segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O MAIS NOVO MILAGRE DE LOURDES CONFIRMADO CIENTIFICAMENTE E APROVADO TEOLOGICAMENTE - Mulher conta como recebeu um milagre por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes

     
Desde  as aparições de Nossa Senhora de Lourdes à menina Bernadette Soubirous, em Lourdes, na França, em 1858, que Deus por intermédio da Virgem Santíssima vem concedendo aos que visitam o santuário e sobretudo a gruta das aparições milagres extraordinários. Mostra a presença maternal de Nossa Senhora que desde então atende às súplicas dos seus filhos e filhas que ali recorrem com diversas enfermidades para se banharem nas águas milagrosas da gruta. 
       Nunca em diversos lugares do mundo houve tantos milagres como em Lourdes. São vários testemunhos de curas, milagres comprovadamente atestados pela medicina.
         
         Ao contrário das outras instituições a Igreja Católica só atesta um milagre depois de esgotadas todas as explicações científicas. Depois que os médicos juntamente com uma junta investigadora da Igreja recebe da ciência a palavra final sobre a cura que a medicina não pode explicar como ocorreu. Isso pode levar anos.

    Completa-se portanto o número de 69 milagres comprovados pela Igreja e cientificamente atestados, realizados por intermédio de Nossa Senhora de Lourdes. Foi o milagre que a Italiana Danila Castelli, esposa de um médico ginecologista recebeu quando ela tinha 43 anos. O milagre ocorreu no dia 04 de maio de 1989. Ao banhar-se nas piscinas de do Santuário de Lourdes seu corpo enfraquecido sentiu-se um inexplicável alívio. Diz Danila:

         
(Foto de Danila Castelli)

"Eu não aguentava mais. Meu esposo me disse: 'arrume as malas'. Quando você sabe que está para morrer, pensa as coisas mais estranhas. 'Deve ser uma viagem romântica', pensei." 
        "Eu não podia ficar de pé. Ele me disse: "Vamos à Lourdes". Conta Danila. 
         A cura foi reconhecida pelo bispo de Pávia, (Itália). Giovanni Giudici, e também foi certificada pela Comissão Científica Internacional em Paris.

        A Declaração chegou depois da avaliação médica e teológica para certificar a certeza da senhora Castelli. Viveu como mulher e mãe de família por 34 anos. Em 1980 começou a ter crises de hipertensão, desmaios e crises neuro-comportamentais" - contou o médico Di Franciscis, presidente da Comissão em Loures.

           "Nas piscinas eu me curei. Eu apenas queria que o Senhor me levasse, que fosse o fim. Eu já não suportava mais, nem os outro. O sacerdote me disse: 'Se você vai pedir a morte, lembre que irá com todos os seus pecados. Porque eu não te a absolvo se você fizer esse pedido'. Todos devemos sempre pedir a vida'. Me envergonhei, porque havia pessoas em estado pior do que o meu. Então pedi a vida, pelo menos um pouco mais, para que pudesse dedicar aos meus filhos". Conta a senhora Danila Castelli.

            No ano de 1982, a senhora Castelli iniciou os procedimentos cirúrgicos para que pudesse retirar parte do útero e do pâncreas. Em 1983, o diagnóstico severo, e males físicos haviam atingido várias partes do seu corpo. Depois de sete anos as operações e tratamentos à espera de organizar uma viagem aos Estados Unidos, o esposo decidiu levá-la até Lourdes.
              
             Seu esposo é um médico italiano que também foi tocado pelo milagre. Ela, desde pequena teve desejo de visitar Lourdes, mas, seu esposo mesmo convertido não concordava achando absurda a viagem por causa da doença. 
            'O banho não foi rápido. Meu marido veio chamado por uma voz a me ver. Esse dia em maio, de 1989, ela recebeu o segundo milagre: a fé do marido que lhe disse: 'Sei que tudo já passou, você tinha razão'. O terceiro milagre foi o perdão. "Você tem razão, eu o perdoo". 
            A família passava por problemas de enfermidade, mas estava abalada por uma disputa judicial contra alguns médicos. O perdão foi parte do milagre. Finalmente depois de uma  enfermidade longa e dolorosa, quando ela regressou ao hotel e percebeu que tinha sido curada.
            
             Poucos meses depois ela regressou a Lourdes para falar conosco", contou o Dr. Di Franciscis. O reconhecimento do milagre durou décadas. No ano de 2010 a comissão Médico-científica de Lourdes decretou por unanimidade a cura definitiva e duradoura no tempo. Assim se constatava que os males que por mais de 21 anos afligiam aquela senhora tinham desaparecido sem explicação científica. Um ano depois, outra comissão internacional a avaliou novamente e o diagnóstico foi o mesmo, foi confirmada a cura.


             Depois o Bispo de Pavia criou outra comissão diocesana para estudar a cura. Foi constatado o inexplicável. "O bispo reconheceu a cura prodigiosa como 'sinal' da cura realizada por Jesus nos Evangelhos" - afirmou o Dr. Di Franciscis.   
               
              "Antes seu amava Jesus junto dele pela cruz, agora Ele me pedia para amá-lo curada. Retirada da morte para começar a caminhar... senti-me livre para dizer sim ou não. Ainda peco. O milagre me deixou normal como uma criatura com suas misérias e debilidades. Jesus não trai seus amigos" - conta Castelli. "Estou feliz por comunicar esta alegria , quando venho a Lourdes sinto a alegria de comunicar Deus". Acrescentou.

               Em Lourdes aos pés dos Pirineus, uma Jovem apareceu a uma adolescente chamada Bernadette Soubirous. Bernadette tinha seus 14 anos. As aparições duraram cinco meses entre fevereiro e junho de 1858. Em uma das aparições ela se apresentou como a Imaculada Conceição. Convidando a todos a penitência e a conversão. Também pediu que fosse construído ali um santuário.     

