quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

IRMÃO LUÍS MARIA ALERTA OS CATÓLICOS SOBRE FALSA ORAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO NÃO AUTORIZADA PELA IGREJA

O vídeo é um alerta do Irmão Luís Maria sobre uma falsa oração de São Miguel Arcanjo que está se espalhando entre os fiéis pelo Tik Tok. Ele enfatiza a importância de usar apenas orações reconhecidas pela Igreja para evitar mal-entendidos e proteger a fé verdadeira. Assista o vídeo: 




NÃO SE ENGANEM! A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NÃO É BÍBLICA

     

A teologia da prosperidade é uma doutrina que ensina que Deus deseja que seus seguidores sejam prósperos em todas as áreas da vida, especialmente no âmbito financeiro. Segundo essa teologia, a prosperidade financeira é vista como uma manifestação do favor divino. Acredita-se que, por meio da fé, orações e ofertas, os fiéis podem atrair bênçãos materiais.

A Teologia da Prosperidade é uma doutrina neopentecostal que se baseia em interpretações não tradicionais da Bíblia. Por isso, não é considerada bíblica:

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos, em que Deus promete prosperidade e segurança aos que tiverem fé.

Esta doutrina ensina que a prosperidade financeira é um direito do cristão, e que a doença e a pobreza não representam a vontade de Deus.

A Teologia da Prosperidade baseia-se em confissões positivas e prega que os cristãos devem decretar, determinar, exigir, reivindicar, em nome de Jesus.

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia de forma a elevar o fiel a uma condição dominante, na qual Deus tem a obrigação de lhe conceder a prosperidade.

A Teologia da Prosperidade surgiu na década de 1940, e ganhou proeminência nos Estados Unidos nos anos 1950. O evangelista batista Kennet Hagin foi um dos líderes do movimento, e popularizou e aperfeiçoou a doutrina.

Essa doutrina é bastante controversa e tem suas raízes no movimento conhecido como “Novo Pensamento”, que enfatiza o poder do pensamento positivo e a lei da atração. A teologia da prosperidade também é conhecida por outros nomes, como “evangelho da saúde e riqueza” ou "teologia do decrete e reivindique”.

Essa teologia, aplicada principalmente nos meios evangélicos, sobretudo, os pentecostais, distorce o verdadeiro ensinamento bíblico, focando excessivamente em bens materiais e ignorando a importância das bênçãos espirituais e da graça de Deus.

Fazendo de Deus, um mero negociante mediante a lei da retribuição os falsos pastores ensinam que para conseguir uma graça, ou um favor especial de Deus é preciso ser fiel na paga dos dízimos ou das ofertas. Alguns chegam a afirmar que “Deus dá mais a quem for mais fiel a Ele”, não no sentido de ser fiel na observância dos Mandamentos ou do próprio Evangelho, mas, ser fiel aqui significa dinheiro.

       Segundo a Sagrada Escritura há coisas muito mais importantes que os bens materiais que devem ser conseguidos às custas de empenho e trabalho. A Teologia da Prosperidade ensina que Deus vai fazer você ficar rico. Ser crente, no caso, é uma troca comercial: Deus se torna um comerciante e a pessoa “investe” em Deus e Deus lhe devolve mais. Com isso o crente tem direito a prosperidade material.

Essa teologia, embora ganhe esse nome, não é bíblica porque distorce o Evangelho verdadeiro e aqui vamos explicar o porquê e o quanto ela é uma farsa, além de ser uma afronta a Deus.

Vamos começar por uma passagem na Bíblia que os pastores usam para amedrontar seus fiéis: "Se você for fiel, quanto mais você der ou contribuir Deus lhe honrará e lhe dará prosperidade". "Mas, se não for fiel atrairá maldição". Isso é uma mentira. Deus pede que sejamos fiéis sim, mas, na observância da sua Lei. O amor ao próximo, o zelo pela Fé, afastar-se das coisas do mal. Veja o que Jesus fala em Mateus 5, 1-12: 

Bem-aventurados são: 

  1. Os que tem um coração de pobre. Ou seja, aqueles que não são gananciosos.
  2. Os que choram porque acharão consolo. Muitas vezes é preciso chorar e colocar-nos no colo de Deus. Colocar nossos problemas, as situações que não podemos resolver sozinhos. Deus dá a direção e o consolo. Muitas vezes não agimos como filhos diante de Deus, mas como criaturas. Quem chora será consolado. 
  3. Os Mansos, ou seja aqueles que não procuram vingança. Os que não revidam mas, dão a outra face.
  4. Os que tem fome e sede de justiça. Isto é, aqueles que fazem a justiça de modo certo  e que a promovem e não se deixam se corromper por ela.
  5. Os puros de coração. Aqueles que não detém a maldade em seu coração. Que agem com misericórdia e não tem sentimento de vingança.
  6. Os pacificadores, aqueles que ao invés de gerar conflitos promovem a reconciliação. Os que lutam pela paz e a promovem de modo geral. 
  7. Os que são perseguidos por causa da justiça. Isto é, aqueles que defendem a verdade, sobretudo a verdade do Evangelho, muitas vezes são perseguidos pelos poderes deste mundo contrários à Justiça verdadeira.
     8. Os que são caluniados por causa de Jesus. Porque existem forças do mal que não aceitam a Cristo nem seus discípulos. Esses caluniam os que são de Cristo por anunciarem a verdade e a salvação. O diabo, príncipe deste mundo não aceita que os verdadeiros filhos de Deus combatem o erro com a verdade de Cristo. 
 

       A Bíblia não diz que Deus dará prosperidade a quem for fiel dando mais, contribuindo mais. Ela diz que serão bem-aventurados sim, aqueles que observarem as bem-aventuranças. E essa felicidade muitas vezes não é para esse mundo, mas, para a eternidade. Quem acha que Deus te fará rico só porque vai à Igreja, ocupa os primeiros lugares, doa tudo para o pastor em troca de prosperidade, se engana. Porque Deus honra não em troca de bens, mas àqueles que o buscam com sinceridade, humildade e desapego. As riquezas, os bens de nada servem para garantia da vida eterna. Jesus disse que é necessário um coração contrito e humilde. Deus não nos fará ricos por darmos x ou y, ele nos concederá segundo nossa Fé. Deus não exige nada de nós a não ser o arrependimento e uma vida santa de acordo com sua Palavra.

         Os santos são nossos exemplos justamente porque eles abnegaram de suas riquezas materiais, outros até da própria vida, para dar testemunho de Cristo. Mesmo diante dos seus perseguidores e algozes, preferiram morrer que negar a fé em Jesus. Muitos deixaram suas famílias, venderam seus bens para seguir a Cristo. Muitos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, ao invés de viver confortavelmente preferiram a austeridade, uma vida sem prosperidade material, mas, de prosperidade espiritual viveram em tudo a radicalidade do evangelho. Onde está a prosperidade destes homens e mulheres? Está em Deus, na vida eterna. Entenderam bem o que disse o Salvador: “Não ajunteis tesouros neste mundo, onde a traça rói e a ferrugem consome, mas, antes ajuntem tesouros no céu, onde nem a traça, nem a ferrugem consomem. Pois, onde estiver o seu tesouro aí está o seu coração”. Mateus 6, 19-21

            

A farsa do espírito devoradorMalaquias 3, 8-11.

Primeiramente é preciso entender para quem era dirigida a mensagem de Malaquias.

A resposta está dois capítulos antes. Malaquias 1, 6: “Diz o Senhor dos Exércitos a vós, sacerdotes que desprezais o seu nome.” [...]

E o que os sacerdotes estavam fazendo para desagradar a Deus? - O profeta denuncia: Os sacerdotes haviam se desviado, vivendo na opulência, usando seus cargos para oprimir o povo, havia como há até os nossos dias disputa pelo poder religioso.

No tempo de Jesus os sacerdotes, os fariseus, os saduceus e tantos outros partidos que haviam dentro do poder religioso era muito forte, capaz de perseguir, de mandar matar, como fizeram com Jesus e os Apóstolos.  Eles disputavam esse poder entre sim Eram cheios de ira, de inveja, de opulência e eram gananciosos. Ser sacerdote significava ter prestígio e grande poder sobre o povo, principalmente contra os menos favorecidos. E por causa disso que Jesus foi severo ao censurar suas atitudes. Não estavam ali para guiar o povo para a santidade, mas, para oprimir, para julgar, para por seus pesados fardos sobre o povo sendo que eles mesmos não cumpriam mais a Lei. Jesus os chamou de guia de cegos e sepulcros caiados.  

Malaquias 1, 7-14. O que estavam fazendo os sacerdotes para desagradarem ao Senhor?

1.    Ofereciam alimentos impuros sobre o altar.

2.    Não davam o devido respeito à mesa do Senhor.

3.    Ofereciam em sacrifícios animais defeituosos e doentes, mesmo sabendo que Deus assim o proibia.

4.    Fraudavam o altar oferecendo animais defeituosos e doentes tendo em seus rebanhos animais perfeitos e sadios. “Maldito seja o homem fraudulento”. (versículo 14)

Malaquias 3, 5 - Deus lançou um alerta contra a falta de caridade, contra aqueles que O afrontaram buscando a magia, o adultério e os que proferem perjúrios. E contra aqueles que retinham o dinheiro do operário, dos órfãos e das viúvas.

Malaquias pergunta: Pode um homem enganar a Deus?

Essa pergunta foi dirigida a quem? Foi dirigida aos sacerdotes. E eles perguntaram: “Em que vos temos enganado?” – Malaquias responde em nome do Senhor: “Nos dízimos e nas ofertas”. Os sacerdotes não estavam pagando integralmente os dízimos e as ofertas. Estavam retendo riquezas para si às custas do dinheiro do Templo. Colocavam o povo na miséria e viviam na opulência. A caridade era deixada de lado. 

E o profeta Malaquias em nome de Deus diz àqueles sacerdotes:

“Pagai integralmente os dízimos e o tesouro do Templo e Eu abrirei os reservatórios e não permitirei que o gafanhoto venha destruir os frutos de vossa terra e não haverá em vossa terra vinha improdutiva” [...] Malaquias 3, 8- 11.

          Os pastores usam muito esta passagem para forçar seus fiéis a pagarem o dízimo, pondo medo, aterrorizando as pessoas quanto na verdade Deus naquele tempo estava dirigindo sua mensagem pelo profeta aos sacerdotes israelitas. A mensagem do profeta Malaquias não se aplica aos cristãos. Não havia igrejas cristãs naquele tempo. Muitas leis do Antigo Testamento, principalmente as leis cerimoniais não se aplica aos cristãos porque nós somos um povo constituído em uma Nova Aliança, (Mateus 26, 27-28), feita no Sangue de Cristo e não no sacrifício de touros e bodes como era na Lei de Moisés. 

Quem devia pagar os dízimos corretamente era os sacerdotes da tribo de Levi, também chamados de levitas. No entanto, o Profeta em nome de Deus lançou lhes uma palavra de exortação para que voltem a ser fiéis, pois, eles não podiam enganar a Deus no que se refere aos dízimos e as ofertas, mas pedia que voltasse à observância de toda Lei de Moisés. Ou seja, a toda má conduta: a corrupção, a ganância, a desonestidade, a falta de caridade com os pobres (representado pelas viúvas e os órfãos), enfim, Deus estava descontente com o descumprimento das suas leis. 

É o que disse Jesus quando censurou os fariseus Mateus 23, 13-37; Jesus deixa claro que não basta apenas cumprir a lei apenas por obrigação se não por em prática a justiça, a misericórdia para com os necessitados. Porque mesmo que se cumpra os preceitos da Lei um a um, sem amor é letra morta. Isso também nos ensina são Paulo: "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, mas não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o címbalo que retine."  1ª Coríntios 13, 1.

Aqui cabe uma observação: Que Deus não lança em momento alguma nenhuma maldição, mas, exorta-os através do Profeta que provem da sua bênção sendo fiéis ao pagamento dos dízimos e das ofertas. Deus diz: “fazei experiência e vereis se não abro os reservatórios e derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”

Deus promete bênção para os que voltarem a serem fiéis a Ele.  No entanto, os falsos pastores de hoje querem por ao texto, um contexto falso, algo que não saiu da boca de Deus e nem do Profeta e usurpam o texto para amedrontar os fiéis. 

          No entanto, o texto de Malaquias em nada se refere aos cristãos. No tempo de Malaquias Jesus ainda não tinha vindo. Não existia a Igreja. O dízimo do Antigo Testamento não é o mesmo "dízimo" do cristianismo. O problema dos protestantes é que eles ficam presos ao Antigo Testamento e se esquecem que nós não somos o povo da Antiga Aliança. Não estamos sujeitos à lei de Moisés. Somos o povo da Nova Aliança e estamos sujeitos a Lei de Jesus Cristo. Cristo nos remiu e nos fez livres do peso e o jugo da Lei. 

          O dízimo do Antigo Testamento exigia 10% de tudo quanto os sacerdotes possuíam. Existia o dízimo e as ofertas. Também não há nenhuma menção sobre o tal ‘espírito devorador’, que é mais uma invenção dos protestantes. Espírito devorador é uma falácia criada pelos falsos pastores para por medo nas pessoas e obrigarem-nas a pagarem o dízimo. O texto de Malaquias nada diz sobre isso. E não é verdade que Deus estava amaldiçoando eles. Eles mesmos estavam atraindo maldição por não estarem sendo fiéis na observância da Lei.  

          No Novo Testamento, se lermos o livro de Atos o dízimo desaparece por completo. Apenas sobrevive as ofertas que não servia para manter os templos, pois, os primeiros cristãos não tinham templos ainda. As ofertas eram para fazer a caridade.

Agora vamos ler: Atos 2, 42-46:4, 35-36 

Como agiam os primeiros cristãos?

     Perseveravam na doutrina dos Apóstolos e na Eucaristia, chamada naquela época de ‘Fração do Pão’ ou ‘Pão partido’.
Tinham temor (respeito a Deus) por verem os milagres e prodígios realizados pelos Apóstolos.
Faziam caridade. Vendiam suas posses e repartiam entre si, de modo que nenhum deles passasse necessidade.
Eram unidos de coração, unidos na alegria, com simplicidade de coração davam louvor a Deus.
Esse testemunho cativava as pessoas e por causa disso havia inúmeras conversões.

