terça-feira, 1 de abril de 2025

AS RAZÕES PELAS QUAIS CONSTANTINO NÃO FUNDOU A IGREJA CATÓLICA (Refutando o Dr. Rodrigo Silva) Parte 1

 



    Um vídeo que tem sido divulgado nas redes sociais de uma entrevista com o adventista e Dr. Rodrigo Silva, professor, teólogo protestante e arqueólogo, tem provocado polêmicas sobre suas afirmações mentirosas contra Igreja Católica. 
   O Dr. Rodrigo Silva, sendo um homem inteligente que é não deveria fazer tais afirmações porque é dotado de formação acadêmica. Porém, seus ataques e suas atribuições o fazem dentro do parâmetro protestante.
      O protestante olha a história da igreja a partir do século XVI, época em que Martinho Lutero se rebelou contra a Igreja Católica. 
    Também é característico de todo protestante acreditar que a Igreja Católica, o papado se iniciou no século IV a partir de Constantino, desprezando assim 03 séculos anteriores da história da Igreja. 
          Recentemente vi uma postagem de um outro pastor, desta vez é o pastor presbiteriano Augustus Nicodemus. Ele solta uma uma falsa afirmação, "os Pais da Igreja influenciaram na instituição do papado". Outra bobagem sem tamanho porque o papa nada mais é do que o bispo primás da Igreja. a palavra Papa é um título do bispo de Roma que é o sucessor do Apóstolo São Pedro. E essa sucessão de bispos qualquer pessoa com inteligência sabe que ela acontece desde São Pedro. E se os Pais da Igreja sustentam isso é porque muitos deles, como São Policarpo que conviveu com o Apóstolo São João, ou beberam de fontes fidedignas para sustentar o que é óbvio. Depois, percorrendo a própria História da Igreja, ela vai nos apontar esta linha sucessória dos Papas até os nossos dias. E essa linha de sucessão prova que a Igreja já estava presente em Roma desde o princípio e para lá foi levada pelos Apóstolos Pedro e Paulo. 
    O ex-pastor presbiteriano Scot Hahn, (este era  a maior autoridade nos Estados Unidos em teologia e era extremamente anticatólico), é doutor em teologia, ao contrário do Augustus Nicodemus, reconheceu a Igreja Católica como a única Igreja de Cristo e se converteu após deixar o fundamentalismo e mergulhar no estudo sobre a Eucaristia.
    Ele e sua esposa escreveram um livro chamado "Todos os Caminhos Levam à Roma", que recomendo o leitor a lê-lo explicando sua trajetória de conversão. Nele podemos aprender que quando se abandona o fundamentalismo protestante e deixa-se mergulhar no estudo da verdadeira fé pode-se chegar a um só destino: Cristo e a sua Igreja. Se Scot  Hahn percebeu isso porque muitos pastores como Rodrigo Silva e Augustus Nicodemus não percebem? Porque para isso é preciso "cair do cavalo" como aconteceu com São Paulo e eles não estão dispostos a descer de suas prepotências e deixam o orgulho protestante falar mais alto. Quando Scot Hahn desceu do seu status e percebeu que estava enganado sobre a Eucaristia, ele abriu as portas para sua conversão e de anticatólico passou a ser o grande defensor da Fé católica.    

        O Dr. Rodrigo Silva nada mais é do que um simples repetidor, nada mais, de antigas acusações sem fundamento e bases históricas que trataremos de explicar a fim de desmascarar este senhor que como disse, é apenas mais um daqueles que usam de má fé e de argumentos falsos, sobre o pretexto de convencer as pessoas que o que ele fala está certo. Mas, não é assim. Para quem estuda e conhece os fatos históricos verá que não é verdade e que o único objetivo dessa pessoa é denegrir a Igreja Católica da mesma maneira como fez seus predecessores.           
    O Dr. Rodrigo Silva é um adventista e, como tal, vende sua sardinha estragada em embalagem nova. Como sabemos a igreja adventista é uma das principais seitas que inventou e continua inventando muitas mentiras contra a Igreja Católica. E é dela que este senhor faz parte. Ele é penas um dos muitos que têm surgido por ai tentando colocar na cabeça das pessoas fatos mentirosos e desconexos inventados contra a Igreja Católica e a grande maioria não o fazem por desconhecimento, mas, agem assim por pura maldade e ódio contra a Igreja de Cristo. Por isso é necessário que cada vez mais as pessoas procurem se informar e estudar mais para buscar o entendimento correto e estar a par da verdade. Pois, a verdade é como uma luz que não se pode abafar com uma peneira, a verdade liberta.    

Parece que este senhor ou não sabe ou não conhece a História da Igreja sobre o que está dizendo ou age por maldade tentando denegrir distorcendo fatos históricos relevantes da História da Igreja. Com conceitos sem fundamento histórico baseado em achismos sem procurar transmitir a verdade histórica.   

 Em entrevista o mesmo usa de frases mentirosas e totalmente desprovidas de qualquer fundamento histórico e aqui vamos esclarecer que a Igreja Católica foi sempre a primeira e, portanto, a mais antiga Igreja criada pelos Apóstolos Pedro e Paulo, seguida pelas demais Igrejas Orientais que seguem a mesma sucessão apostólica desde os primeiros séculos do cristianismo.

Para um católico bem preparado estas acusações são antigas e não há o que espantar vindo de um protestante. Partem daqueles que acusam a Igreja Católica de muitas coisas e não é nenhuma novidade, mas, para aqueles que estão chegando agora ou ainda não estão acostumados a ir atrás da verdade sob fontes seguras e verdadeiras é bom esclarecer e provar com bases sólidas que as acusações são falsas e de cunho maldoso com o fim de fazerem as pessoas desacreditarem na Igreja e se debandar para o lado deles.

A entrevistadora pergunta:

“A questão de Roma também é algo que ficou na minha cabeça; a gente vê na história como que os cristãos foram perseguidos, queimados, aquela loucura em Roma; como que Roma de repente se tornou a base do cristianismo? Porque foi escolhido lá onde o povo foi caçado, queimado? [...]”

A resposta maldosa de Rodrigo Silva:

“Tudo isso aconteceu pela suposta conversão de um homem chamado Constantino. No ano 313, (Século IV), depois de Cristo, Constantino; ele estava lutando pelo poder em Roma. Roma tinha ficado muito grande e tinha perdido um pouco da força ali. Aí tinha um imperador que chamava Diocleciano que acabou se aposentando, o único que se aposentou  e na briga pelo poder Constantino foi eleito imperador e ele sabia que os cristãos na época era uma força muito grande ...” 

Em resposta à pergunta foi que Roma vai se tornar o centro do cristianismo ocidental, (o catolicismo), por causa de Constantino. Uma resposta totalmente desprovida de verdade histórica. Eu me pergunto: aonde foi que este senhor estudou e tirou seu diploma de doutor? Certamente se ele aprendeu isso em alguma faculdade devemos passar bem longe dela. Porque nem mesmo a história dele por si só não se sustenta. 

A pergunta da entrevistadora foi razoável para quem sabe que os cristãos foram perseguidos quer entender como Roma se tornou a base ocidental da Fé cristã. Mas, vale lembrar que os cristãos não só foram perseguidos em Roma. Eles foram perseguidos em todo o Império Romano no Oriente e no Ocidente por imperadores romanos diferentes, não só apenas Dicleciano perseguiu. No Oriente Licínio também perseguia os cristãos, porém no Ocidente a perseguição foi mais intensa. 

O doutor Rodrigo Silva é tão entendido de história que não sabe que se fosse para um imperador romano fundar a igreja católica com um edito não seria Constantino, mas, Galério que antes de Constantino já tinha publicado o "Edito de Tolerância", também chamado de "Decreto da Indulgência" no qual pretendia dar harmonia política ao Império tornando anticristã a perseguição aos cristãos. 

Galério, sim, usou de estratégia política para promover a paz romana e estabilizar o Império. Então, dizer que Constantino foi quem fundou a igreja é como acreditar em fábulas porque se fosse assim esse mérito era de Galério. Constantino nasceu no final do Século III e se tornou imperador de Roma por volta do ano 305. É graças a ele segundo Rodrigo Silva que a cidade de Roma terá uma importância tão grande para o cristianismo. Então, vejam só! Se é colocada uma questão para ele porque a cidade de Roma se tornou tão importante, a resposta dele sempre será Constantino.

 Mas, quando ele faz uma afirmação deste tipo é de se esperar que antes de Constantino essa importância da cidade de Roma não existisse. Porque se foi feita essa pergunta para ele e ele responde “com Constantino” significa que antes de Constantino não há indícios de que Roma tivesse importância especial para o cristianismo.

Cem anos antes de Constantino nascer nós encontramos várias provas de que Roma já era uma cidade dotada de uma particular importância para o cristianismo no meio das perseguições. É o que lemos no Livro III – Contra as Heresias, de Santo Irineu de Lion, bispo de Lion na Gália, atual França. Ele foi discípulo de São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de São João Evangelista apóstolo de Cristo. 

Assim disse S. Irineu disse a respeito de Roma:

“Mateus publicou na língua dele os escritos do Evangelho enquanto Pedro e Paulo evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja”. (...) “A Igreja de Roma é a maior e a mais antiga fundada e constituída pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo, com efeito deve necessariamente estar de acordo com ela, por causa de sua origem mais excelente toda Igreja”.

Ou seja, todas demais Igrejas devem estar de acordo (em comunhão) com a Igreja de Roma. Isto é, os fiéis de todos os lugares porque nela sempre foi conservada de maneira especial tradição que deriva dos Apóstolos. 

Mais adiante ele diz: “Os Bem-Aventurados Apóstolos que edificaram a Igreja transmitiram ao governo episcopal a Lino, (o Lino que Paulo lembra na Carta a Timóteo), Lino teve como sucessor Anacleto, depois dele em terceiro lugar, Clemente, a este sucedeu Evaristo, depois Alexandre, depois Sixto, Telésforo, depois Iginio, depois Pio, depois Aniceto, Aniceto sucedeu Sotero e presentemente Eleutério em 12º lugar detém o pontificado e hoje, o pontificado está com o Papa Francisco. 

Com essa sucessão chegou até nós a tradição apostólica e pregação da verdade. Essa é a demonstração mais bela de que uma só é a fé vivificante que foi conservada transmitida na Igreja desde Pedro e Paulo até agora.

O que Constantino tem a ver com isso? Isso foi escrito um século antes de Constantino. Constantino não teve e não tem nada a ver com a solidificação da Igreja em Roma porque como provado em documentos da Patrística, a Igreja Católica já existia muito antes em Roma, desde o princípio. Tanto é que Santo Irineu listou com clareza a sucessão dos primeiros Papas que sucederam S. Pedro. E nós podemos procurar várias outras fontes e citações que mostram a Igreja de Roma é especial porque aquela Igreja foi fundada por Pedro e Paulo.

Dionísio de Corinto no Século II disse: “Tendo ambos vindo a Corinto os dois Apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na Doutrina do Evangelho a seguir indo para a Itália nos transmitiram os mesmos ensina mentos e por fim sofreram o martírio simultaneamente”.

Tertuliano na virada do Século II para o Século III escreve: “A Igreja foi construída Sobre Pedro. A Igreja dos Romanos demonstra instrumentos públicos e provas que Clemente (IV Papa) foi Ordenado por São Pedro. Feliz Igreja, na qual os Apóstolos verteram o seu sangue por sua doutrina integral, onde a paixão de Pedro se fez com a Paixão do Senhor. Nero foi o primeiro a banhar no sangue do "berço da Fé". Pedro então segundo a promessa de Cristo foi por outrem cingido quando o suspenderam na cruz”. (É aquela profecia que Cristo faz e que está no final no final do Evangelho de São João – João21, 15-19. Quem é o berço da fé segundo Tertuliano? É Roma.)

São Cipriano de Cartago (Século III) escreveu: “Sobre um só foi construída a Igreja. Pedro, a cátedra de Roma é a cátedra de Pedro. A Igreja principal de onde se origina a unidade do sacerdócio”.

Poderíamos procurar várias citações, várias provas, não apenas que a Igreja de Roma era conhecida como especial, mas, também que o bispo de Roma, o Papa. Título esse que era dado aos demais bispos, mas, que depois passou a ser aplicado somente ao bispo de Roma. Provas desde o século I com S. Clemente I, do reconhecimento da importância especial da Igreja de Roma, do bispo de Roma.

Então como vemos, Rodrigo Silva começa a responder de maneira totalmente equivocada e sem nenhum fundamento a pergunta que lhe foi colocada. Não é por causa de Constantino que a Igreja de Roma é a mais importante, mas é por causa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo que lá estiveram e lá fundaram desde o primeiro século a Igreja Católica.

Outra falácia de Rodrigo Silva é dizer que Constantino se beneficiou com a Igreja de Roma. Disse ele: “Há uma frase de Tertuliano de que o sangue dos cristãos é como semente, quanto mais mata, mais cristãos surgem”. “Então Constantino no ano 313, ele teve uma estratégia política; ele estava passando a ponte do rio Nívea com os soldados que veio para lutar contra Maxcentius ou Maxcêncio pelo poder, aí Constantino caiu do cavalo e disse estou tento uma visão”. “Nesta época o império romano adorava o deus Mitras, principalmente os soldados, que é o deus sol e todo o exército ficou sim, que ele teve a visão do deus Mitras, o sol apareceu para ele falou para os soldados Mitras vai nos dar o poder, o deus sol. Só que de maneira muito engenhosa Constantino disse que Jesus apareceu para ele no sol e que Jesus é o próprio Mitras e que ele viu no sol uma frase em latim a frase “in hoc signo vinces”. – Que quer dizer, “sobre esse símbolo vencerás!” Ele viu uma cruz (que não é verdade) no sol. Então ele fez uma simbiose, uma mistura, um sincretismo entre cristianismo e Mitraismo. Ele deu liberdade de culto aos cristãos...”  