(fonte: www.nossoprotetor.com.br - blog "Eu e Deus", anunciando a boa nova!)
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Bernadete era pobre em tudo: social, intelectual e até fisicamente falando. A história de sua família começa com as dificuldades de seu pai em sustentá-la. Em um acidente no moinho, o pai de Bernadete, perde a visão de um dos olhos e já não é capaz de produzir farinha de boa qualidade. Não bastando isso, a crescente industrialização aprimora o processo de produção de farinha, tornando o instrumento da família Soubirous obsoleto e insuficiente. Por fim, uma seca de dois anos faz com que o trigo diminua e insta Francisco Soubirous a vender o seu trabalho braçal para girar os moinhos de outrem. O preço de seu trabalho chega a valer menos que o de um animal, que, por possuir mais músculos, consegue girar o engenho com mais força. Episódios trágicos seguem-se, um após o outro, e chegam a desabrigar a família, que se vê obrigada a morar favor na casa de um parente. Eles vão, então, para um pequeno espaço, apelidado de "cárcere" (" le cachot", em francês).
Ali, vivendo todas as dificuldades de uma vida humilde, Bernadete contrai uma cólera – doença epidêmica, à época – e, talvez vítima dos desajustados métodos para o tratamento da doença, acaba contraindo uma asma, que não a abandonará até a sua morte.
Bernadete também era analfabeta. Um ano antes das aparições, vivendo na casa de sua ama-seca, esta tentou ensinar-lhe o Catecismo, mas teve muitas dificuldades, pois Bernadete só sabia falar o dialeto. Constantemente maltratada por sua ama, ela voltou para a casa de seus pais.
E foi saindo dali, em fevereiro de 1858, que a Virgem Santíssima lhe apareceu. Estando ela em casa, no cachot, a lenha acaba. Então, ela, sua irmã mais nova e uma amiga vão buscar um pouco de lenha. Chegando perto do córrego, as duas meninas atravessam-no, mas Bernadete, temendo entrar na água fria, por causa de sua asma, fica. Ao tirar as suas meias, para atravessar o riacho, ela percebe uma rajada de vento sobrenatural e, quando olha para a gruta, do outro lado, vê uma jovem, vestida de branco, com uma faixa azul, um rosário e duas rosas douradas nos pés. Instintivamente ela se ajoelha e tenta fazer o sinal da cruz, mas seu braço está como que morto. A Virgem, então, faz o sinal da cruz. Ela imita-a e põe-se a rezar o Terço, "desfiando ela mesma as contas. Esta gruta tornou-se, assim, a sede de uma admirável escola de oração, onde Maria ensina a todos a contemplar com um fervoroso amor o rosto de Cristo".
   Papa Bento XVI, comentando o relato dessa primeira aparição em Lourdes, ressalta o fato de Nossa Senhora saudar Bernadete com o sinal da cruz:
"É significativo que, na primeira aparição a Bernadete, Maria inicie o seu encontro com o sinal da Cruz. Mais do que um simples sinal, é uma iniciação aos mistérios da fé que Bernadete recebe de Maria. O sinal da Cruz é de alguma forma a síntese da nossa fé, porque nos diz quanto Deus nos amou; diz-nos que, no mundo, há um amor mais forte do que a morte, mais forte do que as nossas fraquezas e os nossos pecados. A força do amor é maior do que o mal que nos ameaça. É este mistério da universalidade do amor de Deus pelos homens que Maria veio revelar aqui, em Lourdes. Ela convida todos os homens de boa vontade, todos aqueles que sofrem no coração ou no corpo, a levantar os olhos para a Cruz de Jesus a fim de encontrar nela a fonte da vida, a fonte da salvação."
De fato, Bernadete sai daquele primeiro encontro revigorada, tal foi o amor no qual esteve imersa durante a visita da Santíssima Virgem. Justo ela, " la friolera", não sentia fria a água do riacho; ela, a mais fraca de todas, conseguia carregar os feixes de lenha para casa, sem ofegar e sem dificuldades. E ardia nela o desejo de rever a Senhora.
É interessante: a mensagem de Lourdes dá ênfase à pobreza, mas também fala da oração. Durante várias aparições, nada aconteceu entre Nossa Senhora e Bernadete senão, pura e simplesmente, oração. Enquanto ela se detinha de joelhos, em oração, abstraída de tudo o que estava ao redor, os médicos examinavam o seu pulso; e ele estava absolutamente normal. Até velas colocaram, queimando a pele de Bernadete, mas ela não reagia, compenetrada que estava diante da Virgem, rezando.
Em Lourdes, "Maria vem recordar-nos que a oração, intensa e humilde, confidente e perseverante, deve ter um lugar central na nossa vida cristã. A oração é indispensável para acolher a força de Cristo"[6]. Como diz Santa Teresa de Ávila, a oração é a porta do castelo de nossa alma. Trata-se de uma atitude indispensável a quem está disposto a amar generosamente ao Senhor.
A terceira mensagem de Lourdes é a penitência. Na oitava aparição, Bernadete, que sempre parecia tão tranquila, ficou triste, sombria. "Esse dia Aqueró tinha pronunciado uma palavra nova. ‘Penitência!’ E disse: ‘Rogai a Deus pela conversão dos pecadores!’ Logo lhe pedira que ‘se ajoelhasse e beijasse o solo como penitência pelos pecadores’."
Nesse ponto, todas as aparições marianas encaixam-se. Todas, sem exceção, pedem à humanidade que faça penitência, que se mortifique. Infelizmente, nem sempre esse pedido de Nossa Senhora é levado a sério. Muitas pessoas – chamadas "aparicionistas" – costumam colecionar informações sobre aparições, preocupam-se exageradamente com previsões do futuro, mas se esquecem de fazer penitência. As mesmas "Martas", agitadas, que ficam procurando novidades, que são capazes de ir ao outro lado do mundo para procurar a previsão de Maria Santíssima para a próxima semana, deveriam fazer um exame de consciência: Estamos realmente praticando mortificações? As realidades antevistas por Nossa Senhora para o futuro são sempre condicionais: acontecerão, se não se fizer penitência. Então, estamos realmente empenhados em acolher as palavras da Virgem Maria? Penitenciar-se pela conversão dos pecadores é, de fato, muito mais eficaz do que se preocupar orgulhosamente com as realidades futuras, como que em uma "vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e (...) sobre os homens".
Na terceira aparição a Santa Bernadete, Nossa Senhora fará uma promessa importantíssima, cujo conteúdo deve ser levado muito a sério por todos os católicos: " Non proumeti pas deb hé urousa en este mounde, mès en aoute – Não prometo fazer-lhe feliz neste mundo, mas no outro".
Essas palavras ajudam a desfazer em nós qualquer ilusão de felicidade ou conforto neste mundo. E insuflam-nos um ânimo para verdadeiramente fazermos penitência. Afinal, não é possível amar neste mundo, com a nossa carne manchada pelo pecado, sem passar pela senda da mortificação. Há uma lei dentro de nós que diz: "foge da dor, busca o prazer". E os cristãos precisam lutar contra essa lei, se querem amar generosamente. Quem quer amar de verdade não pode fazer o juramento de não sofrer. Se formos parar para pensar, as pessoas que realmente nos amam são aquelas que sofreram por nós. Isso acontece porque o amor é uma aliança de sangue, que diz: "Eu derramo o meu sangue, mas não desisto de você". Na Igreja, que é a comunhão dos santos, os efeitos de nossa penitência atingem membros que até nos podem ser desconhecidos. O sofrimento dos santos pode salvar a vida eterna de muitas pessoas.
Na nona aparição, Nossa Senhora manda Bernadete escavar o chão e ali, na gruta de Massabielle, surge uma fonte de água. Trata-se de um convite aos fiéis para renovarem o seu batismo e, ao mesmo tempo, de uma oportunidade para comprovar a veracidade das aparições: são muitíssimos os milagres operados por Deus nas águas de Lourdes, milagres rigorosamente avaliados e amplamente respaldados pela ciência. Em um desses eventos extraordinários, uma mulher tuberculosa, com os pulmões completamente prejudicados, esquelética, já no último grau da doença, tendo passado por vários hospitais especializados, encontrou sua última esperança em Lourdes: ela foi miraculosamente curada, depois de ser imersa na água fria da gruta de Massabielle.
O primeiro milagre da gruta aconteceu pouco depois da décima segunda aparição: uma mulher, de nome Catherine Latapie, que teve "um ombro deslocado, o punho quebrado e os dedos retorcidos" por conta de um acidente, decide ir à fonte, às 3h da madrugada, em busca da cura. Após imergir o braço na água, o membro fica curado e ela vai para casa, para dar à luz o seu filho – que, no futuro, se tornaria padre.
Outro ponto foco da mensagem de Lourdes foi a Imaculada Concepção da Virgem Maria. O Papa que reinava à época das aparições, o beato Pio IX, tinha um método de evangelização bastante ousado: diante da resistência anticlerical vindo principalmente de uma França afetada pela Revolução de 1789, ele decide, com coragem, proclamar os dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal. Na condução de uma Igreja internamente desunida e externamente atacada por todos os lados, o Santo Padre escolhe um remédio de bravura: ser exageradamente católico, reforçar ainda mais a fé cristã, dando ênfase a Nossa Senhora e ao Papa.
