Ele encontre abrigo em nossas almas. Caso contrário, ano após ano, o Natal continuará sendo uma simples "festa de fim de ano", o "feriado" pagão de quem exteriormente está feliz, mas interiormente está a viver o prelúdio do inferno, porque afastado da amizade de Deus.
"Se as almas não forem salvas, nada se salvará", dizia Fulton Sheen [2]. "Dai-me almas e ficai com o resto", repetia São João Bosco. Caia o mundo, venham abaixo os céus, entre tudo em extinção, mas que se salvem as almas! Porque é delas que tem sede Nosso Senhor; e são elas que povoarão, por toda a eternidade, o Reino dos céus!
Referências:









sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL - Celebrando o Natal com espírito e consciência cristã!

No dia 25 de dezembro, todos os anos nós católicos romanos comemoramos o Natal e no dia 7 de janeiro os católicos ortodoxos comemoram o Natal. Mas quase sempre passa-nos despercebido o verdadeiro sentido do Natal.

Bem a ideia de celebrar o natal surgiu depois de muitos anos na Igreja. Não sabemos a data exata do nascimento de Jesus, no entanto a Igreja Católica Apostólica Romana propôs que a celebrássemos no dia 25 de dezembro, uma data mais comum para o povo do Ocidente.

Já era tradição na Igreja Católica Apost. Romana e na Igreja Ortodoxa de celebrar o Natal do dia 07 de janeiro, por ocasião da Festa da Epfania ou "Manifestação do Senhor"; também  muito conhecida como "dia de Reis". Neste dia a Igreja celebra a visitação dos Magos ao Menino Jesus. OU seja, Jesus Cristo se manifestou a todos povos, representado na figura dos magos. A tradição chama-os de "reis", mas na verdade o Evangelho não diz que eram reis e sim, magos, estudiosos dos astros. Até os dias de hoje nas comunidades rurais o Natal se volta mais para a festa da Epfania. 
  
Natal vem do vocábulo latino: Natividade, significa nascimento. Ou seja, referente ao nascimento de Jesus. Em inglês o termo é Christmas, significa "Missa de Cristo". Já na língua alemã, é Weihnachten e significa  Noite Bendita


No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia festejar o nascimento de Jesus "como se fosse um Faraó". Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. 

Não era costume na época comemorar o aniversário de Jesus pois, não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho direto que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
A celebração do Natal -  instituída oficialmente pelo Papa Libério, em 354 d.C.

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno.

No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes.


As evidências confirmam o grande esforço da Igreja de converter os pagãos à crença cristã. Os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tirando dela as práticas pagãs transformaram-na em festa“cristã”. 

Certas correntes místicas do Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, a Igreja forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem de acordo com a nova fé cristã que se propagava.

As alusões dos padres da Igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" é bíblica conforme Malaquias 4:2 e Cristo  "a luz do mundo" conforme descreve o Apóstolo João 8:12. Pode o Natal não ter raízes bíblicas ao que se refere à data, mas, anunciar a todos os povos Cristo o verdadeiro Sol da Justiça e a Luz do mundo é perfeitamente bíblico.

A Igreja Católica Apostólica Romana retirou a idolatria dos cultos aos deuses da Roma pagã e deu ao Natal um outro símbolo, a celebração do nascimento de Jesus Cristo como a única e verdadeira luz.

Celebrar o Natal é reconhecer o grande amor que Deus tem por cada um de nós, que nos mandou seu Filho Unigênito para nos salvar. No Natal a gente volta os olhos da alma para aquele presépio onde Jesus nasce pobre em meio ao frio, numa manjedoura, longe dos olhos dos soberbos. Pois, Ele mesmo veio em véus de humildade para nossa salvação. Ele mesmo se deu de presente por cada um de nós; esqueçamos, portanto, como outrora a idolatria, e pensemos nesse grande amor, nesse grande mistério onde Deus se revela e se manisfesta em seu Filho Jesus.

Sabemos que 25 de dezembro não é a data exata do nascimento de Jesus. Mas, independente de tudo a Igreja quer que esse dia seja um dia especial onde pensemos nesse amor de Deus por nós.

É o tempo de mudar nossas atitudes, de amar mais e de sermos mais solidários para que durante o ano vindouro possamos seguir os passos do Mestre. É o tempo de celebrar mais, de ser mais presença em nossas famílias, mas, é tempo de pensar também que Jesus virá de novo para buscar seus eleitos. O Natal nos convida a embrenhar neste mistério de amor. A fazer um retrospectiva do ano que se passou para sermos ainda melhores. Convida-nos a olharmos mais para nós mesmos, para nossas famílias. Chama-nos a busca do perdão.
Jesus que veio a nós pobre, desapegado, foi recebido primeiramente pelos simples pastores, e como se revelou aos simples em primeiro lugar quer que o reconheçamos como Deus e Senhor para que sejamos também humildes diante dele e deixemos nosso egoísmo de lado. Natal não é data para comilanças é momento de reflexão de buscarmos enxergar em nós mesmos aquilo que falta para amar mais a Deus e ao próximo.   
Natal é o momento de pensar naquele santo Casal, Maria e José. E buscarmos sermos mais família. De pensarmos como estamos educando nossos filhos para viver de acordo com o Evangelho.            


É muito comum as pessoas se reunirem para comemorarem o Natal, até mesmo quem nunca entendeu o que significa esta palavra, pois se trata de um momento de alegria, de estar com a família e de reunir parentes e amigos. É um momento que para muitos significa uma nova oportunidade de confraternização, uma data qualquer no final calendário.


NATAL x COMÉRCIO - Quem opta pelo Natal do comércio esquece que o Natal é de Jesus.       
O comércio aproveita para vender a imagem do Natal e dobrar seus lucros...- (...) - "É uma época boa, dizem os comerciantes, para lucrar e vender mais, para recuperar os prejuízos"... Assim arrumam o Papai-Noel, que sai fazendo uma falsa propaganda, e em mome do lucro, atrai seus "filhos do comércio" para a idolatria do lucro e da gastança do Natal. O espírito natalino do comércio não tem nada a ver com o verdadeiro espírito natalino cristão. Pois, o Natal cristão é momento de nos doarmos, de repartir, de celebrar e de ajudar a quem precisa e não há espaço para o egoísmo, nem para o lucro exorbitante. No Natal cristão não celebramos apenas o aniversário de Jesus mas, Jesus que veio, que nasceu e morreu para nossa salvação.

Jesus é o "Sol nascente que nos veio visitar" como escreveu o profeta Malaquias. É porque somos salvos por Jesus que festejamos com muita alegria o Natal. Jesus quis ter uma família para que fosse pela família que chegasse até nós a salvação. É por causa dessa Família, Pai, Filho e Espírito Santo que somos pertencentes à Família dos filhos de Deus. Jesus é nosso Deus e nosso irmão, nosso Senhor e Salvador. Essa é a razão pela qual celebramos o Natal.