Disse bem, deu liberdade de culto, mas, não criou nem estabeleceu o catolicismo como religião do Império.

E o exército era em sua maioria da religião de Mitras. Fica a pergunta. Porque afirmar que se converteu ao cristianismo e que Jesus é Mitras? Não faz sentido o que ele está afirmando. Na verdade, são uma série de colocações de orações tão desprovidas de sentido como que jogadas sem encadeamento lógico que fica até difícil de responder. Em primeiro lugar é isso. Se o exército no qual ele se apoiava era seguidor de Mitras porque ele dizer que era Jesus no sol? (o que é mentira porque a visão de Constantino não foi isso); e porque dizer que Jesus era o deus sol Mitras?; mas, porque ele não disse logo que viu Mitras?

Afinal, que sinal Constantino viu no céu?

Constantino vê no céu, ao pôr-do-sol de 27 de outubro, as letras X (chi) e P (ro) do alfabeto grego (pronunciadas respectivamente “Ch” e “R”; trata-se das iniciais do nome de Cristo, “Christós“). 

Foi esse o verdadeiro sinal e não uma cruz como disse Rodrigo Silva ou como afirmam alguns. Junto com elas, a seguinte inscrição em latim: “In hoc signo vinces” (“Com este sinal vencerás!”). Constantino mandou gravar o símbolo nos escudos dos soldados e, ao dia seguinte, dia da batalha, derrotou Maxêncio e se tornou o único imperador no Ocidente

O símbolo, de caractere , é formado pela sobreposição das duas primeiras letras (iniciais) chi e rho (ΧΡ) da palavra grega "ΧΡΙΣΤΟΣ" (que quer dizer Cristo) de tal modo a produzir o monograma

A questão toda que ele coloca aí é: A ideia que converter ao cristianismo era favorável e traria um favorecimento político a Constantino. Isso é tão absurdo e tão desenraizado da realidade histórica que existe um historiador Ferdinand Lot, escritor Medievalista, em seu livro a ‘O Fim do mundo Antigo e o início da Idade Média’. Ele faz uma reflexão a respeito disso, porque essa questão de que Constantino teria se convertido por razões políticas e que é uma das principais alegações protestantes e de historiadores modernos que não tem religião, para negar a conversão de Constantino é justamente dizer que ele teria sido movido por um interesse político, tornando-o um político do renascimento, uma espécie de “Napoleão” que finge ser católico para agradar ao Papa, enfim, algo que não tem nada a ver com o tempo de Constantino e com a pessoa de Constantino. Que todos os historiadores sérios dizem que era um homem extremamente atento à realidades espirituais com todos seus problemas, com o que ele julgava ser a verdade, (há de se lembrar que a mãe de Constantino Helena a muito tempo  já era cristã, e isso também contribuiu para a sua conversão), e que não ia adotar uma atitude religiosa por interesses políticos. 

Mas, vamos supor que ele tenha tomado essa decisão conforme diz Rodrigo Silva por razões políticas. Haveria razões políticas para ele se tornar cristão? Ferdinand Lot diz em seu livro: “Pretender que Constantino aderiu ao cristianismo por questões políticas equivale a crer que teria interesse em fazê-lo”, mas, qual interesse? Ou seja, o quê? Tornando-se cristão traria o quê para Constantino? 

Um soberano como Henrique IV (1589-1610), que era herdeiro do trono francês e era Calvinista totalmente incapaz de levar os seus súditos a aderirem sua fé, pois, este na sua grande maioria professava uma doutrina diferente da dele, no caso, ele era protestante, mas, a maioria dos seus súditos era católica, pôde julgar necessário abandonar seus sentimentos pessoais realizar a unidade da crença considerada como indispensável ao bom funcionamento da sociedade. No caso o Henrique IV se converteu ao catolicismo para se tornar rei da França em 1589. Nesse caso, se fosse para adquirir o poder Constantino mesmo se tivesse sido um cristão convicto deveria ter-se feito pagão e não cristão já que a maioria de seu povo era pagão.

A respeito de sua prodigiosa força de propagação durante os três primeiros séculos o cristianismo estava longe de conquistar a maioria dos habitantes do mundo romano. As únicas regiões do início do século IV poderia englobar cerca de metade da população são: a Ásia Menor, atual Turquia, uma parte da Trácia, Chipre e Edessa. Exercia ainda uma notável influência nas classes dirigentes em Antioquia, na Selecíria, em Alexandria, incluindo o Egito e Atebaida, em Roma onde havia cerca de 30.000 cristãos, ou seja, um décimo da população, na Baixa Itália, algumas partes da Alta Itália, na África Proconsular e na Numídia, e ainda algumas parcelas da Tessália, em partes da Macedônia e algumas na costa meridional da Gália. Ou seja, essa era algumas regiões que o cristianismo tinha alguma força. 

Mas, estava muito pouco espalhado na Palestina onde o judaísmo voltara a impor-se, na Fenícia, na Arábia Romana, interior da Acaia, da Macedônia, da Tessalia, da Eber, da Dardânia, da Dalmácia, da Mésia, da Panônia, na Itália do Norte, na Mauritânia e Tripolitania. E era quase inexistente nas costas do Mar Negro, na parte Ocidental da Alta Itália, na Gália Central e Setentrional, na Bélgica, na Germânia, na Rétia e na Bretanha. 

Ou seja, apesar do cristianismo já ter alcançado no começo do século IV todo o Império Romano, na maior parte dele era extremamente minoritário. Assim, os países onde nasceu Constantino e onde seu próprio pai reinou até 312, no caso parte Ocidental do Império Romano, inclui-se os menos cristãos do Império. É paradoxal que o Imperador Constantino, um Ocidental tenha imposto uma que só viera difundir-se na parte oriental do Império. Se houve um Imperador que tivesse algum interesse em abraçar o cristianismo tal foi o caso de Galerius (Galério), e Maximinius Daia que era, no tempo de Constantino Imperadores do Oriente. Os quais foram seus piores inimigos e os maiores perseguidores do cristianismo. Mas, para o soberano reinante no Ocidente, Constantino aliar-se ao cristianismo representava um perfeito absurdo político, mas, era mesmo perigoso, já que o exército, a única força real do Estado Romano era todo ele pagão. Sendo principalmente dedicado ao culto do sol e seria por muito tempo.

Visto que temos constatado que Constantino tinha tudo a perder e aparentemente nada a ganhar ao abraçar o cristianismo, só nos resta uma conclusão possível a que cedeu a um impulso súbito de ordem patológica divina à escolha, jogou a sua sorte ao apostar no Deus dos cristãos. Os espíritos sentiam perturbados pelo trágico destino de todo aqueles que tinham perseguido os cristãos. 

O próprio Galério seu mais feroz adversário acabava de reconhecer-se culpado e implorava as suas vítimas para que rezasse por ele, no caso, Galério antes de morrer editou um Édito de tolerância e colocava fim à perseguição. 

Em Roma Maxcêncio que dispunha de um exército bem mais numeroso fizera encantações a todas as potências divinas e infernais do mundo pagão conhecidas e desconhecidas inflamando a imaginação com suas práticas mágicas. A Constantino só lhes restava tentar a sorte apelando para o novo Deus, o Deus dos cristãos.  

Aí ele pergunta: “Mas, ter-se-á realmente convertido?” Se entender por conversão uma reformulação moral e interna a resposta será sem dúvida negativa. Mas, não se trata disso, trata-se de saber se o imperador após sua vitória sobre Maxcêncio deu mostras oficiais de sua adesão a nova Fé. Tais mostras são inegáveis aí ele (Ferdinando Lot) lista em seguida as provas de que ele teria mesmo aderido ao cristianismo.

Então, equivocadamente afirma Rodrigo Silva e todos os historiadores modernos. Não havia para Constantino interesses políticos em converter ao cristianismo, interesses militares muito menos. Ele tinha tudo a perder, foi uma grande aposta política que deu certo, mas, não, Constantino não foi movido por interesses políticos ao abraçar o cristianismo.

Diz Rodrigo Silva que “Constantino deu liberdade de culto aos cristãos, proibiu as perseguições aos cristãos, e elevou o cristianismo a religião estatal” – sobre isso já foi respondido mas, reforçando que Constantino deu sim liberdade de culto aos cristãos e proibiu a perseguição dentro do Império Romano Ocidental, mas, não foi ele que estabeleceu o cristianismo como religião oficial do Império, mas, o Imperador Teodósio 43 anos depois da morte de Constantino com o Edito de Milão em 06/313; - O Acordo de Milão garantiu a liberdade religiosa aos cristãos do Império Romano. 

Os governantes romanos Constantino I, imperador do Ocidente, e Licínio, imperador do Oriente concordaram com a liberdade de crença para toda população do império, incluindo os cristãos. Devolvendo, inclusive os locais de culto aos cristãos, incluindo até os que já haviam sido vendidos. Porém como já vimos antes da emissão do Édito de Milão, Galério ou Galério, em 30 de abril de 311, promulgou o Édito de Tolerância, também chamado de "Decreto da Indulgência", no qual, buscando harmonia política, reconhece o cristianismo e dá fim à perseguição anticristã. Mas, somente em 380 com o Edito de Tessalônica tornou-se então o Catolicismo a religião oficial do Império Romano,  também conhecido como Cunctos Populos ou De Fide Catolica foi decretado pelo imperador romano Teodósio I (a 27 de fevereiro de 380 d.C), elo qual estabeleceu que o cristianismo tornar-se-ia, exclusivamente, a religião de estado, no Império Romano abolindo todas as práticas politeístas dentro do império e fechando templos pagãos.

Portanto, é um absurdo a afirmação de Rodrigo Silva que busca senão desvirtuar o contexto histórico sem fundamento algum, (e ele como doutor sabe que mente descaradamente), ao afirmar tais coisas que não condiz com a realidade e com os documentos históricos. 

É de uma irresponsabilidade sem tamanho. Uma pessoa, por mais que tenha todos os títulos de doutorado que se propõe a isso em dizer que Constantino tornou o cristianismo religião oficial do Império Romano, essa pessoa é desprovida de qualquer credibilidade.

Segundo Rodrigo Silva, Constantino pegou as basílicas, que eram templos pagãos de Roma e transformou essas basílicas em templos cristãos.

Um grande absurdo para uma pessoa que se diz doutor, e arqueólogo. As basílicas romanas, antes, eram locais de reunião pública. Utilizadas para o comércio, para os julgamentos, para as grandes assembleias e discussões públicas não eram templos.

Continua Rodrigo Silva... “Quem já foi para a Itália já deve ter visto muito dessas basílicas lá, tem um panteão lá dessa época que você vê que é uma coisa estrondosa. Nos nichos que tinham os deuses pagãos ele tirou e colocou imagens de santos”. “Constantino começo a mudança e a Igreja cristã que até então era Apostólica, agora se tornou Apostólica Romana.”

Talvez ele não sabe que o Panteão se tornou igreja somente em 609; (Em 609, o imperador bizantino Focas ( r. 602–610) deu o edifício ao papa Bonifácio IV ( r. 608–615), que a converteu em uma igreja cristã e consagrou-a a "Santa Maria e os Mártires" em 13 de maio de 609.) 

E não há mal nenhum em reutilizar algo que antes era do mal em favor do bem. Pois, se fosse assim os cultos evangélicos também não poderiam acontecer em salões de festa, em clubes e estádios de futebol. Ou mesmo em locais onde antes eram usados com outros fins. No entanto, os evangélicos alugam prédios que já foram até bares e boates e transforma-os em igrejas.

Também é mentirosa essa afirmação de que foi a partir de Constantino que a Igreja se tornou Apostólica e Romana. Quando nós sabemos pelos escritos dos documentos  que muito antes de Constantino nascer ela já existia em Roma, e o nome Romana só veio a ser acrescido depois para distinguir a Igreja cristã de Roma das demais. Porque a Igreja de Roma é a mais antiga e uma das várias Igrejas Católicas que existem até hoje. 

Não tem nada a ver com Constantino. Igreja, porque é fundada por Jesus Cristo, Católica, porque é uma só em todo mundo. Uma só fé, uma só Igreja, um só batismo. Apostólica porque descende dos Apóstolos Pedro e Paulo, e Romana porque sua Sede oficial está em Roma.  A Igreja de Roma é a mãe de todas as outras Igrejas. Tendo à sua frente o bispo de Roma que também é o Papa.

Um outro ponto que é preciso considerar é que a conversão de Constantino não favoreceu a importância, a cristalização da primazia da Sé Romana, mas, conspirava contra. Não é preciso ser um grande conhecedor de história para entender. Para isso, basta conhecer os fatos. Alguns dos fatos mais fundamentais e fazer breves raciocínios.

Constantino tirou a capital do Império Romano de Roma. Ele não gostava de Roma que trazia para ele lembranças negativas. Roma lembrava crimes que ele lá cometera. Em 324 Constantino resolveu construir uma nova capital que é Constantinopla que foi inaugurada em 330. Levando para lá todos os órgãos de estado tornando aquela capital a capital do Império Romano. Abandonou Roma e nunca mais voltou. Quando ele morreu o império foi dividido entre seus 3 filhos, mas depois foi reunificado pelo seu segundo filho e sucessor Constâncio II, que foi a Roma uma vez por volta de 356. 

