sábado, 1 de fevereiro de 2025

MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO MOVE AÇÃO CONTRA A FUNDAÇÃO JOÃO PAULO II E COMUNIDADE CANÇÃO NOVA

 



O assunto mais comentado ultimamente é a ação movida contra a Canção Nova pelo Ministério Público da Comarca de Cachoeira Paulista - São Paulo.


COMUNICADO DO PADRE WAGNER

Queridos irmãos e irmãs, hoje trazemos a vocês uma situação grave que ameaça diretamente a nossa missão de evangelização e o legado do Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova e instituidor da Fundação João Paulo II (FJPII).

Uma ação foi ajuizada pelo Ministério Público que busca laicizar a Fundação João Paulo II, criada pelo Monsenhor Jonas e que é confessional em sua essência. Essa iniciativa da promotora tem como objetivo final interferir na gestão da Fundação João Paulo II (que sempre foi feita pela Comunidade Canção Nova), excluindo assim os membros Consagrados da condução desse projeto de evangelização que há décadas leva a palavra de Deus a milhões de corações.

Agora, imaginem vocês, que são fiéis e têm contribuído financeiramente e com orações há tantos anos para este projeto de evangelização da Canção Nova: Imaginem esse espaço de fé e espiritualidade sendo retirado da gestão direta da Canção Nova? Isso seria uma afronta à missão confiada a nós por Deus e sonhada pelo Monsenhor Jonas Abib.

A Fundação João Paulo II não pode se prestar como deseja o Ministério Público a ser uma promotora de políticas públicas pura e simplesmente e sim ser o braço que sempre serviu como meio de Evangelização.

Nós não vamos permitir que isso aconteça. Vamos tomar todas as medidas legais cabíveis para defender a Fundação João Paulo II, a Canção Nova e a missão de evangelização confiada à nossa Comunidade.

Contamos com as suas orações e apoio neste momento desafiador. Unidos pela fé, pela verdade e pelo legado de Monsenhor Jonas, seguiremos firmes. Não deixaremos que o propósito de evangelizar, de “formar homens novos para o mundo novo” seja comprometido por uma decisão que contradiz a história e ação destas duas instituições. Juntos, venceremos mais esta batalha!”

Em ação civil pública, o Ministério Público de São Paulo acusa a Fundação São João Paulo II, (FJP II), de repassar recursos financeiros de forma irregular à Comunidade Canção Nova. Na petição inicial, o órgão requer que membros do conselho deliberativo da Fundação João Paulo II, que pertencem à Canção Nova, sejam afastados.

O que deseja o Ministério Público?

Segundo a promotora de Justiça Marcela Agostinho Gomes Ilha, a Fundação João Paulo II tem atuado com o “nítido desvio de finalidade, denotando o controle da entidade a favor dos interesses da Comunidade Canção Nova”.

No vídeo divulgado por Wagner, sobretudo, o MP-SP estaria tendo uma “compreensão não adequada” da Fundação

A Fundação João Paulo II foi fundada pelo Monsenhor Jonas Habib para sustentar a obra Canção Nova.

Nas redes sociais afirmam que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) está buscando laicizar e encerrar o caráter religioso da rede católica Canção Nova. Para algumas pessoas, isso significa uma perseguição do estado contra a liberdade religiosa porque ambas instituições estão interligadas. Essa é mais uma tentativa de sufocar a maior obra de comunicação católica do país desviando-a de sua finalidade que é levar a todos através da mídia Rádio e TV seu conteúdo religioso e as demais obras que ela desenvolve.

Nesse sentido o Ministério Público viola a Constituição Federal porque interfere diretamente nos assuntos religiosos cuja, a Igreja é separada do Estado.

Embora o Ministério Público negue, há uma tentativa clara de laicizar a Canção Nova.

Diversas pessoas até de outras denominações cristãs e políticos se manifestaram contra a ação do Ministério Público contra Canção Nova.

“Lembrando que quando o Presidente Jair Messias Bolsonaro foi candidato e venceu as eleições em 2018, ele foi recebido pelo fundador Monsenhor Jonas Abib e teve total apoio. Agora, coincidentemente a TV Canção Nova está sendo perseguida. Na Nicarágua começou assim!”

“Todos estão sabendo que o Ministério Público ajuizou uma ação para obrigar a TV Canção Nova a se tornar uma TV laica. Uma TV fundada por padre católico com o objetivo de evangelizar, com conteúdo 100% Católico será obrigada a retirar este conteúdo e colocar no lugar conteúdo não religiosos”.

A iniciativa tenta desvincular a entidade da missão religiosa para a qual foi criada, o que gerou forte reação de líderes religiosos e políticos. O senador Magno Malta (PL-ES) se posicionou contra a medida e anunciou providências para combater o que classificou como perseguição religiosa e ideológica. Diante desse cenário, Magno Malta repudiou a ação do MP-SP e anunciou medidas concretas para contestá-la.

 O senador destacou o impacto social do trabalho realizado pela Canção Nova, incluindo a recuperação de jovens em situação de vulnerabilidade, e questionou a intenção do Ministério Público ao tentar intervir na administração da instituição.

“Vocês são pregadores? Conhecem a Bíblia? Estão sensíveis ao sofrimento das pessoas? Estão dispostos a enxugar lágrimas e resgatar jovens das drogas? Pelo contrário, não têm qualquer envolvimento com essa realidade. O que querem é calar aqueles que falam ao povo e pregam a fé cristã” – criticou.

Magno Malta também alertou para o risco de essa ofensiva se estender a outras instituições religiosas.

“Hoje é a Canção Nova. Amanhã, será qualquer um que fale ao povo, qualquer cristão, qualquer meio de comunicação de matriz judaico-cristã. Precisamos nos levantar contra isso”.

Trata-se, portanto, de uma perseguição àquela que é uma das maiores instituições de mídia religiosa da Igreja Católica no Brasil.

Em nota o Ministério Público nega e em nota publicada no dia 27 de janeiro de 2025, segundo a nota, disse que o objetivo da ação é assegurar a autonomia da Instituição, dotando-a de melhores práticas de governança para que ela continue a desempenhar as suas funções previstas no estatuto.

O estatuto da Instituição estabelece em suas atribuições desenvolver serviços de radiodifusão com a implantação de Rádio e Televisão e outros serviços de telecomunicações, promover manter e apoiar projetos educacionais, culturais e sociais.

O Ministério Público afirma que não existe intenção de prejudicar a Instituição, mas, garantir que ela trabalhe de forma independente com melhores práticas de governança.

O padre Wagner Ferreira, presidente da Fundação João Paulo II e Canção Nova se manifestou no último dia 24, em um vídeo postado nas redes sociais recordou que a Instituição fundada pelo Monsenhor Jonas Habib é essencialmente confessional. Que o Ministério Público alega ingerência e assim requer que seus dirigentes sejam leigos, isto é, que não sejam sacerdotes ou religiosos consagrados sem qualquer relação com a Canção Nova.

“Olhando para a história da Igreja, sabemos que muitas obras passam tribulações quando o fundador vem a falecer, é um desafio que estamos a viver, disse o sacerdote. Por fim, ele pede orações de todos.

Nota-se aqui uma perseguição contra a Canção Nova e a Fundação João Paulo II. Querem transformar a TV Canção Nova em uma TV laica com conteúdos laicos e esse não é o objetivo da Canção Nova. Desvincular a Fundação João Paulo II da Canção Nova é uma maneira de enfraquecer a Emissora tirando-lhe a base que lhe sustenta.