Em nenhum dos Evangelhos, tampouco nas cartas apostólicas, não há menção sobre pagar dízimos. Apenas as ofertas e essas eram recolhidas nas comunidades para o bem comum. Mas, a Igreja Católica instituiu a paga do dízimo para sua manutenção, uma parte vai para a Diocese outra parte fica na Paróquia. Porém a Igreja estipula que a paga do dízimo seja no mínimo 1% do que se ganha ou dado segundo as possibilidades de cada um. É o 5º mandamento da Igreja. Ah! e na Igreja Católica o dízimo é gerido por uma comissão chamada "pastoral do dízimo". Se um sacerdote sai de sua paróquia para uma missão que seja a convite de outra diocese ou congregação, por exemplo shows, pregações, missas, etc. Ele não usa do dízimo para isso. Ele utiliza recursos próprios ou recebe da comunidade anfitriã que o chamou. 

O dízimo católico serve para, como disse, custear as despesas da paróquia tais como: manutenção do templo e da casa paroquial, (obras, água, luz, gás, internet, telefone, despesas do escritório, salários dos funcionários, combustível do veículo paroquial. O mesmo se aplica à diocese. As ofertas são destinadas às obras sociais e outras obras. Para complementar a renda a Igreja utiliza de diversos meios como: quermesses, rifas, leilões, feiras de doces e  salgados, etc... E nunca é exploda a fé do povo com valores exorbitantes. A Igreja Católica não é uma empresa com fins lucrativos.   

No tempo dos Apóstolos, e até nossos dias a Igreja Católica orienta: "ofertas devem ser de caráter espontâneo,  um sinal de abandono às coisas do mundo para viver uma vida totalmente santa e voltada para servir livremente a Deus e ao próximo dentro daquilo que propunha o Evangelho sem a preocupações das coisas de fora". 

Não há nenhuma passagem no Novo Testamento em que os Apóstolos ameaçam ou obrigam as pessoas a darem qualquer coisa. Aqueles que tinham mais repartiam com quem tinha menos segundo a necessidade de cada um. As coletas eram para obras de caridade e não para sustentar os Apóstolos. (Cf. Atos 2, 43-45). 

São Paulo por, exemplo, tinha profissão era tecelão fazia tendas. Os Apóstolos  quando saiam em missão não cobravam por suas pregações, como fazem os pastores hoje. 

Pelo contrário, eles eram ajudados pelas comunidades, comiam e bebiam do que lhes ofereciam e quando recebiam as ofertas nada era para si, mas, para os pobres, os doentes, os órfãos e as viúvas. Deus prosperava, não apenas os Apóstolos, mas, toda a comunidade.  

A única coisa que pedia era a honestidade de quem doasse, a sinceridade de coração. Encontramos, por exemplo, a falta de honestidade de Ananias e Safira e o castigo que receberam por mentirem diante do pagamento das ofertas. (Atos 5, 1-10).

É, portanto, falsa a pregação de certos pastores e até certos padres católicos quando estes usam esta passagem do Capítulo 3 de Malaquias para por medo nas pessoas, ou ainda, para incentivarem o pagamento do dízimo dizendo que se não pagar o dízimo Deus não cumprirá suas promessas.

 Deus sempre cumpre suas promessas, antes de ser fiel nos dízimos e nas ofertas como queiram forçar os pastores. Ele cumpre a quem de fato procura-lhe ser fiel num todo, na prática dos mandamentos, na observância do Evangelho, em viver uma vida santa regra à luz da sua Palavra e não só apenas nos dízimos. Quando Deus faz uma obra em nossa vida, quando Ele nos dá uma graça não é por merecimento nosso, nem por paga alguma seja por dinheiro ou favores, é porque Ele os ama e nos quer felizes. 

Jesus nos ensina que devemos ser desapegados das coisas materiais. Mas, os falsos pastores vão usar como exemplo o caso do "óbulo da viúva" de Marcos 12, 41- 44; (Cf. Também Lucas 21, 1-4) para tentar justificar as doações. Ao dizer, "a viúva deu o que tinha, é preciso ser fiel e contribuir sempre". Cuidado com esse falso ensinamento. A mensagem do óbolo da viúva é: a de renunciar a momentos de prazer para se dedicar ao próximo. A dádiva da viúva foi medida pela gratuidade de sua entrega, e não pelo valor financeiro. Esta consiste em doar as nossas virtudes em favor de alguém

À guisa de exemplo podemos apontar a paciência que se deve ter no processo educativo de alguém; a bondade no cuidado com os idosos; a humildade em não revidar um gesto violento, etc. Não tem nada a ver com as falsas promessas que estes pastores ensinam por aí. Jesus nos mostra que Deus enxerga os corações, o amor  de Deus não se mede pelo dinheiro mas pelo desprendimento, pela observação dos Mandamentos. 

A viúva deu aquilo que tinha, pôs duas moedas. Dar o que tem significa gesto de confiança, de entrega, de obediência. Porém, sua oferta foi aceita não pelo valor, mas pela obediência e pela sua humildade. Ainda que ela não tivesse nada a oferecer, mas, tivesse amor e obediência Deus aceitaria. Porque Deus é amor. Ele quer misericórdia e não sacrifício. Portanto, não caia na falácia desses falsos pastores pois, Deus honra segundo nosso coração e não conforme o nosso bolso. 

A mãe da Teologia da Prosperidade é a Igreja Universal do reino de Deus (do pastor Edir Macedo), (mas também existe outras como Assembleia de Deus Vitória em Cristo do pastor Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça de Deus do pastor RR Soares, a Igreja Mundial do Poder de Deus do apostolo Valdomiro Santiago, etc.

Todas ensinam doutrinas estranhas e são adeptas da falsa Teologia da Prosperidade) A IURD é a  que mais ensina doutrinas estranhas, contrárias ao evangelho. Essa seita promove a tal fogueira santa de Israel, a tal reunião dos 318, reunião de empresários, procissão com a réplica da Arca da a aliança... 

Se acreditarmos nessas coisas é o mesmo que acreditar nos amuletos, nas figurinhas, no curandeirismo, nas ferraduras da sorte, na pajelança, na nova era, etc. 

Eles pegam trechos, ou coisas do Antigo Testamento e transportam para a realidade de hoje e assim,  bolam uma estratégia criando uma falsa teologia em cima da teologia da prosperidade. As pessoas que não conhecem a Bíblia ao verem isso acreditam sem mesmo   contestar se é verdade ou não. Várias pessoas sendo enganadas por espíritos embusteiros. Esse não é o verdadeiro Evangelho de Cristo. Suas doutrinas não são verdadeiras, mas são doutrinas de demônios. 

São Paulo nós diz que: "Se alguém pregar um outro evangelho diferente do que foi anunciado que seja anátema. (Gálatas 1, 8-11). As pessoas são iludidas por esses falsos pastores. Muitas vezes são pessoas que não conhecem a Palavra. Esses falsos ensinamentos tem se propagado muito porque as pessoas, ou têm falta de conhecimento ou são atraídas pelas falsas promessas que estes impostores dão. 

Não há nenhuma promessa nesse sentido nas Escrituras. As pessoas que vão atrás de prosperidade confiando nessas falsas doutrinas não entenderam nada que o objetivo do evangelho é a salvação. Jesus não prometeu facilidades, nem tampouco prosperidade do modo como é pregado por essas seitas. Jesus deixa claro que o evangelho é libertador, mas, engana-se aqueles que pensam que o evangelho é fábrica de dinheiro, que traz conforto. Pelo contrário, Jesus disse que o caminho que o cristão deve percorrer é estreito e para chegar a reta final deve-se passar pela porta estreita. Jesus deixa claro que assim como ele carregou sua cruz, sem reclamar e venceu. Nós também devemos carregar a nossa se quisermos ser vencedores também. 

De onde surgiu então o dízimo cristão?

O dízimo cristão surgiu no Concílio de Macon, no ano 585, ordenava a paga de 10% das posses dos fiéis.

Mas, foi Carlos Magno, rei dos francos, que expandiu a prática: conforme alargava seu império no século IX, difundia a cobrança nas regiões conquistadas. Com o tempo, os governos entraram na jogada.

Embora a Igreja justifique algumas passagens bíblicas, como Mateus 23,23; Lucas 8, 12; Hebreus 7,1-10; Lucas 21,1-4, etc. Em muitas dessas passagens Jesus se referindo ao Dízimo da Lei de Moisés, mas, quando lemos com cuidado as cartas de Paulo e o próprio Livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos no lugar do dízimo apenas a oferta ou contribuição. E muitos vão dizer que pagar o dízimo é o mesmo que contribuir. Não é verdade!

Enquanto o dízimo é obrigatório, a oferta ou contribuição não é obrigatória. Dá quem pode segundo o coração de cada um. São Paulo, por exemplo nunca falou diretamente que os cristãos deviam dizimar. Mas pede que cada um cuide de contribuir para as obras de caridade.

Na Igreja Católica a paga do dízimo ganhou mais força quando a Igreja se separou do Estado, no entanto, a Igreja Católica não estipula um valor fixo para o dízimo, como os 10% mencionados no Antigo Testamento. Em vez disso, a Igreja orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades e generosidade.

Para que uma contribuição seja considerada dízimo, é necessário que seja um percentual dos ganhos, sendo o mínimo de 1% e o máximo 10%.

 Essa orientação visa garantir que todos possam participar de acordo com suas capacidades financeiras, sem impor um valor específico.

O dízimo é mencionado no contexto dos mandamentos da Igreja Católica, mas não de forma explícita. O Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II em 1993, apresenta cinco mandamentos da Igreja, sendo o quinto mandamento: "Ajudar a Igreja em suas necessidades." Este mandamento orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades para atender às necessidades materiais da Igreja.

Embora o dízimo não seja especificado como uma obrigação de 10%, a prática de contribuir regularmente é incentivada como um gesto de pertença e apoio à missão da Igreja. A Pastoral do Dízimo é uma forma organizada de promover essa contribuição nas comunidades paroquiais.

De uma forma ou de outra o dízimo cristão foi criado inspirado no modelo do Antigo Testamento, mas, se nós perguntarmos se ele é lícito ou não, vai da consciência de cada um. Podemos, contudo, dizer que os Apóstolos não mencionam a palavra dízimo e ao que tudo indica não havia nenhuma cobrança nesse sentido, apenas as ofertas e, essas eram espontâneas.

A atitude de certos padres e pastores em cobrar o dízimo não é e nunca foi a forma certa, muito embora sabemos que a finalidade do dízimo é a manutenção da casa de Deus e as ofertas às obras de caridade.

No entanto, o que se vê hoje é a pilantragem. E agora, vamos falar e explicar porque a ‘Teologia da Prosperidade’, que de Teologia não tem nada, é uma ‘Teologia’ falsa que vai contra o que Jesus ensinou e contra a Sagrada Escritura de maneira geral. 

A ‘Teologia da Prosperidade’ é muito usada pela maioria dos protestantes evangélicos, principalmente nas igrejas de ramo pentecostais, mas ela é usada de modo geral em todo ramo protestante. E qual é a forma utilizada?

Nada mais é do que a ‘Lei da retribuição’, ou seja, Deus só me dá alguma graça se eu der em forma de paga algum valor, algum bem que eu dispor para a igreja. Se eu for fiel (não em cumprir a Lei de Deus), mas, se eu for fiel no dízimo, nas ofertas, e em algo mais que o ‘pastor’ exigir, Deus pode me dar a prosperidade, o apartamento que eu sonho ter, o carro do ano, o emprego que desejo, o cargo que eu desejo naquela empresa, etc...   

Uma boa dialética, boa hermenêutica, uma grande “cara de pau” e o uso indevido da Bíblia. O uso de boa lábia para convencer as pessoas e por nelas o medo de que se não for fiel Deus não lhe dará o que preciso. Essa ‘Lei da troca’ ou do "toma lá da cá" que os pastores protestantes fazem da relação pessoal com Deus e o ser humano, não uma relação sadia de Pai e filho, nem está na Bíblia. Mas, é uma relação de cliente e comerciante, de empregado e patrão onde o cliente é Deus e o comerciante é a pessoa. Deus até honra os votos que fazemos com ele, mas, desde que estes votos nos leve à salvação e não a ter bens pessoais. A missão de Cristo é salvadora e não enriquecedora. Jesus não morreu na cruz para termos bens, confortos materiais, mas o conforto espiritual e a graça da salvação. 

Esse negócio inventado pelos protestantes de determinar curas e bençãos é antibíblico. Deus não dá nada daquilo que não precisamos. Os bens materiais, a prosperidade chega com a ajuda de Deus mediante nossos esforços e não milagrosamente. Deus nos concede força, saúde, disposição para que o fruto do nosso trabalho seja abundante.    

Os falsos pastores utilizam uma técnica de convencimento, as propagandas de cura e libertação, do convencimento através de testemunhos falsos, de curas falsas, milagres e prosperidades mediante a promessa de ser fiel na paga do dízimo e ofertas. Eles põem na boca de Deus aquilo que Deus não  disse. E quando o fiel não é atendido vem a decepção. As pessoas perguntam: "Porque Deus não me atendeu?" - A resposta é simples, porque Deus não compactua com isso. Ele não é uma marionete que possamos manipular.  

Contratam atores para se passarem por doentes nos cultos e levantarem curados. Ou então gravam vídeos com atores para dizer que Deus lhes deu um bom emprego, uma boa casa, o carro do ano, um cargo importante porque foram fiéis e contribuíram. Mas, tudo não passa de algo totalmente arranjado, nada disso é verdade. Tudo bem bolado para tomar dinheiro dos fiéis enquanto os pastores colocam seus filhos nos melhores colégios, andam de carros importados, possui jatinhos, moram em áreas nobres da cidade. Os filhos dos fiéis estudam em escola pública. 

Muitos em nome de uma falsa promessa escutada nos cultos doam tudo que tem passando necessidade, não tem moradia própria, moram em locais insalubre. Outros até conseguem alguma coisa, não por milagre, mas, porque já possuía um bom trabalho, uma boa carreira. 

Mas, a grande maioria dessas pessoas que seguem essas seitas mal tem um fusca velho para andar. Mas, daí perguntamos: Onde está a promessa de Deus? Porque Deus não honra essas pessoas conforme os falsos pastores prometem? A resposta é: Deus não é um comerciante. Ele não faz barganha. O que ele exige de nós é a Fé, é a observância dos Mandamentos.

Quando isso não ocorre vem a frustração, porque acham que ou Deus não lhes foi fiel, ou a pessoa não está sendo fiel o suficiente e se tornam escravos desses falsos pastores que pedem mais e mais.

