segunda-feira, 3 de março de 2025

JESUS ERA O ARCANJO MIGUEL NO ANTIGO TESTAMENTO? Pastor adventista diz que Jesus e o anjo Miguel no Antigo Testamento era a mesma pessoa

Das muitas falsas doutrinas que se espalham por aí, nos tempos modernos a Igreja Adventista do Sétimo dia é uma seita herética. É uma das muitas que ensinam doutrinas estranhas, contrárias a Bíblia. Porque para eles os escritos de uma mulher, Elen White, que ajudou fundar esta seita, possui um grau elevado e seus escritos são considerados um complemento da Bíblia.

Segundo eles, "um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é um sinal retificador da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Elen White como a mensageira do Senhor. Seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade que proporciona conforto, instrução orientação e correção à Igreja". Está no site da Igreja Adventista. 

      Os adventistas consideram Elen White uma profetiza. O corpo doutrinário deles não está em conformidade com a ortodoxia cristã devido aos vários ensinamentos heréticos. Pregam o sabatismo, que se deve guardar ao sábado ao invés do domingo. E que diz que o senhor Jesus era o anjo Miguel. Que diz que satanás olhava para Jesus como um igual. Que diz que Deus existia em forma angélica. Também é mesma que acusa a santa Igreja de Cristo de ser a besta do Apocalipse, a grande meretriz que seduz a humanidade; e eles ensinam isso publicamente. Isso é uma heresia muito grave contra a verdadeira Igreja de Cristo.

 

    As doutrinas adventistas têm heresias graves. A tal ponto que nem os protestantes mais tradicionais como: Os batistas, os presbiterianos, os metodistas, os luteranos, os anglicanos, etc. não reconhecem a Igreja Adventista do Sétimo dia como uma igreja cristã válida.

 

     A Igreja católica reconhece a Igreja Adventista como igreja verdadeira?

    A Igreja católica não reconhece a Igreja Adventista do Sétimo Dia e nenhuma outra igreja protestante como a única igreja verdadeira, pois, a única Igreja de Cristo verdadeira é a Igreja Católica fundada sobre Pedro, continuada pelos apóstolos, sucedida pelos bispos legitimamente válidos. A Igreja Católica apenas admite o batismo da igreja adventista como válido.

 

    No livro chamado "Primeiros Escritos", de Elen White, edição 2007, página 174, ela diz:

   "Moisés passou pela morte desceu e lhe deu vida antes que seu corpo visse a corrupção. Satanás procurou reter o corpo pretendendo-o como seu, mas, Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao céu. Satanás maldisse amargamente a Deus acusando-o de injusto por permitir que sua presa lhe fosse tirada. Cristo, porém, não repreendeu seu ao adversário, embora fosse por sua tentação que o servo de Deus houvesse caído. Mansamente remeteu a seu Pai dizendo, 'o Senhor te repreenda!"   

    Perceba! Cristo desceu e Miguel ressuscitou Moisés. Depois, ela diz que Cristo não o repreendeu e disse o senhor te repreenda. Onde está isso 'o senhor te repreenda"? Está em Judas 1, 9. Quando Judas disse que Miguel em nome de Iahweh repreende satanás.

    Elen White afirma sem nenhuma prova que foi Cristo quem disse isso para satanás.

O texto da Carta de São Judas1, 9-10 em questão não diz nada a respeito do modo como escreveu Elen White. Qual é o contexto de Judas?

Bem... Vamos partir do versículo 4 do mesmo capítulo 1: “De fato, infiltraram-se entre vós alguns homens já há muito marcados para esta sentença, uns ímpios, que convertem a graça de nosso Deus num pretexto para a licenciosidade e negam Jesus Cristo, nosso único mestre e Senhor”. (Bíblia de Jerusalém, página 2137).

A carta de Judas é destinada aos amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo. Esta carta foi, sem dúvida, dirigida a uma igreja local específica, ou mais propriamente a um grupo específico; os que permaneciam fieis a Cristo apesar de todas as influências negativas evidenciadas naquela igreja. Nesta comunidade existiam pessoas que negavam Jesus Cristo e também estavam agindo com licenciosidade, ou seja, praticando atos libidinosos ou libertinos. São Judas escreve esta carta para que estas pessoas possam se converter e aceitar o Senhor Jesus como único Deus e Senhor. E ele vai mostrar exemplos do Antigo Testamento, como a destruição de Sodoma e Gomorra. São Judas diz que eles não se pode brincar com Deus e vai mostrando que Deus não poupou em castigar os anjos que se rebelaram e estes foram presos em ferrolhos. Aqueles que viviam na concupiscência da carne, os que desprezaram a autoridade divina Deus os destruiu. Estas pessoas do tempo de São Judas agiam por desconhecer a verdade e agiam como animais irracionais e se não se arrependessem sofreriam o mesmo castigo eterno.

O texto é claro em dizer que a mensagem é para os ímpios que viviam naquela comunidade e quando São Judas cita a passagem do livro de Enoc onde há uma disputa entre Miguel e satanás pelo corpo de Moisés em momento algum o texto cita o que Elen White escreveu. E a propósito, São Judas está dando um alerta àqueles cujos estavam vivendo de forma errada trilhando o caminho do mal. São judas vai nos versículos seguintes, Judas 11-16), mostrando a eles que o julgamento do Senhor virá. E nos versículos  17 ao 19, ele exorta a todos a se manterem firmes na doutrina dos Apóstolos porque no final dos tempos surgirão muitos que zombarão da fé “são esses os que causam divisões, estes seres psíquicos, que não tem o Espírito.

Em que encaixa o versículo 10 em Elen White e o pastor Rodrigo Silva. Não passam de uns espíritos psíquicos que um dia inventou esta história fantasiosa baseada em sei lá o quê, mas que na verdade faz parte do mesmo grupo selecto descrito por São Judas, “São murmuradores, revoltados, (cotra a santa Igreja de Cristo), revoltados contra o destino, que procedem de acordo com seus erros, (espalhando doutrinas falsas), que profere palavras arrogantes, (porque mentindo contra a palavra de Deus passam falsa autoridade naquilo que falam) e estão sempre a bajular quando o interesse está em jogo”. Ou seja, tentam convencer as pessoas que eles estão certos, acreditam nas falsas profecias de Elen White, considerando-as tanto divinas quanto a Sagrada Escritura.

 

   O corpo doutrinário adventista afirma que o Arcanjo Miguel é Jesus Cristo e por isso o pastor Rodrigo Silva vai pregar publicamente essa heresia. É contra isso que se lança o alerta.

 Atenção! - Se alguém adorar Jesus como Miguel estará adorando outra pessoa, uma outra divindade, por assim dizer e, estará cometendo pecado de idolatria.

Quem identifica Jesus como Miguel? Não só os adventistas, mas, também as testemunhas de Jeová.

      Existe uma diferença apenas no entendimento; Os adventistas creem que Jesus é Deus e que Miguel era uma teofania ou manifestação da divindade antes da encarnação. Os adventistas não negam a divindade de Jesus e nem a Santíssima Trindade. É lógico, que eles atentam contra a divindade de Cristo ao dizer que Cristo era Miguel no Antigo Testamento, mas, os adventistas acreditam na divindade de Cristo.

         Por outro lado, as testemunhas de Jeová afirmam que Cristo é Miguel, mas, eles dizem que Cristo é um ser criado. A Igreja Católica e as igrejas protestantes professam que Jesus é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, gerado, não criado e consubstancial ao Pai.

        As testemunhas de Jeová pregam que Cristo foi o primeiro ser criado, que ele é um ser existente antes da encarnação, mas, ele foi criado. Ou seja, ele não é eterno. Eles não creem na Santíssima Trindade e negam que Jesus morreu na cruz. Para eles Jesus morreu pregado numa estaca. Negam a divindade de Cristo, aceitando-o apenas com um profeta. Mas, ambas as seitas possuem lá suas heresias, mas, no caso das testemunhas de Jeová, ela é uma seita judaizante e não cristã.         

Em Hebreus 13, 9. –  Está escrito: “Não vos deixeis levar por doutrinas estranhas e falsas, persevere na sã doutrina” 

Em 1Timóteo 1, 3-4. – São Paulo fala para Timóteo avisar alguns para que parassem de ensinar outra doutrina para que a sã doutrina fosse preservada. 

2João 1, 9. Diz: "Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela permanece não tem Deus”. 

Em Gálatas 1, 8-13, Paulo diz que, “mesmo que um anjo do céu pregue um evangelho diferente, esse deve ser anátema”. 

As doutrinas falsas tentam enganar as pessoas e afastá-las da salvação em Jesus. Alguns exemplos de doutrinas falsas são: Relativismo moral, Crença de que Deus não vai punir os pecados, Preconceito contra os cristãos. 

As falsas doutrinas são espalhadas desde a era apostólica e continua até os nossos dias. Elas, além de afastar o cristão da verdadeira doutrina, causa confusão entre os cristãos a ponto de fazer a pessoa apartar da verdade e consequentemente da verdadeira fé. 

Hoje em dia os meios de comunicação estão cheios delas, inclusive, o assunto que vamos abordar agora. Mas antes disso vamos entender um pouco o que são os anjos: 

O Salmo 103, 20 - "Bendizei ao Senhor todos seus anjos, valorosos em poder que executais as suas ordens obedeceis a sua palavra". O salmista conclama os anjos e explica quem são os anjos. São adoradores, servos valorosos e poderosos que obedecem às ordens de Deus.  Esta é a missão dos anjos. 

E Hebreus 1, 14 - " Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação? Eles também são enviados por Deus para cuidar de nossa salvação, ou seja, são nossos guardiões ou anjos da guarda. 

E Colossenses 1, 16 diz: "Porque nele, (Jesus),  todas as coisas foram criadas, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, (os anjos), sejam eles, tronos, ou dominações, ou principados, ou potestades. Todas as coisas foram criadas por ele e para ele". São Paulo diz que tudo foi criado por Cristo e em Cristo e para Cristo. E isso envolve as criaturas visíveis e as invisíveis, no caso, os anjos. E os anjos se dividem em 4 categorias hierárquicas: Os Tronos, as Dominações, os Principados e as Potestades.  

Agora, percebam a gravidade em dizer que Cristo é um anjo, que Deus existiu em forma angélica. Que Cristo e Miguel era a mesma pessoa? Anjos são criaturas e Jesus é o criador. São espíritos poderosos e gloriosos, mas, são criaturas. Anjo=mensageiro; é umas das funções angélicas.    

 

O Parágrafo 328 e 311 do Catecismo da Igreja Católica ensina:

 

 (328) "A existência dos seres espirituais, não corporais, que a Escritura chama de anjos é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unidade da Tradição. O que são os anjos? São seres espirituais, não corporais.

 

(311) Os anjos e os homens são criaturas inteligentes e livres devem caminhar para o seu destino último por opção livre e amor preferencial podem, no entanto, desviar-se e de fato pecaram foi assim que o mal moral entrou no mundo incomensuravelmente mais grave do que o mal físico. Mas vejam bem! O homem pode pecar e se arrepender porque Deus concedeu ao homem o livre arbítrio. Ele pode escolher entre o bem e o mal e ainda sim, arrepender-se e voltar á comunhão com Deus por meio de Jesus Cristo. Já os anjos não possuem o livre arbítrio. Eles são livres, mas, uma vez que pecarem não tem mais volta. É o que aconteceu com Lúcifer ou satanás que tendo se rebelado fizeram mal uso de sua liberdade contra Deus e foram expulsos do céu.

 

Alguns exemplos de atuação prática dos anjos na Bíblia:

 

Daniel 7, 10, diz-se que milhares de anjos estão em volta do trono de Deus, a servi-Lo.

 

Tobias12, 13-15 O anjo Rafael é enviado para testar a fé de Tobias e curá-lo de uma enfermidade.

 

Lucas 1, 26-37 - O anjo Gabriel traz a mensagem da parte de Deus que ela conceberá e dará a luz ao filho de Deus. 

 

Lucas 2, 10 - O anjo anuncia aos pastores o nascimento de Cristo; e ao mesmo tempo se juntam aos incontáveis anjos para louvar e glorificar a Deus.

 

Mateus 2, 13 - O anjo avisa em sonho a José para fugir para o Egito por causa da perseguição de Herodes.

 

Lucas 22, 43 - O anjo conforta Jesus no momento de sua agonia no Horto das Oliveiras.

 

Salmo 91, 11-13 (Mateus 4, 5-6) - Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

 

João 20,11-12 - Os anjos aparecem à Maria Madalena no sepulcro.

 

Atos 1,10 - Na ascensão de Jesus os anjos anunciam a volta dele. 

 

Atos 5, 17-19 - o Anjo liberta os apóstolos da prisão.

 

Apocalipse 12, 7 - O anjo Miguel combate e vence satanás.

 

Apocalipse 4, 8 - Os anjos louvam e bendizem a Deus no Céu.

 

Apocalipse 7, 11 - Os anjos, com toda a corte celeste juntamente com os santos mártires adoram a Jesus.

 

Apocalipse 8, 3, Ao anjo é dado incenso para oferecer com as orações de todos os santos.

 

Apocalipse 14, 6-12 - Os anjos anunciam a hora do julgamento.

 

Então podemos conhecer a missão dos anjos:

 

Louvam e adoram a Deus.

São Mensageiros de Deus.

São nossos guardiões.

São confortadores.

Nos defendem dos perigos e do mal.

Combatem com o maligno à nosso favor.

Oferecem nossas orações a Deus.

São nossos defensores.