Roma foi abandonada pelos imperadores. Se Constantino tivesse interesse em tornar alguma cidade como a capital da Igreja não Roma, mas, Constantinopla. E mesmo quando o Império Romano foi dividido em dois e o Império Romano Oriental seguiu seu caminho e o Império Romano Ocidental voltou a ter um imperador no Ocidente, os imperadores não viveriam em Roma, mas, no norte da Itália, em Milão, em Pávia, em Ravena.

Ainda, segundo Rodrigo Silva, uma das mudanças de Constantino foi o calendário romano. Diz ele: “O calendário foi mudado na época de Júlio Cesar, depois na época do Papa Gregório, a gente fala do calendário juliano e do calendário gregoriano e nessas mudanças que Roma fez tanto na fase imperial como na fase cristã, a gente percebe uma coisa: Nós estamos em que ano agora? (resposta) novembro... mas, é o mês 11. Outubro lembra que número? (resposta) Oito, mas é o mês 10. Dezembro lembra que número? (resposta) 10. Mas é o mês 12. Quem mudou tudo isso? Diz ele, Roma."

Em relação a mudança do calendário, ele fala que Roma modificou o calendário. O que ele não sabe é que Roma fez o calendário, os meses que ele fala em seguida, Roma fez. Mas, aí a gente entende porque ele faz tal afirmação. Porque ele quer justificar (sem nenhum fundamento) uma profecia do Antigo Testamento correspondente a modificação de calendário. Aí, ele pega o calendário juliano que é um calendário pré-cristão, coloca no bojo dessas mudanças do calendário feitas por Roma para justificar uma suposta mudança de calendário que seria a realização da profecia do Antigo Testamento. 

Ele menciona até mesmo a modificação do calendário feito pelo Papa Gregório XIII (denominado de “calendário gregoriano” por causa desse Papa) em 1582 doze séculos depois de Constantino, ou seja, esse argumento dele é chamado de “falácia de conclusão irrelevante”. 

A mudança de calendário do século XVI como uma decorrência imediata do que aconteceu no século IV, para ele demonstrar que o que foi feito a partir de Constantino era uma realização de uma profecia do Antigo Testamento.

 Roma não mudou o calendário Roma fez esses calendários antes de Cristo. E depois o Papa Gregório XIII para fazer uma correção porque se concluiu de acordo com os cálculos astronômicos que estava equivocado, mas essa mudança foi feita na correção dos dias do ano e não nos meses. Os meses sempre foram romanos e continuam assim.

Rodrigo Silva continua seus ataques dizendo que Constantino mudou também as leis de Deus. Diz ele: “Eu convido todo mundo que está em casa a fazer um exercício, no Google você acha isso. Procure em qualquer Bíblia seja de editora católica, ortodoxa ou protestante Êxodo capítulo 20, os dez Mandamentos. E leia como os dez Mandamentos estão em qualquer Bíblia. Depois que você ler os dez Mandamentos como estão na Bíblia, procure o catecismo da Igreja Católica e veja como os dez Mandamentos estão no catecismo. No Catecismo está assim: Amar a Deus sobre todas as coisas, não tomar o seu santo nome em vão, guardar domingos e festas , honrar pai e mãe, não pecar contra a castidade. Mudaram os Mandamentos.” Para ele quem mudou os Mandamentos? ... Roma. Porque tudo se deu a partir de Constantino uma deformação, etc. porque estava profetizado no Antigo Testamento.

Falta de conhecimento deste senhor que não sabe que as primeiras modificações da estrutura dos Mandamentos já remontavam aos Rabinos. Nós encontramos Filon de Alexandria que foi um grande pensador judeu do século I, fazendo uma simplificação da ordem dos Mandamentos, diferente do que está estruturado no Antigo Testamento. A Igreja católica se quisesse mexer na estruturação dos 10 Mandamentos teria o feito na própria Bíblia. Mas, não. A Bíblia católica está do mesmo jeito que uma bíblia protestante ou na Torah judaica. Os 10 Mandamentos tal como estão no Catecismo não altera a fórmula original como está no Antigo Testamento, apenas o simplifica e reformula à linguagem da Igreja. 

A estrutura atual apresentada pelo Catecismo da Igreja Católica dos 10 Mandamentos remete à Santo Agostinho. Ela é obra principalmente de Santo Agostinho. Mas, nós precisamos considerar três coisas: 

1) Santo Agostinho, não foi Roma. Ele era um bispo de fato da civilização romana pós Constantino, mas, cuja autoridade era reconhecida universalmente pela Igreja por causa da sua grande sabedoria e seu vasto conhecimento e que fez esta estruturação que nós conhecemos. Mas, no final das contas, nem foi Santo Agostinho. A divisão que nós encontramos dos Mandamentos nós já encontramos na Igreja no século II e III na obra de Teófilo de Antioquia (Séc. II) e na de Clemente de Alexandria (Séc. III) e na virada do século IV para o Século V na África com Santo Agostinho. Ou seja, nós encontramos fontes pré- Constantino que servem de base para futura estruturação de Santo Agostinho.

Ou seja, é sempre isso. Eles vão apontar alguma coisa que teria sido uma inovação pós-Constantino e nós encontramos um paralelo, um prelúdio pré-Constantino. 

Qual que é a única tentativa coerente dessas pessoas a final das contas? É retornar ao infinito até Cristo e dos Apóstolos para frente é tudo corrupção. Porque tudo que eles atribuem de essencial, claro, após Constantino as raízes já estão lá na igreja pré-constantiniana. 

2) Lutero e Calvino também fizeram as suas subdivisões próprias dos Mandamentos. 

3) Ele falou "vá em qualquer bíblia, procure na internet...", o que este senhor não sabe, ou se esqueceu que ele nasceu já no tempo da imprensa. Hoje, a Bíblia é acessível a todo mundo. No entanto, na época de Santo Agostinho não era assim. O livro não era acessível a qualquer um. Além de caro, eram rolos e mais rolos de pergaminhos. 

A Escritura era copilada à mão e foi graças aos monges copistas católicos que a Bíblia se espalhou. A simplificação que Santo Agostinho faz baseado na tradição da Igreja pré-Constantino visava facilitar às pessoas que não tinham acesso ao texto bíblico por questões práticas a decorarem, e mais, os Mandamentos tais como estão no Catecismo da Igreja que se alicerça nessa divisão feita por Santo Agostinho, ela visa atender às correções que Jesus fez no Novo Testamento. Por exemplo: “Está escrito não cometerás adultério! Eu, porém, vos digo: Quem olhar para uma mulher e a cobiçar já terá cometido adultério em seu coração”. Não cometerás adultério é o mesmo que não pecar contra a castidade que é o pecado de adultério.

“Não matarás!,  Não adulterarás!,  Não darás falso testemunho!, Honra teu pai e tua mãe!,  Ame ao próximo como a si mesmo!”. (Mt19, 16-19) Veja aqui um clássico exemplo que nem Jesus usa citar os 10 mandamentos como está em Êxodo20. 

 “Eu vos dou um novo Mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos tenho amado!” (Jo13, 34) - o Novo Mandamento de Jesus. Ele não acrescentou mais um nos 10 e fez 11 Mandamentos. Ele deu um Novo Mandamento, o Mandamento da Nova Aliança é o "Amor". Parece simples, mas, ele pede que amemos uns aos outros como o mesmo amor que ele amou e nos ama. AMAR COM O AMOR DE DEUS.

 E aí, tem sentido o que Rodrigo Silva afirma? Claro que não.

 "O amor não faz o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei." Rm13, 10 então, não importa se observamos os Mandamentos tal como está no AT. em Êx.20 ou como está no Catecismo importa que cumpramos o Mandamento de Jesus. AMAR COMO JESUS AMOU! Se conseguirmos isso estamos cumprindo toda a Lei. 

Jesus Cristo, segundo os evangelhos, também não mencionou os 10 Mandamentos da mesma forma que está em Êxodo 20. Pelo contrário, Jesus até os simplificou em dois, amar a Deus e ao próximo. Visto que os nove Mandamentos da Lei de Deus se resumem nestes dois. Quanto à substituição da guarda do sábado pelo domingo e festas de guarda como está estabelecido no Catecismo da Igreja Católica se deve ao fato de que os cristãos desde o início não guardavam mais o sábado como dia do Senhor, mas, o domingo. A guarda do sábado está ligada ao dia da criação e à Páscoa judaica na Antiga Aliança. A guarda do domingo está ligada à Páscoa de Jesus, à sua ressurreição conforme está descrito nos Atos dos Apóstolos. Jesus ressuscitou no domingo, apareceu ressuscitado no domingo, a Eucaristia, também chamada de “fração do pão” e as orações era feita pelos primeiros cristãos no domingo. E aí Rodrigo Silva diz que foi Constantino, que mudou o calendário e a guarda do sábado e a parte que fala não terás outros deuses diante de mim.

Santo Inácio de Antioquia que foi discípulo de São João em sua carta a Magnesius (107 d.C), portanto, bem antes de Constantino, ele combatendo as heresias judaizantes disse: “Nós que antes guardávamos o sábado agora não mais o guardamos, mas, guardamos o dia em que o Senhor ressuscitou, o domingo”. Isso não é no tempo de Constantino. Duzentos anos antes já fora dito sobre a guarda do domingo. Isso só demonstra que não há que se levar em conta por questões históricas de Rodrigo Silva a sério.

Os adventistas (que é o caso de Rodrigo Silva) e as outras denominações sabatistas que atacam a Igreja Católica o fazem ou por falta de conhecimento por maldade. Das duas uma ou ele mente, ou ele sabe e age com desonestidade, ou ele não sabe e vende-se como alguém que sabe.

O que este senhor diz em suas entrevistas muitas vezes de forma maldosa e inescrupulosa, visto que se trata de um doutor em arqueologia, teologia protestante e em patrística não poderia agir senão, com segundos interesses pelos quais é denegrir a Igreja Católica com suas falsas afirmações. O cristão que busca na arqueologia razões para provar sua fé, age como fez o apóstolo Tomé que não acreditou na ressurreição de Jesus e precisou por a mão nas feridas do Ressuscitado para crer.

É lamentável quando vemos pessoas desse naipe mentindo com falsas afirmações a respeito das verdades históricas, não por falta de conhecimento, mas por querer dar crédito à sua denominação.

A Igreja Católica, porém, ao longo de mais de 2000 anos sempre manteve a mesma fé e a mesma doutrina dos Apóstolos. Mesmo nos tempos mais sombrios em que a Igreja passou e mesmo agora com tantas pessoas de dentro ou de fora tentando derrubá-la ela está confiante na promessa de Cristo “as portas do inferno não prevalecerão contra ela!”


Fonte:

Das explicações do Prof.  Lucas Lancaster, História da Igreja. 

     

    

 

 

  

 

 

sábado, 8 de março de 2025

OS SANTOS ANJOS DE DEUS - Eles são nossos amigos e protetores!



Dentro de nossa fé católica a Igreja nos ensina sobre a existência dos Santos Anjos:

A existência dos anjos é, de facto, um dogma da Igreja Católica, definido pelo seu Magistério Extraordinário no IV Concílio de Laterão de 1215 (DS 800) e no Concílio Vaticano 1º (DS 3002) além de constar no Credo de Niceia Constantinopla, que proclamamos na Santa Missa.

«A existência dos seres espirituais, não corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição». (Catecismo da Igreja Católica, 328)

Os anjos na vida da igreja: Os parágrafos: 334 e 335 do catecismo ensina:   

334 - Daqui resulta que toda a vida da Igreja beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos. Na sua liturgia, a Igreja associa-se aos anjos para adorar a Deus três vezes santo

(«Sanctus»); invoca a sua assistência (como no «Supplices te rogamus» do Cânon romano, ou no «In paradisum deducant te angeli» da Liturgia dos Defuntos, ou ainda no «Hino querubínico» da Liturgia bizantina), e festeja de modo mais particular a memória de certos anjos (S. Miguel, S. Gabriel, S. Rafael e os anjos da guarda).

335 - Desde a infância (Mt 18,10) até à morte (Lc 16,22), a vida humana é acompanhada pela sua assistência (Salmos 34; 8; 91,10-13) e intercessão (Jó 33,23-24; Zacarias 1,12; Tobias 12,12).

«Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida» (São Basílio, C. Eunómio III, l: Página 29, 656B).

[Pode-se conferir ainda sobre os anjos os parágrafos 331, 332, 333 do Catecismo].

Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.

Nós não os vemos, mas eles estão aí por toda parte. Eles não são pessoas ... são espíritos... não assumem corpos... (embora, em alguns casos, podem representar-se sob forma humana), e, portanto, não tem sexo.

Deus os criou para que o servissem. Por isso, os Anjos são seres especiais, que O servem diretamente. Eles se manifestam nas várias situações em que Deus precisa deles. São servos especiais e eles agem puramente sob o comando de Deus e nunca ao nosso comando. A existência deles está fundamentada na Sagrada Escritura, que os cita várias vezes.

 

A palavra anjo ou 'ânguelos' em grego, ou ainda, em latim, angelus, significa mensageiro, portadores de notícias. O nome anjo dá a ele não o que pode significar a pessoa, mas a sua missão. Quanto à natureza, eles são espíritos. Ou seja, é anjo por aquilo que eles fazem e são espíritos por aquilo que eles são. São seres dotados de vontade, inteligência, individualidade e liberdade.  

Mas, a principal função destes seres é cantar e louvar a Deus.

Os Anjos são espíritos, por isso, não os vemos, eles existem em multidões que não podemos contar. (Lucas2, 13-14).

 

Não estão sujeitos ao tempo e ao espaço. Não dependem da matéria para se manifestarem.

Eles também são comunicadores de graças especiais e traz para nós a graça e a proteção divina quando precisamos.