Recentemente a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, foi condenada a devolver a um fiel que sentindo-se enganado pediu na justiça a devolução das ofertas que deu, pois, a Justiça acatou e deu causa ganha ao fiel. E assim tantos outros processos de pessoas que acordaram pra vida e viram que estavam sendo ludibriadas. 

A teologia da prosperidade não vem de Deus porque ela vai contra tudo o que Jesus ensinou. Vamos aprender o que a Bíblia diz sobre isso:

Mateus 19, 16-24. – “Vai vende tudo que tem e dê aos pobres” [...] “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no céu”. De nada adianta você ter bens, ser rico se antes não tiver amor, não renunciar a si mesmo para seguir Jesus na totalidade – Mateus 16, 29 – Jesus não promete riquezas para quem segui-lo, mas oferece a recompensa da vida eterna. “Por isso, em verdade lhes digo que quando o Filho do homem estiver em sua glória, vós que me seguis estareis sentados em doze tronos para julgar as tribos de Israel” Mateus 16, 28. 

Zaqueu disse a Jesus: "Senhor eis que eu darei aos pobres metade dos meus bens e, se por ventura tenha defraudado alguém lhes restituirei quatro vezes mais". (Lucas 19, 8)  

Marcos 6, 7-13. – Jesus envia os apóstolos e recomenda-lhes: “Não leveis mais que o necessário”, ou seja, que vivam com modéstia anunciem o Reino de Deus, curem os doentes, expulsem os demônios" [...] Hoje, Jesus não pede para andarem de carro do ano, nem de terno e gravata, nem que peçam altos salários em suas pregações. Jesus pede desapego. 

Em outra passagem o evangelista vai dizer que Jesus pede que aos que os acolherem, ao ficar ali transmitam a paz e comam o que derem. Os falsos pastores ostentam belos ternos, carros do ano, são muitas vezes intolerantes com aqueles que não pagam os dízimos e as ofertas para que eles vivam uma vida de luxo. Jesus manda fazer o contrário. Envia-os sem bens, sem riquezas porque a preocupação do pregador é com a salvação das almas e os bens, a riqueza, muitas vezes acomoda e faz desvirtuar o sentido do evangelho. 

Mateus 10, 8. “De graça recebeis, de graça deveis dar”. Aqueles que são chamados a fazer o bem não devem cobrar por aquilo que fazem porque não é a pessoa que faze sim o próprio Deus. Jesus manda curar os enfermos, ressuscitar os mortos, expulsar os demônios, mas, tudo isso é dom de Deus e não é mérito humano. Essa graça especial que é dada aos escolhidos não deve ser trocada por favores, por dinheiro ou por ofertas como exigem os falsos pastores.

 Continua, Mateus 10, 9. Jesus diz que aquele que for enviado não deve senão contentar-se com o que tem e com o que lhes dão e não exigir mais que o necessário. “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro” [...] nem mochila, nem bastão, nem calçados, nem duas túnicas" [...] ou seja, não ostentem, não busquem senão fazer o bem sem a necessidade de riquezas.

 Os falsos pastores, no entanto, exigem altos cachês para fazerem pregações e shows. Nas pregações falam mais do diabo que de Deus, além de exigirem de seus fiéis, quando não se tem o que doar até bens futuros com a herança como bem vemos um vídeo que circula nas redes sociais de um certo pastor pedindo que seus fiéis deixem as suas heranças para a igreja. 

Também um vídeo em que uma certa denominação foi denunciada por colocar advogados para forçar idosos a passarem em vida seus bens para o nome da igreja. Esses falsos pastores fazem uma lavagem cerebral nos seus fiéis prometendo coisas, bens e prosperidade em nome de Jesus, que não está de acordo com a moral cristã e nem é o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Mateus 6:19-21 – “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam”.

Jesus após fazer o ensinamento sobre as boas obras, depois de ensinar a rezar o “Pai-Nosso”, nos ensina que a única riqueza que devemos ter é a fé. Ajuntar tesouros no céu e não neste mundo. Aqueles que barganham com Deus alguma coisa perde a vida eterna. Quem se vangloria pelas boas obras que faz, perde a vida eterna. Mateus 1, 2-3. Porque o bem, a graça, o milagre se Deus concede não é obra nossa para que nos vangloriarmos, mas, é obra de Deus. Na Oração do Pai-Nosso, Jesus ensina que devemos pedir: 

  1. Pai nosso que estais no céu. Por Jesus temos acesso ao Pai. É Deus que sai do templo e vem até nós por Jesus. Por isso, ele quer que o chamemos de Pai. 
  2. Que santifiquemos o seu Nome. Porque somente Ele é o justo, o Santo, o nosso Deus.
  3. Que concretize em nós o seu Reino. O reino de Deus deve-se fazer em cada um de nós. O reino material nós não precisamos dele. 
  4. Que seja feita a sua vontade, tanto na terra como no céu e não a nossa vontade. Não podemos obrigar a Deus a fazer aquilo que não for de sua vontade.
  5. Que tenhamos apenas o pão de cada dia, ou seja, o necessário para vivermos um dia de cada vez, sem necessidade. Por isso se diz o 'Pão nosso de cada dia nos dai hoje'. O dia de amanhã pertence a Deus.
  6. Que Ele nos perdoe, mas, antes é necessário perdoar as ofensas (as dívidas) também daqueles que nos tem ofendido.
  7. Que não nos deixe envolver pela tentação que o diabo com as coisas deste mundo nos oferece.
  8. E que assim nos livre de todo mal. 
Se você pensa em barganhar com Deus, se busca a prosperidade, não busque nas falsas promessas desses falsos pastores, busque nesta Oração que Jesus nos ensinou. Ela é a cartilha de Deus para tudo que precisamos.

Guardem bem isso: Não é preciso que alguém devolva nada pra Deus em troca de uma graça. Jesus nos concede tudo de graça, pois, é por sua chagas que somos curados – Isaías 53, 5 – não caia na lábia dos falsos pastores que exigem dinheiro, bens em troca de bençãos, pois, o maior bem que Deus pôde nos dar foi Jesus Cristo que por amor a nós se entregou na cruz para nos salvar.

Jesus não precisa de dinheiro para nos curar. Ele exige apenas uma coisa, a Fé. Todas as vezes que Jesus curava dizia: “Vai, a tua fé te salvou!”, ou ainda, quando disse ao centurião: “Não encontrei em nenhum dos filhos de Israel alguém com tamanha fé quanto este homem” [...] Vá seja feito conforme a tua fé!” Mateus 8, 10.13

E ainda quando Jesus curou a filha da mulher Cananéia que sofria atormentada por um demônio: “Ó mulher, grande é tua fé! Seja feito como desejas. E na mesma hora a sua filha ficou curada”. Aquela mulher reconhecia e acreditava que somente Jesus podia curar sua filha. Tinha fé. Mateus 15, 28.

Jesus não pede nada, não exige nada de nós senão a fé. No entanto os falsos pastores, usam de diversos engodos dizendo que para Jesus curar, para dar prosperidade é necessário ser fiel e contribuir. Porém, Jesus não promete riquezas. Não promete prosperidade, mas diz que quem quiser segui-lo deve abraçar, tomar sua cruz, renunciar a si mesmo. Ou seja, Jesus está dizendo que o cristão deve passar pelo calvário como ele passou.

Em Mateus 8, 34, está escrito: - “Aquele que quiser me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!”

Mateus 8, 18-21. Quem quiser seguir a Jesus deverá ser abnegado, desprezar as riquezas, não ter apego a sim mesmo, nem as coisas deste mundo senão ao próprio Cristo.

E por fim, na Igreja que se iniciava, já estava claro o espírito de partilha. Conforme Jesus outrora ensinou “Vai vende o que tens e dê aos pobres!” ; a Igreja não cobrava dízimos, mas, vivia da caridade, onde quem tinha mais repartia com os pobres de modo que ninguém passasse necessidade, eram unidos de coração e não pelo dinheiro, tinham tudo em comum, viviam em oração. Atos 2, 42-47.

Para que servia as coletas de Paulo?

 Na Bíblia, o apóstolo Paulo realizou uma coleta entre as comunidades cristãs que fundou para ajudar os pobres da Igreja-mãe em Jerusalém. A coleta foi um grande empenho de Paulo e envolveu outros companheiros de missão.

A coleta para o povo de Deus é mencionada na Bíblia em 1ª Coríntios 16, 1-3, onde Paulo ordena às igrejas da Galácia que façam o mesmo. Paulo pede que cada um separe uma quantia no primeiro dia da semana, (isto é, no domingo), de acordo com a sua renda, para que não seja preciso fazer coletas quando ele chegar.

A pergunta é: Você já viu algum pastor dizer que as coletas de sua igreja servirão apenas para a caridade ou para ajudar alguma comunidade que esteja precisando? Ou destino dos dízimos e das ofertas, os milhões que eles arrecadam servem para viverem uma vida de luxo, com carros do ano, helicópteros e jatinhos, férias em lugares paradisíacos? ...

A teologia da prosperidade é manca. Ela ajuda apenas um lado, o lado do pastor, do falso pregador, do falso discípulo. Porque enquanto ela enriquece a uns poucos, as igrejas estão cheias de pobres, de necessitados, de doentes. Esses falsos pastores são falsos milagreiros.

Não se enganem! E lembrem-se que as igrejas estão cheias, mas, de corações vazios.

A Graça de Deus não deve ser objeto de barganha. Jesus não veio para senão salvar as almas. A salvação não se compra, nem se vende. Milagres acontecem, mas não se vende, nem se compra. O que Jesus pede é um coração sincero, contrito e humilde. Obediência às suas leis. Fé é a única coisa que Jesus pede. Aquele que tem fé tem tudo e tudo consegue.

Jesus pede oração, que sejamos pessoas e oração. Jesus atende em Oração. Ele disse: "Pedi e recebereis, procurais e achareis, batei e ser-lhe-á aberta!" (João 16, 23-28). Os milagres acontecem não por dar mais ou menos, mas por méritos de Cristo. É de graça e por Graça que Deus nos concede a saúde do corpo e da alma.

Se formos unidos a Ele a obra se fará. Não é preciso recorrer à promessa e barganha. Deus nos ama e porque nos ama se pedirmos com fé ele nos dará.

Não caiam na lábia de falsos pastores, eles nada podem fazer, ainda que prometam o mundo inteiro. Jesus não é um comerciante, se ele nos atende é por sua Graça e nós nada merecemos. Mas, a maior graça que todos devem pedir é a Salvação.   

O Senhor Jesus foi contra os vendilhões do templo que usavam a casa de Deus para ganhar dinheiro; foi contra a atitude daqueles fariseus hipócritas que usavam a Lei de Moisés com artifícios para oprimir o povo. 

Ele nos ensinou que antes de mais nada é preciso buscar o reino de Deus e a sua justiça: "Busquem primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais lhe será acrescentado!" Mateus 6, 33

"Está escrito, 'Minha casa é uma casa de oração, mas, vós a tornastes um covil de ladrões". (Marcos 11, 17)     

E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará." 

Atos 2030. "E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si."

Tomemos cuidado para não sermos enganados pelos falsos pastores. Eles se vestem em peles de ovelhas, mas, são lobos vorazes. 

Quando você ver um pastor dizer que se deve ser fiel na paga do dízimo e das ofertas. Quando você ver alguém ser menosprezado pela igreja porque não está pagando o dízimo. Esses falsos líderes não agem com a caridade que Cristo ensinou. São pessoas desumanas e gananciosas. Não falam em nome de Deus.

Tem pastores que vão na casa do fiel cobra a paga do dízimo. Tem pastores que afasta o fiel por não estar em dia com a paga do dízimo. Veja bem! Essas pessoas não estão agindo de acordo com o evangelho. Não são verdadeiros cristãos. Porque Jesus não deixou nada escrito, nem falou nada a respeito. 

Esse "lobos em pele de ovelhas" agem segundo o diabo e não tem compromisso com o verdadeiro evangelho que é antes de tudo, o amor ao próximo conforme ensina Nosso Senhor e reafirma São Paulo. 

A caridade é o bem maior. Tomem muito cuidado com essa gente, pois, o que eles pregam e ensinam não vem de Cristo. E todo aquele que prega um evangelho que é diferente daquilo que o Apóstolos ensinaram e que vem do Senhor Jesus não merece crédito porque essa pessoa, segundo São Paulo está excomungada.

Esses pastores que ameaçam maldição a quem não for fiel aos dízimos e nas ofertas, que põem medo nas pessoas, esses que pregam e prometem prosperidade e milagres com dia e hora marcada em nome de Jesus (esse Jesus não é Jesus da Bíblia) são mentirosos e seus ensinamentos são falsos. Porque Jesus cura quando quer, onde quer e em todos lugares. 

Guarde bem isso: Deus cura mediante a fé por graça e de graça, não temos que pagar nada a não ser fazer a obra de Deus. A Salvação é pela graça mediante as boas obras. 

Deus não cobra pela salvação, ele já pagou o preço por nós na Cruz. Jesus não tem  e dia hora marcada para fazer milagre. Isso é invenção da teologia da prosperidade. Se ele o faz a obra, faz por sua vontade e não pela nossa vontade. Basta pedir com fé, (Deus conhece nossos corações), (Cf. Mateus 7, 7-14 - Cf. Mateus 21, 22) - Deus é nosso Pai. "Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos seus filhos, quem dirá o Pai celestial dará coisas boas a quem lhe pedirem?"  - E no Pai Nosso rezamos: "Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!" - Cf. Mateus 6, 10. 

Como podemos orar dizendo a Deus "seja feita a vossa vontade" e depois vamos afrontar a Deus rezando a Oração do Pai Nosso, fazendo aquilo que o pastor diz? Porque o pastor pediu para dizer:  "Eu quero!" ; "Eu determino tal coisa, tal cura." - Parece aquela criança mimada que quer tudo na mesma hora. 

Ou ainda, eu pago o dízimo para Deus honrar suas promessas e dar aquilo que necessito". Quando as pessoas dizem isso instigadas pelos falsos pastores estão afrontando a Deus e é um testemunho anticristão e antibíblico.

