sexta-feira, 24 de abril de 2015

HISTÓRIA DE SÃO JORGE - Lenda ou realidade?




REFERÊNCIAS DE SEU NOME
O QUE SIGNIFICA?

As referências históricas dizem que São Jorge ou Georgius nasceu no século III, na Capadócia  – Na Turquia que naquele tempo era província romana.  .
Embora seja impreciso calcular realmente a data exata do seu nascimento e morte. O que se sabe é que era um cristão fervoroso, muito caridoso, e um valente guerreiro.  

Jorge vem de dois gêneros geos (terra) +  orge (cultivar) que significa, cultivar, cultivando um lugar (a terra). Mas existem outras explicações sobre de seu nome:

As junções  de gerar ( ou sagrado) + gyon = areia, formamos o nome: Areia Sagrada
Gyon ainda pode significar a palavra luta, então no significado anterior para ser Lutador Sagrado.

Também o nome Jorge poderia vir da junção de outros três gêneros:

Gero + gír + ys  = Gerogírys, gero, significa peregrino  e gír, significa cortado e ys, significa conselheiro. Jorge foi peregrino, foi cortado em seu martírio foi e conselheiro na prédica do Reino de Deus.

COMO VIVEU  SÃO JORGE?

O Concílio de Nicéia considerou a Legenda Áurea de São Jorge escrita por Jacoppo, apócrifa, pois os fatos relatados são impossíveis de serem confirmados como verídicos, isto é, são colocados como fantasiosa demais para ser verdade. Mas o fato é que este é o livro que mais relata a história deste santo.

São Jorge realmente existiu, embora não seja possível construir todos os seus passos sobre a terra. Por ser um dos primeiros mártires do cristianismo, os registros históricos prescritos como acontece com os outros santos não existem. Mas há muitas referências históricas sobre ele, o que contribuiu até para que surgisse muitas lendas em torno da vida deste santo. Mas o que as referências então trazem sobre São Jorge?    

São Jorge era soldado romano. Dizem que seu martírio aconteceu em Diáspolis na Pérsia, (anteriormente, Lida), perto de outra  chamada Jope. .  Outras versões dizem que seu martírio ocorreu sob os imperadores Diocleciano (sem a participação dele) e Maximiano. Outras fontes dizem que teria sido nos tempos do Governador Daciano, outros, nos tempos dos imperadores Diocleciano e Maximiano.

SÃO JORGE E O DRAGÃO 

Às margens de um lago grande como um mar escondia-se um enorme e pestilento dragão, que aterrorizava a população local.

Para impedi-lo de procurar alimentos na cidade, os moradores ofereciam à fera um duas ovelhas por dia. Em pouco tempo passou a faltar ovelhas e, para compensar a fome do dragão,  passaram a oferecer uma ovelha e um humano – um rapaz ou uma moça. Depois de algum tempo passou a faltar gente, e então realizaram um sorteio para ver quem seri a próxima vítima,  a filha do rei  então foi escolhida  para ser entregue ao monstro. Lembrando que aqueles povos eram pagãos e tinham o dragão um deus. 

O rei desesperado implorou para que não oferecesse sua filha ao dragão, mas, tudo em vão. O rei conseguiu um prazo de oito dias para entregar sua amada filha. Depois desse período, nada podia fazer. Os dias passaram sem ter o que fazer o rei entregou sua filha ao  sacrifício e seu destino era ser levada onde habitava a fera e lá ela ficou esperando para ser devorada.

Conta-se que São Jorge Jorge passava casualmente pelo local e viu a jovem princesa chorando às margens do lago. A jovem avisou ao Santo que ele deveria sair correndo o mais rápido possível dali pois,uma terrível fera estava para chegar ali, mas,  São Jorge insistiu que ela explicasse o quê estava acontecendo, foi quando o monstro apareceu, vindo de dentro do lago. São Jorge montou em seu cavalo, fez o sinal da cruz e, recomendando-se a Deus,  pegou sua lança e perfurou a cabeça do monstro, fazendo-o cair.

Depois do acontecido São  Jorge mandou que a princesa colocasse seu cinto no pescoço do dragão. O monstro seguiu-os manso com seu cinto servindo de coleira como um cão-guia. 

Chegando na cidade o povo assistia pavorosamente, ao ver o cavaleiro, a jovem e o dragão. São Jorge tratou de acalmá-los, exortando as pessoas a aceitarem Jesus e fossem batizados. Todos na cidade foram batizados. Em seguida, São Jorge matou o dragão. Dizem que, 20 mil homens foram batizados. Lenda ou não, Jesus diz que para aquele que crê nada é impossível. Se um menino, Davi, pode matar um gigante porque um homem com a fé que tinha em Jesus não podia matar um monstro?
O que fica nessa história não é o fato de São Jorge ter conseguido matar um dragão ou seja lá o que for. O exemplo que esta lenda nos deixa é que devemos matar em nós vários dragões que nos impede de viver uma verdadeira fé em Jesus. Os dragões das nossas vaidades, falta de fé, de justiça, de amor.  
Continuando a lenda...
O rei em homenagem a Nossa Senhora e ao beato Jorge, mandou construir na cidade uma enorme igreja, sob cujo altar surgiu uma fonte de água que curava os doentes. O rei ofereceu a São Jorge muitos presentes e  dinheiro, mas ele não aceitou e pediu que o rei o distribuísse para os pobres. Jorge, ao deixar a cidade deixou ainda quatro conselhos: cuidas das igrejas, honrar os padres, ouvir com atenção o santo ofício e nunca esquecer a caridade com os pobres. 

Claro que aqui se trata de uma lenda uma estória em torno da vida deste santo, tido como um verdadeiro herói por causa de sua grande fé em Cristo.

O  MARTÍRIO

O governador Daciano, nos tempos de Diocleciano, em apenas um mês, martirizou 17 mil cristãos. Seria muito maior se não tivesse quem voltasse atrás e negasse sua fé, um tempo em que cristãos amedrontados em obrigados a fazer sacrifícios aos ídolos pagãos, como era a vontade do Imperador.

São Jorge ficou consternado com o que via. Distribuiu tudo que possuía, trocou suas vestes de soldado pelas humildes vestes humildes dos cristãos se opôs aos deuses romanos, chamando-os de demônios, o que enfureceu o Governador. São Jorge identificou-se a Daciano como vindo de nobre estirpe da Capadócia, que, com a ajuda de Deus, havia submetido a Palestina, mas que deixaria tudo para seguir ao Deus do Cristo.


Daciano mostrou toda a sua “civilidade” romana ao ouvir a declaração de Jorge. Mandou-o suspender no potro (um instrumento de tortura romano que recebeu esse nome por ser parecido com um cavalo) e que seus membro fossem dilacerados com garfos de ferro.  Para complementar, mandou ainda que Jorge fosse queimado com tochas e suas feridas salgadas. Na noite seguinte, o Senhor apareceu a São Jorge e o confortou de forma tal que os tormentos pelos quais passou pareciam não ter acontecido, pois mesmo alquebrado, Jorge permanecia fiel e sereno.

Um mágico foi convocado por Daciano, que julgava que os cristãos, na verdade, eram embusteiros, como ele o era (mais ou menos um ancestral debiloide de Richard Dawkins, que é outro debiloide). O mágico quis mostrar ao governador que a fé de São Jorge não passava de uma farsa. E que no final dobraria São Jorge ou perderia sua cabeça.  Envenenou-o vinho. Ele deu o vinho para São Jorge. Ele porém, Fazendo o sinal da cruz sobre a bebida, tomou o vinho e nada lhe aconteceu. O mago então se converteu lançando-se aos pés de São Jorge e pediu o batismo cristão. Depois do batismo foi decapitado.

Não satisfeito, Daciano mandou que São Jorge fosse colocado na roda com espadas, que quebrou e nada lhe ocorreu. Então mergulharam o santo em um caldeirão de chumbo derretido e lá foi retirado sem  como quem sai de um banho quente.

Então, Daciano tentou comprar Jorge e, com mansidão, procurou convertê-lo ao paganismo. Fingindo, Jorge concordou. A cidade então compareceu ao templo para ver o impenitente nagar sua fé. São Jorge então caiu de joelhos e orou a Deus que castigasse os pagãos. O templo, seus deuses e seus altares foram destruídos por uma chuva de enxofre e os sacerdotes quedaram mortos.

A rainha Alexandrina, esposa de Daciano, vendo o sofrimento de Jorge e as crueldades de seu marido, resolveu abraçar a cruz, o que lhe custou a vida. Daciano mandou pendurá-la pelos cabelos e surrá-la. A rainha Alexandrina temia pelo fato de não ter sido batizada nas águas, mas Jorge acalmou-lhe declarando  "seu sangue mártir seria seu próprio batismo". 

A MORTE DE SÃO JORGE

Jorge foi condenado pelo governador a ser arrastado por toda a cidade e no final, ser decapitado. Isso aconteceu no dia seguinte após a rainha Alexandrina ser martirizada.

Ele orou a Deus pedindo que todos aqueles que implorassem pedindo a assistência divina, por onde ele passasse teriam seus pedidos atendidos. A voz divina concedeu o seu pedido. Depois de horrendas tortura, São Jorge foi decapitado. Era o ano de 247 d.C.

Daciano não ficou sem castigo no mesmo dia, um fogo vindo do céu caiu sobre ele e sobre sua guarda pessoal, matando-os instantaneamente.

QUAL A DIFERENÇA DO SÃO JORGE VENERADO PELA IGREJA E O "SÃO JORGE" DOS CULTOS DOS ORIXÁS?

Se pegarmos as imagens dos dois santos não vai perceber diferença nenhuma. A imagem, pintura ou escultura de São Jorge (o santo católico), a mais comum, é representada por um moço, um soldado romano, montado em seu cavalo com uma lança na mão pronto para matar um dragão.

No culto do candomblé também é a mesma coisa. A diferença está que lá no candomblé São Jorge não é venerado como aquele santo católico, cristão e mártir do século III como lemos aqui neste documentário. No candomblé e na Umbanda aquela imagem representa uma entidade, um Orixá, como eles mesmos dizem, de nome Ogum que é um dos vários deuses africanos. E por que  isto? 

Porque no período colonial aconteceu o que chamamos hoje de sincretismo religioso. Os escravos negros, vindos da África, trouxeram de lá suas crenças religiosas, mas não podiam expressar publicamente suas crenças. Era proibido, o escravo tinha que obedecer as leis do seu senhor, que no caso era a religião católica, e quem desobedecesse era castigado severamente. Eles não possuíam uma catequese como a nossa. Os seus senhores simplesmente os batizavam, em alguns casos, davam-lhes um nome cristão e apenas isso. 

Para manter viva suas crenças em seus deuses ou Orixás, eles associaram alguns santos católicos,  mais conhecidos, ou venerados nas igrejas e fazendas com as suas entidades e assim passarem despercebidamente aos olhos dos seus senhores. 

E foi assim com São Jorge, A Virgem Maria (que eles chamam de Iemanjá), Santo Expedito, São Benedito, e o próprio Jesus que eles chamam de Oxalá outro deus africano, Santa Bárbara eles chamam de Inhansã, uma deusa africana, etc. Mas não são todos que eles usaram, eles pegaram somente aqueles que eles conheciam através dos cultos populares católicos; se você procurar em um terreiro de candomblé uma imagem de Santo Agostinho, ou Santo Afonso, ou então São João Maria Vianey, cujos santos eram mais venerados dentro das congregações você não vai encontrar, pois, não vai ter nenhuma ligação com seus "Orixás". Mas o fato é que eles usam apenas a imagem, (a imagem é apenas a imagem) outra diferença está que no culto do candomblé e da Umbanda, tais imagens tidos como deuses são adorados como deuses. Nós católicos não adoramos uma imagem e nem adoramos a pessoa dos santos. Somente adoramos a Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Devemos prestar atenção que lá fora eles dizem ser devotos do santo católico, mas dentro de seus terreiros ou centros como conhecemos isso não é verdade, eles veneram seus Orixás africanos que são seus deuses originais. 

Depois da escravidão, e hoje depois de tantas informações onde a catequese chega a todos de várias formas, eles não quiseram mudar e continuam com esse sincretismo religioso. 
O São Jorge que nós veneramos e tomamos como exemplo de fé por sua coragem, perseverança na fé cristã, pelo seu amor para com os pobres, sua nobreza e bravura, o seu exemplo de bom soldado de cristo.

Há então uma enorme diferença entre  um e outro, entre o certo e o errado que nós não podemos esquecer. Por que digo? Porque eu vi um apresentador da TV Globo dizer: "Hoje é dia de São Jorge Guerreiro, Ogum!" Sim, para nós católicos o dia é de São Jorge, mas não de Ogum. Ele compara nós católicos como se concordássemos com isso e fôssemos todos cultuadores de Orixás. Ou como se nós católicos fôssemos idólatras, ou politeístas.

O culto dos Orixás com imagens católicas nada tem a ver, com o Culto prestado a São Jorge e os demais santos pela Igreja Católica.
Nós respeitamos as outras crenças, respeitamos a liberdade religiosa, mas, devemos perceber a diferença enorme entre as duas coisas. Acho que nem São Jorge que lutou tanto pela fé católica e pela aniquilação dos deuses pagãos ficaria contente se você fosse devoto de uma entidade africana que leva o nome dele não é mesmo? 

