terça-feira, 26 de junho de 2012

NOSSA VOCAÇÃO - Testemunhas da Salvação Universal

O amor de Deus não se detém na história de um povo, nas fronteiras de uma Igreja, nos ritos de uma religiosidade.

Deus é a fonte de salvação para toda  a humanidade e Jesus veio ao mundo dar testemunho para todos que, no amor, se conduzem pela fome e sede de justiça, fraternidade e paz.

Deus não se confina às páginas da Bíblia e a missão de Jesus não se limita às palavras do Novo Testamento. Também os não-cristãos estão sob bênção e reconhecem o Deus verdadeiro.

Jesus de Nazaré tem sido aquela luz que inspira e liberta as pessoas em busca de uma vida mais digna, sem que necessariamente transponha o limiar da Igreja Católica.

Jesus tem a ver não só com os que foram batizados em eu nome, mas com todos que superam a revolta o medo na paciente e corajosa resistência contra toda forma de violência e exclusão.

Se debaixo do Céu não há nenhum outro Nome em que possamos ser partícipes da Vida e da Salvação, também aguardam seu amor todos que praticam a solidariedade.

Muros sejam derrubados e preconceitos sejam superados, pois "há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" e todos vivemos sob o impulso da mesma esperança, embora os caminhos possam ser diversos. 
Podemos dizer enquanto nesta ou naquela Igreja que nossas idéias se divergem, mas, lá fora somos todos pertencentes ao rebanho do único Senhor.
Lutamos pelos mesmos ideais, proclamamos o mesmo Evangelho para que todos possam chegar ao conhecimento do Caminho e da única Verdade, que é Jesus.

Por isso, Deus nunca nos abandona, embora sejamos pecadores Ele conserva em nível elevado sua paternidade e nossa condição de filhos adotivos a um destino, a glória. A todos comunica sua graça e a estende de modo especial não importa quem somos ou o que fazemos.
Jesus nos vocaciona para trocar a desconfiança, o isolamento, por uma abertura fraterna, capaz de nos fazer enxergar que todos somos filhos de um único Pai, que Jesus é nosso irmão e se Ele é nosso irmão então somos uma  só família não importa se somos cristãos ou não, devemos ser abertos a todos.

Mais do que uma cultura mundial ou Igreja única devemos fraternizar a multiplicidade de culturas e religiões, sem particularismo e com o denominador comum de uma fraternidade universal.

Pois o mandado de Jesus se estende ao mundo inteiro, pois todos, negros, brancos, índios, mestiços... todos são receptáculos do Evangelho e da salvação.
Cristo nos envia não para forçar uma religião, mas para colocar o amor de Deus através de Jesus como uma proposta de vida. 

Pois Deus quer que através de nós e de nosso testemunho, possamos fazer com que as pessoas possam conhecê-lo e amá-lo através do amor salvador e redentor de seu Filho JESUS.

CRER TEM A VER COM CRISTO

Enxergar no insignificante, espelhado em tudo e todos, o respirar de algo mais que deseja deslizar em nossa pequenez como mediação do grande Mistério, fazendo que se anuncie além fronteiras.

Envolver-se na ondulação do espírito que ecoa em nosso sonhar, sentir, falar e agir; e captar a misteriosa coesão que vibra em tudo e em todos, reconhecendo que a vida é o bem mais do que é.

Abraçar sempre mais a urgência de existir e inalar o sopro de Deus, expondo-se à luz, em tudo, a fim de tornar  mais sereno o ser mais responsável o agir em vista de boa qualidade de vida.

Orientar-se., nos avaliar e agir por visão ampla e postura solidária, em fragilidade assumida e medos partilhados, mergulhando no cotidiano como desafio feito convite ao crescimento.

Abrir-se aos outros por presença amiga e doação transformadora, em clima de confiança e sem programar demais, haurindo também do imprevisto uma nova oferta para a aventura do existir.

Acolher cada momento , com desapego, em seu significado que liga nossas experiências ao bem comum, permitindo assim que algo novo evidencie a transcendência  na finitude humana.

Ativar, em tudo que empreendemos,  a alma de poesia e o espírito de obra de arte, suscitando encantamento para sinalizar a luz, cujo o brilho e a rotina não consegue ofuscar.

Seguir o compasso do sonho que imprime alegria ao provisório e revela algo milagroso no cotidiano, fazendo nascer vida nova do vazio de uma decepção ou de uma semente que morre.

Caminhar ao encontro de si nas intempéries da existência e cumprir o sentido da própria missão, fazendo com afinco e criatividade o individual e servir ao social e o sagrado e o profano.




No humano deixar tocar-se pelo divino, erguer o que está prostrado e enriquecer com esperança adiamento e dor, integrando fragmentos para captar algo surpreendente até o que é banal.


Lição de Vida:



O POTE RACHADO



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponto de uma vara, que ele carregava atravessada em seu pescoço.


Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e chegava sempre cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.


Foi assim por dois anos, diariamente o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote cheio estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.


Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:


- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? - Perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de carregar apenas metade da água, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo por seus esforços - disse o pote.


O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Assim que retornarmos para a casa do meu senhor, quero que perceba as flores pelo caminho.


De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho e isso lhe deu ânimo.
Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal, porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.


Disse o homem ao pote:


- Você notou pelo caminho só havia flores do seu lado?


Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essas lindas flores para embelezar a sua casa.


Cada um de nós tem seus próprios defeitos. Todos nós somos como potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor Deus vai usar nossos defeitos para embelezar ainda mais e mesa do pai.
Na grandeza econômica de Deus, que nos ama e nos quer bem nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Basta reconhecê-los, e eles, com certeza, embelezarão a mesa de alguém... pois é das fraquezas que nasce a força... devemos lembrar de que Jesus se humilhou na Cruz por nós, e assim como um pote rachado, estava seu coração rachado, traspassado, jorrou água, e vaza sobre nós inúmeras graças, são flores que colhemos e que seu coração aberto regou para que colhêssemos.
Assim não importa nossas imperfeições, importa que Deus ama cada um de nós, e faz de nossas imperfeições as perfeições que constroem um mundo melhor.


"Deus nos modela de tal forma, como o oleiro modela o vaso. De modo que tenhamos uma beleza particular e com ela contribuamos para a beleza de um mundo melhor! "   
        
Somos potes rachados, isto é, somos limitados e imperfeitos, mas mesmo com nossas imperfeições, podemos modificar o ambiente em que vivemos, construir uma sociedade melhor, com valores que edificam a todos. Assim, a água que jorramos para fora, não deve se perder mas deve cultivar as flores da alegria e da solidariedade, da paz e do amor. Podemos, mesmo com nossas fragilidades lutar por um mundo mais justo e pacífico. Jesus disse que: São "bem-aventurados" os justos, os pacificadores e os misericordiosos, os que tem fome e sede de justiça, os humildes, os que choram e os perseguidos, porque, assim como Ele, grande será nossa alegria no céu.


 Assim, pois, não importa nossa pequenez, não importa nossas limitações, não importa que nos critique, não importa se somos frágeis, se caímos, se levantamos, importa que apontemos, não o dedo para as pessoas, mas apontemos Jesus aos que estão precisando, e com Jesus sigamos a fazer o bem sem esperar recompensa, pois a recompensa são flores que brotarão depois com o passar do tempo. Deus faz das imperfeições a perfeição, eleva os humildes e o que parece ser infelicidade, Deus pode fazer tornar felicidade... Por isso quando olhamos para a humilhação de Cristo na Cruz, logo também olhamos para a glória e a grandeza da vitória da ressurreição.
Se acharmos que para pregar o Evangelho temos que ser perfeitos, estamos enganados, pois o  Evangelho consiste em que sejamos portadores da humildade e dentro das nossas limitações sejamos capazes de sair vencedores com o que somos e não com o que aparentamos ser, pois Deus humilha os soberbos e eleva os humildes. Mesmo como "potes rachados" cheios do Espírito Santo, podemos regar os caminhos secos e torná-los férteis capazes de produzir as sementes do Evangelho. Ao parar aqui e ali, ao deixar escapar esta água, faremos com que muitos "chãos" que nunca conheceram Jesus, seja regado e logo veremos que as "flores" da Palavra foram regadas e nasceram graças às rachaduras.
Jesus poderia escolher até as criaturas celestes mais perfeitas para anunciar o Evangelho, no entanto, escolheu gente simples, homens simples para que o Evangelho não apenas se torne uma causa mas uma família, e assim sua Palavra possa não só servir para ser anunciada mas para curar-nos à medida que caminhamos. Devemos lembrar que até que nossas "rachaduras" estejam fechadas, antes é necessário vazar a água do amor que todos precisam beber.
  
Jesus não olha nossas limitações, Ele olha nossa boa vontade  e o "por-se de pé" o "ir-se à luta" o "enjangar-se";  Ele vê e aceita nossas escolhas, Jesus precisa de cada um de nós para a construção de seu Reino. 
Podemos e devemos nos sentir felizes quando essa "água" de nossas boas ações servir para enriquecer nosso ambiente seja ele social ou familiar.
Para isso o pouco que temos se regado com esperança e fé, fazer-se-á muitos frutos, muitas flores na estrada de nosso caminhar.
Jesus disse que se conhece a árvore pelo seu fruto, bom ou ruim. Devemos ser vasos que jorram águas para fertilizar e nascer "flores de amor" nos corações, principalmente onde não há nenhuma esperança, é nosso dever insistir para que as pessoas  sejam regadas com a água de nosso amor, a fim de construir um mundo mais justo, mais humano e fraterno.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada a oferecer, e, se podemos fazer o bem devemos ocupar nosso lugar exercer nossa vocação de filhos e filhas de Deus, embora sejamos limitados, pela metade, grande será nossa recompensa em ver o bem acontecer. 
  






sábado, 23 de junho de 2012

SÃO TARCÍSIO - Padroeiro dos Acólitos ou Coroinhas e dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística


Você conhece São Tarcísio?


Vamos conhecer um pouco mais da história deste santo, que é pouco conhecido, mas é o padreiro dos acólitos ou coroinhas e dos ministros extraordinários da Comunhão Eucarística.

Tarcísio era acólito, isto é, coroinha na Igreja em Roma, servia no altar nos serviços secundários, acompanhava o próprio santo padre o Papa na celebração da Santa Missa. No decorrer da perseguição do Imperador Romano Valeriano, muitos cristãos foram presos e condenados à morte. Era costume levar (as escondidas) a Eucaristia  aos cristãos que estavam presos para reanimá-los na fé.
Um dia, às vésperas de um martírio de cristãos foi preciso que levasse a Eucaristia a eles. O problema era a falta de pessoas que pudessem ter a coragem de passar pelos soldados romanos para levá-la.
Foi quando Tarcísio se ofereceu e disse: "Deixe-me levar a Eucaristia, estou pronto. Posso passar pelos pagãos sem ser percebido, ainda sou uma criança". Mas o Santo padre o Papa Sisto II temia-lhe a morte, tinha medo de que os pagãos o obrigasse  a entregar a Eucaristia a eles e o matassem.
Mas Tarcísio respondeu ao Santo padre dizendo que preferia a morte do que entregar a Eucaristia a eles. E disse essas palavras: "Prefiro a morte que trair meu Senhor!"
O Papa Sisto II então entregou-lhes a Eucaristia dizendo: "Aqui está Jesus, que levarás aos nossos irmãos prisioneiros. Que Ele te acompanhe, vai meu filho!"
E ninguém havia reparado aquele menino que caminhava um tanto fora da rua com as mãos sobre o peito, guardando seu bem mais precioso: O Santíssimo Sacramento!
Passando por uma rua chamada Via Ápia, alguns garotos chamaram-no para brincar, mas Tarcísio se recusou dizendo que estava levando um recado urgente. Os garotos insistiram... tentando descobrir o que Tarcísio levava. Diante da recusa os garotos ameaçaram empurrá-lo, ele porém resistia, porque sabendo que eram pagãos poderiam profanar o Corpo de Cristo.
Sua resistência fez aumentar a ira dos garotos e descobriram que era um cristão... então começaram a lhe dar pontapés e pedradas. Tarcísio caiu ao chão, todo ensanguentado, (e a brutalidade foi tamanha que o levou à morte).
As mãos de Tarcísio continuava protegendo o Santíssimo Sacramento. Para surpresa de todos surge ali um soldado que às escondidas frequentava o culto dos cristãos. Os garotos ao verem que o soldado se aproximava fugiram... deixando ali o pobre garoto ferido e agonizando. Ele porém, levantou-o do chão e exclamou surpreso e muito comovido: "É o Tarcísio! já o vi nas catacumbas fazendo orações!


**No início do cristianismo, por causa da perseguição aos cristãos, estes se reuniam nas catacumbas (espécie de cemitério com túmulos subterrâneos onde enterravam os mortos) e ali faziam suas orações, pois, o culto cristão era proibido. 

O pequeno mártir não resistiu e morreu nos braços do soldado com as mãos sobre o peito apertando ainda mais a Santíssima Eucaristia.
Esta é a história desse pequeno acólito que com mais ou menos doze anos tanto amou Jesus Sacramentado que deu sua vida à protegê-Lo. Ele é para nós hoje um exemplo a ser seguido.
Seu dia é comemorado em 15 de agosto.


A história do martírio desse pequeno e ao mesmo tempo grande santo mártir do início do cristianismo, nos faz hoje rever de que forma estamos vivendo nossa fé. 
Tarcísio teve uma atitude heroica, aliás, os santos quando viveram sua fé a exerceram de formas heroicas. Isto é com a bravura de um soldado. lutaram e defenderam a causa do Evangelho, não por imposição, mas por amor a Jesus Cristo.


Mas olhando para a coragem de Tarcísio, vemos a ternura de alguém que amou de verdade o Senhor Jesus presente na Eucaristia. Um amor que foi de total entrega. A coragem de Tarcísio precisa ser a nossa. Em vez de nos afastar de Jesus na Eucaristia, deveríamos chegar bem perto dele, ou melhor, como Tarcísio, recebê-Lo em nosso coração.
Esse Jesus, o Pão Vivo que está presente no Santíssimo Sacramento do Altar quer caminhar junto de nós, quer ir ao encontro dos pobres, necessitados, doentes e encarcerados e muitas vezes não chega, porque nos falta coragem para estender as mãos e oferecer Jesus as pessoas.


Se seguirmos o exemplo de S. Tarcísio, vamos entender que Jesus precisa ir por nossas mãos ao encontro daqueles que não o conhecem, primeiro pelo pão da Palavra e depois pelo Pão da Eucaristia que é Ele próprio.
Parece-nos ecoar a mesma voz do Santo Padre Sisto II aos nossos ouvidos: "Aqui está Jesus, levarás aos nossos irmãos..."


Jesus quer e conta conosco para ser levado em todos os lugares. Num Brasil onde está na moda não querer falar de Deus e Jesus, onde a todo momento vemos nossos símbolos católicos serem retirados dos diversos ambientes... Pensemos: que estamos fazendo para anunciá-Lo às pessoas? 


Também nos faz lembrar que todo cristão, merece se confessar e receber a Eucaristia!
Tomemos pois o exemplo dos primeiros cristãos que mesmo diante das terríveis perseguições não deixavam de consolar e fortalecer na fé os que estavam encarcerados.
No mundo de hoje são tantas pessoas que vivem encarceradas pelos vícios, pelos pecados e outros que são perseguidos porque anunciam o reino de Deus. A esses e a tantos é que Jesus precisa chegar e confortar a cada um.     

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ANENCEFALIA - Tudo a Se Pensar!

Recentemente uma decisão do Supremo Tribunal Federal (brasileiro )(STF), aprovou o direito do aborto em casos que se detectam a anencefalia. O que é anencefalia? São bebês que são gerados sem grande parte do cérebro e do crânio já enquanto é feto. 

A Revista Brasil Cristão do mês de junho/2012, traz para nós um texto muito interessante do autor e escritor, Cássio Abreu, e, como nem todos recebem a revista, vou descrevê-lo para que façamos uma reflexão do tema e como cristãos, saibamos um pouco como lidar com esse problema que por sinal está se tornando muito comum entre as famílias:

"Anencefalia é o termo utilizado para explicar uma má formação de grande parte do cérebro do feto, pois nem todo caso nem todo caso indica ausência total do cérebro. O problema ocorre entre o décimo sexto dia e o vigésimo sexto dia da gestação. Mas o termo indica um termo gravíssimo de formação, fatal, que o bebê tem uma expectativa de vida muito curta, não sendo possível saber por quanto tempo viverá fora o útero se chegar a nascer.

   
Os números não são precisos, mas nos Estados Unidos, segundo a U.S. Nacional Library Of Medicine, ocorre um caso de anencefalia para cada 10 mil nascimentos. Segundo a (OMS) Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o quarto país do mundo em casos de bebês anencéfalos, com cerca de 1 caso para 700 nascimentos. Em primeiro lugar está o país de Gales, no Reino Unido, onde são registrados 5 a 7 casos para cada mil nascimentos.

Não se sabe de que maneira ocorre o problema, mas as causas possíveis estão nas toxinas ambientais e a baixa ingestão de ácido fólico na gravidez. Mulheres com diabete têm seis vezes mais chances de gerar filhos com anencefalia. Mulheres muito jovens ou de idade avançada também tem o risco aumentado. A má formação fetal pode ser diagnosticada a partir da décima segunda semana de gestação, através da ultrassonografia.

Não existe cura ou tratamento para bebês com anencefalia e a maioria não sobrevive ao nascimento. Porém existem casos de bebês que sobreviveram até 2 anos de idade. No Brasil, o caso mais conhecido é o da pequena Marcela de Jesus, que viveu um ano, oito meses e doze dias, em 2006. Segundo a médica, a criança Marcela 'foi um exemplo de que um diagnóstico não é nada definitivo' (Estadão, 03/08/08).

No Brasil, nos últimos tempos, temos vivido a polêmica do aborto. A Lei em nosso país permite o aborto em caso de estrupo, de perigo de morte a mãe e, mais recentemente, o STF, Superior Tribunal de Justiça, permitiu a interrupção da gravidez também em caso de anencefalia. 
A decisão ocorreu no mês de abril de 2012, com dois votos contra oito, a favor do aborto. Outros 94 países permitem o aborto nesses casos.

Os argumentos utilizados para defender o aborto no caso de anencefalia são:

1 - O feto anencéfalo é considerado natimorto, ou seja, mesmo com o coração batendo após o nascimento, o cérebro está morto.

2 - Trata-se de uma gestação de alto risco para a mãe, podendo ocorrer eclampsia (alta pressão arterial e presença de proteína na urina), e embolia pulmonar, (obstrução da artéria pulmonar por coágulos).

Os argumentos contra o aborto de bebês anencéfalos são:

1 - O feto anencéfalo é uma vida inviolável, mesmo sem chance de sobreviver.

2 - O feto no ventre materno já tem seus direitos garantidos e a interrupção da gravidez é uma violação desses direitos.

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, promoveu um grande debate na sociedade em defesa da vida humana, do momento da concepção até seu fim natural. 
Enviou uma carta aos bispos do país, convocando o povo para uma Vigília de Oração pela Vida às vésperas do julgamento. Infelizmente, após a votação a CNBB divulgou uma nota lamentando a decisão do STF: 'Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso'.

Os princípios constitucionais da "inviolabilidade do direito à vida" da "dignidade da pessoa humana" e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5o. CF), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencéfalos.
Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, dizia a nota.
A sociedade sabe bem que a gestação de um bebê com anencefalia é um drama para a família e, principalmente para a mãe.

Tanto o Estado quanto a sociedade devem oferecer amparo e proteção à gestante e ao bebê.
Ocorreram várias manifestações para que os ministros votassem contra a legalização do aborto de fetos anencéfalos, mas os pedidos da população não foram acatados. No dia da votação, em Brasília, sem frente ao STF, Hermes Rodrigues Nery, membro da Comissão em Defesa da Vida, disse que "O Congresso Nacional não foi omisso em relação ao tema, pois votaram com o povo, contra o aborto. Agora com a atitude do STF, começa com o caso da anencefalia, depois vão pára a má formação, até chegar ao aborto de nove meses".

Carolina Barbosa Campos, de Valparaíso, GO, também se manifestou: "É triste ver que as pessoas querem legalizar uma forma de tirar a vida. Se Deus deu esse dom à mulher, é porque essa vida tem que existir. Tem um propósito para ela, seja anencéfala ou não". (Depoimento publicado em gl.globo.com, 10/04/12)


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É comum ouvir críticas das demais instituições, imprensa, pessoas e políticos favoráveis ao aborto de que a Igreja Católica se envolve em tudo e que o Estado é laico para decidir as questões que lhe interessa. Mas na questão de defender a vida humana não só a Igreja Católica, mas também todas as demais denominações cristãs que defendem o direito à vida são contra o aborto, inclusive o aborto de anencéfalos.


Direito esse que está garantido na Constituição Federal Brasileira; mas todo ser vivente, seja ele animal racional, (o homem), e os irracionais, (os animais) têm esse direito de viver com dignidade. Portanto, quando o STF autoriza o aborto de anencéfalos, considerando a vida ali existente um natimorto, também rasga as páginas da Constituição Federal que resguarda o direito de viver com saúde e dignidade a todos os brasileiros, não importa que seja deficiente, anencéfalo ou com qualquer tipo de problema.
  
Se a Constituição Federal garante este direito, não é mera coincidência,  é porque antes ele já foi dado por Deus desde a Criação do mundo, e antes de qualquer lei humana Deus já havia garantido a todos os homens o direito a vida, e vida com dignidade: "Não matarás!" - é um dos 10 Mandamentos da Lei de Deus.


 Jesus Cristo, em seus ensinamentos disse: 


"Ouviste o que foi dito aos antigos, (isto é, o que Deus determinou aos nossos nossos antepassados, Dt 5, 17): Não Matarás, mas quem matar será castigado pelo tribunal! (Mt5, 21).


Assim, não temos o direito de matar; quando a Igreja defende o direito a vida é porque ela enquanto Instituição divina, não pode compactuar com qualquer tipo de morte ou de mecanismos que levam a morte, como o aborto.
O aborto é uma forma cruel, criminosa diante de Deus ainda que as leis humanas o permitem. Matar não faz parte da condição humana, ninguém tem esse direito. A vida deve ser respeitada porque é dom de Deus e só ele pode decidir sobre a vida e sobre a morte.


Tomamos por exemplo, os médicos. Eles existem para salvar vidas. Nunca para tirar a vida das pessoas. Um paciente pode chegar a óbito, se esgotada todas as possibilidades de tratamento. Mas é dever do médico lutar e insistir até esgotar todas as possibilidades e chances de vida de um paciente. Faz parte da ética médica. 
Assim Deus é conosco, o seu amor por nós nos garante o pleno direito à vida não só uma vida digna corporal, como também uma vida digna espiritual. É por isso que Jesus disse: "Eu sou o caminho a verdade e a vida!" - Deus deseja que todos vivam bem e com felicidade. Por isso matar é retirar do outro o mesmo direito à vida que Deus dá a mim e a você. E isso Deus não permite porque se a vida é algo tão sublime, também é algo tão sagrado que nenhum ser humano é capaz de produzir.       


Deus pode perdoar uma pessoa que mate em defesa própria, quando não restando nenhum meio de defesa, a pessoa mata por defender a sua vida. Mas, Deus não pode perdoar quem mata por esporte, quem mata uma pessoa que não tem o direito e a chance de se defender. Isso é imperdoável!


No caso do aborto de anencéfalos, o STF se julga maior do que Deus para decidir e dizer que um feto anencéfalo é natimorto. Ora, como dizer isso se vários casos comprovados de crianças que permaneceram vivas até por 2 anos? Se os órgãos vitais estão funcionando dentro da criança, exceto o cérebro, como dizer que o bebê está morto?


Ali está uma vida, se o coração bate é porque está vivo. Esta vida  pode sim, vir a falecer, mas não temos o direito de impedir que esta criança venha nascer, que ela conheça o mundo fora do ventre materno nem que seja por um segundo. O direito de nascer é supremo e inviolável! A vida de qualquer pessoa não pode ser manipulada pelo homem, não podemos decidir quem vai morrer ou quem vai viver, isso é coisa de Deus.
É brincar de Deus.


Padre Zezinho, scj no seu programa "Palavras que não Passam", explicou com muita clareza: "Se você pega um abacate, retira o caroço dele, ele deixa de ser abacate?" - para explicar que embora uma criança seja anencéfala, não quer dizer que ali deixou de existir a pessoa. Não! a pessoa continua, está lá, é vida, a alma está lá,  e por isso, ninguém tem o direito de matar, de impedir que essa criança venha ao mundo, que tenha uma chance de viver nem que seja por um segundo após o parto. 


O STF, Supremo Tribunal Federal, agiu e age como se fosse Deus. Passa por cima da Lei de Deus quando decide matar inocentes. E se não tomarmos cuidado daqui a pouco vão aprovar o aborto até para fetos saudáveis.


Será que eles teriam a coragem, se nascesse um filho de um juiz do STF anencéfalo, de mandar sua esposa o abortar porque é anencéfalo?
Ora meus amigos! O Brasil, sobretudo os políticos, e os magistrados devem se lembrar que antes das leis humanas existe a Lei do Senhor, e nenhuma outra lei está acima dela. Portanto, nenhum juiz pode se colocar no lugar de Deus para decidir sobre a vida e a morte. 


O Brasil é um país em que sua maior parte da população é cristã ou se julga adepta ao cristianismo. 
Sendo assim, posso afirmar com clareza de que cremos em um Deus que tendo nos enviado e nos revelado através de seu Filho Jesus Cristo nos ensinou em primeiro lugar o amor, o serviço, o respeito à vida. Esse amor que Jesus se refere implica que devemos respeitar toda e qualquer forma de vida, seja ela, animal ou vegetal. Implica que tenhamos respeito pela vida como um todo. 
Mas também nos lembra que amar requer sobretudo amar a Deus e suas leis, as quais nos fazem dignos desse amor paternal. Deus quer que cumpramos sua lei revelada através de Jesus. E isso implica conhecer e praticar os seus  mandamentos. 
É por isso que nem sempre quem se diz adepto ao cristianismo pode afirmar que é cristão se não faz cumprir a vontade de Deus através de Jesus. 


E quando deixamos de respeitar a vida, quando somos a favor da morte de todos os tipos, estamos de certa forma indo contra o Senhor Jesus que nos diz em seu Evangelho: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!" - Vida! Deus não quer a morte de ninguém e nem quer que matemos. Mas as vezes, como no caso do aborto, somos influenciados pela mídia que nos abre a consciência para o descompromisso para com Deus e o compromisso para com o mundo: o conforto, o bem estar, o afastar-se dos problemas, por meios fáceis demais. Quando que, o carregar a cruz, o sofrer, o esforçar-se faz parte da vida do cristão. Então o aborto muitas vezes é um remédio fácil e um alívio no bolso do governo que não vai precisar tratar uma criança julgada "sem futuro" ou "sem expectativa de vida" como é o caso dos anencéfalos. 


Mas uma coisa é certa. Embora a lei tenha aprovado o aborto para os anencéfalos, o mais importante é que tenhamos a consciência de que somos cristãos e não temos o direito de matar. O cristão tem que obedecer as leis civis e de sua religião, mas em primeiro lugar deve obedecer as leis de Deus. E a lei é esta: "Não Matarás!"
Devemos sempre antes de tudo lembrar nosso tempo de catequizandos e recordar os princípios básicos da fé cristã, inclusive os 10 Mandamentos, os sacramentos e os Mandamentos da Igreja. 
Devemos ler mais a Sagrada Escritura, para formarmos uma consciência firme de modo que possamos melhorar nossa fé e buscar a santa verdade.


O cristão maduro, consciente, possui atitudes heróicas de fé, basta ver a história dos Santos (as). E, assim somos todos nós. Embora saia uma lei que aprove a morte, nós cristãos sabemos que devemos defender e respeitar a dignidade vida seja ela qual for, desde a concepção até a morte natural . Ninguém pode-se achar superior a Deus para decidir quem vai viver ,(eutanásia) ou morrer (aborto).