SÃO NICOLAU OU PAPAI NOEL?


São Nicolau Taumaturgo da cidade de Mira, da província de Lícia, é um santo especialmente querido pelos ortodoxos, e em particular, pelos russos. Ele ajuda rapidamente em diversas calamidades da vida e perigos das viagens. Ele nasceu na Ásia Menor no final do séc. III. E desde a sua infância, demonstrou a sua profunda religiosidade e aproximou-se do seu tio, bispo da cidade de Patara e ainda jovem foi ordenado sacerdote.

A sua vida é cercada de lendas que só aumentaram a sua fama. Uma destas lendas conta que uma família muito pobre não tinha como custear o “dote” para casar as suas filhas. O bispo Nicolau, a noite, jogou um saco de moedas de ouro e prata para ajudar a pagar o referido “dote”. E há a estória de que teria aparecido pouco depois de morto a uma menininha que teria se perdido em uma floresta na Capadócia, e pegando em sua mão diminuta, a teria levado até a porta de sua casa, não permitindo que esta morresse de frio. Muitas tem sido as suas aparições. Mas a mais famosa foi no Natal de 1583, na Espanha, quando atendendo as orações de algumas senhoras, este santo auxiliou para que nenhum só pobre deixasse de receber o seu pão bento. Os pobres, ao serem perguntados sobre a quem lhes teria dado alimento em meio a um “tão pesado inverno”, estes teriam dito que foram socorridos por “um senhor de afeições muito serenas e mãos firmes”.


A transformação de São Nicolau em Papai Noel começou na Alemanha entre as igrejas protestantes (na tentativa de apagar a imagem do santo bispo católico) e sua imagem passou definitivamente a ser associada com as festividades do Natal e as costumeiras trocas de presentes no dia 6 de Dezembro (dia de São Nicolau).

Como o Natal transformou-se na mais famosa e popular das festas, a lenda cresceu. Em 1822, Clement C. Moore escreveu o poema “A Visit from St. Nicholas”, retratando Papai Noel passeando em um trenó puxado por oito pequenas renas, o mesmo modo de transporte utilizado na Escandinávia. O primeiro desenho retratando a figura de Papai Noel como conhecemos nos dias atuais foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866.


Nicolau, passou sua vida ajudando os pobres e tornou-se bispo da cidade de Myra. Ele morreu no dia 6 de dezembro de 342 e hoje é um dos santos festejados pelo cristianismo.

Esse velho barrigudo, com um gorro vermelho e um saco de ilusões, papai Noel, provoca em muitos a fome, a miséria, a sede de gastança para satisfazer o comércio nunca existiu e não passa de um personagem fictício criada pelo capitalismo para induzir as pessoas à gastança.  


Alguns dizem que o personagem do Papai-Noel está inspirado em um bispo católico da Idade Média, São Nicolau ou Santa Claus. Em uma parte sim, em outra não! - Pois, São Nicolau, segundo sua história, fazia caridade quando recolhia dinheiro e repartia com as moças que não tinham dote para se casar. Ao contrário do Papai-Noel que virou personagem fictício  de exploração. Se inspirássemos na caridade de São Nicolau, com certeza, o mundo seria melhor.

O que o personagem Papai Noel faz é trabalhar para que o Comércio lucre cada vez mais. Pois, o que ele dá com uma mão é para lucrar mais com a outra.
Ele não está preocupado com a caridade e se por uma vez a faz é tudo em nome da propaganda e do consumismo. 

De forma diabólica o capitalismo instiga a sede de consumismo das crianças, pois no comércio, só perde para o comércio infantil o comércio de alimentos,  materiais e a moda para animais domésticos como cães e gatos etc. 
Esse papai Noel que ao invés de fazer caridade desinteressada, rouba a imaginação das crianças, rouba suas fantasias e provoca em muitos lares a tristeza, porque muitos pais não podem dar a seus filhos um presente de Natal. Para esses Papai Noel não chega nem perto. Quantas crianças são iludidas pelos próprios pais a pedir ao Noel aquilo de mais básico que lhes falta em casa, pão, leite, remédio, brinquedo. Mas se esquecem de pedir a quem pode mais que é Jesus... Quantos se esquecem de Jesus... e nem se lembra que Ele é o dono na festa. Quantos se esquecem das palavras do Evangelho: "tudo o que pedires em meu nome ser-lhes-á concedido" (Jo14, 13).        

Nós católicos temos que acabar com isso. Uma coisa é a grande devoção a São Nicolau. Outra é ensinar às nossas crianças sobre a mentira do Papai Noel que nada mais é um ídolo do comércio, uma figura diabólica da miséria e da desgraça que o Comércio produz. 

Nós católicos devemos começar a olhar para nossa Fé de forma diferente, verdadeiramente ensinar aos nossos filhos o que é o Natal e qual  seu verdadeiro sentido. 

Somos filhos de Deus ou filhos do mundo? Somos filhos de Deus, portanto Jesus é nosso irmão. Ou somos filhos de papai Noel, e portanto, filhos do comércio. Mas é bom lembrar que quem criou o tal "Noel" foram os protestantes e o comércio aproveitou disso para moldá-lo ao capitalismo  semeando fantasia do velho gordo que aparece uma vez no ano, depois some. Jesus pelo contrário, ele está sempre presente disposto a nos ajudar, basta ter fé e pedir o que realmente precisamos. "Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo", disse Jesus. (Mt28, 20) A caridade falsa do Noel é uma vez por ano, o amor de Jesus por nós é para  vida toda, lembre-se disso.    

Natal é momento de celebrar a vida nova. É Jesus que se dá de presente para todos nós, para nossa Salvação. Ele se encarnou, se fez homem para nos Salvar. Esse gesto de agradecimento a Deus que nos enviou o Salvador é que deve ser celebrado. Os abraços, a ceia, a troca de presentes, no Natal, nada disso tem sentido se não valorizarmos, se não dermos a ele o verdadeiro sentido pelo qual nós o celebramos. Caso contrário será apenas mais um feriado no calendário, uma data comemorativa qualquer, como uma festa pagã.

Para nós, o Natal não é isso, ele deve ser momento solene de agradecer a Deus, uma "Ação de Graças" por Jesus ter nascido e se tornado um de nós para nos salvar, conforme nos diz São João no seu capítulo 1. Jesus é a Luz do mundo, o Sol que veio para iluminar as Nações. Ele é o nosso Senhor e Salvador.    
     


 QUAL É O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL?

A Revista "Brasil Cristão" - N. 16, Edição 185 - de Dezembro de 2012, nos traz o seguinte artigo escrito pelo Pe. Francisco Sehmen, scj:




O que é o Natal para você? - O que significa desejar Feliz Natal? Uma volta de Jesus ao mundo, às famílias? Você desejaria paz, alegria, vida nova, ou muitos presentes, festas banquetes, Papai Noel?


No passado, Papai Noel era sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Sempre que o velhinho aparece, o Aniversariante é posto fora de cena. (Isto é Jesus o aniversariante fica de fora de sua própria festa). Perdeu-se no tempo, a figura original do Papai Noel como mensageiro do Menino Jesus. Para Igreja o "Papai-Noel" não é tido como símbolo natalino, ele pode ser usado como símbolo natalino dentro do comércio não dentro da Igreja. 

São Nicilau sim, por ter existido e ser um santo canonizado da Igreja e exemplo de caridade cristã e pode ser venerado e considerado um símbolo do Natal. Nós não temos o costume de celebrar o dia de São Nicolau. Na Rússia ele é muito venerado e é um santo popular e querido dos russos cristãos ortodoxos. 

Papai-Noel se  transformou-se num "Velho propaganda" comercial  do consumismo.

Este  Papai Noel moderno só pensa numa coisa e só trabalha por uma causa: vender, vender e vender. E como hoje ele não tem dinheiro, só traz presentes para crianças de pais ricos. 

Para as crianças pobres costuma levar só brinquedos usados. Alheio ao sofrimento dos outros, nunca é visto chorando, mas sempre sorridente. Não chora pelas crianças que estão nos hospitais, nem pelos velhos, nem pelos mendigos, nem pelos sem casa, sem teto e sem asilo. Onde existe um papai-Noel está presente ali o símbolo do comércio. Sua barriga está gorda e cheia, enquanto muitos estão de barriga vazia e passam fome por causa da ganância dos poderosos capitalistas. As crianças vêem no Noel um ídolo, mas, o Noel vê nas crianças mais um futuro consumidor.     


Noel não gosta muito de caminhar pelas favelas,( a não ser por este ou aquele ser "caridoso" que pensa que pobre só come no Natal e e na Páscoa) nem de visitar as casas onde crianças não colocam os sapatinhos ao pé da cama, lá onde andam descalças e dormem no chão. Bom seria se houvesse pessoas que durante o ano visitasse as comunidades carentes levando amor, carinho, educação, cultura e principalmente ajudando as pessoas a lutar contra as drogas. Que visse em cada criança a figura de Jesus que precisa de ajuda, que precisa de saúde, escola e lazer decente...

Onde ficou aquele velhinho de barbas brancas, faces iluminadas de carinho, sorriso e ainda mais abertos dos nossos tempos de criança, que vinha carregado de presentes para o Menino Jesus do Presépio? Onde está o Papai Noel que distribuía presentes a todos, à família da empregada que passava este dia da fraternidade conosco?


Era o Menino Jesus que repartia os presentes. Costume que ainda perdura em algumas famílias. Papai Noel traz os presentes e os entrega em nome do recém-nascido de Belém.


Revivia-se o pleno sentimento da profecia de Isaías: "Um menino nasceu entre nós" 


( Is 9, 5 ); Ele é o presente de Deus à humanidade, o motivo de nossa confraternização, manifestada na troca de presentes nesta Noite Feliz e de Paz.

Mas o Papai Noel dos tempos da internet não é mais aquele. Não sabe mais que um dia sua missão foi parecida com a de João Batista, o precursor. Ele "não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz" ( Jo 1, 27). João alertou com severa advertência, válida para hoje: "No meio de vós há alguém que não conheceis" ( Jo 1, 26).


A alegria do Natal seria mais completa se Papai Noel testemunhasse como João Batista, a respeito de Jesus: "É necessário que Ele cresça e eu diminua" ( Jo 3, 30 ).


A tradição do Papai Noel é ligada a São Nicolau ( ou Santa Claus) , bispo da Turquia entre os anos 280 e 345. Sua vida é cercada de lendas que o retratam como uma pessoa bondosa, que dava muitos presentes. Após sua morte, começou a ser cultuado por toda Europa. Os reformadores nórdicos no séc. XVI, contrários à devoção aos santos, substituíram S. Nicolau pela figura ( fictícia ) do Papai Noel. Segundo a tradição, ele parte do Pólo Norte em um trenó cheio de presentes, puxado por renas, e passa de casa em casa para entregar presentes às crianças que foram obedientes durante o ano.


Há menos de 50 anos quem trazia os presentes era o Menino Jesus. Passava de casa em casa com seu burrinho. Ao lado do presépio, cada um colocava um chapéu, e dentro dele grãos de milho. Era o alimento para o burrinho ter forças para seguir viagem. No dia seguinte, o milho desaparecia e lá estavam os presentes. Talvez não resolva brigar com o Papai Noel, mas seria muito bom lembrar que o Natal celebra o nascimento de Jesus. Paralelo aos presentes pode nascer uma onda de fraternidade, capaz de levar a solidariedade e vida mais digna às crianças que apenas sonham com o Papai Noel e nunca tiveram a ventura de sua visita.


A grande virtude deste tempo é a esperança. O Menino que nasce é o "Sol Nascente", é a "Luz das Nações". Não podemos celebrar um natal pagão, sem Deus sem o Menino Jesus - um Natal só com Pai Noel - com árvore de natal, compras, presentes caros, com sentido de festa mundana. O Natal que celebramos deve começar no dia 25 de dezembro, entrar pelo novo no até o próximo chegar. É Deus que se doa, que se revela na pessoa de seu Filho Jesus por amor aos homens. É Jesus que desce da Glória e se veste sob véus de humildade para estar com os pobres, humildes e sofredores. É Jesus que se apresenta diante da fraqueza humana o mais robusto e mais belo dos homens. É Jesus o Deus-Conosco que veio, o Emanuel, Salvador do mundo! 


Podemos celebrar o Natal com alegria Cristã, com luzes e presentes, mas com a simplicidade que a festa exige. Se o Menino não nasce no nosso ser, em nossa vida, no nosso coração não há Natal. 

Se a palavra Natal significa "nascimento", então temos que deixar o menino Jesus nascer em nosso coração. Papai Noel não precisa desaparecer. Mas precisa mudar. Reconhecemos que ele faz gestos humanitários nos hospitais, nas fábricas e escolas, mas precisa fazer mais. Faça como o velho Simeão, no Templo e ajude            -nos a levar o Menino Jesus às crianças. Que o Menino seja conhecido, amado e seguido por todos nós.  


A realidade do Evangelho nos mostra que:

O Natal é o momento de celebrar o nascimento do Verbo de Deus. Ou seja, Jesus, que nasceu, veio para nos salvar.

Então, o filho de Deus, nasceu humilde, se sujeitou aos pequeninos. Nasceu pobre, numa fria gruta e foi posto numa manjedoura (lugar em que os animais comiam), mesmo sendo Ele o Rei dos reis.

Não recebeu em primeiro lugar os nobres, porque os nobres, assim como hoje procuravam um Deus das alturas, soberbo, longe, aquém da realidade do seu povo, no entanto, eis que o Rei dos reis desce à mais profunda humildade e confunde a cabeça daqueles que viviam no poder.


Ele se contentou em receber a visita dos humildes pastores, gente sofrida pelos preconceitos, pois eram tidos como sujos e fedidos. Depois sim, recebeu os nobres sábios do Oriente que lhe trouxeram presentes: ouro, incenso e mirra. Ao mesmo tempo que foi acolhido, também foi odiado pela sede de poder de Herodes. Tudo isso aquele Menino de Belém experimentou. E depois de tudo, já em sua vida pública disse que "o Filho de Deus não tinha onde reclinar a cabeça" e de fato, morreu pregado na Cruz despido até de suas vestes.   

Ainda aqui nos recordamos de sua palavra no Evangelho: "Quando fizerdes uma ceia, não convides amigos, irmão se outros mais... (porque se fizerdes assim que recompensa tereis?)
Pelo contrário ide às ruas e praças chamai os pobres ... eis a recompensa

É esse o sentido do Natal. Deve ser uma festa de acolhida, uma festa do repartir onde possa acontecer sempre a colhida do irmão e aqui ganha um sentido ainda maior porque Jesus precisa renascer no nosso dia a dia. Será que aqueles tempos é diferente de hoje? Não a realidade é a mesma, como então podemos viver o nosso Natal. Como enxergar Jesus na pessoa do pobre marginal, drogado, do pobre, do sem teto, sem casa, sem lar e sem comida ? ... Como resgatar a dignidade desses irmãozinhos que tanto precisam de nós? 

É isso que Jesus quer e deseja de nós cristãos. E não que nos empaturremos com nossas Ceias, nossa externidade. Um Natal feito de luz de muitos presentes e ilusões mas carente do amor de Deus.   

O Natal tem seu verdadeiro sentido quando olhamos para o Papai do Céu que, ao invés de nos vender ilusões, nos dá de graça seu amor. Fez com que seu filho assumisse a nossa natureza e se igualasse a nós, exceto no pecado.

Ele nos entrega Jesus como presente. E não exige nada em troca senão amor. Amor tão grande a ponto de se entregar na Cruz e nos salvar. Como escrevia Santo Afonso de Liguori, em sua música: "Eis que lá das Estrelas", uma frase que toca:


 "Meu Divino Pequenino,

eu te vejo aqui tremer.
Ó Deus Encarnado, 
Oh quanto te custou me ter salvado." (Sto. Afonso de Liguori)



O NATAL DESCRITO POR SÃO LUCAS

Lucas foi discípulo de Paulo, detalhista nos seus escritos. Seu Evangelho relata os principais acontecimentos do nascimento de Jesus. Desde a Anunciação do Anjo à Maria, a visita de Maria à Isabel, o nascimento de João o Batista até o estado do nascimento de Jesus. (Lc1, 1-80: 2,1-21).

O nascimento de Jesus começa com um decreto político. Quando Otaviano, o Imperador de Roma, também chamado de César Augusto resolve fazer um censo para saber quantos súditos havia em seu Império. Otaviano foi muito famoso e respeitado, o nome César Augusto se deve ao título que o equiparava a um deus. Tão era a veneração que o povo tinha para com ele. O mês de agosto ou augustus recebeu este nome em sua homenagem. Foi a partir de Otaviano que os demais sucessores do Império Romano recebeu o título nobre de " divinus Augustus", todos os governantes de Roma queriam ser um "Augustus".


Então, Otaviano ou César Augusto decretou que todos fossem com suas famílias para se alistarem nas cidades de origem. E como José   era da família do rei Davi, e portanto judeu, também teve sair de Nazaré na Galileia, com sua esposa Maria, já grávida, e ir até Efrata ou Belém da Judeia para também se alistar. Nazaré ficava cerca de 120 Km de Belém. No extremo Norte da Palestina quase em divisa com a Síria. 


Mas você pode se perguntar: o que tem haver o nascimento de Jesus com um ato político de Otaviano? - Pela lógica humana nada, pela lógica de Deus, tudo! - Pois o profeta Miqueias  setecentos anos antes de Cristo já havia profetizado que o Messias deveria nascer em Belém. (Miq 5, 2) - "E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel meu povo!" - Deus age na história dos homens.

Assim sendo Deus escolhe Maria e José, ambos de Nazaré, na Galileia, para serem os pais de Jesus. José era descendente do rei Davi, da raiz de Jessé. Casado com Maria assumiu ser o pai adotivo de Jesus, e como seu pai e para que se cumprisse a profecia e a promessa divina, aquela santa Família se dirigiu para Belém... Assim diz o texto de São Lucas (Lc2, 4 - 7): 

 ... (4)Também José subiu da Galileia para Nazaré, na Judeia, a cidade de Davi, chamada Belém. (5) Para alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. (6) Estando ali, completaram-se os dias  dela. (7) E ela deu à luz a um filho primogênito, e, tendo envolvido em faixas colou-o num presépio, porque não encontraram lugar para eles em uma hospedaria.  

... Maria estava grávida, com seus nove meses, a viagem foi difícil, cansativa, tendo que pernoitarem pelo caminho. E quando chegaram à Belém, Maria já se encontrava em trabalho de parto. A cidade cheia, os hotéis cheios, não encontraram um lugar decente para Maria dar a Luz.


Tiveram que se contentar em se estabelecer em uma estrebaria, e ali, no meio dos animais, Jesus nasceu!


Segundo o Evangelho (apócrifo) de Tiago (Tiago o Gêmeo), também chamado de "Proto Evangelho de Tiago",  ele relata que o  nascimento de Jesus aconteceu de forma divina sem que Maria sofresse as dores do parto. Assim como sem relação sexual Jesus foi encarnado, também sem rompimento carnal Jesus teria nascido. Narra o texto que José, achando-se necessário, foi procurar uma parteira, mas, a mulher viu quando uma nuvem envolveu Maria e ela deu a luz de forma divina. Tanto que a mulher disse a José  o que viu acontecer. Mais detalhes desse acontecimento está no artigo desse mesmo blog, onde descrevo os evangelhos apócrifos dentre eles o "Proto Evangelho de Tiago". Daí o fato de a Igreja proclamar a Imaculada conceição de Maria e também declará-la sendo Virgem, antes, durante e após o parto.     