ORAÇÃO A SÃO JORGE

Ó Deus onipotente, 
Que nos protegeis 
Pelos méritos e as bênçãos 
De São Jorge. 
Fazei que este grande mártir, 
Com sua couraça, 
Sua espada, 
E seu escudo, 
Que representam a fé, 
A esperança, 
E a inteligência, 
Ilumine os nossos caminhos... 
Fortaleça o nosso ânimo... 
Nas lutas da vida. 
Dê firmeza 
À nossa vontade, 
Contra as tramas do maligno, 
Para que, 
Vencendo na terra, 
Como São Jorge venceu, 
Possamos triunfar no céu 
Convosco, 
E participar 
Das eternas alegrias. 
Amém!

 
CREIO EM DEUS PAI TODO PODEROSO, CRIADOR DO CÉU E DA TERRA E EM JESUS CRISTO SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR QUE FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, NASCEU DA VIRGEM MARIA PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS. FOI CRUCIFICADO MORTO E SEPULTADO, DESCEU A MANSÃO DOS MORTOS, RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA, SUBIU AOS CÉUS, ESTÁ SENTADO A DIREITA DE DEUS PAI TODO PODEROSO/ DONDE HÁ DE VIR JULGAR OS VIVOS E OS MORTOS, CREIO NO ESPÍRITO SANTO NA SANTA IGREJA CATÓLICA E NA COMUNHÃO DOS SANTOS, NA REMISSÃO DOS PECADOS , NA RESSURREIÇÃO DA CARNE, NA VIDA ETERNA. AMÉM.
PAI NOSSO...
GLÓRIA AO PAI, AO FILHO,E AO ESPÍRITO SANTO!


São Jorge, rogai por nós!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

POR QUE VOCÊ PEDRO?

Pouco sabemos da vida particular deste homem espetacular; não sabemos muita coisa a respeito dele. Sabemos que seu nome original é Simão.
Um pescador da Galileia que um dia foi chamado por Cristo para ser Apóstolo. 
Cristo muda seu nome para כיפא, Kepha (Cefas em português), que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

Os evangelhos falam muito de Pedro, mas após o chamado de Jesus. 
Sabemos que seu pai se chamava Jonas. Logo os Apóstolos o chamarão de Simão Pedro. Foi um dos doze Apóstolos. 
Existem diversas interpretações protestantes sobre o significado deste versículo. As igrejas do protestantismo histórico, argumentam que a "pedra" referida seria a confissão de fé de Pedro, isto é, que Cristo é o Messias . As igrejas pentecostais e neo-pentecostais argumentam recentemente que a pedra é o próprio Jesus. Em ambos os casos afirma-se que na tradução da Bíblia em grego, a palavra para pedra é "petra", que significa uma "rocha grande e maciça", a palavra usada como nome para Simão, por sua vez, é "petros", que significa uma "pedra pequena" ou "pedrinha". Porém em grego, inicialmente as palavras "petros" e "petra" eram sinônimos no primeiro século e no Evangelho segundo Mateus original em aramaico, língua falada por Jesus e pelos apóstolos, a palavra para rocha ou pedra é Kepha, enquanto a palavra para pedrinha é evna, o que Jesus disse a Simão foi “tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja.”
Então aqui podemos dizer que Jesus não estava falando apenas dele e sim da vocação de Simão Pedro quando após sua morte se tornaria o chefe da sua Igreja.
Todos sabemos que Cristo é a Pedra Angular, mas como Jesus precisava subir aos céus um dia, e como tal deixou sua Igreja na terra para a santificação do seu povo, Nosso Senhor Jesus Cristo escolhe um homem para estar à frente da sua Igreja. Esse homem é Pedro. Foi uma indicação, uma escolha direta de Jesus que ninguém, nem pensamentos contrários pode mudar. Pedro então se torna o pastor-chefe da Igreja e após a ascensão de Jesus aos Céus, ele fica sendo o seu representante na terra. Ou seja, se quisermos ver a pessoa de Jesus na sua Igreja, nosso olhar deve se voltar para Pedro, pois, ele reflete a pessoa de Jesus.  

Vamos ler com cuidado o texto que fala sobre essa missão de Pedro: Mt16, 13-20 

Chegando ao território de Cesareia de Filipe,

Jesus perguntou aos discípulos: 
                                                        
No dizer do povo quem é o Filho do homem?
Responderam: "Uns dizem que é João Batista; outros, Elias, outros Jeremias ou um dos profetas".
Disse-lhes Jesus: "E vós quem dizeis quem sou?"
Simão tomando a palavra disse:
"Tu és o Cristo, filho de Deus vivo!"
Jesus então disse:
"Feliz é tu Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, tudo que ligares na terra será ligado no céu. E tudo o que desligares  na terra será também desligado nos céus". Depois ordenou aos discípulos que não dissessem nada a ninguém que ele era o Cristo.

Vamos analisar bem o texto para melhor entendimento:

Primeiro Jesus faz uma pergunta difícil de ser respondida. 

Quem sou eu pra vocês? ... 

Embora os discípulos convivessem com Jesus em meio a muitas ideias contrárias eles tinham dúvidas, muitas dúvidas. Dúvidas essas que somente após Pentecostes foram-lhes abertos as mentes e eles puderam ver com maior clareza que as Escrituras falavam unicamente do Messias. Jesus queria confrontar as opiniões. O mundo lá fora tinha Jesus como um grande profeta, achavam até que eram um dos grandes profetas como, João Batista ou Elias que tinha ressuscitado. Mas ainda não acreditavam que ele era realmente o messias. Mas os discípulos tinham razão de sobra para acreditar que Jesus não era só um simples profeta.
Pedro tem a certeza de quem é Jesus. 
João Batista testemunhou a chegada do Messias apontando-o duas vezes como o "Cordeiro de Deus" aquele que tira o pecado do mundo,(Jo1, 29.36). João que tinha visto o Espírito Santo descer sobre Jesus e a voz do Pai dizer: "Este é meu filho amado no qual ponho minha afeição" (Mc1,10)   Mas, num certo momento de fraqueza, quando estava preso e prestes a ser morto mandou seus discípulos perguntarem a Jesus se ele era realmente  o Messias. Qual a Dúvida de João Batista? Ele testemunhou Jesus publicamente a ainda restava-lhe a dúvida.    
Logo, Jesus manda dizer a João que os cegos vêem, os coxos andam,os mortos ressuscitam. (Mt11, 2-5) Embora fosse o maior dos profetas como disse Jesus restava-lhe essa dúvida. 
Pedro não, pelo contrário, sendo o mais velho, sendo de cabeça dura, as vezes turrão,  mas, o mais experiente, afirmou categoricamente, muito embora impelido pelo Espírito Santo, mas ele deixa sair de sua boca as mais belas palavras: "Tu és o Cristo o Filho do Deus Vivo!" - derrotando tudo que o mundo e as filosofias pensavam a respeito de Jesus. Assim com essa profissão, Jesus não é um simples profeta. Nem tampouco reencarnação de ninguém (como criam alguns); ele, Jesus, é o Cristo de Deus. o Ungido de Deus, o Filho de Deus.      

Jesus  põe os discípulos em "saia justa", "Quem vocês acham que eu sou?" - Mas aí entra um personagem importante, o Espírito Santo toca o coração de Pedro e ele professa quem Jesus realmente é. "Tu és o filho do Deus Vivo!". Pronto! Com palavras fortes e verdadeiras, Pedro havia respondido e acabado com as incertezas dos outros onze; se é que elas existiam. Jesus então o elogia, não por ele, mas porque naquele momento o Espírito Santo tinha tocado o coração de Pedro. Era preciso que tal afirmação acontecesse, pois a partir daquele instante Jesus estava pondo em projeto sua Igreja. Então vem a escolha dos doze Pedro era o mais velho, era meio duro, briguento, mas um homem de coração sincero. 
Jesus então o escolhe para ser o líder da sua Igreja. "Tu és Cefas" a rocha, a pedra pela qual eu fundarei a minha Igreja. Note que até aqui a Igreja não existia, a missão de Jesus ainda não estava completada. Faltava ainda aquelas palavras do alto da Cruz: "Tudo está consumado!" - Tudo está realizado, cumpriu-se as Escrituras. 

Mas Jesus já entrega a Pedro as chaves  do reino dos céus. O que isto significa?
Significa que as chaves é o poder de Jesus sobre a Igreja, pelo qual Pedro teria toda autoridade para governar o povo. A partir de Pedro a Igreja abriria as portas da salvação ao mundo inteiro, através dele todos nós seríamos conduzidos a ela numa porta só, JESUS CRISTO.

 A palavra chave que dizer muitas coisas e não só aquela ferramenta de metal que abre e fecha  as fechaduras das portas. Chave quer dizer também, segredo, legado, poder divino. Esse poder dado a Pedro não é um governo como os dos reis comuns, mas o poder de estabelecer um elo entre nós e Cristo pela ação da Igreja. Isso não é maravilhoso?

Jesus sabia que tinha que morrer, ressuscitar e subir ao Céu. A salvação seria dada a todos os homens de qualquer canto da terra. Porém sem a Igreja quem conheceria e tomaria posse da salvação? O papado não é um governo como outro qualquer, ele existe porque assim é necessário segundo as ordens de Jesus a Pedro; ele é um serviço. o Papa está a serviço de Jesus para seu povo na Caridade.  

E porque nós somos pecadores e portanto, mesmo com direito a salvação os pecados continuariam a existir, pois somos humanos. 

Nesse ponto Jesus institui a Igreja para nos modelar, para nos conduzir à santidade. Para isso Jesus escolheu doze homens, os seus Apóstolos e dentre eles um seria o seu representante legal, visível, esse homem é Pedro. 
Mais tarde, com o passar dos tempos a Igreja viria a lhe chamar os sucessores de Pedro de Papa palavra que significa Pai. Também Vigário de Cristo. E a Pedro a Igreja o chama de príncipe dos Apóstolos por causa desta escolha de Jesus. É uma expressão carinhosa que exprime claramente quem é a pessoa de Pedro e seus sucessores. 

Mas uma pergunta fica: Será que Pedro compreendeu bem aquelas palavras de Jesus?
A princípio não. Primeiro, os Apóstolos e todo povo que acreditava em Jesus, via nele o Messias, mas aquele messias que viria para revolucionar Israel, tomar o poder das mãos dos Romanos. Não via Jesus como enviado de Deus para a salvação dos pecados. E os Apóstolos esperavam também a mesma coisa. Tanto que quando Jesus morreu na cruz foi uma desolação para eles, a ponto de alguém dizer: "E nós que acreditávamos que ele havia de restaurar o reino de Israel e agora já faz três dias que tudo aconteceu!" - Parece-nos irônico para quem ouviu Jesus dizer outrora que ele era o Cristo. 

Mas somente a ressurreição e a partir da manifestação de Jesus Ressuscitado que as coisas foram se esclarecendo. Agora sim outra vez o chamado de Pedro é definitivamente confirmado por Jesus ao governo da sua Igreja. Dessa vez Jesus confirma o chamado e a missão de Pedro. Encontramos essa passagem no Evangelho de São João após os fatos que relatam a ressurreição, agora era Jesus Glorioso, Jesus Ressuscitado quem novamente confirmou Pedro na missão de Pastor da sua Igreja. Vamos ler o texto: Jo21, 15-18.

Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
"Simão, filho de João, tu me amas mais que estes?"
Respondeu ele: "Sim, Senhor, tu sabes que te amo".
Disse-lhe Jesus: "Apascenta meus cordeiros."
De novo Jesus perguntou:
Simão, filho de João, tu me amas?
Pedro respondeu: "Sim Senhor, tu sabes que te amo."
Disse-lhe Jesus: "Apascenta meus cordeiros."
De novo perguntou Jesus pela terceira vez:
"Amas-me?", e respondeu:
"Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo."
Disse Jesus: "Apascenta minhas ovelhas. Em verdade eu te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas por onde querias. Mas quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres". Por estas palavras ele indicava com que tipo de morte havia de glorificar a Deus.