Portanto, é necessário passear pelos Evangelhos e perceber nos ensinamentos apostólicos para não cairmos na lábia desses mercenários do evangelho. Aprenda com Jesus que nasceu pobre, não tinha onde reclinar a cabeça, (Lucas 9, 58 - Mateus 8, 19-20), morreu nu pregado do madeiro (Mateus 27, 28-31) - não será diferente ao cristão enfrentar tudo isso pois ele mesmo disse: "Sereis perseguidos, levados aos tribunais e mortos (Mateus 24, 9.13) Mas, o que perseverar até o fim será salvo!" Jesus não promete prosperidade, ele disse que para segui-lo, deve-se antes tomar a sua cruz. (Lucas 9, 23-26) - Portanto, tomem cuidado  com essa gente que não prega o verdadeiro evangelho. 

Sabemos que tudo que Deus opera em nós não é por merecimento, mas, é pela graça. Mas, a graça de Deus exige de nós o compromisso de sermos leis a Ele à sua palavra. "A graça não vem de graça" Isto mesmo! Deus exige de nós que para sermos merecedores cumpramos os mandamentos. A melhor forma, na qual Nosso Senhor exige é o amor.

Já no leito, prestes a morrer, um repórter perguntou às Madre Teresa de Calcutá:

"- Madre, qual a sua religião?"

Ela respondeu: "Minha religião é o amor."

Perguntou o repórter: "-Qual é o Deus da sua religião?"

Ela respondeu: "- O Deus da minha religião é o próximo".  

Sim, meus irmãos. Jesus disse que devemos amar o próximo. Não importa se o próximo é nosso amigo ou inimigo. Isso nos mostra que a prosperidade do reino de Deus não está em conseguir coisas materiais, mas no amor. Onde está o próximo, aí está Jesus. O segredo da santidade está no amor. Esse é o maior mandamento deixado pelo Senhor Jesus. "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado!". 

Quantas vezes nós escutamos ou lemos esta passagem na Sagrada Escritura e não compreendemos. Amar como Jesus amou. O amor de Deus é entrega, é perdão é doação. Muitas vezes nós trocamos esse amor pelas coisas materiais, pelas falsas promessas. 

O evangelho reverso pregado pelos falsos pastores nos dão a entender que Deus é apenas um atendente, um empregado a nosso dispor. Mas, o Evangelho puro das Escrituras ensina-nos um Deus que pode sim, dar aquilo que precisamos desde que possamos pedir o necessário, pois, cabe a nós buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, (Mateus 6, 33), em segundo lugar a sua justiça e as demais coisas virão por acréscimo. Assim Jesus nos ensina a pedir na oração do 'Pai Nosso', e o que precisamos? O pão nosso de cada dia e o seu reino. O pão Jesus nos dá todo dia, o pão da Palavra e da Eucaristia. O reino nós devemos buscá-lo construir já aqui na terra. O reino de Deus virá se cada um fizer a sua parte sem se preocupar com aquilo que o mundo oferece. 

Também não podemos tentar a Deus determinando nada porque Ele fará cumprir sua vontade no tempo certo. Lembre-se que Moisés ao tentar a Deus  o deserto não pôde entrar na terra prometida. (Hebreus 3, 8-11). 

Quando algum líder religioso seja padre ou pastor pedir para determinar a Deus  lembre-se dessa passagem pois querer determinar aquilo que é da vontade Deus é pecado, é tentar a Deus. "Não tentarás o Senhor teu Deus!" (Deuteronômio 6, 16).

E quando pedirdes algo dizei antes assim: "Senhor meu Deus e meu Pai, em nome de Jesus se for da tua vontade, se for para o bem do meu corpo e da minha alma, atendei a minha oração..." e peça ao Senhor a graça que necessita, mas, nunca force a Deus aquilo que não for de sua vontade. 

Deus nos ama, ele não pede nada em troca a não ser que sejamos fiéis a ele. Ou seja, que sejamos bons filhos. Que obedeçamos os Mandamentos. (João 14, 15-21:23-24).

Não é preciso dar dinheiro para a igreja, para o pastor, para o padre para receber um favor de Deus. Ele apenas pede que peçamos, (Mateus7,7-8). Não caia na lábia dos falsos pastores que ensinam que Deus só é fiel se formos fiéis a ele na paga de dízimos e ofertas. Não! Deus é fiel sempre. Ele sempre mantém sua aliança independente de qualquer situação. Também não faz distinção de pessoas seja por credo, raça, ou cor. 

Entenda que Deus não dá algo para nós se isso não servir para nossa santificação. Jesus disse: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier perder sua alma?" (Marcos 8, 36).          


 

         

sábado, 8 de fevereiro de 2025

JUSTIÇA REJEITA PARTE DA AÇÃO MOVIDA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA A FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II E CANÇÃO NOVA. ENTENDA O CASO.

 

 

A ação movida pelo Ministério Público contra a Instituição, Fundação João Paulo II, mantenedora da Canção Nova teve uma reviravolta por parte da Justiça.

O Meritíssimo Juiz Gabriel Araújo Gozalez, negou nesta terça feira dia 04 de fevereiro de 2025, o pedido do Ministério Público para que houvesse intervenção na Instituição, inclusive, na ação pedia o afastamento dos cinco membros e seu presidente, Padre Wagner.

Entenda o caso:

A Fundação João Paulo II é uma instituição que possui diversos serviços, também uma faculdade e realiza serviços filantrópicos como: o resgate de jovens em situação de vulnerabilidade e movimenta milhões por ano com a utilização de recursos e doações de fiéis para fins destinados à evangelização e mantém a TV Canção Nova. Embora sejam instituições distintas, isto é com CNPJ diferentes elas mantém um elo entre si por serem instituições da Igreja Católica e promoverem a evangelização.   

O que está por trás deste processo é a guerra de poder de um grupo ligado à Fundação. Após a morte do Monsenhor Jonas Abib as coisas começaram a aparecer. Porque uma ação do Ministério Público surge neste momento de transição? 

Cabe lembrar que o Ministério Público vinha ao longo dos anos aprovando as movimentações financeiras pelas prestações de contas sem nenhum questionamento.

Ou seja, a prestação de contas anteriores, todas foram aprovadas pelo Ministério Público. Não havia questionamentos a respeito sobre desvio de recursos. Com a morte do fundador houve quem quisesse se beneficiar disso. 

É no mínimo muito estranho que o Ministério Público tenha pedido o afastamento do Conselho Deliberativo, mas, não pediu o afastamento do seu diretor executivo que é o senhor Florindo. Ele é quem assina os contratos financeiros. Se o problema fosse o desvio de dinheiro porque o Ministério Público não o incluiu no processo, sendo ele o principal responsável pelos contratos e inovações?

Outra acusação é que a fundação teria acobertado um caso de assédio moral. Segundo a defesa da Fundação essa acusação foi feita sem provas concretas. O processo disciplinar contra os quatro membros, feito pelo comitê de coplize não garantiu o direito de defesa dos acusados. O Conselho deliberativo optou pela suspensão para que eles pudessem se fender.

O comitê de coplize foi feito por funcionários subordinados ao diretor executivo, o sr. Florindo, que não tem autonomia para tomar decisões imparciais. E o inquérito do Ministério Público não ouviu as todas as testemunhas, inclusive a vice-diretora executiva. Segundo a Defesa essa acusação foi usada como um pretexto para justificar a intervenção na Fundação.

Qual era a intenção? Colocar a família Flor no controle da fundação e a Defesa afirma que o objetivo era entregar o controle da Fundação João Paulo II à família Flor. Dona Petúnia, ganharia uma cadeira vitalícia na Fundação garantindo a ela a escolha de seus sucessores. Isso significa que com ela no cargo poderia indicar seu esposo senhor Florisbelo para diretor, ele é o atual vice-presidente do Conselho Deliberativo, ou seu filho, sr. Florindo (Flor). Isso iria criar um nepotismo na instituição garantindo à família Flor o controle absoluto da Fundação João Paulo II, contrário ao desejo do fundador e sem nenhum membro religioso.

O mais curioso é que Dona Petúnia não quis essa cadeira vitalícia. E o mais estranho é que o Ministério Público não pediu o afastamento do senhor Florindo. Segundo a Defesa o Ministério está sendo seletivo, agindo com parcialidade nas acusações em favorecimento de um grupo específico.  

A promotora de Justiça Marcela Agostinho Gomes Ilha defendeu que a Fundação João Paulo II tem atuado com "nítido desvio de finalidade, segundo ela a entidade agia a favor dos interesses da Comunidade Canção Nova".

Inclusive, na ação, o Ministério Público pediu medidas drásticas contra a Fundação João Paulo II com tutela provisória, ou seja, pedindo uma decisão desde já ao Juiz sem esperar o prazo legal. Incluindo o afastamento imediato dos sete membros do Conselho Deliberativo com alegação que eles estavam beneficiando a Canção Nova indevidamente, intervenção judicial na Fundação, com o interventor assumindo o seu controle total, mudanças no estatuto para limitar a presença de membros indicados pela Canção Nova proibindo a sua recondução e alteração nas regras de votação.

É neste ponto que vão se falar da laicização da Canção Nova. E ainda pedia fiscalização rigorosa no Ministério Público com levantamento detalhado de todos os bens da Fundação tais como: Móveis, imóveis, além de novas regras para locação e cessão do patrimônio. Também a análise dos hoyalties pagos à Canção Nova alegando que os valores estão acima do mercado.

Está mais do que claro que a intenção do Ministério Público era redução da influência da Canção Nova na Fundação.        

Segundo a promotoria ‘há uma série de atos que direcionam os esforços da Fundação João Paulo II à Comunidade Canção Nova, em renúncia de receitas pela Fundação João Paulo II", o que colocaria em risco o futuro da entidade filantrópica e sem fins lucrativos.

A Justiça avaliou não haver elementos suficientes para o afastamento dos membros do conselho deliberativo. E decidiu por rejeitar a maior parte desses elementos considerando que não há até o momento provas suficientes para afastar o conselho ou decretar uma intervenção. Portanto, até o momento a Fundação continua do jeito que está.  

"Não se trata de uma fundação privada que, a partir de manobras estatutárias ou fatos não previstos, viu-se sob a influência de outra instituição. Na realidade, o caso é de uma fundação pensada para uma atuação separada, mas em estreita ligação com a Comunidade (ambas tidas como instrumentos para a evangelização e atuação social), inclusive com apoio financeiro, estrutural e de mão de obra", diz o documento.”

"No presente momento, não há elementos para se concluir que, durante a gestão do atual Conselho Deliberativo, a relação financeira entre a Fundação João Paulo II e a Comunidade Canção Nova se tornou mais nociva à fundação, de maneira a colocar em risco o alcance das suas finalidades".

O Juiz diz que há uma disputa pelo poder nas instituições após a morte do Monsenhor Jonas Abib fundador da Fundação João Paulo II e da Canção Nova.

No documento o Juiz argumenta “aparentemente, Fundação João Paulo II vivencia a instabilidade e os conflitos comuns às organizações no período de transição após a morte de uma liderança incontestável e carismática até a consolidação da atuação e da divisão dos poderes dos seus sucessores".

O que se pode observar na peça do processo é que há discrepâncias no depoimento das testemunhas. Enquanto a maioria das testemunhas afirmaram que a Fundação João Paulo II e a Canção Nova são instituições separadas e não há interferência e não existe confusão, o diretor executivo da Fundação foi a única pessoa que insistiu na tese contrária e sugeriu que existe uma relação confusa entre as duas instituições. Mas, a pergunta é: porque o diretor executivo mantém esta postura diferente das demais testemunhas?

O próprio Juiz destacou que as provas apresentadas não sustentam, pelo menos no início. Ou seja, a posição do diretor executivo não foi o suficiente para convencer o Juiz.

Por ora não haverá intervenção judicial, não haverá afastamento do conselho deliberativo, não haverá mudanças no Estatuto da Fundação. O caso não acabou e uma audiência de conciliação está marcada para o dia 25 de março.     

 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

REFUTANDO AS ACUSAÇÕES DE UM PASTOR PROTESTANTE SOBRE A VIRGEM MARIA. A sua Virgindade Perpétua, Sua Assunção, Sua Imaculada conceição. Maria teve ou não mais Filhos com José?

 

Caros irmãos em Cristo. Paz e bem. Uma postagem de um vídeo nas redes sociais do pastor Cláudio Duarte sobre a Virgem Maria tem chamado a atenção.

Esse é o mesmo pastor protestante que em uma de suas entrevistas nas redes sociais disse ter inspirado suas pregações a exemplo do saudoso Padre Léo da Comunidade Canção Nova.

Só ficou na inspiração porque se tivesse mesmo tomado o exemplo do saudoso Padre Léo jamais poderia dizer tanta bobagem; na verdade se tornou a "cinderela às avessas". E muitos católicos ao escutar e ver suas pregações acham que ele está dizendo maravilhas. Inclusive, as palavras que ele diz ao elogiar Maria em alguns aspectos não tira dele o sentimento protestante de logo depois concluir que ele está certo e que nós católicos estamos errados porque para ele ou qualquer protestante Nossa Senhora continua sendo uma mulher qualquer. É como aquela mãe que na recusa do filho por aceitar a chupeta coloca mel ou açúcar para induzir e fazer o bebê aceitar.

 

Essa atitude também foi usada por satanás quando tentou Jesus. Satanás não usou suas palavras para tentar Jesus. Satanás usou de má fé a Sagrada Escritura citando os Salmos. Assim os falsos profetas, os falsos pastores também tentam convencer as pessoas iludindo-as e persuadindo-as com frases e versículos paralelos da Escritura. Os menos entendidos, os que não procuram estudar ou beber da fonte segura que a Igreja oferece, inclusive pelo Catecismo são os que mais caem na lábia desses falsos mestres.

 

"Pois virá o tempo em que alguns não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, segundo os seus próprios desejos, como quem sentindo uma comichão nos ouvidos, se rodearão de mestres. Desviarão os ouvidos da verdade, orientando-se por fábulas". (2Timóteo 4, 3-4).

 

Esse pastor tem arrastado muitas pessoas para ouvir e ver suas pregações das quais muitas contém heresias, erros que para nós Católicos são erros teológicos graves e que a uma pessoa de pouco conhecimento é capaz de semear a dúvida e induzir à pessoa a um conhecimento que não está de acordo nem com a Sagrada Escritura, nem com a Sagrada Tradição e nem com o que a Igreja ensina.

 

Aqui quero chamar atenção de vocês para estar atentos pois, nem tudo o que ouvimos e vemos por aí daqueles que se acham os “donos da verdade” e que procuram de certa forma influenciar as pessoas pelas redes sociais não estão muitas vezes preocupados com a verdade evangélica, mas, em, arrastar seguidores e conseguir fama a qualquer custo.