      Os Arcanjos são os primeiros anjos na ordem hierárquica dos anjos. No livro Tobias, capítulo 12, 14-15 diz:

 "O Senhor me enviou para curar e livrar do demônio Sarah mulher do teu filho. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor. A Sagrada Escritura diz que existem miríades de anjos, mas, existem sete Arcanjos que estão sempre na presença do senhor. O anjo Rafael se identifica como um dos principais na hierarquia angélica. 

Também em Apocalipse 8, 2 - "Eu vi os sete anjos que assistem diante de Deus, foram lhes dados sete trombetas". O autor de Apocalipse extraiu da literatura deuterocanônica, (provavelmente do livro de Tobias que os protestantes consideram apócrifo, mas que a Igreja católica aceita como inspirado), descreve estes sete anjos que assistem na presença de Deus. 

        Perceba que existem miríades de anjos, mas, são apenas sete deles que são escolhidos para assistir na presença de Deus. A esses chamamos de arcanjos ou príncipes entre os anjos. A palavra arcanjo aparece duas vezes apenas na Bíblia. A primeira está em Tessalonicenses 4, 16 quando São Paulo fala sobre a volta de Cristo. São Paulo diz que "quando for dado o sinal e com a voz do arcanjo e o soar a trombeta Jesus descerá dos céus".

         Veja! São Paulo não confunde o Arcanjo com Jesus. São Paulo destaca a função do arcanjo ao anunciar a descida de Cristo tocará a sua trombeta. Perceba aqui a incoerência adventista em afirmar que Jesus é o anjo Miguel. São Paulo distingue muito bem que depois da voz do anjo e do soar da trombeta é que Jesus descerá.

           A segunda vez em que aparece a palavra arcanjo está em Judas 9 - que fala da disputa de satanás com o Arcanjo Miguel pelo corpo de Moisés. O Arcanjo repreendeu satanás em nome de Iahweh. 

 

REFUTAÇÃO AO PASTOR RODRIGO SILVA 

Há um vídeo nas redes sociais do pastor adventista Rodrigo Silva em que ele vai ensinar uma falsa doutrina de que Jesus e o Arcanjo Miguel é a mesma pessoa. 

Vou transcrever aqui as falas do pastor: 

“Quando Abraão vai sacrificar Isaac, (Jesus não tinha se encarnado ainda), quem aparece e segura a mão de Abraão? A Bíblia chama de anjo do Senhor, mas, o anjo do Senhor quando pega a mão de Abraão diz, Abraão pare! Porque agora eu sei que você não me negou o seu filho. Mas, ele tinha prometido dar o seu filho para o anjo ou para Deus? Então aquele anjo era um anjo qualquer? Era Deus em forma angélica”. “Quando Jacó lutou à noite com um estranho que deslocou a perna de Jacó. Jacó lutou com um anjo, mas a Bíblia fala que Jacó mudou seu nome para Israel. Is=homem, ra=luta, el=Deus.  Que significa o homem lutou contra Deus. Mas, Jacó lutou contra Deus ou contra o anjo?” 

“Por isso que Jesus parecia tão pequeno. Por isso que o Pai falava e ele obedecia. Ele assim por um tempo a posição de arquiteto. Há evidências disso? Claro! Evangelho de João 1 lemos: ‘no princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e ela era Deus’. Lógico, uma palavra mediadora. Outro exemplo: Gênesis 19, 13 fala de Cristo como anjo do Senhor. Daniel o chama de o ‘príncipe do exército do Senhor’. Ele era Miguel. Por isso irmãos que Lúcifer na briga dele, ele não cobiçou a posição do Pai. Lúcifer cobiçou a posição do Filho. Porque Lúcifer não entendia. Porque o Pai tudo bem, mas, Jesus é alguém como eu. Porque eu tenho que adorá-lo? Porque ele é chamado para criar e eu não? Até que o Pai senta o filho no trono e explica para todos “embora em forma angélica, esse aí não é um anjo qualquer, esse aí já é Deus em forma angélica”. “Quer uma prova que Jesus é Miguel? Mateus fala que quando Jesus voltar vamos ouvir a voz de Cristo e os mortos vão ressuscitar. Paulo fala assim, ‘ao ouvir a voz do arcanjo’, interessante que Miguel quer dizer ninguém é como Deus. Cristo já assumiu lá traz a forma de um anjo para tornar mais fácil a comunicação entre a divindade e as criaturas”. Como é que Deus podia ir com os anjos em todo lugar se ele estava em toda parte? O que Deus tinha para conversar com o anjo se ele sabe tudo? Já parou pra pensar nisso? Como é que você tem relação finita com um ser infinito? Só tem um jeito. Se esse ser infinito diminuir um pouco da glória dele”.

Bem, aqui está um trecho de sua pregação. Não basta ir muito além para perceber a chuva de heresias que ele fala. Como assim? Como Miguel é Jesus? Só na cabeça dele cabe isso. Como assim, Deus rebaixou a realeza de Jesus para falar conosco e com os anjos?

 

O que o pastor Rodrigo silva fala é uma heresia muito grave. Dizer que no Antigo Testamento Deus se apresentou em "forma angélica" é totalmente descabido porque Deus é Deus, ele não precisa se apresentar na figura de um ser criado porque Ele criou os anjos para serem seus servos. Então, ou ele pode agir diretamente, ou pode agir juntamente com seus anjos como, por exemplo, está escrito: 

 Êxodo 12, 23 - Quando o Senhor passar para matar os egípcios verá o sangue nos batentes das portas dos Israelitas e o anjo da morte passará adiante. 

 (Note! Que o autor sagrado distingue duas pessoas e duas ações; a primeira: a ação direta de Deus ao passar pelas casas dos israelitas. E a segunda anjo da morte que passa para cumprir a ordem de Deus. Aqui percebemos bem, que Deus não é o Deus em forma de anjo, mas é Deus com o anjo agindo.) 

 Êxodo 14, 15-31. Deus conversa diretamente com Moisés e pede que o povo marche para travessia do Mar vermelho. O anjo guardião se posiciona atrás para proteger o povo.

 

 Salmos 91, 11-13. Deus dá ordem aos seus anjos. 

 Lucas 1, 26. Deus envia seu anjo à cidade de Nazaré, na Galileia.   

Quando ele pergunta: Como é que Deus podia ir com os anjos em todo lugar se ele estava em toda parte? Disse o pastor.

Parece que ele desconhece a própria Bíblia. Porque em Apocalipse 14, 4 está escrito que até os santos que guardaram a castidade seguem a Deus onde quer que Ele vá. Ora! se os santos seguem a Deus em qualquer lugar, porque com os anjos seria diferente? O Céu é uma família e está em contínua ação. Não é como os adventistas pregam que as almas dos mortos estão dormindo aguardando pelo juízo. Não. Primeiramente porque espírito não dorme. Segundo; a Bíblia cita vários exemplos da ação dos santos. vejamos o caso de Moisés e Elias conversando com Jesus no dia de sua transfiguração no Monte Tabor. Pedro vê do ponto de vista humano uma realidade e quer armar tendas para eles descansarem.    

Voltando ao assunto dos anjos. Eles estão junto de Deus e estão presentes em todos os acontecimentos porque estão a serviço de dEle. Mas, o pastor Rodrigo Silva parece subestimar ou ignora a vontade de Deus. Sim. Deus está em toda parte, mas ele usa os anjos como seus ministros. 

Mas se ele está em toda parte porque precisa dos anjos? 

Da mesma maneira que Ele não precisa de nós, mas, o seu amor de Pai faz com que sua família participe com ele da sua obra. Por isso os anjos o acompanham e o servem.

Jesus nunca foi um anjo porque ele é o Senhor. Filipenses 2, 9-11 está escrito: “Por isso, Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e toda língua confesse Jesus Cristo é o Senhor Para a glória de Deus Pai”! 

Em Mateus 3,17 e Mateus 17,5 o Pai revela quem é Jesus dizendo:  - "Eis meu filho amado, em quem me comprazo". 

Hebreus 1, 6 - "Que todos os anjos de Deus o adorem". 

Vamos esmiuçar por parte a bobagem do que ele diz: 

Ele fala sem nenhuma base bíblica que Jesus é aquele anjo que no sacrifício de Isaac não permitiu que Abraão seguisse com o sacrifício.

Quando lemos o trecho da Bíblia, Gênese 22, 1 e versos 9-12 no qual descreve o momento em que Abraão levantou a faca para sacrificar o filho, veio um anjo impediu o sacrifício porque o propósito de Deus não era a morte de um inocente, mas, pôr Abraão à prova. Abraão era servo obediente. Não discutia as ordens de Deus. Talvez ele pudesse ter pensado "porque o Senhor está me pedindo isso?", mas, ao mesmo tempo ele obedeceu porque sabia que obedecer a vontade de Deus naquele momento era o mais importante. Deus achou em Abraão a obediência que Adão perdeu.    

O que importava para Deus era se Abraão seria obediente ou não. Se ele O amava a ponto de cumprir um absurdo  de realizar um sacrifício humano, entregar à morte seu próprio filho. Deus o impediu porque Ele jamais permitiria isso. 

No ato o anjo deu um cordeiro para ser sacrificado no lugar de Isaac. A pergunta é: Onde o autor sagrado diz que esse anjo é Miguel e tampouco Jesus para que o pastor Rodrigo Silva possa fazer tal afirmação?

 

Em todo texto o autor sagrado não descreve o nome do anjo nem sua posição angélica. 

Ah! Mas, no versículo 15 ao 18 do capítulo 22 de Gênese está escrito que foi o anjo que deu a promessa a Abraão. Sim está. Mas, o anjo é um servo de Deus portador da mensagem de Deus. Aliás, esta é uma das funções angélicas. Quando Deus precisa ele envia seu anjo seja para mandar uma mensagem, como podemos ler na Bíblia. 

A Bíblia traz vários exemplos de anjos comunicando com os servos de Deus. Seja também para batalhar contra os inimigos de Deus, seja para levar sua mensagem aos homens. Os anjos são servos de Deus. 

Em Gênese 22,16. O anjo traz duas mensagens de Deus: A primeira para impedir o sacrifício de Isaac. A segunda para trazer a promessa de Deus à Abraão. É muito claro: Antes do anjo falar ele diz: “Juro por mim mesmo, disse o Senhor” [...]. No versículo podemos observar que não é o anjo falando por si, mas, é o anjo que fala em nome de Deus. Não é o anjo que diz, mas, o anjo repete aquilo que Deus mandou ele dizer.  

Percebem que não há nenhuma relação com Jesus aqui? Nem o Arcanjo Miguel é citado. De onde Rodrigo Silva tirou isso? Nós sabemos que o anjo Miguel é citado apenas duas vezes na Bíblia e não é neste texto. 

Outra bobagem que ele fala é que Deus e o anjo era a mesma pessoa. Nas suas palavras, era “Deus em forma angélica”. 

Ora, desde quando Deus precisa se parecer com um anjo para falar com alguém. É mais grave ainda do que se pensa. Porque Deus é o Todo-poderoso, mas, se ele se reduz, ou "se diminui" na forma de um anjo ele deixa de ser Deus. Porque que Deus precisa se rebaixar? A Bíblia ensina que Jesus, na sua humanidade se humilhou e se fez obediente até a morte e morte de Cruz, por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome acima de todo nome. (Filipenses 2, 8-11) 

Jesus não rebaixou a sua realeza, mas sua humanidade. Jesus tornando-se um de nós, e sem pecado, se fez servo para nossa salvação. Porque um só homem Adão, entrou o pecado e a morte. Jesus o Filho de Deus, o novo Adão sendo perfeito homem entrou a salvação. (Romanos 5, 12-21) Quando a Bíblia fala que Jesus se humilhou é no sentido de fazer-se humilde. Não usou de arrogância como fazem os poderosos. Mas, foi se revelando nas coisas simples e se fazendo servo humilde e pobre para estar mais intimamente ligado à nós. Mas, a humildade de Jesus não significa que ele abaixou a cabeça para os poderosos. 

Quando o pastor Rodrigo Silva diz que Deus se tornou pequeno até o ponto de  que Deus no Antigo Testamento era "Deus em forma angélica", ele está dizendo que Deus trocou sua posição de Criador à posição de criatura. E isto é um erro grave porque Deus é único em todos os aspectos. Ele não muda.

 

Ele é o que é, assim se revelou a Moisés, "EU SOU". A Trindade é única não se divide, não muda porque Deus é um só. Jesus quando veio a este mundo na humanidade se fez servo e humilde, mas, na sua divindade ele é o seu todo e não muda. Jesus não é meio Deus, ele é Deus por completo. Perfeito em sua humanidade e perfeito em sua divindade.     

 

Deus pode usar seus anjos para se comunicar com alguém? Pode. Mas, a Bíblia mostra que também, em muitos casos, Ele se comunicava diretamente como por exemplo com Adão e Eva no paraíso. Com Moisés no Sinai. E usa também de anjos para transmitir sua palavra como por exemplo quando enviou o anjo Gabriel até Maria para anunciar a Encarnação.

 

 Se lermos o texto com cuidado vamos ver a separação. Gênese 22,1 – Deus pessoalmente chama Abraão e manda ele fazer o sacrifício. Na segunda parte, ao levantar a faca, Deus agiu diretamente. Ele mandou seu anjo impedir o sacrifício. Deus é Deus. Ele pode agir de várias formas. Direta ou indiretamente. Agora dizer que Deus é o próprio anjo é um absurdo. Os anjos são criaturas de Deus, agem em nome de Deus. Porque Deus precisaria se parecer com um anjo para falar a Abraão se já no primeiro versículo Deus falou com ele diretamente? Onde está a lógica disso?