Não foi a toa que Jesus queria ouvir de Pedro uma resposta firme, coerente e decisiva. Pedro havia nagado Jesus por três vezes quando Jesus tinha sido preso. Embora ele tenha se arrependido, de coração sincero, por causa disso não se achava mais digno de ser um Apóstolo. Mas também após a comunicação de que Jesus tinha ressuscitado foi o primeiro dos Apóstolos a correr ao sepulcro e vê-lo vazio. 
Pedro duvidou várias vezes. Uma vez quando Jesus ia andando sobre o mar, queria ir ao encontro de Jesus e em vez de confiar mais uma vez duvidou e começou a afundar. A ponto de Jesus questionar a sua fé. Jesus precisava saber (embora conhecesse seu coração), de Pedro uma resposta definitiva. Porque somente por amor, um grande amor, poderia assumir a missão de ser Pastor da sua Igreja. Era Pedro que daquele dia em diante em nome de Jesus tomaria o rumo da barca. Era ele o responsável pela pesca das almas humanas que Cristo conquistou pela morte na Cruz.
Mas a resposta de Pedro é firme: "Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo!"     
Essa era a nova missão de Pedro. Ser o Pastor de sua Igreja. Jesus confirma Pedro nesta missão, mas exige dele uma resposta clara e objetiva, uma resposta de amor. Mas não foi Pedro que deu testemunho apenas, foi João o discípulo amado de cristo quem testemunhou essa verdade e deixou para nós que a autoridade de Pedro, o seu pastoreio veio da ordem do próprio Jesus. Foi com a autoridade de Jesus Ressuscitado quem determinou a Pedro. Com isso Jesus criava primeiro seu representante na terra e depois em Pentecostes a Igreja com a unção e assistência do Espírito Santo caminhava e entrava na história. A única e verdadeira Igreja de Jesus.  Mas tudo iniciou-se com estas palavras de Jesus a Pedro. Na última Ceia Jesus institui o sacerdócio ministerial e depois institui o sobre Pedro confirma o Magistério da Igreja.  

A TESE SOBRE O CHAMADO DE PEDRO  

Nos evangelhos sinóticos, o nome de Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, o que na interpretação da Igreja Católica Romana deixa transparecer um lugar de primazia sobre o Colégio Apostólico. Não se descarta que Pedro, assim como seu irmão André, antes de seguir Jesus, tenha sido discípulo de João Batista.

Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos, como por exemplo, na Última Ceia, quando pergunta ao Mestre, através do Discípulo amado (João), quem o haveria de trair ou quando ambos encontram o sepulcro de Cristo vazio no Domingo de Páscoa. Fato é que tal amizade perdurou até mesmo após a Ascensão de Jesus, como podemos constatar em Atos dos apóstolos, na cena da cura de um paralítico posto nas portas do Templo de Jerusalém.

Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana e pela Igreja Ortodoxa, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de ser milagrosamente solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e ali permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. Após esta reunião, Pedro ficou em Jerusalém. Paulo, Barnabé, Judas (Barsabás) e Silas foram para Antioquia.

Depois de três anos, Paulo volta a Jerusalém para visitar Pedro e com ele fica quinze dias. Quatorze anos depois, Paulo retorna a Jerusalém e lá se encontra com Tiago, Pedro e João.

Tempos depois, por volta da metade do século I d.C, Pedro vai a Antioquia, onde ocorre uma discussão entre ele e Paulo, conhecida como o Incidente em Antioquia. 

Esse fato separou os dois por algum tempo. Mas qual é a verdadeira causa da discussão que separou os dois? Não sabemos com profundidade, mas, podemos deduzir o fato de que Paulo ousava querer converter povos de outras nações que não fossem judeus. Para Paulo todos eram dignos de receber o batismo sem distinção de raça ou cor, todos eram dignos de receberem a salvação o que eles chamavam de incircuncisos, pagãos ou gentios. Paulo defendia que o Evangelho não pertencia mais só aos cristãos judeus, mas a todos, era preciso levar o Evangelho para todo mundo, além dos muros de Jerusalém. Em tese ele estava certo porque Jesus assim havia ordenado. Pedro achava que não que a Igreja deveria permanecer em Jerusalém e que somente os judeus poderiam ser batizados. O que depois o Livro dos Atos vai descrever que Pedro muda de idéia após uma visão que Jesus lhe tinha mandado onde ele entendeu que aquela mesma mostraria que ele estava enganado e que todos os povos, os gentios teriam que ter acesso ao batismo e à Palavra.         

A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde a Reforma, teólogos e historiadores protestantes afirmaram que Pedro não teria ido a Roma; esta tese foi defendida mais proeminentemente por Ferdinand Christian Baur, da Escola de Tübingen. Outros, como Heinrich Dressel, em 1872, declararam que Pedro teria sido enterrado em Alexandria, no Egito ou em Antioquia. Hoje, porém, os historiadores concordam que Pedro realmente viveu e morreu em Roma. O historiador luterano Adolf Harnack afirmou que as teses anteriores foram tendenciosas e prejudicaram o estudo sobre a vida de Pedro em Roma. Sua vida continua sendo objeto de investigação, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação.

Alguns pesquisadores acreditam que, assim como Judas Iscariotes, Pedro tenha sido um zelota, grupo que teria surgido dos fariseus e constituía-se de pequenos camponeses e membros das camadas mais pobres da sociedade. Este supostamente estaria comprovado em Marcos 3:18, assim como em Atos 1:13, no entanto, o certo "Simão, o Zelote" é na realidade uma pessoa distinta dentre as nomeações descritas nas referidas citações.

PEDRO PRIMEIRO BISPO DE ROMA - A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA 

A comunidade de Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo romano), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão papal (de Pedro) começou com São Lino (67) e, atualmente é exercida pelo Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013. Segundo essa visão, o próprio apóstolo Pedro atestou que exerceu o seu ministério em Roma ao concluir a sua primeira epístola: "A [Igreja] que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, meu filho. Trata-se da Igreja de Roma . Assim também o interpretaram todos os autores desde a Antiguidade, como abaixo, como sendo a Roma Imperial (decadente). O termo não pode referir-se à Babilônia sobre o Eufrates, que jazia em ruínas ou à Nova Babilônia (Selêucia) sobre o rio Tigre, ou à Babilônia Egípcia cerca de Mênfis, tampouco a Jerusalém; deve, portanto referir-se a Roma, a única cidade que é chamada Babilônia pela antiga literatura Cristã. Verdadeiramente antes da Igreja Católica se estabelecer em Roma, porque isso aconteceu tempos depois sob o reinado do Imperador Constantino; Roma era uma cidade promíscua, onde se cultuavam outros deuses. Tida como devassa e prostituta por causa das muitas promiscuidades  e crimes que ali cometiam, inclusive com a condenação e morte cruel de vários cristãos que eram martirizados ou jogados no coliseu para serem devorados pelos leões. 
Somente após a Igreja ter se estabelecido em Roma e se tornado a religião oficial do Império Romano que a coisa mudou de figura e a Basílica de São Pedro foi construída em cima do lugar onde Pedro havia sido sepultado. Mas a Catedral oficial do Papa é a Basílica de São João de Latrão. Por isso sabe-se que a Igreja Católica não surgiu no tempo de Constantino mas é a mesma Igreja descendente dos Apóstolos e cujo Pedro era seu legítimo Pastor.

Testemunhos históricos de Pedro em Roma

Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica esteja correta; igualmente, muitas tradições antigas corroboram a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado.

Clemente, terceiro bispo de Roma e discípulo de Pedro, por volta de (96) d.C., em sua Epístola aos Coríntios, faz clara alusão ao martírio deste e de Paulo em Roma:

"Todavia, deixando os exemplos antigos, examinemos os atletas que viveram mais próximos de nós. Tomemos os nobres exemplos de nossa geração. Foi por causa do ciúme e da inveja que as colunas mais altas e justas foram perseguidas e lutaram até a morte. Consideremos os bons apóstolos. Pedro, pela inveja injusta, suportou não uma ou duas, mas muitas tribulações e, depois de ter prestado testemunho, foi para o lugar glorioso que lhe era devido. Por causa da inveja e da discórdia, Paulo mostrou o preço reservado à perseverança. Sete vezes carregando cadeias, exilado, apedrejado, tornando-se arauto no Oriente e no Ocidente, ele deu testemunho diante das autoridades, deixou o mundo e se foi para o lugar santo, tornando-se o maior modelo de perseverança".

Inácio de Antioquia, bispo, mártir e também discípulo de Pedro, em cerca de (107) d.C., em sua Epístola aos Romanos, a qual fora dirigida à comunidade cristã lá situada, refere-se nos seguintes termos ao martírio de Pedro e Paulo em Roma:
"Não vos dou ordens como Pedro e Paulo; eles eram apóstolos, eu sou um condenado. Eles eram livres, e eu até agora sou um escravo".
Papias, bispo de Hierápolis, por volta de (140) d.C., ao tratar da origem do Evangelho de Marcos, atribui o relatado a João Marcos, companheiro de Paulo e Barnabé, a partir da convivência com os que haviam estado com Jesus, em especial Pedro quando este estava em Roma:

"Papias, bispo de Hierápolis, atesta a atribuição do segundo evangelho a Marcos, “intérprete” de Pedro em Roma. O livro teria sido composto em Roma, depois da morte de Pedro (prólogo antimarcionita de século II, Ireneu) ou ainda durante sua vida (segundo Clemente de Alexandria).
Quanto a Marcos, foi identificado como João Marcos, originário de Jerusalém (At 12,12), companheiro de Paulo e Barnabé (At 12,25; 13,5.13; 15,37-39; Cl 4,10) e, a seguir, de Pedro em “Babilônia” (isto é, provavelmente, em Roma) segundo 1Pd 5,13.
O bispo Dionísio de Corinto, em extrato de uma de suas cartas aos romanos (170) trata da seguinte forma o martírio de Pedro e Paulo:

"Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio simultaneamente.
Gaio, presbítero romano, em 199:

"Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro."

Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: "Posso mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que fundaram esta Igreja".

Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola Catequética de Alexandria afirmou:
"Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e obteve que fosse crucificado de cabeça para baixo.
"Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo".

Crucifixão de São Pedro (Santa Maria del Popolo, Roma, Caravaggio, 1600).

Ireneu (130 - 202), Bispo de Lião (nascido em Izmir atual Turquia) referiu:

"Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo." e ainda "Os bem-aventurados Apóstolos portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; depois dele, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado."

"Mateus, achando-se entre os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.
Formado como jurista Tertuliano (155-222 d.C.) falou da morte de Pedro em Roma:
"A Igreja também dos romanos pública - isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas - que Clemente foi ordenado por Pedro."

"Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina integral!" - e falando da Igreja Romana, "onde a paixão de Pedro se fez como a paixão do Senhor."
"Nero foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na Cruz.
Eusébio (263-340 d.C.) Bispo de Cesareia, escreveu muitas obras de teologia, exegese, apologética, mas a sua obra mais importante foi a História Eclesiástica, onde ele narra a história da Igreja das origens até 303. Refere-se ao ministério exercido por Pedro:
"Pedro, de nacionalidade galileia, o primeiro pontífice dos cristãos, tendo inicialmente fundado a Igreja de Antioquia, se dirige a Roma, onde, pregando o Evangelho, continua vinte e cinco anos Bispo da mesma cidade."
Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância (também foi Bispo de Salamina e Metropolita do Chipre) fala da sucessão dos Bispos de Roma:
"A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc...
Doroteu de Tiro:
"Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro. Optato de Milevo:
"Você não pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi primeiro investida por Pedro, e que Pedro, cabeça dos Apóstolos, a ocupou."
Cipriano (martirizado em 258), Bispo de Cartago (norte da África), escreveu a obra "A Unidade da Igreja" (De Ecclesiae Unitate), onde diz:
"A cátedra de Roma é a *Cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal.
Santo Agostinho (354 - 430):

"O sucessor de Pedro foi o Papa Lino."

Logo, apesar das opiniões divergentes que surgiram a partir da Reforma Protestante, era constante, unânime e ininterrupta a tradição segundo a qual Pedro pregou o evangelho em Roma e lá encontrou o martírio, o que é robustecido pelos escritos dos Pais da Igreja e pela arqueologia.
Ou seja, mesmo após a Reforma os protestantes querendo desmerecer a origem da Igreja Católica, dizendo que os bispos de Roma ou Papas surgiram a partir do governo do Imperador Romano Constantino, essa contestação é derrubada à partir da História e dos próprios estudos arqueológicos.Não se pode negar que a Igreja Católica Apostólica Romana é a única e verdadeira Igreja Cristã fundada por Jesus Cristo e entregue ao governo de Pedro e seus sucessores. Não se pode negar mediante a veracidade dos fatos, pois, contra fatos não existem argumentos. 

*Cátedra = Cadeira de chefe ou governo de onde se legisla uma lei ou toma decisões importantes.
Os textos escritos pelo apóstolo

O Novo Testamento inclui duas epístolas cuja autoria é atribuída a Pedro: A "Primeira epístola de São Pedro e a Segunda epístola de São Pedro".

INDÍCIOS DA ARQUEOLOGIA
O Túmulo de São Pedro

Baldaquino da Basílica moderna de São Pedro, de Bernini. O túmulo de São Pedro encontra-se diretamente abaixo desta estrutura.
A partir da década de 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui".

Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.


   

      

quarta-feira, 15 de abril de 2015

APARECIDA - A história da Imagem de uma Santa que mora no coração dos brasileiros

Era o ano de 1717, fazia 217 anos que o Brasil foi descoberto. Naquela época a religião católica era a única e oficial do Reino de Portugal e da Colônia Portuguesa, o Brasil. Naquela época ou se era católico, ou não se era. Não existia, telefone, Rádio, TV e Internet. No entanto a imagem de uma santa se fez conhecida e amada em todo Brasil. Foi venerada por príncipes, por generais e pelos Papas. 

Do fundo do Rio Paraíba do Sul, da capitania de São Paulo, "Maria da Conceição" se tornou a Rainha e Padroeira do Brasil.

Não existia ainda as outras denominações cristãs, os protestantes e evangélicos como conhecemos hoje e o povo brasileiro, sobretudo os mais simples e os mais explorados que não podiam contar com ajuda dos poderosos tinham na religião o único centro de apoio. Gente que era explorada pelos poderosos que mandavam e desmandavam na recém-colônia portuguesa. 
Por isso a religiosidade era tocada muitas vezes de forma austera. Onde também imperava o domínio escravocrata. O povo simples, na maioria, ameríndios, escravos e camponeses não tinham acesso à informação, nem a uma catequese bem fundamentada. Os padres eram poucos, e os poucos que tinham não se preocupava em oferecer aos fiéis uma boa catequese. Por isso mesmo que surgiu o misticismo religioso e muitas superstições. Raízes de uma cultura ainda pagã. Não havia direitos, justiça para com os menos favorecidos. A Igreja detinha um certo "poder" mas limitado até o ponto de vista do Rei e do Imperador. O povo sofria com as mazelas e com a exploração dos altos impostos. 
A Igreja Católica Romana era submissa ao Rei, portanto o Papa possuía poder limitado. Sob o regime do padroado quem mandava era o Rei e seu governo era considerado divino, isto é determinado por Deus, o Rei mandava no País e na Igreja. Ao mesmo tempo o Rei mantinha a proteção da Igreja e custeava os salários dos padres, construção de igrejas, escolas de música, etc.

Foi nesse ambiente rústico, em meio de um povo sofrido, pobre sem voz e sem vez, que nasce uma das mais belas histórias que contarei aqui:

Chegou ao Brasil a mando do Rei de Portugal D. Pedro Miguel de Almeida Portugal, mais tarde recebeu o título de Conde de Assumar.  Veio assumir o Governo da Capitania de São Paulo e as Minas de Ouro (Minas Gerais). 
Um homem extremante rigoroso tido como cruel, sem escrúpulos e sanguinário. Ele vinha para por ordem e fazer cumprir a lei derrama. O imposto sobre o ouro que todos os donos das minas deveriam pagar à Coroa Portuguesa. Assim por anos esse homem viria a fazer muitos julgamentos, enforcamentos e prisões visto que ele fazia uso também da autoridade de juiz.

Longe de ter muitas virtudes D. Pedro Miguel de Almeida Portugal chegou no Rio de Janeiro em julho daquele mesmo ano e não era nem conde, nem marquês. Nem tampouco sabia que lhe era preparado um baquete de recepção. Simplesmente era um ex-general falido que recebeu este posto por D. João V, rei de Portugal nas muitas investidas de sucessão da Espanha. Ele então é enviado para o Brasil para por ordem na arrecadação do ouro. Ouro que servia para custear a boa vida da Corte de Portugal, pagar empréstimos com a Inglaterra, e construir igrejas. Então, esse homem sem escrúpulos, sanguinário e impiedoso com os que se revoltavam contra o pagamento da derrama do ouro, viria a governar não só São Paulo mas também Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.         

Mas, é segundo a história que graças a esse homem um acontecimento viria acontecer. Naquele ano em visita as fazendas e arraiais na província de São Paulo que ele chega ao arraial de Santo Antônio de Guaratinguetá. A Câmara mandou que os pescadores fossem pescar iguarias da região para oferecer um banquete para receber o ilustre visitante.
E foi justamente que os pescadores saíram sem questionar a ordem mesmo sabendo que não poderiam pescar nada. No meio de tantos pescadores que cumpriam as ordens da Câmara Municipal de Guaratinguetá, três apenas vão fazer parte desta inesquecível história: Domingos Martins Garcia, Felipe Pedroso e João Alves.

A PESCARIA MILAGROSA - "Em lugar de peixe uma santa, depois da santa muitos peixes!"
   
Nas águas do Rio Paraíba do Sul, partiram de longe até porto de Itaguaçu, propriedade do Capitão José Correia Leite. Remaram depois de muitas tentativas vãs, e nada peixe. 

E ali nas proximidades João Alves, um dos pescadores jogou sua rede e trouxe de volta um corpo sem cabeça. Depois,mais adiante o pescador Felipe Pedroso jogou a rede novamente, e puxou enroscada na rede uma cabeça.  

Reparando a imagem, depois de limpar o lodo com o barro o rio que notaram ser de uma santa, uniu a cabeça ao corpo e notou que tratava-se da cabeça do corpo da imagem. Era uma imagem de Nossa Senhora da Conceição (que inclusive é a padroeira de Portugal). Felipe então enrolou a imagem em um pano e depois levou-a para sua casa. Depois de algum tempo, não se sabe bem o por quê que Felipe entregou-a aos cuidados de seu filho que então passou a tomar conta da imagem. Chamaram-na de "Nossa Senhora Aparecida" - porque foi aparecida, pescada nas águas do Rio Paraíba do Sul.
   
 Daí em diante pescaram tanto que suas redes não aguentavam... Alguém grita:
-Milagre gente!, Milagre!
- Sim, pescamos uma santa, depois dela, vejam quantos peixes pescamos!
Pescaram tantos peixes que as redes queriam romper-se.

ASPECTO FÍSICO DA IMAGEM

Uma pequena imagem de
aproximadamente trinta centímetros. Feita de terracota, uma cerâmica da região; de rosto enegrecido pela cor do lodo do rio, pelos anos que ficou submersa e também pelo chumaço das velas que os devotos acendiam.


Uma moça de rosto arredondado, (meio gordinha), com as mãos juntas em sinal de Oração. Os cabelos lisos até a altura da cintura com um manto mais volumoso fazendo notar-se que estava grávida.

Ela aparenta uma jovem de 15 anos.

O autor colocou-lhe também um diadema (como era usado pelas rainhas) e colocou-lhe quatro flores, duas em cima dos ombros e duas acima das orelhas. O corpo todo coberto, apenas, deixando aparecer suas mãos em forma de amém. Sustentando seu corpo um anjo querubim. debaixo de seus pés a lua, fazendo menção à descrição do livro do Apocalipse(Apoc.12, 1)
Nota-se que o escultor embora a imagem fosse de uma menina de 15 anos, e portanto, na lógica não poderia ser uma rainha e sim uma princesa; ele a faz rainha colocando nela um manto de rainha e um diadema de rainha e não de princesa por se tratar da imagem  Mãe de Jesus tal qual representa o Evangelho de São Lucas. Aqui existe um simbolismo muito grande:

a)Nossa Senhora que já grávida visita Isabel e entoa em Oração um hino de louvor a Deus o Magnificat - Cf. Lc1, 46-55
b)Ela representa o momento da sua concepção ou conceição, portanto sua maternidade divina.
c)O anjo que sustenta seu corpo representa o momento da Anunciação. Lc1, 26-28.
d) A Lua debaixo dos pés representa a figura de Maria no Livro do Apocalipse - Cf. Ap12, 1. São João apresenta Maria aquela que protegida por Deus, escolhida traz para nós o Salvador, seu Filho Jesus e com isso, derrota as forças do mal. Maria então se faz Corredentora de toda a humanidade.      

- Na foto ao lado vemos a imagem original tal como ela era quando foi pescada por João Alves. 

A ORIGEM DA IMAGEM - não se sabe precisamente, mas estudiosos no assunto afirmam que ela foi feita na região de São Paulo mesmo, provavelmente em Santana de Parnaíba pelo frei Agostinho de Jesus, um monge que tinha grande habilidade artística.
O Rei de Portugal tinha declarado Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal. 
Por causa disso era comum que os portugueses fizessem estátuas de Nossa Senhora da Conceição, estava na moda esculpir tais imagens. Tanto que os navegadores que aqui aportavam traziam consigo sua fé e uma imagem de Nossa Senhora, inclusive sob o título de Conceição. Na Colônia, ou seja, no Brasil também não era diferente. E pelos traços da imagem e pelo material feito que chegaram-se à conclusão que tratava-se de uma imagem tipicamente brasileira. Com traços inclusive do povo brasileiro. Uma imagem de Nossa Senhora mas uma moça que tinha feições africanas, como das mulheres angolanas.              

[A pescaria milagrosa no Rio Paraíba do Sul, lembra aquela pescaria milagrosa narrada no Evangelho de Lucas. Esse foi o primeiro milagre de Nossa Senhora Aparecida.]

Os relatos históricos sobre o encontro da imagem trazem diferenças. O mais antigo data 1748-1749 escritos por dois missionários da Ordem dos Jesuítas escrito em latim está incompleto. Não traz referências obre os milagres e a pescaria. 
Duzentos anos mais tarde um padre brasileiro tendo pesquisado encontrou nos arquivos da Santa Sé em Roma: ..."Chegaram finalmente à capela de Nossa Senhora da Conceição, situada na vila de Guaratinguetá, que os moradores chamam de "Aparecida", porque os pescadores tendo lançado as redes no rio, pescaram primeiro o corpo, em lugar distante a cabeça". 

As pessoas supersticiosos e acreditavam que uma imagem quebrada daria má sorte. Talvez isso explica o fato de João Alves ter enrolado a imagem em um pano e não tê-la levado de imediato para sua casa. Ele deixou aos cuidados do seu companheiro Felipe Pedroso que ficou com ela por seis anos em Lourenço de Sá e depois por mais nove anos na sua nova casa em Ponte Alta. Depois deixou a imagem aos cuidados do sei filho Atanásio. E foi a partir daí que começou a atrair visitantes. 

Atanásio construiu um oratório e uma altar. Ali começou o culto a "Nossa Senhora Aparecida das Águas" como era conhecida à princípio; mais tarde a Igreja lhe deu seu verdadeiro título: "Nossa Senhora da Conceição Aparecida", o que não modificou em nada o primeiro nome, somente atribuindo à imagem o título que ela o representava: "Conceição".   Ou seja, a imagem representava aquela passagem do evangelho de São Lucas em seu capítulo I, que descreve o momento da concepção de Nossa Senhora.  

QUEM SERIA OS TRÊS PESCADORES?

COMO ACONTECEU O SEGUNDO MILAGRE?

ANO DE 1744 - morreu o Capitão José Correia Leite, então foi feito através do Juiz um inventário que chamando seu testamenteiro listou os bens que haveria de ser repartido conforme o formal de partilha, dentre os bens a serem repartidos alguns escravos. Alguns cativos seriam doados a Igreja dentre os quais algumas crianças, idosos e adultos numa soma de 41 pessoas. Entre eles havia escravos negros e não negros, alguns nomes destes batem com os nomes dos pescadores que encontraram a imagem. 

Inclusive um escravo de 50 anos de nome Felipe que na época da pescaria milagrosa estaria com 23 anos. Seria ele o pescador Felipe Pedroso? ... Outro escravo também que entra no espólio é Domingos,(apelidado de Domingos Comprido) seria ele o pescador Domingos Martins? ... Um outro e ainda mais curioso era o escravo João (o banguela) já com 64 anos, teia sido o pescador João Alves? ... Bem , isso não sabemos.

Mas os relatos dizem que o Capitão Correia Leite era o dono do porto onde ali perto pescaram a imagenzinha de Nossa Senhora da Conceição, (O Porto Itaguaçu). Chama atenção a coincidência dos nomes dos escravos e os mesmos dos três pescadores. Mas podem ser que sejam homens livres também. O fato é que os sobrenomes dos pescadores foram dados depois de algum tempo passado de boca em boca. Outro fato sobre o sobrenome de Felipe Pedroso se deve ao batizado de um Neto, mas, Felipe Pedroso estava vivo até 1720, mas faleceu em 1745.
Domingos Martins ainda era vivo em 1745.

Depois que Atanásio fez um Altar e um oratório e abrigou a imagem, começou o culto popular mesmo sem a presença de um clérigo. Terços, novenas, cânticos.
E foi num desses dias, Silvana da Rocha, sem que sequer houvesse vento as luzes das velas se apagaram e quando Silvana da Rocha tentou acender repentinamente as velas voltaram a se acender sozinhas. Os relatos da Igreja dizem que no momento do milagre não ventava. As velas apagaram por si só e acenderam por si só. Esse foi o segundo milagre de Nossa Senhora. Foi testemunhado por várias pessoas que se encontrava ali presente para a reza do terço.

Um padre assim escreveu:

"Na noite de sexta-feira, estando a Senhora no poder da mãe Silvana da Rocha, guardada em uma caixa, um baú velho, ouviram de dentro da caixa muito estrondo". E como muitas pessoas testemunharam os fatos ocorridos a notícia se espalhou resto do Brasil, por São Paulo e Minas Gerais e começou a atrair inúmeros visitantes. Todos queriam ver Nossa Senhora Aparecida das Águas. Por causa dos inúmeros milagres. Foi então que Atanásio teve a ideia de construir uma pequena capela, ai na Ponte Alta. Lá foi erguida uma capelinha onde a imagem permaneceu por 10 anos até ser reconhecida pela Igreja.

Mais tarde em 1928 foi construída uma Igreja maior no Morro dos Coqueiros para Nossa Senhora Aparecida. Em 1955 para atender o grande número de romeiros, deu-se início à construção de um novo Santuário dessa vez erguido no Morro das Pitas. 
Padre Vilella foi quem ficou incumbido de levar ao conhecimento do bispo os fatos sobre Aparecida.