Parece um tanto estranho, Deus querer que seu Filho nascesse em tamanha pobreza... mas é na humildade que Deus se manifesta, como Jesus mesmo virá mais tarde a dizer: "Quem se humilha será exaltado e quem se exalta, será humilhado". Jesus se rebaixou desde o nascimento até a morte, se humilhou e com a vitória sobre o pecado e a morte foi exaltado. São Paulo nos diz que por causa disso todo joelho se dobra diante do nome de Jesus, ta terra, no céu, e nos infernos. Pois ele veio estar com os pecadores, os doentes, os marginalizados, os oprimidos, os pobres... Ele veio resgatar toda humanidade suja e condenada pelo pecado. 

Como nos diz São João: (Jo1, 3-4.9)

Tudo foi feito por ele, sem ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens, luz que resplandece nas trevas... O Verbo que vindo ao mundo ilumina todo homem... 

Jesus é o verdadeiro Sol que dissipa toda a treva do pecado. Ele é o farol que nos guia.

Continuando....

Mas, para o Filho de Deus naquele momento bastava  o carinho de sua mamãe Maria e o terno sorriso de seu pai adotivo José. Jesus não veio buscar a glória dos palácios, mas se sujeitou à humildade. Ele não veio para ser servido mas para servir.


No entanto, Jesus foi acolhido pelos pastores, pelos anjos e pelos magos. Ali, no frio da gruta, em tamanha pobreza podia contar com o amor de seus pais. João o evangelista descreve que Ele veio para os seus e os seus não o receberam.

Jesus foi perseguido e logo, seus pais tiveram que sair de Belém e ir para terras distantes, até o Egito. Assim narra Mateus completando o clico dos acontecimentos.
Hoje talvez ao celebrar o Natal, será que Jesus também encontrará lugar para nascer nos nossos corações? 

Será que não estamos dando valor demais às coisas do mundo: às festas, às ceias, a nossa sede de gastar, e estamos esquecendo de deixar Jesus nascer em nossos corações?


Será que nossas famílias vivem com amor e simplicidade e celebram com amor esse dia?...  é a pergunta que fica...


O Natal não pode ser apenas uma data comemorativa, uma lembrança, mas deve ser o momento de pararmos para pensar:


Como posso fazer para que Jesus nasça em meu coração? Será que meu coração recebe, acolhe de verdade Jesus? - Será que como Jesus também sabemos acolher em primeiro lugar Jesus na pessoa dos pobres, dos doentes, dos desamparados? 


Em nossas casas ao cear e celebrar o natal, lembramos de  convidar também aqueles que por algum motivo não podem celebrar o natal, ou porque não tem condições ou porque estão na solidão sem o carinho das pessoas? ... Sabemos acolher bem os de casa e os de fora?


 - No natal recebemos muitos presentes, mas você já se lembrou de dar um presente para Jesus, afinal a festa é d'Ele e Ele é o aniversariante!  - Tenho certeza de que o presente que Jesus queria ganhar de cada um de nós é um coração renovado, convertido e amoroso. Aberto aos valores evangélicos.           


 O verdadeiro sentido do Natal está presente quando celebramos esse amor de Deus por nós, e o presente maior que o Pai do Céu nos dá é seu próprio Filho. 

João Evangelista nos diz que: porque Jesus veio e se encarnou, todos os que creem no seu nome se tornam Filhos de Deus. (cf. Jo1, 12-14) 

- Ele traz a glória do Pai para junto de nós. Ele veio para tirar o pecado do mundo, (Cf. Jo1,29) - Ele é o Senhor e existia desde a eternidade - (Cf. Jo1, 1.30) - Natal também é o momento de agradecermos a Deus por nos enviar seu Filho e por Ele e Nele sermos salvos. A maior festa do Natal é o louvor e o agradecimento a Deus que tanto amou o mundo, que nos deu seu Filho unigênito para que nos salvasse na Cruz, como nos afirma São João.

Então, não podemos celebrar o Natal simplesmente como um dia comemorativo qualquer, pois assim até os ateus comemoram, mas devemos celebrar o Natal, com verdadeiro espírito de solidariedade, onde devemos entender a profundidade do valor que esta palavra significa: Deus que veio, que se encarnou e nos resgatou. Deus que por amor quis estar conosco, mesmo sendo grande experimentar nossa pequenez. Ao nascer numa gruta, ele se iguala aos pobres, aos que sofrem, aos perseguidos e marginalizados. E também o Natal é o momento de praticarmos a solidariedade.
De que adianta celebrar o Natal com mesa cheia, se fartar de comida enquanto Jesus passa fome lá fora na pessoa do pobre. 

Não é nas festas luxuosas, nem nos maiores banquetes, nem nos melhores presentes que está o verdadeiro sentido do Natal. Mas, olhemos na humilde pequenez do presépio, onde Jesus agora quer fazer morada. Ele é o nosso coração; o coração de cada um de seus filhos(as); Jesus quer que abramos nosso coração para Ele. 

O mundo hoje traz um Natal frio, calculista onde as pessoas só pensam em comprar, comprar, comprar. Falta solidariedade, amor, abraço, ternura, compreensão e o mais importante de tudo,  falta JESUS.

Quantos lares enfeitados com luzes, árvores-de-natal, decorações pelas paredes. Presentes, ceias, velas, vinhos, etc. - (...) Mas, nada disso tem valor sem Jesus, pois, Ele mesmo quer morar em seu coração,  e para isso devemos cuidar, enfeitar preparar nosso ser para sua morada. É nosso coração, a sua manjedoura, que deve estar preparado para recebê-lo. Do contrário de nada valerá todos os símbolos do Natal externo que se faz de ano em ano, pois, Jesus precisa entrar no coração de cada um. Não vamos só enfeitar nossas casas, nosso exterior, vamos primeiro enfeitar nosso coração para que Jesus renasça sempre sem dentro de nós. Tirar de nós tudo aquilo que impede que Jesus venha ao nosso ser e fixe verdadeira morada. Sejamos verdadeiros cristãos promotores da paz, do amor. 

Natal também é tempo de perdão, de misericórdia. Jesus não quer morar em nossos corações se eles estiverem sujos pelos pecados que cometemos. 
O Natal é uma festa linda, mas deve ser celebrada de dentro para fora e não de fora para dentro como muitos pensam.   

Celebrar o Natal também é viver este espírito de pobreza, e ter desapego, e acreditar na graça; acolher Jesus na pessoa do pobre e do excluído, do viciado, do marginalizado, do sem casa, do mendigo,  do trabalhador, do vagabundo, do amigos e inimigos. O Natal quer nos reunir numa só família onde Jesus seja o centro da nossa vida e  todos nós somos irmãos.

As vezes esquecemos que pela graça da salvação dada por Jesus, todos tornamos-nos filhos de Deus e portanto, não há distinção de raça, cor, condição social, todos, ricos e pobres, santos e pecadores, todos somos filhos de um mesmo Pai, Deus e Jesus é nosso irmão.  

Só assim viveremos  o verdadeiro sentido do Natal. Deus-Conosco, Jesus permanecerá em nosso meio. 


