“Naqueles dias apareceu João
Batista, pregando no deserto da Judeia. Dizia ele: “Fazei penitência porque
está próximo o Reino de Deus!” Mt 3, 1-2
JOÃO BATISTA. NENHUM PROFETA FOI MAIOR QUE ELE. DISSE JESUS. (Mt 11, 11)
No dia 24 de junho celebramos a festa de São João Batista.
Ele é um dos santos mais que celebramos no mês de junho, juntamente como Santo Antônio de Pádua e São Pedro Apóstolo.
Vamos aprender um pouco sobre a origem das festas juninas:
No calendário litúrgico, São João Batista é o único que tem dois dias do ano em sua memória: O dia de seu nascimento e o
dia de sua morte, a Igreja celebra no dia 29 de agosto. São José esposo de Maria, também tem duas datas comemorativas mas em sentido diferente, uma em 19 de março (São José esposo de Maria) e no dia 01 de maio São José Operário (ou trabalhador).
Ele é um dos santos mais que celebramos no mês de junho, juntamente como Santo Antônio de Pádua e São Pedro Apóstolo.
Vamos aprender um pouco sobre a origem das festas juninas:
As festas juninas homenageiam
três santos católicos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista
(dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, a origem das comemorações nessa
época do ano é anterior à era cristã. No hemisfério norte, várias celebrações
pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica
marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou
22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas
e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam
fartura nas colheitas. “Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram
reproduzidos até por volta do século 10. A Igreja decidiu aproveitar a idéia e
cristianizá-las, substituindo o paganismo. Instituiu os dias de homenagens aos três
santos no mesmo mês”, Santo Antônio de Pádua (13/06), São João Batista (24/06)
e São Pedro e São Paulo (dia 29/06).
Os índios
que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam
importantes rituais no mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do
inverno por aqui, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos,
danças e muita comida. Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes
indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram. É por isso
que as festas tanto celebram santos católicos como oferecem uma variedade de
pratos feitos com alimentos típicos dos nativos.
AS DANÇAS
A
quadrilha é de origem francesa, surgiu a partir do século XVII.
Em pares,
os dançarinos fazem uma seqüência coreografada de movimentos alegres. O estilo
chegou ao Brasil no século 19, trazido pelos nobres portugueses, e foi adaptado
e ganhou forte aceitação dentro dos festejos juninos.
Sanfona,
tambor, violão, viola caipira pandeiro, zabumba, triângulo, etc. são
instrumento usados para tocar as músicas, os forrós, nome também herdado de uma
antiga dança portuguesa (o Vira) que era dos camponeses portugueses.
A
FOGUEIRA E SEU SIGNIFICADO DENTRO DO CRISTIANISMO
A
fogueira já estava presente nas celebrações juninas feitas por pagãos e
indígenas, mas também ganhou uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São
João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse
acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi
visitar a criança recém-nascida. Bem, há de se lembrar que na antiguidade não
existia luz elétrica, nem a gás. O fogo era utilizado para iluminar os pátios durante
as festas e também servia de comunicação em certos casos. No Brasil colonial
também não existia energia elétrica, portanto, a fogueira também era utilizada
do mesmo modo. Aqui vale lembrar que no campo teológico o fogo representa Jesus
Cristo Ressuscitado, quando Ele mesmo diz no evangelho: “Eu sou a Luz do mundo”.
Também no cântico de Zacarias, pai de São João Batista ele se refere a Deus
como “Sol Nascente que nos veio visitar”.
AS MÚSICAS TRADICIONAIS
As
músicas juninas variam de uma região para outra. No Nordeste, as composições do
sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga são as mais famosas. Já no Sudeste,
compositores como João de Barro e Adalberto Ribeiro (“Capelinha de Melão”) e
Lamartine Babo (“Isto é lá com Santo Antônio”) fazem sucesso em volta da
fogueira
AS SIMPATIAS
Os três
santos homenageados em junho – Santo Antônio, São João Batista e São Pedro –
inspiram não só novenas e rezas, como também várias simpatias. Acredita-se, por
exemplo, que os balões levam pedidos para São João. Mas Santo Antônio é o mais
requisitado, por seu “poder” de casar moças solteiras. A IGREJA CATÓLICA PROÍBE
AS SIMPATIAS, PORQUE ELAS REMETEM ÀS PRÁTICAS PAGÃS E QUEM AS FAZEM COMETE
PECADO. SE SUJEITAR A ESSAS PRÁTICAS É VOLTAR AO PAGANISMO, COISA QUE A IGREJA
LUTOU TANTO PARA ACABAR. A IGREJA RECOMENDA A DEVOÇÃO DOS SANTOS, COMO AS
ORAÇÕES, MISSAS, NOVENAS, TREZENAS. MAS PROÍBE AS SIMPATIAS PORQUE AS MESMAS
SÃO PRÁTICAS ANTICRISTÃS.
CARDÁPIO TÍPICO
A comida
típica das festas é quase toda à base de grãos e raízes que nossos índios
cultivavam, milho, amendoim, batata-doce
e mandioca. A colonização portuguesa adicionou novos ingredientes e hoje o
cardápio ideal tem milho verde, bolo de fubá, pé-de-moleque, quentão, pipoca,
doces e outras gostosuras. Caldos de mandioca, curau e pamonha de milho verde, tapioca, etc. O cardápio de comidas típicas da festa junina no Brasil é muito farto, varia de região para região.
Vamos aprender um
pouquinho sobre este que foi um homem e um profeta extraordinário. Sua figura
aparece no Antigo e no Novo Testamento com destaque. O profeta Malaquias disse:
“ Eis que vos envio o meu mensageiro ante tua face. Ele preparará o caminho
diante de ti.” (Ml 3,1)
(Lc1, 5 -80) São João
Batista era primo de Jesus. Filho de Zacarias (o sacerdote) e Isabel, que era prima de Nossa Senhora. Deus o
havia escolhido para a missão de ser o precursor do Messias. Seus pais em idade
avançada não conseguiam ter filhos. Eles desejavam muito ter um filho.
Isabel, assim como Sarah, mulher de Abraão era estéril. Rezaram a Deus pedindo a graça de ter um filho. Zacarias era sacerdote do Templo. Certa vez, estando no santuário para oferecer o perfume, apareceu-lhe um anjo do senhor que se pôs-se em pé à direita do altar do perfume. Zacarias vendo-o ficou perturbado, mas o anjo disse a ele que a oração de Isabel foi ouvida e que ela teria um filho e ele daria o nome de João. Que seria grande diante do Senhor, motivo de muita alegria. Não beberia vinho, nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe seria cheio do Espírito Santo.
Isabel, assim como Sarah, mulher de Abraão era estéril. Rezaram a Deus pedindo a graça de ter um filho. Zacarias era sacerdote do Templo. Certa vez, estando no santuário para oferecer o perfume, apareceu-lhe um anjo do senhor que se pôs-se em pé à direita do altar do perfume. Zacarias vendo-o ficou perturbado, mas o anjo disse a ele que a oração de Isabel foi ouvida e que ela teria um filho e ele daria o nome de João. Que seria grande diante do Senhor, motivo de muita alegria. Não beberia vinho, nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe seria cheio do Espírito Santo.
Ele converteria muitos em Israel com o Espírito do
poder de Elias, iria reconduzir o coração dos pais aos filhos rebeldes à sabedoria dos
justos para preparar um povo bem disposto.
{Observação: O que o escritor queria dizer quando afirmou que João teria a força do Espírito de Elias? Seria, então, João Batista uma reencarnação do profeta Elias? A resposta é: Não! Podemos entender que a força da profecia e coragem de João Batista é comparada à força que Deus deu para o profeta Elias. A História do profeta Elias é que ele venceu tudo até o medo para profetizar em nome de Deus, também mostrou o poder de Deus contra os adoradores de Baal; combateu duramente os falsos deuses e seus seguidores e levou o povo a buscar novamente o verdadeiro Deus de Israel. Elias sai do deserto e vai profetizar ao seu povo. João também sai do deserto para profetizar ao seu povo. Assim, essa mesma força de Deus seria dada a João Batista na missão que ele iria desempenhar como o precursor do Messias. Assim, foi dado a ele as mesmas virtudes que Deus deu ao profeta Elias. Ele enfrentou a corrupção de Herodes, denunciou a idolatria, anunciou com firmeza e clareza a chegada do Messias, proclamou um novo tempo que viria, combateu a arrogância daqueles que achavam que eram os donos da verdade. Converteu muitos corações e mesmo na prisão não se calou, incomodou muitos que não aceitavam a proposta de Salvação que viria; aplainou os caminhos anunciando que era preciso que o povo se convertesse, que mudassem de atitude pois estava chegando a hora do Reino de Deus acontecer. Pois Deus separaria o trigo da palha que seria queimada. E muitos dos primeiros discípulos de Jesus que o seguiram eram discípulos de João Batista, acreditaram nas suas palavras e O seguiram.}
Continuando... Zacarias no entanto, perguntou ao anjo como aconteceria isso, porque ele era velho e também sua mulher. O anjo então disse que era Gabriel, aquele que assistia a Deus e foi enviado para enviar-lhe tal mensagem. E como tal Zacarias por ter duvidado ficou mudo até que se cumpriu o tempo do nascimento de João.
Deus fertilizou o ventre estéril de Sarah em "terra fértil" para conceber Isaac. Deus fertilizou o ventre de Isabel para conceber João Batista. Nos dois casos Deus envia seu anjo para dar esta notícia da promessa. Ambas oraram a Deus pedindo esta graça. Deus não os deixou sem resposta. O anjo Gabriel veio ao encontro de Zacarias. Também em Nazaré o anjo Gabriel vai ao encontro de Maria para anunciar a concepção do Salvador.
{Observação: O que o escritor queria dizer quando afirmou que João teria a força do Espírito de Elias? Seria, então, João Batista uma reencarnação do profeta Elias? A resposta é: Não! Podemos entender que a força da profecia e coragem de João Batista é comparada à força que Deus deu para o profeta Elias. A História do profeta Elias é que ele venceu tudo até o medo para profetizar em nome de Deus, também mostrou o poder de Deus contra os adoradores de Baal; combateu duramente os falsos deuses e seus seguidores e levou o povo a buscar novamente o verdadeiro Deus de Israel. Elias sai do deserto e vai profetizar ao seu povo. João também sai do deserto para profetizar ao seu povo. Assim, essa mesma força de Deus seria dada a João Batista na missão que ele iria desempenhar como o precursor do Messias. Assim, foi dado a ele as mesmas virtudes que Deus deu ao profeta Elias. Ele enfrentou a corrupção de Herodes, denunciou a idolatria, anunciou com firmeza e clareza a chegada do Messias, proclamou um novo tempo que viria, combateu a arrogância daqueles que achavam que eram os donos da verdade. Converteu muitos corações e mesmo na prisão não se calou, incomodou muitos que não aceitavam a proposta de Salvação que viria; aplainou os caminhos anunciando que era preciso que o povo se convertesse, que mudassem de atitude pois estava chegando a hora do Reino de Deus acontecer. Pois Deus separaria o trigo da palha que seria queimada. E muitos dos primeiros discípulos de Jesus que o seguiram eram discípulos de João Batista, acreditaram nas suas palavras e O seguiram.}
Continuando... Zacarias no entanto, perguntou ao anjo como aconteceria isso, porque ele era velho e também sua mulher. O anjo então disse que era Gabriel, aquele que assistia a Deus e foi enviado para enviar-lhe tal mensagem. E como tal Zacarias por ter duvidado ficou mudo até que se cumpriu o tempo do nascimento de João.