De fato, o dogma da Imaculada Conceição de Maria – segundo o qual "a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, (...) foi preservada imune de toda mancha da culpa original" – foi proclamado no ano de 1854, quatro anos antes de a Virgem aparecer na cidade de Lourdes. Tal proximidade entre os dois acontecimentos fez com que São Pio X dissesse: "Apenas Pio IX definira de fé católica que desde a origem Maria foi isenta de pecado, a própria Virgem começava a operar maravilhas em Lourdes".
No entanto, a pequena Bernadete, que não sabia nem que a "bela Senhora" que tinha visto na gruta era a Virgem Maria, muito menos sabia que o dogma da Imaculada Conceição havia sido proclamado por Pio IX.
Então, no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação, Nossa Senhora apareceu-lhe e disse: "Que soy era Immaculada Councepciou – Eu sou a Imaculada Conceição". Bernadete, que nunca tinha ouvido aquela expressão, saiu da gruta, repetindo para si mesma aquela frase, para contá-la ao padre, que tinha pedido uma comprovação da veracidade das aparições. O sacerdote ficou perplexo, pois conhecia aquela menina, que não tinha feito a primeira Comunhão e, portanto, não sabia o que era a Imaculada Conceição. A partir desse momento, o crédito das aparições aumentou: a Santíssima Virgem acabava de confirmar o método pastoral de Pio IX. Contra os lobos que devoram o rebanho, a solução não é uma conversa tímida e covarde, mas uma paulada na moleira.
Ao mesmo tempo, a realidade da Imaculada Conceição é algo que nos poderia deixar um pouco perplexos. Por que, de tantos títulos, Nossa Senhora decide manifestar-se como "imaculada", "sem pecados"? Não seria isso desestimulante para nós, tão cheios de pecados e defeitos? Na verdade, não. Maria aparece com toda a sua pureza e santidade para dar ao homem uma notícia: é possível ser santo e amar a Deus perfeitamente, com amor sobrenatural! Os santos "de sétima morada" confiaram na graça de Deus e viveram assim, de forma extraordinária. Além disso, explicava o Papa Bento XVI, em visita a Lourdes:
"Este privilégio concedido a Maria, que A distingue da nossa condição comum, não A afasta antes, pelo contrário, aproxima de nós. Enquanto o pecado divide e nos afasta uns dos outros, a pureza de Maria torna-A infinitamente próxima dos nossos corações, atenta a cada um de nós e solícita do nosso verdadeiro bem. Podeis constatá-lo tanto aqui em Lourdes como em todos os santuários marianos: multidões imensas acorrem aos pés de Maria para Lhe confiar aquilo que cada um tem de mais íntimo, aquilo que cada um tem particularmente a peito. (...) Diante de Maria, precisamente em virtude da sua pureza, o homem não hesita em mostrar-se na sua debilidade, em manifestar as suas interrogações e as suas dúvidas, em formular as suas esperanças e os seus desejos mais secretos. O amor materno da Virgem Maria desarma toda a forma de orgulho; torna o homem capaz de se olhar como é, e inspira-lhe o desejo de se converter para dar glória a Deus."
Quando as aparições terminaram, a família Soubirous conseguiu melhorar um pouco de vida, mas apenas através do seu trabalho. Repugnava-lhe pensar em ganhar dinheiro à custa da fama das aparições.
Bernadete, que então vivia uma vida de doação aos mais pobres, entrou, com 22 anos, no convento de Nevers, onde passou o resto de sua vida. Tratada com severidade pela mestra de noviças – madre Thérèse Vauzou –, Bernadete viveu, com amor, o recolhimento e a humilhação. Vítima de uma tuberculose, nasceu para o Céu com 35 anos. Trinta anos após a sua morte, exumaram o seu corpo e ele estava incorrupto. O seu crucifixo estava corroído, o terço, oxidado – ou seja, havia umidade –, mas, ela mesma estava intacta. Após a enterrarem e exumarem de novo, o seu corpo continuou intacto. Finalmente, hoje o seu corpo está exposto na igreja de Saint Gildard, em Nevers.
Bernadete Soubirous é a grande pobre de Deus, escolhida para uma vida de profunda humildade. Não se pode ser santo sem ser humilde, sem se recordar pequeno e miserável diante do Senhor. Por isso, a grandeza de Lourdes está justamente na escolha dos pobres.
"Não prometo fazer-lhe feliz neste mundo, mas no outro". Com os olhos voltados para o alto, imitemos esta grande serva de Deus e busquemos amá-Lo com cada vez mais generosidade. A vida de Bernadete pode não ter sido rodeada de grandes glórias, mas como não invejá-la, agora, que ela goza da verdadeira vida, no Céu?       

(Fonte: Site do Padre Paulo Ricardo "CHRISTO NIHIL PRAEPONERE")   

O RECADO DOS MILAGRES       

Lendo esta bonita matéria podemos tirar a seguinte mensagem para refletirmos mais intimamente: Qual é o recado que os milagres não dão?

Nos Evangelhos encontramos muitos milagres realizados por Jesus. Todas as vezes que Jesus curou e expulsou demônios foi não só só para manifestar seu poder mas, para que as pessoas cressem que ele era o Filho de Deus. Isso aconteceu desde seu nascimento até sua entrega na cruz, e continua acontecendo ainda hoje.
   
Jesus faz um milagre, ou permite que ele aconteça seja por intermédio  de Nossa Senhora ou pela intercessão de algum santo para que através deles possamos crescer ainda mais a nossa fé. 
Ao lermos o testemunho desta senhora que conseguiu não só a cura física, mas ainda mais a graça da conversão, inclusive, a de seu esposo que numa última tentativa levou-a até Lourdes para que através de Nossa Senhora lhe fosse possível o restabelecimento da saúde.
Aquela mulher sem nenhuma expectativa desejava morrer porque não suportava mais os sofrimentos. Nas palavras dela, a mesma chegou a um profundo desespero físico e espiritual e pode perceber que ali também estavam pessoas com problemas maiores do que o dela. Percebam o drama...

Amados, muitas vezes nós nos queixamos de muitos problemas sem perceber ao nosso redor quanta gente sem expectativa, sem oportunidade, doentes, jogados nas sarjetas, moribundas e contaminadas pelo pecado do orgulho e  da vaidade não somos capazes de estender a mão ou simplesmente oferecer uma palavra amiga, porque estamos ocupados demais com nossa vida e com nossas mazelas. 

Esse é o recado de Lourdes. Nossa Senhora faz um convite a não só nos banharmos da água milagrosa, mas percebermos que devemos buscar a Água Viva que é seu Filho Jesus. O que Bernadette teve de extraordinário em seu caminho foi mesmo em frente às chacotas e perseguições, ela teve uma confiança total e sua fé e obediência aos planos de Deus levou-a a cavar com as próprias mãos a terra de onde saiu esta água milagrosa.

Deus quer e deseja que seus filhos volvam o olhar e o coração para as coisas do alto, que o busquem com amor e sinceridade. Jesus disse: "Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados que eu vos aliviarei, pois, meu julgo é suave e o meu fardo é leve!" - Muitas vezes nós estamos em busca somente do exterior, do conforto momentâneo desta vida e nos esquecemos de que somos carne e espírito e que necessitamos cada vez mais do amor de Deus.  

As vezes reclamamos demais, murmuramos demais com pequenos problemas. Nos esquecemos até de Deus e só lembramos de sua existência quando estamos no cume de nossos sofrimentos e dificuldades. Será que não falta aí um gesto de reconhecimento de nossa parte. É preciso buscar a Deus todos os dias de nossa vida e sermos agradecidos a ele por cada dia que recebemos. 

Quando nós depositamos nossa confiança no amor de Deus sentimos o braço do Pai que nos acolhe. O que impede de percebermos esse amor de Deus em nossa vida é o pecado, é a ingratidão é a falta de amor.
Nossa Senhora não disse à Bernadette: "Agora porque me viste seus problemas vão acabar". Pelo contrário, ela disse: " Não posso prometer-te felicidade neste mundo, mas prometo-te que no céu serás feliz". Deus não engana ninguém, esse mundo é um calvário cada um deve carregar a sua cruz com amor até o fim. Mas quando estamos com Deus, fiéis a ele, passamos em cima de tudo, superamos a queda e seguimos em frente. Jesus disse: "Quem quiser me seguir, renuncie-se a sim mesmo; tome sua cruz de cada dia e depois me siga!" 

Outra lição que o milagre de Lourdes nos dá?

As pessoas compram e vendem milagres. As seitas estão cheios de falsos milagres e falsas curas. A Igreja de Jesus é mesma a mais de 2000 anos e não damos conta de que Jesus está com ela todos os dias. O milagre dos milagres a Eucaristia. Nós vamos atrás de outros milagres e esquecemos que o maior milagre Jesus realizou por nós que é a Eucaristia. Jesus presente e ressuscitado. Nós nem paramos para agradecer a Jesus por ele ter nos devolvido a vida eterna que perdemos um dia. Não paramos apara agradecer pela salvação que ele nos deu, pelos sacramentos que nos fortalece e nos conduzem a esta vida eterna. Somos cegos espiritualmente. 

Aquela senhora desejava morrer, acabrunhada pelo peso de seus sofrimentos, no entanto o milagre só aconteceu porque o sacerdote mostrou-lhe que Deus não queria a sua morte, mas queria sua vida e isso que ela devia pedir. A vezes falta-nos confiança, lançar-se nos braços do Pai. Crer somente não basta, porque até o diabo crê. É preciso confiar e depender de Deus em nossa vida. Quando você crê, confia e depende de Deus com certeza Deus não deixa de dar uma resposta cedo ou tarde de acordo com sua vontade. 

Não é preciso muitas palavras, para Deus basta abrir o coração. Nossa Senhora sendo serva fiel, confiava, amava e dependia de Deus em tudo. Com isso ela nos ensina que se quisermos ser felizes devemos ser servos humildes.

Não é a água de Lourdes que cura, é Jesus. Aquela água representa o próprio Cristo a Água Viva que liberta, cura e salva. Nossa Senhora como nossa Mãe, quer e deseja que seus filhos busquem antes essa Água Viva que é Jesus. Se aquela mulher não confiasse e não dependesse de Deus o milagre não teria acontecido. Por isso o sacerdote disse: "Se pedires a morte, seu não posso absolver-te dos pecados, o levarás consigo!" - Foi uma exortação. Muitas vezes as pessoas vão atrás dos milagres físicos, mas esquece que antes de tudo é necessário esvaziar-se o coração diante de Deus, é preciso buscar o perdão não só das ofensas, mas do próprio ser. Perdoar-se a si mesmo, perdoar aos outros. Buscar vida nova. Assim age a misericórdia de Deus para quem busca o perdão. E aquela mulher reviveu. Pois é Jesus quem disse: "Aquele que crê em mim, ainda que estiver morto, viverá!" - Ela creu. Talvez era sua última opção mediante os sofrimentos, estava morta pra vida interiormente e espiritualmente, mas ao ser tocada pelo milagre ela teve a chance de ver que quem crer em Deus pode muito mais.  

No Evangelho vemos que Jesus utilizava de sinais para as curas: a água, a lama, os pães e os peixes, etc. Nossa Senhora utilizou desse sinal da água. Água que representa o batismo, a vida e também o próprio Jesus Cristo. Por isso o que acontece em Lourdes não foi uma invenção de Nossa Senhora. Ela utilizou da água assim, como Jesus fazia como sacramental para mostrar aos homens que Jesus seu filho deseja que cada um busque-o. Jesus é Água Viva quem bebe desta água tem a vida eterna.
E no final o recado da Mãe Santíssima: Oração e penitência. Não fiquemos só nos milagres mas busquemos viver nossa vida ligados ao seu Filho pela Oração e pela penitência pela conversão dos pecadores. Assim fez Bernadette por toda sua vida.           

                                      
                    
          

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