COMO SURGIU A CELEBRAÇÃO DO NATAL?

Assim explica D. Murilo Krieger, scj - Arcebispo de Salvador-BA e Primaz do Brasil:

[Se procurássemos no Evangelho alguma indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraríamos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao apresentar Jesus para quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo nos dez discursos querigmáticos (querigma=primeiro anúncio-apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: "A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas". (At, 2, 32)


Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida esta solenidade no calendário da Igreja.  Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania - isto é a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Com essa festa ficava claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como dia do Natal?


O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do "sol invicto", o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente.

Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis, uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro. Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Em vez de simplesmente combater essa festa pagã, os cristãos passaram a apresentar Jesus Cristo, nascido em Belém, como o verdadeiro sol, já que nos veio trazer a verdade e a justiça. Também ele passou pela morte, mas dela ressurgiu, mostrando que era invencível. Seu nascimento-isto é, seu natal-, já que não sabiam em que dia havia ocorrido, passou a ser celebrado no dia do sol invicto.


A Tradição - louvável tradição! - dos presépios é posterior: Na noite de Natal do ano de 1223, em Greccio - Itália, S. Francisco de Assis fez o primeiro presépio. Ele maravilhava-se que Jesus, o Filho de Deus, havia-se encarnado para que pudéssemos conhecer o rosto de Deus. Com Jesus passamos a ter em nosso meio um Deus que "trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com o coração humano.  Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós em tudo exceto no pecado (Conc. Vat. II, GS, 22).


Como não representar, então, seu nascimento, ocorrido numa gruta de Belém?

Ao longo  dos tempos e dos lugares, cada povo foi deixando suas próprias marcas nos presépios. Como é importante em cada lar tenha seu presépio, feito inclusive com a colaboração das crianças!
Eles servem para nos lembrar do anúncio que os Anjos fizeram em Belém: "Eu vos anuncio uma grande alegria... nasceu para vós o Salvador!" - Lc 2, 10.

O nascimento de Jesus é o fato central da história da humanidade; tanto assim que contamos os anos a partir desse acontecimento. Na proximidade do Natal, caminhemos ao encontro do Menino que nos é dado, para contemplá-lo e lhe dizer:



"Vimos te adorar, Menino Jesus. Estamos maravilhados diante da grandeza e da simplicidade do teu Amor! Tu agora estás conosco para sempre!
Tu pobre, frágil, pequeno... para nós, para mim! Em ti resplende a divindade e a paz. Tu nos oferece a vida da graça. Teu sorriso volta -se para os simples. Por isso, depositamos a teus pés nossas orações, nossa vida e tudo que somos e temos. 
Olha com especial carinho, contudo, para aqueles que não te conhecem, não te adoram e não te amam. Amém!" ]   

Fonte: Revista Brasil Cristão, ASJ - Ano 16-N. 185/ Dez. de 12    

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Embora a Ressurreição de Jesus seja a festa mais importante da Igreja, o Natal fica como em segundo lugar, pois, nos permite celebrar a Encarnação do Verbo, seu Nascimento cumpre as Escrituras.

Toda Escritura se cumpre em Jesus Cristo, desde a promessa do Pai no início, até as profecias, a paixão e morte de Jesus na Cruz e sua Ressurreição até à Parusia. Por isso celebrar o Natal é muito importante. O verdadeiro sentido natalino ganha um aspecto ainda maior quando nos remete a relembrar o grande amor que Deus tem pela humanidade. Com o nascimento de Jesus, a humanidade inteira é colocada aos pés de Jesus na obra da redenção nos fazendo merecedores da graça que a Nova Aliança, trazida por Ele nos dá. Somos em Jesus, chamados a ser filhos de Deus. Somos introduzidos de novo na vida celeste e é Jesus que sobe ao Pai na ascensão para nos dar o Espírito Santo que nos faz novas criaturas. Então o Natal não pode ser para nós cristãos apenas uma data festiva qualquer, mas um momento de agradecer a Deus por Jesus ter se encarnado, nos salvado e nos devolvido a graça do Céu.



O profeta Isaías assim disse: "... eis que uma virgem conceberá e dará a luz um filho que se chamará Emanuel" ( Cf. Is 7, 14) ... que significa Deus-Conosco. 500 anos antes de Cristo, os profetas já anunciavam a chegada de Jesus. No princípio achava-se que seria o filho do Rei Acaz, que era descendente de Davi. Mas como reinos daquela época em situações de decadência e por diversas situações, não poderia ser ele o Messias. A palavra foi se moldando até se encaixar em um descendente de Davi, Jesus de Nazaré. E foi Mateus que descobriu em primeiro lugar que o profeta Isaías se referia a Jesus de Nazaré. E depois de tudo que ele fez, sua vida, sua obra salvífica. Depois de verem e darem testemunho do que Jesus realizara, Mateus então descreve a passagem de Isaías 7, 14 para indicar que a virgem de quem falava o profeta era Maria e o Deus-Conosco era Jesus Cristo.    

Assim, vamos conhecer um pouco o que significa o nome de Jesus:


SIGNIFICADO DO NOME DE JESUS

JESUS OU YESHUA - na tradução hebraica, significa: salvador- aquele que salva.O nome "Yeshua" deriva-se de uma raiz hebraica formada por quatro letras – ישוע (Yod, Shin, Vav e Ayin) - que significa “salvar”, sendo muito parecido com a palavra hebraica para “salvação” 


CRISTO - na tradução grega, significa: consagrado, ungido. Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido".1 O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias.1

A palavra geralmente é interpretada como o sobrenome de Jesus por causa das várias menções a "Jesus Cristo" na Bíblia. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em ordem direta "Jesus Cristo" como em ordem inversa "Cristo Jesus", significando neste último O Ungido, Jesus. Os seguidores de Jesus são chamados de cristãos porque acreditam que Jesus é o Cristo, ou Messias, sobre quem falam as profecias da Tanakh (que os cristãos conhecem como Antigo Testamento). A maioria dos judeus rejeita essa reivindicação e ainda espera a vinda do Cristo (ver Messianismo judaico). A maioria dos cristãos espera pela Segunda vinda de Cristo quando acreditam que Ele cumprirá o resto das profecias messiânicas.

A expressão "Jesus Cristo" surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, Homem Judeu que, segundo os evangelhos, nasceu em Belém da Judeia e passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galileia, sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré ou Nazareno. O título Cristo, portanto, confere uma perspectiva religiosa à figura histórica de Jesus.

A área da teologia cujo foco é a identidade, vida, e ensinamentos de Jesus é conhecida como Cristologia.

Khristós no grego clássico poderá significar coberto em óleo, sendo assim uma translação literal de Messias.

EMANUEL - na tradução hebraica significa: Deus-Conosco ou Deus está conosco. (em hebraico: עמנואל , Deus conosco; em latim: Emanuel ) é um nome profético citado em Mateus 1:23 ("E ele será chamado Emanuel, que quer dizer, Deus conosco") para se referir a Jesus, por este ter cumprido dezenas de profecias que anunciavam a vinda do Messias, segundo traduções cristãs da Bíblia Hebraica, por estes chamadas de Antigo Testamento. Dentre as traduções, há uma muito conhecida do profeta Isaías, que diz: «Portanto o mesmo YHWH vos dará um sinal: Eis que a moça conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel» (Isaías 7:14).

Esses dois nomes dados a Jesus não foram inventados por mentes humanas. Salvador e Cristo, Jesus é assim chamado pelos Anjos no momento de seu nascimento, (Cf, Lc 2, 11) - e Emanuel ou Deus-Conosco, é o nome dado à Jesus por inspiração divina pelo profeta Isaías séculos atrás quando já anuncia vinda de Jesus.

Jesus também é chamado nas Escrituras de o Messias, ou seja o libertador ou escolhido de Deus, aquele que seria o libertador de Israel. 



NATAL, UMA FESTA RURAL  - OS TERNOS DE REIS - FOLCLORE BRASILEIRO


CELEBRANDO O NATAL NAS COMUNIDADES RURAIS
UM GESTO SIMPLES DO POVO RURAL EM EXPRESSAR A ALEGRIA DO NATAL 


O Natal é uma festa tipicamente rural porque Jesus nasceu em uma estrebaria, onde as pessoas abrigavam os animais nos arredores de Belém. Ele gozou da companhia dos animais, do rebanho de ovelhas, do calor das palhas que cobriam a manjedoura. Ele presenciou a alegria da visita dos pastores que naquela noite viram no campo descer dos céus um coro de anjos louvando a Deus, dando glórias pelo Salvador que "das estrelas" desceu sobre a humanidade naquela gruta fria. Como Deus transformou coisas simples e ao mesmo tempo belas, rústicas e ao mesmo tempo confortáveis aquela situação... 
Naquela cena rude, pobre e ao mesmo tempo rica de tanto amor, surgiu as figuras notáveis dos sábios do Oriente, conhecidos como os 03 Reis Magos simbolizando as Nações que haveriam de se render ao fato de que Deus cumpriu sua promessa e enviou um Salvador, mas, não agiu nas riquezas nem nas falsas glórias dos palácios.

Deus se volta à humanidade, ao seu povo, aos simples e humildes, aos explorados.

Deus-Conosco, o Emanuel, veio para os sofridos e marginalizados e sobrepõe a nobreza de qualquer reino terrestre. Somente um Deus,  apaixonado pela sua obra pode fazê-lo assim porque nos ama ... e ainda hoje os homens senão confusos, não conseguem absorver ao seu amor de Pai.  

Pensando nisto depois de muito séculos, surgiu as chamadas "folias de reis" ou "ternos de reis". A data do surgimento é imprecisa, mas se sabe que elas tenham surgido na Europa, mais precisamente em Portugal onde os padres precisavam catequizar as pessoas analfabetas. Mas ao mesmo tempo fazer disso uma comemoração do Natal. E assim criaram grupos de homens que iam de casa em casa visitando as famílias entre dia 01 de janeiro ao dia 06 de janeiro cujo dia se celebrava a Festa da Epifania (ou manifestação) do Senhor. 
A Festa da Epifania, também chamada Festa de Reis é muito antiga e bem anterior a celebração do Natal, pois a Igreja Católica celebrava a manifestação do nascimento de Cristo, o verdadeiro Sol que ilumina as nações no lugar da festa romana do deus sol. 

Os ternos de reis iam visitar as famílias e os presépios cantando versos que falavam do nascimento de Jesus e da visita dos reis magos. Era comum que esses grupos recebessem prendas e no dia 06 faziam uma festa chamada "FESTA DE REIS" 

Com a colonização do Brasil os portugueses trouxeram esta tradição que  faz parte do nosso folclore, mas não deixa de ser uma bela representação artística cultural e religiosa.
De início a Igreja no Brasil via com maus olhos  os ternos de reis assim, como os ternos de congada dos negros, por isso ficavam escondidas no meio rural, mas depois de algum tempo com o êxodo rural, essa tradição foi trazida para as cidades e depois de conhecerem o fundamento passaram a aceitar e em muitas paróquias esses grupos se apresentam para o povo em ocasiões próprias principalmente no dia que celebra a Epifania (06 de janeiro).
Ao contrário de muitos grupos folclóricos como o "bumba-meu- boi" que faz parte dos muitos mitos e lendas africanas e indígenas, os Ternos de Reis possuem fundamentos bíblicos pois celebra a comemoração que os Magos do Oriente tiveram ao encontrar o rei Jesus, em adorá-lo e oferecer seus presentes. Podendo voltar pra casa com a certeza da missão cumprida e que encontraram o Salvador da humanidade.

Eis alguns símbolos e objetos usados nos ternos de reis:   

 A BANDEIRA segue à frente com o ícone dos Reis Magos - O TERNO DE REIS representa os 03 Reis, os magos do Oriente que ofereceram a Jesus especiarias (OURO, INCENSO E MIRRA) dadas somente no nascimento dos reis. Os magos foram a Jesus seguindo uma estrela guia. 
A CANTORIA E OS INSTRUMENTOS - Caixa ou surdinho, pandeiro, cavaco, violão, rebeca ou violino, sanfona, viola caipira, triângulo, fitas coloridas, flautas, apito, danças, ritmos..., tudo louva o Menino Jesus pelo seu nascimento, como a alegria que os magos tiveram ao encontrar o recém-nascido em Belém. Como o próprio Salmo diz: Louvai o Senhor ao som da trombeta, louvai-o com a cítara e com a lira... com a harpa e com a flauta ... com tímpanos e com as danças ... com címbalos sonoros ... com címbalos retumbantes ... (Sl150, 1-5)
Na verdade esses povos do Oriente viajavam em comitiva, com eles iam os criados, os artistas pessoas de confiança... Para que a viagem não se tornasse cansativa esses povos usavam da alegria das danças e dos artistas para animar a viagem. Com essa ideia surgiu também os palhaços nos ternos de reis. Por isso em algumas regiões brasileiras é comum a gente denominar os ternos de reis de pelo nome de "Folia de Reis" é a mesma coisa. De região para região a gente encontra os grupos ou usando mais instrumentos de percussão com ritmos próprios ou então um conjunto de como descrito acima com melodias e harmonias próprias. OS PALHAÇOS - (em alguns ternos)  também representam a guarda do rei Herodes que queriam matar o Menino Jesus logo após a notícia do nascimento. O Evangelho conta que os  Magos sabendo das intenções do rei Herodes desviaram do caminho original e não passaram por Jerusalém na volta. Mas conta a tradição que Herodes mandou os soldados seguirem os Magos disfarçadamente mas estes não obtiveram êxito porque Deus assim proveu em defesa de Jesus.  