O ESCRAVO LIBERTO - TERCEIRO MILAGRE

Certa vez, em meados de 1850, um escravo de nome Zacarias, passava por ali perto da capelinha de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, levado por seu feitor, preso por grossas correntes. Pediu para entrar na capela para rezar, o desejo foi atendido ao entrar na capela diante da santa as corretes se romperam. O escravo foi liberto pelo seu dono porque ele entendeu que Deus não queria que os homens fossem escravos e nem deixassem se escravizar. As correntes do escravo se encontram até hoje como prova daquela intervenção de Nossa Senhora Aparecida na vida daquele homem.

CAINDO DO CAVALO ... 
Um Cavaleiro sem Fé - QUARTO MILAGRE

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Não conseguiu. 
Não temia a Deus e a ninguém, era ateu. 
Mas ao chegar na porta da igreja seu cavalo refugou a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escadaria da igreja (Basílica Velha), e o cavaleiro arrependido, entrou na igreja como devoto e não entrou na Igreja com seu cavalo, pois ele batendo com a ferradura na pedra da escadaria como se estivesse preso pelas patas, tanto que o sinal da ferradura ficou gravado na pedra. O homem caiu no chão, rebaixou seu orgulho, se arrependeu e convertendo-se, tornou-se mais um devoto de Nossa Senhora Aparecida.     


A MENINA CEGA - QUINTO MILAGRE

Mãe e filha caminhavam às margens do rio Paraíba, quando surpreendentemente a filha cega de nascença comenta surpresa com a mãe : "Mãe como é linda esta igreja" (Basílica Velha). Nossa Senhora concede a graça da visão a menina cega de nascença. Maria é aquela mãe sempre atenta às necessidades de seus filhos.


MENINO NO RIO - SEXTO MILAGRE

O Pai e o filho foram pescar, durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio e não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pede a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino para de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continua e o pai salva o menino.

O CAÇADOR - SÉTIMO MILAGRE


Um caçador estava voltado de sua caçada já sem munição, de repente ele se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o caçador pede desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, a onça vira e vai embora.

O CULTO À NOSSA SENHORA APARECIDA

Na medida que a fama daquela imagenzinha fora crescendo, pessoas vinham de todos os lugares para ver a santinha milagrosa de Aparecida. Traziam diversos pedidos de curas e graças. Promessas a cumprir. Até então o culto à Nossa Senhora Aparecida era popular, não tinha autorização legal da Igreja. Somente em 1743 o padre José Alves Vilella, Pároco da Paróquia de Santo Antônio em Guaratinguetá resolveu levar ao conhecimento do bispo do Rio de Janeiro.

Padre Vilella cercou de todos os cuidados ouvindo as pessoas que presenciaram os fatos e os milagres e encaminhou ao bispo. E em 05 de maio daquele no o padre Vilella conseguiu a autorização para construir uma Capela e realizar oficialmente o Culto à Nossa Senhora Aparecida. Assim escreve o bispo: 
"... Havemos de conceder licença, (*de culto), como nossa presente provisão, lhes concedemos autorização para edificar uma capela com o título da mesma Senhora na dita freguesia, em lugar decente e assinalado pelo reverendíssimo Pároco"...  
Assim começou o Culto Oficial à Nossa Senhora Aparecida. O bispo deu ordens para que a capela não fosse de pau a pique, em lugar longe de enchentes, de material durável de modo a resistir ao tempo e dar melhor condições aos fiéis que ali chegavam.
Padre Vilella conseguiu então a doação dos terrenos e quem doou foi Margarida Nunes Rangel, que era viúva. O terreno ficava no alto do morro, conhecido como "Morro dos Coqueiros" e lá construiu a primeira capela oficial de Nossa Senhora Aparecida. Quem iniciou a obra foi o genro de D. Margarida, Capitão Antônio Raposo Leme que usando seus escravos pôs início à construção. Mas o capitão morreu antes da conclusão da obra. 
Finalmente em 26 de julho de 1945 a capela foi inaugurada, onde a Senhora Aparecida foi transladada em procissão da capela rudimentar de Atanásio Pedroso até a nova capela dedicada a ela.  Era uma capela bem simples, mas decente como pediu o bispo. Feita de taipa de pilão, um tipo de material usado em casarões coloniais portugueses, e possuía no seu interior ornamentos em madeira trabalhada em entalhe, retábulos em pintura dourada que seria o fundo do nicho (ou trono) onde ficaria Nossa Senhora.  
Possuía dois altares laterais um de Santa Ana e outro do Menino Jesus. Duas sacristias e um cômodo para abrigar os objetos de ex-votos deixados pelos romeiros. 
Seus principais benfeitores foram enterrados sob o piso de madeira. 
Ainda naquele ano para ornamentar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, ela recebeu de doação dois mantos precisos, um deles com rendas e fios de ouro, recebeu ainda coroas de prata valiosíssimas. Depois disso na medida em que os devotos iam recebendo as graças e milagres, ela também recebia em doação vários objetos como cordões de ouro, anéis, brincos, etc...
Os padres entendendo que a imagem de Aparecida era muito frágil construíram um oratório à prova de balas para abrigar a imagem.

COMO FÉ DAS PESSOAS CRESCEU, CRESCEU TAMBÉM A VILA DE APARECIDA
CORRUPÇÃO, E ASSALTO NO COFRES DA SANTA 
  
Com o passar dos anos em Aparecida era grande o número de devotos. Pessoas vindas de todos os recantos do Brasil e a capela ficou pequena para abrigar tantos romeiros. Foi preciso então construir uma Igreja maior. 
Embora a igreja recebesse muitas doações, Aparecida virou palco de disputa política e alvo de ladrões e saqueadores.
Nessa história entra um homem desonesto e ganancioso que ocupou dois cargos: O de capitão-mor e o de prefeito, (ano de 1903 -1905), e mais outros dois cargos na igreja.

Esse homem era Jerônimo, tesoureiro e esmoleiro da igreja.
Homem de muito rico, cuja riqueza era conseguida de uma maneira não tanto honesta. Esse homem desviava recursos dos cofres da igreja para proveito próprio. Os cofres da capela de Aparecida parecia um saco sem fundo.
Como conseguir recursos para construir uma igreja maior?
Fato é que o dinheiro, o ouro de Minas e as jóias dado à santa pelos muitos devotos iam pelo ralo da corrupção deixando a capela em situação lamentável. 
A começar do príncipe de Portugal D. João IV  que usou do regime do *Padroado, (*espécie acordo entre a Igreja de Roma e o Rei onde o Rei, alegando poder divino, mandaria nas igrejas e instituições religiosas) confiscou os cofres da igreja de Portugal e da Colônia Brasileira inclusive de Aparecida para pagar suas dívidas com a Inglaterra e manter sua boa vida e a boa vida de sua corte. Quando em 1907-1809 veio para o Brasil às pressas e fugindo da perseguição de Napoleão Bonaparte, apoderou dos cofres de Aparecida. Isso durou pelo menos 85 anos os desvios do cofre da santa. 
Quando durante a marcha de D. Pedro I em 1822, indo para São Paulo ele passa por Aparecida para rezar para Nossa Senhora. D. Pedro I destituiu Jerônimo de seu cargo de tesoureiro, mas ele ainda continuava no cargo de esmoleiro e se apossando do dinheiro da santa. Depois de certo tempo o Império mandou confiscar os bens de Jerônimo, inclusive um rico sobrado para pagar os seus muitos "empréstimos" do cofre de Aparecida. 
Em 1844 a mesa administrativa da igreja, através do Padre Júlio Brustoloni acabou por destituí-lo do posto de procurador e esmoleiro. Padre Brustoloni também organizou os documentos da Paróquia e os arquivos da cúria de Aparecida. Padre Brustoloni também escreveu um livro falando sobre os "tesoureiros" desonestos e como os cofres de Aparecida serviam para bancar a boa vida do Império do Brasil. Mas não para por aí segundo o Padre escritor de "Os Tesoureiros Corruptos" no meio da roubalheira se encontrava juízes, padres, tesoureiros e o Imperador. 

Neste meio entra em cena a figura de um Cônego, o Padre Joaquim do Monte Carmelo. Um Baiano de semblante fraco e espírito forte que pôs fim aos ladrões dos cofres de Aparecida. Embora aparentasse ser fraco, era muito rígido nas suas decisões. Abandonado pelo Império (que na época custeava os padres) decidiu entrar para o Mosteiro de São Bento onde recebeu o mesmo nome em homenagem à Nossa Senhora do Carmo. Por ter temperamento forte não ficava muito nos lugares e vivia em busca de paróquias. Naquela época ele era contra os desmandos dos bispos e das autoridades e suas idéias não eram aceitas pelos superiores. Padre Joaquim queria ser secular, isto é um padre que podia possuir bens e viver uma vida mais livre. Mesmo criticando o próprio Imperador ele resolve pedir esse favor e mais tarde é condecorado Cavaleiro da Ordem de Cristo. Passando a se chamar Dom Joaquim do Monte Carmelo. Depois assumiu o cargo de cônego da Catedral da Sé em São Paulo.  Por ser um padre secular, comprou um sítio em Tamanduateí e passou a ocupar-se das obras sociais. Por criticar a Igreja e o Império e por se meter em muitas brigas e confusões, o Cônego Monte Carmelo foi afastado de suas funções sacerdotais. Depois de  certo tempo mudou-se para Guaratinguetá de onde armou maior confusão. 


REFORMANDO A CAPELA DE APARECIDA

Era o ano de 1844 os homens que desviavam o dinheiro da Capela de Aparecida foram-se aos poucos deixando com que a igreja tomasse seu rumo. Então o padre Francisco resolveu dar início a reforma da Capela do padre Vilella, a torre da igreja que estava já em ruínas precisa ser reerguida. Padre Francisco com ajuda dos escravos começaram a juntar pedras para a nova torre e uma nova fachada.

Zé Mello um mestre de obras muito habilidoso começou a obra em 1845, portanto dez anos se passaram até então, depois de quatro anos de luta o mestre Zé Pinto terminou a obra. No ano de 1859 o mestre José Júlio foi chamado a trabalhar no término torre que consistia em colocar uma esfera com um galo e sobre elas a cruz. Mas faltava  a segunda torre quatro anos depois estava a pronta a segunda torre. Embora não atendesse ainda o número de fiéis que visitavam Aparecida. Com pouco dinheiro a capela ameaçava novamente cair. Parece incrível que com uma enorme quantidade de dinheiro arrecadados desde então a Capela disprovinha de tão poucos recursos. Mas isso se deve ao enorme rombo que os homens do Imperador causaram nos cofres de Aparecida.
É aí que entra o baiano Dom Carmelo. Aparecida vivia uma epidemia de lepra, mas Dom Carmelo não se intimidava, estava decidido a reconstruir Capela fazendo com que ela atendesse aos fiéis de maneira descente. Dom Carmelo não podia rezar missas, mas seu trabalho foi no empreito da obra que com muito entusiamo e coragem de um bom baiano tinha. 


Ele então elaborou um projeto de reconstrução, que foi aceito pelo escrivão e pelo tesoureiro.
Em 1878 as obras iniciaram-se. Dom Carmelo era conhecedor de arte. Foi ele que importou o órgão para a Catedral da Sé em São Paulo e certamente queria modificar a cara da Paróquia transformando a Capela de Aparecida em algo melhor e acolhedor com o uso de madeiras e mármores. Foram feitos dois altares de cedro e encomendadas seis imagens por um artesão também baiano. Com o passar dos anos o dinheiro ficou escasso novamente. Dom Carmelo então começou a pagar as obras com seus próprios recursos. Iria trabalhar de graça.

Interessante! 
Com o material da igreja Dom Carmelo mandou fazer casas para os acolher os romeiros. Porque os romeiros gastavam enormes fortunas nas poucas estalagens de Aparecida. 
Em 1880 Dom Carmelo construiu uma sala para servir de escola para as crianças de Aparecida. Construiu uma sala para que os fiéis deixassem seus ex-votos. O retábulo e o painel tinha que ser em forma de coroa feito em mármore italiano, projetado para terminar no final de 1881. Mais eis um problema, demoraria três anos para o mesmo chegar até Aparecida. Sem dinheiro Dom Carmelo pediu um empréstimo, mas o tesoureiro da igreja um certo Bento Barbosa não estava repassando o dinheiro das parcelas do empréstimo e 1883 com tesoureiro afastado de seu cargo, Dom Carmelo reassume e resolve fazer uma auditoria. Depois de quarenta anos a obra recomeçava, mas por pouco tempo porque o Juiz Luiz Gonzaga resolveu destituí-lo do posto e a obrigá-lo a pagar as saídas dos cofres.