“São duas instituições distintas, mas que fazem parte de uma única obra: a obra Canção Nova. O padre Jonas, em vida, presidiu as duas instituições. E, portanto, era entendimento comum da Canção Nova de que o presidente da comunidade Canção Nova fosse também presidente da Fundação João Paulo II. E assim trabalhamos durante esses anos sem qualquer dificuldade, sem qualquer conflito. Trabalhamos muito bem”.

A intervenção do Ministério Público é inconstitucional porque o Estado não pode intervir em assuntos religiosos. Mas, num País onde a justiça passa em cima da Carta Magna da constituição tudo é possível.    

A liberdade de organização religiosa é decorrência do Estado laico, o qual este não poderá interferir em assuntos internos das igrejas. Todavia as organizações religiosas, ao se constituírem, não poderão estabelecer doutrinas e práticas litúrgicas que afrontem o direito à vida e aos valores da dignidade humana, ou, quando afrontarem normas de segurança do local, de praxe, em que se cultua, caso assim façam, sofrerão interferência do poder público. De outro lado, quando há colisão de direitos fundamentais de membro que se insurge contra a doutrina eclesiástica e suas sanções e a liberdade de auto-organização, certamente, esta última deve prevalecer, pois a Constituição Federal assim garantiu que doutrina e suas liturgias são matérias intern corporis, cabendo à Igreja resolver conflitos entre seus membros.

Nota do Ministério Público de São Paulo

O MPSP esclarece que a ação civil pública ajuizada pela promotora de Justiça Marcela Agostinho Gomes Ilha no tocante à Fundação João Paulo II tem como objetivo precípuo assegurar a autonomia da instituição, dotando-a das melhores práticas de governança para que continue cumprindo as tarefas previstas em seu estatuto, tais como desenvolver serviços de radiodifusão (inciso I, artigo 6º) com implantação de Sistema de Rádio e Televisão e outros serviços de telecomunicações (Artigo 7º); promover, manter e apoiar atividades educacionais, sociais e culturais (incisos III, VI, VII, artigo 6º); prover assistência social a pessoas carentes (incisos VIII, X e XI, artigo 6º); e implementar atividades de saúde pública e assistência médica (IX, artigo 6º).

Portanto, as versões difundidas nas redes sociais sobre uma suposta investida da dedicada promotora de Justiça autora da ação pela laicização da entidade, prejudicando assim a Canção Nova, não têm a mínima procedência.

A Promotoria de Cachoeira Paulista reconhece a indissociável comunhão do povo paulista com a fé católica. Assim, é imperativo ressaltar que a ação em questão não aborda aspectos relacionados à fé ou ao exemplar trabalho benemérito realizado pela instituição religiosa em favor da população. O que se exige agora é tranquilidade para que a Justiça se manifeste no plano estritamente técnico.


domingo, 5 de janeiro de 2025

FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR, DEUS SE MANIFESTA ÀS NAÇÕES NA PESSOA DOS MAGOS

 


(Isaías 60,1-6
Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor.  Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

A palavra epifania (ou Teofania) vem do latim tardio epiphanīa, por sua vez do grego ἐπιϕάνεια, de ἐπιϕανής, "visível", derivado de ἐπιϕαίνομαι,que significa “aparecer” ou “manifestação”.

No dia 6 de janeiro a Igreja celebra a festa da Epifania do Senhor. Ou seja, o Filho de Deus que se manifesta aos homens na pessoa dos magos.

São Mateus descreve: “Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do Rei Herodes, eis que magos vieram do Oriente à Jerusalém e perguntaram: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo’. A esta notícia o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e perguntou deles onde haveria de nascer o Cristo. Disseram-lhe: “Em Belém, na Judeia porque assim escreveu o profeta: “E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo”. (Miquéias 5, 2).

Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou sobre a época exata que a estrela lhes tinha aparecido. E enviou-os à Belém dizendo: “Ide e informai-vos bem a respeito do menino e comunicai-me para que eu também vá adorá-lo. Tendo eles ouvido a palavra do rei partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente os foi precedendo até chegar ao lugar onde estava o menino e ali parou.

A aparição daquela estrela os encheu de uma profunda alegria. Entrando na casa acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando diante dele o adoraram. Depois, abriram seus tesouros e ofereceram-lhe como presentes: Ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não retornarem a Herodes, voltaram por outro caminho”. (Mateus2, 1-12)

É um costume antigo dizer que esses magos eram reis e que eram três. Por volta do ano 500 surgiram textos que se referem a 3 pessoas e seus nomes: Melquior, Baltazar e Gaspar.

Mas, a Bíblia não faz menção que eram 3 e que eram reis e nem aos seus nomes. Isso é uma tradição posterior que aparece em um apócrifo do século VI.

Melquior: Significa "meu rei é luz"

Gaspar: Significa "aquele que vai inspecionar"

Baltazar: Significa "deus manifesta o rei"

Também podemos considerar a possibilidade de descrever o número três como referência às três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Deus que se revela às nações na figura dos Magos.   

De onde eram os Magos?

Mateus diz que eles eram do Oriente. O texto parece indicar que Mateus desconhecia as regiões além da Judeia que fazem parte do Oriente ou ainda que tenha se esquecido que a Palestina estava no Oriente. Na verdade, aqueles homens vieram de regiões do Oriente não muito distantes.

Alguns estudiosos acreditam que os magos eram sacerdotes do zoroastrismo, uma religião persa. Outros estudiosos acreditam que os magos vinham de regiões que hoje correspondem à Espanha, Etiópia e Arábia Saudita.

[São Beda – O venerável, monge beneditino que viveu entre 673 a 735, escreveu sobre os Magos do oriente, que vieram a Belém adorar o Menino Deus. Estes reis vieram de lugares diferentes e se encontram, buscando um mesmo sentido para o surgimento de uma luz diferente no céu. Melquior, cujo nome quer dizer “meu Rei é luz”, veio de Ur, na Caldeia; é ele quem oferece o ouro. Gaspar, cujo nome quer dizer “aquele que vai confirmar”, veio do mar Cáspio; é ele quem oferece o incenso. E, por fim, Baltazar, cujo nome quer dizer “Deus manifesta o Rei”, veio do Golfo Pérsico; é ele quem oferece a mirra.]

A Igreja adotou o nome deles, ainda que podemos considerar ‘fictícios’ para ilustrar a presença e o significado daqueles que em primeiro lugar representaram o mundo inteiro que deveria se curvar ao Rei dos reis, Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja deixa  livre a crença de três ou não. 

O importante é que o fato foi real e que através desses homens aconteceu aquilo que celebramos que é a Epifania, ou seja, primeiro Deus se revela aos humildes, aos pastores em Belém. Depois ele se revela às Nações na figura dos ilustres sábios.

É Deus que vem ao nosso encontro e se revela na pessoa do seu Filho.

E TENDO LHE ADORADO OFERECERAM-LHE OURO, INCENSO E MIRRA...

Nas oferendas dos Magos existe também um importante significado. Porque lhe ofereceram tais presentes?

Ouro – Porque Jesus é Rei. (Lucas 1, 33)

Incenso – Porque Jesus é verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. (Lucas 1, 32) Diante dEle todo Joelho se dobre. (Filipenses 2, 10-11) - Na religião judaica e na religião cristã o incenso é utilizado para honrar a Deus.

Mirra – Lembra o sofrimento. A mirra é erva amarga, uma especiaria caríssima naquela época. Tinha poderes medicinais. Ela simboliza o sofrimento no qual o Filho de Deus vai passar na sua missão de nos salvar os homens; Jesus que passaria pelo sofrimento e pela Cruz. (Lucas 9, 22; Lucas 24, 7).

Recordemos no livro do Êxodo, quando na Páscoa antiga, antes da libertação do povo de Deus, no Egito, Deus ordenou que os hebreus celebrassem a Páscoa e comessem pães sem fermento com ervas amargas. O amargo simbolizava a escravidão e o pão a libertação. O cordeiro a entrega de Deus por amor ao seu povo.

A mirra representa a missão de Cristo, a entrega do Cordeiro de Deus pela salvação do mundo.

Este é o significado da Epifania. Na pessoa dos Magos estão representados todos os povos, todos aqueles que tem em Jesus Cristo seu único Senhor e salvador.

É uma festa muito bonita, celebrada tanto na Igreja Católica do Oriente quanto na Igreja Católica do Ocidente.  

  

   

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

ANO NOVO E AS SUPERSTIÇÕES






O que é Superstição?

Superstição é crença ou noção sem base na razão ou no conhecimento, que leva a criar falsas obrigações, a temer coisas inócuas, a depositar confiança em coisas absurdas. Crença em presságios e sinais, originada por acontecimentos ou coincidências fortuitos. 

No assunto em questão,  superstição é dar poderes mágicos a um objeto, seja ele religioso ou não. Por exemplo: o uso da cruz ou medalha de um santo ou da Virgem Maria como amuleto, com a crença de que tais objetos podem afastar o mal, pode dar sorte, etc. É errado e é pecado. Tais objetos devem recordar e nos ligar à pessoa dos santos e da Virgem Maria, pois, nossa fé está em Cristo, em Deus que através da intercessão de quem pedimos poderá nos atender. 

Nós cristãos usamos a cruz não como amuleto, mas como sinal de nossa Salvação. (1 Coríntios 1, 22-31).
As medalhas, os ícones e imagens dos santos, de Jesus e de Nossa Senhora, não são amuletos, mas são sacramentais, ou seja, objetos sagrados. Estes são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual. Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida.

Os sacramentais não tem poderes mágicos. Eles nos ligam ao Deus quando Ele age por meio deste sacramentais, ou seja, por meio da matéria como a água benta, o óleo, o sal, etc. Mas, não podemos atribuir à matéria poderes que ela não tem. Isso é falsa crença ou superstição. 

Por outro lado, os objetos não cristãos, os amuletos tais como: figas, ferraduras, plantas como a 'espada-de-são Jorge', caveiras, patuás, pés-de-coelho, olho de Orus, olho que tudo vê, pirâmides, etc. Esses objetos não devem ser usados porque são símbolos não cristãos atribuídos ao paganismo e às falsas crenças. 

Aqui também se encaixa os símbolos da Nova Era, o esoterismo e o horóscopo e os livros de magia. Usar esses objetos é pecado seja a pessoa de fé católica ou de outra denominação porque ou símbolos não só representam mas, traz a ação do mal, do demônio e induz a pessoa à falsa crença.

A nossa confiança deve estar em Deus, em Jesus Cristo e não em amuletos. Esses objetos não tem poder algum enquanto matéria, mas, assim como Deus pode agir por meio da matéria, no caso pelos sacramentais, o diabo pode usar também a matéria para fazer o mal. 

Objetos seja fotos, slogans, objetos de decoração que são consagrados ao demônio em rituais estão por aí presentes nos pingentes, nos anéis, brincos e pulseiras, estampados nas roupas, nos sapatos, inclusive das grandes marcas. Frases satânicas, muitas vezes escritas em línguas estrangeiras que o cristão usa em suas roupas e nem percebe.  O cristão deve estar atento. 

Vou deixar as imagens de alguns, mas, são vários. Nós cristãos temos nossos símbolos, mas, mesmo sendo símbolos de nossa fé, não podemos dar a eles poderes mágicos. 

Os objetos sagrados, como já expliquei, servem para nos ligar ao sagrado, também nos remetem ao amor de Deus e não podem de forma alguma serem usados como objetos de adoração, enfeites ou como amuletos com a crença de que tais objetos tem poder próprio e pode atrair boa sorte. 

Se a pessoa cristã pensa assim é melhor que não os usem. Por exemplo, A cruz ou a imagem do Crucificado quando o tenho na parede de minha sala ou uso no pescoço, ele servirá como objeto de devoção, para me recordar que Jesus um dia deu sua vida para me salvar, mas, se eu uso o crucifixo com a intenção de que aquele objeto vai afastar o mal, no sentido supersticioso ou que vai afastar assombrações, os mau olhados, etc. Isso é pecado porque desvia o sentido teológico e cristão do objeto para dar a ele um significado ou poder que ele não tem. Aí é pecado e não é o que a Igreja ensina sobre o uso dos objetos sagrados.              





Superstição vem do latim superstitĭo, a superstição é uma crença que é contrária à razão e alheia à fé religiosa. O supersticioso crê que certos fenómenos têm uma explicação mágica ou mística.
Exemplos: “Por superstição, nunca passo debaixo de um escadote”, “O sujeito não se quer casar numa sexta-feira 13 porque crê que isso dá azar; ou ainda se quebrar um espelho terá 7 anos de azar, tudo isso superstição”, “A superstição só cria preocupações nas pessoas”. Aqui também se encaixa as tais 'correntes de oração' que não são aprovadas pela Igreja e também é uma superstição porque as pessoas que fazem esses tipos de correntes creem que se não as passarem para frente para outras pessoas fazerem terão azar ou sofrerá algum castigo. Isso também é superstição. 

A superstição tende a basear-se em tradições populares que se transmite de geração em geração. Isto significa que, no seio de uma comunidade, os ancestrais que acreditavam piamente que algumas ações, tais como usar um amuleto ou repetir determinadas palavras, trazem boa sorte ou afastavam as coisas negativas (o azar) transmitiram essas crenças aos seus descendentes.
A ciência considera que certas disciplinas são superstições, como a astrologia, o espiritismo ou o tarô. A superstição, porém, nem sempre faz parte de um corpo maior, uma vez que pode ser uma crença isolada.
Ao crer na superstição, a pessoa atribui uma relação causal entre os acontecimentos a uma força sobrenatural.

Um supersticioso pode crer que um gato preto atrai a má sorte e que, por esse motivo, se cruzar com um animal deste tipo na rua, preferirá recuar ou afastar-se. Nada prova, obviamente, que os gatos negros tenham a capacidade de influenciar o destino ou a sorte. Por outro lado, se o supersticioso vir um gato preto na rua e tropeçar, irá atribuir a sua queda à presença do felino, por mais que tenha tropeçado pelo facto de o passeio estar em más condições.

A pessoa supersticiosa é aquela que não tem confiança em si mesma. Está sempre desconfiada de que algo ou alguém lhe possa fazer mal. Adapta costumes estranhos e coloca regras e práticas de vida muitas vezes herdadas de seus antepassados como por exemplo: não deixar o chinelo virado porque pode morrer alguém, colocar uma vassoura de ponta cabeça atrás da porta com um garfo espetado afasta uma visita indesejada. Ou ainda acredita que cortar o cabelo em uma sexta-feira pode fazer mal.

Também existe aquelas superstições herdadas de religiões não cristãs. Essas coisas não podem fazer parte de nossa vida cristã. Porque a pessoa supersticiosa não confia em Deus ou se confia associa essa confiança às práticas supersticiosas. Nós cristãos devemos entender que Deus nos criou livres. Essas coisas não podem nos escravizar e a nossa Fé deve ser apenas em Deus sem nenhuma interferência. Nossa confiança deve estar em Deus. 
Devemos lembrar o que Deus disse ao seu povo em Deuteronômio: Não tenhais outros deuses além de mim. Não praticais a idolatria! 

Aquele povo contaminado pela cultura pagã do Egito deveria agora saber que Javé é o único Deus. Esse povo devia abandonar a idolatria e às práticas pagãs daquele dia em diante. 
Deus que nos revelou através de seu Filho Jesus  Cristo também nos chama a viver uma vida de acordo com sua Palavra.
Os verdadeiros filhos de Deus devem viver como filhos de Deus e não como os pagãos. 

Hoje em dia, muita gente associa crenças religiosas às superstições, daí haver católicos que evitam abrir guarda-chuvas dentro de casa porque, para além da sua fé cristã, consideram que essa ação trará desgraça.
Também nesse sentido vale ressaltar as superstições do Ano Novo, tais como vestir-se de branco no réveillon para trazer paz e boa sorte, oferendas à Iemanjá, etc.
Comer lentilhas trará fartura.
Engolir sementes de romã trará dinheiro.
Comer bagos de uva correspondente ao seu número da sorte trará dinheiro, etc.  

Superstição é pecado?

Sim, superstição é pecado. O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2110). O primeiro Mandamento proíbe honrar outros deuses, além do único Senhor que Se revelou ao seu povo: e proíbe a superstição e a irreligião. A superstição representa, de certo modo, um excesso perverso de religião; a irreligião é um vício oposto por defeito à virtude da religião. Tudo aquilo que nos opõe à prática do Evangelho é irreligião. 

Crer significa acreditar em algo que minha razão mesmo não observou, mas, que pela palavra de alguém fidedigno, eu acredito. Crer não significa dar razão a algo irracional, mas a algo que, embora minha razão não tenha alcançado por si mesma, é coerente com a razão.

A fé algo sobrenatural, é dom de Deus, capacita-nos a acreditar e viver as realidades sobrenaturais, que por serem espirituais, não deixam de ser reais. O cristão tem fé, porque “crê em Deus, em tudo o que Ele disse e nos revelou” (CIC 1814). Por isso, devemos pedir sempre a Nosso Senhor que aumente a nossa fé. 

Na superstição, ao contrário, a pessoa acredita, põe sua fé em objetos, gestos e rituais mágicos. Não é adesão a uma autoridade superior (Deus) e Sua revelação, mas a “crendices” surgidas no meio povo, como sair de casa com pé direito para ter sorte, nunca passar debaixo de uma escada, não ter espelho quebrado em casa, porque dá azar etc.; e geralmente, essas crendices como mal olhado, maus agouros, são  crenças supersticiosas expressam medos e inseguranças corriqueiras e vem do paganismo. Às vezes, tomam forma de ocultismo como na magia, adivinhação e feitiçaria, severamente  proibidos pela Sagrada Escritura (cf. 2Rs 21,6; Is 2,6), e de astrologia, prática também abominada por Deus (cf. Dt 4,19).

Uma forma grave de superstição é um certo fanatismo religioso; e nós, católicos, tantas vezes caímos nessa tentação.

Os sacramentos e sacramentais, por usarem de sinais sensíveis como gestos, objetos: água, óleo, imagens, medalhas, etc e ritos, são muitas vezes confundidos e explorados de forma supersticiosa, por exemplo, não se batiza uma criança porque ela é pagã, mas, porque os seus pais sendo cristãos, os mesmos desejam que os filhos recebam o batismo e se tornem filhos de Deus e membros da Igreja.    
  
O Catecismo, no parágrafo 2111, explica que atribuir eficácia sobrenatural aos materiais e sinais, independentemente da disposição do fiel, é superstição. Os filhos de Deus não precisam dessas coisas. 


Ou seja, se o fiel atribui um poder mágico a imagem ou a medalha, por exemplo, como se ela fosse fonte de graça e poder, independente de Deus e da fé da pessoa, isso configura uma superstição.

Acreditar que não usar veste branca durante a passagem do ano velho para o ano novo trará má sorte. Também é uma superstição comum.
O uso de vestes brancas no réveillon está ligado também ao espiritismo às religiões de matrizes africanas. Nesse dia as pessoas também aproveitam para fazer oferendas aos espíritos e entidades como Iemanjá.

Para nós cristãos é o contrário; o branco significa pureza, purificação; no batismo os catecúmenos recebem a veste branca; para simbolizar que nossa alma foi lavada, limpa do pecado original e Jesus nos deu uma nova vida. Usamos as cores  como simbolismo e não porque o uso delas em determinadas datas podem trazer boa ou má sorte. Quando pensamos da segunda maneira estamos sendo supersticiosos e isso é pecado.

Se acreditamos realmente em Deus e na pessoa de Jesus Cristo seu Filho, se acreditamos que é o Espírito Santo que nos guia não temos o direito de acreditar em superstições. Quando deixamos de confiar em Deus  para acreditar em superstições então estamos depositando nossa confiança em coisas falsas. Logo, não podemos dizer que somos pessoas de fé. Pois, o Senhor Jesus já nos advertia: "Se me amas, guardareis os meus mandamentos". (João 14, 15) 

           
Por que a superstição é tão ruim?

A superstição é ruim porque “é um desvio do sentimento religioso e das práticas que se lhe impõem” (Catecismo da Igreja Católica nº.  2111).

Ou seja, a superstição gera na pessoa uma religiosidade deformada. Outro problema é que muitas vezes leva a uma nociva dependência psicológica e social de coisas efêmeras, firmando na pessoa fragilidades psicológicas como o medo e a insegurança. O ser supersticioso não acredita no poder de Deus e acredita que poderes vem dos objetos. Se uma pessoa cristã acredita em amuletos ou atribui poderes mágicos a objetos peca gravemente contra o primeiro Mandamento da Lei de Deus.         

O mais grave é que a superstição é uma forma de idolatria, conforme nos indica o Catecismo no parágrafo 2138.

Idolatria consiste em divinizar algo que não é Deus. É quando o homem presta honra e veneração a uma criatura no lugar de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica nº. 2113).

A idolatria é uma pecado que fere gravemente o primeiro mandamento, que é “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. A idolatria é fortemente combatida em vários textos da Escritura como: 1Coríntios 6,9; 1Coríntios 10,7; Ef 5,5; Apocalipse 21,8. Sem dúvida, a idolatria é uma porta aberta à ação do maligno na vida de uma pessoa, sendo muitas vezes causa de opressões, obsessões e até possessões do demônio.

Mesmo os objetos sagrados (os sacramentais), como as medalhas, cruzes, escapulários, água, óleo, sal, etc. Não se atribuir a eles efeitos mágicos. Os objetos sagrados devem ser usados por nós como lembrança do sagrado, a cruz, por exemplo deve ser usada como símbolo da nossa fé em Cristo; as imagens devem nos inspirar a imitar as virtudes dos santos.        

A verdade é que, o cristão não precisa de amuletos, astros e mágicas. “Quem nos condenará?” – provoca o Apóstolo, “Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à direita de Deus, é quem intercede por nós” (Romanos 8, 34). Quem verdadeiramente crê em Cristo tem tudo de que necessita para ser feliz.

O centro de nossa Fé é o Senhor Jesus. É nele que devemos depositar toda nossa confiança. Se Deus é o Senhor de criador de todas as coisas, como em razão podemos acreditar na criatura e não no Criador?
Crer em Jesus nos basta.     
Quem crê em mim ainda que esteja morto viverá! (João11, 21-26)
Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João7, 38)





domingo, 1 de dezembro de 2024

O QUE É O NATAL? QUANDO SURGIU A COMEMORAÇÃO DO NATAL? ENTENDA O QUE É E PORQUE NÃO PODEMOS FICAR NO EXTERNISMO NATALINO.

 


         

O Natal é uma festa muito bonita que celebramos todo ano no dia 25 de dezembro. Mas, devemos entender a grandeza e o verdadeiro significado do Natal que não é da forma como costumamos pensar. O externismo natalino, muitas vezes nos deixa de fora do verdadeiro sentido do Natal que é a manifestação do amor de Deus por nós em seu próprio filho. Podemos no rosto do Menino Jesus contemplar esse amor divino de um Deus que se fez um de nós. Tendo despido de sua Glória nasceu pobre e humilde numa estrebaria. Um Deus que se humilhou para os humildes e que não veio na prepotência, mas, na simplicidade de um amor profundo pelos homens. Aos povos Deus se manifesta na ternura de uma criança. Somente os sábios podem compreender este amor como fizeram os Magos ao visitá-lo. E essa manifestação de um amor tão grande de um Deus, Rei e Salvador que desceu do Céu para a nossa salvação. 

E muitos entendem o Natal apenas do lado de fora sem levá-lo aos corações. No Natal é a celebração da bondade e do amor de Deus por nós. O Natal é de Jesus e não nosso. Ao celebrar o natal devemos ter a consciência disso. É momento de agradecer a Deus pelo seu imenso amor por nós.

Como surgiu a celebração do Natal? - é importante observar que, diferente do que muitos pensam o Natal de Jesus já era comemorado antes mesmo da Igreja Católica oficializá-lo como festa litúrgica.     

           Em 25 de dezembro de 336, em Roma, ocorreu a primeira celebração de Natal. Os cristãos já realizavam seus cultos abertamente desde 313 com a liberdade concedida pelo Edito de Milão. Pouco tempo depois, o papa Júlio I (pontificado de 337 a 352) formalizou o 25 de dezembro como Natal, o nascimento de Jesus. A palavra Natal derivado do nātālis no latim, do verbo nāscor que tem sentido de nascer. Do nātālis, em latim, surgiu natale em italiano, noël em francês, nadal em catalão, navidad em espanhol. Já o termo Christmas, usado nas línguas anglo-saxônicas para Natal, originou-se do inglês arcaico Christes maesse que evoluiu para Christ’s mass que quer dizer “missa (em louvor) de Cristo”.

Ficou, inicialmente, restrita aos cristãos de Roma. Com a oficialização do cristianismo em 380, pelo Edito de Tessalônica, do Imperador Teodósio, o Natal tornou-se comemoração do Império Romano.

As comunidades cristãs do Oriente adotaram o 25 de dezembro como data do Natal: Constantinopla e Capadócia, em 380, Antioquia, em 386, Alexandria, em 432, Jerusalém, em 439. No ano de 449, o Papa Leão I oficializou 25 de dezembro para comemorar o nascimento de Jesus como uma das principais festas da Igreja Católica. Finalmente, em 529, o imperador Justiniano, do Império Romano do Oriente, declarou a data feriado oficial do império. 

Foi neste mesmo tempo que a Igreja decretou a guarda do domingo como dia do Senhor. Pois, os cristãos desde os primeiros séculos já reconheciam e guardavam o primeiro dia da semana, ou seja, o domingo como dia do Senhor ao invés do sábado. Mas, foi com a Institucionalização da Igreja que se tornou necessário proclamar de modo oficial o dia do Domingo como o dia oficial de guarda, ou dia do Senhor. Domingo vem do latim "Dominicus" que quer dizer "dia do Senhor."

Porque o Domingo é o dia do Senhor? Por causa do deus Sol Invictus como acusam os não cristãos e os protestantes? Não! Porque muito antes disso os cristãos primitivos já guardavam o domingo e não mais o sábado. Mas, foi para acabar com o culto pagão do deus sol, que também a Igreja oficializou escolha do domingo, o Dies Solis como Dies Dominicus, Dia do Senhor. A escolha do domingo se deu não em razão de um deus pagão, mas, pelo fato de que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. A Igreja usou de vários recursos a fim de evangelizar os povos. Para acabar com o paganismo adotou, por exemplo, a substituição das festas pagãs colocando no calendário um dia dedicado à memória de um santo ou à memória da Virgem Maria... Deu certo. Aos poucos as pessoas foram deixando as crenças pagãs e Jesus Cristo passou a ser o centro de tudo. Os deuses cultuados pelos Romanos passaram a serem esquecidos e Nosso Senhor Jesus Cristo o Deus verdadeiro tomou seu lugar. 

A Teologia ensina que Jesus que veio cumprir toda a Lei, conforme atesta a Sagrada Escritura, estabeleceu uma Nova Aliança, um novo povo, a sua Igreja. Tendo ele mesmo encerrado a guarda do sábado (na primeira criação, no sétimo dia, no sábado Deus descansou. - Gêneses 2, 2-3. E na segunda criação Jesus descansou definitivamente o sábado e tendo ressuscitado no Domingo, primeiro dia da Semana refaz a criação, (Gêneses 1,1). A terra, que antes estava no abismo, agora ressurge com o novo povo; e o Novo Adão que é Cristo, manifestado em glória elevou a dignidade de toda criação. Assim como a primeira Obra da criação começou no primeiro dia, a Obra da Nova criação começou no primeiro dia, o Domingo. Assim, Jesus inaugura a sua Obra no Domingo. Está escrito: "Portanto, que ninguém julgue vocês por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo."  Colossenses 2, 16-17.     

No primeiro dia da semana, Jesus Ressuscitou (Mateus 28, 1-6; Marcos 16, 1-6; Lucas 24, 1; João 20, 1); Conforme atesta os evangelhos. Conforme está nos Atos dos Apóstolos, nas cartas apostólicas e no livro do Apocalipse. Os cristãos reuniam-se aos domingos para celebrar a Eucaristia, para as orações e para as coletas destinadas à caridade. São João teve suas visões do Céu no primeiro dia da semana, isto é, no domingo. Assim, o Novo Testamento dá ênfase ao Domingo como dia do Senhor e não mais o sábado.        

A data real do nascimento de Jesus é desconhecida e os Evangelhos são reticentes a respeito. Em Lucas há um indício quando o evangelista descreve a noite do nascimento de Jesus: “Nos arredores, havia uns pastores que pernoitavam nos campos, montando guarda a seu rebanho” (Lucas 2: 8). É improvável que os pastores pudessem dormir ao relento em pleno inverno (como ocorre em dezembro, no hemisfério norte). Isso só poderia ocorrer na primavera, quando os cordeiros nascem. Isso poderia ser em meados de março ou início de abril. A falta de interesse dos evangelistas em datar o nascimento de Jesus pode ser explicada. A data de concepção era muito mais significativa, mesmo em termos astrológicos, do que a data de nascimento. Outro fato é que: Os evangelistas não tinham a pretensão de fazer uma biografia de Jesus. Eles não eram historiadores e o propósito dos autores dos evangelhos era mostrar Jesus como o Messias enviado de Deus, o Salvador.

Assim, podemos perceber, por exemplo, no evangelho de São João, a data de concepção – ele apenas diz que o “Verbo se fez carne.” – Preeminência teológica. Daí a importância da celebração da Anunciação (25 de março, no calendário gregoriano, e 7 de abril, no calendário juliano usado pelas igrejas ortodoxas).

A data da celebração do Natal de Jesus em 25 de dezembro apoiou-se em: a) A intenção de substituir o culto pagão romano do “deus Sol Invictus” e as festas da Saturnália pela festa cristã do Natal. Já que os cristãos tinham Jesus como “O Sol da Justiça.” E isso é bíblico, conforme está escrito em Lucas 1, 78-79. Zacarias louva a Deus dizendo que “graças a misericórdia do nosso Deus virá o Sol Nascente”, esse “Sol Nascente” do qual João Batista anunciará é o próprio Cristo.

Posteriormente Jesus vai confirmar dizendo: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas, terá a luz da vida”. (João 8, 12); Tudo na vida cristã gira em torno dessa Luz verdadeira que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Nascimento de Jesus cumpre aquilo que foi anunciado pelos Profetas do Antigo Testamento. Isaías, por exemplo, vai dizer:

"O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença, como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. Pois o jugo que oprimia o povo, a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais - tu os abateste como na jornada de Madiã. Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. Grande será o seu reino e a paz não hão de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar essas coisas." (Isaías 9, 1-6)

"A graça de Deus se manifestou através de Jesus que veio manifestando a glória de Deus para nos salvar. Veio para nos resgatar da maldade e constituir um novo povo e esse novo povo deve ser constituído na prática do bem." (Tito 2, 11-14)

Para dar fim aos cultos pagãos  que a festa pagã do Sol Invictus foi substituída pela celebração do Natal. Com a cristianização do Império Romano a Igreja Católica aos poucos foi tentando acabar com o paganismo substituindo as festas pagãs por festas cristãs.      

  Essa cristianização de uma festa pagã, algumas vezes foi entendida por parte de alguns como uma apropriação ilegítima por parte da Igreja Cristã, teria ocorrido no bojo de outras assimilações como os termos e conceitos de “templo”, “basílica”, “pontífice”, “auréola” etc. Mas, isso é uma inverdade porque Roma naquela época já estava mais sob domínio cristão que pagão. O decreto do Imperador Teodósio confirmava a Igreja Católica como religião oficial do Império Romano, que não era mais Roma e sim Constantinopla, pois, Constantino havia transferido a capital do Império para Bizâncio que depois adotou o nome de Constantinopla por causa de Constantino. Roma ficou entregue à Igreja sob o governo do Papa.   

b) A substituição do festival não aconteceu do dia para a noite. Foi lenta, uma vez que o papa Leão I, em 460, comentou: “É tão estimada essa religião do Sol que alguns cristãos antes de entrarem na Basílica de São Pedro, depois de subirem a escada, se voltam para o Sol e se inclinam em homenagem à estrela brilhante. Estamos angustiados e lamentamos muito por esse fato repetido por uma mentalidade pagã. Os cristãos devem abster-se de qualquer aparência de deferência a esse culto dos deuses” (Papa Leão I, no Sétimo sermão realizado no Natal de 460).

O valor metafórico teológico e bíblico que permite reconhecer Jesus como o Messias das profecias, ele é a “luz do mundo” mencionado nos Evangelhos. Conforme exposto o 25 de dezembro é a festa que une milhões de cristãos e é comemorado, inclusive por muitos não cristãos. É aí que surge o problema. Os não cristãos introduziram a superstição, elementos pagãos e profanos no Natal e o comércio retirou o verdadeiro simbolismo dele deixando-o vazio para aqueles que não entendem seu verdadeiro significado.  

Apesar das críticas ao Natal por seus aspectos profanos – perda do significado espiritual e teológico, interesses econômicos e intensa comercialização – a data permanece como a mais importante do calendário ocidental e estendeu-se a boa parte do mundo, tendo sido globalizada pacificamente, e certos costumes foram livremente adotados em países não cristãos, como no Leste Asiático.

O que precisamos entender é que a celebração do Natal não pode ficar apenas nos externismos. O Natal é o momento de celebrar o maior presente que o mundo pode receber que é Nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus que quis descer até nós e se encarnar no seio da Virgem Maria para nos salvar.

É bonito ver as casas decoradas, a árvore de Natal, as ceias, as trocas de presentes, as músicas natalinas, enfim [...] Mas, nada disso interessa realmente e se torna concreto em nossa vida se o Natal não for corretamente aplicado em  como deve ser. 

O Natal não pode ser apenas um feriado a mais no calendário. Também não pode ser a época de abusar das comidas e guloseimas. Não! O Natal é a festa do amor maior que é Nosso Senhor Jesus Cristo. O Natal neste sentido é pobre, deve ser desapegado dos bens materiais para recebermos um bem maior que é Cristo. Ele, apesar de ser Deus e a segunda pessoa da Santíssima Trindade veio nascido de uma mulher (Gálatas 4,4), veio para restabelecer uma nova criação. Nasceu pobre numa manjedoura, foi envolto em panos (Lucas 2, 7). Veio assumir nossa fraqueza para nos fazer fortes e santos resgatando a nossa condição de filhos de Deus perdida por nossos primeiros pais, (João 1, 12).

Ele veio nos mostrar a verdadeira face do Pai e por ele recebemos a plenitude da graça porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça foi dada por Cristo e Cristo é a face visível do Pai invisível. (João 1, 16-18).

Por isso que nós devemos ter essa consciência de celebrar o Natal não como uma festa a mais, um feriado qualquer, mas, um dia santo estabelecido pela Igreja para possamos louvar e agradecer a Deus que nos enviou seu Filho para nos salvar. Pois, a Escritura diz que antes (de Jesus) “todos estavam privados da glória de Deus”, (Romanos 3, 23-26). Isto é, estávamos privados da salvação. 

Ninguém podia entrar no céu por causa do pecado de Adão. O pecado de nossos primeiros pais corrompeu toda a humanidade e por causa dele as portas do Céu estavam fechadas para nós. Nada podia salvar o homem, nenhum sacrifício ou obra que o homem fizesse era capaz de pagar de vez esse pecado a não ser o infinito amor de Deus que precisou vir até nós para num único sacrifício justo e santo pagar esse resgate. Por graça, por amor a nós e não por merecimento nosso.  

E é através de Jesus Cristo, o verdadeiro “Sol da Justiça” que ele nos justificou tornando-se um de nós e se sacrificando por nós no madeiro da Cruz.

Assim, o Natal não é uma festa pagã. E não podemos transformá-la em uma festa pagã como muitos querem. Se nós ficarmos presos às coisas externas e não vivenciamos o verdadeiro sentido do Natal. Não!  O Natal é o nascimento de Cristo. 

Ah! no Natal não comemoramos o aniversário de Jesus. É aqui que as pessoas se enganam. Porque para celebrar aniversário de alguém precisamos saber a data do nascimento. E nós não temos a data do nascimento de Jesus. Já o nascimento é diferente não precisamos de uma data específica e pode ser comemorado em qualquer data. Vou citar um exemplo: Se a pessoa nasce em 15 de maio, mas, seu registro de nascimento é 17 de maio, qual é o dia que celebra o aniversário dessa pessoa, dia 15 0u 17 conforme está na certidão de nascimento ou no RG? Certamente comemora-se o aniversário desta pessoa de acordo com a data que está no documento. Mas, o nascimento foi dia 15. Veja!,  se uma pessoa nasce em um determinado dia não significa que aquele dia é seu aniversário; aplicamos isso ao dia de Natal. Que é o Nascimento de Jesus e não seu aniversário.  

É aqui que as pessoas que criticam o Natal se enganam. Porque não celebramos o Natal como uma festa de aniversário de Jesus. Não! o Natal como o próprio nome disse é a comemoração do nascimento de Jesus. A data do nascimento de Jesus como pessoa histórica teria muito sentido. Mas, aqui nós comemoramos o nascimento do Filho de Deus. Deus que se fez carne. Jesus Cristo sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Natal é muito mais a celebração desse Deus encarnado. Deus é que é eterno não precisa de uma data específica pois ele Já era, é e será. 

Nesse sentido, veja, não cantamos parabéns pra Jesus porque o sentido da celebração do Natal não é a comemoração de uma aniversário. Jesus que é Deus não tem princípio nem fim, mas, a comemoramos dia em que Jesus, o Filho de Deus entrou para o tempo e a história e para nossa Salvação desceu do Céu e se fez homem. Por isso, 25 de dezembro como é dia de Natal, isto é dia do Nascimento de Jesus. Guardem bem isso para não confundirem dia de aniversário com dia de de nascimento. Poderia ser qualquer outro dia, mas, esse foi o dia que a Igreja escolheu para celebrar o nascimento de Jesus e acabar com a celebração pagã do Sol Invictus.  

Mas, é fazendo como São Francisco de Assis, olhando para a singeleza e a docilidade do Presépio, contemplando aquele Deus pequenino, que desceu despido de sua Majestade para se tornar um de nós em tudo exceto no pecado. E diante desta humildade do Deus que se fez carne. Do Deus que se revelou aos pobres e humildes que nós devemos descer de nossa prepotência, de nosso orgulho e mergulhar neste profundo mistério de um Deus que por amar o mundo que se fez homem. De facto, Ele amou tanto o mundo que nos deu seu Filho Unigênito e para aqueles que creem no seu nome não há mais condenação, mas, salvação, (João 3, 16-); Ele é a Luz que veio dissipar as trevas, por isso, lembram-se que a Igreja Católica sempre ensinou que não pode haver outra luz senão o Cristo Senhor. Ele é a verdadeira luz, e não o Sol Invictus, o deus romano.

Quem se deixa ser guiado pela verdadeira luz que é Cristo será salvo.  “Para os que confiam nele como Salvador não há condenação eterna. Mas os que não confiam nele já estão julgados e condenados, por não crerem no Filho único de Deus.  E são condenados por a luz do céu ter vindo ao mundo, mas preferirem as trevas à luz, pois só fazem o mal.  Eles odeiam a luz celestial porque querem pecar nas trevas. Afastam-se da luz com medo dos seus pecados serem postos às claras e sofrerem castigo. Mas aqueles que vivem conforme a verdade procuram a luz para que todos vejam que estão a fazer o que Deus deseja.”  (João 3, 18-21).

Portanto celebremos verdadeiramente o Natal, com essa consciência. Que não seja mais uma data, mais um feriado no calendário, mas, que possamos sentir verdadeiramente o verdadeiro valor do Natal que é a Manifestação do Filho de Deus, como Luz das nações, (Lucas 1, 78-79). Ele que veio para nos dar o perdão dos pecados. Ele que se esvaziou de si mesmo para nossa salvação.

Que possamos nesse período natalino compreender essa magnitude de Deus e com a Igreja, participando das celebrações louvar e agradecer pelo imenso amor de Deus por nós.  

           

       

A HISTÓRIA DA ÁRVORE DE NATAL E O SIGNIFICADO DA TROCA DE PRESENTES

 

A Árvore de Natal é um dos símbolos natalinos. Muitas vezes nós utilizamos os símbolos religiosos festivos do Natal, mas, não entendemos a origem e o significado deles.

A Árvore de Natal não foi um símbolo criado diretamente pela Igreja. Ela foi surgiu como símbolo natalino através do bispo  Bonifácio, (São Bonifácio) e a história é muito bonita e interessante e cuja vou contar aqui:

São Bonifácio nasceu na Inglaterra por volta de 675-680.

Ingressou no monastério beneditino antes de ser enviado em missão pelo Papa para a Alemanha. Seu nome de batismo era Winfrido.


Viajou por toda a Alemanha pregando a Palavra de Deus e fortalecendo as regiões que já eram cristãs. Levou aos que não conheciam a Fé aos pagãos.

No ano de 723 aproximadamente ele viajou junto com um grupo de pessoas para a região da Baixa Saxônia. Região ainda pagã que cultuava vários deuses.

Ali, perto de Geismar, no inverno, realizavam-se as sacrifícios humanos e as vítimas normalmente eram criancinhas. Que eram sacrificadas ao deus pagão Thor, também chamado de o "deus do trovão".

Esses sacrifícios eram oferecidos na base de uma árvore de carvalho. Chamavam-no de o “carvalho do trovão”.

Bonifácio e seus companheiros missionários chegaram a este lugar na véspera do Natal. Logo, apressou-se para interromper aquele sacrifício que ia ser realizado ali.

Com seu báculo de pastor, (báculo é o cajado do bispo), aproximou-se do carvalho e disse: “Aqui está o carvalho do trovão e aqui está a Cruz de Cristo que hoje romperá o martelo de Thor, o deus falso”.

O verdugo, (nome dado ao indivíduo responsável pela execução da pena ou de outros castigos corporais; carrasco ou algoz). Quando este levantou seu martelo para matar a criança. O bispo então, estendeu o seu báculo de pastor para impedir o golpe e milagrosamente quebrou o grande martelo de pedra e salvou a criança.

Bonifácio então disse aos presentes:

“Escutai ó filhos do bosque!”

 “O sangue não derramará mais esta noite, a não ser que a piedade se derrame do peito de uma mãe porque nesta noite em que nasceu Cristo, o Filho do Altíssimo, o Salvador da humanidade”. 

“Ele é mais justo que Baldur, maior que Odim, o sábio, mais gentil que Freya, o bom”.

“Desde sua vinda, o sacrifício terminou”.

“A escuridão, Thor, a quem chamaram em vão é a morte.” 

“No fundo  das sombras de Niffelheim ele se perdeu para sempre e a partir de agora vocês começarão a viver”.

“Esta árvore sangrenta nunca mais escurecerá sua terra e em nome de Deus vou destruí-la”.

Bonifácio pegou um machado que ali estava perto dele e golpeou  o carvalho. No mesmo instante um forte vento derrubou a árvore com suas raízes. A árvore tombou ao chão quebrando-se em quatro pedaços.

Naquele lugar, posteriormente foi erguida uma capela com a madeira do carvalho para lembrar à posteridade de que Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e Senhor, vencedor do mal e nosso Salvador.

Bonifácio continuou a pregar àquele povo que estava assombrado e não podia acreditar que o poder de Cristo era maior que o de seus deuses.

Bonifácio viu mais à frente onde jazia um carvalho um pequeno arbusto de Abeto.

(Ramo de abeto)

(Abeto é o nome popular das diversas espécies do gênero Abies. São árvores coníferas da família das Pináceas, nativas de florestas temperadas da Europa, Ásia, Norte da África e Américas Central e do Norte.)

E disse:

“Esta pequena árvore, este pequeno filho do bosque, será sua árvore santa esta noite”.

“Esta é a madeira da paz... É o sinal de uma vida sem fim, porque suas folhas são sempre verdes. Olhem como as suas pontas estão dirigidas para o céu.”

“Terão que chamá-la a "Árvore do Menino Jesus". Reúnam em torno dela, não no bosque selvagem, mas, em seus lares; ali haverá refúgio e não haverá ações sangrentas, mas presentes amorosos e gestos de bondade”. 

Então os alemães iniciaram uma nova tradição nessa noite, a qual foi estendida até nossos dias. Ao trazer o abeto em seus lares decoram-no com velas para celebrar o nascimento de Jesus. Daí surgiu o costume de fazer Árvore de Natal e a troca de presentes. Pois desde aquele tempo o culto pagão do deus Thor, foi eliminado e no lugar dele São Bonifácio instituiu uma nova forma de celebrar o Natal mostrando a eles que Cristo é a Vida e o verdadeiro Bem e o bem, que é Cristo veio para superar o mal. São Bonifácio mostrou aquela gente que não há outro Deus, Senhor e Salvador senão Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Árvore de Natal representa nossa esperança e nossa fé no Deus que se encarnou para nossa salvação.

Também representa o fim das trevas, a esperança na Salvação onde Cristo é o nosso Deus e Senhor, o vencedor nos dá a luz da vida. 

E a troca dos presentes são símbolos da bondade e do amor. A troca do mal pelo bem. Não a morte, mas, a vida. Onde Cristo deve ser sempre o maior presente que devemos dar uns aos outros.

Ele se encarnou no seio da Virgem Maria e a noite de Natal deve ser o dia em que celebramos o fim das trevas e o nascimento da Luz. Cristo é a verdadeira luz.  E assim como aqueles pastores em Belém possamos sempre acorrer ao Rei dos reis e com os anjos cantar:

“Glória a Deus nas Alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”.

É importante conhecermos a história dos símbolos religiosos. Já ouvi de pessoas que não fazem parte da Igreja ou algumas até mal intencionadas que se utilizam de falsas acusações para dizer que a árvore de Natal é um símbolo pagão. Não só ela mas outros símbolos também e muitos católicos acreditam nessas pessoas porque não se interessam em pesquisar a origem dos símbolos que temos em nossa igreja. 

Eles foram criados para embelezar a Liturgia, e ajudar-nos a compreender a manifestação do amor de Deus por cada um de nós. Nas coisas simples podemos sentir a bondade e a presença do amor de Deus. Jesus várias vezes se utilizou da natureza para nos ensinar sobre o reino de Deus. Por exemplo quando ele fala que devemos que ter fé ainda como um grão de mostarda, porque embora ela seja uma semente minúscula cresce e torna-se uma hortaliça. (Mateus 17, 20) - Nossa fé deve começar pequena e ir crescendo até se tornar uma árvore que dê frutos. 

Depois, Ele se compara à videira sendo Ele é a Verdadeira Videira e o Pai é o Agricultor, (João 15, 1-11), e nós somos os ramos que devemos sempre estar ligados à ela para com sua seiva possamos dar frutos. Se não estivermos ligados a verdadeira videira que é Jesus, o Pai que é o agricultor nos cortará e nos lançará fora. Jesus utiliza do símbolo da Videira também como expressão da sua Igreja cujos membros que estiverem fora dela não poderão salvar-se. 

Jesus se utilizou do símbolo do "Bom Pastor" - o pastor cuidadoso que ama e cuida das sua ovelhas. Ele é nosso pastor. (Salmo 22/23; João10, 11-16) que dá a vida pelas suas ovelhas.

A cruz que antes era símbolo de maldição e escândalo para os judeus tornou-se agora o símbolo de nossa Salvação. Porque nela morreu nosso Senhor e Salvador e é nela que devemos nos gloriar. (1Coríntios 1, 23).    

Assim, durante a caminhada da Igreja através do Magistério da Igreja foram criados vários símbolos para que possamos enriquecer nossa vida cristã.

Mas, satanás tendo ódio profundo pela verdadeira Igreja e pelo povo católico coloca o ódio no coração das pessoas para que invertam seus significados a fim de acusar-nos de sermos contra a Palavra de Deus. Muitos roubam os símbolos cristãos e os utilizam se forma sacrílega justamente para confundir a fé das pessoas. 

É por isso que devemos entender sobre a origem e o significado dos símbolos religiosos. A Igreja jamais se utilizaria de tais coisas se estes não elevassem nossa espiritualidade. Ao contrário do que pensamos os símbolos religiosos devem sempre nos ligar à Palavra de Deus e à Oração. E Juntamente com elas nos elevar até Deus. A principal função dos símbolos religiosos é trazer uma mensagem de amor, paz, fraternidade e fé para que tenhamos maior espiritualidade. 

Não é só na religião cristã que os símbolos existem. As outras religiões, como por exemplo, o budismo possuem vários símbolos. De maneira especial a Igreja criou tais símbolos para nos enriquecer espiritualmente.            

No caso da árvore de Natal, ela seria um símbolo anticristão se São Bonifácio utilizasse a mesma árvore do sacrifício pagão para outro culto pagão. Outro fato é mesmo assim, ainda que ele a tivesse utilizado ao invés do abeto, mas, a tivesse abençoado  ela poderia ser utilizada. Pois, aquela árvore em si nada tinha a ver com a insanidade dos que praticavam o mal naquele ritual sangrento. Ela estava ali apenas para enfeitar a natureza era uma criação de Deus como todas as outras criaturas. O diabo não criou nada, e portanto, ele não é dono de nada.

Mas, São Bonifácio utilizou-se de outra planta para criar um novo símbolo para o Natal. Havia ali um pequeno arbusto de Abeto e, cujo, deu o nome de a "Árvore do Menino Jesus" que daquele dia em diante marcaria o fim do paganismo naquela região e o início de uma nova vida para aquele povo. Naquela noite comemorava-se o nascimento do Filho de Deus e o nascimento de um novo povo. Que linda história, não?

Nos dá o exemplo de que a bem sempre vence o mal. E nos ensina que devemos sempre estudar fundo nossa a fé que professamos. Precisamos entender bem o Catecismo, a Liturgia, os símbolos, os Sacramentos e os sacramentais, ler mais a Sagrada Escritura  para não cair nas falsas acusações das pessoas que são contra nossa fé.                

São Bonifácio transformou aquela noite sangrenta em uma noite de Paz e deu àquelas pessoas  amor e mostrou-lhes que a Luz que é Cristo é única capaz de vencer as trevas e acabar com o mal.

 

São Bonifácio, rogai por nós!           

 

                            

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