No vídeo ele fala que não aceita que Nossa Senhora seja Mãe de Deus, "como pode Maria ser mãe de alguém mais velho que ela?" (...) diz o pastor. 

O que ele não sabe em que o que ele chama de "puxa daqui e puxa dali" é só do lado dele porque do nosso lado, da nossa parte, nós católicos entendemos bem e nunca desmerecemos a pessoa da Virgem Maria e a temos grande apreço.  A veneramos como nossa Mãe, Mãe de Deus e da Igreja, tal como nos tem ensinado os Apóstolos e os Pais da Igreja desde os primeiros séculos. 

Nós amamos e veneramos a Virgem Maria como o ser mais puro precioso que Depois de Deus veio à terra. Ela foi escolhida por Deus, sonhada por Deus e contribuiu com seu sim generoso em favor de toda a humanidade para nossa salvação.

Ela caminhou com Jesus, foi a mulher do silêncio "meditava e guardava todas as coisas no seu coração" Lucas 2, 19. O que Jesus sofreu na carne ela sofreu em seu coração. Ela é chamada de a Corredentora, porque ela ajudou a Deus no seu plano de redenção, caminhando com Jesus desde o seu nascimento até a Cruz. Quis participar deste mistério cumprindo o seu fiat generoso dado a Deus. (Lucas 1, 38) - Chamamos de a "plena de graça" porque assim Deus a escolheu como a bendita entre todas as mulheres porque em nenhuma outra criatura há tamanha benevolência e conforme ela mesmo disse "o Senhor fez em mim granes coisas" Lucas 1, 49 - por causa dele "todas as gerações me chamarão de bem-aventurada!" - Lucas 1, 48 (...)

Se veneramos Nossa Senhora, se a temos como nossa mãe e intercessora não é por causa dela, mas, por causa dele, seu filho Jesus Cristo. Nenhuma outra mulher pôde ser Mãe de Deus e nenhuma outra teve o privilégio de ter um Deus lhe chamando de mãe.

Se o pastor acha tão errado e não compreende que Maria seja Mãe de Deus deverá rasgar a sua Bíblia. Porque a mesma Escritura atesta que: Na árvore do Éden, a mulher, Eva, corrompeu toda a humanidade pela desobediência. A morte e o pecado entraram na humanidade ao comer o fruto da árvore do bem e do mal e dando a Adão, seu esposo. (Gêneses 3, 6-13).

Por causa da desobediência de uma mulher perdemos a filiação de Deus. Por causa da desobediência de um homem Adão a humanidade caiu no pecado, por meio de um homem Jesus, pela sua obediência e sua morte na cruz, a humanidade foi salva.

Na antiga criação Deus havia um homem e uma mulher, Adão e Eva. Na Nova Criação também há um homem e uma mulher, Jesus e Maria - Jesus, o filho de Deus, chamado por São Paulo de o "novo Adão". Jesus salvou a humanidade por meio de um único e verdadeiro sacrifício.

Maria chamada de a "nova Eva" pelo seu sim, pela sua obediência (Lc1, 38) -  tornou-se serva obediente colaborou em tudo para a nossa salvação. Por isso lhe chamamos de Corredentora no sentido de que ela colaborou junto de seu filho e nosso Senhor Jesus Cristo para nossa salvação. Quem não entender isso não pode ser considerado cristão porque esta é a verdade contida na Sagrada Escritura.    

Na árvore da Cruz, pela obediência de uma mulher, Maria, Jesus o Filho de Deus restaura-nos a condição de filhos e nos dá Maria por Mãe na figura de São João. (João 19, 25-27). E no início da Igreja estava Maria presente junto aos Apóstolos, (Atos 1, 12-14) no Cenáculo à espera do Espírito Santo.

 

Por meio de Eva a perdição entrou no mundo; por meio de Maria a Salvação entrou no mundo. O que Eva fez desobedecendo, Maria fez obedecendo. São Paulo aplica as mesmas proporções a Jesus chamando-o de o "Novo Adão", para explicar que um dia Adão pecou pela desobediência, Jesus salvou a todos pela obediência até a morte e morte de Cruz e por isso não há outro nome maior que não seja o nome de Jesus. (Filipenses 2,9) A teologia chama Maria de "Nova Eva", porque Cristo é o "Novo Adão". (1Coríntios 15, 45-57)

 

Claro, que isto é uma linguagem figurada. Maria não é reencarnação de Eva e nem Jesus é reencarnação de Adão. É para nos fazer entender que tipo de missão ela teve ao aceitar ser a Mãe de Cristo obediente colaborou com a obra de redenção da humanidade e por isso, se tornou corredentora, ou seja,  participante com Cristo no mistério da Salvação;  ela aponta para Cristo, como em Caná diz: "fazei tudo o que ele vos disser". (João 2, 5) Maria não atrai nossos olhares para si, mas ela nos aponta o caminho. Ela não ofusca a luz de Deus, pelo contrário, ela quer que essa luz brilhe cada vez mais em nós através de Jesus.

 

Vou descrever a fala deste pastor para que possamos entender e ver se isto está correto ou não de acordo com o que ensina a Igreja e a Sagrada Escritura:

“Se tem uma coisa que odeio são as extremidades quando o assunto é Maria. Me perdoe os católicos aqui presentes e os protestantes também.”

“Porque pra mim são dois sem noção muitas vezes. O primeiro (os protestantes), porque quer dizer Maria não é ninguém: Ah! Maria era uma mulher comum. Você é louco de dizer que Maria é qualquer uma? Maria foi a única mulher que pisou nessa terra e teve o privilégio de ouvir o Filho de Deus lhe chamar de mãe. Que história é essa? O anjo disse a ela: Salve, agraciada! O Senhor é contigo! Bendita és vós entre as mulheres”. 

“Então estes protestantes ficam dizendo que Maria é qualquer uma vai ler a Bíblia meu filho!” 

“Agora também os católicos. Maria não pode ser Mãe de Deus, gerou Jesus extraordinário não pecou quando se relacionou com José e não fez nenhum pecado. Porque ela não pode ser Mãe de Deus porque Deus é mais velho. Você só pode ser mãe de quem é mais novo. “DAANHHH”... 

“Então é um puxando para um lado e outro, puxando para o outro. Maria pra mim foi a mulher mais importante que recebeu a melhor missão. A Moisés Deus entregou seu povo. A Davi Deus entregou seu reino. Aos profetas, sua palavra e a Maria e a José seu Filho.”

“Então lave sua boca antes de falar desse casal, se não sabe falar fica quieto; agora não bote no lugar também que não tá”[...]

Como lemos a fala do pastor, ele não está de todo errado. O que ele fala de Maria parece bonito, mas é um engodo; uma artimanha para causar boa impressão cativar a opinião das pessoas principalmente os católicos.

 Veja, que quem agiu assim foi o diabo quando seduziu Eva a desobedecer a Deus usou de palavras de persuasão. O diabo é um lobo à espreita esperando a vítima. Ele age por sedução, mostra o mal como se fosse bom. Assim é a astúcia dos falsos profetas. Não sou eu que digo é o próprio Jesus que diz que "são lobos disfarçados de ovelhas". "Cuidado para que ninguém vos seduza!" (Mateus, 24, 4) - "Não sigais essa gente!"  (Lucas21,8)

Na postagem ele diz que os protestantes erram em dizer que Maria é uma mulher qualquer e que não é assim e que os protestantes devem agir, devem respeitar Maria, ler mais a Bíblia, etc. Até aí podemos concordar com ele. Mas qual é o propósito? Será que é mesmo com o propósito de fazer os protestantes enxergarem que estão agindo errado? 

Claro que não. O propósito deste senhor é acusar os cristãos católicos e dizer "olha vocês estão errados, Maria era especial, mas, não era assim não, ela pecou, teve outros filhos, não é Mãe de Deus"... É uma acusação diferente, disfarçada de elogio, parece boa no início mas é maliciosa. É como se você entrasse no restaurante e pedisse ao garçom uma comida e ele trouxesse um macarrão ao molho, o macarrão está estragado, então o molho em cima está lindo, mas por baixo não é nada daquilo que você esperava, a comida vai para o lixo. Assim é a fala desse pastor nada mais que uma comida ruim, estragada apresentada com um belo molho por cima.

Nós não podemos concordar, aceitar quando a Igreja é atacada em pontos em que são contrários à nossa Fé, ao que a Igreja ensina e a Sagrada Escritura, pois,  aqui vamos esclarecer baseado na verdade e segundo nos ensina a Igreja por meio do Catecismo da Igreja Católica e da Sagrada Escritura:

Maria é Mãe de Deus. Porque chamamos de Mãe de Deus? 

Quando o Pastor diz que nós católicos estamos errados porque dizemos e cremos e professamos que Maria é Mãe de Deus. Segundo ele estamos errados porque Maria não pode ser Mãe de alguém (Deus) que é velho.

A pergunta é: Onde e quando o pastor conseguiu contar a idade de Deus para saber se ele é velho ou novo? Então o Deus desse senhor não é o mesmo Deus das Escrituras porque o Deus das Escrituras é eterno não envelhece. O tempo, o calendário só existe para nós, as coisas criadas, não para Deus. Deus está além do nosso tempo. A Bíblia fala que Mil anos é para Deus como um dia. (2Pedro 3, 8). 

Quem é Deus? Deus é espírito, perfeitíssimo, eterno, criador do Céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Ele é nosso criador e nosso Senhor. Sendo eterno não tem princípio nem fim. Ou seja, para Deus não há contagem de tempo. O tempo só vale para a nossa realidade. A Bíblia quando vai explicar sobre a eternidade de Deus diz que "mil anos para Deus é como um dia e um dia para Deus é como mil anos".

Quem é Jesus? Jesus é Deus; o Filho de Deus gerado não criado, é consubstancial ao Pai. Assim como o Pai é eterno. Ele é o alfa e o ômega. O princípio e o fim. Ou seja, Jesus e Deus Pai é a mesma pessoa.

 Assim professamos no Credo Nicenoconstantinopolitano:

"Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, / de todas as coisas visíveis e invisíveis. / Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, / nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, / Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, / gerado, não criado, consubstancial ao Pai. / Por ele todas as coisas foram feitas. / E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus".

Jesus é Deus, ele e o Pai é a mesma pessoa (João 10, 30). Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, Jesus é nascido do Pai antes de todos os séculos; isto significa que Jesus já existia antes de ser encarnado. Quanto se encarnou no ventre de Maria, então, Maria torna-se ser a Mãe de Deus.

Deus não tem princípio nem fim, ele é eterno. Não há contagem de tempo no que se refere a Deus porque ele existe desde toda eternidade (a eternidade não é algo a ser medido) e diante disso, não há noção de espaço e tempo de Deus. Ele é o antes, o agora e o depois. Assim ele se apresentou a Moisés no Sinai, "Eu sou o que sou", ou "Aquele que é", JAVÉ OU YAWEH.

Então, Deus não é velho, nem novo, nem criança, nem adulto. É por isso que muitos santos tiveram a visão de Jesus Menino. Da mesma forma agem os anjos. Deus se manifesta do jeito que ele quer e da maneira que ele quer. 

Nosso Senhor Jesus Cristo quando se encarnou, ele veio dentro de nosso tempo assumiu a natureza humana exceto no pecado, sofreu as nossas fraquezas e para nos salvar aceitou morrer na cruz por nós e, como é Deus no terceiro dia ressuscitou e pelo seu próprio poder subiu ao Céu. 

E é por isso professamos que  Ele desceu dos céus e se encarnou no ventre de Maria. Para isso Ele a preparou como um vaso limpo, casto e puro, sem mancha sem rachaduras do pecado para que pudesse habitar. Aqui, dentro de nossa realidade como homem ele viveu 33 anos.  

Gálatas 4, 4-5; “Quando, porém, chegou a plenitude dos tempos, (ou seja, o tempo estabelecido por Deus), enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sobre a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial.” Aqui há de se entender que 'se Deus enviou seu Filho ao mundo somos herdeiros da graça, e devolvendo-nos a condição filial de Deus por essa mesma graça somos filhos de Maria' tal como ele estabeleceu antes de sua morte na cruz na pessoa de São João. Nossa Senhora não é apenas a mãe de Jesus, mas, ela é Mãe da humanidade que foi redimida por Ele. 

Veja! A Bíblia nos ensina que Jesus que é Deus veio a este mundo nascido de uma Mulher para que pudéssemos receber a adoção filial. Aqui está a chave da questão. Por meio de Jesus nós recebemos a adoção filial. Então, Jesus Cristo que é Deus, desceu ao nosso meio para nos dar a adoção filial. Somos filhos de Deus pela graça.

Se Jesus que é Deus, é o filho de Maria automaticamente ela se torna nossa Mãe por meio desta mesma graça. Jesus o Filho Unigênito de Deus é nosso “irmão” também pela Graça. E como Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo ele é eterno. Se é eterno não podemos dizer que Deus é velho ou novo. Aliás, Jesus quando estava neste mundo cumprindo sua missão era jovem. 

Veja que a heresia de alguém que se diz ser “pastor”, mas, não tem um mínimo de raciocínio para entender quem é a pessoa Jesus e que a Missão de Maria é ser a Mãe de Deus.

Se a base da Fé cristã é que Jesus é o Filho de Deus e, portanto, é Deus junto com o Pai e o Espírito Santo. Se os protestantes também professam esta mesma fé de que Jesus se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria conforme atesta a Sagrada Escritura, e se cremos sem dúvida que O Filho é consubstancial ao Pai e assim participam da mesma natureza divina; se cremos que Jesus é o alfa e o ômega, o princípio e o fim conforme Apocalipse 1, 8, como podemos negar que Maria seja Mãe de Deus? 

Então com todo respeito o pastor Cláudio Duarte, ou ele é ingênuo demais ou desconhece a toda a base da Teologia cristã para negar essa verdade tão explícita pela Sagrada Escritura.

Maria é Mãe de Deus. A própria Sagrada Escritura esclarece. Jesus sendo Deus é eterno. Em Gênesis, quando Deus criou o mundo, na passagem que fala da criação do homem, o texto aparece no plural. Por quê?

