A solenidade de Maria Mãe de Deus, celebrada no dia 01 de janeiro, é uma solenidade que marca o início do ano.
Mas, você já parou para pensar o que esse
título dado significa?
Muitos
vão se perguntar como poderia Maria ser Mãe de Deus, se Deus é eterno? – Sim é
verdade, Deus é eterno, mas aqui nós não estamos falando em Deus Pai, mas em
Deus Filho, nosso Senhor e Salvador.
A
Sagrada Escritura e a doutrina da Igreja Católica ensinam que: Nosso Senhor
Jesus Cristo, se encarnou no seio da Virgem Maria por obra e graça do Espírito
Santo. Jesus Cristo veio em carne, mas, não se separou as duas naturezas, ele é
perfeito homem e perfeito Deus. Logo, por causa da divindade do Filho de Deus,
que é Deus junto do Pai e o poder do Espírito Santo tornou Maria a Mãe do próprio
Deus. Pois, Jesus e o Pai é um só. Pois assim afirma a Sagrada Escritura: João
10:30 — “Eu e o Pai somos um”. João 14:9 — “Quem me vê a
mim vê o Pai”. Colossenses 2:9 — “Porque nele habita
corporalmente toda a plenitude da divindade”. Esses versículos são as
declarações mais fortes de Jesus sobre sua unidade com Deus Pai.
Logo,
percebe-se a união Maternal de Maria, não apenas ao ser humano, mas, também ao
ser divino. “Ele será grande e se chamará Filho do Altíssimo” – Lucas1, 32.
O Filho do Altíssimo é o Filho de Maria. Podemos
compreender que ela é a Theotokos, isto é a Mãe de Deus, porque Jesus é Deus.
Os
primeiros cristãos já acreditavam e professavam esta verdade, mas, somente em
431 d.C. no Concílio de Éfeso, que a Igreja para combater a heresia de Nestório.
Nestório
afirmava que em Jesus havia duas pessoas distintas — uma divina e outra humana
— e, por isso, negava que Maria pudesse ser chamada Theotokos (“Mãe de Deus”). Ele
enfatizava a separação entre a natureza humana e a natureza divina de Cristo.
Ao separar excessivamente
essas naturezas, Nestório acabava sugerindo que Jesus era como duas pessoas
diferentes, em vez de uma única pessoa divina com duas naturezas.
Nestório
rejeitava o título de Theotokos para Maria, preferindo chamá-la apenas de
Christotokos (“Mãe de Cristo”), pois dizia que Maria havia gerado apenas o
homem Jesus, não o Deus eterno.
A
Igreja, porém, ensinava que Jesus é uma só pessoa (o Verbo encarnado),
plenamente Deus e plenamente homem. Assim, Maria é verdadeiramente Mãe de Deus,
pois deu à luz a pessoa divina de Cristo.
A
Igreja afirmou que Jesus Cristo é uma só pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro
homem. Por isso, Maria, que deu à Luz Jesus, é legitimamente chamada Theotokos
(em grego, “Portadora de Deus” ou “Mãe de Deus”).
São Cirilo de Alexandria: Foi o grande
defensor dessa verdade, insistindo que negar o título de Theotokos era negar a
plena divindade de Cristo.
O PRÓPRIO DEUS LHE CHAMA DE MÃE
Mas,
ainda podemos recorrer mais uma vez à Sagrada Escritura para entender que Maria
é Mãe de Deus. No Evangelho de Lucas, quando Isabel movida
pelo Espírito Santo chama Maria de "Mãe de Deus". Assim diz o texto de Lucas1, 39-45:
Naqueles
dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação
de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito
Santo. E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito
é o fruto do teu ventre. Donde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?
Pois, assim que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de
alegria em meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois hão de se cumprir as
coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”
Podemos
perceber que Maria, já grávida do Verbo divino, o levou consigo até a casa de
Isabel. Ela, que também estava sob a sombra do Espírito do Altíssimo, aproxima
saúda Isabel e logo, o Espírito Santo se manifesta e Isabel proclama, “de
onde me vem a honra de receber em minha casa a mãe do meu Senhor?”
Os
judeus não ousavam chamar pelo nome de Deus diretamente para não pecar contra o
Mandamento e não cair em blasfêmia. Logo, Isabel chama a Deus de “meu Senhor”,
que é o mesmo que dizer “meu Deus”.
Logo,
é o próprio Deus, o Espírito Santo que move os lábios de Isabel e o chama de Mãe.
Sim, Deus a reconhece como sua Mãe, porque no ventre de Maria estava Jesus
Cristo que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. O útero de Maria se
tornou o tabernáculo do Altíssimo. Não é por acaso que os santos padres vão chama-la
de “Arca da Aliança”.
Então,
aos que negam, como Nestório que Maria
não pode ser mãe de Deus está indo contra a própria Sagrada Escritura.
Isabel
poderia ter dito outras palavras do tipo, “oi prima, que bom que você está
aqui, que honra receber a sua visita” [...] Mas, não ela, usada pelo Espírito
Santo a chama de “Mãe do meu Senhor”, ou “Mãe de Deus”.
Quando
nós vemos pelas redes sociais, alguns negando a maternidade de Maria como Mãe
de Deus, agindo como fez Nestório, não podemos dar crédito a essas pessoas. Quem
diz isso desconhece a própria Bíblia que nos diz que Maria não foi simplesmente
Mãe de um ser humano comum, mas ela mesma, foi constituída, escolhida por Deus
para dela nascer, não em duas naturezas separadas, mas um só homem e um só
Deus.
Temos
que ter cuidado com os crentes de plantão da internet. Porque negar a
maternidade divina de Maria, é o mesmo que negar a própria Encarnação de Jesus
Cristo, que é o Emanuel. Se negarmos Maria como Mãe de Deus, também negamos a divindade
de Cristo que não se separam.
Poderia
dizer muita coisa, mas, apenas esses versículos nos bastam para esclarecer que chamar
Maria de “Mãe de Deus” não é algo impossível porque Deus fez isso possível no
momento em que nela se encarnou. E porque sendo assim a própria Sagrada
Escritura vai confirmar:
Lucas 1:43 — Isabel chama Maria de “Mãe do meu
Senhor”.
João
1:14 — “O Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
Gálatas
4:4 — “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher.”
O que mais você precisa para acreditar?

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