Como entender a existência desses seres?

A principal maneira de entender é na Sagrada Escritura, onde várias vezes temos o testemunho das comunicações, das ações e intervenções destes seres em diversos momentos, lugares e situações.

1) Na criação do mundo e do homem lá estavam os anjos. (Gênesis 1, 26).

2) Quando Deus prova Abraão, o Anjo do Senhor intervém para que seu filho não seja sacrificado. (Gênesis 22, 9-12.15); também aqui o Anjo lhe traz a promessa de Deus de fazer de Abraão uma nação santa para Ele.

3) Jacó, vê em sonho, os Anjos que o servia a Deus no céu. (Gênesis 28, 10-13).

4) O Anjo Rafael se apresenta a Tobias para curar os olhos de seu pai e se manifesta como servidor do Trono e que estava cumprindo a missão de Deus. (Tobias11, 7-8.14-18) - O nome Rafael significa: Deus Cura.

 

5) Em Salmos 33, 8; e Salmo 90, 10-11; Os anjos de Deus são nossos guardiães e nos livra dos perigos.

6) No Novo Testamento, vemos a manifestação do Anjo Gabriel ao anunciar a encarnação de Jesus. Gabriel é mensageiro da paz. (Lucas1, 26-28)

7) Em Lucas2, 9-12 - Os anjos são anunciadores da Boa-Nova do nascimento de Jesus e cantam louvores a Deus.

8) Os anjos são cumpridores da justiça divina. (Mateus 24, 31 e Mateus 25, 41).

9) Os anjos ajudam a Deus para que sejamos salvos. (Hebreus 1, 14).

10) Quando estamos com Deus, quando agimos na caridade, nossa casa está hospedada pelos anjos de Deus que nos dão proteção. (Hebreus13,1-2).

11) Os anjos estão submissos a Cristo. (1Pedro, 22)

k) O coro dos anjos louva a Jesus Rei porque ele realizou a salvação da humanidade. "Ele é digno de receber toda honra e toda glória". (Apocalipse 5, 11-12)

12) Os anjos combatem a nosso favor, Miguel é o príncipe da milícia celeste e nos defende das forças do mal. (Apocalipse 12, 7-9).

13) Na Ressurreição de Jesus, são os anjos que deram às mulheres a notícia da ressurreição. Eles retiraram a pedra do túmulo onde Jesus tinha sido sepultado. E na Ascensão, Jesus sobe ao céu rodeado pelos anjos. E ao mesmo tempo, esses anjos anunciaram a segunda vinda de Jesus. (Cf. Mateus 28, 1-3.5-7; Atos 1, 9-11).

14) Na caminhada do início da Igreja, após prenderem os Apóstolos, a Igreja orando intercedeu e Deus interviu e mandou o Anjo para os solta-los. (Cf. Atos 5, 17-19).

15) Também, no início do cristianismo, vemos o Anjo de Deus ajudando o Apóstolo Felipe, na conversão do ministro da rainha da Etiópia. Atos 8, 26-40 - (vale apena ler).

16) Também quando Jesus voltar (Parusia), Ele virá junto aos seus anjos para julgar os vivos e os mortos! - (Mateus 25, 31.41) Separará os bons dos maus. Os maus ficarão no céu com

Ele, e os santos anjos. Os maus serão levados para o inferno, para junto de satanás e de seus anjos maus.

 

Antes da Terra existir, os anjos foram divididos. Quando Lúcifer, (também chamado de 'Estrela da Manhã') junto com os outros anjos que se juntaram a ele, estes se revoltaram-se contra Deus e foram expulsos do céu, tornaram-se demônios. Estes anjos maus são inimigos de Deus e fazem de tudo para atrapalhar seus panos.

Foi dessa forma que o pecado entrou no mundo. Pelo poder de persuasão eles convenceram Adão e Eva a pecarem pela desobediência.

A palavra satanás, quer dizer anjo caído; perdido sua glória no Céu, Lúcifer, príncipe dos demônios tem grande ódio de Deus. Ele mora na terra, e Jesus no Céu.

(Cf. Gênesis 3, 1-19; Apocalipse 12, 7-12;.17-18; Mateus 13, 19.39-41)

Manifestação angélica contemporânea:

Antes das Aparições em Fátima, Portugal, em 1917, um ano antes, em 1916, um anjo apareceu aos videntes Lúcia, Francisco e Jacinta, e rezava com eles, várias vezes, prostrando-se no chão rezava e pronunciava palavras de adoração à Jesus.

O Anjo de Portugal, também conhecido como Anjo da Paz, três pastorinhos de Fátima. As aparições ocorreram nos Valinhos, perto de Aljustrel, na freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém e, e tendo rezado com eles lhes ensinou esta oração:

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam".

Como vê vários são os exemplos da ação dos Santos Anjos. Eles agem em muitas situações em que Deus precisa intervir. Como mensageiros podem nos trazer alguma comunicação de graças que Deus nos favorece.

Eles são seres puros, criados por Deus, são amigos de Deus. Quando Deus criou o mundo, ao criar o homem, lá estava os anjos. A Bíblia relata esta criação no plural, para dizer que não só a Trindade estava presente nesta obra, mas toda corte celeste. "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança!" [...] Gênesis 1, 26. A palavra 'façamos' está no plural. Indica-nos que na criação do mundo, não só a Trindade estava presente, mas também os Anjos de Deus.

Os Anjos seres incorpóreos, ou seja, não têm corpo material.

Se algumas vezes, até mesmo na Sagrada Escritura eles se mostraram com aparência de um corpo humano, foi para realizar uma missão específica, eles precisavam serem vistos sob aparência humana.

Os anjos por serem inteligentes, são capazes de compreender a soberania de Deus em um todo. São criaturas com alto poder, criados por amor e que com amor adoraram e servem a Deus, louvam sem cessar o seu nome, mas, com submissão amorosa. Com sua inteligência são capazes de entender que sua grandeza e santidade foram dadas por Deus e também sabe que é nos servir e adorar que reside sua felicidade celestial.

Os anjos são seres espirituais dotados de vontade própria. Sua vontade lhes dão a possibilidade de decisão em sua vida nos relacionamentos com Deus e nas missões dele recebidas.

Por compreenderem que Deus é o bem supremo e a fonte de sua felicidade celestial, os anjos tem sua vontade toda voltada para Deus. E jamais decidem algo que sejam contrários à vontade de Deus.

Os anjos possuem liberdade? Sim. Mas, a liberdade deles deve ser compreendida no seu verdadeiro significado. "livre é aquele que escolhe o bem, o verdadeiro, o justo e bom por sua própria iniciativa". O anjo tem liberdade para escolher entre o bem e o mal, porém, não tem o livre arbítrio. Ao homem foi dado o livre arbítrio de escolher entre o bem e o mal. Ainda que escolha o mal o homem pode se arrepender e restabelecer a comunhão com Deus. O anjo não tem livre arbítrio se ele pelo caminho do mal não tem volta. Isso acontece porque os anjos neste ponto estão em um grau mais elevado que os seres humanos por estarem diretamente ligados a Deus e por estarem e gozarem santamente a sua glória o contemplam face a face, algo que o homem não pode fazer senão por um processo de conversão. Por isso, entende-se que a liberdade no sentido “humano” não se aplica à realidade angélica. A liberdade angélica está totalmente envolta a servidão amorosa que esses seres exercem de forma mais íntima e definitiva diante e Deus.       

Sabemos que Lúcifer e outros anjos abusaram da liberdade e foram condenados ao inferno, quiseram ser deuses, e foram expulsos do Céu.

[Saibam que o inferno foi feito para satanás e não para os homens. Se os homens vão para lá é porque escolheram ficar do lado de satanás. Não é vontade de Deus condenar as almas dos homens ao inferno.] 

Os Santos Anjos sabem que a felicidade consiste em estar com Deus livremente e “escolhem" servi-lo com amor.

Por isso, os anjos são "servidores" por excelência, são mensageiros de Deus, executores de sua palavra, e obedientes ao som da sua voz. Salmo 103, 20.

Baseado nas citações sagradas, alguns estudiosos os dividem em três hierarquias.  Cada hierarquia é formada por três categorias, formando ao todo nove categorias ou ordem de espíritos angélicos.

A primeira é formada pelos Serafins, pelos Querubins e pelos Tronos. Esse se mantém junto ao trono de Deus, o adoram, o contemplam e engrandecem o Senhor. Os Serafins são inflamados do amor de Deus.  Os Querubins portadores da Ciência divina. Os Tronos vivem da "fruição perpétua" da presença de Deus.

A segunda é formada pelos Dominações, pelos Virtudes e pelos Potências. Os Dominações organizam, dão ordens aos outros espíritos. Os espíritos Virtudes, são executores: agem, cumprem. E os Potências exercem seu poder de remover obstáculos ao plano divino, (são combatentes), e favorecem sua realização.

A terceira hierarquia é formada pelos Principados, chamados de Arcanjos. Eles exercem poderes em nome de Deus, para o reino de Deus em regiões maiores: países, estados. Os Arcanjos exercem domínios sobre cidades. Os Anjos exercem o cuidado de pessoas. (Cf. Legenda Áurea pg.813-824).

São chamados de Arcanjos aqueles anjos que são os primeiros na ordem hierárquica angélica. Eles assistem o trono de Deus. A Bíblia diz que são sete os Arcanjos que assistem o trono de Deus, (Tobias 12, 15) e (Apocalipse 8, 2) destaca o nome de três: Miguel, Gabriel e Rafael. Miguel quer dizer, "Quem semelhante a Deus". Gabriel significa "Fortaleza de Deus" e Rafael "Deus Cura".

É bem verdade que alguns escritores sacros divergem, não do nome das categorias, mas, das suas atribuições de serviço. Mas, em verdade todos eles são criaturas de Deus e estão a seu serviço. Contribuem não só para a felicidade do Céu, mas, para a nossa felicidade, quando recorremos a eles. Eles servem à vontade Deus, e não a vontade humana, mas podem servir de refúgio e abrigo na hora das tentações, do perigo, das provações e de quaisquer outras situações, basta que você peça. É! basta pedir, eles são nossos verdadeiros amigos e não nos traem! Pelo contrário eles tem o poder de agir em nosso consciente para nos prevenir dos perigos, inclusive até de pecar.

Jesus Cristo é o centro de todas as classes de anjos.  Lemos em Mateus 25, 31: "quando o Filho do homem vier com todos os seus anjos..." Os anjos são de Jesus porque foram criados por Ele e para Ele. Em Colossenses 1, 16 assim está escrito:

 "Pois foi nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis: Tronos, Dominações, Potestades"; tudo foi criado por Ele e para Ele.

 

JESUS É SUPERIOR AOS ANJOS

Hebreus 1 ,5 – “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?”

Hebreus 1, 13 - “Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?”.

Hebreus 2, 5 - “Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés?”.

Hebreus 1, 14: "por ventura não são eles todos espíritos servidores enviados a serviço dos que devem herdar a salvação?"

Os anjos são de Jesus porque Ele os fez mensageiros de seu projeto de salvação. Não podemos confundir Jesus com nenhum anjo como fazem algumas seitas como os adventistas e as testemunhas de Jeová que pregam que Jesus era o anjo Miguel no Antigo Testamento.

Ele é Deus e está acima da sua criação. Quando dizemos que Jesus é o centro de todas as classes de anjos e no sentido que Ele é superior aos anjos porque eles foram criados para servi-lo.

 

 AS FUNÇÕES ANGÉLICAS

 

Louvam e adoram a Deus.

São Mensageiros de Deus.

São nossos guardiões.

São confortadores.

São nossos defensores.

Combatem com o maligno a nosso favor.

Oferecem nossas orações a Deus.

São nossos defensores.

São intercessores.

Alguns exemplos de atuação prática dos anjos na Bíblia:

Daniel 7, 10, diz-se que milhares de anjos estão em volta do trono de Deus, a servi-Lo.

Tobias12, 13-15 O anjo Rafael é enviado para testar a fé de Tobias e curá-lo de uma enfermidade.

Lucas 1, 26-37 - O anjo Gabriel traz a mensagem da parte de Deus que a Virgem Maria conceberá e dará à luz ao filho de Deus. 

Lucas 2, 10 - O anjo anuncia aos pastores o nascimento de Cristo; e ao mesmo tempo se juntam aos incontáveis anjos para louvar e glorificar a Deus.

Mateus 2, 13 - O anjo avisa em sonho a José para fugir para o Egito por causa da perseguição de Herodes.

Mateus 3, 11 - Logo após o demônio tentar Jesus, os anjos aproximaram de Jesus para servi-lo.

Lucas 22, 43 - O anjo conforta Jesus no momento de sua agonia no Horto das Oliveiras.

Salmo 91, 11-13 (Mateus 4, 5-6) - Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

João 20,11-12 - Os anjos aparecem à Maria Madalena no sepulcro.

Atos 1,10 - Na ascensão de Jesus os anjos anunciam a volta dele. 

Atos 5, 17-19 - o Anjo liberta os apóstolos da prisão.

 

Apocalipse 12, 7 - O anjo Miguel combate satanás.

Apocalipse 4, 8 - Os anjos louvam e bendizem a Deus no Céu.

Apocalipse 7, 11 - Os anjos, com toda a corte celeste juntamente com os santos mártires adoram a Jesus.

 

Apocalipse 8, 3. Ao anjo é dado incenso para oferecer com as orações de todos os santos.

Apocalipse 14, 6-12 - Os anjos anunciam a hora do julgamento.

 

Apocalipse 8, 3 - Os anjos são nossos intercessores e apresentam as orações dos santos junto de Deus.