Deus disse: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança" - Gêneses 1, 26 - que se pode entender? Que ali no ato da criação estava presente a "Santíssima Trindade" - Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Já ali, no início a Sagrada Escritura indica-nos a presença de Deus Uno e Trino na Obra da criação. E quando Jesus se fez homem no seio de Maria essa mesma natureza divina estava presente. Jesus não se tornou Deus depois, não! ele já era Deus quando se encarnou. O mesmo Deus que criou todas as coisas. É por isso que chamamos Maria de Mãe de Deus. Ela gerou Jesus que a Sagrada Escritura vai chamá-lo de o Emanuel que significa "Deus conosco".

Ele encarnando-se recebeu o DNA de Maria, o seu sangue contém o DNA de Maria. Jesus não tem o DNA de José, porque José era seu pai adotivo. Mas, o DNA de Maria sim. Não é nenhuma heresia dizer que o Sangue de Cristo é o mesmo sangue de Maria, como sabemos cientificamente que o filho carrega em seu sangue o DNA da mãe. A natureza humana de Jesus recebeu seu DNA. O sangue de Jesus derramado por nós é o mesmo de sua Mãe. E como a pessoa humana e a pessoa divina do Filho de Deus é uma só como cremos, não podemos negar essa verdade.

Ele ressuscitou e subiu ao Céu foi de corpo, alma e divindade. Conforme ele mesmo se apresentou diante dos Apóstolos: "Vede minhas as mãos e os meus pés, sou eu mesmo, um espírito não tem carne e nem ossos..." (Lucas 24, 39) 

Ora, se Jesus ressuscitado de carne e osso está no céu e se cremos que ele é Deus logo, a própria Bíblia atesta Maria é mãe de Deus. Porque ele quis assim, quis se encarnar, vir a esse mundo assumir a natureza humana e ao mesmo tempo sendo divino ter Maria por mãe conforme ele mesmo escolheu. As duas naturezas do Verbo não se separam. MARIA é mãe de Deus Filho.

"Ele será grande e será chamado filho do Altíssimo". (Lucas 1, 32)    

Nós professamos que Jesus Cristo é Deus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Não só os cristãos católicos, mas, os outros cristãos inclusive os evangélicos professam essa mesma verdade. Se Jesus é Deus e ele nasceu de uma mulher (Maria), logo, Maria é mãe de Deus. Porque Maria gerou Jesus no todo, isto é, a pessoa divina e a pessoa humana de Jesus Cristo foi colocado no seu ventre santo. Não existe separação. Se dissermos que Maria só concebeu Jesus somente na estrutura humana, excluímos a divindade existente do Verbo Encarnado. Negando assim, a encarnação de Cristo e isso é uma heresia grave. Jesus se encarnou com o seu todo o humano e o todo divino. Por outro lado, como cremos, Maria gerou Jesus, Deus e homem ao mesmo tempo, logo, não é difícil compreender que ela é Mãe de Deus.

Tanto os católicos, quanto os protestantes professam essa verdade "Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus!"  - Note a falta de conhecimento teológico por parte de alguns que se dizem ser "pastores", mas, agem com preconceito ou ignorância no que se refere a esta verdade que é a base da fé cristã.

Dizer que Maria é uma mulher qualquer e que ela não é a Mãe de Deus é o mesmo que subestimar a vontade e a sabedoria de Deus que assim o quis e fez desde o princípio. Negar esta verdade é ir contra a Sagrada Escritura. Porque não foi a Igreja quem inventou isso, é o que a Bíblia diz. E se um protestante, que diz que a Bíblia (pela sola Scriptura) é a única fonte de fé, negar esta verdade que nela está escrita não é cristão, é mentiroso e está enganando a si mesmo.

O padre Juliano em uma laive disse:

 "Ainda sobre o título Mãe de Deus. Se Maria, como afirmam alguns não católicos fosse mãe só do lado humano, da dimensão ou natureza humana de Jesus nós teríamos uma aberração. Uma mulher que deu à luz uma natureza. Não, não! Mulheres dão à luz pessoas por isso ela é Mãe de Deus. Não tem como negar isso. Se Maria não fosse mãe de Deus, então quem morreu na cruz para nos salvar? Foi só o lado humano de Jesus, então foi um homem comum que morreu. O que a morte de Jesus traria de nós como redentor se ele não fosse Deus passando pela morte e redimindo a morte? Maria Mãe de Deus, essa doutrina é sobre Jesus e não sobre Maria".

Aqui está a chave para entendermos sobre porque Maria é Mãe de Deus. Porque ela é Mãe de Jesus no todo. Jesus que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ao não crer nessa verdade é negar a divindade do próprio Cristo. Pois, se crermos apenas que Maria é mãe apenas do lado humano negamos a divindade de Cristo. E se crermos apenas na divindade de Cristo sem crer no lado humano então negamos a Encarnação do próprio Deus.

Se os protestantes que negam essa verdade dessem conta do que ao fazer isto destroem toda a raiz do cristianismo, pois, crer em Jesus significa crer na pessoa que ele é: verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ninguém pode considerar-se cristão sem crer nisto. E quando dizemos que Maria não pode ser mãe de Deus, dizemos também não acreditar na divindade de Jesus. Mas, se cremos que Jesus é Deus, o Filho de Deus nascido da virgem Maria temos que crer que Maria é Mãe de Deus. Não há como negar essa verdade. O pastor Claudio Duarte quando diz que Maria não pode ser Mãe de Deus negligencia essa verdade e daí temos que perguntar se ele realmente é cristão, porque quem nega Maria Mãe de Deus, nega a divindade de Jesus Cristo.

Não se trata de endeusar Maria. Mas, de dar a ela o lugar que o próprio Deus lhe deu desde o princípio. Aos nossos olhos ela é uma criatura, aos olhos de Deus ela é muito mais do que isso. Tanto que foi escolhida por excelência. Maria é a única que foi salva por antecipação da graça divina pelos méritos de Jesus Cristo. Ela ocupa no Céu um grau de santidade maior que os demais não pelos seus privilégios, mas, pelo privilégio especial de Deus que a quis ter por mãe. Guarde isso. A Igreja reconhece o imenso valor e a graça por excelência que Deus Pai deu a ela e dá-lhe especial veneração. A este apreço em especial chamamos de hiperdulia. 

Diriam alguns: “Ah! Mas a Bíblia não diz que Maria é mãe de Deus!”. Quem diz isso desconhece a Sagrada Escritura. Desconhece também a cristologia. 

Em primeiro lugar em Lucas 1,28 ela é chamada de agraciada pelo próprio anjo. Porque Deus estava com ela "bendita és tu entre as mulheres!" Assim diz o anjo Gabriel. Mas, ela não se fez bendita por si só. É bendita porque Bendito é aquele que é o fruto do seu ventre, é Jesus o Filho de Deus. É por causa de Jesus, é pela graça do Espírito Santo, (Cf. Lucas 1, 35) que Maria é bendita entre todas as mulheres. É por causa de Jesus que é Deus que ela é Mãe de Deus. (Lucas 1, 32) 

Depois da visita do anjo Gabriel, qual a primeira pessoa que chamou Maria de Mãe de Deus? Foi Santa Isabel, prima de Nossa Senhora. 

Lucas 1, 36:38-45 – Depois que o anjo Gabriel anunciou a Encarnação ele disse: “Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice já está no sexto mês aquela que é tida por estéril” (...) Maria foi às pressas para a casa de Isabel e, chegando lá ao ouvir a saudação de Maria, seu filho João estremeceu de alegria no ventre de Isabel e ela cheia do Espírito Santo exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. De onde me vem esta honra de receber a mãe do meu Senhor? Pois logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos a criança estremeceu de alegria em meu ventre. Bem-aventurada és tu que creste, pois hão de se cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.   

Os judeus não pronunciam o nome de Deus. Eles chamam a Deus de Senhor, (YHWH · Elohim · El · Adonai · Ehiyeh-Asher-Ehiyeh · HaShem · Yah · YHWH Tzevaot ...) não ousam pronunciar o nome de Deus para não pecar contra o 1º Mandamento. Santa Isabel chamou Maria de “a Mãe do meu Senhor”, ou seja, a Mãe do meu Deus. Mas, quem na verdade fez esta afirmação foi o Deus Espírito Santo pela boca de Santa Isabel. Ele por meio das palavras de Isabel a chamou de Mãe.

Veja, meus irmãos, que o pensamento protestante a respeito de Maria é limitado, pobre e preconceituoso. Muitos leem a bíblia e só tiram dela apenas lhes interessam. Usam versículos isolados sem contexto. Como o pastor Claudio Duarte bem disse “Maria deve ser respeitada, ela é isso, é aquilo...” Mas, quando se trata de reconhecer que ela realmente é a Mãe de Deus, (...) aí não, aí está errado porque se aceitar isso deixará de ser protestante. Aliás, protestante até certo ponto porque nem Martinho Lutero discordava dessa verdade contida na Sagrada Escritura. A treta de Martinho Lutero com a Igreja, para quem estuda a história da reforma protestante se deu em sua maior parte, não por causa de doutrina, mas, por causa política e divergências na forma de viver do clero. Depois, Lutero consolidou sua doutrina, mas, algumas verdades fundamentais da Fé católica ele as conservou.

Como disse, não endeusamos Nossa Senhora, mas, a tratamos com o respeito sublime que lhe é merecido sendo a qual Deus a tratou em primeiro lugar. Se alguém achar exagero a forma com que nós católicos veneramos Nossa Senhora, escandalizar-se-á da forma majoritária com que o próprio Deus a tratou desde o seio de Ana, sua mãe fazendo-a nascer imaculada e preservando-a da corrupção carnal antes, durante e depois do parto. Nela não há mancha, não há pecado porque Deus colocou nela a Graça por excelência. “Ave cheia graça o Senhor é contigo!” disse o anjo Gabriel – Lucas 1, 28.

Para entender a Maternidade de Maria como “Mãe de Deus” temos que entender e deixar claro quem é a pessoa de Jesus.

O  Catecismo da Igreja Católica nos ensina que:

Nós cremos que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus

O acontecimento único e totalmente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que el seja em parte confusa entre o divino e o humano. Ele se fez verdadeiramente homem, permanecendo verdadeiramente Deus. Jesus Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. A Igreja teve que clarificar esta verdade no discurso dos primeiros séculos, diante das heresias que a falsificavam.

As primeiras heresias negavam a humanidade verdadeira de Cristo mais do que sua divindade (docetismo gnóstico). Desde os tempos apostólicos, a fé cristã insistiu na verdadeira encarnação do filho de Deus, “que veio na carne”. No Séc. III, porém, a Igreja teve que afirmar contra Paulo de Samósata, em um Concílio realizado em Antioquia, que Jesus Cristo é filho de Deus por natureza e não por adoção. O primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia, em 325, confessou em seu Credo que o Filho de Deus é “gerado, não criado, consubstancial ao Pai, (homousios). E condenou Ário, o qual afirmava que “o Filho de Deus veio do nada e que ele seria uma substância diferente do Pai. 

A Heresia nestoriana via em Cristo uma pessoa humana unida à pessoa divina do Filho de Deus. Diante desta heresia, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso, em 431, confessaram que “o Verbo, unindo a si, em sua pessoa, uma carne animada por uma alma racional, tornou-se homem. A humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que assumiu e a fez desde a sua concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou em 431, que Maria tornou-se verdadeiramente Mãe de Deus (em grego: Θεοτόκος; romaniz.: Theotókos ), pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio : “Mãe de Deus não porque o Verbo tirou dela a natureza divina, mas, porque é dela que ele tem um corpo sagrado, dotado de uma alma racional, unido na qual, na sua pessoa se diz que o Verbo nasceu segundo a carne”. (Catecismo da Igreja Católica nº. 464, 465, 466). 

Então quando dizemos que Maria é Mãe de Deus estamos nos referindo diretamente a Deus na pessoa do Filho. Mas, o Filho e o Pai é um único Deus. Ele é o Alfa e o Ômega. Aquele que É, quem vem, o Todo-Poderoso. (Apoc1, 8). Então, nesse sentido Maria é Mãe de Deus.

A Palavra de Deus em Lucas1, 39-45; Isabel saúda Maria com os dizeres: “Bendita és tu entre todas as mulheres, bendito é o fruto do teu ventre!” “De onde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?(...)”

Isabel cheia do Espírito Santo se pronuncia dizendo “a mãe do meu Senhor”. Quem é o Senhor que Isabel está referindo? Ela se refere ao próprio Deus Javé. Logo, ela chama Maria de Mãe de Deus, Mãe do meu Senhor. Assim a Palavra de Deus atesta e confirma aquilo que o pastor não foi capaz de entender ao acusar os católicos de tê-la chamado assim. Nós assim a chamamos porque a Escritura primeiro a chamou: “Mãe do meu Senhor”. 

Ou seja, Isabel cheia do Espírito Santo proclamou essa realidade desde os primórdios Maria é Mãe de Deus e esse é o primeiro a maior título que ela recebe não como um mero fato, mas, como uma verdade em que sendo Jesus Deus e homem ao mesmo tempo ela não é apenas mãe do humano, mas é mãe do divino.

E é por meio dela que chegou a Salvação para nós. E é nela que o Filho de Deus habitou em primeiro lugar.

Perceba, meus caros, que o pastor mesmo se contradiz ao afirmar que Deus entregou à Maria e José seu Filho. Esqueceu de dizer que Deus os entregou seu Filho por completo não em duas naturezas separadas, mas, os entregou seu Filho verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Não pode haver, nesse caso, separação das naturezas do verbo e, portanto, Maria é Mãe de Deus. Tanto é, que o sangue de Jesus contém os mesmos cromossomos de sua mãe. Durante os 9 meses em que Jesus ficou no ventre de Maria ele recebeu toda a formação que um ser humano normal pudesse receber através do cordão umbilical como todo bebê recebe até o nascimento. Maria foi mãe, gerou, cuidou, educou Jesus, com o auxílio de José. Ela e José cuidaram do Filho de Deus. O Espírito Santo a cobriu com seu poder (Lucas 1,35). O anjo disse: "O santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.

Agora que aprendemos sobre a Maternidade de Maria e porque ela é Mãe de Deus podemos responder, sim, ela é Mãe de de Deus, porque Jesus Cristo é Deus.

Os primeiros cristãos, bem antes da Igreja definir esse título como verdade de fé já acreditavam e veneravam Nossa Senhora e a tinham em grande apreço recorrendo-lhe às orações, louvores e súplicas. Desde os Apóstolos até os santos padres e até nos nossos dias.

Agora que estudamos e aprendemos sobre a Maternidade divina de Nossa Senhora vamos aprender também sobre outros dogmas da nossa Fé. A Imaculada Conceição, a Assunção de Maria. 

A IMACULADA CONCEIÇÃO  

 A Igreja Católica celebra no dia 08 de dezembro a festa solene da Imaculada Conceição de Maria.

O que isso significa?

Significa que a Igreja proclamou como verdade de fé que Nossa Senhora foi concebida sem pecado. Ou seja, Maria concebida sem a mancha do pecado. Maria foi preparada desde a concepção no útero de Ana para ser no futuro a mãe de Deus Filho. Uma entre todas foi a escolhida. A mais pura, a mais simples e ao mesmo tempo a linda criatura perfeita que Deus escolheu para vir por ela a este mundo.

Deus Pai desde o princípio escolheu entre todas as mulheres de seu povo, o povo judeu uma em especial. Em seu plano de salvação da humanidade já muito antes desde a queda dos nossos primeiros pais Deus já havia pensado, moldado e escolhido aquela que seria a Mãe do Salvador. Por isso o Anjo Gabriel ao saudar Maria disse “Ave, cheia de graça!” E Isabel conclui “Bendita és tu entre todas as mulheres!” E por quê? No mesmo versículo vem a resposta: Porque “bendito é o fruto do teu ventre!” - Bendito é o que está no ventre de Maria, o Messias, o Cristo Salvador. (Lucas 1, 28:42)

Porque era necessário Maria não ter pecado? Porque o filho de Deus que é Santo não podia nascer de um útero maculado. Deus é perfeito e Santo e exige tudo santo para si. Por isso Maria foi isenta de pecado desde a concepção.

Sua mãe, Ana concebeu Maria, porém, Deus pelos Méritos antecipados da Salvação tornou Maria livre da mancha do pecado original e fez dela santa para receber o Santo dos Santos Nosso Senhor Jesus Cristo. Logo, ela se torna o templo e ao mesmo tampo seu ventre onde vem habitar o Verbo de Deus se torna a Arca da Aliança fazendo Deus ali sua morada.

 

Não podia ser qualquer pessoa, qualquer uma. Deus não escolhe coisas impuras. Desde o Antigo Testamento Deus aceita somente as coisas puras. Desde os objetos até os animais para os sacrifícios deviam ser puros. O Templo, a Arca os utensílios de culto tudo da melhor qualidade. Assim Deus fez de Maria um vaso puro e imaculado para ser gerado seu Filho Unigênito. Assim Nossa Senhora foi concebida sem pecado.

O Catecismo de Igreja Católica ensina:

490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão”. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.

 

491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”.

Devido à forma de redenção que foi aplicada a Maria no momento de sua concepção, ela não só foi protegida do pecado original, mas também do pecado pessoal. O Catecismo explica: 

Catecismo da Igreja Católica nº. 493. Os Padres da tradição oriental chamam-na Mãe de Deus “a toda santa” (“Panaghia”), celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida. Ou seja, Maria nunca pecou.

Quer dizer que Maria não precisava que Jesus morresse por ela na cruz?

Não! O que dissemos é que: Maria foi concebida imaculadamente como parte de seu ser “cheia de graça” e assim “redimida desde a sua conceição” por “uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano”. O Catecismo afirma: 

492. Este esplendor de uma “santidade de todo singular”, com que foi “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição”, vem-lhe totalmente de Cristo: foi “remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho”. Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a “encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Efésios 1, 3). “Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença” (Efésios 1, 4). 

508. Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho. “Cheia de graça”, ela é “o mais excelso fruto da Redenção”. Desde o primeiro instante da sua concepção, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida.

O paralelo entre Maria e Eva

Adão e Eva foram criados imaculados – sem pecado original ou sua mancha. Ambos caíram em desgraça e, através deles, a humanidade estava destinada a pecar.

Cristo e Maria também foram concebidos imaculados. Ambos permaneceram fiéis e, através deles, a humanidade foi redimida do pecado.

Jesus é o novo Adão e Maria, a nova Eva.

O Catecismo diz:

494 …“ Como diz Santo Irineu, ‘obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano’. Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que ‘o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé’; e, por comparação com Eva, chamam Maria a ‘Mãe dos vivos’ e afirmam muitas vezes: ‘a morte veio por Eva, a vida veio por Maria’”.

Aqueles que morrem na amizade com Deus e assim vão para o céu serão libertados de todo pecado e mancha de pecado. Assim, todos voltaremos a ser “imaculados” (latim, immaculatus = “sem mancha”), se permanecermos fiéis a Deus. Mesmo nesta vida, Deus nos purifica e prepara em santidade e, se morrermos na sua amizade, mas ainda imperfeitamente purificados, Ele nos purificará no purgatório e nos tornará imaculados de novo. Ao dar a Maria esta graça desde o primeiro momento de sua concepção, Deus nos mostra uma imagem de nosso próprio destino. Ele nos mostra que isso é possível para os seres humanos através da sua graça. São João Paulo II disse: “Contemplando este mistério numa perspectiva mariana, podemos afirmar que ‘Maria é, ao lado do seu Filho, a imagem mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para ela, pois, que a Igreja, da qual ela é mãe e modelo, deve olhar para compreender, na sua integralidade, o sentido de sua missão’”.

 

“Fixemos, então, o nosso olhar sobre Maria, imagem da Igreja peregrina no deserto da história, mas dirigida para a meta gloriosa da Jerusalém celeste, onde resplandecerá como Esposa do Cordeiro, Cristo Senhor”.

 

Era necessário para Deus que Maria fosse imaculada na sua concepção para que pudesse ser Mãe de Jesus?

Não. A Igreja fala apenas da Imaculada Conceição como algo que era “apropriado”, algo que fez de Maria uma “morada apropriada” (ou seja, uma moradia adequada) para o Filho de Deus, não algo que era necessário. Assim, em preparação para definir do dogma, o Papa Pio IX declarou:

“…e, por isso, afirmaram (os Padres da Igreja) que a mesma santíssima Virgem foi por graça limpa de toda mancha de pecado e livre de toda mácula de corpo, alma e entendimento, que sempre esteve com Deus, unida com ele com eterna aliança, que nunca esteve nas trevas, mas na luz e, de conseguinte, que foi aptidíssima morada para Cristo, não por disposição corporal, mas pela graça original”. 

“Pois não caía bem que Aquele objeto de eleição fosse atacado, da universal miséria pois, diferenciando-se imensamente dos demais, participou da natureza, não da culpa; mais ainda, muito mais convinha que como o unigênito teve Pai no céu, a quem os serafins exaltam por Santíssimo, tivesse também na terra Mãe que não houvesse jamais sofrido diminuição no brilho de sua santidade “. 

O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX em 1854 na Bula Inefffabilis Deus.

Nós católicos temos esta certeza porque além de ser uma verdade proclamada pela Igreja, nas aparições da Virgem Maria ao longo da História ela tem se manifestado e numa dessas aparições ela mesmo diz “Eu sou a Imaculada Conceição”.

No ano de 1858, portanto, 4 anos após ser proclamado o dogma da Imaculada Conceição (1854), Nossa Senhora apareceu em Lourdes na França à Bernadete Sobirous (hoje Santa Bernadete), e tendo respondido a uma das várias perguntas que o pároco tinha formulado para ter a certeza que era mesmo a Virgem Maria que tinha aparecido mandou que se perguntasse o nome daquela senhora. Bernadete trouxe a resposta: Ela disse: “Eu sou a Imaculada Conceição!” - Bernadete era analfabeta e não conhecia a teologia, estava iniciando ainda no estudo do catecismo. Não podia formular uma resposta teológica na qual somente os padres e os grandes estudiosos da época podiam entender. O Padre perguntou à Bernadete se ela sabia o que estava dizendo e ela disse que não tinha conhecimento do que significava. 

Essa foi uma resposta e uma confirmação às dúvidas sobre a Imaculada Conceição de Maria. Nossa Senhora veio dar a resposta diretamente à Igreja confirmando que ela foi concebida sem pecado.

 FRASES SOBRE A IMACULADA CONCEIÇÃO 

Inúmeros foram os Santos e os Papas que falaram sobre o dogma da Imaculada Conceição. Confira alguns desses pensamentos: 

01 – “Não seria conveniente que uma virgem puríssima e sem mácula se pusesse ao serviço deste plano misterioso? E onde encontrar essa virgem senão nesta mulher única entre todas, eleita pelo criador do universo antes de todas as gerações?”. (Santo André de Creta)

02 – “Ó mulher cheia e mais que cheia de graça, o transbordamento de tua plenitude faz renascer toda criatura! Ò Virgem bendita e mais que bendita, pela tua benção é abençoada toda a natureza, não só as coisas criadas pelo Criador, mas também o Criador pela criatura!”. (Santo Anselmo)

03 – “Tu, está escrito, surges com beleza (Salmo 44,14); e teu corpo virginal é todo santo, todo casto, todo morada de Deus”. (São Germano de Constantinopla)

04 – “Sim, Ela é a Mãe de Deus, Maria de nome divino, cujo seio deu à luz o Deus encarnado, que Se havia preparado de modo sobrenatural para ser um templo”. (Santo André de Creta)

05 – “Imaculada Conceição, purifique meu coração para que eu possa melhor amar a Deus!”. (São Pio)

10 – “Prestamos homenagem a Maria Santíssima preservada desde o primeiro instante do contágio da culpa original e de toda a sombra de pecado, em virtude dos méritos de seu Filho Jesus Cristo, nosso único Redentor”. (São João Paulo II)

11 – “Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que Te agraciou, ó Virgem de Nazaré, com todas as bênçãos espirituais em Cristo. N’Ele, foste concebida imaculada! Escolhida para seres Sua Mãe, n’Ele e por Ele foste remida mais que todos os outros seres humanos!” (São João Paulo II)

12 – “Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”. (Beato Pio IX)

13 – “Deus escolheu-a desde o princípio, desde o primeiro momento da conceição, tornando-a digna da maternidade divina, para a qual no tempo estabelecido seria chamada”. (São João Paulo II)

14 – “A augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas consequências, alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios”. (Papa Pio XII)

15 – “A Virgem Maria, beneficiou antecipadamente da morte redentora do seu Filho e desde a concepção foi preservada do contágio da culpa. Por isso, com o seu Coração imaculado, Ela diz-nos: confiai-vos a Jesus, Ele salvar-vos-á”. (Papa Emérito Bento XVI)

6 – “Na concepção imaculada de Maria somos convidados a reconhecer a aurora do novo mundo, transformado pela obra salvífica do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Papa Francisco)

17 – “Preservada da herança do pecado original, foste concebida e vieste ao mundo em estado de graça santificante. Cheia de graça!”. (São João Paulo II)

18 – “No meio das provações da vida e sobretudo das contradições que o homem experimenta dentro de si e à sua volta, Maria, Mãe de Cristo, diz-nos que a Graça é maior que o pecado, que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal e sabe transformá-lo em bem”. (Papa Emérito Bento XVI)

19 – “Virgem Santa e Imaculada, que sois a honra do nosso povo e a guardiã solícita da nossa cidade, a Vós nos dirigimos com amorosa confidência. Toda sois Formosa, ó Maria! Em Vós não há pecado”. (Papa Francisco)

20 – “Na tua Imaculada Conceição resplandece a vocação dos discípulos de Cristo, chamados a tornar-se, com a sua graça, santos e imaculados no amor”. (Papa Emérito Bento XVI).

 

A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU

A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Romanos 6, 23). Assim morrem todos os pecadores. Estes por causa do pecado aguardam a ressurreição no último dia e o juízo final.

Nossa Senhora, por ser concebida sem pecado e pelos méritos de Nosso Senhor Jesus antecipou-lhe a ressurreição definitiva. Por isso a Igreja não celebra a morte de Maria, mas, a sua passagem ou dormição. E chegando o fim de sua peregrinação terrestre, ela foi levada ao céu de corpo e alma pelos Anjos.    

Esse é o significado do Dogma proclamado pela Igreja a “Assunção de Nossa Senhora”, cuja festa celebramos no dia 15 de agosto.

Considera que Maria Santíssima depois de ter cumprido sua missão neste mundo morreu e foi assunta (levada) para os Céu.

 Nossa Senhora “morreu”?. Sim, mas, o seu corpo não conheceu a corrupção, ou seja, pelos Méritos de Cristo, seu corpo foi levado ao céu juntamente com sua alma onde desde já ela está ressurreta na Glória. Coroada como rainha dos céus e da terra.

Nossa Senhora foi a única que recebeu antecipadamente a ressurreição definitiva pelos méritos de Cristo. Todos nós morremos em pecado e por causa disso nosso corpo sofrerá a decomposição e só será ressurreto no dia do juízo final. Nossa Senhora por ter sido preservada do pecado recebeu de Deus por meio de Jesus esta graça.

Jesus sendo Deus ressuscitou e subiu ao Céu (Atos 1, 9) por seu próprio poder. Chamamos esse fato de Ascenção.

No caso de Nossa Senhora, ela como criatura foi levada pelos anjos até o Céu. Chamamos esse fato de Assunção. Nossa Senhora morreu como toda criatura, porém pelos méritos de seu Filho Jesus Cristo e por não ter pecado seu corpo não pode reconhecer a corrupção e foi dado a ela por antecipação da Graça de Cristo a Ressurreição onde no céu participa da Glória junto de seu Filho.

Para um protestante isso é muito difícil de crer já que eles não consideram nem o fato da santidade de Nossa Senhora no que se refere à sua virgindade perpétua dizendo que ela foi uma mulher qualquer, inclusive teve outros filhos o que é uma mentira. 

Maria teve outros Filhos? 

Os protestantes dizem que Maria após ter gerado Jesus levou uma vida normal com José e teve mais filhos. Mas isso é verdade? Jesus teve outros irmãos?

Não é verdade. Na cultura hebraica, os judeus chamavam os parentes e até mesmo os compatriotas de irmãos.

Os protestantes usam o texto de para dizer que Maria teve mais filhos e que depois de conceber Jesus ela seguiu uma vida normal com José. Porém o Novo Testamento não menciona nada a respeito. Inclusive nos dá pista que Maria teve apenas um filho que foi Jesus Cristo.

 O Evangelho de São João é o que narra de forma mais longa os acontecimentos da paixão de Cristo com muitos detalhes importantes. Um deles vai tratar do momento da crucifixão onde Maria se encontra aos pés da cruz juntamente com suas tias e Maria Madalena.

Essa explicação que vou deixar aqui é tirada de uma homilia do Padre Cristian, da Diocese de Divinópolis MG. Porém, não escrevi toda a homilia apenas os pontos mais importantes para explicar como é fácil desmentir as acusações dos protestantes e a falsa afirmação de que Maria teve outros filhos.

 

Assim explica Pe. Cristian:

“Um texto fora do contexto ele se torna pretexto para confundir os outros. Muitas vezes a pessoa decora um versículo e outro solto ficam vomitando versículo como se fosse doutores em Sagrada Escritura, mas, as pessoas não sabem fazer esta ligação dos versículos. Para entendermos a Bíblia, para entender o que um texto está dizendo você precisa descobrir o “fio de ouro” e o áureo que é aquilo que vai conduzir todo o escrito. Porque uma cena fora do contexto causa confusão.” (...) “Para esclarecer a dúvidas de algumas pessoas que estão curiosas com talvez livros, filmes ou novelas que vem ilustrar a vida de Jesus e que vão passando coisas que você não aprendeu que era assim e que você não acredita que é assim. Aí causa confusão na mente das pessoas. Quem está mentindo? É o Padre, a Bíblia, é a novela? ... Aí vem aqueles que não sabem, perdidos e dizem: Ah mas não é, mas se fosse que problema tinha? É para não ter discussão porque eles não sabem . Como não sabem é melhor não entre nessa, como não sei então não é, mas se fosse não tinha problema. Só que aqui tem uma questão: A Igreja e a Teologia, a exegese e a hermenêutica católica não lida com fato antes dele acontecer. São todos a posteriori. Então, o que a Igreja tem não é o que podia ter acontecido é o que aconteceu. Aí eles, (os protestantes) vem com tal pergunta e o católico cai como banana podre.”

“Quem foi a mãe de Jesus? O católico responde: Maria. Mas o que ela tem de especial? Daí responde: Ela é santa, Deus a escolheu. E se Maria tivesse dito não, Jesus não tinha vindo? A pessoa responde: Não. Aí ele tinha achado outra pessoa, outra mulher. E se a pessoa diz: Aí Jesus tinha vindo. Então Maria não é importante, importante é que Jesus veio, se ela dissesse não procurava outra. Essa é uma tese protestante que não tem lógica porque o fato é que uma entre todas foi escolhida, o nome da virgem era Maria e ela disse sim. Esse é o fato concreto bíblico. (...) A diferença Básica para os protestantes Maria é uma mulher como as outras. Ela não tem nada de especial por ter sido a mãe de Jesus. Ela é especial porque foi a Mãe de Jesus, mas, não tem nada que difere das outras. Qual que é a tese católica? Maria foi preparada no útero de Ana para ser a Mãe do Salvador. Tanto é que um dogma da Mariologia é a Imaculada Conceição. É pelos méritos daquele que ela geraria que Jesus vai dizer que se conhece o fruto pela árvore. Uma árvore má não pode dar frutos bons, uma árvore boa não pode dar frutos ruins, isso é bíblico. Isabel vai dizer que bendita é a mãe e bendito é o fruto dela. Se o fruto é bendito, é santo, é porque a árvore é bendita, é santa. Porque uma árvore pecadora não poderia dar um fruto bendito. Por isso que Maria foi preservada do pecado original pelos méritos de Jesus Cristo. Aquilo que Deus tinha para a humanidade toda é concentrado em Maria para que através dela viesse o Verbo e através dele a Salvação voltasse a todos.

Se Maria fosse uma mulher qualquer Jesus seria um homem qualquer e aquele que morreu na cruz não podia salvar ninguém porque quem pecou foi o homem e somente o homem podia pagar pelo seu pecado. Mas, o homem não podia remir o homem, tinha que ser Deus, mas Deus não podia morrer na cruz porque quem pecou foi o homem. O que Deus faz? Ele une em Jesus a divindade e a humanidade, por isso Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus nascido da Virgem Maria. Quando nós falamos Santa Maria Mãe de Deus, não é mãe de Deus Pai, mas Mãe de Deus Filho. Jesus é o Emanuel, não é o Deus em si mas o Deus- Conosco, Deus encarnado. Maria é Mãe de Deus Filho. E se a pessoa disser que não aceita isso é um herege porque o adocionismo é uma heresia. Onde Maria gera o homem Jesus e Deus depois o adota como filho aí Jesus não é Deus é um adotado, aí não pode salvar ninguém. É uma heresia que destrói a Salvação. Maria é a Mãe do Senhor e ela foi escolhida para isso por Deus Pai. E porque ele a escolheu: 1) O Arcanjo Gabriel a saúda Ave, cheia de Graça. Encontraste graça diante de Deus; 2) Isabel vai completar: ‘De onde me vem a honra de receber por visita a mãe do meu Senhor!’ 3) Maria vai responder: ‘O Todo-poderoso fez em mim grandes coisas (...) e que doravante todas as gerações a chamarão de Bem-aventurada’.

Ora, se alguém conhecer alguém que conheça melhor do que o Arcanjo siga essa pessoa e despreza aquilo que o Arcanjo fez. Porque o Arcanjo a saúda, se inclina perante ela e vai dizer a ela “Deus te escolheu”. Se um arcanjo desce do Céu a mando de Deus para dizer que ela foi escolhida não há como dizer que Maria é uma mulher qualquer. Ele além de trazer a mensagem de Deus para Maria traz também a mensagem de que ela seria assistida pelo Espírito Santo.

Isabel recebendo a visita de Maria fica cheia do Espírito Santo ela diz “de onde me vem a graça de receber em minha casa a mãe do meu Senhor, pois, logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos a criança pulou de alegria em meu ventre”.

 

Ela não chama Maria de prima, embora fossem parentes, mas, diz “a mãe do meu Senhor”, ela não é apenas uma prima qualquer, mas aquela visita trazia à sua presença, à sua casa a Mãe do Senhor que ela já carregava em seu ventre. É o Espírito Santo que fala pela boca de Isabel. É ele que inunda de graça aquele encontro.

Quando Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio Juan Diego e disse, quando interrogada pelo índio a pedido do bispo ela disse: “Sou a Virgem Santa, Mãe de Deus Encarnado”. Porque ela disse difícil assim? Porque o bispo não acreditaria no índio se ela não falasse alguma coisa que só o bispo soubesse. Naquela época os estudiosos eram os padres e os bispos o povo não entendia essas questões teológicas difíceis, muito menos um índio que nem cristão era. Nunca tinha ouvido falar de Maria.

Quando Jesus se perde no templo e José e Maria voltam para buscá-lo não existe nenhum relato de que algum irmão de Jesus fosse junto procurá-lo. Porque a família toda deveria subir à Jerusalém, mas o texto diz apenas que foram à Jerusalém apenas José, Maria e o Menino Jesus. Como que essa família toda vai para esta festa e não se tem nenhum relato de irmãos?

Nas bodas de Caná, os convidados eram Jesus, Maria e os discípulos não se fala de família, porque não se sabe ao certo mas é provável que José tenha morrido entre o período depois da perca de Jesus e seu batismo. E a história vai dizer que Maria ficou só com Jesus. O texto das bodas de Caná também não menciona que os irmãos de Jesus foram convidados. Se Jesus tivesse tido irmãos o anfitrião teria cometido tal desfeita em convidar Maria, Jesus e os discípulos e não convidar seus irmãos? Claro que não. 

 Depois da morte de José Maria foi morar na casa de Cléofas, irmão de José, portanto, cunhado de Maria e os filhos de Cléofas eram primos de Jesus e são esses que aparecem quando o texto diz “tua mãe e teus irmãos estão aí”. 

Para o judeu lei é lei, eles cumprem ao pé da letra a Lei de Moisés. Quando om marido morria quem cuidava da viúva se não houvesse outro irmão (do falecido) para desposá-la, quem cuidava dela era o filho mais velho. Se o filho mais velho morresse quem assumiria a mãe seria o filho mais jovem até chegar no caçula. Isso não aconteceu com Maria; quando Jesus estava morrendo na cruz ele entrega sua mãe aos cuidados de um dos discípulos, João. Logo, podemos entender que se Jesus tivesse irmãos caberia a eles a missão de cuidar de sua mãe e não um discípulo. No entanto Jesus entrega sua mãe aos cuidados de João para que ela não ficasse sozinha e desamparada. Então, esse relato de São João comprova que Maria teve apenas um filho e esse é apenas Jesus.

Maria depois da morte de Jesus ficou com os Apóstolos por um tempo e depois ela foi com João para Éfeso. Construiu uma casinha no monte onde ela morava e João morava separado dela mais abaixo. João não morava com ela, morava próximo e levava alimentos a ela. E quem cuida dessa casinha que passou de geração em geração já no século I, já se contam: “a Mãe daquele que morreu crucificado veio aqui morar porque sem ele também não tinha marido”. Quer dizer, ela era sozinha, quem cuidou dela foi João. Quem quiser é só ir lá visitar, conversar com os ortodoxos, os judeus que sabem da tradição e do fato histórico.

 

OS IRMÃOS DE JESUS...

Parentes ou irmãos sanguíneos?

Mateus 6, 3: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?” (...) Esse é o versículo usado pelos presentes para dizer que Jesus tinha outros irmãos e que depois do nascimento de Jesus Maria levou uma vida normal e teve outros filhos. É Mentira. Os evangelhos não relatam isso, pelo contrário, eles mostram quem eram esses personagens mencionados em Mateus 6, 3. Se Maria tivesse mais filhos os autores descreveriam. Mas, não há nada que prove isso. Mesmo sem um relato direto a Bíblia prova que Maria só teve um filho que é Jesus.

Na expressão grega quando Marcos escreveu o evangelho ele usou a expressão HUIÓS MARIA “o único filho de Maria”, Marcos escreve  (A palavra HUIÓS é um termo grego, utilizado no novo testamento para descrever um filho que pode ser facilmente identificado como filho de alguém por ter traços muito fortes… More. Isso vai muito além de termos sidos gerados ou criado)

 O que é Huiós? É como se a Bíblia falasse “esse não é o carpinteiro, o único filho de Maria?” (...) - Para nós dá um nó na cabeça falar que ele tem irmão, mas é o único filho, mas para o judeu irmão não é como nós imaginamos, são todos aqueles que possuem laços de sangue (parentes). Então essa expressão HUIÓS - o filho de Maria, não está falando um dos filhos de Maria, mas, o (no sentido de um só, único) Filho de Maria: “Esse não O carpinteiro o filho dela”. E não um dos filhos dela.

Na verdade esses homens no qual Marcos se refere como irmãos de Jesus são primos de Jesus filhos de Cléofas. Mateus 27, 55-56: Estavam ali muitas mulheres olhando de longe que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia entre eles Maria Madalena, Mãe de Cléofas, (Cf. Lucas 3, 23), Cléofas era irmão de José, tia de Jesus. (Cf. Mateus 27, 55) Maria de Cléofas mãe de Tiago e José a Mãe dos filhos de Zebedeu. Em Marcos 6, 3 falam que Tiago e José são irmãos (parentes) de Jesus, Mateus fala quem é a Mãe deles é a Maria de Cléofas e não Maria de Nazaré. Porque citam Marcos 6, 3 e não citam Mateus 27, 55? Porque vão citar apenas um versículo fora do contexto? Porque não citam que o outro versículo que dizem que a mãe deles era Maria de Cléofas?

 

João 19, 25 vai dizer que aos pés da cruz permanecia de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Cléofas ou Alfeu, que não era irmã de Maria de Nazaré mas esposa de Cléofas que era irmão de José e, portanto, era cunhada de Nossa Senhora.

Porque então oi texto diz que Maria de Cléofas era irmã de Nossa Senhora, porque no hebraico todos os parentes são considerados irmãos. Tio, primo, pai, mãe... um termo só para qualificar os parentes é “irmão”. Então estes de quem Marcos se refere como sendo “irmãos” de Jesus na verdade são primos de primeiro grau de Jesus.

Na Bíblia tem muito isso uma pessoa é chamada de vários nomes. Por exemplo:

Moisés no Antigo Testamento era chamado de Raguel, Getro (Êxodo 2); Gideão era chamado de Gerubaal (Juizes6,32).; Josias é chamado de Azarias, Matheus é chamado de Levi (Meteus 9, 9); então uma pessoa tinha vários nomes; por isso fala mulher de Cléofas ou mulher de Alfeu.

José casou com Maria Mãe de Jesus. Cléofas também casou com uma outra Maria que depois ficou conhecida como Maria de Cléofas.

Gálatas 1, 18-19 - “Em seguida, após três anos, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas (Pedro) e fiquei com ele quinze dias. Não vi nenhum apóstolo senão a Tiago, o irmão do Senhor”.

Mas... Tiago era irmão de sangue de Jesus?

Esse texto os protestantes também usam para dizer que Tiago era irmão de sangue de Jesus. Mas, existia dois Tiagos: O Tiago Menor (Filho de Zebedeu) o Tiago Maior (filho de Alfeu);  este era Tiago maior, o Apóstolo, podemos ver claramente consultando a lista dos Apóstolos de Jesus (Cf. Mateus 10, 2-4) o nome dos Apóstolos encontramos: Simão Pedro, André seu irmão, Tiago filho de Zebedeu e João seu irmão, Filipe e Bartolomeu, Tomé, e Mateus o publicano, Tiago filho de Alfeu (ou Cléofas), Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Scariotes que o traiu. Se fala que Tiago era irmão de Jesus para ser irmão de Jesus teria de ser filho de José com Maria, no entanto um é filho de Zebedeu e o outro é filho de Cléofas ou Alfeu.

Então meus caros, está a prova contra as acusações dos protestantes que mentem por maldade ou por ignorância da Sagrada Escritura. Mentem ao dizer que Maria teve outros filhos e que Jesus tinha outros irmãos. Bíblia tem que ser estudada. Não se pode pegar um versículo aqui e outro acolá.

Agora você já sabe que a Igreja católica sempre ensinou a verdade nesses mais de 2000 anos, se as acusações deles fizessem sentido estaria calçado na Sagrada Escritura, no entanto vemos que a própria Sagrada Escritura desmonta as acusações. Basta irmos a fundo estudarmos a Bíblia, o Catecismo, a História da Igreja para vermos o quanto eles são mentirosos e o único propósito é causar confusão nas pessoas despreparadas.    

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



   

 


 

 

 

 

 

 

 

FOI CONSTANTINO QUE FUNDOU A IGREJA CATÓLICA? Parte 2

       "E eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu...