quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A EXISTÊNCIA E A IMORTALIDADE DA ALMA - O que a Igreja Católica Apostólica Romana nos ensina?

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
A EXISTÊNCIA E A IMORTALIDADE DA ALMA


INTRODUÇÃO:
Continuando o artigo anterior, no intuito de evangelizar os cristãos católicos, a fim de explicar porque é uma heresia  que as testemunhas de Jeová ensinam que a alma é mortal. A Sagrada Escritura prova o contrário e o Magistério da Igreja através do CIC - Catecismo da Igreja Católica vem nos ensinar sobre esta questão. 
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Existem passagem falando sobre "mortalidade da alma" na Bíblia? Sim, mas essa "morte" por assim dizer, não é uma morte no sentido total da palavra, mas, significa o afastamento total e definitivo das almas da presença de Deus em consequência do pecado mortal


⏩O que é a morte?⏪


Ela é uma pessoa, ou é um estado temporal? Ela é um estado temporal, uma passagem. Um dia ela não existirá mais. 

🔔🔔🔔Jesus disse: "Não temeis aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma" (Mt10, 28). 
A morte entrou no mundo pelo pecado - "Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram" (Romanos 5:12).

Ela é um estado temporal da matéria. Todo ser vivente nasce, cresce e morre. Os anjos não morrem porque são espíritos.

O homem é composto de corpo (matéria) e alma (espírito). Logo, depois que morre a alma se separa do corpo, a matéria, que é corruptível, se decompõe mas, a alma é incorruptível e transcende. Ela volta para Deus. A vida continua mesmo após a morte. Em um dos escritos de Santo Afonso de Liguori, está famoso diálogo "o Salvador e a alma" :  A alma pergunta: "- Onde vais ó meu senhor?" E o Salvador responde: "-Vou morrer por ti, ó pobre alma!".     

Fica a pergunta: Se a morte é um estado de todo ser vivente, porque a Bíblia nos fala que ela entrou no mundo pelo pecado? 
A melhor resposta  é que, a morte no sentindo bíblico possui dois significados: Um é o estado temporal do corpo que precisa morrer como todo ser vivo neste mundo, segundo as leis naturais.

Outra explicação é: A morte atemporal, no sentido de "separação". Ou seja, todo aquele que está separado da graça de Deus, e sem arrepender-se, já está morto e continuará morto físico e espiritualmente.

A consequência do pecado, veio pela desobediência, por viver longe do amor e da amizade com Deus, nos faz entrar na morte espiritual, isto é, ausência total de Deus antes e após a vida.  Por outro lado, a morte física, até a entrada do pecado no mundo era vedada ao homem, não precisavam trabalhar porque, o Paraíso lhes provia tudo, não tinham que sofrer as dores. 

A Bíblia não esclarece porque os outros seres viventes não gozavam do mesmo direito e também têm que morrer.

A Bíblia ela mostra que a princípio antes do pecado Deus tinha criado o homem para não morrer. Significa que, no princípio da Criação, antes do pecado original, somente ao homem foi dada a semente da eternidade. 

Tendo Adão e Eva pecado, se afastaram da face de Deus (Gn2, 6-8), suas mentes se abriram ao conhecimento mal. A consequência da desobediência foi a morte. (Gn2, 19) Não só morte, mas também teriam que trabalhar para prover seus sustentos,  eles foram expulsos do Paraíso e se tornaram iguais a todos os seres vivos da terra,  tendo que experimentar a morte, não só eles mas, toda sua descendência.

Como disse, a "morte"  foi introduzida pelo pecado, o homem tornou-se mortal, juntamente com os outros seres vivos; não tinha como resgatar-se a si mesmo tendo manchado sua alma pelo pecado, para tal, foi preciso que Deus enviasse seu Filho Unigênito, Jesus Cristo para que através d'Ele todos pudéssemos, com a sua graça, salvar a nossa alma da morte espiritual e o corpo que era incorruptível, tornou-se corruptível até ser restaurado no dia no Juízo. 

Tendo-o desperdiçado essa graça, tornou-se mortal juntamente com toda natureza e os seres vivos que nela habita; com exceção da alma de cada pessoa, que pela graça salvadora de Jesus Cristo, se tornou imortal e pode juntar-se ao corpo na ressurreição definitiva. Logo, quando chegar o dia da Ressurreição definitiva este estado temporal da morte não mais existirá, pois, ela, que é inimiga de Deus se findará. 