Desde a encarnação até a Ascensão de Jesus é cercada pela adoração e serviço dos Anjos.

No nascimento de Jesus um coro celestial cantou "glória a Deus nas alturas..." (Lucas 2, 14) - Protegeram a infância de Jesus avisando José para fugir da perseguição de Herodes. (Mateus 1, 20. 2, 13-19). Serviram a Jesus no deserto, (Marcos 1, 12). O conforta Jesus no Horto das Oliveiras, (Lucas 22, 43).

Cada um recebe desde a sua concepção um anjo pastor, esse anjo é o Anjo da Guarda. A quem devemos sempre recorrer. Eles receberam de Deus a missão de nos acompanhar por toda nossa vida. A fim de auxiliar no cumprimento da vontade de Deus, até o fim de nossos dias. Nos ajudam a vencer as opressões causadas pelas tentações, que são feitas pelos anjos maus, e os afasta de nós. Nos dá inspirações, noções e conselhos agindo em nosso subconsciente a fim de distinguir o certo e o errado para evitar o mal e fazer o bem. 

Também são intercessores valiosos diante de Deus, porque conhece as nossas limitações, nossas necessidades e intenções. É por deles que nossas orações chegam a Deus.

É muito importante que saibamos estabelecer laços de amizade com nosso anjo da guarda, acreditar na sua presença, sermos dóceis e obedientes às suas inspirações. E, por meio da Oração recorrer sempre a sua intercessão.

 

LEMBRE-SE DE QUE:

1) Os anjos são espíritos criados por Deus em particular e não almas de pessoas que morreram. São espíritos puros, mas com total obediência e servidão a Deus.

2) Temos que ter o cuidado para não pensar que os anjos são nossos "empregados", ou que estão a nossa disposição para fazer tudo aquilo que queremos à força ou guiados pela superstição ou pelo esoterismo.

3) Lembrar sempre que: os anjos cumprem em especial a vontade de Deus e nunca a nossa vontade. Eles podem nos ajudar, estão aí para isso, sempre que precisarmos algo de bom.

4) Por determinação divina os anjos são nossos guardiães e estão ao nosso lado sempre.

5) Os anjos por estarem diretamente ligados à Deus, podem se quiserem manifestar-se em qualquer tempo e espaço, assumir formas, mas nunca encarnar, (nascer), em um corpo.

6) Nunca podemos deixar de rezar e agradecer o amparo que eles sempre nos dão de forma silenciosa e tão amiga.

8) Os Anjos da Guarda são nossos maiores amigos.  

QUANTO A QUEDA DOS ANJOS - TAMBÉM CHAMADOS DE DEMÔNIOS, O PADRE PAULO RICARDO NOS ENSINA COMO ENTENDER À LUZ DA DOUTRINA DA IGREJA SOBRE ELES. VAMOS ASSISTIR ESTE VÍDEO:
 


Depois de ler e aprender biblicamente o correto sobre a existência dos anjos e o que eles representam, além do valor de sua existência, temos que nos libertar das correntes maléficas do ocultismo, isto é, de seitas e de pessoas supersticiosas que os colocam como deuses.
Quanto aos nomes próprios dos anjos, a Bíblia nos revelou apenas três: Miguel, Rafael e Gabriel.  

Esses Anjos agiram e contribuíram com a História da Salvação. Os demais sabemos o nome das hierarquias, mas não seus nomes. Por que digo isto? porque é comum os ocultistas dizem por aí vários nomes de anjos, isto é uma mentira! Todos esses nomes foram inventados, fantasiados, por essas seitas pagãs. A Bíblia nunca nos revelou a mais do que precisamos saber. Bom seria se soubéssemos o  nome de nosso anjo da guarda, por exemplo, mas isso não nos foi revelado por Deus. 

No ocultismo, e no esoterismo, eles ensinam que há anjo pra tudo, isso não é verdade, agora sabemos que existe uma hierarquia, que os anjos também são submissos a Deus e nunca a nossa vontade e que a principal função deles é cumprir a vontade de Deus; eles não podem interferir em nada se não for por ordem expressa de Deus. E que anjo, não tem sexo, pois é espírito!  

Os ocultistas e os gnósticos pensam que eles são capazes de resolver tudo, não é verdade. É anjo pra lá, anjo pra cá, tudo ligado às superstições.

A devoção aos santos Anjos deve ser incentivada, mas, sobretudo, deve ser observado de que eles, assim como  todos nós, somos criaturas de Deus, e como tais, somos servos de Deus. Os Anjos não são deuses, não podem fazer por nós daquilo que não for da vontade de Deus.

Os Anjos, assim como os santos (as) podem sim, interceder por nós e se for da vontade de Deus podem nos ajudar. A única coisa que os anjos podem fazer sempre por nós por missão direta é a nossa guarda, isto é nossa proteção. Eles nos guarda e nos guia. Mas para isso temos que pedir, pois eles respeitam nossas decisões. Você tem costume de pedir proteção ao seu anjo da guarda? ... Você pede proteção para ti e sua família, amigos, etc.? Pois é, é preciso, pois, mesmo eles tendo ordem de Deus para nos proteger, não vão agir se não quisermos.

Agora, as demais coisas, como: bênção e cura, os milagres em si, eles nos trazem na medida em que Deus os autoriza fazê-los.            


Por isso, rezai comigo esta Oração:






SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO PROTETOR. SE A TI, DEUS TE CONFIOU A MISSÃO DE CUIDAR DE MIM. EU VOS PEÇO: DEFENDEI-ME EM TODAS AS MINHAS NECESSIDADES E NÃO PERMITAIS QUE EU SEJA ENVOLVIDO PELO PECADO. LIVRAI-ME DAS CILADAS DO INIMIGO. AGRADEÇO-VOS DE TODO CORAÇÃO A VOSSA INTERCESSÃO E VOSSA PROTEÇÃO.
AJUDAI-ME, MEU SANTO ANJO, A FAZER COM QUE EU POSSA AMAR, LOUVAR E SERVIR AO SENHOR DEUS, OBEDECER SEMPRE AS PALAVRAS DE JESUS E SER DÓCIL AO ESPÍRITO SANTO.
SANTOS ARCANJOS DE DEUS: MIGUEL, RAFAEL E GABRIEL, VINDE EM MEU AUXÍLIO!
GLÓRIA AO PAI, AO FILHO E AO ESPÍRITO SANTO. COMO ERA NO PRINCÍPIO AGORA E SEMPRE. AMÉM!             

  
    
  


           

   
               
                   

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

IRMÃO LUÍS MARIA ALERTA OS CATÓLICOS SOBRE FALSA ORAÇÃO DE SÃO MIGUEL ARCANJO NÃO AUTORIZADA PELA IGREJA

O vídeo é um alerta do Irmão Luís Maria sobre uma falsa oração de São Miguel Arcanjo que está se espalhando entre os fiéis pelo Tik Tok. Ele enfatiza a importância de usar apenas orações reconhecidas pela Igreja para evitar mal-entendidos e proteger a fé verdadeira. Assista o vídeo: 




NÃO SE ENGANEM! A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE NÃO É BÍBLICA

     

A teologia da prosperidade é uma doutrina que ensina que Deus deseja que seus seguidores sejam prósperos em todas as áreas da vida, especialmente no âmbito financeiro. Segundo essa teologia, a prosperidade financeira é vista como uma manifestação do favor divino. Acredita-se que, por meio da fé, orações e ofertas, os fiéis podem atrair bênçãos materiais.

A Teologia da Prosperidade é uma doutrina neopentecostal que se baseia em interpretações não tradicionais da Bíblia. Por isso, não é considerada bíblica:

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos, em que Deus promete prosperidade e segurança aos que tiverem fé.

Esta doutrina ensina que a prosperidade financeira é um direito do cristão, e que a doença e a pobreza não representam a vontade de Deus.

A Teologia da Prosperidade baseia-se em confissões positivas e prega que os cristãos devem decretar, determinar, exigir, reivindicar, em nome de Jesus.

A Teologia da Prosperidade interpreta a Bíblia de forma a elevar o fiel a uma condição dominante, na qual Deus tem a obrigação de lhe conceder a prosperidade.

A Teologia da Prosperidade surgiu na década de 1940, e ganhou proeminência nos Estados Unidos nos anos 1950. O evangelista batista Kennet Hagin foi um dos líderes do movimento, e popularizou e aperfeiçoou a doutrina.

Essa doutrina é bastante controversa e tem suas raízes no movimento conhecido como “Novo Pensamento”, que enfatiza o poder do pensamento positivo e a lei da atração. A teologia da prosperidade também é conhecida por outros nomes, como “evangelho da saúde e riqueza” ou "teologia do decrete e reivindique”.

Essa teologia, aplicada principalmente nos meios evangélicos, sobretudo, os pentecostais, distorce o verdadeiro ensinamento bíblico, focando excessivamente em bens materiais e ignorando a importância das bênçãos espirituais e da graça de Deus.

Fazendo de Deus, um mero negociante mediante a lei da retribuição os falsos pastores ensinam que para conseguir uma graça, ou um favor especial de Deus é preciso ser fiel na paga dos dízimos ou das ofertas. Alguns chegam a afirmar que “Deus dá mais a quem for mais fiel a Ele”, não no sentido de ser fiel na observância dos Mandamentos ou do próprio Evangelho, mas, ser fiel aqui significa dinheiro.

       Segundo a Sagrada Escritura há coisas muito mais importantes que os bens materiais que devem ser conseguidos às custas de empenho e trabalho. A Teologia da Prosperidade ensina que Deus vai fazer você ficar rico. Ser crente, no caso, é uma troca comercial: Deus se torna um comerciante e a pessoa “investe” em Deus e Deus lhe devolve mais. Com isso o crente tem direito a prosperidade material.

Essa teologia, embora ganhe esse nome, não é bíblica porque distorce o Evangelho verdadeiro e aqui vamos explicar o porquê e o quanto ela é uma farsa, além de ser uma afronta a Deus.

Vamos começar por uma passagem na Bíblia que os pastores usam para amedrontar seus fiéis: "Se você for fiel, quanto mais você der ou contribuir Deus lhe honrará e lhe dará prosperidade". "Mas, se não for fiel atrairá maldição". Isso é uma mentira. Deus pede que sejamos fiéis sim, mas, na observância da sua Lei. O amor ao próximo, o zelo pela Fé, afastar-se das coisas do mal. Veja o que Jesus fala em Mateus 5, 1-12: 

Bem-aventurados são: 

  1. Os que tem um coração de pobre. Ou seja, aqueles que não são gananciosos.
  2. Os que choram porque acharão consolo. Muitas vezes é preciso chorar e colocar-nos no colo de Deus. Colocar nossos problemas, as situações que não podemos resolver sozinhos. Deus dá a direção e o consolo. Muitas vezes não agimos como filhos diante de Deus, mas como criaturas. Quem chora será consolado. 
  3. Os Mansos, ou seja aqueles que não procuram vingança. Os que não revidam mas, dão a outra face.
  4. Os que tem fome e sede de justiça. Isto é, aqueles que fazem a justiça de modo certo  e que a promovem e não se deixam se corromper por ela.
  5. Os puros de coração. Aqueles que não detém a maldade em seu coração. Que agem com misericórdia e não tem sentimento de vingança.
  6. Os pacificadores, aqueles que ao invés de gerar conflitos promovem a reconciliação. Os que lutam pela paz e a promovem de modo geral. 
  7. Os que são perseguidos por causa da justiça. Isto é, aqueles que defendem a verdade, sobretudo a verdade do Evangelho, muitas vezes são perseguidos pelos poderes deste mundo contrários à Justiça verdadeira.
     8. Os que são caluniados por causa de Jesus. Porque existem forças do mal que não aceitam a Cristo nem seus discípulos. Esses caluniam os que são de Cristo por anunciarem a verdade e a salvação. O diabo, príncipe deste mundo não aceita que os verdadeiros filhos de Deus combatem o erro com a verdade de Cristo. 
 

       A Bíblia não diz que Deus dará prosperidade a quem for fiel dando mais, contribuindo mais. Ela diz que serão bem-aventurados sim, aqueles que observarem as bem-aventuranças. E essa felicidade muitas vezes não é para esse mundo, mas, para a eternidade. Quem acha que Deus te fará rico só porque vai à Igreja, ocupa os primeiros lugares, doa tudo para o pastor em troca de prosperidade, se engana. Porque Deus honra não em troca de bens, mas àqueles que o buscam com sinceridade, humildade e desapego. As riquezas, os bens de nada servem para garantia da vida eterna. Jesus disse que é necessário um coração contrito e humilde. Deus não nos fará ricos por darmos x ou y, ele nos concederá segundo nossa Fé. Deus não exige nada de nós a não ser o arrependimento e uma vida santa de acordo com sua Palavra.

         Os santos são nossos exemplos justamente porque eles abnegaram de suas riquezas materiais, outros até da própria vida, para dar testemunho de Cristo. Mesmo diante dos seus perseguidores e algozes, preferiram morrer que negar a fé em Jesus. Muitos deixaram suas famílias, venderam seus bens para seguir a Cristo. Muitos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, ao invés de viver confortavelmente preferiram a austeridade, uma vida sem prosperidade material, mas, de prosperidade espiritual viveram em tudo a radicalidade do evangelho. Onde está a prosperidade destes homens e mulheres? Está em Deus, na vida eterna. Entenderam bem o que disse o Salvador: “Não ajunteis tesouros neste mundo, onde a traça rói e a ferrugem consome, mas, antes ajuntem tesouros no céu, onde nem a traça, nem a ferrugem consomem. Pois, onde estiver o seu tesouro aí está o seu coração”. Mateus 6, 19-21

            

A farsa do espírito devoradorMalaquias 3, 8-11.

Primeiramente é preciso entender para quem era dirigida a mensagem de Malaquias.

A resposta está dois capítulos antes. Malaquias 1, 6: “Diz o Senhor dos Exércitos a vós, sacerdotes que desprezais o seu nome.” [...]

E o que os sacerdotes estavam fazendo para desagradar a Deus? - O profeta denuncia: Os sacerdotes haviam se desviado, vivendo na opulência, usando seus cargos para oprimir o povo, havia como há até os nossos dias disputa pelo poder religioso.

No tempo de Jesus os sacerdotes, os fariseus, os saduceus e tantos outros partidos que haviam dentro do poder religioso era muito forte, capaz de perseguir, de mandar matar, como fizeram com Jesus e os Apóstolos.  Eles disputavam esse poder entre sim Eram cheios de ira, de inveja, de opulência e eram gananciosos. Ser sacerdote significava ter prestígio e grande poder sobre o povo, principalmente contra os menos favorecidos. E por causa disso que Jesus foi severo ao censurar suas atitudes. Não estavam ali para guiar o povo para a santidade, mas, para oprimir, para julgar, para por seus pesados fardos sobre o povo sendo que eles mesmos não cumpriam mais a Lei. Jesus os chamou de guia de cegos e sepulcros caiados.  

Malaquias 1, 7-14. O que estavam fazendo os sacerdotes para desagradarem ao Senhor?

1.    Ofereciam alimentos impuros sobre o altar.

2.    Não davam o devido respeito à mesa do Senhor.

3.    Ofereciam em sacrifícios animais defeituosos e doentes, mesmo sabendo que Deus assim o proibia.

4.    Fraudavam o altar oferecendo animais defeituosos e doentes tendo em seus rebanhos animais perfeitos e sadios. “Maldito seja o homem fraudulento”. (versículo 14)

Malaquias 3, 5 - Deus lançou um alerta contra a falta de caridade, contra aqueles que O afrontaram buscando a magia, o adultério e os que proferem perjúrios. E contra aqueles que retinham o dinheiro do operário, dos órfãos e das viúvas.

Malaquias pergunta: Pode um homem enganar a Deus?

Essa pergunta foi dirigida a quem? Foi dirigida aos sacerdotes. E eles perguntaram: “Em que vos temos enganado?” – Malaquias responde em nome do Senhor: “Nos dízimos e nas ofertas”. Os sacerdotes não estavam pagando integralmente os dízimos e as ofertas. Estavam retendo riquezas para si às custas do dinheiro do Templo. Colocavam o povo na miséria e viviam na opulência. A caridade era deixada de lado. 

E o profeta Malaquias em nome de Deus diz àqueles sacerdotes:

“Pagai integralmente os dízimos e o tesouro do Templo e Eu abrirei os reservatórios e não permitirei que o gafanhoto venha destruir os frutos de vossa terra e não haverá em vossa terra vinha improdutiva” [...] Malaquias 3, 8- 11.

          Os pastores usam muito esta passagem para forçar seus fiéis a pagarem o dízimo, pondo medo, aterrorizando as pessoas quanto na verdade Deus naquele tempo estava dirigindo sua mensagem pelo profeta aos sacerdotes israelitas. A mensagem do profeta Malaquias não se aplica aos cristãos. Não havia igrejas cristãs naquele tempo. Muitas leis do Antigo Testamento, principalmente as leis cerimoniais não se aplica aos cristãos porque nós somos um povo constituído em uma Nova Aliança, (Mateus 26, 27-28), feita no Sangue de Cristo e não no sacrifício de touros e bodes como era na Lei de Moisés. 

Quem devia pagar os dízimos corretamente era os sacerdotes da tribo de Levi, também chamados de levitas. No entanto, o Profeta em nome de Deus lançou lhes uma palavra de exortação para que voltem a ser fiéis, pois, eles não podiam enganar a Deus no que se refere aos dízimos e as ofertas, mas pedia que voltasse à observância de toda Lei de Moisés. Ou seja, a toda má conduta: a corrupção, a ganância, a desonestidade, a falta de caridade com os pobres (representado pelas viúvas e os órfãos), enfim, Deus estava descontente com o descumprimento das suas leis. 

É o que disse Jesus quando censurou os fariseus Mateus 23, 13-37; Jesus deixa claro que não basta apenas cumprir a lei apenas por obrigação se não por em prática a justiça, a misericórdia para com os necessitados. Porque mesmo que se cumpra os preceitos da Lei um a um, sem amor é letra morta. Isso também nos ensina são Paulo: "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, mas não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o címbalo que retine."  1ª Coríntios 13, 1.

Aqui cabe uma observação: Que Deus não lança em momento alguma nenhuma maldição, mas, exorta-os através do Profeta que provem da sua bênção sendo fiéis ao pagamento dos dízimos e das ofertas. Deus diz: “fazei experiência e vereis se não abro os reservatórios e derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário”

Deus promete bênção para os que voltarem a serem fiéis a Ele.  No entanto, os falsos pastores de hoje querem por ao texto, um contexto falso, algo que não saiu da boca de Deus e nem do Profeta e usurpam o texto para amedrontar os fiéis. 

          No entanto, o texto de Malaquias em nada se refere aos cristãos. No tempo de Malaquias Jesus ainda não tinha vindo. Não existia a Igreja. O dízimo do Antigo Testamento não é o mesmo "dízimo" do cristianismo. O problema dos protestantes é que eles ficam presos ao Antigo Testamento e se esquecem que nós não somos o povo da Antiga Aliança. Não estamos sujeitos à lei de Moisés. Somos o povo da Nova Aliança e estamos sujeitos a Lei de Jesus Cristo. Cristo nos remiu e nos fez livres do peso e o jugo da Lei. 

          O dízimo do Antigo Testamento exigia 10% de tudo quanto os sacerdotes possuíam. Existia o dízimo e as ofertas. Também não há nenhuma menção sobre o tal ‘espírito devorador’, que é mais uma invenção dos protestantes. Espírito devorador é uma falácia criada pelos falsos pastores para por medo nas pessoas e obrigarem-nas a pagarem o dízimo. O texto de Malaquias nada diz sobre isso. E não é verdade que Deus estava amaldiçoando eles. Eles mesmos estavam atraindo maldição por não estarem sendo fiéis na observância da Lei.  

          No Novo Testamento, se lermos o livro de Atos o dízimo desaparece por completo. Apenas sobrevive as ofertas que não servia para manter os templos, pois, os primeiros cristãos não tinham templos ainda. As ofertas eram para fazer a caridade.

Agora vamos ler: Atos 2, 42-46:4, 35-36 

Como agiam os primeiros cristãos?

     Perseveravam na doutrina dos Apóstolos e na Eucaristia, chamada naquela época de ‘Fração do Pão’ ou ‘Pão partido’.
Tinham temor (respeito a Deus) por verem os milagres e prodígios realizados pelos Apóstolos.
Faziam caridade. Vendiam suas posses e repartiam entre si, de modo que nenhum deles passasse necessidade.
Eram unidos de coração, unidos na alegria, com simplicidade de coração davam louvor a Deus.
Esse testemunho cativava as pessoas e por causa disso havia inúmeras conversões.

Em nenhum dos Evangelhos, tampouco nas cartas apostólicas, não há menção sobre pagar dízimos. Apenas as ofertas e essas eram recolhidas nas comunidades para o bem comum. Mas, a Igreja Católica instituiu a paga do dízimo para sua manutenção, uma parte vai para a Diocese outra parte fica na Paróquia. Porém a Igreja estipula que a paga do dízimo seja no mínimo 1% do que se ganha ou dado segundo as possibilidades de cada um. É o 5º mandamento da Igreja. Ah! e na Igreja Católica o dízimo é gerido por uma comissão chamada "pastoral do dízimo". Se um sacerdote sai de sua paróquia para uma missão que seja a convite de outra diocese ou congregação, por exemplo shows, pregações, missas, etc. Ele não usa do dízimo para isso. Ele utiliza recursos próprios ou recebe da comunidade anfitriã que o chamou. 

O dízimo católico serve para, como disse, custear as despesas da paróquia tais como: manutenção do templo e da casa paroquial, (obras, água, luz, gás, internet, telefone, despesas do escritório, salários dos funcionários, combustível do veículo paroquial. O mesmo se aplica à diocese. As ofertas são destinadas às obras sociais e outras obras. Para complementar a renda a Igreja utiliza de diversos meios como: quermesses, rifas, leilões, feiras de doces e  salgados, etc... E nunca é exploda a fé do povo com valores exorbitantes. A Igreja Católica não é uma empresa com fins lucrativos.   

No tempo dos Apóstolos, e até nossos dias a Igreja Católica orienta: "ofertas devem ser de caráter espontâneo,  um sinal de abandono às coisas do mundo para viver uma vida totalmente santa e voltada para servir livremente a Deus e ao próximo dentro daquilo que propunha o Evangelho sem a preocupações das coisas de fora". 

Não há nenhuma passagem no Novo Testamento em que os Apóstolos ameaçam ou obrigam as pessoas a darem qualquer coisa. Aqueles que tinham mais repartiam com quem tinha menos segundo a necessidade de cada um. As coletas eram para obras de caridade e não para sustentar os Apóstolos. (Cf. Atos 2, 43-45). 

São Paulo por, exemplo, tinha profissão era tecelão fazia tendas. Os Apóstolos  quando saiam em missão não cobravam por suas pregações, como fazem os pastores hoje. 

Pelo contrário, eles eram ajudados pelas comunidades, comiam e bebiam do que lhes ofereciam e quando recebiam as ofertas nada era para si, mas, para os pobres, os doentes, os órfãos e as viúvas. Deus prosperava, não apenas os Apóstolos, mas, toda a comunidade.  

A única coisa que pedia era a honestidade de quem doasse, a sinceridade de coração. Encontramos, por exemplo, a falta de honestidade de Ananias e Safira e o castigo que receberam por mentirem diante do pagamento das ofertas. (Atos 5, 1-10).

É, portanto, falsa a pregação de certos pastores e até certos padres católicos quando estes usam esta passagem do Capítulo 3 de Malaquias para por medo nas pessoas, ou ainda, para incentivarem o pagamento do dízimo dizendo que se não pagar o dízimo Deus não cumprirá suas promessas.

 Deus sempre cumpre suas promessas, antes de ser fiel nos dízimos e nas ofertas como queiram forçar os pastores. Ele cumpre a quem de fato procura-lhe ser fiel num todo, na prática dos mandamentos, na observância do Evangelho, em viver uma vida santa regra à luz da sua Palavra e não só apenas nos dízimos. Quando Deus faz uma obra em nossa vida, quando Ele nos dá uma graça não é por merecimento nosso, nem por paga alguma seja por dinheiro ou favores, é porque Ele os ama e nos quer felizes. 

Jesus nos ensina que devemos ser desapegados das coisas materiais. Mas, os falsos pastores vão usar como exemplo o caso do "óbulo da viúva" de Marcos 12, 41- 44; (Cf. Também Lucas 21, 1-4) para tentar justificar as doações. Ao dizer, "a viúva deu o que tinha, é preciso ser fiel e contribuir sempre". Cuidado com esse falso ensinamento. A mensagem do óbolo da viúva é: a de renunciar a momentos de prazer para se dedicar ao próximo. A dádiva da viúva foi medida pela gratuidade de sua entrega, e não pelo valor financeiro. Esta consiste em doar as nossas virtudes em favor de alguém

À guisa de exemplo podemos apontar a paciência que se deve ter no processo educativo de alguém; a bondade no cuidado com os idosos; a humildade em não revidar um gesto violento, etc. Não tem nada a ver com as falsas promessas que estes pastores ensinam por aí. Jesus nos mostra que Deus enxerga os corações, o amor  de Deus não se mede pelo dinheiro mas pelo desprendimento, pela observação dos Mandamentos. 

A viúva deu aquilo que tinha, pôs duas moedas. Dar o que tem significa gesto de confiança, de entrega, de obediência. Porém, sua oferta foi aceita não pelo valor, mas pela obediência e pela sua humildade. Ainda que ela não tivesse nada a oferecer, mas, tivesse amor e obediência Deus aceitaria. Porque Deus é amor. Ele quer misericórdia e não sacrifício. Portanto, não caia na falácia desses falsos pastores pois, Deus honra segundo nosso coração e não conforme o nosso bolso. 

A mãe da Teologia da Prosperidade é a Igreja Universal do reino de Deus (do pastor Edir Macedo), (mas também existe outras como Assembleia de Deus Vitória em Cristo do pastor Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça de Deus do pastor RR Soares, a Igreja Mundial do Poder de Deus do apostolo Valdomiro Santiago, etc.

Todas ensinam doutrinas estranhas e são adeptas da falsa Teologia da Prosperidade) A IURD é a  que mais ensina doutrinas estranhas, contrárias ao evangelho. Essa seita promove a tal fogueira santa de Israel, a tal reunião dos 318, reunião de empresários, procissão com a réplica da Arca da a aliança... 

Se acreditarmos nessas coisas é o mesmo que acreditar nos amuletos, nas figurinhas, no curandeirismo, nas ferraduras da sorte, na pajelança, na nova era, etc. 

Eles pegam trechos, ou coisas do Antigo Testamento e transportam para a realidade de hoje e assim,  bolam uma estratégia criando uma falsa teologia em cima da teologia da prosperidade. As pessoas que não conhecem a Bíblia ao verem isso acreditam sem mesmo   contestar se é verdade ou não. Várias pessoas sendo enganadas por espíritos embusteiros. Esse não é o verdadeiro Evangelho de Cristo. Suas doutrinas não são verdadeiras, mas são doutrinas de demônios. 

São Paulo nós diz que: "Se alguém pregar um outro evangelho diferente do que foi anunciado que seja anátema. (Gálatas 1, 8-11). As pessoas são iludidas por esses falsos pastores. Muitas vezes são pessoas que não conhecem a Palavra. Esses falsos ensinamentos tem se propagado muito porque as pessoas, ou têm falta de conhecimento ou são atraídas pelas falsas promessas que estes impostores dão. 

Não há nenhuma promessa nesse sentido nas Escrituras. As pessoas que vão atrás de prosperidade confiando nessas falsas doutrinas não entenderam nada que o objetivo do evangelho é a salvação. Jesus não prometeu facilidades, nem tampouco prosperidade do modo como é pregado por essas seitas. Jesus deixa claro que o evangelho é libertador, mas, engana-se aqueles que pensam que o evangelho é fábrica de dinheiro, que traz conforto. Pelo contrário, Jesus disse que o caminho que o cristão deve percorrer é estreito e para chegar a reta final deve-se passar pela porta estreita. Jesus deixa claro que assim como ele carregou sua cruz, sem reclamar e venceu. Nós também devemos carregar a nossa se quisermos ser vencedores também. 

De onde surgiu então o dízimo cristão?

O dízimo cristão surgiu no Concílio de Macon, no ano 585, ordenava a paga de 10% das posses dos fiéis.

Mas, foi Carlos Magno, rei dos francos, que expandiu a prática: conforme alargava seu império no século IX, difundia a cobrança nas regiões conquistadas. Com o tempo, os governos entraram na jogada.

Embora a Igreja justifique algumas passagens bíblicas, como Mateus 23,23; Lucas 8, 12; Hebreus 7,1-10; Lucas 21,1-4, etc. Em muitas dessas passagens Jesus se referindo ao Dízimo da Lei de Moisés, mas, quando lemos com cuidado as cartas de Paulo e o próprio Livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos no lugar do dízimo apenas a oferta ou contribuição. E muitos vão dizer que pagar o dízimo é o mesmo que contribuir. Não é verdade!

Enquanto o dízimo é obrigatório, a oferta ou contribuição não é obrigatória. Dá quem pode segundo o coração de cada um. São Paulo, por exemplo nunca falou diretamente que os cristãos deviam dizimar. Mas pede que cada um cuide de contribuir para as obras de caridade.

Na Igreja Católica a paga do dízimo ganhou mais força quando a Igreja se separou do Estado, no entanto, a Igreja Católica não estipula um valor fixo para o dízimo, como os 10% mencionados no Antigo Testamento. Em vez disso, a Igreja orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades e generosidade.

Para que uma contribuição seja considerada dízimo, é necessário que seja um percentual dos ganhos, sendo o mínimo de 1% e o máximo 10%.

 Essa orientação visa garantir que todos possam participar de acordo com suas capacidades financeiras, sem impor um valor específico.

O dízimo é mencionado no contexto dos mandamentos da Igreja Católica, mas não de forma explícita. O Catecismo da Igreja Católica, promulgado por São João Paulo II em 1993, apresenta cinco mandamentos da Igreja, sendo o quinto mandamento: "Ajudar a Igreja em suas necessidades." Este mandamento orienta os fiéis a contribuírem conforme suas possibilidades para atender às necessidades materiais da Igreja.

Embora o dízimo não seja especificado como uma obrigação de 10%, a prática de contribuir regularmente é incentivada como um gesto de pertença e apoio à missão da Igreja. A Pastoral do Dízimo é uma forma organizada de promover essa contribuição nas comunidades paroquiais.

De uma forma ou de outra o dízimo cristão foi criado inspirado no modelo do Antigo Testamento, mas, se nós perguntarmos se ele é lícito ou não, vai da consciência de cada um. Podemos, contudo, dizer que os Apóstolos não mencionam a palavra dízimo e ao que tudo indica não havia nenhuma cobrança nesse sentido, apenas as ofertas e, essas eram espontâneas.

A atitude de certos padres e pastores em cobrar o dízimo não é e nunca foi a forma certa, muito embora sabemos que a finalidade do dízimo é a manutenção da casa de Deus e as ofertas às obras de caridade.

No entanto, o que se vê hoje é a pilantragem. E agora, vamos falar e explicar porque a ‘Teologia da Prosperidade’, que de Teologia não tem nada, é uma ‘Teologia’ falsa que vai contra o que Jesus ensinou e contra a Sagrada Escritura de maneira geral. 

A ‘Teologia da Prosperidade’ é muito usada pela maioria dos protestantes evangélicos, principalmente nas igrejas de ramo pentecostais, mas ela é usada de modo geral em todo ramo protestante. E qual é a forma utilizada?

Nada mais é do que a ‘Lei da retribuição’, ou seja, Deus só me dá alguma graça se eu der em forma de paga algum valor, algum bem que eu dispor para a igreja. Se eu for fiel (não em cumprir a Lei de Deus), mas, se eu for fiel no dízimo, nas ofertas, e em algo mais que o ‘pastor’ exigir, Deus pode me dar a prosperidade, o apartamento que eu sonho ter, o carro do ano, o emprego que desejo, o cargo que eu desejo naquela empresa, etc...   

Uma boa dialética, boa hermenêutica, uma grande “cara de pau” e o uso indevido da Bíblia. O uso de boa lábia para convencer as pessoas e por nelas o medo de que se não for fiel Deus não lhe dará o que preciso. Essa ‘Lei da troca’ ou do "toma lá da cá" que os pastores protestantes fazem da relação pessoal com Deus e o ser humano, não uma relação sadia de Pai e filho, nem está na Bíblia. Mas, é uma relação de cliente e comerciante, de empregado e patrão onde o cliente é Deus e o comerciante é a pessoa. Deus até honra os votos que fazemos com ele, mas, desde que estes votos nos leve à salvação e não a ter bens pessoais. A missão de Cristo é salvadora e não enriquecedora. Jesus não morreu na cruz para termos bens, confortos materiais, mas o conforto espiritual e a graça da salvação. 

Esse negócio inventado pelos protestantes de determinar curas e bençãos é antibíblico. Deus não dá nada daquilo que não precisamos. Os bens materiais, a prosperidade chega com a ajuda de Deus mediante nossos esforços e não milagrosamente. Deus nos concede força, saúde, disposição para que o fruto do nosso trabalho seja abundante.    

Os falsos pastores utilizam uma técnica de convencimento, as propagandas de cura e libertação, do convencimento através de testemunhos falsos, de curas falsas, milagres e prosperidades mediante a promessa de ser fiel na paga do dízimo e ofertas. Eles põem na boca de Deus aquilo que Deus não  disse. E quando o fiel não é atendido vem a decepção. As pessoas perguntam: "Porque Deus não me atendeu?" - A resposta é simples, porque Deus não compactua com isso. Ele não é uma marionete que possamos manipular.  

Contratam atores para se passarem por doentes nos cultos e levantarem curados. Ou então gravam vídeos com atores para dizer que Deus lhes deu um bom emprego, uma boa casa, o carro do ano, um cargo importante porque foram fiéis e contribuíram. Mas, tudo não passa de algo totalmente arranjado, nada disso é verdade. Tudo bem bolado para tomar dinheiro dos fiéis enquanto os pastores colocam seus filhos nos melhores colégios, andam de carros importados, possui jatinhos, moram em áreas nobres da cidade. Os filhos dos fiéis estudam em escola pública. 

Muitos em nome de uma falsa promessa escutada nos cultos doam tudo que tem passando necessidade, não tem moradia própria, moram em locais insalubre. Outros até conseguem alguma coisa, não por milagre, mas, porque já possuía um bom trabalho, uma boa carreira. 

Mas, a grande maioria dessas pessoas que seguem essas seitas mal tem um fusca velho para andar. Mas, daí perguntamos: Onde está a promessa de Deus? Porque Deus não honra essas pessoas conforme os falsos pastores prometem? A resposta é: Deus não é um comerciante. Ele não faz barganha. O que ele exige de nós é a Fé, é a observância dos Mandamentos.

Quando isso não ocorre vem a frustração, porque acham que ou Deus não lhes foi fiel, ou a pessoa não está sendo fiel o suficiente e se tornam escravos desses falsos pastores que pedem mais e mais.

Recentemente a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, foi condenada a devolver a um fiel que sentindo-se enganado pediu na justiça a devolução das ofertas que deu, pois, a Justiça acatou e deu causa ganha ao fiel. E assim tantos outros processos de pessoas que acordaram pra vida e viram que estavam sendo ludibriadas. 

A teologia da prosperidade não vem de Deus porque ela vai contra tudo o que Jesus ensinou. Vamos aprender o que a Bíblia diz sobre isso:

Mateus 19, 16-24. – “Vai vende tudo que tem e dê aos pobres” [...] “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico entrar no céu”. De nada adianta você ter bens, ser rico se antes não tiver amor, não renunciar a si mesmo para seguir Jesus na totalidade – Mateus 16, 29 – Jesus não promete riquezas para quem segui-lo, mas oferece a recompensa da vida eterna. “Por isso, em verdade lhes digo que quando o Filho do homem estiver em sua glória, vós que me seguis estareis sentados em doze tronos para julgar as tribos de Israel” Mateus 16, 28. 

Zaqueu disse a Jesus: "Senhor eis que eu darei aos pobres metade dos meus bens e, se por ventura tenha defraudado alguém lhes restituirei quatro vezes mais". (Lucas 19, 8)  

Marcos 6, 7-13. – Jesus envia os apóstolos e recomenda-lhes: “Não leveis mais que o necessário”, ou seja, que vivam com modéstia anunciem o Reino de Deus, curem os doentes, expulsem os demônios" [...] Hoje, Jesus não pede para andarem de carro do ano, nem de terno e gravata, nem que peçam altos salários em suas pregações. Jesus pede desapego. 

Em outra passagem o evangelista vai dizer que Jesus pede que aos que os acolherem, ao ficar ali transmitam a paz e comam o que derem. Os falsos pastores ostentam belos ternos, carros do ano, são muitas vezes intolerantes com aqueles que não pagam os dízimos e as ofertas para que eles vivam uma vida de luxo. Jesus manda fazer o contrário. Envia-os sem bens, sem riquezas porque a preocupação do pregador é com a salvação das almas e os bens, a riqueza, muitas vezes acomoda e faz desvirtuar o sentido do evangelho. 

Mateus 10, 8. “De graça recebeis, de graça deveis dar”. Aqueles que são chamados a fazer o bem não devem cobrar por aquilo que fazem porque não é a pessoa que faze sim o próprio Deus. Jesus manda curar os enfermos, ressuscitar os mortos, expulsar os demônios, mas, tudo isso é dom de Deus e não é mérito humano. Essa graça especial que é dada aos escolhidos não deve ser trocada por favores, por dinheiro ou por ofertas como exigem os falsos pastores.

 Continua, Mateus 10, 9. Jesus diz que aquele que for enviado não deve senão contentar-se com o que tem e com o que lhes dão e não exigir mais que o necessário. “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro” [...] nem mochila, nem bastão, nem calçados, nem duas túnicas" [...] ou seja, não ostentem, não busquem senão fazer o bem sem a necessidade de riquezas.

 Os falsos pastores, no entanto, exigem altos cachês para fazerem pregações e shows. Nas pregações falam mais do diabo que de Deus, além de exigirem de seus fiéis, quando não se tem o que doar até bens futuros com a herança como bem vemos um vídeo que circula nas redes sociais de um certo pastor pedindo que seus fiéis deixem as suas heranças para a igreja. 

Também um vídeo em que uma certa denominação foi denunciada por colocar advogados para forçar idosos a passarem em vida seus bens para o nome da igreja. Esses falsos pastores fazem uma lavagem cerebral nos seus fiéis prometendo coisas, bens e prosperidade em nome de Jesus, que não está de acordo com a moral cristã e nem é o verdadeiro Evangelho de Cristo.

Mateus 6:19-21 – “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam”.

Jesus após fazer o ensinamento sobre as boas obras, depois de ensinar a rezar o “Pai-Nosso”, nos ensina que a única riqueza que devemos ter é a fé. Ajuntar tesouros no céu e não neste mundo. Aqueles que barganham com Deus alguma coisa perde a vida eterna. Quem se vangloria pelas boas obras que faz, perde a vida eterna. Mateus 1, 2-3. Porque o bem, a graça, o milagre se Deus concede não é obra nossa para que nos vangloriarmos, mas, é obra de Deus. Na Oração do Pai-Nosso, Jesus ensina que devemos pedir: 

  1. Pai nosso que estais no céu. Por Jesus temos acesso ao Pai. É Deus que sai do templo e vem até nós por Jesus. Por isso, ele quer que o chamemos de Pai. 
  2. Que santifiquemos o seu Nome. Porque somente Ele é o justo, o Santo, o nosso Deus.
  3. Que concretize em nós o seu Reino. O reino de Deus deve-se fazer em cada um de nós. O reino material nós não precisamos dele. 
  4. Que seja feita a sua vontade, tanto na terra como no céu e não a nossa vontade. Não podemos obrigar a Deus a fazer aquilo que não for de sua vontade.
  5. Que tenhamos apenas o pão de cada dia, ou seja, o necessário para vivermos um dia de cada vez, sem necessidade. Por isso se diz o 'Pão nosso de cada dia nos dai hoje'. O dia de amanhã pertence a Deus.
  6. Que Ele nos perdoe, mas, antes é necessário perdoar as ofensas (as dívidas) também daqueles que nos tem ofendido.
  7. Que não nos deixe envolver pela tentação que o diabo com as coisas deste mundo nos oferece.
  8. E que assim nos livre de todo mal. 
Se você pensa em barganhar com Deus, se busca a prosperidade, não busque nas falsas promessas desses falsos pastores, busque nesta Oração que Jesus nos ensinou. Ela é a cartilha de Deus para tudo que precisamos.

Guardem bem isso: Não é preciso que alguém devolva nada pra Deus em troca de uma graça. Jesus nos concede tudo de graça, pois, é por sua chagas que somos curados – Isaías 53, 5 – não caia na lábia dos falsos pastores que exigem dinheiro, bens em troca de bençãos, pois, o maior bem que Deus pôde nos dar foi Jesus Cristo que por amor a nós se entregou na cruz para nos salvar.

Jesus não precisa de dinheiro para nos curar. Ele exige apenas uma coisa, a Fé. Todas as vezes que Jesus curava dizia: “Vai, a tua fé te salvou!”, ou ainda, quando disse ao centurião: “Não encontrei em nenhum dos filhos de Israel alguém com tamanha fé quanto este homem” [...] Vá seja feito conforme a tua fé!” Mateus 8, 10.13

E ainda quando Jesus curou a filha da mulher Cananéia que sofria atormentada por um demônio: “Ó mulher, grande é tua fé! Seja feito como desejas. E na mesma hora a sua filha ficou curada”. Aquela mulher reconhecia e acreditava que somente Jesus podia curar sua filha. Tinha fé. Mateus 15, 28.

Jesus não pede nada, não exige nada de nós senão a fé. No entanto os falsos pastores, usam de diversos engodos dizendo que para Jesus curar, para dar prosperidade é necessário ser fiel e contribuir. Porém, Jesus não promete riquezas. Não promete prosperidade, mas diz que quem quiser segui-lo deve abraçar, tomar sua cruz, renunciar a si mesmo. Ou seja, Jesus está dizendo que o cristão deve passar pelo calvário como ele passou.

Em Mateus 8, 34, está escrito: - “Aquele que quiser me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!”

Mateus 8, 18-21. Quem quiser seguir a Jesus deverá ser abnegado, desprezar as riquezas, não ter apego a sim mesmo, nem as coisas deste mundo senão ao próprio Cristo.

E por fim, na Igreja que se iniciava, já estava claro o espírito de partilha. Conforme Jesus outrora ensinou “Vai vende o que tens e dê aos pobres!” ; a Igreja não cobrava dízimos, mas, vivia da caridade, onde quem tinha mais repartia com os pobres de modo que ninguém passasse necessidade, eram unidos de coração e não pelo dinheiro, tinham tudo em comum, viviam em oração. Atos 2, 42-47.

Para que servia as coletas de Paulo?

 Na Bíblia, o apóstolo Paulo realizou uma coleta entre as comunidades cristãs que fundou para ajudar os pobres da Igreja-mãe em Jerusalém. A coleta foi um grande empenho de Paulo e envolveu outros companheiros de missão.

A coleta para o povo de Deus é mencionada na Bíblia em 1ª Coríntios 16, 1-3, onde Paulo ordena às igrejas da Galácia que façam o mesmo. Paulo pede que cada um separe uma quantia no primeiro dia da semana, (isto é, no domingo), de acordo com a sua renda, para que não seja preciso fazer coletas quando ele chegar.

A pergunta é: Você já viu algum pastor dizer que as coletas de sua igreja servirão apenas para a caridade ou para ajudar alguma comunidade que esteja precisando? Ou destino dos dízimos e das ofertas, os milhões que eles arrecadam servem para viverem uma vida de luxo, com carros do ano, helicópteros e jatinhos, férias em lugares paradisíacos? ...

A teologia da prosperidade é manca. Ela ajuda apenas um lado, o lado do pastor, do falso pregador, do falso discípulo. Porque enquanto ela enriquece a uns poucos, as igrejas estão cheias de pobres, de necessitados, de doentes. Esses falsos pastores são falsos milagreiros.

Não se enganem! E lembrem-se que as igrejas estão cheias, mas, de corações vazios.

A Graça de Deus não deve ser objeto de barganha. Jesus não veio para senão salvar as almas. A salvação não se compra, nem se vende. Milagres acontecem, mas não se vende, nem se compra. O que Jesus pede é um coração sincero, contrito e humilde. Obediência às suas leis. Fé é a única coisa que Jesus pede. Aquele que tem fé tem tudo e tudo consegue.

Jesus pede oração, que sejamos pessoas e oração. Jesus atende em Oração. Ele disse: "Pedi e recebereis, procurais e achareis, batei e ser-lhe-á aberta!" (João 16, 23-28). Os milagres acontecem não por dar mais ou menos, mas por méritos de Cristo. É de graça e por Graça que Deus nos concede a saúde do corpo e da alma.

Se formos unidos a Ele a obra se fará. Não é preciso recorrer à promessa e barganha. Deus nos ama e porque nos ama se pedirmos com fé ele nos dará.

Não caiam na lábia de falsos pastores, eles nada podem fazer, ainda que prometam o mundo inteiro. Jesus não é um comerciante, se ele nos atende é por sua Graça e nós nada merecemos. Mas, a maior graça que todos devem pedir é a Salvação.   

O Senhor Jesus foi contra os vendilhões do templo que usavam a casa de Deus para ganhar dinheiro; foi contra a atitude daqueles fariseus hipócritas que usavam a Lei de Moisés com artifícios para oprimir o povo. 

Ele nos ensinou que antes de mais nada é preciso buscar o reino de Deus e a sua justiça: "Busquem primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais lhe será acrescentado!" Mateus 6, 33

"Está escrito, 'Minha casa é uma casa de oração, mas, vós a tornastes um covil de ladrões". (Marcos 11, 17)     

E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará." 

Atos 2030. "E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si."

Tomemos cuidado para não sermos enganados pelos falsos pastores. Eles se vestem em peles de ovelhas, mas, são lobos vorazes. 

Quando você ver um pastor dizer que se deve ser fiel na paga do dízimo e das ofertas. Quando você ver alguém ser menosprezado pela igreja porque não está pagando o dízimo. Esses falsos líderes não agem com a caridade que Cristo ensinou. São pessoas desumanas e gananciosas. Não falam em nome de Deus.

Tem pastores que vão na casa do fiel cobra a paga do dízimo. Tem pastores que afasta o fiel por não estar em dia com a paga do dízimo. Veja bem! Essas pessoas não estão agindo de acordo com o evangelho. Não são verdadeiros cristãos. Porque Jesus não deixou nada escrito, nem falou nada a respeito. 

Esse "lobos em pele de ovelhas" agem segundo o diabo e não tem compromisso com o verdadeiro evangelho que é antes de tudo, o amor ao próximo conforme ensina Nosso Senhor e reafirma São Paulo. 

A caridade é o bem maior. Tomem muito cuidado com essa gente, pois, o que eles pregam e ensinam não vem de Cristo. E todo aquele que prega um evangelho que é diferente daquilo que o Apóstolos ensinaram e que vem do Senhor Jesus não merece crédito porque essa pessoa, segundo São Paulo está excomungada.

Esses pastores que ameaçam maldição a quem não for fiel aos dízimos e nas ofertas, que põem medo nas pessoas, esses que pregam e prometem prosperidade e milagres com dia e hora marcada em nome de Jesus (esse Jesus não é Jesus da Bíblia) são mentirosos e seus ensinamentos são falsos. Porque Jesus cura quando quer, onde quer e em todos lugares. 

Guarde bem isso: Deus cura mediante a fé por graça e de graça, não temos que pagar nada a não ser fazer a obra de Deus. A Salvação é pela graça mediante as boas obras. 

Deus não cobra pela salvação, ele já pagou o preço por nós na Cruz. Jesus não tem  e dia hora marcada para fazer milagre. Isso é invenção da teologia da prosperidade. Se ele o faz a obra, faz por sua vontade e não pela nossa vontade. Basta pedir com fé, (Deus conhece nossos corações), (Cf. Mateus 7, 7-14 - Cf. Mateus 21, 22) - Deus é nosso Pai. "Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos seus filhos, quem dirá o Pai celestial dará coisas boas a quem lhe pedirem?"  - E no Pai Nosso rezamos: "Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu!" - Cf. Mateus 6, 10. 

Como podemos orar dizendo a Deus "seja feita a vossa vontade" e depois vamos afrontar a Deus rezando a Oração do Pai Nosso, fazendo aquilo que o pastor diz? Porque o pastor pediu para dizer:  "Eu quero!" ; "Eu determino tal coisa, tal cura." - Parece aquela criança mimada que quer tudo na mesma hora. 

Ou ainda, eu pago o dízimo para Deus honrar suas promessas e dar aquilo que necessito". Quando as pessoas dizem isso instigadas pelos falsos pastores estão afrontando a Deus e é um testemunho anticristão e antibíblico.

Portanto, é necessário passear pelos Evangelhos e perceber nos ensinamentos apostólicos para não cairmos na lábia desses mercenários do evangelho. Aprenda com Jesus que nasceu pobre, não tinha onde reclinar a cabeça, (Lucas 9, 58 - Mateus 8, 19-20), morreu nu pregado do madeiro (Mateus 27, 28-31) - não será diferente ao cristão enfrentar tudo isso pois ele mesmo disse: "Sereis perseguidos, levados aos tribunais e mortos (Mateus 24, 9.13) Mas, o que perseverar até o fim será salvo!" Jesus não promete prosperidade, ele disse que para segui-lo, deve-se antes tomar a sua cruz. (Lucas 9, 23-26) - Portanto, tomem cuidado  com essa gente que não prega o verdadeiro evangelho. 

Sabemos que tudo que Deus opera em nós não é por merecimento, mas, é pela graça. Mas, a graça de Deus exige de nós o compromisso de sermos leis a Ele à sua palavra. "A graça não vem de graça" Isto mesmo! Deus exige de nós que para sermos merecedores cumpramos os mandamentos. A melhor forma, na qual Nosso Senhor exige é o amor.

Já no leito, prestes a morrer, um repórter perguntou às Madre Teresa de Calcutá:

"- Madre, qual a sua religião?"

Ela respondeu: "Minha religião é o amor."

Perguntou o repórter: "-Qual é o Deus da sua religião?"

Ela respondeu: "- O Deus da minha religião é o próximo".  

Sim, meus irmãos. Jesus disse que devemos amar o próximo. Não importa se o próximo é nosso amigo ou inimigo. Isso nos mostra que a prosperidade do reino de Deus não está em conseguir coisas materiais, mas no amor. Onde está o próximo, aí está Jesus. O segredo da santidade está no amor. Esse é o maior mandamento deixado pelo Senhor Jesus. "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado!". 

Quantas vezes nós escutamos ou lemos esta passagem na Sagrada Escritura e não compreendemos. Amar como Jesus amou. O amor de Deus é entrega, é perdão é doação. Muitas vezes nós trocamos esse amor pelas coisas materiais, pelas falsas promessas. 

O evangelho reverso pregado pelos falsos pastores nos dão a entender que Deus é apenas um atendente, um empregado a nosso dispor. Mas, o Evangelho puro das Escrituras ensina-nos um Deus que pode sim, dar aquilo que precisamos desde que possamos pedir o necessário, pois, cabe a nós buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, (Mateus 6, 33), em segundo lugar a sua justiça e as demais coisas virão por acréscimo. Assim Jesus nos ensina a pedir na oração do 'Pai Nosso', e o que precisamos? O pão nosso de cada dia e o seu reino. O pão Jesus nos dá todo dia, o pão da Palavra e da Eucaristia. O reino nós devemos buscá-lo construir já aqui na terra. O reino de Deus virá se cada um fizer a sua parte sem se preocupar com aquilo que o mundo oferece. 

Também não podemos tentar a Deus determinando nada porque Ele fará cumprir sua vontade no tempo certo. Lembre-se que Moisés ao tentar a Deus  o deserto não pôde entrar na terra prometida. (Hebreus 3, 8-11). 

Quando algum líder religioso seja padre ou pastor pedir para determinar a Deus  lembre-se dessa passagem pois querer determinar aquilo que é da vontade Deus é pecado, é tentar a Deus. "Não tentarás o Senhor teu Deus!" (Deuteronômio 6, 16).

E quando pedirdes algo dizei antes assim: "Senhor meu Deus e meu Pai, em nome de Jesus se for da tua vontade, se for para o bem do meu corpo e da minha alma, atendei a minha oração..." e peça ao Senhor a graça que necessita, mas, nunca force a Deus aquilo que não for de sua vontade. 

Deus nos ama, ele não pede nada em troca a não ser que sejamos fiéis a ele. Ou seja, que sejamos bons filhos. Que obedeçamos os Mandamentos. (João 14, 15-21:23-24).

Não é preciso dar dinheiro para a igreja, para o pastor, para o padre para receber um favor de Deus. Ele apenas pede que peçamos, (Mateus7,7-8). Não caia na lábia dos falsos pastores que ensinam que Deus só é fiel se formos fiéis a ele na paga de dízimos e ofertas. Não! Deus é fiel sempre. Ele sempre mantém sua aliança independente de qualquer situação. Também não faz distinção de pessoas seja por credo, raça, ou cor. 

Entenda que Deus não dá algo para nós se isso não servir para nossa santificação. Jesus disse: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier perder sua alma?" (Marcos 8, 36).          


 

         

A ICONOCLASTIA DE ONTEM E A ICONOCLASTIA DE HOJE – PARTE 1

           Quando vemos os ataques dos protestantes à Igreja Católica referente ao uso das imagens sacras, não podemos esquecer que tais ata...