Esse costume que é passado de pai para filho; recebe os ensinamentos dos mais velhos também chamados de "mestres-foliões" em outras regiões "embaixador de reis",  no qual tem a função de coordenar o grupo e puxar toda a cantoria. É ele que tem a incumbência de ensinar os mais novos deixando seu legado ou "testamento de reis" para as futuras gerações. 
Os ternos de Reis são Patrimônio imaterial do nosso País e está sumindo em determinados lugares por falta de incentivo e ajuda do poder público que deveria cuidar da cultura e não o faz.


A visita dos ternos acontece a qualquer hora do dia ou da noite e o anfitrião recebe a bandeira com o ícone dos santos Reis e a comitiva todos com muita alegria e devoção. Cantos, os costumes e  danças, as músicas, almoço, cantoria e muitas alegrias louvando o nascimento de Jesus. O costume varia de região para região e são as mais variadas entre os grupos, isso faz parte da cultura do povo brasileiro, embelezando ainda mais o Natal Rural.






SÍMBOLOS NATALINOS

ÁRVORE-DE-NATAL - a árvore-de-natal é um símbolo muito importante. Ela não foi criada pela Igreja Católica, e sim, pelos protestantes.

Mas a Igreja a incorporou como símbolo natalino. Quando montamos uma árvore-de-natal nem sempre damos conta, ou percebemos o valor de seu significado. Ela representa o próprio Cristo. Pois Ele mesmo disse no exemplo da videira: "Eu sou a videira, vós sois os ramos"... Assim, na árvore de natal encontramos este simbolismo: a) O tronco é Jesus é ele quem sustenta esta árvore. b) Os galhos somos nós que dependemos de Jesus para nossa salvação e ao mesmo tempo nossa santificação. c) Os enfeites são nossas boas obras. Em nossa vida devemos sempre enfeitar nossa árvore com bons exemplos, boas atitudes e muito amor. Quanto mais enfeitar essa árvore com nossos bons exemplos mais ela será bonita. d) As bolas representa os frutos de nossas boas obras, cada bola possui uma cor na árvore de natal, assim, Jesus quer que nossa vida seja cada vez mais colorida e cheia de vida com os valores que o seu Evangelho nos ensina. e) A estrela na ponta da árvore representa o Espírito Santo, cujo é a grande estrela que ilumina e santifica nosso ser. f) Os presentes em baixo da árvore significa o grande presente de Deus por nós, Jesus que veio para nos salvar. Pode haver presente maior do que esse?  


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O PRESÉPIO - presépio, significa: lugar onde se reúne os animais. Foi em um lugar onde os animais dormiam, em uma gruta que Jesus nasceu. Quem teve a ideia de representar o nascimento de Jesus pela primeira vez foi São Francisco de Assis. E conta-se que ele teve a visão do próprio Menino Jesus deitado na manjedoura. O Presépio retrata o nascimento de Jesus de acordo com o que foi narrado no Evangelho e mostra a singularidade, mas ao mesmo tempo a especialidade do momento do Natal. Embora fosse criado para evangelizar, (já que naquele tempo muitos eram analfabetos e não conheciam a Bíblia), hoje ele é usado com a mesma importância e é um dos símbolos mais perfeitos do Natal.



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AS VELAS - significa nossa fé e nossa Esperança. Jesus é quem nos realiza e nos transforma. Pois Ele mesmo disse: "Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida!" - Nossa fé deve sempre ser cada vez mais iluminada, a chama dessa fé recebida pelo Batismo não pode apagar. Essa luz que é Jesus deve sempre nos iluminar e nos guiar.  


OS SINOS - Na noite de Natal dos sinos das Igrejas dobram com sons vibrantes e alegres, sinal de alegria, um convite alegre se juntam ao louvor dos anjos para celebrar o nascimento de Jesus. No alto dos campanários os sinos convidam para a Missa festiva em homenagem ao Deus Criador e a seu filho Jesus que nasceu por nós, para nos salvar. É alegria, é o misturar dos repiques com o cantar do glória pelo côro anunciando as maravilhas que Deus realiza em nós através de Jesus. Vinde! Adoremos o Senhor!

Padre Marcelo Rossi e D. Fernando Figueiredo escrevem:


Fonte: Jornal Super Notícias - Dez/2011. 



MARIA REPLETA DO ESPÍRITO SANTO




Amados, neste Natal celebramos a chegada de nosso Salvador Jesus Cristo e, com ele, celebramos também a presença do Espírito Santo em nossas vidas terrenas.Assim que Maria recebeu a mensagem de Deus, trazida pelo arcanjo Gabriel informando que ela seria a mãe do Filho de Deus, Maria recebe a notícia de que sua prima Isabel, que até então era estéril, esperava igualmente uma criança. 

Repleta do Espírito Divino, ela se dirige imediatamente à casa de sua prima, com alegria de servir e a piedade cumprir seu dever de parente festejando e louvando com Isabel o recebimento desta grande graça.

O dom do Espírito ignora toda e qualquer demora! Ela parte para a casa de Isabel com prontidão de caridade. Ao chegar, ela saúda Isabel e a criança que a prima trazia em seu seio da mesma forma que Maria. "Isabel fica cheia do Espírito Santo". Maria é portadora de Jesus, assim como também é aquela que comunica a existência do Espírito Santo, que ela recebeu na visitação do anjo.


Orígenes, por volta do ano de 254 d.C., escreveu que "a voz de saudação de Maria, que chega aos ouvidos de Isabel, plenificou também João com o Espírito Santo. Por isso João estremeceu e sua voz profética ecoou ao exclamar: "Tu és bendita entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre". 

Em preparação para o Natal do Senhor, rogamos a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, que interceda por nós para que também sejamos repletos do Espírito Santo e possamos permitir que cresça em nós o amor por Jesus.


Como o grande professor do século XII, S. Anselmo, nós dizemos: "Sem o Filho de Deus nada existiria, sem o Filho de Maria nada seria redimido". Unidos a São Francisco de Assis vamos todos repetir no silêncio de nossos corações: "Meu Senhor e meu tudo!"
Por isso, neste Natal, vamos fazer com que o Ágape de Jesus esteja totalmente presente em nossos lares.
Não deixe de doar um livro Ágape ou um CD Ágape Musical a quem você ama. Lembre-se que além de marcar a dessa pessoa com um presente que é muito mais do que uma "mera lembrancinha", você estará fazendo parte da construção do nosso santuário, além de estar espalhando as maravilhas de nosso Senhor Jesus. Deus abençoe!  


D. Fernando Figueiredo
& Padre Marcelo Rossi