 "Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte". (1 Cor15,26) 

"Hoje, nenhum mortal pode resistir ao toque da morte. Naquele dia, a morte não poderá tocar nenhum dos salvos, pois Cristo irá aniquilá-la!" (1 Ts 4.16,17)

"Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.
Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.
Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecad
ores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. (...) "A fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor".(Rm 5,17-19.21)

É incabível acreditar na morte da alma pois, alma ou espírito é imortal. Deus é imortal, Deus é espírito. Então, na verdade, a morte da alma ganha outro sentido, tem o propósito de nos mostrar que a "alma" humana que vive afastada de Deus por consequência do pecado mortal (sem ter se arrependido em vida) não alcançará a salvação, viverá uma espécie de "morte" ou a falta eterna de Deus. Sofrerá de imediato as penas do julgamento e divino que virá no último dia como rezamos na Profissão de Fé ou Credo: "Está assentado à direita de Deus Pai de onde virá para julgar os vivos e os mortos".
Disse o Senhor Jesus:
"Temei antes aquele que pode destruir no inferno tanto a alma quanto o corpo". Mt10, 28.

Ou seja, a alma condenada ao inferno estará destruída, mas, não morta. Está destruída pela ausência total de Deus na vida e na morte torna a alma condenada ao suplício eterno que nós chamamos de "morte da alma". Na parábola do rico e do lázaro está a descrição de como  é o estado da alma do o justo e o injusto: Ambas não estão mortas, apenas em um estado diferente. Enquanto o justo, Lázaro goza da felicidade eterna junto de Deus, o rico epulão goza dos tormentos eternos.  

Lc16, 25-26:    Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá. Note que no texto a alma dialoga com Deus na figura de Abraão. Então, ela não está morta







(partes do texto do jornalzinho das testemunhas de Jeová)

As Testemunhas de Jeová estão ensinando a falsa doutrina que a alma é mortal. Ou seja, segundo eles, é mentira que a alma continua vivendo após a morte. Que isso foi uma ideia implantada no meio do povo judeu, entre os judaico-cristãos e no cristianismo em geral, pelos povos egípcios e outras religiões e pelos filósofos gregos. E que a Bíblia em parte alguma fala da imortalidade da alma. É mentira! Ora, a pergunta que faço é: quem não acredita na imortalidade da alma, pode acreditar em Deus sabendo que ele é imortal? Se nossa alma é mortal, para que Jesus morreu na cruz? 

Esse ensinamento deles é descabido de toda base teológica, pois, se realmente a alma fosse mortal, se ela acabasse juntamente com o corpo, no dia do juízo final Deus teria que recriar tudo de novo, uma alma para cada corpo. Logicamente essas almas teriam que ser sem pecado. A pessoa, o vivente não poderia ser julgado por Deus porque não existiria mais a existência do pecado. Não poderia existir o juízo final. No entanto a Bíblia diz que todos que morreram e os vivos ainda, enfrentarão o juízo final cada qual com sua alma, pois haverá a ressurreição, uns para a vida eterna, outros para a condenação eterna Mt25, 46.

A Igreja desde os primeiros séculos tem combatido muitas heresias. Muitos ensinamentos falsos surgem e continuarão surgindo. Acreditar mortalidade da alma é negar toda a fé cristã. Nós católicos temos como base de fé a Sagrada Escritura e a Tradição Apostólica. No Credo que professamos, concluindo dizemos: 
"Creio na ressurreição da carne e na vida eterna".

➤Romanos 14,7-9 - "Irmãos, nenhum de nós vive para si, e ninguém morre para si.
Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor.
Para isso é que morreu Cristo e retomou a vida, para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos".
Se portanto, cremos que há uma vida eterna destinada a todos os crentes, e que o Senhor Jesus ressuscitou tanto para os vivos quanto para os mortos, de maneira alguma podemos crer na da mortalidade da alma. 
Mesmo porque não faria sentido para nós, já que negar a imortalidade da alma é negar a própria eternidade de Deus, como consequência disso também negamos a Cristo, ao Espírito Santo santificador das almas e a própria Igreja. Pois, a Igreja existe para 1) Pregar o Evangelho; 2) Levar as almas à Salvação pelo Batismo. Nenhum cristão pode negar a imortalidade da alma.  
A Igreja atenta a tudo isso deixa para nós o que é a verdade, segundo as Escrituras Sagradas e segundo a Tradição Apostólica para que não caiamos na mentira desses falsos profetas e consequentemente na apostasia. Por isso, trago aqui parte o Catecismo da Igreja Católica que fala da existência e a imortalidade da alma, para que você tire suas dúvidas e aprenda de maneira segura e correta.


🔔🔔🔔Disse Jesus: "Eu vim como luz do mundo; assim quem crê em mim não ficará nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as guarda, eu não os condenarei, pois não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me despreza e não recebe as minhas palavras, tem quem as julgue; a palavra que anunciei julgá-lo-á no último dia. Em verdade, não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele mesmo prescreveu o que eu devo dizer e o que devo ensinar. E sei que meu mandamento é vida eterna. Portanto, o que digo, digo-o segundo o pai". (...) "Não perturbe o vosso coração. Credes em Deus, credes também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim não vos teria dito: pois, vou preparar-vos um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que onde eu estou, vós estejais. E vós conheceis o caminho para onde vou". (Jo12, 46-50:14, 1-4)    

➤1Cr 42-45.54. - "Assim também será a ressurreição dos mortos, semeado na corrupção , o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura:  A morte foi tragada pela vitória (Is25,8) Onde está o morte tuia vitória? Onde está, ó morte, teu aguilhão?" (Os13,14) 


Caros católicos, irmãos em Cristo, quando as Testemunhas de Jeová pregarem esta heresia a você, na porta de tua casa. Você terá toda base teológica para evangelizá-los. São nossos irmãos, precisam ser amados, como pede Nosso Senhor Jesus. Mas não podemos deixar de dizer a verdade, porque dizendo a verdade estamos agindo com caridade e amor. E também não podemos aceitar tais heresias porque elas nos levam a apostasia.  


Elmando V. Toledo


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 🔖 CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA🔖
Existência e Imortalidade da Alma

§466 – A heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana  unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante dela, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso em 431, confessam que “o Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por alma racional, se tornou homem”. A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho  de Deus, que a assumiu e a fez sua desde sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou em 431, que Maria se tornou de verdade “Mãe de Deus não porque o Verbo tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem um corpo sagrado dotado de uma alma racional, unido ao qual sua pessoa, se diz  que o Verbo nasceu segundo a carne”.

§467 – Os monofisistas afirmavam que a natureza humana tinha cessado de existir como tal em Cristo ao ser assumida por sua pessoa divina de Filho de Deus. Confrontado com essa heresia, IV Concílio Ecumênico de Calcedônia, confessou em 451:
Na linha dos santos padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo o Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, “semelhante a nós em tudo, em exceção do pecado”; gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos  dias, para nós e para a nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade. Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único, que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida por sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase.

§470 – Uma vez que a união misteriosa da Encarnação “a natureza humana foi assumida, não aniquilada”, a Igreja tem sido levada, ao longo dos séculos, a confessar a plena realidade da alma humana, com suas operações  de inteligência e vontade, e do corpo humano de Cristo. Mas, paralelamente, teve de lembrar toda vez que a natureza humana de Cristo pertence “in próprio” à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu.
Tudo que o Cristo é e o que faz nela depende do “Um na Trindade”. Por conseguinte, o Filho de Deus comunica à sua humanidade seu próprio modo de existir pessoal na Trindade. Assim, em sua alma como em seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade:
[O Filho de Deus] trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante em tudo, exceto no pecado.

§471 – Apolinário de Laodicéia afirmava que em Cristo o Verbo havia substituído a alma ou espírito. Contra este erro a Igreja confessou que o Filho assumiu também uma alma racional humana.

§472 – Esta alma humana que o Filho de Deus assumiu é dotada de um verdadeiro conhecimento humano. Enquanto tal, este não podia ser em si ilimitado: exercia-se nas condições históricas de sua existência no espaço e no tempo. Por isso o Filho de Deus ao tornar-se homem, pôde aceitar “crescer em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc2, 52) e também informar-se sobre aquilo que na condição humana se deve aprender de maneira experimental. Isto correspondia à realidade de seu rebaixamento voluntário na “condição de escravo”.     

§624 – “Pela graça de Deus, Ele provou a morte em favor de todos os homens” (Hb2,9). Em seu projeto de salvação dispôs que seu Filho não somente “morresse por nossos pecados”. (1Cr15, 3), mas também que se “provasse a morte”, isto é, conhecesse o estado da morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado do Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida aos infernos. É o mistério do sábado santo, que o Cristo depositado no túmulo manifesta o grande descanso sabático de Deus depois da realização da salvação dos homens, que confere paz ao universo inteiro. 

§625 – A permanência de Cristo no túmulo constitui o vínculo real entre o estado passível de Cristo antes da Páscoa e seu atual estado glorioso e Ressuscitado. E a mesma pessoa do “Vivente” quer dizer: “Estive morto, mais eis que estou vivo pelo séculos dos séculos. (Ap1, 18).
Deus [o Filho] não impediu a morte de separar a alma do corpo segundo a ordem necessária à natureza, mas os reuniu novamente a um outro pela Ressurreição, a fim de ser ele mesmo em sua pessoa o ponto de encontro da morte e da vida, sustando nele a decomposição da natureza, produzida pela morte, e tomando-se ele mesmo princípio de reunião para as partes separadas.

§626 – Visto que o “Príncipe da vida” que mataram é o mesmo “Vivente que ressuscitou” é preciso que a Pessoa Divina do Filho de Deus tenha continuado a assumir sua alma e seu corpo separados entre si pela morte:
Pelo fato de que a morte de Cristo a alma tenha sido separada da carne, a única pessoa não foi dividida em duas pessoas, pois o corpo e a alma de Cristo existiram  da mesma desde o início na pessoa do Verbo; a na morte embora separados um do outro, ficaram cada um com a mesma e única pessoa do Verbo.