Deus fertilizou o ventre estéril de Sarah em "terra fértil" para conceber Isaac. Deus fertilizou o ventre de Isabel para conceber João Batista. Nos dois casos Deus envia seu anjo para dar esta notícia da promessa. Ambas oraram a Deus pedindo esta graça. Deus não os deixou sem resposta. O anjo Gabriel veio ao encontro de Zacarias. Também em Nazaré o anjo Gabriel vai ao encontro de Maria para anunciar a concepção do Salvador.
Decorrido os dias,
Isabel deu à Luz. No oitavo dia em que
levaram o menino para ser circuncidado conforme a Lei de Moisés, queriam que
ele se chamasse Zacarias como seu pai. Mas, sua mãe interveio e disse: Não! Ele se
chamará João. Disseram, mas, não existe ninguém na tua família com esse nome, e
perguntaram por acenos a Zacarias como é que deveria ser o nome do menino. Ele pedindo
uma tabuleta escreveu: “João é o seu
nome”. E logo abriu-lhe de novo as palavras de sua boca e ele falou, bendizendo
a Deus, cantou um hino de Ação de Graças a Deus. Que na liturgia das horas rezamos, o famoso “Cântico de Zacarias”.
João foi crescendo fortificado pelo Espírito; viveu no deserto até os
dias em que se apresentou diante do povo de Israel para preparar o caminho do
Senhor para sua vinda.
João Batista já moço, pregava o arrependimento e
dava o batismo em sinal de conversão. Ele anunciava a chegada do Messias, Jesus
Cristo. Advertiu o povo para que se arrependesse e que fizesse penitência
porque o reino de Deus estaria próximo. Converteu a muitos e tinha muitos
seguidores. Foi temido e respeitado, porque falava com autoridade sem perder
sua humildade. Pregava a caridade (Lc3, 11-15). Sua mensagem era tão forte que muitos
acharam que ele era o Messias. Mas João a respeito, disse com humildade: "Eu não sou o Messias, depois de mim virá outro!" ... “Eu
vos batizo com água, mas virá outro após mim, eu nem sou digno de desatar a
correia de suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
Ele terá a pá na mão e limpará sua eira, separará o trigo, mas queimará a palha
num fogo inextinguível”. (Lc3, 10-17).
E assim se passaram os dias, e completando sua
missão até que chegou o momento de sua partida (seu martírio). Primeiro batizou Jesus, anunciou-o
pessoalmente a todos como o “Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do
mundo”. Na Apresentação no Templo, os pais de Jesus juntamente como o sacerdote Simeão apresenta Jesus menino ao Pai. No batismo de Jesus, São João apresenta-o ao povo o Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo, isto é, nos salvar. É São João que apontou apresenta toda a missão de Jesus em primeiro lugar.
Essa oração o sacerdote antes de
comungarmos eleva o Corpo e Sangue de Jesus, apresenta-O como fez João Batista fez no batismo de Jesus. "Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!". E nós respondemos nas palavras daquele centurião romano em Cafarnaum, o seu criado estava doente e foi encontro de Jesus para curá-lo. E quando Jesus disse: "Vou lá e o curarei". ele achando-se indigno por ser um soldado romano, (os judeus tinham os soldados romanos como impuros e Jesus era judeu), disse a Jesus: "Senhor, eu não digno que entreis em minha casa. Basta dizer uma palavra e meu servo será curado". Mt8, 5-8. Assim aconteceu a cura. Nós dizemos em resposta após essas mesmas palavras de São João Batista, quando o sacerdote apresenta o Corpo do Senhor na Eucaristia: "Senhor eu não sou digno que entreis em minha morada, (não referindo à casa de tijolos, mas o nosso interior), mas dizei uma palavra e seremos salvos!"
A partir do batismo de Jesus por João, Ele é preparado para a missão. Jesus vai para o
deserto se recolhe em Oração e volta para cumprir sua missão.
João Batista sabendo do fim de sua missão, pois o Messias já tinha chegado, num gesto de humildade disse: “É necessário que eu diminua para que Ele cresça”. Anunciando assim, a sua hora derradeira. Depois de um certo tempo, João Batista foi preso a mando do rei Herodes que se sentiu incomodado com suas palavras um tanto "ameaçadoras", pois estava vivendo em adultério com Herodias, mulher de Felipe seu irmão, e portanto eram cunhados; João Batista quis chamá-lo ao arrependimento e, mesmo Herodes tendo certo respeito por ele contudo, não aceitou e zangado o mandou para a prisão. Ali permaneceu preso até o dia de sua morte.
João Batista sabendo do fim de sua missão, pois o Messias já tinha chegado, num gesto de humildade disse: “É necessário que eu diminua para que Ele cresça”. Anunciando assim, a sua hora derradeira. Depois de um certo tempo, João Batista foi preso a mando do rei Herodes que se sentiu incomodado com suas palavras um tanto "ameaçadoras", pois estava vivendo em adultério com Herodias, mulher de Felipe seu irmão, e portanto eram cunhados; João Batista quis chamá-lo ao arrependimento e, mesmo Herodes tendo certo respeito por ele contudo, não aceitou e zangado o mandou para a prisão. Ali permaneceu preso até o dia de sua morte.
A amante de Herodes,
Herodias, tinha um filha chamada Salomé. Uma linda jovem que enfeitiçou o
devasso Herodes.
Certa ocasião enquanto Herodes dava uma festa pediu
que Salomé dançasse para ele com a promessa de poder dar-lhe até a metade do seu
reino. Salomé dançou e depois pediu o cumprimento da sua promessa. Mas, sua mãe, que tinha ódio de João Batista por ele dizer a verdade sobre a situação escandalosa em que viviam, orientou a filha a pedir a cabeça de João Batista. E como o rei Herodes não podia voltar
atrás na promessa que tinha feito à Salomé, mesmo não querendo, pois no seu íntimo admirava João, mandou degola-lo, e assim os soldados fizeram e sua
cabeça foi trazida num prato e apresentada ao rei.
Pois bem, essa foi a saga de São João Batista. Um
homem que desde o ventre de sua mãe era cheio do Espírito Santo. Sua voz era
destemida e forte. Mas ao mesmo tempo era suave como o mel porque ele anunciava
as maravilhas do reino de Deus. Era respeitado. Jesus chegou a dizer que nenhum
dos filhos de mulher foi maior que João, no entanto será maior do que ele
aquele que for o menor, e no reino de Deus será maior que João. (Mt11, 11).
Quem de nós será capaz de dizer, eu sou maior que João Batista? ...
Tendo partido os
discípulos de João, o Senhor faz um elogio magnífico do mestre deles. A
multidão que havia presenciado a cena, mas ignorava os motivos ocultos da
questão proposta em nome do Precursor, tinha talvez conservado disto uma
impressão desfavorável, e considerado João como um homem volúvel e movediço. A
homenagem pública que a ele presta Cristo desvanece todas as suspeitas. A
história do Batista está resumida toda inteira no panegírico feito por Jesus,
agradável tanto por seu tom vivo, rítmico, como pela elevação de seus
pensamentos. Que saístes para ver no deserto? Alguma cana que se move com
qualquer vento? Mas o que saístes para ver? Um homem vestido com vestes
delicadas? Sabeis que os que se vestem com roupas delicadas estão nos palácios
dos reis. Enfim, o que saístes para ver? Algum profeta? Sim, eu vos digo, e
mais que profeta. Pois é ele de quem está escrito: Eis que eu envio meu anjo a
tua frente, o qual irá diante de ti preparando-te.
Meus irmãos, nos tempos de hoje somos chamados a
ser como João Batista. Agora, não mais anunciando a vinda de Jesus fisicamente
como em Belém. Mas anunciando o reino de Deus e a segunda vinda de Jesus, o Justo
Juiz, que virá buscar sua Igreja.
Ora, dentro deste contexto, cabe-nos uma reflexão
da nossa tarefa de discípulos anunciadores do reino de Deus. Em nossas casas,
em nosso trabalho, em nossas Igrejas, como anda minha atitude de discípulo de
Jesus.
Ao
celebrarmos a memória do nascimento de São João Batista nós também temos que
aprender muito sobre como viveu esse homem, que antes mesmo de Jesus vir ao
mundo ele já vivia tudo aquilo que posteriormente Jesus vai ensinar nos Evangelhos.
A fé, a Esperança e a Caridade estava estampada na vida e nas ações de João. O
amor, o perdão, o chamado ao arrependimento, a Humildade. Virtudes essas que não vemos em certos pregadores de hoje.
João andava a pé, morava no deserto, sua dieta era mel e gafanhotos (diga-se de
passagem, quem de nós comeria isso hoje?). Ele passou por muitas dificuldades
mas nunca desviou do caminho. Tinha muitos seguidores, pobres e ricos. Podia
fazer como fazem os pregadores hoje, encher a sacola de dinheiro, afinal ele
estava cumprindo sua missão do mesmo jeito... porque não tirar proveito da
situação? No entanto, meus irmãos, São João Batista foi servo até o fim e não
cessou seu testemunho, tanto que até hoje nós recordamos sua memória.
É ele que vai pela primeira vez
anunciar o que seria futuramente o dia de Pentecostes: “Vos batizará no Espírito Santo e no fogo!” – e não foi o que
aconteceu quando lemos Atos2?
Ah
meus irmãos! Diante da postura que teve o pregador e precursor João Batista,
cabe-nos perguntar o que ele diria aos pregadores, sacerdotes de hoje quanto às
suas pregações. Certamente ele iria ficar muito bravo. São João pregava o
despojamento de si mesmo. “Aquele que tiver duas túnicas dê uma a quem não tem”.
Isto é, quem tem mais deve repartir o que tem com quem não tem. E o que vemos hoje acontecer em certas
denominações, não só dentro da Igreja Católica é tudo o contrário. Não se fala em outra coisa
senão em dinheiro. A paga do dízimo e as ofertas se tornou mais importante que a
própria palavra de Deus. Quem não paga não é bom cristão. Ora! São João não
precisou de um tostão para pregar o reino de Deus e no entanto, o fez com muito
amor e zelo a ponto de ser elogiado por Jesus como o maior dos profetas. Talvez se
tivesse posses e dinheiro sua missão não seria completa. Seria sabotada pela
ganância, pela arrogância. São João foi pobre, ao mesmo rico da sabedoria do Alto, ele dava
tudo de si e oferecia sua maior riqueza, o anúncio de uma pregação limpa,
verdadeira, coerente com sua vida e que chegava aos ouvidos de todos. Era uma linguagem de
amor para aqueles que estavam esperando uma palavra de conforto mediante a
tantas agruras e opressões.
E suas palavras ecoam até hoje no meio de nós.
Orai, fazei penitência, praticai a caridade, pois o Senhor está chegando.
Seremos julgados pelas nossas obras. O que João manda fazer, Jesus confirma:
Perdoar sempre, amarmos uns aos outros, dar
pão a quem tem fome, dar água a quem tem sede, jejuar, orar sem cessar, vigiar, dar aos
pobres o quem tem e seguir os passos do mestre. Terminando sua jornada ele disse para seus discípulos: "De agora em diante é a ele (referindo -se a Jesus) que deveis seguir".
Renunciar a si mesmo e tomar a cruz, ser misericordiosos como o Pai, não se preocupar com o que comer ou vestir, não se preocupar com o que vão ganhar mas entrar e comer o que lhes for oferecido, servir como Jesus serviu. E tantos outros ensinamentos. Tudo isso São João viveu bem antes de Jesus pregar essas palavras.
Renunciar a si mesmo e tomar a cruz, ser misericordiosos como o Pai, não se preocupar com o que comer ou vestir, não se preocupar com o que vão ganhar mas entrar e comer o que lhes for oferecido, servir como Jesus serviu. E tantos outros ensinamentos. Tudo isso São João viveu bem antes de Jesus pregar essas palavras.
No que lemos sobre São João Batista, os evangelistas nos apontam aquele que transmite
até hoje como vigor suas palavras. Mais ainda é seu exemplo de pregador, de
profeta. Nós somos chamados como São João a ser testemunhas de Jesus, apresentar Jesus como o Salvador às pessoas. Quantos que não conhecem Jesus
como Senhor e Salvador?
No
mundo globalizado em que vivemos todos conhecem Jesus mas, nunca fizeram uma
experiência com Ele. Aquele encontro de São João com Jesus no rio Jordão não foi
o primeiro. O primeiro encontro que São João teve com Jesus foi quando Jesus foi antes no
ventre de sua mãe Isabel, quando Nossa Senhora o levou em seu ventre imaculado e foi visitar Isabel grávida. Ali aconteceu o primeiro encontro de João com Jesus. Naquele momento em que Isabel saúda Nossa Senhora, João pula de alegria no
ventre de Isabel. "DE onde me vem a honra de receber a mãe do meu Senhor?" Esse encontro do Salvador com o Precursor não foi somente um
encontro de primos, mas já anunciava que a História do povo de Israel e também
a nossa começava a mudar ali. É Jesus que vem ao encontro de João, é João que responde com alegria esta
chegada.
A
voz que clama no deserto clama par nós hoje. (Is 40,3); Estamos preparando o caminho do Senhor?
Como anda meu trabalho evangelizador na minha casa, na minha paróquia, no meu
trabalho, na minha escola?
Tomemos
para o exemplo de São João Batista e peçamos a Deus que ele nos ajude e
interceda por nós para que sejamos também a seu exemplo grandes testemunhas do
reino de Deus. Como São João sejamos a voz que grita no deserto: “Aplainai os
caminhos do Senhor!”
Homem
mais forte do que uma rocha
Comentários compilados
por Santo Tomás de Aquino na "Catena Áurea"
São João Crisóstomo - Diz (Nosso Senhor): Que fostes ver no
deserto? Como se dissesse: Por que vos reunistes no deserto abandonando as
cidades? Porque não se teria reunido com tão grande desejo no deserto um povo
tão numeroso se não tivesse julgado que iriam ver de fato um homem grande,
maravilhoso e mais forte do que uma rocha.
São João Crisóstomo - Mas João não era volúvel por natureza;
por isto diz o Senhor: Porventura fostes ver uma cana agitada pelo vento? Nem
tampouco perdeu sua dignidade entregando-se às paixões; e por não ter sido
escravo das paixões o demonstram sua solidão e seu encarceramento, porque se
ele tivesse querido vestir-se delicadamente não teria habitado no deserto, mas
nos palácios dos reis.
Tomando por base o lugar, as vestes, os notáveis costumes de
João e o afluxo de homens junto a ele, conclui apresentando-o como Profeta,
quando diz: Mas, que fostes ver? Um Profeta? Sim, e eu vos digo que mais que um
Profeta.
São Jerônimo -
Porventura saístes para o deserto a fim de ver um homem parecido a uma cana que
é levada por todos os ventos e que pela ligeireza de espírito duvidaria do que
antes pregava?
(Jesus) alega o testemunho de Malaquias que havia sido
profetizado como anjo, para exprimir a grandeza dos merecimentos de João; e se
chama João de anjo, não para que creiamos seja ele anjo pela comunhão de
natureza dos anjos, mas por causa da dignidade de seu ministério: anjo
significa mensageiro e ele anunciou a vinda do Senhor.
Ele o chama de Elias, não como o entendem alguns hereges, que sustentam a reencarnação (volta das almas), mas que João veio, no espírito
e virtude de Elias (Lc. I) e teve a mesma graça e a mesma medida que o Espírito
Santo deu para o profeta Elias.
Que São João não seja lembrado só
como se fosse uma lenda, mas que seu exemplo mova nossos corações para anunciar o Reino de Deus. Que possamos em Ação de graças agradecer a Deus por ter nos deixado o exemplo desse grande homem, profeta de Deus. Que com o exemplo de suas virtudes, coragem e força possamos também levar Jesus às pessoas.
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