 

Deus não é anjo e anjo não é Deus. O próprio texto separa as duas pessoas. Basta ler com cuidado.

 

Aí ele vai continuar:

 

A luta de Jacó com o anjo. Ele pergunta: 

“A luta de Jacó foi com o anjo ou foi com Deus?” 

À essa pergunta do pastor Rodrigo Silva vamos ao texto Bíblico para entender: 

Gênese 32, 25-31. (Bíblia de Jerusalém, página 77) 

 Jacó ficou sozinho. Então veio alguém que se pôs a lutar com ele até o amanhe­cer.  Vendo que não o dominava tocou a articulação da coxa, e a coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele. 

Ele disse: "Deixe-me ir, pois, já rompeu o dia". Mas Jacó lhe respondeu: "Não te deixarei se não me abençoares". 

Ele lhe perguntou: "Qual é o teu nome?" 

- "Jacó", respondeu ele. Ele retomou: - "Não te chamarás mais Jacó, mas, sim, Israel, porque foste forte contra Deus e contra os homens e tu prevaleceste". 

Jacó fez outra pergunta: 

- "Revela-me o teu nome?" Mas ele respondeu: - "Porque perguntas pelo meu nome?" E ali mesmo o abençoou.  

Jacó deu a este lugar o nome de Fanuel, "porque", disse ele, "eu vi a Deus face a face". 

 Aquele anjo era Deus em forma angélica”? Segundo o pastor Rodrigo Silva era. Lemos o trecho acima. O texto não diz quem ele era, embora Jacó tivesse perguntado. Ele não diz "eu sou Deus e vim em forma de um anjo e vim para lutar com você". O texto diz que aquele ser não revelou seu nome. Mas, Jacó se deu conta de que lutava com Deus porque ele disse: "você lutou com Deus e com os homens e venceste". 

Observe a incoerência do pastor Rodrigo Silva. Jacó só se dá conta de que aquele ser era Deus porque ele disse "você lutou com Deus". E ainda que fosse um anjo, o anjo é um ministro de Deus, transmite a mensagem em nome dele e faz  aquilo que Deus ordena, mas nunca pode se passar por Deus. Ele pode representar Deus? Pode. Assim como o vice-rei não é o rei mas, em momentos especiais ele representa o rei. Assim como o padre não é Jesus, mas, representa Jesus. Assim como o presidente de uma empresa não é o dono, mas representa os interesses do dono. O Arcanjo é um ministro direto de Deus e, portanto, representa a própria vontade de Deus. De modo que afirmar que Deus no Antigo Testamento se apresentava de forma angélica é uma heresia e um erro de interpretação teológica muito grande.  

Veja! A Bíblia de Jerusalém, que traz uma tradição mais fiel do Hebraico, vai dizer: ‘Alguém lutou com ele até surgir a aurora’. Quem lutou com Jacó, o anjo ou Deus? 

Nessa luta não teve vencedores muito embora Deus poderia destruir Jacó. Porém, Deus não queria isso. É uma prova de resistência espiritual. 

É interessante que por muito tempo os estudiosos acharam que Jacó saiu vitorioso dessa luta e que lutou com um anjo, mas, o texto é bem claro de que aquele ser não se apresentou como tal. 

Aqui há de ressaltar que fisicamente Jacó não podia combater com Deus. A luta foi um teste e Deus não usou mais força do que precisava. Jacó passou no teste pela persistência. 

Jacó sabia que quem lutava com ele não podia ser humano. No final aquele ser "desistiu". Desistiu entre aspas porque Deus se deixou desistir, pois, ele não vai além de nossas forças. E no final deixou um sinal na perna de Jacó.

 

A vitória de Jacó não estava na sua força física, mas na sua fé, porque humanamente falando seria impossível lutar com Deus e vencer. Mas, sua "vitória", consistia na sua persistência, na ação, de não abandonar a luta, mesmo que aquilo lhe parecesse impossível. Era um teste de Fé.

 

 No final Jacó é abençoado porque ele passou pelo teste.      

 

Então Jacó lutou com o anjo? Não! Isso é um pressuposto. Jacó lutou com o próprio Deus.

 

Iahweh disse: “Não te chamarás mais Jacó, mas Israel”; porque ele foi o único homem que lutou com Deus.

 

Mas, continuando... Jacó pediu: “abençoa-me!” e ele o abençoou. E porque sabemos que Jacó lutou com Deus se o texto diz que foi um ser?  Porque conclui o texto: Versículo 31, Jacó dizendo: “Ei vi o Senhor face a face”.

 

Agora podemos achar a resposta de Rodrigo Silva: “Era um anjo ou Deus que lutou com Jacó?”, a Bíblia responde: Era Deus face a face com Jacó. Aquela luta era um teste de Fé para Jacó. Qual ensinamento podemos tirar desta história?

 

A luta é uma constante na vida do ser humano. Por vezes, lutamos ao limite de nossas forças. Sentimo-nos “deslocados” em nossa humanidade, tal como Jacó fora atingido na coxa por “aquele Ser”. Uma vida religiosa autêntica é, sem dúvida nenhuma, um confronto direto com o divino; em nós, contra nós, mas jamais sem nós. Assim, manquejando, temos que ir em frente, seguir na caminhada da vida, ansiosos e desejosos pelo dia que se anuncia. Tornar-se coxo, como Jacó, é tornar-se consciente de sua missão, sabedor de suas potencialidades e fraquezas. É adquirir o senso que muitas vezes nos falta: o de que somos falhos, frágeis e incompletos. De que em nós duelam forças antagônicas; de um lado o divino e do outro o contra humano, pois divino e humano não são opostos, mas divino e contra humano, sim. Divino e humano coexistem: se humanos, demasiadamente humanos, podemos alcançar o mais divino em nós mesmos.

 

Por isso, ao amanhecer daquele dia, após uma noite “tenebrosa”, Jacó não permitiu que o “anjo” o deixasse sem que antes lhe concedesse uma benção. Apesar de não dizer o nome, pois, dizer o nome é tornar-se propriedade e Deus não se deixa apropriar-se por ninguém, visto que é o inapropriado, o absoluto, o anjo abençoa Jacó: “Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como lutaste com Deus e com os homens, prevaleceste… e o abençoou” (Gênesis 32, 28-29). Ter o nome alterado é o mesmo que dizer que teve alterado todo o destino, a missão e a própria vida. De Jacó, Deus fez um povo – Israel – de perpetua memória e de abrangência incalculável. 

De fato, também nós, na luta que travamos com Deus, saímos todos vitoriosos, pois Deus, em sua fraqueza e impotência, só é capaz de amar. E, como sabemos ou não sabemos, o amor deixa o amante frágil e incapaz de se recusar ao amado. Daí, na luta diária da vida, no confronto intransferível de nossa existência, haverá sempre um “alguém” a lutar conosco e por nós. A luta de Jacó com o “anjo” é a luta de todos nós. 

É isso que podemos aprender no contexto da Luta de Jacó com Deus. Esse texto não prova nada que Jesus era Miguel. 

Continuando... O pastor vai fazer uma salada de frutas agora para dizer que “Jesus é um anjo porque está escrito em Gênese 19, 13 e Daniel o chama de “Príncipe do exército do Senhor”. Ele usa esse texto para confirmar sua tese de que Miguel era Jesus no Antigo Testamento. 

O que diz Gênese 19, 13? O texto fala da destruição de Sodoma e Gomorra. Assim diz o texto: 

“Porque vamos destruir este lugar, pois é grande o grito que se ergueu contra eles diante de Iahweh, e Iahweh nos enviou para exterminá-los”. 

          Deus enviou dois anjos mensageiros, para falar a Ló e avisar que Deus destruiria as cidades. O recado que eles traziam é para que Ló saísse da cidade porque Deus iria destruí-la. E o texto não diz o nome dos anjos. 

 Aí Rodrigo Silva vai dizer que está escrito em Gênese 19,13 Deus envia Jesus Cristo como o anjo do Senhor. Em momento algum o texto diz isso. 

 E Deus não enviou um anjo só. Ele enviou dois à casa de Ló. Onde está a prova para afirmar que Jesus é um anjo? 

O texto traz a história da destruição de Sodoma e Gomorra e os anjos citados não têm nomes.   

           Para piorar ainda mais, ele diminuiu a majestade de Deus Filho, no caso Nosso Senhor Jesus em uma criatura angelical. Ele assumiu por um tempo a posição de arquiteto. Ora, Jesus não precisa assumir posição nenhuma. Ele é o Senhor de todas as coisas. 

[Aliás, essa palavra ‘arquiteto’ para se referir a Deus é muito usado na maçonaria, é muito estranho o que ele fala porque nenhum cristão chama a Deus de arquiteto.] 

Ou seja, para ele Jesus não é só um anjo, mas, Deus Pai precisou reduzir a glória de Jesus. Causa espanto porque o pastor Rodrigo Silva desconhece a própria revelação da missão trinitária de Deus que assim se revela Deus Pai é o Criador, Deus Filho (Jesus) é Salvador e o Espírito Santo é advogado (O Paraclito) consolador e a alma da Igreja.

 Ou seja, na sua imaginação, Deus é o construtor e Jesus é o arquiteto. Não bastava ele misturar a divindade com o angélico, mas agora ele diz que Jesus se diminuiu para obedecer ao Pai. E quando a Bíblia diz que Jesus se fez pequeno e se humilhou, a Bíblia esclarece que Jesus se fez obediente não para se passar ou porque era um anjo, mas, para que assumindo a nossa fraqueza, experimentando-a pudesse ser como um de nós, exceto no pecado para nossa salvação. 

 Ora, Jesus não precisava se “diminuir” para obedecer ao Pai. Aqui ele separa a pessoa divina de Jesus como se Ele e o Pai não fosse a mesma pessoa ou tivesse poderes diferentes. O que ele fala é uma heresia. Pois está escrito “eu e o Pai somos um”, (João 10, 30). E João 1, 1 que ele cita como prova? Bem, ele esqueceu de ler os versículos seguintes 2 e 3; “Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito”. João, aqui, desmente o que diz o pastor; porque ele diz que 'tudo foi feito por ele', nele e sem ele nada pôde ser feito. Logo, se tudo foi feito por Deus e nada sem Jesus, isto significa que em nada Jesus poderia ser diminuído em sua glória e poder.

 Agora o mais absurdo. Lúcifer brigou com Jesus, que na cabeça dele é Miguel porque Miguel não aceitava o fato de Jesus, que nas suas palavras é um ser inferior, ou seja, para o pastor Jesus não tem o mesmo poder que Deus. Satanás se revolta porque tem que se sujeitar a adorar um anjo, mas, Deus o coloca no trono ao seu lado agora de forma angélica. Jesus não é Deus, não é consubstancial ao Pai. O evangelho está errado quando Jesus disse que ele e o Pai é um só. Para o pastor Jesus é um Deus em forma de anjo.

 “Por isso que Jesus parecia tão pequeno. Por isso que o Pai falava e ele obedecia. Ele assim por um tempo a posição de arquiteto. Há evidências disso? Claro! Evangelho de João 1, já lemos: ‘No princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e ela era Deus’. 

Quem de fato é Miguel? 

Antes de responder esta pergunta vamos entender um pouco o que são os anjos:

 Miguel é um anjo, uma criatura espiritual, ele é um dos 7 Arcanjos que assiste o trono de Deus.

 Os anjos não tem livre arbítrio como nós. Há uma diferença entre a liberdade dos anjos e a nossa liberdade.

 Nós podemos escolher entre o bem e o mal. Mesmo que escolhermos o mal podemos, pelo livre arbítrio voltar à prática do bem. Os anjos não tem essa escolha. Por isso que quando satanás se rebelou não houve volta, separou-se definitivamente de Deus. Mas, nem mesmo satanás pode fazer alguma coisa sem a permissão de Deus. Os anjos são cumpridores das ordens de Deus, são seus mensageiros.

 Se Jesus fosse o anjo Miguel ele não podia repreender satanás em seu nome. Mas, como Jesus é o Filho de Deus, portanto, é Deus junto com o Pai e o Espírito Santo ele pode repreender e expulsa-lo.

 

A crença que Jesus é Miguel não é só adventista. Outros pastores e teólogos de várias denominações acreditavam nisso. Por exemplo: Joseph Benson, metodista; Ernest Wilhelm Hengstenberg, professor acadêmico e teólogo luterano; Johan Peter Lange, calvinista; Charles Spurgeon, reformado britânico e batista puritano; John Giel, batista; John Wesley, metodista; Jonathan Edwards, teólogo calvinista e o próprio João Calvino.

 

Embora esses teólogos acreditassem e tivessem convicção disso, as suas congregações não aceitam porque embora eles tivessem algum pressuposto bíblico que justificasse suas crenças, não há nada na Sagrada Escritura que afirme categoricamente que Jesus e Miguel é a mesma pessoa.

 

Mas, a seita que mais defende essa falsa doutrina de Miguel e Jesus ser a mesma pessoa é a seita adventista por casa dos escritos de Elen G. White. 

 

Para sustentar isso usam o texto da carta de Judas 1, 8-10 e 2Pedro2, 10-12.

 Elen White é a que mais enfatiza essa falsa doutrina. Vejamos alguns dos seus escritos: 

Na Enciclopédia ‘Elen G. White’, na página 1083, no tópico sobre os anjos ela escreve:

 “Na história cristã surgiu duas interpretações a cerca desse ser. A primeira visão predominante é que Miguel é o mais elevado líder entre os anjos. A segunda é a visão minoritária mais persistente, a de que Miguel é o Cristo divino. A primeira explicação foi provavelmente influenciada por seu título de arcanjo e pelo livro judaico pseudoepígrafo de Enoc. Escrito por volta do século II, no qual Miguel aparece de maneira muito clara entre os sete anjos. Na visão de que ele é um anjo mais elevado tem prevalecido consistentemente ao longo dos séculos com interpretação católica romana”. 

O que podemos perceber nos escritos de Elen White é que os adventistas têm consciência clara de que a visão que eles têm de que o Arcanjo Miguel e Jesus não é majoritária dentro da teologia. 

Os teólogos da Igreja Católica e da maioria das igrejas protestantes dizem que Miguel é apenas um anjo e por ter uma função mais elevada ele se torna um Arcanjo. Porque a Bíblia é clara ao mostrar a função de cada um.

  Mas, o que importa para os adventistas não é o que a Bíblia diz ou o que a maioria crê, mas o que Elen White diz. 

Gleyson Persio, ex adventista no seu livro, vai dizer:

 Elen White fala: “Moisés passou pela morte, mas Cristo desceu e lhe deu vida antes que seu corpo visse a corrupção. Satanás pretendia ter o seu corpo. Miguel ressuscitou Moisés e levou-o ao céu. Cristo, porém, não repreendeu seu adversário embora ele fosse por sua tentação que o servo de Deus houvesse caído”.  

Elen White comenta a carta de Judas1, 9. Onde é narrada a disputa entre o Arcanjo Miguel e satanás pelo corpo de Moisés. E aí ela troca Miguel ou Michael por Jesus. O que é um absurdo, porque o texto não fala que foi Jesus que combateu com satanás, mas o Arcanjo Miguel.

 E aqui podemos apresentar os pontos que desmente Elen White: 

1º) A carta de Judas identifica duas pessoas distintas: Jesus e Miguel. Ela menciona o nome de Jesus cinco vezes. Não seria de estranhar que autor desta carta sem qualquer aviso ao leitor alterasse a identidade de Jesus chamando-o de Miguel?

 Não há dúvidas de que Jesus e Miguel são duas pessoas distintas e claramente identificadas no texto. Não vai inventar algo que não está na ideia do autor. Judas quando quer falar de Jesus ele cita Jesus ele cita-o e quando quer falar de Miguel também o cita. Ele não faz como Elen White. Ela faz um intercâmbio entre as duas pessoas como se fosse possível. 

Ele deixa claro no texto quem é quem. Além disso, a carta de Judas utiliza como parte do seu texto, versículos 14 e 15, uma passagem do pseudoepígrafo do Livro de Enoc. Não se sabe se foi o autor de Enoc que pegou de Judas ou foi Judas quem pegou do autor de Enoc. Há uma controvérsia. 

O livro de Enoc era utilizado tanto pelos judeus quanto pelos primeiros cristãos e era aceito. Quase entrou na lista do Cânon como inspirados, mas, depois foi rejeitado. Embora a Bíblia da Igreja Copta tenha em seu cânon este livro. 

E mesmo o livro de Enoc deixa bem claro que Miguel era apenas um anjo. É dito também no livro: “Então respondeu Miguel um dos santos honrados que estavam comigo, [...], ele me disse: Esse primeiro é Miguel, o segundo Rafael, o terceiro Gabriel e o quarto Fanuel; e esses são os quatro anjos do Senhor dos espíritos as quatro vozes que ouvi naqueles dias”.

 Veja que o Livro de Enoc, mesmo não sendo canônico cita o nome dos quatro anjos dentre eles, Miguel. O livro de Enoc os judeus também conheciam não falam que ele é Jesus. 

Judas deixa claro quem é quem; e o livro de Enoc corrobora com a mesma ideia de que Jesus e Miguel não são as mesmas pessoas e ainda diz que existem mais três anjos do mesmo nível.  Judas cita cinco vezes Jesus e Miguel apenas uma vez. 

Portanto, o que Elen White e o pastor Rodrigo Silva afirma sobre Jesus e Miguel ser a mesma pessoa não tem solidez bíblica, é heresia grave.    

2º) Está escrito na Bíblia que Jesus repreendia e expulsava satanás diretamente. Há vários textos no Novo Testamento mostrando diversas situações em que isso acontece. Como exemplos podemos ler em Lucas4, 5-8; Lucas4, 9-12; Mateus16, 23.

 Nesses textos Jesus repreende satanás cara a cara. Se Jesus fosse um anjo não poderia fazê-lo. 

Essa ideia que os adventistas colocam “o Senhor te repreenda”, como se ele apenas estivesse repreendendo o diabo com o próprio nome não faz nenhum sentido. No texto, nós temos Miguel repreendendo satanás em nome de Javé. Já nos Evangelhos é Jesus que repreende satanás diretamente. 

Um dos argumentos adventistas é de que o termo ‘anjo do Senhor’ no Antigo Testamento é o próprio Jesus Cristo e, portanto, Miguel poderia ser um outro nome ou título de Cristo.

 Essa linha de raciocínio é improcedente. Ainda que concordássemos que o termo ‘anjo do Senhor’ é usado em diversos locais do Antigo Testamento em momentos em que o próprio Cristo aparecia na terra. Mas isso não significa que Miguel e Cristo São a mesma pessoa.

 Nem toda expressão “anjo do Senhor” significa que é o próprio Deus ou que é uma cristofania pode ser o anjo mesmo.

 E em alguns textos, nos originais, percebe-se que ele se refere ao próprio Deus. Por exemplo: Quando antes da destruição de Sodoma e Gomorra, ele conversa com aqueles dois jovens, no qual eles achavam que se tratavam de anjos ali, um deles é o próprio Yahweh (Javé).

[O nome Yahweh, que foi revelado a Moisés no Monte Sinai é mais um título que um nome próprio, o verdadeiro nome de Deus ninguém sabe.] 

Um outro argumento pobre usado pela Igreja Adventista é o significado do nome Miguel em hebraico. Segundo eles, o nome Miguel se traduz “Quem é como Deus”, portanto, significa que Miguel é Jesus. Esse nome atribui ao Arcanjo o que ele representa, ou seja, ele está ligado diretamente a Deus assistindo o seu trono recebe as ordens e as cumpre em nome de Deus representando-o. Por isso, a expressão "quem como Deus" indica que esse Arcanjo age e cumpre as ordens de Deus diretamente como se fosse um primeiro ministro.   

O renomado dicionário teológico Strong coloca Miguel como “o primeiro príncipe dos arcanjos”. Veja! O dicionário Strong que é o mais conceituado e mais respeitado tanto por teólogos protestantes quanto católicos que o significado do nome ele é apenas um arcanjo. Não é porque seu nome significa ‘quem é como Deus’ que Miguel seja Deus. Assim como uma pessoa pode se chamar Jesus, mas não é Jesus Cristo. 

Contudo, em nenhum momento há uma referência bíblica afirmando que Miguel é Jesus. Pelo contrário, a conotação da frase aqui está muito mais para um desafio dos inimigos de Deus, visto que Miguel é o arcanjo que guerreia e derrota o inimigo conforme está em Apocalipse 12, 7. 

Ele em suas batalhas presta honra a Deus ao dizer inclusive com seu próprio nome que não há ninguém que se compare a Deus em seu poder e magnitude. 

Vamos supor que a teoria adventista esteja correta e que o nome Miguel seja uma referência a Jesus. Miguel quer dizer “quem é como Deus” ou “quem é semelhante a Deus”. A pergunta é: Jesus é semelhante a Deus ou é o próprio Deus? 

O próprio raciocínio adventista não bate com o que ensina a doutrina cristã e nem com o que afirma a própria Bíblia, pois, é Jesus Cristo que vai dizer “eu e o Pai somos um”, (João 10, 30). Jesus não é de forma alguma o anjo Miguel. A Bíblia dá alguns títulos para Jesus diferente do que querem os adventistas: 

Isaías 9,6 Jesus é chamado de ‘Conselheiro Maravilhoso’; ‘Pai Eterno’; ‘Deus Todo-poderoso’; ‘Sar-Shalom’, ‘Principe da Paz’, 'Cordeiro de Deus', Messias, Filho de Davi. 

Apocalipse 1, 8 – ‘Ele é o Alfa e o ômega. 

3º) Deus não chamou nenhum anjo de filho e a nenhum outro deu o poder de salvar a humanidade.

 O autor de Hebreus deixa evidente sua preocupação em eliminar qualquer dúvida a respeito de Jesus, de como todo poder lhe foi dado pelo Pai a Jesus e não a outro anjo. Além disso, existe também uma grande ênfase sobre a direção de Deus de não adoramos nenhum anjo, mas somente Ele.   

 

Hebreus 1 ,5 – “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?”

 

Hebreus 1, 13 - “Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?”.

 

Hebreus 2, 5 - “Pois foi aos anjos que Deus sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando."

 

Hebreus 2, 16 – “Pois é claro que não é a anjos que ele ajuda, mas aos descendentes de Abraão".

 

A Bíblia é clara ao afirmar que Jesus é superior aos anjos. O Capítulo 2 de hebreus diz que Ele se fez um pouco menor que os anjos, mas, na sua ressurreição todo poder lhe é restituído. Porque quando ele veio ao mundo ele deixa sua glória no céu para se fazer um de nós. Não é que ele perdeu a glória, ele deixa sua glória para se igualar a nós exceto no pecado. Quando ele ressuscita tem todo o poder. E o livro de Hebreus deixa claro que embora Jesus tenha tornado um pouco menor que os anjos, de nada diminuiu a sua glória e também não deixou de ser Deus. Jesus é perfeito homem e perfeito Deus. Na sua ascensão ele retorna a sua glória com todo poder. Jesus Cristo é o mesmo antes hoje e sempre. 

 Podemos entender então que Miguel não teria estes atributos mesmo que entendêssemos que Miguel fosse uma cristofania, isto é, uma manifestação de Cristo, colocar um anjo na mesma magnitude de Jesus Cristo é incabível.

 Quando a gente analisa no Antigo Testamento o anjo do senhor, ali percebe-se que é diferente. 

4º) Os Pais da Igreja refutam a tese adventista. 

A obra cristã ‘Pastor de hermas” e a seita ebionita (Século II), pareciam ter identificado Miguel com Cristo. 

Aparentemente Santo Hipólito no terceiro século já tinha chegado a essa conclusão em 1545, Jeorge Joye  e João Calvino em 1561 acreditavam que Miguel era Cristo.

 

Na obra Pastor de Hermas, página 237, “O anjo grande e glorioso é Miguel, que tem poder sobre esse povo e o governa. É ele quem dá a lei e grava no coração daqueles que creem”. O autor deixa claro que ele é um anjo apenas que cuida do povo e nada mais.

 

No livro contra as heresias de Santo Irineu de Lion, Tertuliano diz: “Mas ele não deve por esse motivo, ser considerado um anjo como Gabriel ou Miguel (...) ele é verdadeiramente Deus, o Filho de Deus. (Tertuliano, 230 d.C, sobre a carne de Cristo, capítulo XIV.)

 

Tertuliano, no século II deixou claro que Jesus não pode ser comparado a nenhum anjo.

 

Neste mesmo livro na página 127 Santo Irineu diz assim: “Portanto, não foram os anjos que nos plasmaram. Os anjos não podiam fazer uma imagem de Deus, nem outro qualquer que não fosse o Deus verdadeiro, nem uma potência que estivesse afastada da vontade do Pai de todas as coisas. Nem Deus precisava deles para fazer o que em si mesmo já tinha decretado fazer, como se ele não tivesse suas próprias mãos! Desde sempre, de fato Ele tem junto de si o Verbo e a sabedoria, o Filho e o Espírito Santo. É por meio deles e neles que se fez todas as coisas, soberanamente e com toda liberdade, e é a eles que se dirige quando se diz “façamos o homem à nossa imagem e semelhança!” – Aqui santo Irineu estava combatendo o gnosticismo que não acreditavam na encarnação do Verbo e ele está falando que o Verbo se encarnou, mas, que Ele não era um anjo, Ele era divino e tinha todo o poder. 

Isso serve também para desmontar a tese adventista, portanto do pastor Rodrigo Silva de que Jesus era o anjo Miguel no Antigo Testamento.

Se você gostou desse conteúdo, compartilhe com seus amigos, leve para seu encontro de catequese, caso você for um catequista para que mais pessoas não caiam nas falácias dos falsos pastores. 

Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos" é uma passagem da Bíblia, em (Mateus 24,4).

 

 

 

 

 

 

         

 

      

 

   

 

 

 

 

 

        


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

IRMÃO LUÍS MARIA ALERTA OS CATÓLICOS SOBRE FALSA ORAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO NÃO AUTORIZADA PELA IGREJA

O vídeo é um alerta do Irmão Luís Maria sobre uma falsa oração de São Miguel Arcanjo que está se espalhando entre os fiéis pelo Tik Tok. Ele enfatiza a importância de usar apenas orações reconhecidas pela Igreja para evitar mal-entendidos e proteger a fé verdadeira. Assista o vídeo: 




NÃO SE ENGANEM! A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NÃO É BÍBLICA

     

A teologia da prosperidade é uma doutrina que ensina que Deus deseja que seus seguidores sejam prósperos em todas as áreas da vida, especialmente no âmbito financeiro. Segundo essa teologia, a prosperidade financeira é vista como uma manifestação do favor divino. Acredita-se que, por meio da fé, orações e ofertas, os fiéis podem atrair bênçãos materiais.

A Teologia da Prosperidade é uma doutrina neopentecostal que se baseia em interpretações não tradicionais da Bíblia. Por isso, não é considerada bíblica:

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos, em que Deus promete prosperidade e segurança aos que tiverem fé.

Esta doutrina ensina que a prosperidade financeira é um direito do cristão, e que a doença e a pobreza não representam a vontade de Deus.

A Teologia da Prosperidade baseia-se em confissões positivas e prega que os cristãos devem decretar, determinar, exigir, reivindicar, em nome de Jesus.

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia de forma a elevar o fiel a uma condição dominante, na qual Deus tem a obrigação de lhe conceder a prosperidade.

A Teologia da Prosperidade surgiu na década de 1940, e ganhou proeminência nos Estados Unidos nos anos 1950. O evangelista batista Kennet Hagin foi um dos líderes do movimento, e popularizou e aperfeiçoou a doutrina.

Essa doutrina é bastante controversa e tem suas raízes no movimento conhecido como “Novo Pensamento”, que enfatiza o poder do pensamento positivo e a lei da atração. A teologia da prosperidade também é conhecida por outros nomes, como “evangelho da saúde e riqueza” ou "teologia do decrete e reivindique”.

Essa teologia, aplicada principalmente nos meios evangélicos, sobretudo, os pentecostais, distorce o verdadeiro ensinamento bíblico, focando excessivamente em bens materiais e ignorando a importância das bênçãos espirituais e da graça de Deus.

Fazendo de Deus, um mero negociante mediante a lei da retribuição os falsos pastores ensinam que para conseguir uma graça, ou um favor especial de Deus é preciso ser fiel na paga dos dízimos ou das ofertas. Alguns chegam a afirmar que “Deus dá mais a quem for mais fiel a Ele”, não no sentido de ser fiel na observância dos Mandamentos ou do próprio Evangelho, mas, ser fiel aqui significa dinheiro.

       Segundo a Sagrada Escritura há coisas muito mais importantes que os bens materiais que devem ser conseguidos às custas de empenho e trabalho. A Teologia da Prosperidade ensina que Deus vai fazer você ficar rico. Ser crente, no caso, é uma troca comercial: Deus se torna um comerciante e a pessoa “investe” em Deus e Deus lhe devolve mais. Com isso o crente tem direito a prosperidade material.

Essa teologia, embora ganhe esse nome, não é bíblica porque distorce o Evangelho verdadeiro e aqui vamos explicar o porquê e o quanto ela é uma farsa, além de ser uma afronta a Deus.

Vamos começar por uma passagem na Bíblia que os pastores usam para amedrontar seus fiéis: "Se você for fiel, quanto mais você der ou contribuir Deus lhe honrará e lhe dará prosperidade". "Mas, se não for fiel atrairá maldição". Isso é uma mentira. Deus pede que sejamos fiéis sim, mas, na observância da sua Lei. O amor ao próximo, o zelo pela Fé, afastar-se das coisas do mal. Veja o que Jesus fala em Mateus 5, 1-12: 

Bem-aventurados são: 

  1. Os que tem um coração de pobre. Ou seja, aqueles que não são gananciosos.
  2. Os que choram porque acharão consolo. Muitas vezes é preciso chorar e colocar-nos no colo de Deus. Colocar nossos problemas, as situações que não podemos resolver sozinhos. Deus dá a direção e o consolo. Muitas vezes não agimos como filhos diante de Deus, mas como criaturas. Quem chora será consolado. 
  3. Os Mansos, ou seja aqueles que não procuram vingança. Os que não revidam mas, dão a outra face.
  4. Os que tem fome e sede de justiça. Isto é, aqueles que fazem a justiça de modo certo  e que a promovem e não se deixam se corromper por ela.
  5. Os puros de coração. Aqueles que não detém a maldade em seu coração. Que agem com misericórdia e não tem sentimento de vingança.
  6. Os pacificadores, aqueles que ao invés de gerar conflitos promovem a reconciliação. Os que lutam pela paz e a promovem de modo geral. 
  7. Os que são perseguidos por causa da justiça. Isto é, aqueles que defendem a verdade, sobretudo a verdade do Evangelho, muitas vezes são perseguidos pelos poderes deste mundo contrários à Justiça verdadeira.
     8. Os que são caluniados por causa de Jesus. Porque existem forças do mal que não aceitam a Cristo nem seus discípulos. Esses caluniam os que são de Cristo por anunciarem a verdade e a salvação. O diabo, príncipe deste mundo não aceita que os verdadeiros filhos de Deus combatem o erro com a verdade de Cristo. 
 

       A Bíblia não diz que Deus dará prosperidade a quem for fiel dando mais, contribuindo mais. Ela diz que serão bem-aventurados sim, aqueles que observarem as bem-aventuranças. E essa felicidade muitas vezes não é para esse mundo, mas, para a eternidade. Quem acha que Deus te fará rico só porque vai à Igreja, ocupa os primeiros lugares, doa tudo para o pastor em troca de prosperidade, se engana. Porque Deus honra não em troca de bens, mas àqueles que o buscam com sinceridade, humildade e desapego. As riquezas, os bens de nada servem para garantia da vida eterna. Jesus disse que é necessário um coração contrito e humilde. Deus não nos fará ricos por darmos x ou y, ele nos concederá segundo nossa Fé. Deus não exige nada de nós a não ser o arrependimento e uma vida santa de acordo com sua Palavra.

         Os santos são nossos exemplos justamente porque eles abnegaram de suas riquezas materiais, outros até da própria vida, para dar testemunho de Cristo. Mesmo diante dos seus perseguidores e algozes, preferiram morrer que negar a fé em Jesus. Muitos deixaram suas famílias, venderam seus bens para seguir a Cristo. Muitos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, ao invés de viver confortavelmente preferiram a austeridade, uma vida sem prosperidade material, mas, de prosperidade espiritual viveram em tudo a radicalidade do evangelho. Onde está a prosperidade destes homens e mulheres? Está em Deus, na vida eterna. Entenderam bem o que disse o Salvador: “Não ajunteis tesouros neste mundo, onde a traça rói e a ferrugem consome, mas, antes ajuntem tesouros no céu, onde nem a traça, nem a ferrugem consomem. Pois, onde estiver o seu tesouro aí está o seu coração”. Mateus 6, 19-21

            

A farsa do espírito devoradorMalaquias 3, 8-11.

Primeiramente é preciso entender para quem era dirigida a mensagem de Malaquias.

A resposta está dois capítulos antes. Malaquias 1, 6: “Diz o Senhor dos Exércitos a vós, sacerdotes que desprezais o seu nome.” [...]

E o que os sacerdotes estavam fazendo para desagradar a Deus? - O profeta denuncia: Os sacerdotes haviam se desviado, vivendo na opulência, usando seus cargos para oprimir o povo, havia como há até os nossos dias disputa pelo poder religioso.

No tempo de Jesus os sacerdotes, os fariseus, os saduceus e tantos outros partidos que haviam dentro do poder religioso era muito forte, capaz de perseguir, de mandar matar, como fizeram com Jesus e os Apóstolos.  Eles disputavam esse poder entre sim Eram cheios de ira, de inveja, de opulência e eram gananciosos. Ser sacerdote significava ter prestígio e grande poder sobre o povo, principalmente contra os menos favorecidos. E por causa disso que Jesus foi severo ao censurar suas atitudes. Não estavam ali para guiar o povo para a santidade, mas, para oprimir, para julgar, para por seus pesados fardos sobre o povo sendo que eles mesmos não cumpriam mais a Lei. Jesus os chamou de guia de cegos e sepulcros caiados.  

Malaquias 1, 7-14. O que estavam fazendo os sacerdotes para desagradarem ao Senhor?

1.    Ofereciam alimentos impuros sobre o altar.

2.    Não davam o devido respeito à mesa do Senhor.

3.    Ofereciam em sacrifícios animais defeituosos e doentes, mesmo sabendo que Deus assim o proibia.

4.    Fraudavam o altar oferecendo animais defeituosos e doentes tendo em seus rebanhos animais perfeitos e sadios. “Maldito seja o homem fraudulento”. (versículo 14)

Malaquias 3, 5 - Deus lançou um alerta contra a falta de caridade, contra aqueles que O afrontaram buscando a magia, o adultério e os que proferem perjúrios. E contra aqueles que retinham o dinheiro do operário, dos órfãos e das viúvas.

Malaquias pergunta: Pode um homem enganar a Deus?

Essa pergunta foi dirigida a quem? Foi dirigida aos sacerdotes. E eles perguntaram: “Em que vos temos enganado?” – Malaquias responde em nome do Senhor: “Nos dízimos e nas ofertas”. Os sacerdotes não estavam pagando integralmente os dízimos e as ofertas. Estavam retendo riquezas para si às custas do dinheiro do Templo. Colocavam o povo na miséria e viviam na opulência. A caridade era deixada de lado. 

E o profeta Malaquias em nome de Deus diz àqueles sacerdotes:

“Pagai integralmente os dízimos e o tesouro do Templo e Eu abrirei os reservatórios e não permitirei que o gafanhoto venha destruir os frutos de vossa terra e não haverá em vossa terra vinha improdutiva” [...] Malaquias 3, 8- 11.

          Os pastores usam muito esta passagem para forçar seus fiéis a pagarem o dízimo, pondo medo, aterrorizando as pessoas quanto na verdade Deus naquele tempo estava dirigindo sua mensagem pelo profeta aos sacerdotes israelitas. A mensagem do profeta Malaquias não se aplica aos cristãos. Não havia igrejas cristãs naquele tempo. Muitas leis do Antigo Testamento, principalmente as leis cerimoniais não se aplica aos cristãos porque nós somos um povo constituído em uma Nova Aliança, (Mateus 26, 27-28), feita no Sangue de Cristo e não no sacrifício de touros e bodes como era na Lei de Moisés. 

Quem devia pagar os dízimos corretamente era os sacerdotes da tribo de Levi, também chamados de levitas. No entanto, o Profeta em nome de Deus lançou lhes uma palavra de exortação para que voltem a ser fiéis, pois, eles não podiam enganar a Deus no que se refere aos dízimos e as ofertas, mas pedia que voltasse à observância de toda Lei de Moisés. Ou seja, a toda má conduta: a corrupção, a ganância, a desonestidade, a falta de caridade com os pobres (representado pelas viúvas e os órfãos), enfim, Deus estava descontente com o descumprimento das suas leis. 

É o que disse Jesus quando censurou os fariseus Mateus 23, 13-37; Jesus deixa claro que não basta apenas cumprir a lei apenas por obrigação se não por em prática a justiça, a misericórdia para com os necessitados. Porque mesmo que se cumpra os preceitos da Lei um a um, sem amor é letra morta. Isso também nos ensina são Paulo: "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, mas não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o címbalo que retine."  1ª Coríntios 13, 1.

Aqui cabe uma observação: Que Deus não lança em momento alguma nenhuma maldição, mas, exorta-os através do Profeta que provem da sua bênção sendo fiéis ao pagamento dos dízimos e das ofertas. Deus diz: “fazei experiência e vereis se não abro os reservatórios e derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”

Deus promete bênção para os que voltarem a serem fiéis a Ele.  No entanto, os falsos pastores de hoje querem por ao texto, um contexto falso, algo que não saiu da boca de Deus e nem do Profeta e usurpam o texto para amedrontar os fiéis. 

          No entanto, o texto de Malaquias em nada se refere aos cristãos. No tempo de Malaquias Jesus ainda não tinha vindo. Não existia a Igreja. O dízimo do Antigo Testamento não é o mesmo "dízimo" do cristianismo. O problema dos protestantes é que eles ficam presos ao Antigo Testamento e se esquecem que nós não somos o povo da Antiga Aliança. Não estamos sujeitos à lei de Moisés. Somos o povo da Nova Aliança e estamos sujeitos a Lei de Jesus Cristo. Cristo nos remiu e nos fez livres do peso e o jugo da Lei. 

          O dízimo do Antigo Testamento exigia 10% de tudo quanto os sacerdotes possuíam. Existia o dízimo e as ofertas. Também não há nenhuma menção sobre o tal ‘espírito devorador’, que é mais uma invenção dos protestantes. Espírito devorador é uma falácia criada pelos falsos pastores para por medo nas pessoas e obrigarem-nas a pagarem o dízimo. O texto de Malaquias nada diz sobre isso. E não é verdade que Deus estava amaldiçoando eles. Eles mesmos estavam atraindo maldição por não estarem sendo fiéis na observância da Lei.  

          No Novo Testamento, se lermos o livro de Atos o dízimo desaparece por completo. Apenas sobrevive as ofertas que não servia para manter os templos, pois, os primeiros cristãos não tinham templos ainda. As ofertas eram para fazer a caridade.

Agora vamos ler: Atos 2, 42-46:4, 35-36 

Como agiam os primeiros cristãos?

     Perseveravam na doutrina dos Apóstolos e na Eucaristia, chamada naquela época de ‘Fração do Pão’ ou ‘Pão partido’.
Tinham temor (respeito a Deus) por verem os milagres e prodígios realizados pelos Apóstolos.
Faziam caridade. Vendiam suas posses e repartiam entre si, de modo que nenhum deles passasse necessidade.
Eram unidos de coração, unidos na alegria, com simplicidade de coração davam louvor a Deus.
Esse testemunho cativava as pessoas e por causa disso havia inúmeras conversões.

Em nenhum dos Evangelhos, tampouco nas cartas apostólicas, não há menção sobre pagar dízimos. Apenas as ofertas e essas eram recolhidas nas comunidades para o bem comum. Mas, a Igreja Católica instituiu a paga do dízimo para sua manutenção, uma parte vai para a Diocese outra parte fica na Paróquia. Porém a Igreja estipula que a paga do dízimo seja no mínimo 1% do que se ganha ou dado segundo as possibilidades de cada um. É o 5º mandamento da Igreja. Ah! e na Igreja Católica o dízimo é gerido por uma comissão chamada "pastoral do dízimo". Se um sacerdote sai de sua paróquia para uma missão que seja a convite de outra diocese ou congregação, por exemplo shows, pregações, missas, etc. Ele não usa do dízimo para isso. Ele utiliza recursos próprios ou recebe da comunidade anfitriã que o chamou. 

O dízimo católico serve para, como disse, custear as despesas da paróquia tais como: manutenção do templo e da casa paroquial, (obras, água, luz, gás, internet, telefone, despesas do escritório, salários dos funcionários, combustível do veículo paroquial. O mesmo se aplica à diocese. As ofertas são destinadas às obras sociais e outras obras. Para complementar a renda a Igreja utiliza de diversos meios como: quermesses, rifas, leilões, feiras de doces e  salgados, etc... E nunca é exploda a fé do povo com valores exorbitantes. A Igreja Católica não é uma empresa com fins lucrativos.   

No tempo dos Apóstolos, e até nossos dias a Igreja Católica orienta: "ofertas devem ser de caráter espontâneo,  um sinal de abandono às coisas do mundo para viver uma vida totalmente santa e voltada para servir livremente a Deus e ao próximo dentro daquilo que propunha o Evangelho sem a preocupações das coisas de fora". 

Não há nenhuma passagem no Novo Testamento em que os Apóstolos ameaçam ou obrigam as pessoas a darem qualquer coisa. Aqueles que tinham mais repartiam com quem tinha menos segundo a necessidade de cada um. As coletas eram para obras de caridade e não para sustentar os Apóstolos. (Cf. Atos 2, 43-45). 

São Paulo por, exemplo, tinha profissão era tecelão fazia tendas. Os Apóstolos  quando saiam em missão não cobravam por suas pregações, como fazem os pastores hoje. 

Pelo contrário, eles eram ajudados pelas comunidades, comiam e bebiam do que lhes ofereciam e quando recebiam as ofertas nada era para si, mas, para os pobres, os doentes, os órfãos e as viúvas. Deus prosperava, não apenas os Apóstolos, mas, toda a comunidade.  

A única coisa que pedia era a honestidade de quem doasse, a sinceridade de coração. Encontramos, por exemplo, a falta de honestidade de Ananias e Safira e o castigo que receberam por mentirem diante do pagamento das ofertas. (Atos 5, 1-10).

É, portanto, falsa a pregação de certos pastores e até certos padres católicos quando estes usam esta passagem do Capítulo 3 de Malaquias para por medo nas pessoas, ou ainda, para incentivarem o pagamento do dízimo dizendo que se não pagar o dízimo Deus não cumprirá suas promessas.

 Deus sempre cumpre suas promessas, antes de ser fiel nos dízimos e nas ofertas como queiram forçar os pastores. Ele cumpre a quem de fato procura-lhe ser fiel num todo, na prática dos mandamentos, na observância do Evangelho, em viver uma vida santa regra à luz da sua Palavra e não só apenas nos dízimos. Quando Deus faz uma obra em nossa vida, quando Ele nos dá uma graça não é por merecimento nosso, nem por paga alguma seja por dinheiro ou favores, é porque Ele os ama e nos quer felizes. 

Jesus nos ensina que devemos ser desapegados das coisas materiais. Mas, os falsos pastores vão usar como exemplo o caso do "óbulo da viúva" de Marcos 12, 41- 44; (Cf. Também Lucas 21, 1-4) para tentar justificar as doações. Ao dizer, "a viúva deu o que tinha, é preciso ser fiel e contribuir sempre". Cuidado com esse falso ensinamento. A mensagem do óbolo da viúva é: a de renunciar a momentos de prazer para se dedicar ao próximo. A dádiva da viúva foi medida pela gratuidade de sua entrega, e não pelo valor financeiro. Esta consiste em doar as nossas virtudes em favor de alguém

À guisa de exemplo podemos apontar a paciência que se deve ter no processo educativo de alguém; a bondade no cuidado com os idosos; a humildade em não revidar um gesto violento, etc. Não tem nada a ver com as falsas promessas que estes pastores ensinam por aí. Jesus nos mostra que Deus enxerga os corações, o amor  de Deus não se mede pelo dinheiro mas pelo desprendimento, pela observação dos Mandamentos. 

A viúva deu aquilo que tinha, pôs duas moedas. Dar o que tem significa gesto de confiança, de entrega, de obediência. Porém, sua oferta foi aceita não pelo valor, mas pela obediência e pela sua humildade. Ainda que ela não tivesse nada a oferecer, mas, tivesse amor e obediência Deus aceitaria. Porque Deus é amor. Ele quer misericórdia e não sacrifício. Portanto, não caia na falácia desses falsos pastores pois, Deus honra segundo nosso coração e não conforme o nosso bolso. 

A mãe da Teologia da Prosperidade é a Igreja Universal do reino de Deus (do pastor Edir Macedo), (mas também existe outras como Assembleia de Deus Vitória em Cristo do pastor Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça de Deus do pastor RR Soares, a Igreja Mundial do Poder de Deus do apostolo Valdomiro Santiago, etc.

Todas ensinam doutrinas estranhas e são adeptas da falsa Teologia da Prosperidade) A IURD é a  que mais ensina doutrinas estranhas, contrárias ao evangelho. Essa seita promove a tal fogueira santa de Israel, a tal reunião dos 318, reunião de empresários, procissão com a réplica da Arca da a aliança... 

Se acreditarmos nessas coisas é o mesmo que acreditar nos amuletos, nas figurinhas, no curandeirismo, nas ferraduras da sorte, na pajelança, na nova era, etc. 

Eles pegam trechos, ou coisas do Antigo Testamento e transportam para a realidade de hoje e assim,  bolam uma estratégia criando uma falsa teologia em cima da teologia da prosperidade. As pessoas que não conhecem a Bíblia ao verem isso acreditam sem mesmo   contestar se é verdade ou não. Várias pessoas sendo enganadas por espíritos embusteiros. Esse não é o verdadeiro Evangelho de Cristo. Suas doutrinas não são verdadeiras, mas são doutrinas de demônios. 

São Paulo nós diz que: "Se alguém pregar um outro evangelho diferente do que foi anunciado que seja anátema. (Gálatas 1, 8-11). As pessoas são iludidas por esses falsos pastores. Muitas vezes são pessoas que não conhecem a Palavra. Esses falsos ensinamentos tem se propagado muito porque as pessoas, ou têm falta de conhecimento ou são atraídas pelas falsas promessas que estes impostores dão. 

Não há nenhuma promessa nesse sentido nas Escrituras. As pessoas que vão atrás de prosperidade confiando nessas falsas doutrinas não entenderam nada que o objetivo do evangelho é a salvação. Jesus não prometeu facilidades, nem tampouco prosperidade do modo como é pregado por essas seitas. Jesus deixa claro que o evangelho é libertador, mas, engana-se aqueles que pensam que o evangelho é fábrica de dinheiro, que traz conforto. Pelo contrário, Jesus disse que o caminho que o cristão deve percorrer é estreito e para chegar a reta final deve-se passar pela porta estreita. Jesus deixa claro que assim como ele carregou sua cruz, sem reclamar e venceu. Nós também devemos carregar a nossa se quisermos ser vencedores também. 

De onde surgiu então o dízimo cristão?

O dízimo cristão surgiu no Concílio de Macon, no ano 585, ordenava a paga de 10% das posses dos fiéis.

Mas, foi Carlos Magno, rei dos francos, que expandiu a prática: conforme alargava seu império no século IX, difundia a cobrança nas regiões conquistadas. Com o tempo, os governos entraram na jogada.

Embora a Igreja justifique algumas passagens bíblicas, como Mateus 23,23; Lucas 8, 12; Hebreus 7,1-10; Lucas 21,1-4, etc. Em muitas dessas passagens Jesus se referindo ao Dízimo da Lei de Moisés, mas, quando lemos com cuidado as cartas de Paulo e o próprio Livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos no lugar do dízimo apenas a oferta ou contribuição. E muitos vão dizer que pagar o dízimo é o mesmo que contribuir. Não é verdade!

Enquanto o dízimo é obrigatório, a oferta ou contribuição não é obrigatória. Dá quem pode segundo o coração de cada um. São Paulo, por exemplo nunca falou diretamente que os cristãos deviam dizimar. Mas pede que cada um cuide de contribuir para as obras de caridade.

Na Igreja Católica a paga do dízimo ganhou mais força quando a Igreja se separou do Estado, no entanto, a Igreja Católica não estipula um valor fixo para o dízimo, como os 10% mencionados no Antigo Testamento. Em vez disso, a Igreja orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades e generosidade.

Para que uma contribuição seja considerada dízimo, é necessário que seja um percentual dos ganhos, sendo o mínimo de 1% e o máximo 10%.

 Essa orientação visa garantir que todos possam participar de acordo com suas capacidades financeiras, sem impor um valor específico.

O dízimo é mencionado no contexto dos mandamentos da Igreja Católica, mas não de forma explícita. O Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II em 1993, apresenta cinco mandamentos da Igreja, sendo o quinto mandamento: "Ajudar a Igreja em suas necessidades." Este mandamento orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades para atender às necessidades materiais da Igreja.

Embora o dízimo não seja especificado como uma obrigação de 10%, a prática de contribuir regularmente é incentivada como um gesto de pertença e apoio à missão da Igreja. A Pastoral do Dízimo é uma forma organizada de promover essa contribuição nas comunidades paroquiais.

De uma forma ou de outra o dízimo cristão foi criado inspirado no modelo do Antigo Testamento, mas, se nós perguntarmos se ele é lícito ou não, vai da consciência de cada um. Podemos, contudo, dizer que os Apóstolos não mencionam a palavra dízimo e ao que tudo indica não havia nenhuma cobrança nesse sentido, apenas as ofertas e, essas eram espontâneas.

A atitude de certos padres e pastores em cobrar o dízimo não é e nunca foi a forma certa, muito embora sabemos que a finalidade do dízimo é a manutenção da casa de Deus e as ofertas às obras de caridade.

No entanto, o que se vê hoje é a pilantragem. E agora, vamos falar e explicar porque a ‘Teologia da Prosperidade’, que de Teologia não tem nada, é uma ‘Teologia’ falsa que vai contra o que Jesus ensinou e contra a Sagrada Escritura de maneira geral. 

A ‘Teologia da Prosperidade’ é muito usada pela maioria dos protestantes evangélicos, principalmente nas igrejas de ramo pentecostais, mas ela é usada de modo geral em todo ramo protestante. E qual é a forma utilizada?

Nada mais é do que a ‘Lei da retribuição’, ou seja, Deus só me dá alguma graça se eu der em forma de paga algum valor, algum bem que eu dispor para a igreja. Se eu for fiel (não em cumprir a Lei de Deus), mas, se eu for fiel no dízimo, nas ofertas, e em algo mais que o ‘pastor’ exigir, Deus pode me dar a prosperidade, o apartamento que eu sonho ter, o carro do ano, o emprego que desejo, o cargo que eu desejo naquela empresa, etc...   

Uma boa dialética, boa hermenêutica, uma grande “cara de pau” e o uso indevido da Bíblia. O uso de boa lábia para convencer as pessoas e por nelas o medo de que se não for fiel Deus não lhe dará o que preciso. Essa ‘Lei da troca’ ou do "toma lá da cá" que os pastores protestantes fazem da relação pessoal com Deus e o ser humano, não uma relação sadia de Pai e filho, nem está na Bíblia. Mas, é uma relação de cliente e comerciante, de empregado e patrão onde o cliente é Deus e o comerciante é a pessoa. Deus até honra os votos que fazemos com ele, mas, desde que estes votos nos leve à salvação e não a ter bens pessoais. A missão de Cristo é salvadora e não enriquecedora. Jesus não morreu na cruz para termos bens, confortos materiais, mas o conforto espiritual e a graça da salvação. 

Esse negócio inventado pelos protestantes de determinar curas e bençãos é antibíblico. Deus não dá nada daquilo que não precisamos. Os bens materiais, a prosperidade chega com a ajuda de Deus mediante nossos esforços e não milagrosamente. Deus nos concede força, saúde, disposição para que o fruto do nosso trabalho seja abundante.    

Os falsos pastores utilizam uma técnica de convencimento, as propagandas de cura e libertação, do convencimento através de testemunhos falsos, de curas falsas, milagres e prosperidades mediante a promessa de ser fiel na paga do dízimo e ofertas. Eles põem na boca de Deus aquilo que Deus não  disse. E quando o fiel não é atendido vem a decepção. As pessoas perguntam: "Porque Deus não me atendeu?" - A resposta é simples, porque Deus não compactua com isso. Ele não é uma marionete que possamos manipular.  

Contratam atores para se passarem por doentes nos cultos e levantarem curados. Ou então gravam vídeos com atores para dizer que Deus lhes deu um bom emprego, uma boa casa, o carro do ano, um cargo importante porque foram fiéis e contribuíram. Mas, tudo não passa de algo totalmente arranjado, nada disso é verdade. Tudo bem bolado para tomar dinheiro dos fiéis enquanto os pastores colocam seus filhos nos melhores colégios, andam de carros importados, possui jatinhos, moram em áreas nobres da cidade. Os filhos dos fiéis estudam em escola pública. 

Muitos em nome de uma falsa promessa escutada nos cultos doam tudo que tem passando necessidade, não tem moradia própria, moram em locais insalubre. Outros até conseguem alguma coisa, não por milagre, mas, porque já possuía um bom trabalho, uma boa carreira. 

Mas, a grande maioria dessas pessoas que seguem essas seitas mal tem um fusca velho para andar. Mas, daí perguntamos: Onde está a promessa de Deus? Porque Deus não honra essas pessoas conforme os falsos pastores prometem? A resposta é: Deus não é um comerciante. Ele não faz barganha. O que ele exige de nós é a Fé, é a observância dos Mandamentos.

Quando isso não ocorre vem a frustração, porque acham que ou Deus não lhes foi fiel, ou a pessoa não está sendo fiel o suficiente e se tornam escravos desses falsos pastores que pedem mais e mais.

Recentemente a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, foi condenada a devolver a um fiel que sentindo-se enganado pediu na justiça a devolução das ofertas que deu, pois, a Justiça acatou e deu causa ganha ao fiel. E assim tantos outros processos de pessoas que acordaram pra vida e viram que estavam sendo ludibriadas. 

A teologia da prosperidade não vem de Deus porque ela vai contra tudo o que Jesus ensinou. Vamos aprender o que a Bíblia diz sobre isso:

Mateus 19, 16-24. – “Vai vende tudo que tem e dê aos pobres” [...] “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no céu”. De nada adianta você ter bens, ser rico se antes não tiver amor, não renunciar a si mesmo para seguir Jesus na totalidade – Mateus 16, 29 – Jesus não promete riquezas para quem segui-lo, mas oferece a recompensa da vida eterna. “Por isso, em verdade lhes digo que quando o Filho do homem estiver em sua glória, vós que me seguis estareis sentados em doze tronos para julgar as tribos de Israel” Mateus 16, 28. 

Zaqueu disse a Jesus: "Senhor eis que eu darei aos pobres metade dos meus bens e, se por ventura tenha defraudado alguém lhes restituirei quatro vezes mais". (Lucas 19, 8)  

Marcos 6, 7-13. – Jesus envia os apóstolos e recomenda-lhes: “Não leveis mais que o necessário”, ou seja, que vivam com modéstia anunciem o Reino de Deus, curem os doentes, expulsem os demônios" [...] Hoje, Jesus não pede para andarem de carro do ano, nem de terno e gravata, nem que peçam altos salários em suas pregações. Jesus pede desapego. 

Em outra passagem o evangelista vai dizer que Jesus pede que aos que os acolherem, ao ficar ali transmitam a paz e comam o que derem. Os falsos pastores ostentam belos ternos, carros do ano, são muitas vezes intolerantes com aqueles que não pagam os dízimos e as ofertas para que eles vivam uma vida de luxo. Jesus manda fazer o contrário. Envia-os sem bens, sem riquezas porque a preocupação do pregador é com a salvação das almas e os bens, a riqueza, muitas vezes acomoda e faz desvirtuar o sentido do evangelho. 

Mateus 10, 8. “De graça recebeis, de graça deveis dar”. Aqueles que são chamados a fazer o bem não devem cobrar por aquilo que fazem porque não é a pessoa que faze sim o próprio Deus. Jesus manda curar os enfermos, ressuscitar os mortos, expulsar os demônios, mas, tudo isso é dom de Deus e não é mérito humano. Essa graça especial que é dada aos escolhidos não deve ser trocada por favores, por dinheiro ou por ofertas como exigem os falsos pastores.

 Continua, Mateus 10, 9. Jesus diz que aquele que for enviado não deve senão contentar-se com o que tem e com o que lhes dão e não exigir mais que o necessário. “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro” [...] nem mochila, nem bastão, nem calçados, nem duas túnicas" [...] ou seja, não ostentem, não busquem senão fazer o bem sem a necessidade de riquezas.

 Os falsos pastores, no entanto, exigem altos cachês para fazerem pregações e shows. Nas pregações falam mais do diabo que de Deus, além de exigirem de seus fiéis, quando não se tem o que doar até bens futuros com a herança como bem vemos um vídeo que circula nas redes sociais de um certo pastor pedindo que seus fiéis deixem as suas heranças para a igreja. 

Também um vídeo em que uma certa denominação foi denunciada por colocar advogados para forçar idosos a passarem em vida seus bens para o nome da igreja. Esses falsos pastores fazem uma lavagem cerebral nos seus fiéis prometendo coisas, bens e prosperidade em nome de Jesus, que não está de acordo com a moral cristã e nem é o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Mateus 6:19-21 – “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam”.

Jesus após fazer o ensinamento sobre as boas obras, depois de ensinar a rezar o “Pai-Nosso”, nos ensina que a única riqueza que devemos ter é a fé. Ajuntar tesouros no céu e não neste mundo. Aqueles que barganham com Deus alguma coisa perde a vida eterna. Quem se vangloria pelas boas obras que faz, perde a vida eterna. Mateus 1, 2-3. Porque o bem, a graça, o milagre se Deus concede não é obra nossa para que nos vangloriarmos, mas, é obra de Deus. Na Oração do Pai-Nosso, Jesus ensina que devemos pedir: 

  1. Pai nosso que estais no céu. Por Jesus temos acesso ao Pai. É Deus que sai do templo e vem até nós por Jesus. Por isso, ele quer que o chamemos de Pai. 
  2. Que santifiquemos o seu Nome. Porque somente Ele é o justo, o Santo, o nosso Deus.
  3. Que concretize em nós o seu Reino. O reino de Deus deve-se fazer em cada um de nós. O reino material nós não precisamos dele. 
  4. Que seja feita a sua vontade, tanto na terra como no céu e não a nossa vontade. Não podemos obrigar a Deus a fazer aquilo que não for de sua vontade.
  5. Que tenhamos apenas o pão de cada dia, ou seja, o necessário para vivermos um dia de cada vez, sem necessidade. Por isso se diz o 'Pão nosso de cada dia nos dai hoje'. O dia de amanhã pertence a Deus.
  6. Que Ele nos perdoe, mas, antes é necessário perdoar as ofensas (as dívidas) também daqueles que nos tem ofendido.
  7. Que não nos deixe envolver pela tentação que o diabo com as coisas deste mundo nos oferece.
  8. E que assim nos livre de todo mal. 
Se você pensa em barganhar com Deus, se busca a prosperidade, não busque nas falsas promessas desses falsos pastores, busque nesta Oração que Jesus nos ensinou. Ela é a cartilha de Deus para tudo que precisamos.

Guardem bem isso: Não é preciso que alguém devolva nada pra Deus em troca de uma graça. Jesus nos concede tudo de graça, pois, é por sua chagas que somos curados – Isaías 53, 5 – não caia na lábia dos falsos pastores que exigem dinheiro, bens em troca de bençãos, pois, o maior bem que Deus pôde nos dar foi Jesus Cristo que por amor a nós se entregou na cruz para nos salvar.

Jesus não precisa de dinheiro para nos curar. Ele exige apenas uma coisa, a Fé. Todas as vezes que Jesus curava dizia: “Vai, a tua fé te salvou!”, ou ainda, quando disse ao centurião: “Não encontrei em nenhum dos filhos de Israel alguém com tamanha fé quanto este homem” [...] Vá seja feito conforme a tua fé!” Mateus 8, 10.13

E ainda quando Jesus curou a filha da mulher Cananéia que sofria atormentada por um demônio: “Ó mulher, grande é tua fé! Seja feito como desejas. E na mesma hora a sua filha ficou curada”. Aquela mulher reconhecia e acreditava que somente Jesus podia curar sua filha. Tinha fé. Mateus 15, 28.

Jesus não pede nada, não exige nada de nós senão a fé. No entanto os falsos pastores, usam de diversos engodos dizendo que para Jesus curar, para dar prosperidade é necessário ser fiel e contribuir. Porém, Jesus não promete riquezas. Não promete prosperidade, mas diz que quem quiser segui-lo deve abraçar, tomar sua cruz, renunciar a si mesmo. Ou seja, Jesus está dizendo que o cristão deve passar pelo calvário como ele passou.

Em Mateus 8, 34, está escrito: - “Aquele que quiser me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!”

Mateus 8, 18-21. Quem quiser seguir a Jesus deverá ser abnegado, desprezar as riquezas, não ter apego a sim mesmo, nem as coisas deste mundo senão ao próprio Cristo.

E por fim, na Igreja que se iniciava, já estava claro o espírito de partilha. Conforme Jesus outrora ensinou “Vai vende o que tens e dê aos pobres!” ; a Igreja não cobrava dízimos, mas, vivia da caridade, onde quem tinha mais repartia com os pobres de modo que ninguém passasse necessidade, eram unidos de coração e não pelo dinheiro, tinham tudo em comum, viviam em oração. Atos 2, 42-47.

Para que servia as coletas de Paulo?

 Na Bíblia, o apóstolo Paulo realizou uma coleta entre as comunidades cristãs que fundou para ajudar os pobres da Igreja-mãe em Jerusalém. A coleta foi um grande empenho de Paulo e envolveu outros companheiros de missão.

A coleta para o povo de Deus é mencionada na Bíblia em 1ª Coríntios 16, 1-3, onde Paulo ordena às igrejas da Galácia que façam o mesmo. Paulo pede que cada um separe uma quantia no primeiro dia da semana, (isto é, no domingo), de acordo com a sua renda, para que não seja preciso fazer coletas quando ele chegar.

A pergunta é: Você já viu algum pastor dizer que as coletas de sua igreja servirão apenas para a caridade ou para ajudar alguma comunidade que esteja precisando? Ou destino dos dízimos e das ofertas, os milhões que eles arrecadam servem para viverem uma vida de luxo, com carros do ano, helicópteros e jatinhos, férias em lugares paradisíacos? ...

A teologia da prosperidade é manca. Ela ajuda apenas um lado, o lado do pastor, do falso pregador, do falso discípulo. Porque enquanto ela enriquece a uns poucos, as igrejas estão cheias de pobres, de necessitados, de doentes. Esses falsos pastores são falsos milagreiros.

Não se enganem! E lembrem-se que as igrejas estão cheias, mas, de corações vazios.

A Graça de Deus não deve ser objeto de barganha. Jesus não veio para senão salvar as almas. A salvação não se compra, nem se vende. Milagres acontecem, mas não se vende, nem se compra. O que Jesus pede é um coração sincero, contrito e humilde. Obediência às suas leis. Fé é a única coisa que Jesus pede. Aquele que tem fé tem tudo e tudo consegue.

Jesus pede oração, que sejamos pessoas e oração. Jesus atende em Oração. Ele disse: "Pedi e recebereis, procurais e achareis, batei e ser-lhe-á aberta!" (João 16, 23-28). Os milagres acontecem não por dar mais ou menos, mas por méritos de Cristo. É de graça e por Graça que Deus nos concede a saúde do corpo e da alma.

Se formos unidos a Ele a obra se fará. Não é preciso recorrer à promessa e barganha. Deus nos ama e porque nos ama se pedirmos com fé ele nos dará.

Não caiam na lábia de falsos pastores, eles nada podem fazer, ainda que prometam o mundo inteiro. Jesus não é um comerciante, se ele nos atende é por sua Graça e nós nada merecemos. Mas, a maior graça que todos devem pedir é a Salvação.   

O Senhor Jesus foi contra os vendilhões do templo que usavam a casa de Deus para ganhar dinheiro; foi contra a atitude daqueles fariseus hipócritas que usavam a Lei de Moisés com artifícios para oprimir o povo. 

Ele nos ensinou que antes de mais nada é preciso buscar o reino de Deus e a sua justiça: "Busquem primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais lhe será acrescentado!" Mateus 6, 33

"Está escrito, 'Minha casa é uma casa de oração, mas, vós a tornastes um covil de ladrões". (Marcos 11, 17)     

E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará." 

Atos 2030. "E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si."

Tomemos cuidado para não sermos enganados pelos falsos pastores. Eles se vestem em peles de ovelhas, mas, são lobos vorazes. 

Quando você ver um pastor dizer que se deve ser fiel na paga do dízimo e das ofertas. Quando você ver alguém ser menosprezado pela igreja porque não está pagando o dízimo. Esses falsos líderes não agem com a caridade que Cristo ensinou. São pessoas desumanas e gananciosas. Não falam em nome de Deus.

Tem pastores que vão na casa do fiel cobra a paga do dízimo. Tem pastores que afasta o fiel por não estar em dia com a paga do dízimo. Veja bem! Essas pessoas não estão agindo de acordo com o evangelho. Não são verdadeiros cristãos. Porque Jesus não deixou nada escrito, nem falou nada a respeito. 

Esse "lobos em pele de ovelhas" agem segundo o diabo e não tem compromisso com o verdadeiro evangelho que é antes de tudo, o amor ao próximo conforme ensina Nosso Senhor e reafirma São Paulo. 

A caridade é o bem maior. Tomem muito cuidado com essa gente, pois, o que eles pregam e ensinam não vem de Cristo. E todo aquele que prega um evangelho que é diferente daquilo que o Apóstolos ensinaram e que vem do Senhor Jesus não merece crédito porque essa pessoa, segundo São Paulo está excomungada.

Esses pastores que ameaçam maldição a quem não for fiel aos dízimos e nas ofertas, que põem medo nas pessoas, esses que pregam e prometem prosperidade e milagres com dia e hora marcada em nome de Jesus (esse Jesus não é Jesus da Bíblia) são mentirosos e seus ensinamentos são falsos. Porque Jesus cura quando quer, onde quer e em todos lugares. 

Guarde bem isso: Deus cura mediante a fé por graça e de graça, não temos que pagar nada a não ser fazer a obra de Deus. A Salvação é pela graça mediante as boas obras. 

Deus não cobra pela salvação, ele já pagou o preço por nós na Cruz. Jesus não tem  e dia hora marcada para fazer milagre. Isso é invenção da teologia da prosperidade. Se ele o faz a obra, faz por sua vontade e não pela nossa vontade. Basta pedir com fé, (Deus conhece nossos corações), (Cf. Mateus 7, 7-14 - Cf. Mateus 21, 22) - Deus é nosso Pai. "Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos seus filhos, quem dirá o Pai celestial dará coisas boas a quem lhe pedirem?"  - E no Pai Nosso rezamos: "Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!" - Cf. Mateus 6, 10. 

Como podemos orar dizendo a Deus "seja feita a vossa vontade" e depois vamos afrontar a Deus rezando a Oração do Pai Nosso, fazendo aquilo que o pastor diz? Porque o pastor pediu para dizer:  "Eu quero!" ; "Eu determino tal coisa, tal cura." - Parece aquela criança mimada que quer tudo na mesma hora. 

Ou ainda, eu pago o dízimo para Deus honrar suas promessas e dar aquilo que necessito". Quando as pessoas dizem isso instigadas pelos falsos pastores estão afrontando a Deus e é um testemunho anticristão e antibíblico.

Portanto, é necessário passear pelos Evangelhos e perceber nos ensinamentos apostólicos para não cairmos na lábia desses mercenários do evangelho. Aprenda com Jesus que nasceu pobre, não tinha onde reclinar a cabeça, (Lucas 9, 58 - Mateus 8, 19-20), morreu nu pregado do madeiro (Mateus 27, 28-31) - não será diferente ao cristão enfrentar tudo isso pois ele mesmo disse: "Sereis perseguidos, levados aos tribunais e mortos (Mateus 24, 9.13) Mas, o que perseverar até o fim será salvo!" Jesus não promete prosperidade, ele disse que para segui-lo, deve-se antes tomar a sua cruz. (Lucas 9, 23-26) - Portanto, tomem cuidado  com essa gente que não prega o verdadeiro evangelho. 

Sabemos que tudo que Deus opera em nós não é por merecimento, mas, é pela graça. Mas, a graça de Deus exige de nós o compromisso de sermos leis a Ele à sua palavra. "A graça não vem de graça" Isto mesmo! Deus exige de nós que para sermos merecedores cumpramos os mandamentos. A melhor forma, na qual Nosso Senhor exige é o amor.

Já no leito, prestes a morrer, um repórter perguntou às Madre Teresa de Calcutá:

"- Madre, qual a sua religião?"

Ela respondeu: "Minha religião é o amor."

Perguntou o repórter: "-Qual é o Deus da sua religião?"

Ela respondeu: "- O Deus da minha religião é o próximo".  

Sim, meus irmãos. Jesus disse que devemos amar o próximo. Não importa se o próximo é nosso amigo ou inimigo. Isso nos mostra que a prosperidade do reino de Deus não está em conseguir coisas materiais, mas no amor. Onde está o próximo, aí está Jesus. O segredo da santidade está no amor. Esse é o maior mandamento deixado pelo Senhor Jesus. "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado!". 

Quantas vezes nós escutamos ou lemos esta passagem na Sagrada Escritura e não compreendemos. Amar como Jesus amou. O amor de Deus é entrega, é perdão é doação. Muitas vezes nós trocamos esse amor pelas coisas materiais, pelas falsas promessas. 

O evangelho reverso pregado pelos falsos pastores nos dão a entender que Deus é apenas um atendente, um empregado a nosso dispor. Mas, o Evangelho puro das Escrituras ensina-nos um Deus que pode sim, dar aquilo que precisamos desde que possamos pedir o necessário, pois, cabe a nós buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, (Mateus 6, 33), em segundo lugar a sua justiça e as demais coisas virão por acréscimo. Assim Jesus nos ensina a pedir na oração do 'Pai Nosso', e o que precisamos? O pão nosso de cada dia e o seu reino. O pão Jesus nos dá todo dia, o pão da Palavra e da Eucaristia. O reino nós devemos buscá-lo construir já aqui na terra. O reino de Deus virá se cada um fizer a sua parte sem se preocupar com aquilo que o mundo oferece. 

Também não podemos tentar a Deus determinando nada porque Ele fará cumprir sua vontade no tempo certo. Lembre-se que Moisés ao tentar a Deus  o deserto não pôde entrar na terra prometida. (Hebreus 3, 8-11). 

Quando algum líder religioso seja padre ou pastor pedir para determinar a Deus  lembre-se dessa passagem pois querer determinar aquilo que é da vontade Deus é pecado, é tentar a Deus. "Não tentarás o Senhor teu Deus!" (Deuteronômio 6, 16).

E quando pedirdes algo dizei antes assim: "Senhor meu Deus e meu Pai, em nome de Jesus se for da tua vontade, se for para o bem do meu corpo e da minha alma, atendei a minha oração..." e peça ao Senhor a graça que necessita, mas, nunca force a Deus aquilo que não for de sua vontade. 

Deus nos ama, ele não pede nada em troca a não ser que sejamos fiéis a ele. Ou seja, que sejamos bons filhos. Que obedeçamos os Mandamentos. (João 14, 15-21:23-24).

Não é preciso dar dinheiro para a igreja, para o pastor, para o padre para receber um favor de Deus. Ele apenas pede que peçamos, (Mateus7,7-8). Não caia na lábia dos falsos pastores que ensinam que Deus só é fiel se formos fiéis a ele na paga de dízimos e ofertas. Não! Deus é fiel sempre. Ele sempre mantém sua aliança independente de qualquer situação. Também não faz distinção de pessoas seja por credo, raça, ou cor. 

Entenda que Deus não dá algo para nós se isso não servir para nossa santificação. Jesus disse: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier perder sua alma?" (Marcos 8, 36).          


 

         

sábado, 8 de fevereiro de 2025

JUSTIÇA REJEITA PARTE DA AÇÃO MOVIDA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA A FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II E CANÇÃO NOVA. ENTENDA O CASO.

 

 

A ação movida pelo Ministério Público contra a Instituição, Fundação João Paulo II, mantenedora da Canção Nova teve uma reviravolta por parte da Justiça.

O Meritíssimo Juiz Gabriel Araújo Gozalez, negou nesta terça feira dia 04 de fevereiro de 2025, o pedido do Ministério Público para que houvesse intervenção na Instituição, inclusive, na ação pedia o afastamento dos cinco membros e seu presidente, Padre Wagner.

Entenda o caso:

A Fundação João Paulo II é uma instituição que possui diversos serviços, também uma faculdade e realiza serviços filantrópicos como: o resgate de jovens em situação de vulnerabilidade e movimenta milhões por ano com a utilização de recursos e doações de fiéis para fins destinados à evangelização e mantém a TV Canção Nova. Embora sejam instituições distintas, isto é com CNPJ diferentes elas mantém um elo entre si por serem instituições da Igreja Católica e promoverem a evangelização.   

O que está por trás deste processo é a guerra de poder de um grupo ligado à Fundação. Após a morte do Monsenhor Jonas Abib as coisas começaram a aparecer. Porque uma ação do Ministério Público surge neste momento de transição? 

Cabe lembrar que o Ministério Público vinha ao longo dos anos aprovando as movimentações financeiras pelas prestações de contas sem nenhum questionamento.

Ou seja, a prestação de contas anteriores, todas foram aprovadas pelo Ministério Público. Não havia questionamentos a respeito sobre desvio de recursos. Com a morte do fundador houve quem quisesse se beneficiar disso. 

É no mínimo muito estranho que o Ministério Público tenha pedido o afastamento do Conselho Deliberativo, mas, não pediu o afastamento do seu diretor executivo que é o senhor Florindo. Ele é quem assina os contratos financeiros. Se o problema fosse o desvio de dinheiro porque o Ministério Público não o incluiu no processo, sendo ele o principal responsável pelos contratos e inovações?

Outra acusação é que a fundação teria acobertado um caso de assédio moral. Segundo a defesa da Fundação essa acusação foi feita sem provas concretas. O processo disciplinar contra os quatro membros, feito pelo comitê de coplize não garantiu o direito de defesa dos acusados. O Conselho deliberativo optou pela suspensão para que eles pudessem se fender.

O comitê de coplize foi feito por funcionários subordinados ao diretor executivo, o sr. Florindo, que não tem autonomia para tomar decisões imparciais. E o inquérito do Ministério Público não ouviu as todas as testemunhas, inclusive a vice-diretora executiva. Segundo a Defesa essa acusação foi usada como um pretexto para justificar a intervenção na Fundação.

Qual era a intenção? Colocar a família Flor no controle da fundação e a Defesa afirma que o objetivo era entregar o controle da Fundação João Paulo II à família Flor. Dona Petúnia, ganharia uma cadeira vitalícia na Fundação garantindo a ela a escolha de seus sucessores. Isso significa que com ela no cargo poderia indicar seu esposo senhor Florisbelo para diretor, ele é o atual vice-presidente do Conselho Deliberativo, ou seu filho, sr. Florindo (Flor). Isso iria criar um nepotismo na instituição garantindo à família Flor o controle absoluto da Fundação João Paulo II, contrário ao desejo do fundador e sem nenhum membro religioso.

O mais curioso é que Dona Petúnia não quis essa cadeira vitalícia. E o mais estranho é que o Ministério Público não pediu o afastamento do senhor Florindo. Segundo a Defesa o Ministério está sendo seletivo, agindo com parcialidade nas acusações em favorecimento de um grupo específico.  

A promotora de Justiça Marcela Agostinho Gomes Ilha defendeu que a Fundação João Paulo II tem atuado com "nítido desvio de finalidade, segundo ela a entidade agia a favor dos interesses da Comunidade Canção Nova".

Inclusive, na ação, o Ministério Público pediu medidas drásticas contra a Fundação João Paulo II com tutela provisória, ou seja, pedindo uma decisão desde já ao Juiz sem esperar o prazo legal. Incluindo o afastamento imediato dos sete membros do Conselho Deliberativo com alegação que eles estavam beneficiando a Canção Nova indevidamente, intervenção judicial na Fundação, com o interventor assumindo o seu controle total, mudanças no estatuto para limitar a presença de membros indicados pela Canção Nova proibindo a sua recondução e alteração nas regras de votação.

É neste ponto que vão se falar da laicização da Canção Nova. E ainda pedia fiscalização rigorosa no Ministério Público com levantamento detalhado de todos os bens da Fundação tais como: Móveis, imóveis, além de novas regras para locação e cessão do patrimônio. Também a análise dos hoyalties pagos à Canção Nova alegando que os valores estão acima do mercado.

Está mais do que claro que a intenção do Ministério Público era redução da influência da Canção Nova na Fundação.        

Segundo a promotoria ‘há uma série de atos que direcionam os esforços da Fundação João Paulo II à Comunidade Canção Nova, em renúncia de receitas pela Fundação João Paulo II", o que colocaria em risco o futuro da entidade filantrópica e sem fins lucrativos.

A Justiça avaliou não haver elementos suficientes para o afastamento dos membros do conselho deliberativo. E decidiu por rejeitar a maior parte desses elementos considerando que não há até o momento provas suficientes para afastar o conselho ou decretar uma intervenção. Portanto, até o momento a Fundação continua do jeito que está.  

"Não se trata de uma fundação privada que, a partir de manobras estatutárias ou fatos não previstos, viu-se sob a influência de outra instituição. Na realidade, o caso é de uma fundação pensada para uma atuação separada, mas em estreita ligação com a Comunidade (ambas tidas como instrumentos para a evangelização e atuação social), inclusive com apoio financeiro, estrutural e de mão de obra", diz o documento.”

"No presente momento, não há elementos para se concluir que, durante a gestão do atual Conselho Deliberativo, a relação financeira entre a Fundação João Paulo II e a Comunidade Canção Nova se tornou mais nociva à fundação, de maneira a colocar em risco o alcance das suas finalidades".

O Juiz diz que há uma disputa pelo poder nas instituições após a morte do Monsenhor Jonas Abib fundador da Fundação João Paulo II e da Canção Nova.

No documento o Juiz argumenta “aparentemente, Fundação João Paulo II vivencia a instabilidade e os conflitos comuns às organizações no período de transição após a morte de uma liderança incontestável e carismática até a consolidação da atuação e da divisão dos poderes dos seus sucessores".

O que se pode observar na peça do processo é que há discrepâncias no depoimento das testemunhas. Enquanto a maioria das testemunhas afirmaram que a Fundação João Paulo II e a Canção Nova são instituições separadas e não há interferência e não existe confusão, o diretor executivo da Fundação foi a única pessoa que insistiu na tese contrária e sugeriu que existe uma relação confusa entre as duas instituições. Mas, a pergunta é: porque o diretor executivo mantém esta postura diferente das demais testemunhas?

O próprio Juiz destacou que as provas apresentadas não sustentam, pelo menos no início. Ou seja, a posição do diretor executivo não foi o suficiente para convencer o Juiz.

Por ora não haverá intervenção judicial, não haverá afastamento do conselho deliberativo, não haverá mudanças no Estatuto da Fundação. O caso não acabou e uma audiência de conciliação está marcada para o dia 25 de março.     

 

FOI CONSTANTINO QUE FUNDOU A IGREJA CATÓLICA? Parte 2

       "E eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu...