sábado, 30 de dezembro de 2023

ANO NOVO - O CATÓLICO E AS SUPERSTIÇÕES

 

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Cor 6,12). 

Estamos mais uma vez às vésperas de celebrar a chegada do ano novo. As pessoas se preparam, as famílias se reúnem afinal, é tempo de celebrar e comemorar o ano novo que se inicia.  

É justamente nessa época do ano novo que ocorre as crendices e as superstições. Roupas brancas, comer frutas para dar boa sorte, engolir sementes de romã, acender velas para entidades, fazer oferendas a Iemanjá, recorrer às previsões de futuro, etc. As promessas de Ano Novo se feitas da boca para fora também são promessas falsas e deve ser evitadas, é louvável se puderem serem cumpridas. 

👉No Brasil existe o misticismo religioso que é a mistura de crenças de religiões pagãs (inclusive as de matriz africana) aos elementos da fé católica e isso traz muita confusão. Nós temos que mudar isso de modo a extirpar de nossa vida o misticismo religioso e dá lugar de uma vez por todas à verdadeira fé católica. Tirando do nosso meio tudo aquilo que contamina a fé verdadeira. Católico é católico não pode seguir senão aquilo que orienta a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Catecismo da Igreja. O que esses três pilares e não ensina, não pode ser seguido. Inclusive as práticas do espiritismo altamente proibido por Deus.  

A pergunta é: Quem é católico pode crer e praticar essas coisas?

A resposta é não. Porque se cremos em Deus e se queremos praticar o bem, se guardamos os mandamentos e temos a do Espírito Santo não precisamos dessas coisas. Essas coisas não servem ao cristão que tem sua fé sólida em Jesus Cristo. Essas práticas são do paganismo.

A Palavra de Deus nos proíbe de praticar e crer em tais coisas.

A começar do primeiro Mandamento: “Amarás ao Senhor teu Deus, com todo teu coração, com toda a tua alma e com todo teu espírito!” – Dt6, 4-6; Lc10, 27; Mt22, 37-40. Esse Mandamento por si só nos diz que para amar a Deus é necessário que vivamos para ele obedecendo sua vontade e seus Mandamentos, por esse motivo a graça de Deus está em nós. "Se queres ser feliz guarde os Mandamentos." (Mt19, 16-17). - "Se vocês me amam obedecerão aos meus Mandamentos". (Jo14, 15), disse o Senhor Jesus.

1Jo5, 2-4 "Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos. Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados. O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé".

Dt 5:29: "Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre!"

 Quando recorremos às superstições deixamos os Mandamentos de lado e a graça de Deus para confiar em coisas mundanas que não nos levam a nada. Deus não quer que voltemos ao paganismo. Amar a Deus é colocá-lo acima de tudo em nossa vida e ter a total confiança de que ele é nosso Pai e provedor de tudo que precisamos. 

Deus proíbe que pratiquemos essas coisas porque nos ama e nossa confiança deve estar somente nEle; ela deve ser perfeita e consciente. Se dissemos ter fé em Cristo que nos salvou, mas recorremos às práticas pagãs estamos pecando contra Deus negando a graça da salvação, negando o sacramento do Batismo que um dia recebemos. Está escrito na Sagrada Escritura:

Levítico 19:31: “Não recorram aos médiuns nem busquem a quem consulta espíritos, pois vocês serão contaminados por eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês".

Deuteronômio 18:11-12: “Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.

Isaías 8:19: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti”.

Para o cristão católico de verdade nossa esperança deve estar no Senhor. A fé que deve ser praticada não deve ser superficial. Ela consiste em crer em Deus em um todo “crer, confiar e depender” de Deus em tudo. Sendo assim, não precisamos de mais nada do que a Providência divina que nos assiste.

 "Tal é a confiança que temos diante de Deus, por meio de Cristo. Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.” - 2 Coríntios 3:4-61

O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta.” - Salmos 18:21

“Pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio". - Salmos 91:2 

A cor branca na liturgia da Igreja não é para trazer boa sorte? 

Não. Na liturgia católica, a cor branca, assim como as demais cores utilizadas no Ano Litúrgico são simbolizadas em cada tempo. Por exemplo:

  • Advento (roxo)
  • Natal (branco)
  • Quaresma (roxo)
  • Páscoa (branco)
  • Tempo comum (verde)

Páscoa (branco) - as cores na liturgia são usadas de forma simbólica e tem um significado especial. Mas não é usado como objeto de superstição.

 O branco é símbolo de pureza e alegria. Ela é usada em várias ocasiões, incluindo: 

👉Nos tempos do Natal e da Páscoa.

👉Nas celebrações de Nosso Senhor Jesus Cristo (exceto as da Paixão).

👉Nas comemorações da Virgem Maria.

👉Nas comemorações dos Anjos e dos Santos não-mártires.

Portanto, o branco é usado para expressar a pureza e a alegria nas celebrações festivas e em homenagem às figuras sagradas específicas. 

 Eu posso usar qualquer cor no Réveillon?

Sim. Porque para o cristão a cor não é um atrativo de boa sorte, mas, sinal de pureza, como também podemos usar qualquer outra roupa sem medo de que isso irá trazer má sorte porque nossa confiança está em Deus e não no poder da matéria. 

 Quando recebemos as vestes brancas para o batismo, por exemplo, no batismo, a veste branca tem um significado muito especial. Ela simboliza a limpeza e a dignidade da vida do cristão. A cor branca é um símbolo de pureza, e no contexto do batismo, representa a nova vida e a nova dignidade que a pessoa batizada adquire. Nos primeiros tempos do cristianismo, os que eram batizados usavam uma roupa nova e branca antes de se unirem aos outros fiéis na Igreja. Portanto, a veste branca no batismo é um símbolo poderoso da transformação espiritual que ocorre através deste sacramento.

Símbolo de pureza e santidade, em Ap 6, 11 – Lavados pelo sangue do Cordeiro (Jesus) a eles são entregues a veste branca. São símbolos que a igreja usa até os dias de hoje. Mas, quando usamos esses simbolismos e trazemos para a superstição aí está o problema. Entra em conflito com a Palavra de Deus.   

O Católico está proibido de praticar essas coisas e se praticar comete pecado grave. O pecado grave sem arrependimento leva ao inferno.

“Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3, 16.

 Celebramos no Nata o Cristo que se encarnou para nos salvar. Se cremos que só ele tem o poder de nos dar a vida eterna, só nos basta Cristo.

2 Cor 12:9, diz: "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo". Este versículo é uma afirmação poderosa de que, mesmo em nossas fraquezas e dificuldades, a graça de Deus é suficiente para nós. Ele nos lembra que o poder de Deus é aperfeiçoado em nossa fraqueza.

          Celebrem o Ano Novo, comemorem sem superstições.

Agradeçam a Deus por mais um ano que se passou e por mais um ano que se inicia. No dia 1 de janeiro a Igreja celebra Nossa Senhora “Mãe de Deus”. É dia santo de guarda. A exemplo dela que foi fiel, sejamos nós também fiéis a sua Palavra. Amém!

   

       

 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Papai-Noel - a mentira criada pelo comércio para enganar você

         

O Papai-Noel não é uma figura lendária e muito menos cristã. Ele é um personagem fictício. Embora alguns defendam que esse personagem foi inspirado e São Nicolau que foi um bispo cristão que viveu na Turquia no século IV e que era conhecido por sua generosidade com os pobres. Ele costumava deixar moedas de ouro perto das chaminés das casas das pessoas necessitadas. De São Nicolau, Papai-Noel não tem nada. Ele nunca existiu, tanto que escolheram um lugar fictício de sua moradia o Polo Norte um lugar gelado e inóspito. Não é atoa que trocaram seu "lugar" de origem enquanto que São Nicolau viveu entre nós, morou na Turquia e depois foi bispo na Itália e está hoje no céu a interceder por nós. São Nicolau não se escondia atrás de nada, nem descia pelas chaminés, nem era acompanhado de guinomos. Ele tinha um grande amor por Jesus na figura dos necessitados e fazia de tudo para socorrer os pobres. Não visava o lucro mas, ajudava desinteressadamente para ver seus filhos espirituais felizes e, no caso das moças solteiras pobres, vê-las realizando o sonho de se casarem. Se o Natal do Senhor fosse celebrado dessa forma e se inspirássemos na caridade de São Nicolau o mundo seria outro. Deus já fez tudo por nós e nós temos que fazer tudo pelo irmão. O que sobra não deve ser desperdiçado, deve ser repartido. O Pão nosso de cada dia deve ser o pão nosso de cada dia do irmão que necessita. O falso Papai-Noel é uma vez por ano, a caridade deve ser praticada o ano inteiro. É preciso riscar esse personagem de nossa história. Papai-Noel não é cristão embora seja colocado em um festa tão bonita como o Natal. O Natal é de Nosso Senhor Jesus Cristo. Olhemos para a pobreza do Presépio e vejamos que o Senhor de nada precisou a não ser o carinho de seus pais. Nasceu pobre, sem palácio o Rei da glória se fez humilde. Naquela gruta, em uma noite fria, contou apenas com o necessário o colo de Maria, uma manjedoura que foi seu primeiro berço, o calor dos animais... "O Rei vestido de toda luz celestial desceu em nosso meio, o Santo dos santos que antes se manifestou a Moisés na arca de ouro, agora se manifesta o Verbo numa manjedoura!" Veio para os seus, ... , veio para os pobres e a todos quis salvar... Se o Natal não significar isso, se for apenas uma data qualquer então ele deixa de ser o Natal cristão e passa a ser o Natal pagão.           

A imagem moderna do Papai Noel, com uma roupa vermelha e branca, uma barba longa e um saco de presentes, se consolidou a partir de um poema do século XIX chamado “Uma visita de São Nicolau”, escrito por Clement Clarke Moore. Nesse poema, (fictício), ele descreve o Papai Noel como um homem alegre e bondoso que viaja em um trenó puxado por renas. Esse poema foi ilustrado por Thomas Nast, um cartunista alemão que trabalhou na revista Harper’s Weekly4. 

A partir daí popularidade do Papai Noel aumentou ainda mais na década de 1920, quando a Coca-Cola fez uma campanha publicitária usando a imagem do Papai Noel para promover o seu refrigerante. A empresa contratou o artista Haddon Sundblom, que se baseou no poema de Moore e nas ilustrações de Nast para criar um Papai Noel mais simpático e humano, que se tornou um ícone do Natal em todo o mundo, ele entra em contradição em vários aspectos. E aqui vou mostrar que este personagem tão conhecido como se fosse cristão na verdade não tem nada a ver com o verdadeiro espírito cristão do Natal.        

Estamos acostumados a ver este personagem que é apresentado pelo comércio como um velho barrigudo de cabelos brancos e barba longa, que vestido de vermelho carrega um “saco vermelho” de supostos presentes e que dizem morar no Polo Norte. Em muitos casos aparece dirigindo um trenó mágico puxado por renas que voam...

          O Papai-Noel não é e nunca foi um símbolo cristão reconhecido pela Igreja porque ele traz em si a carga negativa da ambição do comércio de obtenção de lucros onde, (as crianças que é foco principal), os mais ricos recebem deste suposto personagem os presentes que são comprados, enquanto que os pobres não recebem sua visita e nem seus presentes. As crianças pobres são deixadas à margem com suas ilusões e frustrações por não ganharem seus presentes. Porque sendo ele um personagem criado pelo comércio ele atrai para si o lucro e a gastança. O comércio não está interessado com a caridade como esteve São Nicolau. Pelo contrário ele é um personagem satânico criado para obter lucros e ofuscar a figura de São Nicolau que como diz a história, na noite de Natal distribuía dinheiro e presentes aos mais os pobres. São Nicolau também dava dinheiro para aquelas moças pobres que queriam se casar, mas, não tinham dote. São Nicolau ao contrário do Papai-Noel não vendia ilusões e nem fazia propaganda para o comércio. Ele praticava a caridade em forma de presentes. Foi daí que surgiu o costume de dar presentes no Natal. Se inspirássemos em São Nicolau o "bispo da caridade" o Natal seria mais cristão e menos comércio. Os bens passam, as coisas passam só a Palavra de Deus permanece. Celebrar o Natal de forma exterior é fácil, é cômodo pra muita gente, porém, ele nada contribui para nossa salvação e não passa de mais uma data no calendário comum. Ao passo que celebrar o Natal da forma que ele foi criado no calendário litúrgico como estabelece a Igreja Católica nos trará frutos para a vida eterna:

           👉CIC. N.11.6 Mistério do Natal

 

§525 Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre; as primeiras testemunhas do evento são simples pastores. É nesta pobreza que se manifesta a glória do Céu. A Igreja não se cansa de cantar a glória dessa noite:

 

Hoje a Virgem traz ao mundo o Eterno /E a terra oferece uma gruta ao Inacessível./ Os anjos e os pastores o louvam/ E os magos caminham com a estrela./ Pois Vós nascestes por nós, Menino, Deus eterno!

 

§526 "Tornar-se criança" em relação a Deus é a condição para entrar no Reino; para isso é preciso humilhar-se, tornar-se pequeno; mais ainda: é preciso "nascer do alto" (Jo 3,7), "nascer de Deus" para tornar-nos filhos de Deus. O mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo "toma forma" em nós. O Natal é o mistério deste "admirável intercâmbio:

 

O admirabile commercium! Creator generis humani, anima corpus sumens, de Vir gine nasci digna tus est; et procedens homo sine semine, largitus est nobis suam deitatem - Admirável intercâmbio! O Criador da humanidade, assumindo corpo e dignou-se nascer de uma Virgem; e, tomando-se homem intervenção do homem, nos doou sua própria divindade!

                O Natal é, portanto, a celebração do mistério da presença de Deus entre nós. Deus, na plenitude dos tempos, fez-se humano, exceto no pecado. O Evangelho de São João diz: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14).

          A desumanidade do comércio criou o personagem “Papai-Noel”, uma mentira porque esse nunca existiu e os malefícios que ele traz ao promover a falta de caridade e ambição nas pessoas.

Quanto dói ao pai de família ver o filho chorar e dizer que “Papai-Noel não veio, não trouxe meu presente que pedi!” (...) E o pai em lágrima nada pode fazer porque não teve dinheiro para comprar o presente e dar ao filho.

O Papai-Noel é uma fantasia. Ele não existe e os pais deveriam ensinar isso aos filhos para que eles soubessem desde cedo esta verdade e parassem de ser enganados por esse personagem satânico.

Quem é o Papai-Noel?

Ele é uma pessoa fantasiada, se não é o Pai, é um parente ou um ator contratado, nada mais. O Papai-Noel não é símbolo do Natal cristão. Ele é símbolo do Natal pagão que tira o verdadeiro sentido do Natal.

👍O Natal cristão é a celebração do Nascimento de Jesus Cristo. Que se fez pobre, nascido em uma gruta no meio de animais e deitado numa manjedoura. Ele o Rei da Glória nasceu pobre e humilde, escolheu uma família humilde para estar conosco. O maior presente do Natal não vem do Papai-Noel, mas, do próprio Deus que se fez um de nós para nos salvar. E o maior presente foi a Salvação. Ele morreu na cruz por nós. Quer presente maior? E nós no dia de Natal lhe rendemos louvor, ação de graças e adoração ao Filho de Deus. Em gesto de agradecimento oferecemos algum presente a Ele no dia em que celebramos seu nascimento? O presente que Jesus quer é que vivamos segundo o que ele ensinou no seu Evangelho, expulsando de nós todas as superstições e coisas que podem nos afastar de Deus e o Papai-Noel é uma delas. Ele nada contribui para a nossa fé e nossa salvação.

👉Os pais cristãos devem ensinar seus filhos o que verdadeiramente é o Natal e extirpar de vez a figura deste personagem para que Cristo volte a ser o centro da celebração do Natal.

Cada vez mais há uma corrente do mal de pessoas que tentam destruir o verdadeiro Natal. Na Europa por exemplo, em alguns lugares não se pode desejar “feliz Natal” às pessoas porque dizem isto pode ofender as pessoas de outros credos. Então no lugar dizem “boas festas”.

Desde quando surgiu a celebração do Natal não houve quem contestasse em dar um "feliz natal" uns aos outros, porém, os poderosos deste mundo estão agindo em uma corrente contra o cristianismo em geral e contra a Igreja Católica e perseguindo-a, tentam a todo custo acabar com as festas religiosas e com seus verdadeiros sentidos. A estratégia é pegar as festas cristãs e paganizá-las ao modo do comércio, pois, tirando a atenção das pessoas e levando-as à inveja, ao espírito da soberba e da gastança elas esquecem do verdadeiro sentido religioso das celebrações e passam a desprezar Jesus Cristo a sua verdadeira Igreja. Logo essas pessoas se tornam ateus, e se afastam de Deus vivendo apenas suas fantasias comerciais.   

Porque enquanto o comércio promove com seu Natal pagão da gastança, da comeria, das bebedeiras, a Igreja ensina que o dia de Natal é dia santo, dia de jejum e oração e de fazer caridade. Os católicos devem participar da Santa Missa. Devemos fazer caridade todos os dias, mas, o Natal nos convida a olhar de perto a realidade dos mais pobres.

O Natal também é tempo de renovação em que devemos deixar que Jesus renasça em nossos corações. Devemos abrir nossos corações para deixar o Rei da Glória entrar.

Devemos inspira-nos da Santa Família de Nazaré. Viver a humildade e o amor. Por isso esse artigo é um convite para fazer você pensar:

De que maneira você celebra o Natal?

Você já parou para pensar que mesmo sendo cristão, você perdeu a oportunidade de celebrar os Natais passados de maneira correta?

Muitos acreditam na tal "mágica do Natal", o Natal cristão não tem mágica é a festa do Deus que se encarnou. Que veio habitar em nosso meio. "A Palavra se fez carne..." - Jo1, 1 - Deus não fez nenhuma mágica e o sentimento natalino cristão deve ser de louvor, adoração e agradecimento pelo grande amor de Deus que de tal maneira amou o mundo que deu o seu Filho único para todo que nele crê não pereça, mas, tenha a vida eterna. (Jo3, 16)  

Esse é um convite para você. Não faça do Natal apenas uma data a mais no calendário. Dê sentido verdadeiro ao Natal em sua vida celebrando e vivendo de forma intensa como verdadeiro cristão. O que é o Natal para você?

Jesus é verdadeiro Sol da justiça, ele veio nos salvar.

"Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas, terá a luz da vida!" (Jo8, 12)

Vamos a gradecer, louvando a Deus por ter nos dado seu Filho Jesus e rezar como fez São Zacarias pai de São João Batista:

 

 

"Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Ele promoveu poderosa salvação para nós, na linhagem do seu servo Davi, (como falara pelos seus santos profetas, na antiguidade), salvando-nos dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam, para mostrar sua misericórdia aos nossos antepassados e lembrar sua santa aliança, o juramento que fez ao nosso pai Abraão: resgatar-nos da mão dos nossos inimigos para o servirmos sem medo, em santidade e justiça, diante dele todos os nossos dias.

E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho, para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados, por causa das ternas misericórdias de nosso Deus, pelas quais do alto nos visitará o sol nascente, para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz".   (Lc1, 68-79)

 

E com Nossa Senhora rezemos o Canto do Magnificat:

 

 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se exulta em Deus meu Salvador. Porque atentou na humilhação de sua serva; Sim! Doravante todas as gerações me chamarão de bem-aventurada, pois o Todo-Poderoso fez grandes coisas a meu favor. Se nome é santo e sua misericórdia se perdura de geração em geração para aqueles que o temem.

Agiu com força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso, depôs os poderosos de seus tronos e a humildes exaltou. Cumulou de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel seu servo, lembrando de sua misericórdia – conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e sua descendência para sempre!” (Lc1, 46-55)

 


domingo, 3 de dezembro de 2023

ADVENTO, UM NOVO TEMPO SE INICIA

 "Estejam preparados, porque o filho do homem virá no momento em que menos esperais!" Lc12, 40


Estamos iniciando mais um ano litúrgico da Igreja. O ano litúrgico, diferente do calendário normal começa no primeiro domingo do Advento e termina no domingo com a solenidade de “Cristo Rei”.  

Tudo quanto Deus criou é bom. E uma de suas criaturas, o tempo, talvez seja a mais implacável e impassível de todas. Contudo, por fazer parte da vontade de Deus, ele é bom. Não por acaso que o próprio Deus, ao entrar e viver durante trinta e três anos no tempo, Ele o santificou. Ao penetrar no tempo humano, Deus se encarnou revelando-se a si e, revelando-se, revelou o Seu plano salvador. (fonte: formação.cancaonova.com)

O tempo do Advento é um tempo de preparação, a Igreja nos propõe a meditar sobre esta esperança que é Cristo que se encarnou, que veio morar conosco, (Jo1, 14). Ele, a Palavra viva veio habitar em nosso meio. Aquele que os profetas anunciaram, o Messias, que na plenitude dos tempos foi enviado para nos salvar.

O Advento, que vem do latim "Adventus", significa "chegada" ou "vinda"¹. É o primeiro tempo do Ano Litúrgico, que antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde se espera o Nascimento de Jesus Cristo¹. Durante esse período, os fiéis vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz.

 

O Advento é caracterizado por duas importantes vindas de Jesus. A primeira é a chegada do Menino Deus, que se encarnou no gênero humano para nos dar a salvação eterna. Portanto, os cristãos celebram com muita alegria o nascimento do Menino Deus. O segundo significado refere-se à sua vinda definitiva, aquilo que a teologia vai chamar de advento escatológico. Sendo assim, além de se prepararem para receber Jesus que vai nascer, os fiéis devem se preparar para esperar Jesus que virá gloriosamente³.

 

A palavra “advento” significa “vinda” ou “chegada”. Cabe então a pergunta: “vinda ou chegada de quem?”. Obviamente, nós católicos, preparamo-nos para a chegada de Jesus. É Ele quem já está às portas! Acontece que essa vinda possui dois significados muito importantes. O primeiro é a chegada do Menino Deus, que dignou-se encarnar no gênero humano para nos dar a salvação eterna. Portanto, celebramos com muita alegria o nascimento do Menino Deus.

 

O segundo significado refere-se à sua vinda definitiva, aquilo que a teologia vai chamar de advento escatológico. Sendo assim, além de nos prepararmos para receber Jesus que vai nascer, devemos nos preparar para esperar Jesus que virá gloriosamente. Conforme podemos perceber, o tempo do Advento possui um significado profundíssimo e uma espiritualidade toda singular. Se nós vivermos com verdade e com devoção o que essa liturgia nos oferece, certamente teremos a nossa vida transformada por inteiro. (fonte: formação.cancaonova.com)

 

O Advento é definido pelas quatro semanas que antecedem o Natal, começando no Domingo mais próximo do dia 30 de novembro e indo até o dia 24 de dezembro.

 

Neste contexto aparece a figura São de João Batista, o precursor, batizando, anunciando a vinda do Messias e chamando o povo ao arrependimento, pois, era chegada a hora em que o Salvador deveria vir. “Eu sou a voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor!” – Is40, 3

Durante o tempo do Advento a Igreja nos faz recordar este apelo de João Batista. Para que nós também preparemos nossos corações para acolher o Cristo que vem.

Não é apenas um tempo de preparação para o Natal. Mas é um tempo que é de expectativa pelo Natal, também é um tempo de expectativa pela segunda vinda de Jesus.

Esse convite de São João Batista se torna atual, afinal Nosso Senhor veio, cumpriu sua missão e subiu ao céu, mas, antes deixou claro que voltaria um dia glorioso. A Igreja, esposa imaculada de Cristo, aguarda incessantemente e na anuncia a sua chegada e mantém esta esperança, vigilante e atenta.

O tempo do Advento vem nos mostrar que devemos estar atentos pois, não sabemos o dia e nem a hora em que o Senhor virá.

Devemos preparar nossos corações e fazer dele a “manjedoura” onde Jesus se sinta acolhido.

Celebrar o Natal de modo externo, como se fosse uma data qualquer sem fazer a experiência desse “Deus-Conosco” que veio para nos Salvar, como muitos fazem é paganizar o Natal. Hoje em dia se tornou uma festa comum que até os não cristãos celebram por acharem bonito simplesmente. Mas, para o cristão de verdade celebrar o Natal é muito mais que uma data comemorativa do calendário, é o momento em que paramos para celebrar com alegria esse Deus que desceu do Céu e se fez homem para nossa Salvação. Por isso o Advento é o tempo em que como se ouvindo os apelos de São João Batista “preparemos nossos corações para entrada do Re da Glória”. Ao mesmo tempo um convite para aguardar a chegada do Cristo, Senhor e Juiz eterno.

O Advento nos faz lembrar que devemos ser como as virgens prudentes que mantiveram suas lâmpadas acesas até a chegada do noivo. Ou seja, estarmos vigilantes, pois o noivo está às portas e virá buscar sua esposa a Igreja. Quem não estiver com suas lâmpadas acesas, se lhes faltar o óleo, virá o noivo e não entrarão para as núpcias.

O tempo do Advento é um convite. Estais preparados! Eis o tempo de graça, de preparação para a vinda do Senhor Jesus. Vinda esta que será definitiva. Ele virá como Rei e Juiz das nações. O apelo de João Batista não é somente para aquele tempo. É preciso estarmos preparados.

No tempo de João Batista a mensagem da chegada do Messias tocou o coração de muitos em Israel menos dos fariseus que achavam sobrepor a vontade do Deus Javé. No entanto as pessoas simples entenderam a mensagem. O convite de João ressoou em todos os cantos "eu sou a vos que clama no deserto, aplainai os caminhos do Senhor, endireitai suas veredas!"

João falava de um arrependimento sincero que devemos ter até os dias de hoje. Jesus não nascerá de novo, pois, ele está ressuscitado. Porém é preciso estar preparado. Nosso coração deve estar limpo, como uma estrada bem construída para que quando o Rei passar não encontre empecilhos. A terra der nosso coração deve estar limpa sem os espinhos do pecado, sem as sujeiras do egoísmo. Esse caminho deve estar sempre limpo porque o Rei um dia chegará de surpresa. Como ele mesmo disse, estais preparados. 

Essa mensagem de São João Batista foi para aqueles dias, mas, é atualizada para nós hoje. Como está sua vida? Como está a estrada de seu coração? O Senhor virá um dia seja na Parusia (para Julgar os vivos e os mortos), seja no dia de sua morte. Estais preparados!

Jesus contou a parábola do homem rico (Lc 12, 16-20) que vangloriando-se de ter feito uma boa colheita e enchido os celeiros podia descansar tranquilamente, mas, não sabia que naquele mesmo dia Deus pediria conta da sua alma. Não adianta nada encher os celeiros e sorrir sem se importar com nada ao redor, pois, nada nesse mundo é nosso. Daqui nada se leva. Devemos ser ricos sim, mas, ricos das coisas de Deus. Este é o tesouro que devemos juntar na eternidade. (Mc8, 36)

O Advento nos convida a pensarmos nesta possibilidade de um dia estarmos diante de Deus, Senhor e Juiz e o que vamos apresentar diante dele em prestação de contas de nossos atos aqui na terra? 

Estais preparados!         

     

                

           

AS RAZÕES PELAS QUAIS CONSTANTINO NÃO FUNDOU A IGREJA CATÓLICA (Refutando o Dr. Rodrigo Silva) Parte 1

       Um vídeo que tem sido divulgado nas redes sociais de uma entrevista com o adventista e Dr. Rodrigo Silva, professor, teólogo protes...