Ficou abandonada e empoeirada. Em meio a críticas Dom Carmelo recorreu ao Jornal Correio Paulistano para prestar contas e denunciar os abusos cometidos aos longos dos anos que até então se sucederam com a sequência de roubo nos cofres da igreja. Dom Carmelo entrou com um processo na Justiça de São Paulo pedindo a restituição e não ficou quieto pediu ajuda de fazendeiros, de freiras e outros mais. Em 1886 Dom Carmelo ganhou a causa e então recebendo o que lhe cabia decidiu retornar à obra. Dom carmelo demoliu o altar lateral já em ruínas e construiu um novo. Em 1888 estava pronta a Nova Igreja. A Igreja Velha como conhecemos hoje. Não era uma igreja rica em ouro e grandes altares decorados como as de Minas Gerais mas era muito bela, embora simples atendendo ao gosto dos fiéis.



Com o fim do Império e a vinda da Nova República - Aparecida começa a crescer e a tomar conta do cenário nacional como a Cidade mais mariana do Brasil. O Estado separa-se da igreja e ela se fortalece. Aquela altura a ferrovia já havia chegado à Aparecida. Bons tempos se iniciara a Coroa perdia seu reinado e com ascensão da República e a separação do estado e da igreja estavam em ruínas. Em 1888 o bispo D. Lino e seus convidados, chegaram para a inauguração e para benzer a Igreja, nessa altura as imagens novas dos santos que havia se encomendado ma Bahia chegaram. Entronizaram a Padroeira Nossa Senhora Aparecida em um altar de mármore que Dom carmelo encomendou  para abrigar a santa. Música, discursos e muitos fogos celebraram quele importante dia.
Lá estava Dom Carmelo, humilde mas vendo seu sonho realizado desde que foi expulso da Catedral da Sé pelo mesmo bispo e que agora via-se obrigado a reconhecer que aquela obra se deu graças a sua persistência. Ele tinha se tornado pessoa importante. Aquele homem duro, encrenqueiro, mas de um coração ardente e de espírito decidido combateu a corrupção, foi aos jornais e à justiça por aquilo que era uma importante missão. Na Igreja ou fora dela a justiça deveria ser feita. E as seis horas da tarde D. Lino tendo autorizado Dom Carmelo fez seu primeiro discurso oficial e rezou finalmente a missa. Lágrimas de alegria, muitos abraços sensação de dever cumprido. O capelão de Aparecida demitiu a mesa administrativa e fez de Dom Lino o novo administrador. Depois Dom Carmelo rumou para Salvador-BA e ali viveu seus últimos dias no mosteiro de São Bento faleceu em 1899.      
                        
O ASPECTO DA SANTA, O ATENTADO CONTRA A IMAGEM
E A SUA RECONSTRUÇÃO 

Desde que a imagem foi pescada em 1717 foram  inúmeras as tentativas de fazer descobrir a verdadeira cor da imagem que embora enegrecida pelo lodo do rio possuía uma outra cor por baixo de todo aquele lodo. Sabe-se a imagem ficou no fundo do rio Paraíba do Sul pelo menos cinco anos. Exposta à umidade do fundo do rio e coberta pelo lodo não seria trabalho fácil descobrir sua cor original. A terracota material com que foi feita a imagem era uma cerâmica amarronzada, e portanto, deveria apresentar uma cor de "canela" mas era negra por causa do lodo e do chumaço das velas. É o que veremos mais abaixo no desenrolar dos fatos...

A imagenzinha frágil de Aparecida foi entronizada no Altar-mor da Igreja Velha e lá aconteceu o atentado que ficou registrado na História. 
Na noite de 16 de maio de 1978 durante a celebração da Missa, as luzes da igreja se apagaram, e durante o momento da comunhão, um homem, seu nome é Rogério  Marcos, um pastor protestante, como que estivesse possuído pelo diabo,  correu para o altar cometeu uma loucura, alcançando o cofre onde imagem estava a atirou-a no chão fazendo em pedaços. A única parte intacta foi a cabeça. Como que se dissesse que aquela cabeça representasse a própria Igreja, cujo cabeça é Cristo e ela não cairá jamais. 
Os pedaços foram recolhidos, cacos e poeira.Mais de duzentos pedaços foram recolhidos.
Depois colocaram em uma urna para ver o que fariam para tentar reconstruí-la. No lugar da imagem originam foi colocada uma imagem fax-simile, idêntica a original. 
Começaria então a enorme façanha de reconstruir a imagem, mas como?

O fato é que, de primeiro queriam que fosse examinada e restaurada pelos técnicos em recuperação artes  do Vaticano,  depois, resolveram levá-la para o museu em São Paulo, - MASP.

Mas, outra coisa precisava ser feita. 
Neste meio entra em cena uma mulher, figura importante no processo de restauração, essa mulher é Maria Helena Chartuni que com coragem abraçou a causa da restauração. 
A caixa com os pedaços da santa ficou isolada e guardada por seguranças. 




Com enorme resistência Maria Helena começou a juntar os pedaços e com enorme cuidado e persistência, depois de ajuntar o enorme "quebra-cabeças" que tinha se tornado a imagem ela conseguiu reconstruir a imagem.

Foi um trabalho árduo porque a imagem passou muito tempo dentro do rio, o barro tinha se dilatado e portanto, os pedaços já não se encaixavam com precisão.

Mas com habilidade e técnicas novas. E assim devolvendo-lhe os cabelos, parte do rosto que foi destruído foi então reconstruído com um pedaço da mesma imagem. Mesmo assim a cabeça não parecia mais querer encaixar, parecia que inchava, era impossível deixá-la deformada. Foi então que sem remédio, Maria Helena resolveu confeccionar uma nova cabeça, construída à partir de fragmentos originais. Pronto eis que a santa ressurge depois de ser quebrada. Não era a mesma imagem encontrada pelos pescadores, mas abrigava nela os pedaços originais da antiga imagenzinha e assim, depois de muita luta e persistência Nossa Senhora Aparecida se reergue novamente. Uma nova imagem à partir dos cacos da primeira com um novo cabelo. Uma verdadeira cirurgia plástica.
Depois de reconstruída era preciso devolver um melhor aspecto que não chocasse quem a visse, pois, a imagem mesmo restaurada não ficou bela. Para isso tinham que descobrir sua cor original. Eis a discussão:Qual era sua cor, morena, enegrecida, ou azulada?   
Aqui entra em cena um novo personagem, O Padre Izidro Oliveira que não aceitava a restauração do modo como se tinha feito. Para ele seria necessário que fosse restaurada por um artista técnico em artes sacras do Vaticano, tratava-se de Deoclécio Redig Campos, um brasileiro que também era naquele tempo responsável pelos museus e restaurações de artes no Vaticano. Ele foi quem reconstruiu a imagem de "A Pietá" esculpida em mármore por Miquelângelo.


PADRE IZIDRO DE OLIVEIRA SANTOS CSsR - BIOGRAFIA

Nasceu a 31.10.1926, na Fazenda Santa Rita, em Riacho de Sant´Ana BA Seus pais : Januário Joaquim dos Santos e Ana Rita de Oliveira. Seus pais mudaram-se para o norte de Minas Gerais e depois para o Estado de São Paulo, fixando-se finalmente no Bairro da Penha, em São Paulo SP. Entrou para o Seminário S. Afonso, em Aparecida, a 05.02.1939Em 1945, fez o Noviciado em Pindamonhangaba, onde fez a Profissão Religiosa na CSSR, a 02.02.1946. O Seminário Maior foi feito no Seminário de S.Teresinha, em Tietê SP. Aí fez a Profissão Perpétua na CSSR, a 02.02.1951. Foi Ordenado Sacerdote em Tietê, a 29.07.1951, por Dom José Carlos de Aguirre, Bispo de Sorocaba SP
Celebrou sua Primeira Missa Solene em Riacho de Sant’Ana BA, a 03.08.1951.
Deixou o Estudantado, em janeiro de 1952, iniciando sua Vida Apostólica, como Professor no Seminário S.Afonso, em Aparecida: aulas de física, química, inglês. Aí ficou até 1963.
Em 1964 trabalhou em nossa Igreja do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista. Em 1965, no primeiro semestre, fez o 2º Noviciado, no Jardim Paulistano, em S.Paulo. O segundo semestre de 1965, passou-o no Seminário S.Afonso.

Em 1966, foi Vigário Cooperador em Sacramento MG.
Em 1967, foi transferido para Aparecida, no apostolado com os romeiros.
Em 1968 e 1969 foi missionário, morando em São João da Boa Vista.
No segundo semestre de 1969, foi para Madri, para estudos no Instituto de Pastoral, e depois em Roma. Voltou em dezembro de 1971, voltando a morar em S.João da Boa Vista.
Em 1973 foi professor do ITESP, em São Paulo SP e missionário
Em fevereiro de 1974 foi nomeado Superior da Comunidade do Convento de Aparecida e Reitor do Santuário Nacional, cargo que ocupou até dezembro de 1978.
Em 1979 foi para o Jardim Paulistano.
Nesse mesmo ano, a 18.03.1979, tomou posse como Pároco da Paróquia da Catedral de Juazeiro, na Bahia, dando assim uma ajuda a Dom José Rodrigues.
A 08.02.1981 tomou posse como Pároco de Caiçara GO.
A 31.07.1983 tomou posse como Pároco de Nova América GO, Diocese de Rubiataba, onde ficou até junho de 1987, passando a morar então em Goiânia
Em 1992, cuidou da Paróquia de N.S.Aparecida, em Goiânia GO, até 10.02.1994.
Depois junto com a leiga Nelcy realizou, enquanto a saúde permitiu, encontros de: «Dinâmica Grupal Cristã». Estava adscrito à Casa Provincial, em Goiânia.
Em começos de 2002, transferiu-se junto com a Nelcy, para Porto Alegre RS.
Em 2003, voltou para a Província de São Paulo e foi adscrito à Comunidade do Santuário, em Aparecida.
Em abril de 2004, voltou novamente para Porto Alegre RS. Há um tempo teve um AVC. Foi bem cuidado. Veio a falecer dia 25 de março de 2011, festa da Anunciação do Senhor.

Mas não tinha conhecimento de uma imagenzinha de 0,30 Cm de terracota tão frágil como papel. Padre Izidro inconformado como sempre queria que a cor fosse modificada, ele defendia que a imagem deveria voltar à ter cor de "canela" ou marrom-claro como ele defendia que fosse antes de ser jogada no rio. Maria Helena defendia que deveria ser conservada a cor (enegrecida) com que foi pescada. 

Maria Helena durante a restauração tinha descoberto entre os fragmentos vestígios da cor original que era vermelho, e que resistiu ao tempo. As imagens de nossa Senhora costumavam ser pintadas com manto azul escuro e na parte de dentro do forro um vermelho simbolizando a virgindade de Maria. Mas, mesmo em meio as críticas do padre a restauradora manteve sua cor enegrecida do mesmo jeito que foi pescada. E depois dos trabalhos concluídos em agosto de 1978 a imagem estava pronta em definitivo. 

Guiada pelos batedores da Polícia em uma festiva procissão a imagem de Nossa Senhora Aparecida voltou a Basílica em meio a cânticos, fogos e aclamações dos fiéis. 
Mais tarde, padre Izidro, contrariado com a cor que foi restaurada a imagem, mais tarde, vai fazer com que a imagem passe por outro retoque, ele retirou a imagem do cofre, sem que seus colegas soubessem a levou-a para seu quarto e pintou a imagem com uma cor de marrom-claro. Pois, tinha convicção que essa era a cor original da imagem antes dela ser jogada no rio. Depois, ele devolveu a santa à Basílica sem que seus colegas soubessem. Mas tarde com a descoberta foi preciso uma nova restauração. Isso claro, não agradou seus colegas mas estava feito. Foi então que novamente Maria Helena entra em cena novamente. Foi chamada para pintar novamente a imagem e devolver a cor escura que ela possuía quando foi restaurada dando o mesmo aspecto de quando foi pescada em 1717. 

A SANTA E A PRINCESA ISABEL - Era filha mais nova de Dom Pedro II. Uma moça prendada que gostava de fazer caridade. Não era das mais belas de aparência, mas era muito generosa, caridosa e uma devota fervorosa.
Foi ela a responsável pela libertação da escravatura no Brasil em 13 de maio de 1888. Uma moça prendada como todas princesas das cortes. Uma mulher à frente do seu tempo com pensamentos liberais ao contrário de seus antepassados escravocratas. Se não fosse pela proclamação da República seria a sucessora de seu pai D. Pedro II. Casou-se com o jovem Gastão de Orleans ou Conde D'eu. Mas um problema os assustava, ela não conseguia ter filhos. Desejavam muito, mas com sucessivas tentativas era em vão. 
Depois de viajarem sob recomendação dos médicos para lugares como Caxambu, nas Minas Gerais em busca das águas medicinais que poderiam ajudá-los, resolveram passar por São Paulo e irem para Aparecida do Norte visitar Nossa Senhora, na esperança de que ela intercedesse por eles.

Depois de serem recebidos com as honrarias que era cabida a uma princesa e um conde, ela entregou uma corôa de ouro e pedras preciosas a Nossa senhora.
Logo, tiveram um bebê, mas, este morreu antes mesmo de nascer. Novamente o Conde D'eu voltou a Aparecida e a princesa Isabel conseguiu engravidar novamente. Tiveram três filhos graças a intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

























Com a proclamação da República em 1889 teve fim a monarquia e o casal se exilou em Paris juntamente com a família real. Este foi mais um milagre de Nossa Senhora Aparecida.        

Anos mais tarde com a Ditadura Militar, a imagem volta ao cenário vindo a soltar a cabeça do corpo. Isto aconteceu devido às inúmeras viagens e carreatas promovidas pelos generais percorrendo o país levou com que a imagem, que continuava frágil após a restauração novamente sofresse danos e acabou por ter novamente a cabeça separada do corpo.

NOSSA SENHORA PROCLAMADA RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL, A COROAÇÃO E NOVOS MILAGRES - Foi no dia 08 de setembro, do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, de 1904. Em que a Igreja comemorava os cinquenta anos da proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria Santíssima que diante de uma multidão, mais de quinze mil fiéis deu-se início à coroação da Virgem. O Papa da época era Pio X. Foi-lhe colocada de forma solene um manto azul-marinho bordado com as insígnias da Bandeira Nacional e posta sobre a cabeça a corôa de ouro doada pela princesa Isabel. 
No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa. Elevada para o alto pelo bispo Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi declarada a Rainha e padroeira do Brasil pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado o dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
(NOTA: Ao contrário do que muitos pensam, ou sejam contrários a esse título, como vemos acontecer hoje, onde o Brasil possuindo uma parcela de cristãos evangélicos e protestantes. O Governo Brasileiro, por força de Lei Federal declara Nossa Senhora Aparecida Rainha e Padroeira do Brasil. Nossa Senhora então passa ter um título soberano celeste, acima do poder constituído do Estado Brasileiro e sua imagem se torna patrimônio nacional e um riquíssimo símbolo nacional, juntamente com as armas da República, merecendo embora com atos contrários todo respeito e consideração.)

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra Rosa, em 2007, em decorrência da sua Viagem Apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.

E CONTINUANDO...   
Naqueles dias os relatos dizem que dois novos milagres aconteceram:

1) Um médico paulista passava por um terrível problema, uma ferida na perna que não cicatrizava. Ouvindo os conselhos de um amigo rezou para Nossa Senhora Aparecida e a cura aconteceu quinze dias após.

2) O outro trata-se de uma criança, um menino possuía de nascimento um problema nas pernas e não podia andar. Depois de escutar o conselho de um padre, prometeu que se fosse curado colocaria uma fita nos pés da imagem e iria varrer a igreja, o menino ficou curado e no dia seguinte milagrosamente pôs-se a andar. 

Não podemos sem dúvida nenhuma negar que não foi obra do acaso que aquela imagenzinha de 30 centímetros pescada nas águas barrentas do Rio Paraíba do Sul traria um sentido maior, uma mensagem maior de amor. Um recado de Deus para um País recém-criado à base de exclusões, escravidão e pobreza. Onde os desmandos dos ricos fazia cada vez mais vítimas inocentes. Matando, escravizando e corrompendo-se.

Não sabemos porque Deus utiliza tais sinais, mas podemos entender que Deus permite-nos mostrar através de Nossa Senhora, a manifestação aos seus filhos das mais variadas maneiras, dentro da cultura e da etnia de cada civilização com o mesmo propósito, fazer com que os cristãos se voltem a Ele em torno do amor da sua Mãe. Nossa Senhora de Fátima aparece em Portugal a três meninos pastores, branca com trajes e feições típicas do povo português. A Virgem Morena de Guadalupe ou (La Morencita), a Senhora de Guadalupe, aparece no México a um índio, com trajes e vestes indígenas, típica do povo mexicano. Nossa Senhora Aparecida, sua imagem aparenta-se negra, cor dos escravos negros que já naquela época era maior que o número de cidadãos brancos do País. Ela vem mostrar que não importa a cor, raça, ou religião, todos somos filhos de Deus. Era preciso ser negra, para acabar com a ideia de que os europeus tinham dos negros como povos amaldiçoados e desmerecido da salvação. Maria Aparecida, negra, mostra que entre os povos não pode haver preconceito, e nem qualquer forma de escravidão.          

Com certeza Deus quis demonstrar mais uma vez que existe uma forte ligação entre a Terra e os Céus e que tal ligação passou pela encarnação de seu filho Jesus Cristo o qual nasceu de uma mulher, santa e pura e que ela intercede por cada um de nós seus filhos redimidos ao pé da Cruz, na qual ela mesma assumiu ser nossa Mãe, advogada e protetora. Poderão os homens incrédulos negar mil vezes não crer na intercessão da santa Mãe de Deus. Mas o fato e que Deus usa dos meios mais belos ainda que incompreensíveis aos olhos de alguns céticos que usam da ciência e da filosofia para desmistificar a existência do sagrado. Deus os usa para elevar os humildes e confundir os arrogantes. Aquela pequenina imagem de aparecida, acolhida pelos pobres pescadores e por muitos brasileiros sedentos de fé, venerada por uma princesa e por muitos generais, odiada por um protestante. Destruída e reconstruída em uma tarefa que parecia impossível. Ela é o símbolo de que Nossa Senhora a Mãe de Deus e Nossa nada mais deseja de que colaborar com Deus para que os homens voltem o olhar para seu Filho Jesus.
A Senhora Aparecida enegrecida do lodo e das muitas velas, quebra as correntes do escravo e mostra que se queremos ser verdadeiramente cristãos devemos ser primeiro irmãos uns dos outros onde toda qualquer forma de exclusão, preconceito e escravidão nos cega e nos põe contra  a Deus Nosso Senhor. Nossa Senhora veio estar presente simbolizada naquela imagenzinha, fez pequena, humilde, a mesma Maria que um dia disse ao Anjo: "Eis aqui a serva do Senhor" (Lc1, 38) e elevada ao título de Rainha, ela mesma continua nos mostrar as mesmas palavras do Evangelho: "Doravante, todas as gerações hão de chamar-me de Bendita!" (Lc1, 48) 

OS NOVOS MISSIONÁRIOS -  Aparecida do Norte recebia um número expressivo de devotos. Gente de todos os rincões brasileiros que viam em Nossa Senhora a esperança de conseguir um milagre, uma graça, seja um emprego, seja a cura de uma doença mais grave. O mesmo acontecia em Trindade Goiás no santuário do Divino Pai Eterno. 
O bispo de Goiás D. Lino resolveu pedir ajuda do Vaticano, pedindo que fosse enviado missionários para lhe auxiliarem no trabalho do santuário. Enviou um emissário à Cúria Romana. O mesmo aconteceu em São Paulo, onde o bispo Joaquim Arcoverde representando o Estado foi até  a Santa Sé fazer o mesmo pedido. 
D. Lino pediu ao superior dos Missionários Redentoristas, (congregação criada por Santo Afonso  de Liguori - na Itália em 9 de Novembro de 1732 o ramo dos religiosos de vida apostólica e missionária que se passa a chamar Congregação do Santíssimo Redentor.)

Uma Congregação que vinha crescendo e se espalhando rapidamente pela Europa, também teve suas instalações na Alemanha. D. Lino então pediu que o superior aprovasse e enviasse missionários alemães para o Brasil para ajudar a Basílica de Trindade. O mesmo aconteceu com um pedido de D. Joaquim Arcoverde que desejava que os redentoristas fosse também para Aparecida do Norte.

O Vaticano enviou uma carta para os missionários da Alemanha, mais precisamente da região da Baviera. A resposta veio depois, visto que os redentoristas já tinham missões em outros lugares da América. Um desafio e tanto visto que os Alemães não tinham conhecimento da missão e do novo País que vinha a abrigá-los. Mas com espírito missionário herdado de seu Fundador, partiram sem medo para as novas terras brasileiras.
O desafio além de enfrentar a pobreza e a rusticidade do lugar, precisavam enfrentar os desmandos jesuíticos e a roubalheira que se instalou em Aparecida. Para tal o Vaticano declarou os redentoristas totalmente independentes de qualquer outro poder eclesiástico sendo submisso apenas ao bispo local e aos seus superiores.
E assim no dia 05 de outubro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, de 1894, 13 missionários partiram do porto francês para o Brasil. Em 21 de outubro daquele mesmo ano chegaram às praias brasileiras e aportaram-se.
As dificuldades eram enormes. Os padres alemães não falavam o português. Por consequência disto se perderam uns dos outros. Sofreram com as doenças tropicais. Até que com muito custo embarcaram de trem rumo a cidade de Aparecida do Norte, no Estado São Paulo. 
Ao chegarem em Aparecida ficaram surpresos ao ver que a Senhora Aparecida, aquela imagem da Virgem Maria negra era muito parecida com uma  outra imagem que eles mesmos veneravam no santuário de Gar's na Alemanha. Era Nossa Senhora a Madona Preta de Altötting. Aquilo os incentivou muito. A semelhança era incrível!
Depois, os missionários partiram em missão de reconhecimento pelos vilarejos em torno de Aparecida. Encontraram pobreza e igrejas em ruínas. Celebraram missas. Mesmo em alemão sem o povo conhecer uma palavra sequer o povo assistia assíduo a Santa Missa. 
Logo que chegaram encontram muito o que fazer. Era enorme a quantidade de pessoas que visitavam anualmente Aparecida do Norte. Batizados, casamentos aos punhados.
Naquele tempo o padre responsável pela Paróquia de Aparecida era o padre Claro do Amaral que foi enviado para trabalhos emergenciais em outra paróquia e deixou a cargo dos redentoristas a missão de administrar a Paróquia.
Mas um desafio ainda maior para os novos padres. Após a renúncia do Pároco, os redentoristas precisavam iniciar os trabalhos de reconstrução da fé católica em Aparecida. Um povo simples, mas de muita fé, mas que não tinha uma catequese bem fixada e muitas vezes acometida de certos exageros. Os redentoristas se vislumbravam com tamanha devoção do povo brasileiro. Um povo que não media esforços para venerar a santinha milagrosa, vinham dos muitos lugares, deixavam seus ex-votos suas ofertas aos pés da Imagem sem se importar com as condições de comer e beber. 
Os padres brasileiros que passaram por aparecida, se preocuparam com os tesouros da santa mas não se preocupavam com a fé das pessoas, em dar-lhes uma boa catequese. Além do rigor em penitenciar os fiéis, possuíam uma mente ainda do tempo da inquisição. Logo, os missionários redentoristas trabalharam em cima desses desafios a fim de levar ao povo uma fé esclarecida e uma catequese responsável, além de criar centros de apoio aos romeiros.
Os missionários não pararam por aí, construíram também um Seminário para formação de novos padres e irmãos. 

A história do Seminário Missionário Bom Jesus remonta ao século 19, mais precisamente ao ato de lançamento e bênção da “Pedra Fundamental”, em 6 de agosto de 1894, pelo então Arcebispo de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. A pedra foi colocada no futuro altar-mor da capela do colégio, destinado aos jovens que aspirassem ao estudo eclesiástico.

O Seminário Bom Jesus – Colegião, como é conhecido – é projeto do engenheiro e arquiteto paulista Dr. Francisco Carlos da Silva, diplomado na França. Segundo alguns, ele se inspirou no Palácio de Versalhes.
O edifício foi concluído ao longo dos anos com modificações, mas externamente manteve a concepção original do arquiteto. Para a construção do prédio, foi montada uma olaria própria, que fabricou os tijolos enormes e requeimados. Em cada tijolo está a marca: NSA (Nossa Senhora Aparecida).
Em 1919, uma parte do edifício foi destinada a obras de caridade por Dom Duarte Leopoldo e Silva, então Arcebispo de São Paulo, sendo instalado ali o asilo Nossa Senhora Aparecida, confiado às Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, tropas do exército acamparam no terreno do Seminário Bom Jesus.
De 1929 a 1952 o prédio também abrigou os seminaristas do Seminário Redentorista Santo Afonso.
Em virtude de sua localização e tamanho, o prédio foi cedido aos Seminários Maior e Menor da Arquidiocese de São Paulo no período de 1952  a 1964.
De 1969 a 1976 funcionou no prédio o Instituto Bom Jesus para formação de seminaristas de várias dioceses do país. A direção foi confiada aos padres Lazaristas.
Em 19 de março de 1977 foi inaugurado oficialmente o Seminário Arquidiocesano Bom Jesus, com a presença do Núncio Apostólico na época, Dom Carmine Rocco. O primeiro reitor foi Monsenhor Mário Cuomo.
No ano de 1990 foi instalado também no prédio o Seminário Propedêutico Nossa Senhora Aparecida, que funcionou no local até 2006.

Em 1996, foi feita a transferência da Cúria Metropolitana, que funcionava no Santuário Nacional, para o andar térreo do prédio.

A RÁDIO APARECIDA - NOVOS TEMPOS SE INICIAM 





Com a chegada da tecnologia e da rádio, os missionários criaram o Clube dos Sócios, que consistia em que cada devoto através de um registro e uma carteirinha fizesse suas doações patrocinando o funcionamento da Rádio. Cada um dos inscritos passaria a ser sócio-evangelizador da mesma, como o lema: "Quem ajuda na evangelização possui méritos de pregador!". A Rádio Aparecida cresceu se tornou uma forte emissora de destaque no País passaria a transmitir de Aparecida todo o conteúdo do Santuário, unindo os católicos e os devotos de todo Brasil em Ondas Médias, Faixa Modulada e Ondas Curtas. O Clube dos Sócios foi criado para manter a administração da Rádio que naquele tempo não possuía patrocínio e necessitava de pagar funcionários, construir um prédio sede, etc. 



  "Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo" e "Salve Maria…" com estas palavras, o Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom Antônio Alves de Siqueira, inaugurava a Rádio Aparecida, às 9 horas da manhã do dia 8 de setembro de 1951. Foi o coroamento de trabalho iniciado em 1937, seguindo até 1950, quando o então Provincial, Pe. Antonio Ferreira de Macedo, obteve permissão do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo De Vasconcellos Motta, para pleitear a concessão de uma emissora de rádio para a Basílica Nacional.

Foram cumpridas então todas as exigências legais e encaminhado ofício ao Presidente Eurico Gaspar Dutra, com o pedido de instalação da Rádio Aparecida Limitada. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União no dia 13 de dezembro de 1950. Começaram então os estudos, a elaboração das plantas e sua aprovação, os orçamentos, a aquisição e instalação de estúdios, equipamentos e transmissores, até a tão sonhada inauguração da ZYR 44, na freqüência de 1.600 “quilociclos”, como se falava na época, e potência de 100 watts, que mal atingia as cidades vizinhas a Aparecida. Em 1955, é criado o Clube dos Sócios e surgiu então um programa especial que ouvia todos os associados do mesmo.

Em 1968, a estação é tirada do ar por 24 horas porque o governo militar deste momento histórico alegava que um padre havia lido um discurso subversivo que na verdade era a declaração dos Direitos do Homem apresentado pelo Pe. Vitor Coelho de Almeida no programa "Os Ponteiros Apontam Para o Infinito". No mesmo ano inaugura a Onda Tropical de 60 metros.

Em 5 de setembro de 1975, foi inaugurado o novo prédio da Rádio Aparecida, ao lado da Basílica Nova, onde funciona até hoje. Em 1976, a emissora de Onda Média mudou de freqüência, passando a transmitir em 820 kHz com uma potência de 5 kW, e programação independente das "Ondas Curtas" e "Tropical".  



A  CONSTRUÇÃO DA BASÍLICA NOVA

Com o passar dos anos a Basílica Menor de Aparecida, ou "igreja velha", não suportava mais o expresso número de fiéis que chegavam à Aparecida.
Os missionários redentoristas, responsáveis pela administração do Santuário sentiram a necessidade de erguer um novo santuário. Mas onde e como? Seria uma obra fantástica e ao mesmo tempo desafiadora. Foi aí que começou os estudos para eleger um novo local onde seria feito o novo templo. Foi então que compraram um terreno chamado de "Morro das Pitas" e lá começaram os trabalhos de construção do novo santuário. 


(na foto, à esquerda a construção da nave central do santuário novo)

[ O Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o maior Santuário no mundo dedicado a Maria, Mãe de Deus, localiza-se no Vale do Paraíba, no eixo Rio – São Paulo, e entre as duas cidades mais importantes do País, São Paulo e Rio de Janeiro. Por esse vale corre um rio de nome Paraíba, que foi palco do aparecimento da devoção que une todo o Brasil.

A pedra fundamental da Basílica Nova foi lançada em 10 de setembro de 1946, mas o início efetivo da construção ocorreu em 11 de novembro de 1955. A primeira missa no local aconteceu no dia 11 de setembro de 1946 e o primeiro atendimento aos romeiros em 21 de junho de 1959.

As atividades religiosas no Santuário, em definitivo, passaram a ser realizadas a partir do dia 03 de outubro de 1982, quando aconteceu a transladação da Imagem Milagrosa da Antiga Basílica para a Basílica Nova.
Em 1980, a Basílica Nova, maior Santuário mariano do mundo, foi consagrada pelo Papa João Paulo II, que lhe outorgou o título de Basílica Menor. Em 1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional.



(na foto à esquerda, construção da Torre Brasília, nome dado em homenagem à Capital Federal)

Hoje, o Santuário é um grande centro evangelizador, confiado ao zelo apostólico dos Missionários Redentoristas desde 1894, responsáveis pela pastoral e pela administração, no atendimento aos romeiros e peregrinos que chegam de todas as partes do País e do exterior.
Três Papas visitaram o Santuário Nacional: João Paulo II, no ano de 1980, Papa Bento XVI, quando abriu a V Conferência Episcopal Latino-americana e do Caribe em maio de 2007 , e papa Francisco em 2013, por ocasião das atividades da Jornada Mundial da Juventude, realizada neste ano no Rio de Janeiro.
Durante o mês de outubro -particularmente no dia 12, dia de Nossa Senhora Aparecida, pessoas de todos os recantos do Brasil visitam o Santuário Nacional, momento em que os olhos do mundo se voltam para acompanhar os festejos e a grande manifestação de fé do povo brasileiro.

                                          (na foto à direita a construção da Cúpula da Basílica Nova)



O Santuário Nacional acolhe milhões de visitantes, anualmente. Em 2014, 12.225.608  pessoas passaram pela Basílica. Com o lema “Acolher bem também é evangelizar”, trabalham no Santuário 33 missionários redentoristas, várias congregações religiosas femininas, mais de 800 voluntários e mais de 1.500 funcionários.
Além de toda a sua estrutura de acolhimento, acessibilidade e investimentos em comunicação, o Santuário Nacional atua na área da ação social. O número de beneficiados pelas parcerias e projetos atinge milhares de pessoas, entre crianças, adolescentes, idosos e portadores de necessidades especiais. ]  (fonte: http://www.a12.com/santuario-nacional/institucional/detalhes/santuario-nacional-de-nossa-senhora-aparecida)       


Aparecida está sempre em expansão, considerada a Capital Mariana do Brasil, depois do Vaticano é a cidade mais visitada. O núcleo Católico mais visitado da América Latina.
Os missionários redentoristas juntamente com a ajuda do poder público trataram de fazer com que aparecida se tornasse mais acolhedora com o passar dos tempos. Criando novos hotéis e um Centro de Apoio aos Romeiros, com praça de alimentação bons restaurantes, um mirante no morro do cruzeiro onde em seu percurso se encontra as estações da Via Crucis.
Um presépio que fica exposto o ano todo. Além de muitas lojas que oferecem artigos religiosos, berçários, banheiros, instalações para higiene, etc. Tudo para atender os fiéis devotos, romeiros e turistas que vão à Aparecida todos os anos atraídos pelo culto à Nossa Senhora Aparecida.
Atualmente Aparecida é sede da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - tendo à sua frente o Arcebispo, Dom Raimundo Damasceno Assis. 



 A TELEVISÃO - SURGE A REDE APARECIDA DE TV


A Rede Aparecida de TV, nasceu de uma iniciativa da Igreja Católica.

A TV Aparecida, conhecida por todos como a TV de Nossa Senhora, propaga o amor da mensagem mariana aos lares brasileiros, e com respeito e qualidade alcança a casa de cada devoto.

Sua programação demonstra sua própria missão: valorizar o humano ao caminho do divino, assim, celebra diariamente a fé em seus conteúdos religiosos, e ao mesmo tempo também oferece uma diversidade de programas culturais, educativos e jornalísticos, demonstrando seu cuidado e parceria em construir pessoas.

Seu crescente progresso e profissionalismo abrem perspectivas de alcançar todo o país. Aos poucos entramos na rotina de vida das pessoas de forma que nossos programas e apresentadores são parceiros reais, que compartilham a história de cada dia.

A TV Aparecida agradece o carinho, preza pela confiança de seus telespectadores e trabalha sem cessar para oferecer o melhor para você e sua família.
A Fundação Nossa Senhora Aparecida, mantenedora da Rádio Aparecida, ganhou a concessão do canal 59 UHF de Aparecida/SP o qual entrou no ar em 7 de setembro de 2004, para os habitantes da região. Porém, com cobertura para todo o Brasil, o sinal entrou no ar somente em 8 de setembro de 2005.Ainda em 2005 a Rede Vida num primeiro momento chegou a retransmitir a programação entre 9 as 12h na semana.

Em 1 de abril de 2010, a TV Aparecida e o Santuário Nacional criam o A12, o portal de notícias de Aparecida. O portal traz notícias para os católicos de todo o Brasil além de manter o sinal da TV Aparecida e da Rádio Aparecida online para todo o mundo . O nome A12 é igual a alguns portais conhecidos como G1 e R7.

Em outubro 2014 A TV Aparecida inaugurou o seu novo switcher HD (local onde passa os programas para ir ao ar na tv) e a partir dessa data 50% do conteúdo da emissora passa a ser transmitido em alta definição.

O diretor geral da TV de Nossa Senhora, padre Josafá Moraes, explicou que toda a programação da parte da manhã da emissora e as transmissões das celebrações no Santuário Nacional passam a ser em HD, o que significa que metade de todo o conteúdo da TV Aparecida chegará até a casa dos telespectadores com mais qualidade de som e imagem.

Padre Josafá falou da importância do investimento da emissora e em que isso resulta.

"Com esse investimento a TV Aparecida se equipara a grandes televisões que existem no país e no mundo. Essa tecnologia faz com que a TV Aparecida também possa ser reconhecida como uma das grandes produtoras de conteúdo do Brasil" destacou.

Com as transmissões em HD a programação da emissora não terá alteração, mas os telespectadores poderão observar um novo jeito de produção, quando as imagens irão trazer mais detalhes de cenário, de figurino, maquiagem entre outras particularidades.

"Nesse primeiro momento a gente se preocupou em se adaptar quando muda o conceito de operações, de técnica e de produção, mudando também a cultura profissional. Então estamos apostando na adaptação e esperamos a partir de dezembro termos ajustes na programação", conta o padre.

Com a nova tecnologia a TV Aparecida se projeta para oferecer mais conteúdo.

A TV Aparecida tem crescido em sua programação e deve continuar investindo em conteúdo, por que quando temos bons produtos, como aconteceu recentemente a transmissão do debate, conseguimos chegar a mais pessoas e ser reconhecido. Então primeiro vamos nos adaptar e depois vamos trazer mais conteúdo para a grade de programação", revelou.

Atualmente a TV Aparecida trabalha com quatro parques tecnológicos de captação de programas, três na sede da emissora e um no Santuário Nacional. Os parques localizados na sede da emissora continuam em tecnologia analógica e o do Santuário inaugura a tecnologia HD.

O investimento em tecnologia da TV Aparecida continua, a previsão é que em 2015 o switcher HD na sede da emissora também seja inaugurado para ter toda a programação em alta definição.

As transmissões da TV Aparecida em HD direto do Santuário Nacional começam no primeiro dia da Novena da Padroeira colocando essa conquista aos pés de Nossa Senhora em forma de agradecimento.

"No dia 03 de outubro inauguramos as transmissões em agradecimento a Nossa Senhora Aparecida e mostramos para as pessoas um outro padrão de qualidade da Novena da Padroeira.

Então é uma forma de agradecer e ao mesmo tempo oferecer ao público o melhor que nós temos com as transmissões da Novena e Festa da Padroeira, concluiu.


A inauguração aconteceu na sexta-feira a partir da missa das 9 horas no Santuário Nacional, seguida da celebração, o switcher foi abençoado e no momento foi transmitido pela TV Aparecida.

Para manter as obras do Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, (inclusive o término das obras de acabamento do Santuário) e  a TV Aparecida foi criada a Campanha dos Devotos de Nossa Senhora Aparecida, onde cada devoto ajuda mensalmente via boleto ou débito automático em conta corrente suas doações. Os participantes também recebem mensalmente a Revista de Aparecida que além de trazer informações sobre o Santuário, também traz meditações, a catequese dos padres, momentos de oração e meditação para que os devotos possam sempre estar ligados à espiritualidade do Santuário em suas casas. Além disso cada devoto participante da Campanha, num gesto de agradecimento, tem seus nomes escritos em um livro que fica debaixo do Altar Central do Santuário-Basílica de Nossa Senhora Aparecida.  Essa Campanha foi muito divulgada quando o Padre Darci Nicioli reitor do Santuário-Basílica, hoje D. Darci, que foi eleito bispo auxiliar de Aparecida, na época ele tomou frente e convocou todo o povo católico e devoto de Nossa Senhora a ser um participante da Campanha.  Entre no link: PORTAL A12.COM e cadastre-se, torne você um devoto participante. 



DOM RAIMUNDO DAMASCENO ASSIS
CARDEAL ARCEBISPO DE APARECIDA-SP

 DOM DARCI JOSÉ NICIOLI
BISPO AUXILIAR DE APARECIDA

DOM SÉRGIO DA ROCHA, ARCEBISPO DE BRASÍLIA-DF
PRESIDENTE DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
CNBB



PAPAS QUE VISITARAM APARECIDA: PAPA JOÃO PAULO II (HOJE SÃO JOÃO PAULO II); PAPA BENTO XVI E RECENTEMENTE, PAPA FRANCISCO.










 Texto de: 
Elmando Valeriano de Toledo .