§630 – Durante a permanência de Cristo no sepulcro, sua Pessoa Divina continuou a assumir tanto a sua alma como seu corpo, embora separados entre si pela morte. Por isso o corpo Cristo morto “não viu a corrupção” (At2, 27).

§632 – As freqüentes afirmações do Novo Testamento segundo as quais Jesus “ressuscitou dentre os mortos” (1Cr15, 20) pressupõem, anteriormente à ressurreição, que este tenha ficado na Morada dos Mortos. Este é o sentido primeiro que a pregação apostólica de à descida de Jesus aos infernos: Jesus conheceu a morte com todos os seres humanos e com a alma esteve com eles na Morada dos Mortos. Mas para lá foi como Salvador, proclamando a boa nova aos espíritos que ali estavam aprisionados.

§637 – O Cristo morto, em sua alma unida à sua pessoa divina, desceu à Morada dos Mortos. Abriu-nos as portas do céu aos justos que o haviam precedido.

§650 – Os padres da Igreja contemplam a ressurreição a partir da pessoa divina de Cristo que ficou unida à sua alma e a seu corpo separados entre si pela morte: “Pela unidade da natureza divina, que permanece presente em cada uma das duas partes do homem, estas se unem novamente. Assim a morte se produz pela separação do composto humano, e a Ressurreição, pela união das duas partes separadas.

➤A.26.2 – Batismo e Confirmação imprimem caráter a alma.

§1280 – O Batismo imprime na alma um sinal espiritual indelével, o caráter, que consagra o batizado ao culto da religião cristã. Em razão do caráter, o Batismo não pode ser reiterado.

§1304 – Como o Batismo, do qual é consumação, a Confirmação é dada uma vez, pois imprime na alma uma marca espiritual indelével, o “caráter”, que é o sinal de Jesus Cristo assinalou um cristão com o selo do Espírito Santo, revestindo-o da força do alto para ser sua testemunha.

§1317 – A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou caráter indelével; razão pela qual só se pode receber este sacramento uma vez na vida.

➤A.26.3 – Corpo e  alma.

§362 – A pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que “O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido de Deus.

§363 – Muitas vezes o termo alma designa na Sagrada Escritura a vida humana inteira. Mas designa o que há de mais íntimo no homem e o que há nele de maior valor, aquilo que mais particularmente o faz ser imagem de Deus: “alma” significa princípio espiritual do homem.

§364 – O corpo do homem participa da dignidade da “imagem de Deus”: ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está designada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito Santo.
Unidade de corpo e de alma, o homem, por sua própria condição corporal, sintetiza em si os elementos do mundo material, que nele assim atinge a plenitude e apresenta livremente ao Criador um voz de louvor. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrário, deve estimar seu corpo, porque criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.

➤A.26.4 – A criação da alma.

§366 – A Igreja ensina que cada alma espiritual é diretamente criada por Deus – não é produzida pelos pais – e é imortal: ela não perece quando da separação do corpo na morte e se unirá novamente ao corpo no dia da ressurreição final.

⇨§658 – Cristo, “primogênito dentre os mortos” (Cl1, 18), é o princípio de nossa própria ressurreição, desde já pela justificação de nossa alma, mais tarde pela vivificação de nosso corpo.

§1421 – O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, n a força do Espírito Santo, sua obra de cura e salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e da Unção dos Enfermos.

§1021 – A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao recolhimento ou à recusa da graça divina manifestada no Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao ladrão assim como os outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma pode ser diferente para uns e outros.

§1051 – Cada homem, em sua alma imortal, recebe sua retribuição eterna a partir de sua morte, em um juízo particular feito por Cristo, juiz dos vivos e dos mortos.

➤A.26.7 – Espírito Santo alma da Igreja,  Corpo Místico de Cristo.

§809 – A Igreja é Templo do Espírito Santo. O Espírito Santo. O Espírito é como a alma do Corpo Místico, princípio de sua vida, da unidade na diversidade e da riqueza de seus dons e carismas.

➤A.26.8 – Espírito alma e corpo.

§367 – Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”, seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor. (1Ts5, 23). A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma qualidade na alma. “Espírito” significa que o homem está ordenado desde a sua criação para seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus.  

➤A.26.9 – A Eucaristia cumula a alma de graça.

§1323 – “Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Senhor instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e seu Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que ele volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da unidade, vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e n os é dado o penhor da glória futura”.  

§1402 – Em uma oração, a Igreja aclama o mistério da Eucaristia: “O sacrum convivuium in quo Christus sumitur. Recolitur memoria passionis eius; mens impletur gratia et futurae gloriae nobis datur – O sagrado banquete, em que  de Cristo nos alimentamos. Celebra-se a memória de sua paixão, o espírito é repleto de graças e se nos dão penhor da glória”. Se a Eucaristia é o memorial da Páscoa do Senhor, se por nossa comunhão ao altar somos repletos “de todas as graças e bênçãos do céu”, a Eucaristia também a antecipação da glória celeste.   

➤A.26.10 – Eucaristia divindade – Eucaristia e presença de Cristo no corpo e sangue.

§1374 – O modo de presença de Cristo sob as duas espécies é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com que da seja “como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual tendem todos os sacramentos”. No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão “contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e Sangue, juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo”.  – “Esta presença chama-se ‘real’ não por exclusão, como se as outras não fossem ‘reais’, mas por antonomásia, porque é por ela Cristo, Deus e homem, se torna presente completo”.

➤A.26.11 – Glorificação do corpo e da alma.

§1402 – No fim dos tempos, o Reino de Deus chegar-se-á à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificado em corpo e alma, e o próprio universo será renovado.
Então a Igreja será “consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o gênero humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo”.

§1502 – “Cremos que as almas de todos os que morrerem na graça do Cristo constituem o povo de Deus para além da morte, a qual definitivamente vencida no dia da ressurreição, quando essas almas serão novamente unida a seus corpos”.

➤A.26.12 – Homem dotado de alma.

§1934 – Criados à imagem do Deus único, dotados de uma mesma alma racional, todos os homens têm a mesma natureza e a mesma origem. Resgatados pelo sacrifício de Cristo, todos são convidados a participar na mesma felicidade divina; todos gozam portanto, de igual dignidade.
➤A.26.13 – Criados à imagem de Deus.

Criados à imagem do Deus único, dotados de uma mesma alma racional, todos os homens têm a mesma natureza e a mesma origem. Resgatados pelo sacrifício de Cristo, todos são convidados a participar na mesma felicidade divina; todos gozam portanto, de igual dignidade.
Todavia nas condições históricas em que se encontra, o homem enfrenta muitas dificuldades para reconhecer a Deus apenas com a luz de sua razão.
“Pois embora a razão humana, absolutamente falando, possa chegar com suas forças e lume naturais ao conhecimento verdadeiro e certo de um Deus pessoal, que governa e protege o mundo com sua Providência, bem como chegar ao conhecimento da lei natural impressa pelo Criador em nossas almas, de fato, muitos são os obstáculos que impedem a mesma razão de usar eficazmente e com resultado desta sua capacidade natural.

As verdades  que se referem a Deus e às relações entre os homens e Deus são verdades que transcendem completamente a ordem das coisas sensíveis e quando estas verdades atingem ma vida prática e a regem, requerem sacrifício e abnegação. A inteligência humana, na aquisição destas verdades, encontra dificuldades tanto por parte dos sentidos e da imaginação como por parte das más inclinações, provenientes do pecado original. Donde vemos que os homens em tais questões, facilmente procuram  persuadir-se de que seja falso ao menos duvidoso aquilo que não desejam que seja verdadeiro”.
O homem participa da sabedoria e da bondade do Criador, que lhe confere o domínio de seus atos e a capacidade de se governar em vista da verdade e do bem. A lei natural exprime o sentido moral original, que permite ao homem discernir, pela razão, o que é o bem e o mal, a verdade e a mentira.

A lei natural se acha escrita, gravada na alma de todos e de cada um dos homens, porque ela é a razão humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar. (...) Mas, esta prescrição da razão não poderia ter força de lei se não fosse a voz e o intérprete de uma razão mais alta, à qual nosso espírito e nossa liberdade deve submeter-se.

➤A.26.14 – Mandamento “Amarás o Senhor... de toda tua alma.

§2055 – Quando lhe é feita a pergunta: “Qual é o maior mandamento da lei?”  (Mt22, 36). Jesus responde: “Amarás o Senhor, teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: amarás ao próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem a lei dos profetas”. (Mt22, 37-40) – O Decálogo deve ser interpretado à luz desse duplo mandamento da caridade, plenitude da lei:

Os preceitos – não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás e todos os outros – se resumem nesta sentença: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é a plenitude da lei (Rm13, 9-10).                 

➤A.26.15 – Maria assunta ao Céu de corpo e alma.

§966 – “Finalmente, a Imaculada Virgem Maria, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminando o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo”. A  Assunção da Virgem Maria é uma participação singular da Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos.

Em vosso parto, guardastes a virgindade; em vossa dormião, não deixastes o mundo, ó mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes Deus vivo e, por vossas orações, livrareis as almas da morte.

§974 – Depois de encerrar o curso de sua vida terrestre, a Santíssima Virgem Maria foi elevada de corpo e alma à glória do céu, onde já participa da glória da ressurreição de seu Filho, antecipando a ressurreição de todos os membros de seu corpo. 
 
➤A.26.16 – Oração e alma.

§2559 – “A oração é uma elevação da alma ou o pedido a Deus dos homens convenientes. De onde falamos nós, ao rezar? Das alturas de nosso orgulho ou vontade própria ou das “profundezas” (Sl130,1) de um coração humilde e contrito? Quem se humilha será exaltado. A humildade é o fundamento da oração. “Nem sabemos o que seja conveniente pedir” (Rm8, 26). A humildade é disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus.

§2562 – De onde vem a oração humana? Qualquer que seja a linguagem da oração (gestos, palavras), é o homem todo que reza. Mas, para designar o lugar onde brota a oração, as Escrituras falas às vezes da alma e do espírito, geralmente do coração (mais de mil vezes). E o coração que reza. Se ele está longe de Deus, a expressão da oração é vã.

§2590 – “A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes”.

§2700 – Deus fala ao homem por sua Palavra. É por palavras, mentais ou vocais, que nossa oração cresce. Mas o mais importante é a presença do coração naquele a quem falamos na oração. “Que nossa oração seja ouvida depende não da quantidade de palavras, mas do fervor de nossas almas”.

§2703 – Essa necessidade corresponde também a uma exigência divina. Deus procura adoradores em espírito e verdade e, por conseguinte, a oração que sobe viva das profundezas da alma. Ele quer a expressão exterior que associa ao corpo à oração interior, pois ela lhe traz esta homenagem perfeita de tudo aquilo que Ele tem direito.

§2079 – O que é a oração mental? Santa Teresa responde: “A oração mental, ao meu ver, é apenas um relacionamento íntimo de amizade em que conversamos muitas vezes a sós com esse Deus por quem nos sabemos amados”.
A oração mental busca “aquele que meu coração ama”. É Jesus e, nele, o Pai. Ele é procurado porque desejá-lo é sempre o começo do amor, e é procurado na fé pura, esta fé que nos faz nascer dele e viver nele. Na oração, podemos ainda mediar; contudo, o olhar se fixa no Senhor.

➤A.26.17 – Oração e as almas do purgatório.    

§1498 – Pelas indulgências os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do purgatório a remissão das penas temporais, conseqüências dos pecados.

➤A.26.18 – Palavra de Deus alimento da alma.

§127 – O Evangelho quadriforme ocupa a Igreja um lugar único, como atesta a veneração que lhe tributa a liturgia e o atrativo incomparável que desde sempre tem exercido sobre os santos:
Não existe nenhuma doutrina que seja melhor, mais precisa e mais esplêndida que o texto do Evangelho. Vede e retende o que nosso Senhor e Mestre, Cristo, ensinou com suas palavras e realizou com seus atos.
É acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo que me é necessário para a minha alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos.

§1131 – Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacramentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naqueles que os recebem com as disposições exigidas.

➤A.26.19 – O pecado e  sua influência na alma. 

§400 – A harmonia na qual estavam, estabelecida graças à justiça original, está distribuída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo é rompido. A união entre homem e mulher é submetida de tensões; suas relações serão marcadas pela cupidez e pela dominação (cf. Gn3, 16). A harmonia com a criação está rompida: a criação visível tornou-se para o home  estranha e hostil. Por causa do homem, a criação está submetida “à escravidão da corrupção”.
Finalmente vai realizar-se a conseqüência explicitamente anunciada para o caso da desobediência: O homem “voltará ao pó do qual foi formado”. A morte entra na história da humanidade.

§403 – Na linha de São Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens é sua inclinação para o male para a morte são incompreensíveis, a não ser referindo-se ao pecado de Adão e sem o fato de que este transmitiu um pecado que por nascença nos afeta a todos “morte da alma”. Em razão desta certeza de fé, a Igreja ministra o batismo para o perdão dos pecados mesmo às crianças que não cometeram pecado pessoal.

§1035 – O ensinamento da Igreja ensina a existência da eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do inferno, “o fogo eterno”. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade as quais foi criado a as quais aspira.

§1456 – A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da Penitência. “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os seus pecados mortais de que têm consciência, depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente  contra os dois últimos preceitos d Decálogo (cf. Ex20, 17; Mt5, 28), pois, às vezes, esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos”.
Quando os cristãos se esforçam para confessarem todos os pecados que lhes vêm na memória, não se pode duvidar que tenham intuito de apresentá-los todos ao perdão da misericórdia divina. Os que agem de outra forma, tentando ocultar os pecados conscientemente , não colocam diante da bondade divina nada que ela possa perdoar por intermédio do sacerdote. Pois, “se o doente tem vergonha de mostrar a ferida ao médico, a medicina não pode curar aquilo que ignora”.

§1863 – O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral; merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que fica sem arrependimento dispõem-nos pouco a pouco a cometer o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus. “Não priva a graça santificante, da amizade com Deus, da caridade nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna”.
O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideras insignificantes: se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los.
Um grande número de objetos leves faz uma grande massa. Um grande numero de gotas enche um rio. Um grande numero de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo a confissão...

➤A.26.20 – Ressurreição reunião da alma e corpo.      

§990 – O terno “carne” designa o homem em sua condição de fraqueza e de mortalidade. A “ressurreição da carne” significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo nossos “corpos mortais” readquirirão a vida. (Rm8, 11).

§997 – O que é “ressuscitar”? Na morte, que é a separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, ao passo que sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser unida novamente a seu corpo glorificado. Deus em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da Ressurreição de Jesus.

§1005 – Para ressuscitar com Cristo é preciso morrer com Cristo, é preciso “deixar a mansão deste corpo para ir morar junto do senhor” (2Cr5, 8). Nesta “partida” que é a morte, a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da Ressurreição dos Mortos.

§1016 – Pela morte, a alma é separada do corpo, mas a ressurreição Deus restituirá a vida incorruptível ao nosso  corpo transformado, unindo-o novamente à nossa alma. Assim como Cristo ressuscitou e vive para sempre, todos nós ressuscitaremos no último dia.

➤A.26.21 – Os sacramentos perdão para a cura da alma.  

§978 – “No momento em que fazemos nossa primeira profissão de fé, recebendo o santo Batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão completo que não nos resta absolutamente nada a pagar, seja do pecado original, seja dos pecados cometidos por nossa própria vontade, nem nenhuma pena a sofrer para expiá-los. (...) Contudo, a graça do Batismo não livra ninguém de todas as fraquezas da natureza. Pelo contrário, ainda temos de combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal”.

§981 – Depois da Ressurreição, Cristo enviou seus Apóstolos para “anunciar a todas as nações o arrependimento em seu Nome, em vista da remissão dos pecados” (Lc24, 47). Este “ministério de reconciliação” (2Cr5, 18) os Apóstolos e seus sucessores não o exercem somente anunciando aos homens o perdão de Deus merecido para nós por Cristo e chamando-os à conversão a à fé, mas também comunicando-lhes a remissão dos pecados pelo Batismo e reconciliando-os com Deus e com a Igreja graças ao poder das chaves recebido de Cristo.
A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados, afim de viver com Cristo cuja graça nos salvou.

§1520 – Um dom particular do Espírito Santo O principal dom deste sacramento é uma garça de reconforto, de paz e de coragem para vencer as dificuldades próprias do estado de enfermidade grave ou da fragilidade da velhice. Esta graça é um dom do Espírito Santo que renova a confiança e a fé em Deus e fortalece contra as tentações do maligno, tentação de desânimo e de angústia diante da morte. Esta assistência do Senhor pela força do seu Espírito quer levar o enfermo à cura da alma, mas também à do corpo, se for esta a vontade de Deus. Além disso, “se ele cometeu pecados, eles lhes são perdoados” (Tg5, 15). 

➤A.26.22 – A salvação da alma.

§95 – “Fica portanto, claro que segundo o plano sapientíssimo divino, a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja estão de tal modo entrelaçados e unidos que um não tem consciência sem os outros, e que juntos, cada qual a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas".

§1023 – Os que morreram na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque vêem “tal como ele é” (Jo3,2), face a face (1Cr13,12):

Com essa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram (...) ou ainda se houve o há algo a purificar quando, depois da morte, tiveram acabado de fazê-lo, (...) antes mesmos da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste de Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina como uma visão intuitiva a até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.

§1053 – “Cremos que a multidão daquelas que estão reunidas em torno de Jesus e de Maria no paraíso forma a Igreja no céu, onde a beatitude eterna vêem a Deus tal como Ele é, e onde estão também, os graus diversos, associadas aos santos anjos ao governo divino exercido pelo Cristo na glória, intercedendo por nós e ajudando nossa fraqueza por sua solicitude fraterna”.

§2032 – A Igreja, “coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm3, 15) “recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de pregar a verdade da salvação”.
“Compete à Igreja anunciar sempre e por toda parte os princípios morais, mesmo referente à ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer questão humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”.

§2264 – O amor si mesmo permanece um principio fundamental da moralidade. Portanto, é legítimo fazer respeitar seu próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor:
Se alguém, para se defender, usar de violência mais do que o necessário, seu ato será lícito.
Mas, se a violência for repelida com medida, será lícito... E não é necessário para a salvação omitir este ato de comedida proteção para evitar matar o outro, porque, antes da de outrem, se será obrigado a cuidar da própria vida.

§2280 –Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que “lha deu e que dela é sempre o único soberano Senhor”. Devemos receber a vida como reconhecimento e preservá-la para a honra dele e salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela.

§2420 – A Igreja emite juízo moral, em matéria econômica e social, “quando o exigem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”. Na ordem da moralidade, tem uma missão distinta da missão das autoridades políticas. A Igreja se preocupa com os aspectos temporais do bem comum em razão de sua ordenação ao Sumo Bem, nosso fim último. Procura inspirar as atitudes justas na relação com os bens terrenos e nas relações socioeconômicas.

§2458 – A Igreja emite juízo em matéria econômica e social quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas exigem. Preocupa-se com o bem, comum temporal dos homens em razão de sua ordenação ao Somo Bem, nosso fim último.

➤A.26.23 – Significado da alma.

§363 – Muitas vezes o termo alma se designa na Sagrada Escritura a vida humana ou a pessoa humana inteira. Mas designa também o que há de mais íntimo no homem e o que há nele de maior valor, aquilo que particularmente o faz ser a imagem de Deus: “alma” significa o princípio espiritual do homem.

➤A.26.24 – Sanais da alma espiritual.   

§33 – O homem: com sua abertura à verdade e à beleza, com seu senso do bem moral, com sua liberdade e a voz de sua consciência, com sua aspiração ao infinito e à felicidade, o homem se interroga sobre a existência de Deus. Mediante a tudo isso percebe-se sinais de sua alma espiritual. Como “semente de eternidade que leva dentro de si, irredutível matéria”. Sua alma não pode ter origem senão em Deus.

➤A.26.25 – A unidade da alma e do corpo do homem.

§327 – A profissão de fé do IV Concílio de Latrão afirma que “Deus criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida, a criatura humana, que tem algo de ambas, por compor-se de espírito e de corpo”.

§362 – A pessoa humana criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime a realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que “O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem tornou-se um ser vivente” (Gn2, 7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.

§364 – O corpo do homem participa da dignidade da “imagem de Deus”: ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito.
Unidade de corpo e de alma, o homem , por sua própria condição corporal, sintetiza em si os mesmos do mundo material, que nele assim atinge sua plenitude e apresenta livremente ao Criador uma voz de louvor. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrário, deve estimar e honrar seu corpo, porque criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia.

⇨§365 – A Unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a “forma” do corpo; ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.

§382 – O homem é, “corpore et anima anus” – uno de corpo e alma. A doutrina da fé afirma que a alma espiritual e imortal é criada diretamente por Deus

§992 – A ressurreição dos mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na ressurreição e corporal dos mortos foi-se impondo como uma conseqüência intrínseca da fé em um Deus criador do homem inteiro, alma e corpo. O Criador do céu e da terra é também aquele que mantém sua aliança com Abraão e sua descendência. E nesta dupla perspectiva que começará a exprimir-se a fé na reação. Nas provações, os mártires Macabeus confessam:
O Rei do mundo nos fará ressurgir para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis (2Mc7, 9). É desejável passar para a outra vida pelas mãos dos homens, tendo da parte de Deus as esperanças de ser um dia ressuscitado por Ele (2Mc7, 14).

§1004 – Enquanto aguardam este dia, o corpo e a alma do crente participam desde já da dignidade de ser “de Cristo”; daí a exigência do respeito para com seu próprio corpo, mas também para como de outrem, particularmente quando este sofre:
O corpo é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós por seu poder. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? (...) Não pertenceis a vós mesmos (...) Glorificai , portanto, a Deus em vosso corpo (1Cr6, 5.19-20).

§1060 – No fim dois tempos, o reino de Deus chegará a sua plenitude. Então, os justos reinarão com Cristo para sempre, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo material será transformado. Então Deus será “tudo em todos” (1Cr15, 28), na vida Eterna.

§1503 – A compaixão de Cristo para com os doentes e suas numerosas  curas de enfermos de todo tipo não um sinal evidente de que “Deus visitou seu povo e de que o Reino de Deus está próximo”. Jesus não só tem o poder de curar, mas também de perdoar os pecados: ele veio curar o homem inteiro, alma e corpo; é o médico de necessitam os doentes. Sua compaixão para com todos aqueles que sofrem é tão grande que ele se identifica com eles: “Estive doente e me visitastes” (Mt25, 36). Seu amor de predileção pelos enfermos não cessou, ao longo dos séculos, de despertar a atenção toda especial dos cristãos para com todos os que sofrem no corpo e na alma. Este amor está na origem dos incansáveis esforços para aliviá-los.

§2332 – A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade corpo e alma. Diz particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros.

➤A.26.26 – As virtudes teologais infusas nas almas.

§1813 – As virtudes teologais, fundamentam, animam e caracterizam o agir moral do cristão. Informam e vivificam todas as virtudes morais. São infundidas por Deus na alma dos fiéis para torná-los capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano. Há três virtudes teologais: A Fé, a Esperança e a Caridade.